Prefeitos tietes
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Prefeitos de diversos municípios do Rio Grande do Norte em um momento "paparazzo" com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva em Natal. Marcos Dantas.
Prefeitos tietes
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Prefeitos de diversos municípios do Rio Grande do Norte em um momento "paparazzo" com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva em Natal. Marcos Dantas.
OAB
Movimento sem baderna
Marcus Hadade, ex-presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários, é um dos organizadores do "Cansei". "É um movimento de gente que busca o bem, sem fazer baderna. Antes de tudo, somos a favor do Brasil, pela estabilidade das instituições."
Sergio Morrison é diretor do Comitê de Jovens Executivos da Fiesp -uma das entidades que apóiam o "Cansei"- e organizador da passeata que sairá amanhã, às 9h, do Monumento às Bandeiras, no Ibirapuera, até Congonhas. Questionado sobre como será o ato, diz não ter idéia. "Nunca fizemos isso na vida", afirma ele. "O movimento partiu da base da sociedade. Estamos nos mobilizando, não somos elitistas. Temos de nos defender. Se não garantirmos o nosso, quem vai garantir?"
Ontem, a Philips publicou anúncios a favor do "Cansei". Quem assina é Paulo Zottolo, presidente da multinacional. "Cansei de me indignar e não fazer nada. Antes de tudo, o movimento é uma crítica a nós mesmos, que perdemos a capacidade de nos indignar", diz ele.
(FERNANDO RODRIGUES, MAURICIO PULS E LEANDRO BEGUOCI)
Comento:
Eis que após o sindicalista e nordestino ascende ao Poder, de repente, nao mais do que de repente, questionamos as praticas do Estado brasileiro. Cansei de impostos altos, cansei de juros altos, cansei de impunidade, cansei de...
Enquanto isso, todos (os politicos) vao para a televisao e se dizem a favor da reforma politica. E nada... Culpa de quem? Do governo Lula? Quem é governo nesse país? Os prefeitos, os governadores, deputados e senadores, eles, que podem fazer? Tudo. Mas eles nao fazem nada.
Sinto que ha um clima de "quanto pior melhor". As elites que andam de carro blindado, de aviao particular, esses, nao querem nenhuma reforma. Eles nao precisam do poder publico. Sao eles que patrocinam esse movimento Cansei.
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Índice
Sobre o Movimento Cansei, encabeçado pela OAB e empresarios das classes mais favorecidas. Hipocrisia? Porque nao discutem os reais problemas do Brasil?
OAB
Intelectuais
O psicanalista Tales Ab'Sáber, crítico do PT e do governo, avalia que há de fato uma crise. Mas, segundo ele, o "Cansei" não tem condição de dar uma resposta a ela: "Esse grupo é impotente. Não há interesse real em transformar o Estado. É um muxoxo que não muda a realidade, porque os grupos que estão nele são ligados aos tucanos. Eles isolaram a política da sociedade, produziram essa sensação de impotência de que tudo é complexo demais para ser mudado".
O cientista político Leôncio Martins Rodrigues, professor aposentado da USP e da Unicamp e amigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, avalia que o movimento enfrentará dificuldades."A temática não comove tanto a população mais pobre, mas reflete o sentimento da classe alta e da classe média alta."
Maria Victoria Benevides, professora da USP e ex-integrante da Comissão de Ética Pública do governo Lula, lamenta que mobilizações desse tipo só surjam quando um setor da sociedade é atingido. "Infelizmente, outras tragédias não causam comoção nem mobilizam os setores que têm mais peso e mais voz".
José Álvaro Moisés, professor de ciência política da USP e funcionário do Ministério da Cultura no governo FHC, acha o movimento louvável, por criticar a corrupção, mas faz uma ressalva: "Para que tenha conseqüências, é preciso criticar as regras que provocam o surgimento dos problemas. Seria bom que a OAB criticasse as leis que permitem a impunidade".
Folha de Sao Paulo
Decifrando o mistério
das vaias a Lula
Por Mauro Carrara
Saiu tudo conforme o planejado. O operário Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado e passou pelo maior constrangimento público de seus quatro anos e meio na presidência. A solenidade de abertura dos jogos Panamericanos seguiu à risca o roteiro definido pelo "comando central", o mesmo que controla toda a campanha de mídia contra o Governo Federal.
No Rio desde quinta-feira, dia 12, procurei descobrir se e de que maneira foi arquitetado o plano de humilhação. Conversando muito aqui e ali, com jornalistas, políticos e gente do povo, levantei 14 informações que futuramente poderão ser úteis à reconstituição histórica do episódio.
1) Havia mais de um mês, já se falava numa "recepção" diferenciada a Lula na festa de abertura do Pan. O assunto era comentado com freqüência na Avenida Alfredo Baltazar da Silveira, no prédio da Secretária Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro.
2) Há cerca de três semanas, esse foi supostamente o tema de uma reunião entre Marcelino (que deve ser o D’Almeida), Moacyr (que deve ser Barros Bastos) e Gustavo Coimbra Coelho Cintra, na sede do Recreio dos Bandeirantes.
3) Estranho é que, no dia seguinte, o assunto voltou à baila num encontro entre Coelho Cintra e as senhoras Ágata Borges de Castro e sua lugar-tenente, Cecília de Moraes. Na secretaria especial de comunicação, gerou-se uma turbulência. Era preciso recrutar gente para um serviço especial.
4) No mesmo dia, na Rua Afonso Cavalcanti, apareceu o Sr. Alexandre da Fonte, do Riocentro, disposto a ajudar no que fosse necessário. Tinha uma lista de voluntários para ajudar nos serviços extras - relação que circulou por mais de um departamento.
5) Dias depois, noutra secretaria, ouviu-se exatamente a mesma coisa. Os preparativos para a recepção a Lula tinham de ser especiais. O Sr. João Marcos de Alburquerque pediu, então, uma reunião com o pessoal do COB, que se deu no dia seguinte. Carlos Arthur Nuzman, sabe-se, recebeu Albuquerque para tratar do assunto. Não se saber exatamente sobre o que falaram.
6) Consultado sobre o assunto, na época, o responsável pela imprensa do Comitê disse apenas tratar-se de "assunto político", não diretamente ligado aos preparativos para o Pan.
7) Estranho é que, em todo canto, o assunto "recepção a Lula" era ouvido. Há três semanas, esse mesmo assunto foi suposto tema de uma reunião do Relações Públicas Roberto Falcão com um grupo de publicitários paulistas, capitaneados por um certo Fabra e um incerto "Catchola", que apresentou uma série de desenhos do estádio, com destaque para as arquibancadas. Que se saiba, esses homens de propaganda não faziam parte do grupo de trabalho. Ao contrário, o tal Fabra parece ser o mesmo homem por trás do site e-indignação, destinado a espicaçar o atual governo e amplificar o movimento de oposição.
8) No mesmo dia, o tal Fabra esteve por horas com o Sr. Ali Kamel, diretor-executivo de jornalismo da Rede Globo e colunista de O Globo. Oficialmente, segundo a agenda do bam-bam-bam global, o assunto foi o Pan do Rio.
9) Há quinze dias, o tal Fabra teria novamente aparecido na sede do COB. Outro participante da reunião, segundo fontes confiáveis, foi um tal de Saulo Romay. Bendito Google. Vem a calhar que o sujeito é algo como representante da juventude do PSDB no Rio de Janeiro. O que teria ele a ver com a organização do Pan? É um mistério que perdura.
10) Nesse mesmo dia, coincidentemente, houve uma reunião especial entre os coordenadores dos voluntários do Pan. Cerca de 16 pessoas estiveram presentes. Ao fim, foram avisadas sobre um treinamento especial, que ninguém ainda sabe do que se trata. Segundo uma atenta secretária, alguns saíram assustados do encontro.
11) Dia 2 de Julho. Informalmente, é criado - sabe-se lá por quem - um grupo de setenta voluntários, para serviços especiais.
12) Dia 12: preparação para a solenidade. Do nada, um grupo começa a treinar uma vaia. Não se sabe para quem. Não se sabe com qual interesse. Isso ocorre por três vezes durante o ato preparatório.
13) Aparentemente, os tais 70 são estrategicamente distribuídos pelo Maracanã. Alguém protesta, antes da cerimônia. Há confusão. No portão 18, cerca de 100 voluntários são barrados. Segundo a organização, seus lugares foram provisoriamente tomadas pelo pessoal da "coordenação estratégica".
14) Dia 13 de Julho, quase meia-noite. O estudante Rogério, de 18 anos, morador em Duque de Caxias, conversa com este repórter. Reproduzo fielmente o que me foi dito:
- Era mesmo para vaiar o Lula, do jeito que disseram. Uns das coordenações, do grupo, puxaram mesmo e o pessoal foi atrás. Se dois, três começam, vai todo mundo no arrastão. Tinha gente lá ontem que nem tinha participado de nada. Foi lá só para agitar mesmo. E o pessoal foi no embalo. Eu não vaiei. Fiquei quieto. Mas teve uma agitação. Se alguém filmou direito, vai ver quem é que botou fogo na galera.
Fonte: Boletim Mineiro
5. Decifrando o mistério das vaias a Lula
[Mauro Carrara] No Rio desde quinta-feira, dia 12, procurei descobrir se e de que maneira foi arquitetado o plano de humilhação. Conversando muito aqui e ali, com jornalistas, políticos e gente do povo, levantei 14 informações que futuramente poderão ser úteis à reconstituiçãohistórica do episódio. http:/
/www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=635
Fonte: Boletim Mineiro
2. ANÁLISE DA NOTÍCIA - CRISE AÉREA (Agência Carta Maior)
Mídia eleva tom contra Lula. Ministro do STM sugere golpe
Editoriais e colunistas falam em “colapso do lulismo”, “corriola governamental” e incapacidade de governar o país. Ministro do Superior Tribunal Militar diz que “pessoas de bem vão se pronunciar como já fizeram em um passado não muito distante”.
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior
Fonte: Boletim Mineiro
O blog pergunta:
Colapso do Lulismo, ou colapso do Estado brasileiro?
A turma que tem dinheiro adora essas crises, o quanto pior melhor.
Planalto espera reação pró-Lula ao "Cansei"
Expectativa do governo é que centrais sindicais ou o PT paulista defendam gestão de eventuais ataques de ato liderado pela OAB-SP
Para o cientista político Leôncio Rodrigues, protesto reflete sentimento da classe alta, mas não deve atrair a população mais pobre
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA REDAÇÃO
DA REPORTAGEM LOCAL
O Palácio do Planalto espera a reação de grupos pró-governo em contraposição ao "Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros" -também chamado de "Cansei" e lançado ontem em São Paulo por entidades e personalidades ligadas a políticos do PSDB.
A Folha ouviu no Planalto que o presidente Lula e sua equipe ainda não conseguiram entender o objetivo do "Cansei", que oficialmente é liderado pela OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) e surgiu após o acidente aéreo.
Os coordenadores do "Cansei" dizem ser apartidários. Não é essa a avaliação do Planalto, mas o presidente e seus assessores preferem ainda não se manifestar publicamente a respeito. A expectativa é a de que sindicatos ou mesmo o PT se oponham ao grupo.
Um dos criadores da iniciativa foi João Dória Jr., que ajudou a arrecadar fundos para a campanha presidencial do tucano Geraldo Alckmin.
Progresso
Estado apóia instalação de Cidade Judiciária em Caicó
foto: Assecom - TRE/RN

A primeira Cidade Judiária do Rio Grande do Norte começa a ser implantada na região Seridó. Na manhã desta quinta-feira, 26 de julho, foram lançadas as pedras fundamentais para a construção dos fóruns da Justiça Eleitoral e da Justiça Comum
Durante a solenidade, a governadora Wilma de Faria destacou que a implantação da Cidade Judiciária vai agilizar a tramitação dos processos e facilitar o acesso da população de toda a região do Seridó aos órgãos de Justiça Federal e do Estado. O Fórum Eleitoral que vai ser erguido em Caicó será o segundo instalado pela Justiça Eleitoral no interior do Estado, juntamente com Mossoró. Já o Fórum da Comarca deve ter as obras iniciadas em outubro, com previsão de conclusão no início do segundo semestre de 2008, segundo o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Oswaldo Cruz.
No local onde será construída a Cidade Judiciária, já está instalado o prédio da Justiça Federal e também está programada a construção da Junta de Conciliação e Julgamento do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). "A governadora tem sido uma grande parceira do Poder Judiciário. Sem o apoio do Governo do Estado não teríamos condições de tornar o sonho da Cidade Judiciária realidade", comentou o desembargador Oswaldo Cruz, ao falar sobre a obra.
Estiveram presentes aos dois eventos, a governadora Wilma de Faria, o vice-governador Iberê Ferreira de Souza, o prefeito de Caicó, Rivaldo Costa e os senadores José Agripino Maia, Garibaldi Alves Filho e Rosalba Ciarlini, além dos deputados estaduais Vivaldo Costa e Robson Faria.
Escrito por sidneycaico às 22h22Painel
RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br
Sangria
Reunidas ontem com a ministra Marta Suplicy, 20 entidades que representam empresas do setor de turismo colocaram sobre a mesa uma estimativa de até 25% de queda em seu movimento nas quase duas semanas que se seguiram à tragédia em Congonhas. Os pacotes para o Nordeste teriam sido os mais afetados.
No encontro, foi pedida a intervenção do governo federal para cobrar das companhias aéreas melhoria no atendimento aos clientes. Marta, em luta para virar a página de seu comentário que virou símbolo do descaso das autoridades com a crise, comprometeu-se a conversar com Defesa, Infraero e Anac para encontrar medidas que ajudem o setor.
Fila. A despeito das movimentações de ontem no escritório da Anac no Rio de Janeiro, tudo indica que, depois de Waldir Pires (Defesa), a próxima cabeça a rolar será mesmo a do presidente da Infraero, José Carlos Pereira.
Não é comigo 1. Enquanto o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, fez um movimento para indicar que deixaria o posto se o governo assim preferisse, a diretora Denise Abreu não havia dado, até ontem, nenhum sinal de que pretenda facilitar as coisas.
Não é comigo 2. Ao saber, na véspera, da desastrosa condecoração preparada pela Aeronáutica, a Casa Civil aconselhou fortemente a diretoria da Anac a não comparecer, dada a comoção da opinião pública com o acidente da TAM e os dez meses de crise aérea. Ninguém deu a menor bola à recomendação.
Cansei. Segundo auxiliares, Tarso Genro decidiu agir contra as empresas aéreas em resposta a incessante pressão dos Procons estaduais, que estão entupidos de reclamações dos passageiros desde o Natal. Com a Anac em crise, o ministro da Justiça viu uma brecha para entrar em campo.
Açodamento. Na própria cozinha do Palácio do Planalto há restrições ao modo de funcionamento da Anac. "A implementação foi feita aos saltos, sem tempo adequado de transferência de uma estrutura para outra. É preciso repensar", afirma o general Jorge Félix (GSI).
Baixa. O governo calcula que a crise aérea trará prejuízo também à meta de "revolucionar" o controle de tráfego aéreo com a utilização de satélites, inicialmente prevista para 2010. O atraso deve ser de no mínimo dois anos.
Casquinha 1. O PC do B do ministro Orlando Silva (Esporte) espalhou 32 outdoors pelo Rio faturando a realização do Pan. O partido planeja lançar Jandira Feghali para a prefeitura em 2008.
Casquinha 2. A Câmara também se esforça para associar sua imagem ao evento. Pôs cartazes em seus corredores dizendo que três leis aprovadas pela Casa tornaram possível a realização do Pan. Na verdade, foram três medidas provisórias do Executivo.
Road show. Sonhando com vôos eleitorais mais altos em São Paulo, Arlindo Chinaglia (PT) não perde oportunidade de agradar às bases. O presidente da Câmara vai inaugurar na semana que vem uma escola em Bocaina, cidade com 11 mil habitantes na região central do Estado.
No pescoço. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse ao ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), em conversa nesta semana, que o não-atendimento das reivindicações da bancada fluminense levará a uma crise na base a partir de quarta.
Na foto. Além da na nomeação de Luiz Paulo Conde para Furnas, o vice-presidente da CPI do Apagão Aéreo cobrou o fato de nenhum deputado ter sido chamado para evento da Funasa no Rio, na segunda, em que foram anunciados investimentos do PAC.
Tiroteio
"Recorrer à privatização para resolver os problemas do país vai contra o que pensamos e o que defendemos na campanha de 2006."
Em maio do ano passado, a deputada Maria Lucia Amary (PSDB) foi a Ribeirão Grande, no sudoeste do Estado de São Paulo, participar de evento alusivo ao aniversário da cidade. Sem conhecer o local, orientou o motorista a encostar o carro a fim de pedir informações a um senhor que passava na rua. Depois de explicar detalhadamente o caminho à deputada, o homem perguntou:
-De quem é esse carro?
-É da Assembléia-, respondeu Maria Lucia.
Admirando o veículo oficial, ele comentou:
-Igreja rica essa, hein!
Livros
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WALTER CENEVIVA
Na busca de um jeito
No futuro não muito distante, teremos mecanismos mais eficazes para a cidadania decidir substituições
A NÃO SER PARA beneficiados por participações no dinheiro público, são claros os indícios de insatisfação em largos segmentos da cidadania. Insatisfação com a segurança, nascida nas grandes cidades, para pobres e ricos, hoje quase comum até em pequenos núcleos interioranos. Insatisfação pelos defeitos estruturais do ensino para a infância e a juventude, embaraços para a vida razoavelmente digna do aposentado, ao menos nos cuidados relacionados à saúde.
Para não estender demais, há desproporção entre impostos aumentados e persistência do defeituoso atendimento das necessidades gerais da população. Tudo compõe o fenômeno histórico e social em evolução, no Brasil e no mundo, de novas realidades cujo conjunto é recolhido nos meios de comunicação e transmitido instantaneamente.
A diferença com o passado também está na mundialização, quando percebemos que fatos da China podem mudar nossa vida. Descobrimos imensos grupos industriais e financeiros inseridos na sociedade nacional, controlados de fora. Verificamos que uma variação política na Bolívia interfere em nosso dia a dia, desde a questão do gás para táxis e indústrias -que gera problemas mais sérios ainda entre argentinos e chilenos, em grave crise energética.
E, novidade absoluta, na passagem da comunicação individual ou coletiva (rádio e televisão à frente) à universalidade da aproximação pessoa a pessoa (a internet e o telefone celular), espalhando informações.
A cidadania responsável, mais que os governos, tem pensado num jeito nacionalmente válido de superar, sob o amparo do direito, os problemas encontrados. Sabemos que mesmo a superpotência tem sido incapaz de resolver seus guetos sociais e políticos. O jeito tem de ser juridicamente aceitável, excluindo desde logo a visão curta dos que pedem líderes autoritários. Inclui a reformulação dos sistemas de governo. Quer evitar os três poderes teóricos de hoje, nem independentes nem harmônicos entre eles, mas sob o controle unitarista daquele que tem a chave do cofre, o Executivo. Evitar, ainda, o lamentável subproduto espúrio dos acertos com cargos e vantagens pessoais (aqui refiro apenas as ilícitas). Talvez por isso, Nelson Jobim dizia quarta-feira, na presença do presidente da República, que sua gestão não seria "partidarista".
Pensemos na reformulação do Estado, independentemente de impulsos emocionais. No futuro não muito distante, teremos mecanismos mais eficazes para a cidadania decidir substituições. Diretamente. Não apenas por representantes eleitos, vereadores, deputados, senadores.
O sistema do presente já mostrou suas falhas. Temos, no artigo 14 da Constituição brasileira, modos afirmadores da soberania do povo (plebiscito, referendo e iniciativa popular), difíceis de usar num país heterogêneo e grande. Sua generalização é inviável se aplicados os processos eleitorais clássicos.
Precisamos da manifestação rápida, com controle garantido da licitude, através das redes de comunicação eletrônica, democraticamente. A caminhada nesse rumo deve dar o primeiro passo, defendendo o convencimento do povo sobre a importância de conhecer e avaliar a diferença entre promessas de campanha e atos dos eleitos, para excluir os infiéis. Será só o começo.
Alguns reclamam que alguns protestos venham sendo feitos durante a feirinha de SantAna. Aliás, o Brasil e Caicó sofrem com a desuniao e o descaso dos politicos. A resistencia do Seridoense é sustentada pelos que venceram lá fora, ou seja, estudaram em Caico e sao profissionais, empresarios e artistas que vivem por esse Pindorama afora. Alguns aproveitam a vinda dos politicos para protestar e reivindicar. Os que querem se confraternizar ficam constrangidos.
Outros ficam felizes, porque só assim os governantes, os politicos tomam conhecimento das dificuldades. Existem outras maneiras de protestar. Mas, as vezes procura-se a maneira mais fácil. A verdade é que estes protestos sao ecos de um sistema que nao esta funcionando bem.
Painel
RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br
Tabelado
Diante da grande variação de valores encontrada no exame das obras realizadas pela Infraero nos aeroportos do país, o TCU resolveu elaborar uma lista de preços com pisos e tetos, cobrindo itens como metro quadrado de concreto e quilômetro de asfalto. O objetivo é levar a estatal a seguir esses parâmetros daqui por diante e até a renegociar contratos anteriores. "Muitas obras estão paradas por ordem do TCU porque a Infraero não oferece parâmetros de preço", diz o procurador-geral do órgão, Lucas Furtado.
Ele aponta como exemplos as reformas feitas em Vitória (ES), Macapá (AP), Goiânia (GO) e Guarulhos (SP). Neste último, o tribunal reduziu em 10% a previsão da Infraero de gastos de R$ 1 bilhão para a construção do novo terminal e da terceira pista.
Limpa. Nelson Jobim tem pressa. Menos de 24 horas depois de sua posse no Ministério da Defesa, o "Diário Oficial" registrou ontem a exoneração de três funcionários da era Waldir Pires: além do chefe-de-gabinete, Ricardo Silva, dois responsáveis pela política de aviação civil, Raimundo Souza e Rigobert Lucht.
Atrito. Quem conhece Jobim de longa data e assistiu ao nascimento do Ministério da Defesa está curioso para ver como os militares reagirão, passadas as boas vindas de praxe, ao mais mandão dos titulares que a pasta já teve.
Suplente. O brigadeiro José Carlos Pereira vai cair sem ter assumido oficialmente a Infraero. Nomeado na condição de interino em março do ano passado, jamais foi efetivado na função por Lula.
A conferir. Na reunião a que compareceram anteontem no Palácio do Planalto, representantes da TAM e da Gol disseram que não têm planos de aumentar os preços de suas passagens tão cedo. Avaliam que o filme das empresas aéreas está queimado demais para tanto.
Cortesia 1. A convite da TAM e com todas as despesas pagas, o diretor da Anac Josef Barat foi a Nova York, em dezembro de 2006, para ser palestrante de um evento da empresa na Bolsa de Valores. O tema era "desenvolvimento do setor aéreo". No passado, a TAM foi cliente da empresa de consultoria de Barat.
Cortesia 2. A justificativa para a viagem paga de Barat, aceita pela corregedoria da agência reguladora, foi que o evento em Nova York resultaria em "maior ingresso de recursos no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento e a geração de empregos".
Voto contra. Chamada por Lula a entrar nas investigações em Congonhas, a PF deve concluir, em seu inquérito, que a pista principal não tem condições de receber aeronaves com peso igual ou superior ao do Airbus-A320 da TAM acidentado no dia 17.
Marcha lenta. Passados os primeiros dias de comoção diante da tragédia em Congonhas, a CPI do Apagão Aéreo da Câmara voltou ao ritmo anterior. Ontem, apenas 8 dos 48 membros compareceram ao depoimento do brigadeiro Jorge Kersul. O presidente, Marcelo Castro (PMDB-PI), curte férias na Rússia.
Ah, bom! Resposta de deputados petistas a quem aponta contradição entre o discurso de Lula na campanha de 2006 e a proposta de vender 49% das ações da Infraero: "Não é privatização. O governo manterá o controle".
Mix. O PPS prepara seu programa de TV, em setembro. Vai misturar as vaias a Lula no Maracanã com o "top, top, top" de Marco Aurélio Garcia.
Obra aberta. Três semanas após as votações nos municípios, o PT paulista ainda não concluiu a lista de delegados para a etapa estadual do congresso do partido. Controlada pelo ex-Campo Majoritário, a direção regional já virou alvo das outras correntes internas, que dizem temer manipulações no resultado.
Tiroteio
"Parece que, enquanto o brigadeiro J. Carlos cozinhava o pepino, a batata dele assou."
O depoimento do brigadeiro Kersul Filho, chefe do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), à CPI do Apagão Aéreo da Câmara já rumava para sua segunda hora, ontem, quando o relator Marco Maia (PT-RS) fez um alerta:
-Aos deputados que têm embarque programado para as próximas horas, recomendo que desmarquem seus vôos, pois este é um depoimento muito importante!
O vice-presidente da comissão, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), interveio para tranqüilizar os colegas:
-Bom, do jeito que está a situação nos aeroportos, ninguém precisa se preocupar. O vôo vai atrasar mesmo...
CONTARDO CALLIGARIS
Para que serve o jornal?
No jornal, a vida e a morte das vítimas eram o fato inescapável, sem canções para consolar
SOUBE QUE algo tinha acontecido em Congonhas por um telefonema: alguém, trancado na Washington Luís, desmarcava seu compromisso comigo. Logo abri a página do UOL, com as primeiras imagens e reportagens.
Uma hora depois, estava em casa, na frente da televisão, onde fiquei até tarde, zapeando de especial em especial. A televisão, nas catástrofes, funciona assim: permite que a angústia se multiplique num paroxismo, mas garante que ela será controlada por um fluxo ininterrupto de palavras. Explico.
Mesmo que não haja nenhuma notícia nova, a televisão não pára de reapresentar as mesmas imagens e as mesmas informações. A maioria dos espectadores fica olhando, horas a fio, uma repetição infinita. A repetição das imagens parece impor uma experiência extrema: "Veja e viva o horror até não poder mais; foi ISSO o que aconteceu...".
Mas a repetição dos comentários produz o efeito oposto. Os repórteres e as entrevistas não nos dei- xam sós, nunca: "Console-se, não há horror que não possa ser encoberto por palavras". Quando era criança, eu tinha medo de caminhar à noite, sozinho, no campo; o remédio era cantar em voz alta. Funcionava; assim como funcionam as palavras das reportagens.
Três apartes:
1) Em caso de catástrofe, as propagandas deveriam ser retiradas do ar. A volta periódica dos comerciais é tão intolerável quanto o horror do acidente: qualquer objeto de propaganda se torna um símbolo odioso de nossa leviandade.
2) A vontade de denunciar e achar culpados é justa depois de um acidente. Mas sua pressa é mais uma maneira de cantar no escuro: suprime o tempo da meditação, transformando a dor em raiva. E uma grande parte dessa raiva é projetiva; ela é, de fato, contra nós mesmos, que amanhã subiremos num avião, simplesmente para sair de férias. Queremos logo execrar um culpado para não pensar nem um pouco no custo da vida que inventamos e queremos para nós. Há uma velha "piada" que pergunta assim: se um marciano nos propusesse uma invenção que facilita o transporte de mercadorias e pessoas, mas pedisse, em compensação, que sacrificássemos 400 mil jovens por ano, o que você responderia? Nunca aceitaríamos essa troca indigna, não é? Esse é o número de jovens que morrem, no mundo, em acidentes de trânsito, a cada ano.
3) Um exemplo do efeito-tampão produzido pela urgência da caça ao culpado foi o gesto obsceno de Marco Aurélio Garcia e de seu assistente ao aprenderem que talvez uma falha da aeronave fosse responsável pelo acidente. Àquela altura, para Marco Aurélio Garcia, a questão da culpa e a necessidade de tirá-la das cos- tas do governo já eram as únicas coisas relevantes nessa história. Ele conseguiu, assim, esquecer-se dos mortos (e do avião no qual ele su- birá amanhã).
O exemplo é excessivo, mas pertinente: os burocratas nazistas podiam "ignorar" a carga dos trens destinados aos campos de exter- mínio, preocupando-se somente com o bom cumprimento do horário ferroviário. Volto ao assunto. Nos dias seguintes ao acidente, eu imaginava que o jornal da manhã não me traria nada que eu já não tivesse escutado na televisão ou lido na internet. Velha história: o jornal perdeu a batalha da notícia quente, e isso prometeria seu declínio.
Aconteceu o contrário. Entre os meios de informação, foi o jornal que ganhou. A escrita não tem as "virtudes" duvidosas da palavra oral: ela não espanta os fantasmas. E há uma outra razão.
Penso no especial da Folha do dia 20: os retratos das vítimas, os artigos que contavam brevemente sua vida, que nos diziam por que viajaram, o que elas esperavam e quem os esperava, de quem tinham se despedido, qual desamparo elas deixavam atrás de si, tudo isso devolvia às vítimas uma dignidade concreta que se perdia nas reportagens da TV e da internet.
Acima da indignação, das explicações, das acusações, dos planos para mais segurança no futuro, era nas páginas do jornal que a vida e a morte reais se mantinham e se impunham como o fato inescapável, sem canções para se consolar.
Enfim, um toque de humor negro. No caos aéreo, a gente viaja, mas não sabe quando nem se chega. É um sucesso pedagógico: uma administração que, nesse campo, atua sem compromisso com os cidadãos conseguiu produzir cidadãos à sua imagem, incapazes de honrar seus compromissos.
ccalligari@uol.com.br
Painel
RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br
"Um maestro"
A Aeronáutica quer aproveitar a mudança no Ministério da Defesa para ganhar espaço em detrimento da Anac. "O sistema foi desarmonizado e está carente de um maestro que possa subordinar todas as demais especialidades à tarefa de fazer voar com segurança", afirma um documento interno da Força aprovado pelo comandante Juniti Saito.
Para a FAB, o ideal é que o "maestro" seja alguém da própria corporação, indicado pelo novo ministro, Nelson Jobim, e com autoridade sobre os demais órgãos do setor -leia-se Anac e Infraero. Mas os militares já se darão por satisfeitos se o nome, mesmo não saindo de seus quadros, for "neutro" o bastante para retirar poder da detestada agência reguladora.
Prorrogação. Na terça, Lula avisou Guido Mantega que deslocaria Nelson Machado da Secretaria Executiva da Fazenda para o Ministério do Planejamento, pois Paulo Bernardo assumiria a Defesa. Conversou com Bernardo e Dilma Rousseff (Casa Civil), chamada a dar o suporte necessário ao colega nas novas atribuições. Tarde da noite, foi tudo abortado quando Nelson Jobim aceitou o terceiro convite do presidente.
É mesmo? Por volta das 11h30 de ontem, o vice José Alencar, ex-titular da Defesa, mostrou-se perplexo ao ser informado pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC) de que já existia um novo ministro.
Vento contra. A abertura de capital da Infraero, ora vendida como solução para as mazelas do setor, é idéia que não conta com a simpatia de alguns dos mais próximos interlocutores de Jobim.
Compulsório. Gracejo de um dos presentes à posse de Jobim, ao ver Antonio Palocci esperando para cumprimentar o ministro: "Essa fila ele vai ter que encarar".
De fininho. Marco Aurélio "top, top, top" Garcia chegou após o início da cerimônia. Tão logo acabou, o assessor de Lula saiu discretamente.
Magoei. Marco Aurélio já se queixou a mais de um petista: esperava uma palavra de solidariedade de Aloizio Mercadante. Ficou esperando.
De tudo. Entre os afilhados de políticos abrigados na Infraero está Mônica Alves, que ganhou fama, cinco anos atrás, ao levantar suspeitas sobre o patrimônio do ex-marido e líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Não-concursada, ela cuida da "parte comercial" do aeroporto de Brasília.
Entende? Depois da diretora Denise Abreu fazê-lo em entrevista, ontem foi a vez do presidente da Anac, Milton Zuanazzi, usar e abusar do verbo "linkar" no depoimento à CPI do Apagão Aéreo.
Na agenda. Lula marcou para a segunda semana de agosto, na volta de viagem à América Central, a tão aguardada visita à região Sul para promover obras do PAC. Vai passar por Porto Alegre, que preferiu evitar nos dias seguintes ao acidente da TAM.
Plantão. O secretário paulista da Segurança, Ronaldo Marzagão, designou um representante dos bombeiros e outro da Defesa Civil para ficarem em cada um dos dois hotéis que abrigam familiares de mortos no acidente à espera da liberação dos corpos.
DDD. Com as atenções voltadas para a crise aérea, Renan Calheiros (PMDB-AL) aproveita o refresco e vai telefonando para senadores da oposição em busca de apoio no Conselho de Ética na volta do recesso parlamentar.
Foco. Antonio Lavareda e Antonio Prado, dois dos mais respeitados profissionais de pesquisa do país, associaram-se em nova empresa, a APPM (Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado), que fará levantamentos de opinião e de mercado no Centro-Sul.
Tiroteio
"Ao admitir que as passagens vão ficar mais caras, o governo revela sua política de transporte aéreo: para quem não pode, aperto e risco; para quem pode, espaço e segurança.'
Em sua intervenção ontem na CPI do Apagão Aéreo, durante o depoimento do presidente da Anac, Milton Zuanazzi, Fernando Gabeira (PV-RJ) chamou a atenção para o problema da escassez de informações para os passageiros que enfrentam todo tipo de transtorno.
-Aqui em Brasília, por exemplo, os telões espalhados pelo aeroporto deveriam ser usados para transmitir informações atualizadas sobre os atrasos de vôos.
O deputado cobrou providências da agência reguladora sobre a questão e concluiu com um protesto:
-Sempre que olho para aqueles telões só consigo saber onde vai ser a próxima festa da Wanessa Camargo!
Toda Mídia
Nelson de Sá
Decomposição
O "furo" apareceu on-line às 2h30, na versão para assinantes da Folha, e meia hora depois, em blog na versão aberta, "Jobim cede a Lula e vai assumir a Defesa", reportagem de Renata Lo Prete.
Já pela manhã, com a confirmação pelo Palácio do Planalto, tomou a busca de Brasil em sites como o Yahoo News -com links para despachos da Reuters à France Presse, para os sites de CNN e BBC, todos com enunciados que sublinhavam que o ministro Waldir Pires havia sido demitido, "fired". Não demorou para chegar também aos sites de "Wall Street Journal" e "Financial Times", com as reportagens apontando, ontem, o aprofundamento da crise aérea.
À noite, nos telejornais daqui, manchetes com o acréscimo de que a demissão veio com dez meses de atraso. No dizer do blog de Josias de Souza, na Folha Online, "demoroooooooooooou!". E "Waldir Pires não foi demitido, entrou em decomposição".
"A crise aérea derruba o ministro Waldir Pires e o presidente Lula empossa Nelson Jobim, ex-ministro do governo Fernando Henrique."
fantastico.globo.com![]() |
No "Fantástico", o "hotel temático" Oscar’s |
Entrevista
Anelly Medeiros
Entrevista - Ricardo Alcântara - Vice-presidente da OAB/RN
O que pode acontecer com os vereadores acusados pelo Ministério Público, caso se confirmem as acusações?
Os vereadores envolvidos serão possivelmente processados em três instâncias. Podem responder no campo criminal, podem ser acusados, em tese, no âmbito do direito administrativo sancionador e podem sofrer o processo ético-político. Os processos judiciais são complexos e demorados, com muitas oportunidades de recurso. O resultado prático só será alcançado muitos anos após o fim do mandato dos atuais vereadores. A iniciativa destes processos está a cargo do MP. O processo político pode ser mais rápido. Em primeiro lugar, é preciso afastar os vereadores envolvidos do Conselho de Ética e da Mesa, para que o julgamento ganhe isenção. Após isto, a OAB/RN representará para que o processo ético seja iniciado, com respeito ao devido processo legal. A partir daí, os vereadores envolvidos na Operação Impacto serão julgados por seus pares. A disposição dos não envolvidos para a cassação vai depender do engajamento, da pressão da sociedade. Cada cidadão, cada entidade de classe, cada organização não-governamental tem a oportunidade de mostrar sua indignação nesta hora. Agendamos diversos eventos para aglutinar estas vontades e acompanhar o processo ético. Para usar a expressão da professora Íris Brandão, é a hora de romper “o silêncio dos bons”.
O afastamento dos envolvidos no esquema investigado pelo MP é realmente necessário?
Vale notar que algo muito parecido está acontecendo no plano nacional. O afastamento do Senador Renan Calheiros da Presidência do Senado já foi requerida pelo Conselho Federal da OAB e por diversos partidos. Com a presença dele, o processo ético tende a perder em isenção e legitimidade. Aqui em Natal é a mesma coisa. Como vereadores envolvidos podem dirigir o processo ou julgar? Eles devem se afastar imediatamente da Mesa Diretora e do Conselho de Ética. Não deveriam sequer esperar provocação. A permanência destes vereadores naqueles cargos é inaceitável. Este é o primeiro ponto que merece a atenção da sociedade. A apatia nos levará a mais um episódio de escandalosa impunidade.
TJ tem novo desembargador
O magistrado Vivaldo Otávio Pinheiro tomou posse como novo desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, ocupando a cadeira vaga com a aposentadoria do des. Manoel dos Santos. A Governadora do Estado, Wilma de Faria, o Procurador Geral de Justiça, José Augusto Peres, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Robson Faria, estavam entre as autoridades que foram prestigiar o novo desembargador. Vivaldo Pinheiro é natural de São José de Campestre e foi titular da Comarca de Nova Cruz por 19 anos.
Súmulas
As três novas súmulas aprovadas pelo STJ versam sobre pensão previdenciária por morte, atividades estudantis como forma de reduzir a pena de um preso e jurisprudência em relação à dispensa de provas em confissão de menor infrator.
Súmula 340: determina que a lei aplicável para concessão de pensão é aquela vigente na data do óbito do segurado, não a da época da designação do dependente pelo segurado.
Súmula 341: estabelece a utilização de atividades estudantis como maneira de reduzir o tempo da condenação e estimular a recuperação social do preso.
Súmula 342: trata da anulação de provas em caso de ato infracional confessado pelo menor infrator. Segundo jurisprudência do STJ, a desistência de outras provas, ainda que o acusado admita a acusação, ofende os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Fonte
Tribuna do Norte
Homenagem
22/07/2007
O juiz federal Francisco Barros recebeu o título de cidadão caicoense em solenidade concorrida. Francisco Barros ministra cursos e aulas sobre Direito em Caicó. A solenidade lotou o Centro Cultural Adjunto Dias onde o juiz foi homenageado. Francisco Barros é natural de Olho D’Água dos Borges.
Cavalgada
Cavalgada
A Cavalgada do Seridó, com a qual se comemora o aniversário de nascimento do doutor Juvenal Lamartine, sairá no dia 9 de agosto da cidade de Serra Negra do Norte. Este ano ela não virá a Macaíba, como das vezes anteriores. O percurso a ser cumprido irá até Acari.
Woden Madruga
Nossos Mestres
24/07/2007
Hoje, em Caicó, haverá o lançamento do livro Mestres do Seridó, numa cuidadosa edição da editora UNA, dirigida por Marize Castro, poeta e editora. Craque nos dois ofícios enriquecidos com seu talento. Sensibilidade para várias medalhas de ouro. O livro cuida de reavivar a memória sobre os grandes educadores seridoenses, começando pelo padre Francisco de Brito Guerra, latinista famoso, companheiro do Frei Caneca no Seminário de Olinda, criador da célebre Escola de Gramática Latina de Caicó, com tempo ainda para celebrar suas missas e se dedicar à política. Foi deputado geral ( naquelas eras do começo do século 19, assim se chamava) e também senador do Império. É tido como o introdutor da moda de fumar charuto nos sertões seridoenses.
Ao lado do Padre Brito Guerra, aparecem no livro mais quatorze mestres que fazem a travessia de dois séculos de ensino pelo Seridó: Joaquim Apolinar Pereira de Brito, Pedro Gurgel do Amaral e Oliveira, José Augusto Bezerra de Medeiros, Júlia Medeiros, Joaquimde Farias Coutinho, Dom José de Medeiros Delgado, Raimundo Guerra, Monsenhor Walfredo Gurgel, Iracema Bezerra Trindade, Myrtilla Moura Lima Lobo, João Agripino Dantas, José Celestino Galvão, Ausônio Tércio de Araújo e Maria Marta de Araújo.
Para escrever os perfis dos mestres foram convocados os professores, pesquisadores e escritores Adauto Guerra, Antônio Lisboa Leitão de Souza, Celina Bezerra, Eugênia Maria Dantas, Grinaura Medeiros de Morais, João Quintino de Medeiros Filho, Jurema Diniz Ferreira de Mello, Manoel Pereira da Diniz Ferreira de Mello, Manoel Pereira da Rocha Neto, Maria das Dôres Medeiros, Marta Maria de Araújo, Paula Sônia de Brito e Tânia Cristina Meira Garcia. Os textos são da melhor qualidade. Em alguns deles o bom tempero literário, além do rigor da pesquisa histórica.
Pelo anunciado da capa, trata-se do primeiro volume. Virão outros, certamente. Viva! Aliás, essa garantia está na orelha escrita primorosamente por Muirakitan K. de Macedo. Ele, autor de um livro importante, “A penúltima versão do Seridó - uma história do regionalismo seridoense”, é um dos organizadores da coleção, ao lado de Maria das Dores Medeiros, Eugênia Maria Dantas e do monsenhor Ausônio Tércio de Araújo, que escreveu a apresentação.
O lançamento acontecerá a partir das 20:30 horas no Pavilhão de Santana, ao lado da Matriz. A promoção é do Colégio Diocesano Seridoense com o adjutório da Associação dos ex-Alunos. Festão!
Fonte: Woden Madruga
Fonte: Blog de Josenildo Carlos
IMAGEM DO DIA
Zazá Santos

O ginásio poliesportivo que está sendo construído na Ilha de Sant’Ana, em Caicó, não terá suas obras concluídas para a Festa de Sant’Ana. Ele ganhará o nome de Monsenhor Antenor Salvino de Araújo, uma homenagem proposta pelo vereador Leleu Fontes através de projeto de lei e já sancionado pelo prefeito Bibi Costa. O imponente ginásio já ganhou o apelido de “Nonôzão”, aumentativo de “Nonô”, apelido do monsenhor.
Comento:
Um templo ao culto físico, á educaçao física e a saúde. Precisamos combater a vida sedentária. O nonôzão promete grandes emoções.
WALTER CENEVIVA
Até quando?
O costume das companhias e das autoridades de manter descompasso com a verdade nos levou à descrença final
ENQUANTO PASSAGEIRO RELATIVAMENTE freqüente de nossas companhias aéreas, sinto-me credenciado como uma espécie de procurador informal de todos os meus companheiros de sofrimento para perguntar: até quando as autoridades e as empresas continuarão abusando de nossa paciência, fazendo-nos vítimas inocentes com sua omissão e sua incompetência? Confesso que não tenho originalidade, pois Marco Túlio Cícero, orador romano, nascido cerca de um século antes de Cristo, já perguntava até quando Catilina abusaria da paciência de Roma. Cícero terminou por sufocar, com sua palavra fluente, as ações de Catilina.
A esperança dos clientes da aviação brasileira é a de que empresas e autoridades parem de contar lorotas e definitivamente ponham um fim nos erros e deficiências do transporte aéreo, que geram tantas vítimas.
Para medir as responsabilidades governamentais é preciso ir à Constituição. Em matéria de viagens aéreas, os maiores encargos recaem sobre os órgãos federais, tanto no alusivo à Carta Magna, quanto ao Código Brasileiro de Aeronáutica.
O papel principal é desempenhado por uma empresa federal (a Infraero), cabendo-lhe, num resumo muito restrito, as questões de terra, com aeroportos e sua operação. Com o Ministério da Aeronáutica ficam as questões de controle de vôo, entre outras missões. Na cúpula da administração se acha o presidente da República, ao qual o artigo 85 atribui responsabilidade pelo cumprimento das leis. O artigo 84 enuncia a competência privativa do chefe do Executivo para "exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal". O presidente é o responsável mediato, pois os envolvidos diretamente são seus subordinados, a contar do ministro da Defesa e do comandante da Aeronáutica.
Na administração pública, nada do que acontece hoje -ou quase nada- surge por obra dos atuais ocupantes de altos cargos. Nossos políticos assumem a atitude pouco séria de se afirmar responsáveis por eventuais sucessos, mas de responsabilizar seus antecessores por falhas constatadas. Isso explica as reformas em aeroportos embelezados, pois nos impressionam -a nós, os basbaques que passamos por eles-, mas sem a mesma aplicação na segurança essencial, mais importante que tudo. Só percebemos a omissão em uma crise grave, como nesta semana.
A omissão, pondo nossa paciência à prova, levou ao que se tem chamado de "apagão", palavra simplória que não retrata as horas passadas à espera dos vôos, sem satisfação dada, rápida e verdadeira, aos consumidores do serviço aéreo. O costume das companhias e das autoridades de manter permanente descompasso com a verdade nos levou à descrença final. Nada de que digam é acolhido serenamente. Abusaram muito da nossa paciência.
É chegada a hora de pararem com isso. De se desnudarem quanto aos fatos, em modo claro, direto e, se possível, honesto. "Quousque tandem abutere patientia nostra?", perguntaria Cícero.
O governo tem punido sargentos. Funcionários das empresas têm sido agredidos por passageiros revoltados. São os fracos respondendo pelos erros dos fortes. Não é o que a cidadania responsável quer, mas vai ter de ir à luta, para mudar. Quantas mortes mais serão necessárias?
Livros Jurídicos
Intervenção de Terceiros no Processo do Trabalho
SAMUEL ANGELINI MORGERO
Editora: LTr (0/ xx/ 11/3826-2788); Quanto: R$ 35 (165 págs.) O livro cuida da diversidade hoje encontrada nas relações entre empregadores e empregados, dando atenção ao direito processual na intervenção de terceiros. Foi escrito originalmente como dissertação de mestrado na Unimes e atualizado para se ajustar às alterações de competência geradas pela Emenda Constitucional nº 45/04. A intervenção do terceiro é vista em todos os seus aspectos (litisconsórcio, assistência, oposição, nomeação à autoria, denunciação da lide e chamamento ao processo, sem descurar de intervenções anômalas e o terceiro no dissídio coletivo). Introduzindo o tema, há três capítulos sobre as partes, sua representação em juízo e a causa de pedir. O escritor afirma a necessidade de um código processual do trabalho.
Treaty Override no Ordenamento Jurídico Brasileiro
SERGIO ANDRÉ ROCHA
Editora: Quartier Latin; Quanto: R$ 37 (136 págs.) Mundialização da economia e dupla tributação internacional centram as preocupações do autor neste trabalho acadêmico (UFG, Universidade Gama Filho). Treaty Override não é propriamente a denúncia de um acordo internacional, mas sua revogação por ato legislativo posterior. Sob essa luz, Rocha considera muito remota sua adoção no Brasil, mesmo considerando que "o ordenamento jurídico brasileiro não reconheça qualquer primazia das convenções, para evitar a dupla tributação de renda, sobre a legislação interna". Há escorço histórico como forma de introdução do tema, com a análise do recurso extraordinário nº 80.004 do Supremo Tribunal Federal e a decisão na cautelar da Adin nº 1.480.
Poder Judiciário e Carreiras Jurídicas
OBRA COLETIVA
Editora: Del Rey; Quanto: R$ 35 (228 págs.) Quatro advogados e um promotor produziram a súmula de carreiras de magistratura, polícia judiciária, Ministério Público e advocacia.
Direito de Família
CARLOS ALBERTO BITTAR
Editora: Forense Universitária (0/xx/11/ 3104-2005); Quanto: R$ 59,90 (280 págs.) O antigo texto de Bittar surge inteiramente revisto, atualizado segundo o Código Civil e ampliado em 2ª edição.
Dicionário Brasileiro de Direito Constitucional
OBRA COLETIVA
Editora: Saraiva (0/xx/11/3613-3344); Quanto: R$ 98 (424 págs.) Com a coordenação e participação autoral de Dimitri Dimoulis, o dicionário reúne a súmula do direito constitucional.
Direito
ANDITYAS S.DE MOURA COSTA MATOS
Editora: Del Rey (0/xx/11/3101-9775); Quanto: R$ 15 (190 págs.) No sistema de perguntas (questões teóricas, acadêmicas e ético-profissionais) e respostas, o volume resume conhecimentos.
Remuneração Estratégica
JOSÉ MOACIR JORGE
Editora: LTr; Quanto: R$ 35 (159 págs.) Não é propriamente um livro jurídico, mas um método para desenvolvimento por meio de remuneração.
Cumprimento da Sentença no Processo do Trabalho
JÚLIO CÉSAR BEBBER
Editora: LTr; Quanto: R$ 25 (134 págs.) A obra transpõe para o direito trabalhista os efeitos da lei nº 11.232/06 no campo da execução da sentença.
Introdução ao Estudo do Direito
ALYSSON LEANDRO MASCARO
Editora: Quartier Latin (0/xx/11/3101-5780); Quanto: R$ 64 (243 págs.) Mascaro traz contribuição pedagógica e científica desde a conceituação do direito a seu vínculo com a Justiça.
Organização das Relações Privadas
OBRA COLETIVA
Editora: Quartier Latin; Quanto: R$ 96 (452 págs.) Flávia Püschel organizou o volume, que contém introdução ao direito privado, em método de ensino participativo.
REPERCUSSÃO
Lula lembra divergências; FHC diz que senador marcou história
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA REPORTAGEM LOCAL
DA AGÊNCIA FOLHA
DA SUCURSAL DO RIO
Leia as declarações sobre Antonio Carlos Magalhães:
ACM POR ELES
"Se houvesse uma forma de se medir o mau-caratismo, o Antonio Carlos seria a unidade padrão"
JANIO DE FREITAS
ACM ou Toninho Malvadeza
Tinha uma visão utilitária das relações pessoais, mas não lhe faltou determinação e capacidade administrativa
ANTONIO CARLOS MAGALHÃES teve a mais extensa carreira de êxito dentre os políticos que conheceram a notoriedade no começo da década de 1950. Mas não precisou dos últimos ataques de doença para ostentar o cansaço pesado do homem batido. Desde dez meses antes, Antonio Carlos Magalhães era o próprio homem que, no fim, se vê derrotado e sem tempo ou sem motivos para lutar pela reversão. Derrota que jamais desnudaria em público, mas sabia quem, como, onde e a que preço fora urdida.
A vitória de Jaques Wagner para o governo da Bahia, que se confunde com a derrota política de Antonio Carlos Magalhães, foi feita com a compra do apoio, longamente encoberto, do PMDB baiano ao candidato petista de improváveis perspectivas próprias. Negócio autorizado por Lula: a vitória de Jaques Wagner valeria o Ministério da Integração Nacional -aquele dos bilhões da transposição do São Francisco- para o negociador e presidente do PMDB baiano Geddel Vieira Lima, até então opositor muito mal visto por Lula.
Até ali, a extensão incomum da carreira de êxito de Antonio Carlos Magalhães deveu-se a um faro político excepcional, para traçar o rumo até cada objetivo seu. Mas também a duas características levadas a extremo incomum mesmo no ambiente da política, onde fazem parte do convencional.
Uma delas: é impossível ter visão mais utilitária das relações pessoais do que teve Antonio Carlos Magalhães. Não consta que fosse, em qualquer tempo, verdadeiramente amigo de alguém. Seu convívio partidário, mesmo nos casos de maior freqüência e cordialidade, sempre manteve certa distância, aqueles limites "de cerimônia". Os fatos autorizam a supor que isso se devesse, também, à precaução recomendada por suas surpreendentes passagens do tratamento amistoso a atitudes de agressividade odienta.
Desde o começo de sua vida política, o partido de Antonio Carlos Magalhães foi o individualista Antonio Carlos Magalhães. Daí que tenha sido juscelinista na UDN obcecada em destruir Juscelino. Daí também que, depois de tanto servir e servir-se da ditadura, frustrasse no início a investida dos militares para permanecerem no poder, investida na qual deveria ter papel político importante. Sacou de suas informações íntimas a insinuação de negociatas em obras de aeroportos, calou o avanço do ministro da Aeronáutica e avançou ele em direção à abertura política, que o faro político pressentia mais promissora.
A outra característica extremada: nenhum escrúpulo seria justificável quando se tratasse de demolir alguém visto como adversário ou um aliado suspeito de tender à independência. Desde lançar-lhes ataques esquartejadores por meio da Receita Federal, o que conseguia com freqüência e facilidade nos governos militares, ao arruinamento de emissoras, jornais e profissionais por meio de ameaças a anunciantes. Mesmo relações sem política estiveram sujeitas à indistinção de métodos pela vontade de Antonio Carlos Magalhães.
Não é despropositado, no entanto, o pranto da Bahia. O extraordinário desenvolvimento do Estado deve-se aos governos de Antonio Carlos Magalhães. Não lhe faltou visão administrativa, sua determinação como empreendedor nunca fraquejou, soube sempre revelar e dotar a Bahia e Salvador de executivos competentes e criativos como Mário Kertész, Paulo Souto, Antônio Imbassahy e outros.
ACM e Toninho Malvadeza eram o mesmo, mas deixaram memórias diferentes.
Nota do Blog:
Com todo respeito ao Janio de Freitas, mas ele deveria tratar o problema da governabilidade do País com outros olhos. Na verdade com o sistema atual é impossivel governar sem fazer acordos. FHC, Collor e Sarney que o digam. O sistema politico brasileiro obriga ao Governo utilizar as Medidas provisorias. Medidas Provisorias, explique-nos o que são elas, senhor Janio de Freitas. Que seja imparcial e analise uma questao séria sem uma visao estereotipada que distorce a realidade. Faz favor, Janio.
ACM POR ELE
Não apóio [Paulo] Maluf porque ele carrega consigo o estigma da repulsa da sociedade. E mais: eu acho que esse estigma lhe faz justiça
Em 22/8/1984
Sou de centro, detesto a direita e simpatizo com a esquerda
Em 24/8/1985
Se Lula ganhar de Collor no segundo turno, quem lucra é a cultura: quem puder passar cinco anos fora do Brasil voltará certamente mais instruído
Em 18/11/1989
Brizola é catedrático do atraso, do retrocesso e também da corrupção. Nessa matéria, roubou até do Fidel
Em 18/12/1991
Sem rasgar a Constituição, não há caminho legal para o impeachment
Em 30/7/1992
O Fernando Henrique, com aquele risinho de aeromoça, não pode continuar enganando a nação. Gostaria de desafiá-lo a um debate
Em 30/1/1994
Lula só será presidente do Brasil se errarmos
Em 31/12/1995
Perdi a minha vida. Por que não fui eu?
Em 22/4/1998, sobre a morte do filho
Célio Azevedo/Agência Senado

O senador Antonio Carlos Magalhães durante uma das reuniões da CPI dos Bingos, em Brasília
Comentário do Blog:
Um líder polêmico. Reinou no tempo da ditadura e nos anos seguintes. Dizem que sabia os "podres" dos juízes da Bahia. Influenciava nas decisoes do Tribunal de Justiça? Um autentico coronel do seculo XX que chegou até o XXI em decadencia? Com a palavra os historiadores contemporaneos de nosso país.
Caicó 20 de Julho de 2007
08:02
O deputado federal João Maia (PR/RN) confirmou ao Blog que estará presente na solenidade de entrega de títulos de cidadania caicoense, hoje a noite, no Centro Cultural Adjuto Dias. Na oportunidade o deputado estará recebendo o título de Cidadão Honorário de Caicó. O deputado que passa todo o final de semana no Seridó, participa na tarde do sábado (21) da Feirinha de Santana em Currais Novos. A noite pega a estrada rumo à Santana do Matos, pra também reverenciar Santana, a padroeira da cidade.
No domingo, João Maia participa da festa em homenagem ao professor Paulo de Barros Carvalho, titular das duas maiores Universidades de Direito do Brasil (PUC/SP e USP), na fazenda do anfitrião da festa, advogado tributarista Robson Maia, sobrinho do deputado, em Jardim de Piranhas.
Marcos Dantas
20/07/2007
Transcrevo o comentário de Gilberto Dimenstein, da Folha de S. Paulo, sobre a tragédia com o avião da TAM e de outras que ocorrem a todo instante no país. O título: “É pior do que se imagina”. Assim:
- Raras vezes em nossa história vimos um acidente tão espetacularmente trágico como o choque do avião em Congonhas, mas, de certa forma, é uma rotina brasileira. Somos vítimas diárias dos mais diferentes tipos de descuidos e de irresponsabilidades que conduzem a pequenas, grandes e médias tragédias, devido basicamente à nossa baixa de cidadania - o que se traduz em irresponsabilidade.
- Morrem milhares de pessoas nas estradas simplemente porque a sinalização não é boa, as pistas não estão bem conservadas ou não se fiscaliza quem está com alto teor alcoólico no sangue. Vemos neste momento, a dificuldade que é limitar a propaganda da cerveja. Vivemos um clima de guerra civil nas cidades porque não se prestou a atenção na educação, na inclusão de jovens e no aperfeiçoamento da segurança. Morrem milhares de crianças por falta de condições básicas de saúde, fáceis de serem atendidas. Estamos vendo a volta de doenças como a tuberculose. A cada dia, só na cidade de São Paulo, morre um motoboy, vítima não só dele próprio, mas também da selvageria da falta de controle.
- Se fomos olhar porque somos um país tão potencialmente rico mas tão pobre, veremos que temos tragédias evitáveis apenas porque deixamos para depois o conserto de uma pista.
Woden Madruga, Tribuna do Norte

Modesto, Augusto, Dedeabel, Paulo Ricardo e Cromacio na festa do ex-aluno CDS
Festa do Ex aluno do Ginasio Diocesano Seridoense. Missa no sabado pela manha, 21 anos de comemoração. As turmas que completam 50, 40 e 10 anos sao os destaques. Aula da saudade, Monsenhor Tercio vai proferir a aula da saudade da turma que completa 40 anos. O padre Galvao vai estar com os alunos que há 50 anos lá estudaram. E o Prof Felix será a atraçao para os alunos que completam 10 anos de CDS.
1/2 dia começa a festa. Como o colegio é catolico, preocupado e combatendo o consumo de bebida alcoolica só permitirá vinho e cerveja. Alcoolismo é um problema grave. Nao permitida a entrada de destilados, como uísque ou cachaça. A direçao da Associaçao do ex-aluno do CDS pede a compreensao de todos.
É uma confraternizaçao cheia de paz, alegria. Nunca houve problema. Transmissao da Radio Rural e Radio Caico. O Site kurticao que é um sucesso, permite que os caicoenses ao redor do mundo sintam grandes emoçoes vendo seus amigos e familiares. Estados Unidos, Canada e Europa, sempre tem um querendo saber noticias do sertão seridoense.
Oberdan Damasio falando a Radio Rural na sexta feira no programa de F.Gomes lembra que Turma de 1967 era denominada ' A bicharada'. Vaca veia, o Tarcísio, é um componente da turma. Dá para entender porque o nome da turma era 'A bicharada'. Antes dessa lembramos 'A mundiça', turma conhecida pela bagunça, verdadeiros bagunceiros.
Vivaldo Costa , Tarcisio Araujo, 50 anos de CDs. Na aula da saudade, com depoimentos da epoca, muita emoçao, muitos chegam a chorar lembrando aquele tempo. Será devidamente filmado para registro do momento.
A festa do ex-aluno tem um caráter humanitario. Ela patrocina os custos de 20 estudantes carentes. Eles se submetem a uma prova, e quem obtém as melhores colocaçoes passa ganhar a bolsa, paga pela associaçao.
Festa do Ex-aluno - CDS - Sabado, 21 de Julho
Seridó 19 de Julho de 2007
18:19
A senadora Rosalba Ciarlini chega nesta sexta-feira em Caicó para receber o título de cidadania com uma boa notícia. A parlamentar apresentou projeto de Lei que cria a Universidade Federal do Seridó Potiguar- UFSER. O projeto autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade em Caicó, por desmembramento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). - Os campi da UFRN localizados nas cidades de Caicó e Currais Novos passam a integrar a nova Universidade - explica a senadora que, na solenidade de posse do reitor Ivonildo Rego, em Brasília, conversou com ele sobre o assunto, recebendo total apoio.
Com a Lei aprovada no Congresso Nacional, o governo federal criará os cargos de direção e funções gratificadas necessários à instituição. O governo ficará autorizado a transferir servidores da UFRN e transformar cargos efetivos vagos dos quadros de pessoal dos órgãos e entidades da Administração Federal direta, autárquica e fundacional, aqueles que se fizerem necessários ao funcionamento da entidade.
Na justificação, a senadora lembra que por quase 200 anos, a pecuária e a produção de algodão de fibra longa, considerada uma das melhores do mundo, foram as principais atividades econômicas da região. Entretanto, os avanços tecnológicos do setor textil, marcado atualmente pelo uso intensivo de fibras sintéticas, acabaram por inviabilizar a economia algodoeira.
Com isso, a região do Seridó seguiu o padrão nacional de urbanização acelerada e abandono do campo por grandes parcelas da população. Rosalba também argumenta que já há infra-estrutura para a universidade, amparada na política de interiorização e descentralização do Ministério da Educação. O projeto foi subscrito pelos outros dois senadores potiguares: José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB).
Fonte> Marcos Dantas
Comento:
É uma boa notícia. Caico tem uma tendencia a ser centro de referencia em educaçao. Fico apreensivo em nao ver uma participaçao mais efetiva, mais presente, dos políticos da regiao. Nao vejo pronunciamento do deputado Alvaro Dias, Vivaldo Costa e Nelter Queiroz. O prefeito BiBi Costa. Quem vejo defender estes projetos de uma Universidade Federal do Seridó sao politicos do Oeste. O Seridó anda adormecido. Nossos políticos têm outros interesses.
Porque Caico anda fechando hospitais? A maternidade Mãe Quininha, o Hospital Thiago Dias. O Hospital do Seridó tem capacidade ociosa.
Os boneleiros de Caico temem a invasao do boné produzido na China. Americana SP é a primeira produtora de bones e Caico RN a segunda maior produtora. Caicó tem a vocaçao textil, alerta-nos Jose Tavares Pinheiro avaliando a situaçao do sertão norteriograndense.
No blog, postamos artigos da Folha SP que nos fala que a culpa pelo atraso é nossa. Concordo. Somos uma sociedade extremamente dividida. Lembro do Cassiano Arruda na Roda Viva, Diario de Natal, dizendo: "Aqui no RN se gasta 200 para o concorrente nao ganhar 20". Uma desuniao, uma competiçao idiota, uma falta de preparo monumental. A dos políticos, esta sim, um despreparo total. E o Seridó nao cresce o que merece. Culpa de quem? Sua, minha? Dos políticos? Da Igreja? Eu, hein...
O Brasil cresce pouco. O Seridó sofre, nao ha investimentos. Caico hoje precisa de tres fontes de agua para sobreviver. A adutora, a barragem das Traíras e o velho Itans. Isoladamente nenhuma delas pode abastecer Caico. O desenvolvimento depende de água. Projetamos a barragem de Oiticica. Instalaram o canteiro de obras. Anunciaram que os recursos estavam prontos para serem aplicados. Bem, a historia todo mundo sabe. Desviaram os recursos para sabe lá Deus pronde foram.
Somos uma sociedade extremamente dividida. Os grupos politicos brigam pelas posiçoes. Nao ha acordo. As familias brigam. Outras sao incapazes de prosseguir na politica. Nao conseguem transferir a liderança. Dinarte Mariz. Manoel Torres. Nao conseguiram transferir para seus descendentes a liderança necessaria para a continuidade. Razoes? Muitas. Respostas? Cada um tem a sua. Enquanto isso, o Serido sofre. Nao cresce, nao tem investimentos. E caminhamos muito devagar.
Preces a Sant'Ana. Muitas preces. Que o Senhor Jesus ilumine nossas pobres cabeças.
A culpa é nossa
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João Fragoso, historiador da UFRJ, ataca "xiitas" da USP e defende sua tese de que a responsabilidade pelo "atraso" do país não pode ser creditada a razões externas |
RAFAEL CARIELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
Nunca 500 anos trouxeram tantas mudanças quanto na última década. O responsável pela façanha temporal é João Fragoso, 48, autor da mais recente e inovadora interpretação sobre o Brasil, que questiona clássicos como Celso Furtado e Fernando Novais e modifica a compreensão de cinco séculos de história.
Fragoso tornou-se em dezembro professor titular da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e, no mesmo mês, dois alunos seus -Maria Fernanda Vieira Martins e Tiago Luís Gil- receberam o primeiro e o segundo lugares do mais prestigioso prêmio de história do país, conferido pelo Arquivo Nacional.
Sujeito de trato pessoal tímido e voz baixa, avesso a entrevistas, ele questiona a corrente tradicional que vê a história da sociedade brasileira ditada desde o período colonial pela lógica econômica dos países centrais. Sua tese, inicialmente ignorada fora do Rio, tornou-se hegemônica na academia fluminense e vem provocando crescentes debates no país.
Na entrevista a seguir, o historiador ataca seus principais opositores. Um grupo de professores, segundo ele "xiitas", da USP, que seria o último reduto das "teorias da dependência, no sentido amplo". "O Brasil e talvez a Venezuela são os únicos lugares onde ainda se leva isso a sério."
Ao defender que os caminhos que o país tomou desde pelo menos o século 18 dependem fundamentalmente de escolhas feitas pela elite local, Fragoso deriva conseqüências éticas de sua tese. "O destino é nosso. É a sociedade com todos os seus grupos, sem livrar a cara de ninguém. O mais pobre dos pobres, o mais operário dos operários."
xxxxxAtençao, cuidado
xxxxxPare
xxxxxProssiga, vá em frente.
JOSÉ ALEXANDRE SCHEINKMAN
As cidades e o crime
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Cidades mais bem-sucedidas são centros de consumo, e a segurança é um elemento crucial para seu crescimento |
Nota do Blog:
A noticia é boa. Mas, em termos. Entendamos porque neste trecho de reportagem publicada na Folha SP.
A inflação continua sob controle, as dívidas nacionais estão equacionadas e isso deixou os brasileiros confiantes para aplicar suas reservas. Resultado: o mercado financeiro nunca esteve tão aquecido. Como a venda de ações levou mais recursos para as empresas, elas aceleraram a produção, fazendo a economia crescer.
Também contaram o enfraquecimento do dólar e a alta dos preços das commodities -principalmente grãos e minérios. O setor do agronegócio foi um dos que mais geraram milionários, principalmente no Centro-Oeste.
Segundo a Receita Federal, nessa região o número dos que ganham mais de R$ 1 milhão por ano mais que dobrou entre 2000 e 2003, chegando a 685. A Receita alega que para fornecer dados mais recentes teria de pagar R$ 15 mil ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). Apesar disso, a análise dos números disponíveis já permite avaliar a nova geografia da riqueza no Brasil.
Nota do Blog:
O Brasil continua crescendo. Isto é bom. Os que defendem uma menor atuaçao do Governo nas relaçoes economicas deve estar achando bom. Entretanto...
Estudos do Ipea indicam que, apesar dessa depreciação, os dados da desigualdade de renda não sofrem alteração. "Apenas 10% da população continua se apropriando de 80% da renda nacional", diz Gabriel Ulyssea.
Milionários brasileiros têm meio PIB
Consultoria diz que eles são 130 mil e que possuem pelo menos US$ 1 milhão cada em investimentos no Brasil e no exterior
Estudo mostra que fortunas brasileiras cresceram com a alta das commodities e do mercado financeiro; dólar barato também ajudou
JULIO WIZIACK
DA REPORTAGEM LOCAL
Levantamentos inéditos obtidos pela Folha com a Receita Federal e com o The Boston Consulting Group (BCG), uma das consultorias mais importantes do mundo, mostram que o Brasil tem 130 mil milionários. Segundo o BCG, os brasileiros são os mais ricos da América Latina com fortuna conjunta estimada em US$ 573 bilhões -mais da metade do PIB nacional. É o que mostrará o novo relatório do grupo americano que sairá em setembro.
Os dados ainda não foram tabulados e as estimativas têm base no crescimento anual médio das fortunas brasileiras nos últimos dois anos. Em 2005, os milionários nacionais detinham US$ 540,5 bilhões.
Para fazer os cálculos, os especialistas entrevistaram 150 gestores de fortunas em 62 países. Na conta só entram os bens disponíveis em aplicações e depósitos bancários no país e no exterior. "Tudo o que circula pelo sistema financeiro é medido", afirma Eric Gregorie, relações-públicas da consultoria.
Para ter idéia do poderio financeiro dos brasileiros, entre 2000 e 2005, período mais recente da pesquisa, o país saltou da 18ª posição para a 14ª no ranking dos países com mais milionários. Na comparação com as nações em desenvolvimento, o Brasil deixou para trás a Índia e a Rússia, perdendo apenas para a China.
Vários fatores explicam a velocidade de expansão das fortunas brasileiras. Nos últimos anos, a economia estabilizou-se. A inflação continua sob controle, as dívidas nacionais estão equacionadas e isso deixou os brasileiros confiantes para aplicar suas reservas. Resultado: o mercado financeiro nunca esteve tão aquecido. Como a venda de ações levou mais recursos para as empresas, elas aceleraram a produção, fazendo a economia crescer.
Também contaram o enfraquecimento do dólar e a alta dos preços das commodities -principalmente grãos e minérios. O setor do agronegócio foi um dos que mais geraram milionários, principalmente no Centro-Oeste.
Segundo a Receita Federal, nessa região o número dos que ganham mais de R$ 1 milhão por ano mais que dobrou entre 2000 e 2003, chegando a 685. A Receita alega que para fornecer dados mais recentes teria de pagar R$ 15 mil ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). Apesar disso, a análise dos números disponíveis já permite avaliar a nova geografia da riqueza no Brasil.
Regionalização da fortuna
Além do fortalecimento do Centro-Oeste, o Norte e o Nordeste ganharam destaque, com 187 e 1.031 milionários, respectivamente. Agora eles são disputados por empresas de luxo que antes só buscavam clientes entre Rio e São Paulo.
Manaus já desponta como o paraíso das construtoras. Lá, a Gafisa lançou o Riviera, onde o apartamento mais barato custa R$ 800 mil. "Fizemos uma pesquisa de mercado e ficamos surpresos ao descobrir que o poder aquisitivo da classe mais rica era bem maior do que imaginávamos", diz Antonio Ferreira, diretor de novos negócios da Gafisa.
Segundo ele, seis meses após o lançamento dos dois primeiros prédios, cerca de 70% das unidades do edifício Cannes -em que o preço por unidade começa em R$ 2 milhões- estavam vendidas. De cada dez compradores, sete são do Estado. A publicitária Renata Sabbá e seu marido adquiriram um desses imóveis. "Era o que procurávamos", diz Renata.
Embora detectem essas mudanças, tanto o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) quanto o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) têm dificuldades para traçar um perfil dos milionários. "A amostragem é muito pequena", diz Antonio Luiz Carvalho Leme, coordenador dos censos em São Paulo.
Além disso, os poucos que participam da pesquisa costumam diminuir em 25% o valor de seus ganhos e bens. É o que afirma Gabriel Ulyssea, do Ipea. "Eles temem por sua segurança." Há outra preocupação: ao depreciar os bens, querem pagar menos impostos.
Estudos do Ipea indicam que, apesar dessa depreciação, os dados da desigualdade de renda não sofrem alteração. "Apenas 10% da população continua se apropriando de 80% da renda nacional", diz Gabriel Ulyssea.
Mega Brega

MEGA BREGA
Para salvar a Vaquejada só o Mega Brega,que respeitosamente trará atrações exorbitantes como: Ângela Maria,Falcão,José Ribeiro,Roberto Muller entre outros,a família radiola de ficha composta de Anchieta Jácome e Neto Borracha estão de parabéns!!!
São Paulo 18 de Julho de 2007
08:45
Uma família potiguar estava no avião da TAM que se envolveu em um acidente na noite de ontem no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Viajavam o pai Ivanaldo Arruda da Cunha, a mãe Venilda Otília Santos da Cunha e os filhos Caio Felipe Santos e Ana Carolina Santos. A família deixou Gramados, no Rio Grande do Sul, com destino a Natal, com escala programada para São Paulo. De Natal eles pegariam a estrada para Santana dos Matos, onde todos os anos participavam da festa de Santana.
Fonte:
Blog de Marcos Dantas

Painel FC
RICARDO PERRONE - painelfc.folha@uol.com.br
Uma mão lava outra
O Palmeiras teve ajuda do Santos para mandar o clássico de amanhã no Parque Antarctica. Os palmeirenses pediram aos santistas que afirmassem à Polícia Militar que não viam problemas em jogar lá. Marcelo Teixeira aceitou e ligou para a PM. Os policiais exigiam a partida no Morumbi, alegando questões de segurança. E não receberam bem a atitude do time do litoral. Ao ser gentil com o adversário, Teixeira praticamente assegura que, no futuro, terá ajuda caso a PM vete um jogo com o Palmeiras na Vila Belmiro.
Fim de feira? Conselheiros do Santos preparam-se para despedir-se do lateral-esquerdo Kléber amanhã. Afirmam que ele voltou da Copa América negociado. E que Rodrigo Tabata também está de saída para o Japão.
Na mira. A diretoria do Palmeiras encara a volta de Edmundo ao time como uma prova de fogo. Avalia que sem ele a equipe corria mais e estava menos tensa em campo. Os cartolas temem que sua presença tenha efeito negativo.
Panfletagem. A oposição corintiana distribuiu cópias da denúncia do ministério público contra Alberto Dualib, Nesi Curi e Renato Duprat aos sócios do clube.
Fatia. Por meio do advogado Marcos Motta, o Corinthians de Alagoas e o Marítimo de Portugal tentam receber uma parte dos 30 milhões pagos pelo Real ao Porto pelo zagueiro brasileiro Pepe. Querem uma porcentagem por terem ajudado a formá-lo.
Em casa. A Figer, firma da família do agente Juan Figer, ganhou a conta de marketing esportivo da Unimed, parceira do Flu. Executivos da empresa assistirão ao jogo com o São Paulo, hoje, no camarote do empresário no Morumbi.
Fervura. A lanchonete do Bob's na arena de vôlei de praia do Pan só serve cachorro-quente e sanduíche natural. Segundo os atendentes, não é possível fritar hambúrgueres porque a energia elétrica não é suficiente para esquentar a chapa.
Ataque. Roberto Lazzarini, cortado do Pan por não passar no teste de cooper exigido pela confederação de esgrima, acompanha a competição no Rio em busca de um candidato de oposição para a presidência da entidade. Afirma já ter dois interessados.
Par de vasos. Juliana e Larissa, do vôlei de praia, se apresentam no Pan com um prendedor laranja no cabelo. Homenagem à patrocinadora da dupla, a Supergasbras, que usa essa cor. Não é permitido exibir patrocínios pessoais nas partidas da competição.
Fermento. Depois de ir dois dias seguidos à arena do badminton no Pan, o prefeito do Rio, Cesar Maia, planeja implantar núcleos em escolas, Vilas Olímpicas e comunidades. Fala em 500 mil praticantes na cidade em quatro anos. Hoje, o país tem 10.000.
Painel
RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br
"Devemos essa satisfação"
Em resposta à tragédia em Congonhas, deputados da oposição que integram a CPI do Apagão Aéreo defendem a suspensão imediata do recesso parlamentar para que a comissão retome seus trabalhos.
No entender de Vic Pires (DEM-PA), um grupo deveria fazer diligência no aeroporto paulistano e requisitar os relatórios sobre as reformas na nova pista. "Devemos essa satisfação à sociedade", diz. Para Wanderlei Macris (PSDB-SP), a Infraero precisa esclarecer o quanto antes o motivo da liberação da pista principal do aeroporto antes da conclusão do sistema de drenagem. Os chamados "groovings", ranhuras na pista que evitam derrapagens, começariam a ser feitos só a partir do próximo dia 29.
Revolta 1. Tão logo anunciado o acidente com o Airbus da TAM, um comandante da companhia fez um discurso inflamado na sala de embarque do aeroporto de Curitiba. Disse que era um absurdo a pista de Congonhas ter sido liberada para esse tipo de aeronave sem sistema de drenagem para dias de chuva.
Revolta 2. Diante de passageiros que aguardavam seus vôos, o comandante afirmou que a pista só foi liberada pela Infraero porque julho é mês de férias, e que uma tragédia como a de ontem era previsível. "Quero ver quem será responsabilizado. Quero ver quem é que vai preso."
Para registro. Passados nove meses, ninguém foi demitido do governo Lula por causa da crise aérea.
Elite. O deputado Julio Redecker (PSDB-RS), passageiro do avião da TAM, está entre os 16 tucanos que entraram para a nova lista dos cem parlamentares mais influentes do Congresso. A 14ª edição anual do levantamento feito pelo Diap será lançada na primeira semana de agosto.
É como eu digo. Uma semana antes de ficar magoado com o público que o vaiou no Maracanã, Lula aproveitou uma solenidade na Bahia para aconselhar o governador Jaques Wagner (PT) a não se "acabrunhar" com críticas e protestos. "Vaia e aplauso são dois lados da moeda", ensinou o presidente ao aliado.
Tijolo... Dentro do processo de desmonte da CDHU planejado pelo governo Serra, serão fechados até o final do mês 5 dos 11 escritórios regionais da empresa, acusada de praticar fraudes em licitações para construção de casas populares durante a gestão do também tucano Geraldo Alckmin. Entre os cinco estão os escritórios de Presidente Prudente, Araçatuba e Taubaté.
...por tijolo. O Palácio dos Bandeirantes tentará desvincular o enxugamento do escândalo, argumentado que seu objetivo é reduzir o inchaço da CDHU, que hoje consome 40% dos recursos vinculados à habitação em São Paulo. A eliminação de cargos deverá atingir alckmistas e principalmente o espólio do covismo, aumentando a grita de deputados aliados na Assembléia.
Apelo. Advogado de Renan Calheiros, Eduardo Ferrão abandonou o tom teatral a fim de convencer senadores de que a perícia na documentação do peemedebista precisa se ater à representação do PSOL. Sem isso, disse, não haverá "saída" para seu cliente.
Vacina. Sem conseguir impugnar perguntas incluídas no processo, Ferrão se adiantou a eventuais falhas na defesa: notas fora de ordem cronológica seriam justificadas por cheques pré-datados. E guias de trânsito animal não teriam relação com venda, mas com transporte de gado.
Culpa da mídia. Depois de se manifestar contra o "linchamento" de Renan, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse a correligionários que não pretende voltar mais ao assunto em público. Acha que suas palavras foram utilizadas "fora de contexto".
Tiroteio
"Tal veio autoritário assusta por vir de alguém que se projetou utilizando justamente os instrumentos da democracia."
Na semana passada, durante debate que precedeu a aprovação das contas de Geraldo Alckmin pela Assembléia, a oposição não perdeu a chance de apontar irregularidades na gestão do ex-governador paulista.
-Mas são apenas pecados veniais...-, tentou minimizar o tucano Barros Munhoz, líder do governo na Casa.
-A Igreja Católica acabou com o limbo, deputado, não com o purgatório-, rebateu o petista Rui Falcão.
Diante da atitude vigilante do colega, Munhoz achou por bem encerrar o embate teológico:
-Só que de lá o sujeito vai direto para o céu!
São Paulo 18 de Julho de 2007
08:45
Uma família potiguar estava no avião da TAM que se envolveu em um acidente na noite de ontem no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Viajavam o pai Ivanaldo Arruda da Cunha, a mãe Venilda Otília Santos da Cunha e os filhos Caio Felipe Santos e Ana Carolina Santos. A família deixou Gramados, no Rio Grande do Sul, com destino a Natal, com escala programada para São Paulo. De Natal eles pegariam a estrada para Santana dos Matos, onde todos os anos participavam da festa de Santana.
Fonte: Blog de Marcos Dantas
Toda Mídia
Nelson de Sá
Bola de fogo
O primeiro sinal, ao que parece, veio do rádio. Entre outras, a Jovem Pan anunciou "incêndio na cabeceira da pista, atingindo um posto na avenida Washington Luís". Mas a seguir "ouvintes entraram em contato para descrever que viram uma bola de fogo no local".
Band/Reprodução![]() |
As primeiras imagens de TV aberta, ao vivo, tomadas de helicóptero por volta das 19h de ontem |
CAPITAL - Marcelo Queiroz (centro) aposta na cooperativa como fonte de crédito mais acessívelBrasil deixa liderança do juro real
Mesmo que a taxa básica de juros caia só 0,25 ponto amanhã, Turquia vai assumir 1º lugar no ranking
Taxa ainda é mais alta do que em outros emergentes; empresários observam juro descontada a inflação para definir investimentos
FABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Demoraram 34 meses para o Brasil perder o título de país com a maior taxa real de juros do planeta. Somente se a taxa básica Selic não for reduzida amanhã -hipótese descartada pelo mercado financeiro-, o Brasil permanecerá com esse nada desejado título.
Se for ratificada a expectativa da maioria do mercado e a taxa básica Selic for cortada de 12% para 11,5%, os juros reais brasileiros irão ficar em 7,7% anuais. A Turquia, que assumirá o posto de país com mais elevado juro real do mundo, conta com taxa de 8,2% ao ano. O ranking foi elaborado pela UpTrend Consultoria Econômica.
Vaia no Presidente
Defensores
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que esteve ontem em Brasília, disse que as vaias foram "imerecidas". "A vaia é o aplauso da oposição." O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), que assistiu à cerimônia inicial em uma das tribunas de honra do Maracanã, corrobora com a tese da "claque armada": "Ao mesmo tempo que o presidente foi vaiado, o prefeito do Rio foi aplaudido efusivamente. Aí o gato deixou o rabo de fora".
Colaboraram FÁBIO ZANINI , da Sucursal de Brasília, e CÍNTIA ACAYABA , da Agência Folha
No Pindorama, enquanto nossos politicos nao se ajustam, os bandidos se organizam e agem. Vejamos esta noticia no Blog de Marcos Dantas>
Natal 16 de Julho de 2007
10:07
Informações chegadas ao Blog dão conta de que na última sexta-feira (13) no litoral norte da Capital, um comboio com 15 bugres lotados de turistas foram assaltados por bandidos fortemente armados. Os condutores foram obrigados a parar e os turistas foram deitados no chão e fizeram um arrastão. A localidade onde aconteceu o assalto fica após a praia de Pitangui num local conhecido como Pratagi. Os turistas ficaram em estado de choque e revoltados com a falta de segurança.
Nota do Blog:
Sacanagem geral que assola o País. Nossos congressistas, lá em cima, acusados de desmandos, desvios e outras mazelas. Aqui em baixo, a coisa é pior. Nao ha segurança, nossa esperança é pouca, sobrevive quem pode. Ate quando, Senhor?
Candidatos
Os baloes de ensaio foram lançados. Vejamos quem se sustenta na corrida pela Prefeitura de Caico. Por enquanto, muita, muita especulaçao. Com tantos partidos políticos, é natural que assim aconteça. Esperamos que sejam escolhidos os melhores nas convençoes dos partidos. Que estejam antenados com os problemas seridoenses.
Rangel demonstra desconfiança da pesquisa divulgada pelo Papa Jerimum
A pesquisa artesanal divulgada na manhã desta segunda (16) em Caicó não empolgou o pré-candidato a prefeito, José Rangel (PV). Convidado pela classe empresarial de Janduís/RN para falar aos empresários de Caraúbas, Messias Targino, Campo Grande, Patu e Janduis sobre a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, Rangel encontrou tempo pra falar com o Blog e comentou a recente pesquisa. "Essas pesquisas artesanais estão trazendo sérias desconfianças. Esse é o sentimento da população caicoense", relatou. Rangel também destacou que sou preocupação no momento é trabalhar pelo crescimento do Partido Verde no Seridó.
Fonte: Marcos Dantas| Por Marcos Dantas |
Fonte: Blog do Josenildo Carlos:
Vivaldo Costa divulga pesquisa com Roberto Germano liderando
O deputado Vivaldo Costa (PR) divulgou hoje (16), em seu programa na Rádio Caicó AM, o resultado de uma pesquisa de opinião pública realizada entre os dias 10 e 13 deste mês. Foram ouvidas 441 pessoas nas quatro zonas de Caicó. Confira o resultado de duas perguntas que o deputado revelou:
Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria para prefeito de Caicó?
Roberto Germano (PCdoB) – 34,7%
Bibi Costa (PR) – 24,5%
Pacífico Fernandes (PDT) – 4,8%
Vivaldo Costa (PR) – 4%
José Rangel (PV) – 3,4%
Nildson Dantas (PR) – 1,2%
*Foram citados outros nomes e o deputado não revelou o número de indecisos.
Qual o político de Caicó que você mais gosta?
Vivaldo Costa (PR) – 32,4%
Roberto Germano (PCdoB) – 16,5%
Álvaro Dias (PDT) – 10,7%
Bibi Costa (PR) – 5,7%
Manoel Torres (PMDB) – 4,3%
José Rangel (PV) – 2%
Nildson Dantas (PR) – 1,6%
*Também foram citados outros nomes e o deputado não revelou o número de indecisos.
No Blog do Xerife Robson Pires:
Eu só contribuo com novidades QUENTÍSSIMAS. Segurem-se!!!! JAIME MARIZ(JAIMINHO) es-secretário e primo da Governadora lançará sua pré-candidatura a prefeito de Caicó na festa do ex-aluno do Diocesano. São quantos agora, hem??????????????Blog Robson Pires
Agripino diz que DEM não votará
nada sob a presidência de Renan
O líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN), afirmou em Plenário do Senado, na tarde desta segunda-feira, que seu partido "não votará nada mais" sob a presidência do senador Renan Calheiros se a Mesa do Senado aceitar, nesta terça-feira (17), "alguma medida de procrastinação" do pedido do Conselho de Ética para que a Polícia Federal conclua perícia nos documentos apresentados pelo próprio Renan.
As agências de notícias, conforme Agripino, falam da possibilidade de algum membro da Mesa solicitar vista do pedido de perícia proposto pelo Conselho de Ética, mas particularmente ele não acredita nisso.
Caso isso ocorra, lembrou o senador, a Mesa só voltaria a examinar o caso depois do recesso parlamentar, que começará nesta quarta-feira (18) e irá até o dia 31 deste mês.
“A Mesa é a instituição Senado. Não acredito que a instituição tenha interesse em procrastinar essa decisão que, aliás, há cerca de dois meses foi proposta pelo senador Renan Calheiros. Os integrantes da Mesa têm minha absoluta confiança. Acredito que eles agirão com independência”, assinalou José Agripino.
Agripino disse acreditar que falava em nome da liderança do PSDB, outro partido da oposição. Quanto ao PDT, disse ter ouvido do líder Jefferson Péres (AM) que, dos quatro senadores, três apoiariam o DEM e o PSDB em um possível boicote a votações lideradas por Renan Calheiros. (Agência Senado).
Escrito por Oliveira Wanderley às 18h42Painel
Prospecção
Após a descoberta que uma das empresas investigadas pela Operação Águas Profundas, da Polícia Federal, foi doadora do PT nas eleições, o DEM vai tentar usar a CPI das ONGs, que hiberna no Senado, para investigar os contratos da Petrobras. A tática para lançar a estatal à berlinda é, inicialmente, pedir análise de repasses feitos por ela a organizações não-governamentais. A avaliação de líderes do DEM é que, depois disso, haveria brecha para ampliar o foco e investigar contratos da empresa e os vínculos com o PT.
O partido já tem, inclusive, uma lista de tópicos para abordar, entre eles os contratos com a GDK, com prestadoras de serviços ligadas ao ex-secretário do PT Sílvio Pereira, e repasses feitos à CUT.
Mal-estar. A Operação Águas Profundas pegou de surpresa quase toda a diretoria da Petrobras. Em caráter reservado, os diretores se queixam pelo fato de o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, que sabia da investigação, não ter comunicado ao restante do colegiado.
Ausência. Renan Calheiros (PMDB-AL) era aguardado pelo cerimonial que organizou a cerimônia de abertura do Pan no Rio. Precavido, o presidente do Senado evitou comparecer ao evento. "Ia levar uma vaia maior que a do Lula", afirma um parlamentares que estava no Maracanã.
Trio parada dura. Os fiéis escudeiros de Renan no PMDB foram apelidados de MCC: "Microfone, Chinelo e Cabelo". São Almeida Lima (SE), com seus discursos veementes, Gilvam Borges (AP), que só usa sandálias, e Wellington Salgado (MG), famoso pelas madeixas volumosas.
Déjà vu. Diante da tática de retardar o desfecho do caso, um senador do DEM vê semelhanças nas manobras de Renan com o processo de cassação do ex-deputado José Dirceu: "O próximo passo vai ser recorrer ao STF", prevê.
Em casa. No jantar de desagravo com prefeitos alagoanos na semana passada, Renan prometeu aos conterrâneos que fará um périplo pelo interior do Estado durante o recesso do Congresso. Disse que, em meio ao sufoco, é hora de buscar "força nas bases".
Contrabando. A assessoria técnica do PSDB preparou um documento contestando a inclusão na LDO, pelo governo, de R$ 1,1 bilhão, sem detalhamento, ao plano de investimentos prioritários. Segundo os tucanos, o adendo foi feito depois da votação da proposta na Comissão de Orçamento.
Inchaço. Apesar das restrições impostas pelo TSE, pelo menos dois partidos nanicos seguem em regime de engorda na Câmara: a bancada do PSC, após formar bloco com o PMDB, já tem dez deputados. O PRB, do vice-presidente José Alencar, soma três.
Consolo. Com seu projeto de reeleição ameaçado pela provável candidatura do tucano Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab (DEM) comemorou pesquisa Vox Populi do dia 5. Nela, sua gestão é aprovada por 33% dos paulistanos. E o prefeito saiu do vermelho, diz o levantamento: a nota média dos mil entrevistados foi 5,17.
Avulsos. Antonio Palocci, José Genoino e Aloizio Mercadante, estrelas do PT historicamente ligadas ao antigo Campo Majoritário, não entraram em nenhuma das chapas formadas para o Congresso do partido, em agosto.
Vento sul 1. O ex-Campo Majoritário deve se unir a outras correntes do PT numa frente para tentar tirar das mãos dos grupos de Tarso Genro, Olívio Dutra e Raul Pont, que selaram aliança inédita, o domínio do partido no Rio Grande do Sul.
Vento sul 2. A frente dará apoio à deputada Maria do Rosário na disputa com o ex-ministro Miguel Rossetto pela vaga de candidato na eleição a prefeito de Porto Alegre.
Tiroteio
Para quem se acostumou com platéias preparadas, não deve ser fácil enfrentar a realidade de um Maracanã lotado.
A sessão do Senado do último dia 5 já estava acabando quando Gilvam Borges (PMDB-AP), no comando da Mesa, foi avisado da iminente renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF). Eduardo Suplicy (PT-SP) terminava um discurso sobre de seu projeto de renda mínima, mas era necessário manter a sessão para esperar a carta do peemedebista. Wellington Salgado (PMDB-MG) fez um aparte:
-Senador, eu gostaria de entender melhor o projeto.
Depois de intenso debate, Suplicy tentou concluir. Ainda à espera da carta, Gilvam lhe deu mais 20 minutos. O petista se animou, mas foi interrompido em seguida.
-Senador, agora encerre, porque acaba de chegar um assunto de relevância nacional -, anunciou Gilvam.
+ Autores
Lei sem pudor
Brasil criou uma nova modalidade de transgressão, em que a norma é corrompida como se estivesse sendo exercida
JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI
COLUNISTA DA FOLHA
As novas formas de corrupção e de outras imundícies que cobrem o mundo contemporâneo merecem reflexão moral atenta, que, salvo engano meu, tarda em encontrar seus novos rumos.
Nunca foi tão verdadeira a observação de Hegel: o pássaro de Minerva (representante do saber) só levanta vôo ao cair da tarde. Tenho a impressão, contudo, de que estamos numa noite tão escura que nem mesmo um fogo-fátuo vem nos sugerir caminhos para pensar este nosso inferno.
Não me parece valer o argumento abstrato e de fundo religioso de que sempre foi assim, de que a política, por exemplo, se resume a uma barganha sem nenhum respeito pelo outro e pela palavra dada.
Nossa responsabilidade
Importaria, sobretudo, a sobrevivência do próprio político, que, para isso, precisa a todo custo produzir e reproduzir uma imagem sem nenhum compromisso com a verdade.
Se essa imagem, contudo, é a moeda dele, seu curso é de responsabilidade de todos nós. Não estamos condenados a este vale de lágrimas por causa do pecado original -se é que ele existe-, mas por causa de nossas tramas e tramóias coletivas.
Mesmo do ponto de vista religioso, se somente a morte pode nos livrar daqui, lembremos que precisa ser virtuosa.
Para evitar esses diagnósticos demasiadamente gerais, que servem para justificar bandalheiras de hoje, é preciso exemplificar, distinguir formas históricas de corrupção.
Não convém, por exemplo, confundir a corrupção da política romana com a venda das indulgências praticada pelo papado antes da Reforma Protestante e do Concílio de Trento [ambos no século 16]. A primeira, primordialmente, se infiltrava numa distribuição de benesses com o intuito de criar vínculos de aliança, construir uma clientela.
Nisso difere da prestação de tributos pelos povos dominados por Roma. Quer extorquindo imposto, quer distribuindo benesses e liturgias, a corrupção se configurava, então, na perda das medidas socialmente aceitas no tratamento desigual do outro.
Tudo é permitido
Dentro dessas medidas tudo é permitido. César reclamava, terminada a guerra na Gália, de não ter acumulado segundo seus planos. Cícero, após percorrer suas propriedades amealhando os frutos das colheitas, instalava-se em Roma para viver em grande estilo, socorrendo amigos em apuros financeiros, financiando obras públicas e assim por diante.
Em resumo, essa política de dar e receber é vista como corrupta quando extravasa suas medidas. Se nenhuma dessas operações era possível sem corromper os intermediários, a lei tendia a ser preservada.
Aqui não é o lugar para diferenciar a liturgia romana, caso especial de uma virtude aristotélica chamada magnificência, da liturgia da igreja, que vendia alívio no inferno e até mesmo um lugar no paraíso.
Voltemo-nos para o que interessa no momento, a saber, algumas formas da corrupção capitalista atual, exercidas no contexto de uma democracia formal.
Vícios privados, já o sabemos desde Adam Smith, são travados de modo a resultar em virtudes públicas.
No entanto, ao contrário do que pensam os liberais, essa conversão se faz na presença de um poder mediador de conflitos muito especial.
Nem mesmo uma situação de mercado, isto é, lugar de compra e venda de produtos de origem diversa, subsiste sem um terceiro poder capaz de decidir se a balança está ajustada, se a moeda não é falsa e assim por diante.
O bom funcionamento do mercado depende desse poder mediador, do qual o Estado é sua forma mais estruturada.
Todos nós sabemos, porém, que hoje em dia o Estado está em crise, de um lado, porque não consegue arrecadar recursos necessários ao bom andamento dos serviços que devem estar sob sua responsabilidade; de outro, porque perdeu sua capacidade de controlar um capital que globalizou sua produção e criou um capital financeiro que faz vezes da mediação do Estado.
A triste conseqüência é o drástico aumento da diferença entre a riqueza e a pobreza, com repercussões imediatas na gestão e nas funções representativas da política. É sintomático que a política democrática capitalista tenha sido vista sob o ângulo do mercado.
Transgressão especial
No entanto, na falta desse poder moderador, ela precisa criar por si mesma parâmetros para que se estabilize. Precisa da lei desde que ela seja flexível aos jogos do momento.
No plano mais geral, a corrupção política consiste em se apropriar, com fins privados, do poder e dos fundos públicos sob o manto da lei. Nas condições normais o império dessa lei não é questionado, sendo o transgressor publicamente punido.
Mas nem sempre. Lembremos que [o candidato democrata, em 2000] Al Gore deixou de contestar os resultados fraudulentos da eleição presidencial no Estado da Flórida, o que permitiu a primeira vitória de George W. Bush, simplesmente para não pôr em risco a legitimidade do processo eleitoral e das instituições formais da democracia.
No Brasil isso não existe. Por certo, por todos os lados ocorrem abusos na sua forma mais universal: o político privatiza o poder e parcelas do fundo público burlando a lei. Mas nosso engenho descobriu uma forma de transgressão muito especial, aquela posta como exercício da lei: ela se corrompe como se estivesse sendo exercida.
O exemplo mais evidente dessa inversão nos dá o presidente do Senado, quando, segundo ele, tendo apresentado provas cabais de sua inocência, insiste em permanecer no cargo para, como declarou, respeitar a dignidade da presidência.
Isso diante de seus pares que lhe pedem a retirada do cargo.
Coloca-se, então, como defensor do Estado de Direito, embora assuma ao mesmo tempo o papel de réu e de juiz.
Esse, porém, é um caso entre muitos. Freqüentemente, o presidente da República reafirma em alto e bom tom que ninguém é culpado antes de ser julgado.
Desse modo, se nega a cumprir o preceito de que um funcionário do Estado, estando sob suspeita, deve se afastar do cargo para permitir uma investigação isenta.
Bode na horta
Em conseqüência, um cidadão que passa a ser suspeito depois de ter sido acusado pelo Ministério Público continua a exercer uma função pública, como se isso não fosse contraditório. É como se o bode pudesse ficar na horta enquanto não fosse flagrado comendo verdura.
Mas, como de costume, o presidente dá uma no cravo e outra na ferradura. Seu comportamento, no caso de Silas Rondeau [ex-ministro de Minas e Energia, que deixou o cargo após ter o nome envolvido em investigações da Operação Navalha, da Polícia Federal], é exemplar, e todos esperamos que, de agora em diante, essa venha a ser a regra.
JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI é professor emérito da USP e coordenador da área de filosofia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Escreve regularmente na seção "Autores".
A verdade verdadeira
Igreja Católica busca afirmar supremacia no momento em que as religiões são superadas pelo progresso tecnocientífico e pela filosofia pós-metafísica
ANTÔNIO FLÁVIO PIERUCCI
ESPECIAL PARA A FOLHA
Pobre século 21. Quem poderia imaginar que a esta hora da pós-modernidade, que já vai bem avançada, fosse surgir, e surgir assim tão extemporaneamente insolente e aparentemente tão segura de si, essa figura esquisita e mofina de um fundamentalismo católico que entra em cena de salto alto, mas de mau jeito, na parte mais pós-cristã do Ocidente, que é a Europa pós-industrial?
Quem imaginaria?
Mesmo conhecendo o conservadorismo clerical do papa Bento 16 e o autoritarismo disciplinar por ele exercitado em seu passado recente de "grande inquisidor" no pontificado de João Paulo 2ø, quem poderia supor que seria dado já agora, em 2007, o passo discursivo decisivo para um mal-estar inter-religioso de monta num contexto cultural generalizado de afirmativo pluralismo cristão?
Nota do Blog:
Nós, cristaos, estamos muito divididos. Edgar Morin, francês, diz que o futuro do homem depende de para onde está indo a religião. Pelo andar da carruagem, tempo sujeito a chuvas e trovoadas. Quem viver, verá.
Nota do Blog:
Meu amigo Jose Tavares Pinheiro, o Zequinha, me pede: Voces, dos blogs deveriam começar uma mobilizaçao popular em defesa do Seridó. Caico, principalmente Caico, é um centro de atividades texteis. Justo que este setor seja estimulado. Tanto pelo setor publico como pelo setor privado.
Infelizmente, a internet nao está, ainda, ao alcance de todos. Lembro que nos Estados Unidos os jovens vêem mais internet que televisao. Aqui nós vemos mais televisão. Há um esforço de alguns de trazer a internet para os mais pobres. Através de centros publicos de difusao pela internet. Peçamos ao deputado, ao prefeito, mais chances para que seja possivel.
Chiclete com Banana
Angeli![]() |
Igreja pagará US$ 660 mi a vítimas de abuso
Valor estipulado em acordo é o mais alto em um caso do tipo nos EUA e será desembolsado por arquidiocese de Los Angeles
Indenização engloba mais de 500 vítimas afetadas dos anos 40 aos 90; entidades comemoram, e arcebispo vêm a público se desculpar
DENYSE GODOY
DE NOVA YORK
Os advogados de mais de 500 pessoas que se dizem vítimas de abusos sexuais cometidos por padres e religiosos católicos no Estado da Califórnia anunciaram, na noite de sábado, ter feito um acordo de US$ 660 milhões (R$ 1,227 bilhão) com a Arquidiocese de Los Angeles para encerrar os processos movidos contra ela.
"Tudo foi resolvido", afirmou Raymond Boucher, advogado de 242 vítimas. "Estou feliz que tenha acabado", comentou o advogado da igreja, Michael Hennigan. Se aprovado pela Justiça, será o maior valor pago por uma diocese desde que veio à tona nos EUA pela primeira vez um escândalo de pedofilia, em Boston, em 2002.
O arcebispo de Los Angeles, Roger Mahony, foi a público desculpar-se: "Mais uma vez, eu peço perdão a todos que foram ofendidos, abusados. Nunca deveria ter acontecido, e não vai acontecer novamente".
Nota do Blog:
-Atentemos para as noticias abaixo:
Painel
RENATA LO PRETE painel@uol.com.br
Falta um voluntário
A maior dificuldade de Renan Calheiros (PMDB-AL) até amanhã será encontrar um senador disposto a protagonizar a nova manobra que adiaria para agosto a perícia completa da Polícia Federal em seus documentos de compra e venda de gado. O escolhido para pedir vistas do ofício do Conselho de Ética que amplia a investigação, Magno Malta (PR-ES), disse a pelo menos dois senadores que não deve topar a missão.
Caso Magno ceda, caberá ao vice-presidente, Tião Viana (PT-AC), sem consulta aos demais membros da Mesa Diretora, conceder o prazo. "Já está na fase de cada um colocar a cara e assumir suas responsabilidades. Está na hora de avançar com esse processo", diz o terceiro-secretário, César Borges (DEM-BA).
Eu sou você. Magno Malta foi escolhido como alvo da pressão de Renan porque, da Mesa Diretora, é o mais suscetível ao argumento do "massacre" que o peemedebista alega estar sofrendo, pois já respondeu a processo no Conselho de Ética.
De volta. O segundo vice-presidente do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), que tirou licença médica de quatro meses, deve antecipar sua volta à Casa para participar amanhã da reunião da Mesa que decidirá o futuro de Renan.
Pró-divisão 1. O relator da proposta de prorrogação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolou na noite da última quinta seu relatório. Acatou a continuidade do imposto, mas também a emenda que propõe dividir a arrecadação com Estados e municípios.
Pró-divisão 2. Cunha recorreu à analogia com a Cide, a contribuição que incide sobre os combustíveis e que já é partilhada, para decidir pela admissibilidade da divisão da CPMF. Diz que, no PMDB governista, a tendência é aprovar a partilha em plenário, pois existe "pressão enorme de governadores e prefeitos".
Ameaça. A empreiteira Odebrecht teme que o governo impeça as estatais de energia, como Furnas, de compor consórcios para participar do leilão para a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.
Ninguém tasca. A Odebrecht pode ir à Justiça para assegurar a manutenção do consórcio com Furnas, responsável pela elaboração do projeto das usinas. A empreiteira avalia que há informações empresariais compartilhadas entre as parceiras.
CPI da vaia. Desde sexta empenhados em comprovar que a vaia sofrida por Lula na abertura do Pan foi orquestrada, assessores do presidente argumentam que uma das provas da premeditação é que o protesto já aparecera no ensaio da cerimônia, dias antes.
Fla x Flu. A vaia azedou de vez o clima entre os estafes de Lula e de Cesar Maia (DEM). Antes do incidente, convidados do prefeito haviam se sentado nos lugares reservados aos ministros Tarso Genro (Justiça) e Dilma Rousseff (Casa Civil), que tiveram de ficar nas fileiras de trás.
Trator. O ex-Campo Majoritário, que fez 51% dos delegados de São Paulo no Congresso do PT, tenta acordo com as alas ligadas a Marta Suplicy e Arlindo Chinaglia para isolar a Mensagem, de Tarso Genro, que só teve 8% no Estado.
Navalha 1. A Polícia Federal informou ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, de que há indícios de envolvimento do ex-deputado Luiz Piauhylino (PE) no esquema de fraude a licitações comandado pela construtora Gautama.
Navalha 2. A PF diz que, em março de 2006, Piauhylino teria recebido R$ 20 mil da Gautama. Na agenda do diretor financeiro da empreiteira, Gil Jacó Carvalho Santos, consta a seguinte inscrição: ""Piauhylino -20.000 ok".
Tiroteio
Não dá para aceitar revolta de partidos que já estão mais do que gordos. De agora em diante, quem não está com o governo é chantagista.
Conhecido por gostar de polêmicas, o deputado Silvio Costa (PMN-PE) foi convidado pelo colega Fábio Ramalho (PV-MG) a integrar um grupo que atuaria na defesa de Renan Calheiros (AL) caso o peemedebista insistisse em enfrentar a oposição na sessão conjunta do Congresso de semana passada, o que acabou não acontecendo.
-Silvio, o ministro pediu para a gente escalar um time aqui na Câmara-, disse Ramalho, referindo-se ao titular de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.
Sem graça, Costa respondeu:
-Fábio, peça desculpas ao ministro, mas dessa vez prefiro ficar no banco de reservas...
Toda Mídia
Nelson de Sá
Sem pantera negra
Reprodução de TV![]() |
Com "força total" e 700 profissionais na cobertura, nas contas da "Variety", a Globo não deu ao vivo o pódio de Diogo Silva |
Hugo Chávez, que não veio e escapou das vaias para Lula no Maracanã, tem uma biografia a caminho. Bob Fernandes, do Terra Magazine, deu longa entrevista para a capa da revista de fim de semana do "Valor", intitulada "Um outro Chávez". Avisa que não vai retratar aquele "já transitado em julgado no imaginário brasileiro". Sobre as rusgas com Lula, diz serem provocadas por "disputa de mercado", petróleo contra etanol. E que "é interessante para Lula, no fundo, ter Chávez em posição mais radical".
UM DIA SEM
Na Venezuela sob Hugo Chávez, a manchete nos meios estatais, ontem, era que "a final será transmitida para 200 países" e "mais de três milhões de pessoas em todo o planeta". Outra notícia, que ecoou pelo exterior, era que ele "suspendeu seu programa de rádio e TV" e "cedeu" o horário para mostrar a Copa.
SARKOZY GLOBAL
O presidente da França, Nicholas Sarkozy, que bancou a indicação de um europeu para chefiar o FMI, contra a opinião da Grã-Bretanha e do Brasil e outros emergentes, agora avisa que pode "viajar ao Brasil" para vender seu candidato. Na TV francesa, anunciou uma "campanha" mundial, segundo a Reuters.
NEGRITUDE
revistabrasileiros.com.br![]() |
Na capa, o preconceito enfrentado pelo ator |
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