Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


31/08/2008


BOLETIM SERIDOENSE

Domingo, 31 de agosto de 2008

 

POLÍTICA

 

·        Oliveira Wanderley destaca: Fátima Bezerra reage e sobe nas pesquisas

 

·        Renata Lo Prete comenta a política brasileira

 

·        Presidente Lula, o melhor cabo eleitoral

 

·        Imagem da semana

 

·         

 

ENGENHARIA

 

·        Cristiane Capuchinho escreve sobre a energia solar

 

·        Condomínio aberto x condomínio fechado

 

·        Marilene Desimone escreve sobre o Segundo imóvel

 

COMPORTAMENTO

 

·        Clovis Rossi: Parei de fumar

 

DIREITO

 

·        Valdo Cruz destaca as Medidas Provisórias

 

·        Carlos Heitor Cony: só as algemas?

Escrito por Flavio DeABel às 18h50
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CARLOS HEITOR CONY

Lagostas e frangos

RIO DE JANEIRO - Se o Supremo Tribunal Federal, ocupando o vácuo legislativo, se preocupa com o uso das algemas, nada demais que a mídia se interesse pela palpitante questão do cardápio servido a um banqueiro que está na prisão esperando julgamento.
Destino estranho o das lagostas e do Brasil. Ia havendo uma guerra por causa delas, os franceses não chegaram a brigar, mas um deles, o general De Gaulle, teria dito que não somos um país sério. Tudo por culpa das mesmas.


Não vejo nada demais no fato de um prisioneiro receber, nos dias de visita, um reforço de calorias e proteínas vindo de fora, trazido por parentes, amigos ou adquirido com pecúnia própria dentro das normas que regulam a questão.


Numa das prisões que cumpri (1965), em companhia de amigos (a maioria já se foi da enxovia deste mundo), passei muito bem de boca. Dona Lúcia, mãe do Glauber Rocha, preocupada com o filho que estava na mesma cela, mandava uns frangos que ela preparava com amor, frangos dourados, suntuosos e em quantidade bastante para a fome de todos.


Posso me esquecer de tudo na vida, menos do sabor daqueles frangos macios, perfumados com a arte da Bahia de todos os temperos e cheiros. Na primeira visita que tivemos, Márcio Moreira Alves recebeu generosa provisão de queijos franceses que uma comissária da Air France, sua parenta, havia trazido naquele dia. Foi um banquete de frangos e queijos, embora sem vinho, apenas com a água da bica do quartel da Polícia Militar.


Tal como agora, no caso das lagostas do Cacciola, a mídia reclamou daquilo que um coronel chamou de "farra gustativa". Mas os regulamentos estavam sendo cumpridos, ao menos nos primeiros anos de repressão militar. Pouco depois, as coisas mudaram.

Escrito por Flavio DeABel às 18h48
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BRASIL DAS MPS

VALDO CRUZ

Cortina de fumaça

BRASÍLIA - Acuada pelo apetite legislador do STF, decidido a preencher lacunas legais abertas pelo Legislativo, a cúpula do Congresso elegeu a medida provisória como a grande responsável por suas mazelas. São as MPs, atacam os presidentes da Câmara e Senado, o motivo da paralisia congressual.
Sei não. Mesmo reconhecendo que o Palácio do Planalto usa e abusa da edição de MPs, sinceramente, esse discurso do Congresso está mais para uma cortina de fumaça lançada a fim de encobrir a incompetência dos parlamentares.


Primeiro, se realmente consideram que há excesso, bem que eles poderiam derrubar a tramitação de algumas MPs logo no seu início. É só ter vontade política. Mecanismo para tal já existe.
Segundo, mesmo com a avalanche de MPs disparada a partir do Executivo, sobra tempo para votar projetos. Basta trabalhar um pouco mais na capital e faltar menos às sessões de votação.


Terceiro, deputados e senadores criticam as MPs, mas adoram algumas delas. Principalmente as que concedem aumentos de salários ou corte de impostos. Essas, tudo bem, são bem-vindas.


Sem falar nas medidas provisórias editadas diante da lentidão congressual em votar projetos de lei. Aconteceu recentemente com o aumento do salário mínimo.

A Casa pediu ao governo que adotasse a medida por projeto de lei. Resultado: o texto não foi votado, a data do reajuste chegou e o governo teve de editar MP para que o novo mínimo entrasse em vigor.
Tal ineficiência não justifica o excesso de medidas assinadas pelo presidente. Pelo contrário, seria de bom tom que o petista fizesse um certa economia de tinta.


Agora, bem que o Legislativo poderia parar de apenas se queixar em praça pública e trabalhar um pouco mais. Teria mais crédito em seus protestos. Mas não, a produtividade do Congresso é baixa. Falta-lhe disposição para pôr em prática uma agenda positiva.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 18h43
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CLÓVIS ROSSI

Guevara e o fumo

SÃO PAULO - Concordo com todos os argumentos do médico Drauzio Varella em seu artigo de ontem para esta Folha, inclusive com a pergunta final: "Até quando faremos parte do grupo de países atrasados que dá ao dependente de nicotina o direito de jogar a fumaça de seu cigarro para dentro dos pulmões dos outros?".


Não obstante, tenho alguma simpatia pela tese do também médico Ithamar Stocchero, ex-presidente da regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que vê "totalitarismo" nas proibições absolutas.
Pode ser mera birra com absolutismos ou pode ser experiência pessoal. Fumei durante uns 40 anos, até 2000. Senti o peso das proibições que se ampliavam. Senti o peso da sanção moral.


Nunca esqueço uma escala no aeroporto de Los Angeles, a caminho de Seul. O "fumódromo" ficava num subsolo soturno, mas no caminho para o embarque de um vôo da British Airways. Quando o embarque foi chamado, um grupo de senhorinhas tipicamente inglesas, vestidas como se espera de senhorinhas tipicamente inglesas, passou pelos fumantes, olhando-nos como se estivéssemos torturando um bebê.


Não adiantou nada. Se parei de fumar é por algo que hoje parece fora de lugar ou de moda, que é responsabilidade profissional. Notei que, à medida que aumentava a dependência, passava a sair de local fechado para fumar em evento que durasse mais de uma hora, correndo o risco de perder informações eventualmente importantes.


Aí decidi que era uma imensa burrice continuar escravo de um cilindro inanimado. Por isso, suspeito de que proibições e punições não devem eliminar a simpatia pelos que são dependentes químicos (e é disso que se trata). Não seria melhor um tratamento guevariano, tipo endurecer sem perder a ternura jamais?

Escrito por Flavio DeABel às 18h42
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CONDOMINIO ABERTO

CIDADE DOS SONHOS

Barra Funda teria "condomínio aberto"

Arquiteto cria bairro ao lado da linha do trem com residências, pátios, comércio e praças; locais seriam para uso de toda a população

Jubran


DA REPORTAGEM LOCAL

Em uma época em que a tendência é morar em condomínios fechados que excluem a cidade que existe além dos seus muros, o arquiteto Euclides Oliveira fez uma proposta na contramão: um condomínio aberto, que convida a cidade a entrar nele.


"Essa mania de condomínio fechado está destruindo a cidade. Ela nega a rua, é uma falsa impressão de segurança, porque a gente vê assaltos medonhos", diz o arquiteto. "O que dá segurança é a vizinhança, é o padeiro, é o barzinho, o pessoal que está olhando a rua. O que o pessoal não vê é isso", afirma.
A proposta, de autoria de Oliveira e dos arquitetos Dante Furlan e Carolina de Carvalho, foi vencedora de um concurso nacional promovido em 2004 pela prefeitura e pelo IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil).


Batizado de Bairro Novo, tinha como objetivo alavancar a operação urbana Água Branca, criada em 1995 para revitalizar a área, esvaziada com a saída das indústrias que margeavam a linha do trem.
A proposta era transformar em bairro uma área de um milhão de metros quadrados na Barra Funda, delimitada pela linha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), pela avenida Francisco Matarazzo e pela marginal Tietê. A idéia, porém, jamais saiu do papel. O orçamento nem chegou a ser concluído, já que a implantação foi suspensa e não há planos de retomá-la.

Check-in
Para atrair a iniciativa privada, o projeto previa a construção de um terminal que ligaria linhas de metrô e trem e que também funcionaria como área de check-in para quem fosse embarcar em Guarulhos ou Viracopos -a linha férrea se estenderia aos aeroportos.
Já o bairro seria composto por blocos de seis andares -altura que, segundo o arquiteto Lúcio Costa, permite que a mãe chame o filho pela janela- com pátios internos, espaços para comércios e serviços e praças, que poderiam ser aproveitadas tanto por quem mora quanto por quem não mora no bairro.


O único local externo de acesso restrito aos moradores seriam os pátios internos -cada conjunto teria um. Ainda assim, a concepção desse espaço fica longe da dos condomínios de luxo. "Não precisa de piscina. É um cimentado para a criança andar de bicicleta. Quero valorizar o espaço público em detrimento do espaço privado", explica Oliveira.
"Não penso em um bairro de rico, penso em um bairro de comerciários, choferes de táxi, arquitetos, professores, um bairro de classe média média", diz.
A bairro abarcaria ainda lotes de conjuntos habitacionais, espalhados pela vizinhança. "Quero evitar que se criem guetos. No elevador é proibido discriminar por classe", afirma.


As ruas teriam "lombofaixas", faixas de segurança em forma de lombada, para que a travessia ocorra na altura da calçada, e não da via, facilitando o deslocamento de idosos e deficientes. O projeto de cada prédio seria feito por um arquiteto diferente, para, segundo Oliveira, garantir a diversidade e tirar a impressão de cidade planejada. Apenas a forma e o volume seriam predefinidos.
Dentro dos prédios, a não ser os de esquina, que seriam mistos, o uso seria residencial, com comércio na parte de baixo. Blocos voltados para as praças seriam estritamente residenciais, e os voltados para as ruas principais teriam galerias cobertas, com mesas na calçada.
(MARIANA BARROS)

Categoria: Engenharia
Escrito por Flavio DeABel às 18h34
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Movido a luz solar

Projetos popularizam transformação de energia solar em elétrica; Inmetro avaliará eficiência energética de prédios em 2009

Marcelo Justo/Folha Imagem

O eletroposto coberto por painéis fotovoltaicos é a fonte para a primeira recarga das motos elétricas feitas pelo grupo Zeppini

CRISTIANE CAPUCHINHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Na discussão a respeito da sustentabilidade na construção civil brasileira, os holofotes se voltam agora para a eficiência energética.
No cenário de novidades, empresas e universidades brasileiras apresentam planos de prédios que geram sua própria eletricidade e painéis fotovoltaicos que permitem transformar energia solar em elétrica.
Um edifício responsável pela produção de toda a energia elétrica consumida por seus usuários é o objetivo de projetos denominados "zeronet" ou auto-suficientes.


Realidade em alguns países europeus, como a Alemanha, essa idéia dá seus primeiros passos em uma indústria do ABC. A Zeppini, fabricante de equipamentos para postos e motos de São Bernardo do Campo, anunciará em setembro a geração de energia elétrica de toda a sua área social por meio de painéis fotovoltaicos instalados nos telhados.
A divulgação será marco inicial da Energia Z, braço da empresa que oferecerá produtos para instalação de fotovoltaicos e projetos de energia solar.


"É um mercado que ainda não aparece em estatísticas", dimensiona Paulo Fernandez, diretor da Zeppini, que investiu US$ 1 milhão no projeto.
Mas o quadro parece mudar com o boom do mercado brasileiro de construção civil. A preocupação das incorporadoras em obter certificados de sustentabilidade traz às rodas da indústria temas que até então não tinham espaço.

Selo do Inmetro
Para regulamentar o setor, o Inmetro (instituto nacional de metrologia) lançará no início de 2009 uma etiqueta avaliadora da eficiência energética de edificações comerciais novas com lajes acima de 500 m2.


O selo, inicialmente voluntário, terá faixas de A a E, atribuídas segundo o desempenho energético da edificação.
"Faz todo o sentido que o setor público passe a fazer só prédios A e B, porque a conta [de energia elétrica] ficará com ele depois", observa Roberto Lamberts, professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
Instalar um sistema de uso da energia solar é caro -levam-se cerca de 15 anos para recuperar o investimento-, mas tecnologias para barateá-lo começam a aparecer.


Na PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica), o projeto Planta-Piloto, liderado pelos professores Adriano Moehlecke e Izete Zanesco, estuda a viabilidade da produção nacional de painéis de silício, que atualmente são importados.
Outras inovações serão debatidas no 1º Simpósio Brasileiro da Construção Sustentável, que acontece em São Paulo de 04 a 05 de setembro (leia mais no texto ao lado).

Escrito por Flavio DeABel às 18h27
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OBAMA

Escrito por Flavio DeABel às 18h23
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CABO ELEITORAL

ELEIÇÕES 2008 / DATAFOLHA

Com maior aprovação, Lula é o melhor cabo eleitoral em SP

Pesquisa mostra que presidente tem hoje sua melhor avaliação na capital paulista

O petista participou ontem pela primeira vez de evento de campanha de Marta Suplicy e, em discurso, disse ter "lado" na eleição de SP


Eduardo Knapp/Folha Imagem
REFORÇO
Sob garoa, Lula participa de comício de Marta na zona leste de SP; estiveram no ato deputados, senadores e cabos eleitorais


DA REPORTAGEM LOCAL
EM SÃO PAULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu popularidade recorde na cidade de São Paulo, 49%, e se mostra hoje um importante "cabo eleitoral" para sua candidata à prefeitura da cidade, Marta Suplicy (PT).


Entre os eleitores que aprovam seu governo, 52% dizem que pretendem votar na ex-prefeita, mostra pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira.
Ontem, Lula participou pela primeira vez de um evento de campanha de Marta, na zona leste, com desfile em carro aberto e discurso em palanque.
"Tem candidato do PSDB, do PFL [rebatizado de Democratas], de todos os partidos adversários usando fotografia minha como se eu os estivesse apoiando. Sou presidente de todos os brasileiros, mas numa campanha política é importante dizer que eu tenho lado, e o meu lado aqui em São Paulo é o da companheira Marta", disse Lula aos presentes (leia texto ao lado).


O governador paulista, José Serra (PSDB), também atingiu a maior popularidade de seu governo na cidade, iniciado em 2007: 39%, dez pontos percentuais abaixo da do presidente. Só um terço dos que aprovam a gestão tucana declaram voto em seu colega de partido na sucessão municipal, o ex-governador Geraldo Alckmin.

Pobres versus elite
No comício de ontem na zona leste, tanto Marta quanto Lula retomaram o discurso que opõe pobres e ricos, explorado pelo presidente em sua campanha eleitoral, há dois anos.


"Em São Paulo, temos projetos bem distintos: de um lado, Marta, Lula e o povo sofrido. De outro, partidos que trabalham para a elite", disse a ex-prefeita, que, durante todo o seu discurso, listou promessas de parceria com o governo federal do petista caso seja eleita.
Lula entrou no clima e relembrou os principais temas de sua campanha. "Lembro de quando fui inaugurar o primeiro CEU [Centro Educacional Unificado] em Guaianases", começou o presidente, citando o período em que Marta Suplicy ainda comandava a cidade.


"Aquela escola era tão extraordinária que falei para a Marta: algumas pessoas vão ficar com preconceito contra você, porque você está fazendo para o pobre escola melhor do algumas pagas que os ricos têm aqui em São Paulo. E não deu outra: o preconceito foi mortal", completou Lula.
Marta se colou à imagem do presidente desde o primeiro momento. Lula gravou depoimento de apoio a ela, que foi exibido no primeiro programa eleitoral na TV. Além de participar do ato de ontem, o presidente deve voltar a São Paulo até a realização do primeiro turno, em 5 de outubro.
Grande parte do material da campanha petista em São Paulo faz menção a Lula, o que inclui o principal jingle, uma cópia escancarada da música que o presidente usou na sua campanha à reeleição, em 2006.

Transferência
De acordo com o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, os números indicam que neste momento Lula tende a influenciar mais o voto paulistano do que Serra. "Pode-se dizer que Lula tende a transferir mais votos, mas essa transferência não é automática, depende de outros fatores."
A aprovação de Lula é maior entre os que têm o ensino fundamental (58%) e entre os com renda de até dois salários mínimos (52%), mesmo estrato em que Marta alcança seus maiores índices de intenção de voto.


Dos que dizem aprovar a gestão do petista, apenas 15% declaram que pretendem votar em Alckmin, mesmo índice dos que afirmam voto em Kassab.


A pesquisa Datafolha foi feita com 1.082 eleitores e tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Ela foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 02100108-SPPE. (ANA FLOR, CONRADO CORSALETTE E RANIER BRAGON)

Escrito por Flavio DeABel às 18h22
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Painel

RENATA LO PRETE -
painel@uol.com.br

O PIB é Dilma

Enquanto muitos petistas manifestam (com exceção de Tarso Genro, sempre de maneira reservada) resistência à sagração de Dilma Rousseff como candidata do partido ao Planalto, o empresariado está cada vez mais enamorado da ministra da Casa Civil.
Tucanos que mantêm interlocução com a nata do PIB andam assustados com o grau de entusiasmo gerado nesse setor pela candidatura Dilma -devidamente embalada por Lula- em 2010. O discurso básico dos empresários é que, "se Dilma é intervencionista, Serra também é". Com a diferença, argumentam, que o atual governo, em boa medida tocado pela ministra, nunca lhes deu dor de cabeça no que diz respeito à política monetária, eterno alvo do tucano.



Aparelho. Um observador chama a atenção para o crescimento do número de petistas nos quadros da Vale. O consultor Luiz Gushiken é apenas o mais vistoso deles.

Narrativa. Antes, os alckmistas diziam que Kassab não iria crescer. Agora, reconhecem que está crescendo. Mas acrescentam a opinião de que, perto do primeiro turno, o eleitor "verá" que o tucano tem mais chance de derrotar Marta Suplicy (PT) e tratará de colocá-lo na etapa final.

Em dupla. Cesar Maia (DEM) e Jandira Feghali (PC do B), que já disseram o diabo um do outro, fizeram trégua para atacar um adversário comum no Rio, o ascendente Eduardo Paes (PMDB). O prefeito só o chama de "Dudu Upa-Upa", devido à proposta das UPAs 24 horas. E o site da candidata remete a um vídeo com ataques de Paes, o "demo-tucano adesista", a Lula.

Começar de novo. O inflamado Babá, ex-deputado paraense que fez fama por ter sido expulso do PT logo no início do primeiro mandato, agora disputa uma vaga de vereador do Rio pelo PSOL.

Vidraça. Manuela D'Ávila virou alvo preferencial nos programas de TV da adversária Maria do Rosário em Porto Alegre. "O PT esqueceu o prefeito e me escolheu como inimiga. Resolveu posar de virgem em matéria de alianças", protesta a candidata do PC do B, cobrada pelos petistas por ter se coligado ao PPS.

Nosso herói 1. Na conflagrada Pacaraima, onde arrozeiros e índios esperam, em estado de tensão permanente, o julgamento do Supremo que definirá o desenho da reserva Raposa/Serra do Sol, proliferam carros com o adesivo "Tô contigo, general Heleno".

Nosso herói 2. O comandante militar da Amazônia, Augusto Heleno, virou ídolo dos produtores ao classificar a política indigenista do governo como "lamentável" e criticar a demarcação contínua da terra indígena em Roraima.

Compadre. Mais um Barbalho empregado. A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), nomeou Maria Lúcia, irmã do deputado Jader (PMDB), conselheira do Tribunal de Contas do Estado.

Toma lá... O governador Blairo Maggi (PR-MT) prepara nova cartada contra a blitz antidesmatamento do Ministério do Meio Ambiente. Ele propõe que o governo federal financie a agricultura (leia-se, plantação de soja) em áreas devastadas pela pecuária. Alega que, se Lula liberar o dinheiro, não haverá mais razão para derrubar árvores.

...dá cá. Pelas contas de Blairo, Mato Grosso tem hoje 15 milhões de hectares de terras prejudicadas pela pecuária. O custo para recuperá-las, diz, é de R$ 1.066 por hectare. O primeiro a ouvir a proposta será o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), que visitará o Estado na quinta-feira.

Segura aí. O DEM agiu nos bastidores e, por ora, o PT não vai ao Conselho de Ética contra Efraim Morais (PB), suspeito de envolvimento num esquema de fraudes em licitações no Senado.

com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Tiroteio

"Antes mesmo do primeiro furo, o petróleo do pré-sal já virou a Porta da Esperança. Há um desafio tecnológico a superar antes de contar com essa riqueza."

Do senador DELCÍDIO AMARAL (PT-MS), sobre a multiplicação, em semanas recentes, de sugestões para a destinação dos recursos provenientes da extração dos novos campos.

Contraponto

Obra de Maluf

Em 1979, Paulo Maluf era governador de São Paulo e tinha em sua equipe Cunha Bueno e Helio Machado Bastos Filho. Certa feita, os dois foram procurados pela Unicamp, que planejava desenvolver, em parceria com a Yamaha, um cravo eletrônico. O mogno seria oferecido pelo então governador do Amazonas, José Lindoso. Do projeto resultaram três instrumentos: um para a Unicamp, outro para a USP e um terceiro para o Teatro Amazonas.
Lindoso telefonou para Maluf em agradecimento:
-Doutor Paulo, que preciosidade, que beleza de cravo...
Maluf, que ignorava o assunto, não se fez de rogado:
-Meu caro, você merece muito mais do que um cravo! Merece logo uma dúzia de rosas!

Escrito por Flavio DeABel às 18h18
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SEGUNDA RESIDENCIA

Castelo de areia

Bancos financiam 100% do segundo imóvel, mas exigem como garantia o primeiro bem

Marcelo Justo/Folha Imagem
Em um crédito de 100% do preço do bem, pagam-se juros sobre o valor integral da negociação; economistas sugerem financiar 70%

MARIANA DESIMONE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Financiar 100% do valor de uma casa na praia parece tentador, especialmente para quem não poupou para esse tipo de gasto mas quer um refúgio de férias e finais de semana.
Planos de crédito que cobrem o preço integral de um segundo imóvel já são oferecidos por dois bancos, Real e Matone (leia à pág. 4). Mas especialistas recomendam cautela antes de fechar esse tipo de negócio.
Um dos aspectos a serem vistos com cuidado diz respeito a uma das exigências das instituições financeiras: dar o primeiro bem como garantia.
Assim, em caso de não-pagamento do plano, o comprador que sonhava com o imóvel de veraneio pode se lembrar do dito popular "antes um pássaro na mão que dois voando": o banco pode se apoderar da moradia alienada.
A advogada R.F., 47, optou por uma estratégia mais tradicional. "Sempre quis ter uma casa no litoral, mas terminei de pagar por ela depois de 15 anos de muito esforço", explica. Ela adiou em cinco anos a aquisição do segundo imóvel.
"Prefiro juntar um pouco mais de dinheiro e conseguir dar uma boa entrada a colocar minha casa de São Paulo como garantia", explica.

Até 70%
Essa é a saída apontada pelo economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade): poupar antes para evitar financiamento que some mais de 70% do valor do imóvel. "É melhor "apertar o cinto" e evitar vincular sua casa a um financiamento."
Para o economista, mesmo devendo por um prazo de dez a 15 anos, o importante é não comprometer demais o orçamento com as parcelas. "A longo prazo, há muitas variáveis impossíveis de controlar. Se a pessoa perder o emprego e tiver família, não poderá vender a casa onde mora para levantar algum dinheiro", exemplifica.
Além disso, os juros oferecidos para essa modalidade de crédito não diferem dos que são cobrados em financiamentos de até 80% do valor do bem.
Mesmo quem não esperou durante anos para quitar sua casa vê com desconfiança esse tipo de financiamento.

Desconfiança
Gustavo Alves, 27, recebeu de herança da avó um apartamento no centro de São Paulo. "Com certeza dá vontade de comprar uma casinha no interior com prestações a perder de vista. Mas acho muito perigoso", analisa.
"Você está comprando um imóvel para ficar com dois, mas, no meio do caminho, pode ficar sem nenhum."
Para Oliveira, quem tem mais segurança nesse tipo de transação é o banco: "A instituição agrega garantias do pagamento daquela dívida".

Categoria: Engenharia
Escrito por Flavio DeABel às 18h08
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SEGUNDA RESIDENCIA

Castelo de areia

Bancos financiam 100% do segundo imóvel, mas exigem como garantia o primeiro bem

Marcelo Justo/Folha Imagem
Em um crédito de 100% do preço do bem, pagam-se juros sobre o valor integral da negociação; economistas sugerem financiar 70%

MARIANA DESIMONE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Financiar 100% do valor de uma casa na praia parece tentador, especialmente para quem não poupou para esse tipo de gasto mas quer um refúgio de férias e finais de semana.
Planos de crédito que cobrem o preço integral de um segundo imóvel já são oferecidos por dois bancos, Real e Matone (leia à pág. 4). Mas especialistas recomendam cautela antes de fechar esse tipo de negócio.
Um dos aspectos a serem vistos com cuidado diz respeito a uma das exigências das instituições financeiras: dar o primeiro bem como garantia.
Assim, em caso de não-pagamento do plano, o comprador que sonhava com o imóvel de veraneio pode se lembrar do dito popular "antes um pássaro na mão que dois voando": o banco pode se apoderar da moradia alienada.
A advogada R.F., 47, optou por uma estratégia mais tradicional. "Sempre quis ter uma casa no litoral, mas terminei de pagar por ela depois de 15 anos de muito esforço", explica. Ela adiou em cinco anos a aquisição do segundo imóvel.
"Prefiro juntar um pouco mais de dinheiro e conseguir dar uma boa entrada a colocar minha casa de São Paulo como garantia", explica.

Até 70%
Essa é a saída apontada pelo economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade): poupar antes para evitar financiamento que some mais de 70% do valor do imóvel. "É melhor "apertar o cinto" e evitar vincular sua casa a um financiamento."
Para o economista, mesmo devendo por um prazo de dez a 15 anos, o importante é não comprometer demais o orçamento com as parcelas. "A longo prazo, há muitas variáveis impossíveis de controlar. Se a pessoa perder o emprego e tiver família, não poderá vender a casa onde mora para levantar algum dinheiro", exemplifica.
Além disso, os juros oferecidos para essa modalidade de crédito não diferem dos que são cobrados em financiamentos de até 80% do valor do bem.
Mesmo quem não esperou durante anos para quitar sua casa vê com desconfiança esse tipo de financiamento.

Desconfiança
Gustavo Alves, 27, recebeu de herança da avó um apartamento no centro de São Paulo. "Com certeza dá vontade de comprar uma casinha no interior com prestações a perder de vista. Mas acho muito perigoso", analisa.
"Você está comprando um imóvel para ficar com dois, mas, no meio do caminho, pode ficar sem nenhum."
Para Oliveira, quem tem mais segurança nesse tipo de transação é o banco: "A instituição agrega garantias do pagamento daquela dívida".

Categoria: Engenharia
Escrito por Flavio DeABel às 18h08
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BLOG DE OLIVEIRA WANDERLEY

 

Líderes da “União por Natal” comemoram

crescimento de Fátima Bezerra

 

O resultado da pesquisa Ibope, revelando um crescimento de oito pontos da candidata do PT à prefeitura de Natal, Fátima Bezerra, foi comemorado pelos seus partidários e serviu de motivação para a caminhada que a coligação “União por Natal” realizou nesta sexta-feira(29) pelos bairro das Quintas e do Alecrim.

Fotos: Assessoria/Fátima

 

A governadora Wilma de Faria disse que o crescimento de Fátima já era esperado. "Você está crescendo, Fátima, e seus adversários estão caindo. Isso já era esperado porque depois do programa eleitoral as pessoas começaram a conhecer sua história de luta, de trabalho. Eu sabia que isso ia acontecer porque já vi essa história muitas vezes", ressaltou Wilma.

 

A governadora citou eleições anteriores em que ela conseguiu ultrapassar adversários, mesmo quando todos diziam que ela não conseguiria.

 

O senador Garibaldi Alves Filho disse que o crescimento de Fátima nas pesquisas não vai parar.

 

"Fátima, este é apenas o começo. A partir de agora você vai conquistar mais e mais eleitores com os programas eleitorais. Todos vão saber quem é você, Fátima, e o que tem feito e vai fazer por Natal", afirmou Garibaldi.



Escrito por Oliveira Wanderley às 02h33
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(TRANSCRITO INTEGRALMENTE DO BLOG DE OLIVEIRA WANDERLEY)

Márcia se transforma em ativa militante

em defesa da candidatura de Fátima

Foto: Assessoria/Márcia

 

Filha da governadora faz panfletagem em favor de Fátima Bezerra

 

A deputada Márcia Maia (PSB) não tem poupado esforços para ajudar a eleger Fátima Bezerra (PT) prefeita de Natal.

 

Na manhã deste sábado (30), Márcia chegou logo cedo na rótula do Machadão, onde havia uma grande mobilização pró-Fátima e não mediu esforços para pedir votos para a candidata da coligação “união por Natal”.

 

 Márcia fez panfletagem (com material personalizado dela com a candidata do PT), apitaço e abordou diretamente os motoristas e passageiros que paravam no sinal de trânsito.

 

A filha da governadora Wilma de Faria sempre foi uma das mais empenhadas defensoras da candidatura de Fátima à prefeitura.  



Escrito por Oliveira Wanderley às 10h55
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Escrito por Flavio DeABel às 17h52
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Semana da Patria

Avenida Serido, domingo pela manha, ensaio para o Sete de Setembro

Escrito por Flavio DeABel às 17h24
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27/08/2008


Aero modelismo em Natal. Uma festa nos ares, aos sabados, em Capim Macio, estrada que vai a Ponta Negra

Escrito por Flavio DeABel às 19h35
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BOLETIM SERIDOENSE

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

 

Sumario:

o       Demarcação de terras indígenas. A decisão está no Supremo.

o       A criança e a internet

o       Renata lo prete comenta a política brasileira

o       TV no Notebook

o       Sarney comenta o atual quadro político

o       Clovis Rossi escreve sobre a demanda por credito

o       Fernando Rodrigues analisa a campanha eleitoral

 

CLÓVIS ROSSI

O besouro e o crédito

SÃO PAULO - Diz-se do besouro que não pode voar, pela sua aerodinâmica. No entanto voa. Daria para dizer a mesma coisa sobre o crédito no Brasil: na teoria, o aumento dos juros deveria derrubar a demanda por crédito. Na prática, o crédito voa -ou alcança um recorde após o outro. Em julho, chegou ao nível máximo desde que começaram a ser coletados os dados pelo Banco Central.


É mais fácil explicar por que a demanda por crédito continua subindo, apesar do aumento do custo do dinheiro, do que explicar por que o besouro voa: brasileiro não leva em conta o nível dos juros, mas o valor da prestação. Se cabe no bolso, pega dinheiro, mesmo pagando mais.


É verdade que são as pessoas jurídicas que estão buscando mais crédito -e, em tese, elas, sim, levam em conta a taxa de juros. De todo modo, fica evidente que o aquecimento da economia tende a se manter, na medida em que o crédito é um dos combustíveis mais importantes para o consumo.


Logo, é igualmente evidente que se torna mais e mais ingrata a tarefa do Banco Central de derrubar a demanda via aumento dos juros.
O que, por sua vez, significa que soa bem provável a previsão da grande maioria dos economistas de que os juros continuarão subindo e subindo. "Uma Selic [taxa de referência do BC] de 14,75% em dezembro é muito provável, assim como sua manutenção por uns quatro a seis meses, entrando em 2009", escreve, por exemplo, José Francisco de Lima Gonçalves, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP e economista-chefe do Banco Fator, para o número mais recente do boletim da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, também da USP.

Vai acabar levando a inflação para o centro da meta em 2009. Mas, acrescenta Lima Gonçalves, "o custo será a redução do crescimento do PIB de 5% para 3,5%".
É um bom negócio?

FERNANDO RODRIGUES

Monotonia eleitoral

BRASÍLIA - A primeira fornada de pesquisas neste início de campanha eleitoral para prefeitos e vereadores mostra uma monótona semelhança com 2004. Agora, como há quatro anos, os partidos mais tradicionais dominam as disputas nas capitais e nos municípios grandes e médios.
Já há pesquisas disponíveis em 61 cidades brasileiras. O eleitorado nessas localidades soma 41,2 milhões, o equivalente a 32% dos que votarão em 5 de outubro.


Quatro partidos são hegemônicos no processo: PT, PMDB, DEM e PSDB. Essas siglas têm 51 candidatos em primeiro lugar isolados ou empatados nas 61 capitais e cidades grandes e médias pesquisadas.


Em 2004, essas mesmas quatro agremiações já haviam sido vitoriosas. Receberam 60,5% dos votos para prefeito em todo o país.
No processo atual, a história se repete. Salvo as exceções de praxe, quando não é um político de um partido grande o favorito, muitas vezes trata-se de alguém numa sigla menor com o apoio do establishment. O exemplo mais evidente é Márcio Lacerda, em Belo Horizonte. Ele é filiado ao PSB, mas tem o apoio do governador do Estado, Aécio Neves, do PSDB.


O dado mais explícito desse cenário eleitoral é simples: o sistema partidário do país está em decantação. Só não há avanços maiores por causa das aberrações legais favorecendo siglas menores, num democratismo cordial típico do Brasil.


Dos 27 partidos registrados no TSE, poucos terão capacidade de obter mais do que uma fração dos votos em outubro. Em 2004, dez siglas tiveram cada uma, no máximo, 0,3% dos votos no país. A presença desses nanicos na propaganda obrigatória na TV e no rádio é proporcionalmente muito maior.


Felizmente, e contrário à lei de Pelé, o eleitor médio tem ponderado o suficiente para isolar essa turma sem representação.

 

RUY CASTRO

Mais a sério

RIO DE JANEIRO - Lula da Silva disse em seu programa "Café com o Presidente" que considerou "razoável" a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim. Foi a sua média entre a atuação da seleção masculina de futebol, que ele achou "frustrante", e a da feminina, que chamou de "heróica". Os outros esportes não lhe dizem respeito, mas, enquanto presidente, ele se sentiu instado a dar um caráter mais abrangente à fala do trono.


Daí, declarou que o Brasil precisa levar o esporte "mais a sério". E exortou as prefeituras, os governos estaduais e as empresas a contribuir -imagina-se que em dinheiro- com potenciais atletas, para que o país possa ser representado por equipes mais competitivas. Na sua visão, se começarmos agora, os primeiros resultados já aparecerão em 2012 e, em 2016, estaremos "na ponta dos cascos".


Como sempre, somos brindados com uma apreciação nebulosa. O Brasil precisa levar o esporte mais a sério -ou seja, o país é um garotão, boa gente, mas meio estróina e preguiçoso, que, em vez de acordar cedo para fazer ginástica, fica na rua até altas horas, jogando sinuca ou contando piada de papagaio. E, por isso, está sendo chamado às falas por um pai grave, severo, que sabe o que é melhor para ele.


Também para variar, esse pai adora transferir responsabilidades. As prefeituras, os governos estaduais e as empresas é que precisam adotar o esporte. O governo federal não entra nas cogitações presidenciais. Talvez porque, na visão dele, o Ministério da Educação já esteja cumprindo suas obrigações.


Resta saber por que, segundo dizem, apenas miseráveis 12% da rede escolar brasileira têm praça de esportes. Aos matriculados nos demais 88%, que aprendam pela TV como se pratica o taekwondo, a luta greco-romana, o badminton ou a marcha atlética.

Escrito por Flavio DeABel às 06h16
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SARNEY EM SABATINA NA FOLHA

SABATINA FOLHA

JOSÉ SARNEY

Próximo presidente não será eleito sem o apoio de Lula, afirma Sarney

Ex-presidente enfatiza importância do aval do atual ocupante do Planalto, defende aliança entre PMDB e PT e diz que o Supremo não está invadindo atribuições dos outros poderes, mas resolvendo conflitos que eles não tinham solucionado

Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem
O senador José Sarney (PMDB) na sabatina realizada ontem no Teatro Folha

Aos 78 anos, 50 de vida pública, o ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP) duvidou ontem, em sabatina à Folha, "que o futuro presidente possa ser escolhido sem o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva". E pregou ainda aliança do PMDB com o PT em 2010.
Governador durante o regime militar, o primeiro presidente civil após a ditadura repassou, para uma platéia de cerca de 150 pessoas, sua experiência nestes 50 anos. Sarney foi sabatinado pelos colunistas Clóvis Rossi e Mônica Bergamo, pelo editor de Brasil, Fernando de Barros e Silva, e pela editora do Painel, Renata Lo Prete.


LULA
Afirmando que a eleição de Lula conclui um processo de cem anos -"Chegamos no fim do século com um operário no poder. Isso é uma coisa importantíssima"-, Sarney diz que a liderança do presidente "tem base profunda, raiz mais profunda". Daí, seu papel em 2010. "[Lula] não é só um político que tem popularidade. Não acredito que o futuro presidente possa ser escolhido sem a participação e o apoio do presidente Lula. Se me pergunta quem vai ser, digo que o nome colocado é a dona Dilma [Rousseff]."
"Se depender de mim, o PMDB vai para uma aliança com o presidente Lula", afirmou Sarney, alegando "que o PMDB é o partido das causas democráticas". "Colocamos uma agenda social no país durante o período em que fui presidente. Não se esqueçam que o slogan do meu governo era "tudo pelo social", justificou.
Alvo de críticas do petista no passado, hoje Sarney minimiza: "Lula era o PT de ferro, de aço. Todos nós mudamos".

SERRA
Questionado sobre seus desafetos, ele diz que não guarda rancor, nem do ex-presidente Fernando Collor de Mello, um dos mais ácidos críticos do governo Sarney. "Não tenho ódio do Collor. Se tem um arrependido disso, é ele. Não eu."
Sarney, no entanto, deixa evidentes suas restrições ao governador José Serra (PSDB). O senador nem sequer chega a negar que desconfie da participação de Serra na operação policial que, em 2002, flagrou R$ 1,4 milhão no escritório de sua filha, a então presidenciável Roseana Sarney.
Durante a disputa eleitoral de 2002, durante o governo FHC, aliados de Sarney atribuíram motivação política à operação. Serra negou. "Não vou dizer que foi o governador José Serra nem que não foi o governador Serra. Até porque é um fato do passado. Não quero relembrar. Serra é um bom homem público, um homem que tem qualidades", afirmou Sarney, insistindo na hipótese de "armação".
"Quem vai dizer não sou eu. Mas o STF e o Tribunal Federal de Brasília, que, em acórdão, disseram se tratar de armação. Não tinha começo nem meio nem fim, uma busca e apreensão que não foi junto a processo algum e que só cumpriu uma finalidade: barrar uma candidatura à Presidência."

CONGRESSO
Ao comentar a avaliação de ministros de que o Congresso é um mercado de voto, Sarney responsabilizou o sistema político. "O Congresso em que comecei era outro. Tudo que aconteceu, extremamente lamentável, tem muito a ver com o sistema político que adotamos. É esse sistema que levou à criação dessa classe política que dá essa imagem tão deformada e merecida."
Para Sarney, existem maus e bons políticos. Questionado sobre o aliado e ex-presidente do Senado Renan Calheiros (AL), Sarney disse que, "ao longo da história, [Renan] tem se mostrado um bom político".
O senador afirmou que votou pela absolvição de Renan por não haver provas de que dirigia uma emissora de rádio em Alagoas. "Se tivesse prova, eu teria, com maior tranqüilidade, condenado."
Ex-presidente do Senado, Sarney negou qualquer pretensão de voltar ao cargo. "O que posso adiantar é que não serei candidato. Não quero ser presidente de nada."

ADESISMO
Sarney reagiu aos que o acusam de estar sempre no poder. "É uma certa injustiça comigo. Fui oposição ao Getúlio, ao Juscelino. Quando dizem "Sarney aderiu ao processo do Tancredo", quero dizer que não. Fui convidado por eles. Não aderi."

STF x CONGRESSO
Sarney disse que o STF (Supremo Tribunal Federal) "agiu corretamente" ao proibir nepotismo no país.
Para ele, o STF exerce um papel "moderador" no regime democrático, preenchendo "lacunas da Constituição de 1988". "Não vejo que esteja invadindo essa ou aquela atribuição. O STF está tentando resolver conflitos que outros Poderes não tiveram condições de resolver", disse. "Se o Congresso se omite em tomar suas decisões, o Supremo toma."
Numa menção à Constituinte, da qual Lula e Serra fizeram parte, Sarney afirma que "o Congresso que fez a Constituição não tinha uma grande densidade". "Temos essa Constituição aí que até hoje só se faz é tentar consertar", criticou.
O ex-presidente citou os Estados Unidos como um exemplo de país em que o Supremo atua como moderador.
"O Parlamento se tornou incapaz, pela divisão que tinha, da integração dos negros e os direitos civis não caminhavam. Vem a Suprema Corte e interpreta: as escolas têm que ter a presença dos pretos. Graças a isso, a sociedade americana se reconciliou."

LITERATURA
Sarney contestou a associação entre política e sua nomeação para Academia Brasileira de Letras. "Entrei para a Academia Brasileira de Letras antes de ser presidente. Em 1980. Hoje, sou o decano, que é uma palavra ruim. Significa que todos que votaram em você já morreram. Sua vez está chegando. Dá uma certa dor nos ossos", brincou ele, para quem a política contamina a crítica ao seu trabalho.
"Pago muito porque sou político. Minha visibilidade política é maior que minha visibilidade de escritor."

PLANO CRUZADO
Sarney disse que não quer "ser julgado como o presidente dessa inflação de 40%". "Quero que o povo me julgue como o presidente da agenda da democracia. Ele argumentou ainda que a adoção de três moedas em seu governo garantiu a implantação do Plano Real. "A inflação é terrível. Mas foi uma circunstância que tivemos que atravessar. E isso valeu para que se fizesse o plano real. O [João] Sayad me propôs. Eu disse: "Não tenho mais condições políticas de fazer isso", como não tinha."


NA INTERNET
www.folha.com.br/082393

veja o vídeo da sabatina

Escrito por Flavio DeABel às 06h06
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CRIANCA E INTERNET

Coisa de criança

Redes sociais e mensageiros instantâneos estão entre as atividades preferidas dos pequenos, que gostam também de jogar on-line

Alex Almeida/Folha Imagem
ESTUDO E DIVERSÃO NA INTERNET
Os irmãos Paulo, 9, e Dora Galvão de França Amaral, 12, da Escola da Vila, dividem o tempo no micro; "gosto de pesquisar no Google", diz o garoto; a menina gosta de jogar e conversar no MSN


DANIELA ARRAIS
DA REPORTAGEM LOCAL

As crianças brasileiras passan cada vez mais tempo na internet. No último mês de julho, gastaram cerca de 19h28min na frente do computador, acessando, principalmente, redes sociais, mensageiros instantâneos e sites de jogos, segundo o Ibope/ NetRatings.
Pedro Teixeira Botelho, 6, faz parte desse grupo. Aos três anos, antes mesmo de se alfabetizar, o menino já possuía um computador, pelo qual acessava sites de jogos e desenhos.


Hoje, o aluno da primeira primeira série do ensino fundamental também usa o Skype para falar com amigos e família. "Para ele, a tecnologia é tão natural quanto uma geladeira. E isso é bom", diz o pai de Pedro, o analista de sistemas Marcelo Teixeira Botelho, 40. "Mas, ao mesmo tempo, o uso que ele faz da internet é muito intenso. Então temos que supervisionar e colocar algum freio."

Números
Cerca de 2,5 milhões de crianças de dois a 11 anos navegaram na internet residencial brasileira em julho deste ano -o número equivale a 10,6%dototal de pessoas que acessaram a rede e representa um aumento de 2h02 minutos na navegação dos pequenos, em relação ao mesmo período do ano passado. Os meninos são os que passam mais tempo no micro, enquanto as meninas consomem mais páginas.


Em comum, está o uso que os pequenos fazem da internet. "Eles costumam usar redes sociais, como o Orkut [cujo termo de uso afirma que o cadastro é para maiores de 18 anos], jogos de simulação de realidade e mensageiros instantâneos, além de fazer pesquisas", diz José Calazans, analista do Ibope/NetRatings.


Atrás do Brasil, está o Japão, onde cada criança gasta cerca de 14 horas por mês com atividades on-line.
"As crianças de hoje e as de antigamente são as mesmas, mas enfrentam realidades diferentes. Hoje elas são desterritorializadas, passam a viver em um ambiente simulado e aprendem a se socializar com a internet", diz Calazans.


Nesta edição, conheça redes sociais infantis, veja como escolas têm incluído a tecnologia nas aulas e saiba que cuidados você precisa ter antes de deixar seu filho navegar.

Escrito por Flavio DeABel às 05h54
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TV NO NOTEBOOK

canal aberto

José Antonio Ramalho -
canalaberto@uol.com.br

Escolha receptor USB de TV digital

Qual a melhor opção em receptor de TV digital para notebook? Pesquisei e encontrei os seguintes modelos: Philips, Gradiente, MobTV da Tectoy, AOC. Qual receptor teria melhor resolução de imagem aliada ao melhor custo?
Selma Cristina

Resposta: Esta coluna não faz indicações de produtos a não ser que tenham sido totalmente testados. Mas posso passar algumas informações que julgo importantes na hora de escolher um receptor digital 1Seg portátil.


É comum a associação de TV digital com alta definição de imagem. De alta definição, os portáteis não têm muita coisa, pelo menos se você espera ver, em tela cheia, uma imagem igual àquela que você vê nas lojas de eletrodomésticos.
A maioria desses receptores abre uma janela de, no máximo, 320x240 pixels, um quarto do tamanho da tela de um notebook. Ampliando a imagem, a qualidade cai terrivelmente.


A cobertura da TV digital aberta caminha a passos lentos. Mesmo em São Paulo, onde começou a transmissão digital, existem muitos buracos e zonas em que o sinal não pega.


Se você se contenta com um vídeo do tamanho daqueles do YouTube, sem as falhas causadas pelo download, esses produtos são uma opção interessante para assistir à TV no notebook. Se a idéia é substituir um conversor ou passar a imagem do micro em um telão, a leitora irá se decepcionar.

Escrito por Flavio DeABel às 05h51
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TV NO NOTEBOOK

canal aberto

José Antonio Ramalho -
canalaberto@uol.com.br

Escolha receptor USB de TV digital

Qual a melhor opção em receptor de TV digital para notebook? Pesquisei e encontrei os seguintes modelos: Philips, Gradiente, MobTV da Tectoy, AOC. Qual receptor teria melhor resolução de imagem aliada ao melhor custo?
Selma Cristina

Resposta: Esta coluna não faz indicações de produtos a não ser que tenham sido totalmente testados. Mas posso passar algumas informações que julgo importantes na hora de escolher um receptor digital 1Seg portátil.


É comum a associação de TV digital com alta definição de imagem. De alta definição, os portáteis não têm muita coisa, pelo menos se você espera ver, em tela cheia, uma imagem igual àquela que você vê nas lojas de eletrodomésticos.
A maioria desses receptores abre uma janela de, no máximo, 320x240 pixels, um quarto do tamanho da tela de um notebook. Ampliando a imagem, a qualidade cai terrivelmente.


A cobertura da TV digital aberta caminha a passos lentos. Mesmo em São Paulo, onde começou a transmissão digital, existem muitos buracos e zonas em que o sinal não pega.


Se você se contenta com um vídeo do tamanho daqueles do YouTube, sem as falhas causadas pelo download, esses produtos são uma opção interessante para assistir à TV no notebook. Se a idéia é substituir um conversor ou passar a imagem do micro em um telão, a leitora irá se decepcionar.

Escrito por Flavio DeABel às 05h51
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PRÓ-DEMARCAÇÃO

Toffoli diz que ameaça à soberania é falsa questão

Índios na fronteira são proteção, diz advogado-geral

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli fará a defesa oral do governo no julgamento do STF, hoje, que decidirá sobre a constitucionalidade da demarcação contínua da terra Raposa/Serra do Sol.
À Folha Toffoli afirmou que os índios, por questões culturais, precisam do 1,7 milhão de hectares da reserva para sobreviver. Diz ser uma "falsa discussão" afirmar que os índios na fronteira representam ameaça à soberania nacional. (LUCAS FERRAZ E SÉRGIO LIMA)

 

FOLHA - Por que defender a demarcação contínua da reserva?
JOSÉ ANTONIO DIAS TOFFOLI
- O laudo antropológico que fundamentou a delimitação demonstra como os índios vivem. Eles têm características nômades. São questões antropológicas. Eles entendem que ali é o centro e a origem do mundo. Por outro lado, experiências de demarcação descontínua, como em Mato Grosso do Sul, de índios caiovás, mostram alto índice de suicídio e alcoolismo.

FOLHA - O relatório antropológico é um dos pontos contestados.
TOFFOLI
- O laudo é assinado por antropólogos e reflete a verdade. Márcio Thomaz Bastos [ex-ministro da Justiça] visitou o local, o presidente da Funai esteve na região, tanto o anterior como o atual, e eles são antropólogos. Têm convencimento de que a área deve ser demarcada de maneira contínua. Há quem não participou [do laudo] e também defende.

FOLHA - O tribunal pode pedir outro estudo antropológico?
TOFFOLI
- A ação questiona o laudo, fundado numa cautelar de produção de provas, que teve procedimento em vara judicial de Roraima. Isso está sub judice. O STF pode acatar isso.

FOLHA - Qual a estratégia do governo se a demarcação contínua for considerada inconstitucional?
TOFFOLI
- Decisão do Supremo se cumpre. Estamos otimistas que a decisão será pela manutenção do decreto presidencial.

FOLHA - A revisão da demarcação pode abrir precedentes para outras terras serem questionadas?
TOFFOLI
- Demarcações ocorridas e sobre as quais já passaram o prazo prescricional estão seguras. Há pacificação nessas áreas. A Raposa é das últimas grandes reservas que terminou de ser homologada. É importante deixar claro que não são terras dos índios, mas da União.

FOLHA - Militares temem que a presença só de índios seja perigosa, com risco para a soberania nacional.
TOFFOLI
- É uma falsa discussão. Não há como fazer autonomia de terra indígena. Isso sim seria inconstitucional. Dizer que a homologação leva à autonomia é falso problema. Índios na fronteira são garantias de proteção, ninguém melhor do que eles para estar nas selvas.

FOLHA - A demarcação contínua não reserva um espaço para os índios viverem separados?
TOFFOLI
- O termo reserva não existe mais porque é carregado de preconceito. É terra indígena. Assim como é carregado de preconceito dizer que o índio está integrado e não tem direito a conviver com a comunidade.

Escrito por Flavio DeABel às 05h47
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CONTRA A DEMARCAÇÃO

Coronel vê risco de surgir "nação étnica" na fronteira

Para Fregapani, homologação criaria um "Curdistão"

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Gélio Fregapani, 72, diz conhecer como poucos o Estado de Roraima, onde pisou pela primeira vez no início dos anos 1960. Coronel reformado do Exército, foi um dos fundadores do Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva), trabalhou por dez anos na Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Diz que o Exército é "fervorosamente contra" a demarcação contínua da reserva.
Apontado pela PF como um dos responsáveis por municiar os arrozeiros que atacaram índios, disse que, se isso tivesse ocorrido, a PF não estaria mais na região. "Esse pessoal não pode competir comigo." (LF E SL)

 

FOLHA - Por que a Raposa/ Serra do Sol deve ser demarcada em ilhas?
GÉLIO FREGAPANI
- A demarcação contínua de uma grande área indígena, com diferentes etnias e culturas, provoca a criação de algo parecido com o Curdistão, uma nova nação étnica separada dos países. Se for em ilhas, não tem problema nenhum.

FOLHA - Há pressão internacional para formar uma nova nação?
FREGAPANI
- Sim. Essa história de índios nômades é falácia. Claro que existe possibilidade de migrações, mas os índios não são nômades. Não é necessária uma área do tamanho de Portugal para isso tudo. Na fronteira é o perigo.

FOLHA - O sr. defende que os índios não levem em conta sua cultura e se considerem apenas brasileiros?
FREGAPANI
- Sim. Se nós [fizermos isso], damos [permissão] à criação de nações dentro do Brasil, estamos contribuindo para desagregar o país. Os EUA desejam isso, a Inglaterra, a Alemanha. Porque querem aquelas jazidas que têm lá e querem lidar com um governo mais dócil, não com o governo brasileiro. Se o Brasil ganhar a Raposa, haverá condições de contestarmos outras [terras].

FOLHA - O governo diz que pode entrar a qualquer tempo nas terras.
FREGAPANI
- O governo está dividido. Há uma parcela de traidores no governo. Além do mais, o Exército é fervorosamente contra essa reserva, a ponto de poder haver motins se a demarcação for contínua.

FOLHA - Quem são os traidores?
FREGAPANI
- Não vou citar. Há um esforço para dividir o Brasil. Chega um momento em que nem o Exército consegue entrar. Nenhuma fronteira é sagrada. Só ficam razoavelmente definidas quando habitadas. Fala-se da floresta, mas é para desviar o assunto. Querem é a serra que separa o Brasil da Venezuela e das Guianas, por causa do potencial mineral.

FOLHA - Os índios não têm direito?
FREGAPANI
- Eles têm toda a terra de que precisam. Aquilo é grande. É terra demais e os índios não estão ligados a isso. Isso é coisa de estrangeiro.

FOLHA - A PF o acusa de ajudar os arrozeiros com táticas de guerrilha.
FREGAPANI
- Se tivesse ensinado táticas de guerrilha não tinha um policial federal lá. E quem afirmou isso estaria morto. Esse pessoal não pode competir comigo. Agora, quando a região se declarar independente, aí sim vou fazer guerrilhas.

Escrito por Flavio DeABel às 05h44
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GIRO GERAL

Planalto espera hoje saída intermediária no Supremo

Jobim diz a Lula que tendência na corte é modificar demarcação contínua em Roraima

Eventuais reclamações, se alteração no modelo atual acontecer, irão recair mais sobre o STF do que sobre o Executivo, avalia o Planalto


KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi avisado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, de que a tendência do STF (Supremo Tribunal Federal) é modificar o modelo de demarcação contínua proposto pelo governo para a reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima.
Ex-presidente do Supremo, Jobim mantém laços com ministros da corte. A decisão do STF, que deverá ficar num meio-termo entre o desejo dos índios e dos produtores de arroz, é conveniente politicamente ao Planalto.
Jobim alertou Lula a respeito da tendência do STF de reconhecer "ilhas não-indígenas", como diz reservadamente um dos ministros do tribunal, na reserva. O presidente, então, recuou e deixou todo o eventual ônus político da decisão nas mãos do STF.
As esperadas manifestações de descontentamento das partes em litígio na reserva recairão mais sobre o Supremo do que sobre o Executivo na hipótese de alteração do modelo de demarcação contínua.
A tendência do Supremo espelha contradições do próprio governo. O ministro da Justiça, Tarso Genro, e o antecessor dele, Márcio Thomaz Bastos, trabalharam pela demarcação contínua. Eles temem que o STF dê respaldo jurídico para ruralistas de outras áreas indígenas reverem demarcações.
Já o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o ministro da Agricultura, o peemedebista Reinhold Stephanes, fizeram pressões nos bastidores em prol dos produtores de arroz e de comunidades não-indígenas que gravitam economicamente em torno dessa produção agrícola na área. Ambos alegaram que parte dos índios é favorável à presença dos arrozeiros na região.
Lula já fez um discurso em favor dos interesses indígenas.

Painel

RENATA LO PRETE -
painel@uol.com.br

Cenografia do pré-sal

O Palácio do Planalto prepara um evento midiático para "o primeiro furo" do pré-sal, no próximo dia 2 em Vitória. A idéia é transmitir ao vivo, como ocorreu na cerimônia da plataforma P-50, no Rio, em que Lula sujou as mãos de petróleo. Mas desta vez o navio-plataforma estará em alto-mar, o que pode dificultar a operação. A depender da logística, talvez só a imprensa oficial possa acompanhar.
O presidente chegará à sede da Petrobras na capital capixaba, vestirá o macacão e seguirá de helicóptero até o navio com os ministros Dilma Rousseff e Edison Lobão e o presidente da empresa, José Gabrielli. Depois, voltará a Vitória para os discursos.



Maratona. Espera-se no STF que a leitura do relatório de 108 páginas de Carlos Ayres Britto sobre a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol leve mais de quatro horas, a exemplo do que ocorreu em recentes sessões "históricas" da Corte, como as do mensalão e das células-tronco.

Tempo limitado. Se ocorrer o esperado pedido de vista, o mais provável é que Gilmar Mendes, ao conceder o prazo, já marque a data da retomada do julgamento, dada a situação de conflito permanente na região da reserva.

De folga. Do senador Romero Jucá (PMDB-RR), sobre sua posição contrária à demarcação contínua: "Neste caso, eu não estou atuando como líder do governo, e portanto me sinto livre para expressar minha discordância parcial com o governo".

Sou você amanhã. Os deputados estão em pânico depois do megamico pago pelo colega Sandro Mabel (PR-GO), relator da reforma tributária, no "CQC". O humorístico da Band tem outras 18 "entrevistas" gravadas para o novo quadro, no qual um falso especialista em imagem ensina o político a responder às perguntas que lhe são feitas, sem que a vítima saiba que se trata de uma pegadinha.

Honras 1. Ao entrar no espaço aéreo brasileiro, a seleção feminina de vôlei, que desembarca hoje em Cumbica, será surpreendida por dois caças da FAB que se posicionarão ao lado de cada uma das asas do avião da Air Canada.

Honras 2. O piloto de um dos F-5 se comunicará por rádio com o comandante do vôo para ler mensagem de "boas vindas às aguerridas meninas de ouro", com direito a poema de Fernando Pessoa.

Palávra mágica. Com a presença de Dilma Rousseff, Luiz Marinho (PT) lança amanhã seu programa de governo em São Bernardo. O carro-chefe será a promessa de bilhete único. Mais: acenará com a integração intermunicipal do benefício caso Marta Suplicy seja eleita em SP.

Flash back. A usina de reciclagem de Duda Mendonça está à toda. A melodia do jingle de Antonio Imbassahy (PSDB) em Salvador é a mesma que embalou a campanha de Marta quatro anos atrás.

Presente. A candidata do PV em Natal, Micarla de Sousa, irá à posse do correligionário Juca Ferreira amanhã no Ministério da Cultura. Quer indicar que não é de oposição.

Com-tela. A vereadora Andrea Gouveia nega que será excluída do programa de TV tucano no Rio. Ela aparecerá amanhã, ao lado de Aécio Neves, segundo quem votar nela "é votar no futuro do Rio".

Visitas à Folha. José Sarney (PMDB), ex-presidente da República e senador pelo Amapá, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Aluisio Mendes Filho, assessor, e de Regina Echeverria, jornalista.

Eduardo Cury (PSDB), prefeito de São José dos Campos, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Mauro Arce, secretário dos Transportes do Estado de São Paulo.

Fernando Terni, presidente do Grupo Schincariol, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Robin Castello, diretor jurídico e de Relações Institucionais, e de Ana Trigo, assessora de imprensa.

com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Tiroteio

"É desespero. Não vamos baixar o nível. Nosso objetivo é mostrar os avanços sociais da gestão Luizianne, sem apelar para campanha fuleira."

Do deputado federal EUDES XAVIER (PT), em resposta a Ciro Gomes (PSB), segundo quem a administração da prefeita de Fortaleza, adversária de sua ex-mulher nesta eleição, é uma "fuleiragem".

Contraponto

Cabo eleitoral

Durante encontro na Fecomércio, os principais candidatos do Rio de Janeiro debatiam sobre qual seria a melhor definição para o cargo de prefeito. Ex-policial, o deputado estadual Paulo Ramos (PDT) arriscou "xerife". Já Fernando Gabeira (PV) preferiu "síndico", enquanto Chico Alencar (PSOL) afirmou que "prefeito tem de ser prefeito mesmo". Até que falou Eduardo Paes (PMDB):
-É como uma dona da casa!
Jandira Feghali (PC do B) aproveitou a deixa e rebateu:
-Então, obrigada pela declaração de voto, Eduardo!

Escrito por Flavio DeABel às 05h38
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TERRAS INDIGENAS

Supremo tenta evitar decisão radical sobre reserva indígena

"Às vezes a decisão contraria as duas partes", afirma Ayres Brito, relator do caso

A questão envolve debates fundamentais para firmar o entendimento do STF sobre o processo de demarcação de terras indígenas no país


FELIPE SELIGMAN
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar hoje uma ação que contesta o processo demarcatório da reserva indígena Raposa/Serra do Sol em Roraima. A tendência da corte é modificar a demarcação contínua, excluindo algumas áreas do território estabelecido pelo decreto do presidente Lula, em abril de 2005.


A decisão dos ministros, segundo a Folha apurou, não será "radical" para nenhuma das partes: o Supremo não deverá manter a área de forma contínua como está hoje, mas também não deverá cancelar o decreto em sua totalidade ou isolar os índios em "ilhas", forma debatida até pelos ministros quando julgavam o pedido de Roraima para interromper a retirada dos não-índios pela Polícia Federal, em abril.
A questão, considerada por muitos ministros a "mais complexa" desde a edição da Constituição, envolverá debates fundamentais para firmar o entendimento do STF sobre como deve ser o processo de demarcação de terras indígenas.

No caso da Raposa, de um lado estão governo federal, índios e ONGs que querem manter o decreto de Lula que definiu a reserva em área contínua de cerca de 1,7 milhão de hectares. Alegam que a Constituição garante o uso "exclusivo" das terras tradicionalmente ocupadas por índios. O governo está disposto a manter intacta a demarcação, embora alguns setores temam o estabelecimento de uma jurisprudência que prejudique o agronegócio.


"A discussão do STF incide sobre discussão que já estava estabilizada e que foi prejudicada por pessoas que ocupam terras públicas", disse o ministro Tarso Genro (Justiça).


Do outro lado estão arrozeiros que produzem em cidades do interior da reserva, congressistas do Estado e o governo estadual. Afirmam que terras indígenas ocupam quase 50% da área de Roraima e que a soberania do Estado estaria em risco. E dizem que a produção dos arrozeiros representa 6% do PIB estadual. "Do jeito que está, o Estado não cresce, não há segurança para investir em Roraima", disse Regis Jereissati, procurador do Estado. Preparado para participar da sustentação oral, o advogado dos arrozeiros, Luiz Albrecht, disse que vai relatar a história da ocupação do Estado, questionar como o laudo antropológico foi feito e mostrar que, por trás de índios, estrangeiros ameaçam a soberania.
O STF não havia definido até a conclusão desta edição o tempo máximo e se todas as partes teriam direito a apresentar hoje argumentações orais à corte.


Há a possibilidade de pedido de vista, que dependerá da proposta do relator, ministro Carlos Ayres Britto, para a solução do problema. Questionado no início da semana sobre a possibilidade de desagradar índios ou arrozeiros, ele disse que "às vezes a decisão contraria as duas partes". No caso concreto, uma possível decisão intermediária beneficiaria na prática os arrozeiros. Os índios, apesar de perder o direito "exclusivo de usufruto", teriam quase a totalidade de suas terras mantida.


Outro ponto que deve ser discutido é o fato de que, inicialmente, Raposa e Serra do Sol eram separadas. Os ministros precisarão debater se há a comprovação de continuidade e relação entre os índios que vivem em cada uma das regiões.
E definir também um parâmetro temporal para analisar a presença de índios e não-índios. A Folha apurou que alguns ministros irão propor que seja 1988, ano em que a Constituição foi promulgada. Se for assim, seria constatada a presença de índios e arrozeiros, que estão lá desde os anos 70.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 05h37
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TERRAS INDIGENAS

Supremo tenta evitar decisão radical sobre reserva indígena

"Às vezes a decisão contraria as duas partes", afirma Ayres Brito, relator do caso

A questão envolve debates fundamentais para firmar o entendimento do STF sobre o processo de demarcação de terras indígenas no país


FELIPE SELIGMAN
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar hoje uma ação que contesta o processo demarcatório da reserva indígena Raposa/Serra do Sol em Roraima. A tendência da corte é modificar a demarcação contínua, excluindo algumas áreas do território estabelecido pelo decreto do presidente Lula, em abril de 2005.


A decisão dos ministros, segundo a Folha apurou, não será "radical" para nenhuma das partes: o Supremo não deverá manter a área de forma contínua como está hoje, mas também não deverá cancelar o decreto em sua totalidade ou isolar os índios em "ilhas", forma debatida até pelos ministros quando julgavam o pedido de Roraima para interromper a retirada dos não-índios pela Polícia Federal, em abril.
A questão, considerada por muitos ministros a "mais complexa" desde a edição da Constituição, envolverá debates fundamentais para firmar o entendimento do STF sobre como deve ser o processo de demarcação de terras indígenas.

No caso da Raposa, de um lado estão governo federal, índios e ONGs que querem manter o decreto de Lula que definiu a reserva em área contínua de cerca de 1,7 milhão de hectares. Alegam que a Constituição garante o uso "exclusivo" das terras tradicionalmente ocupadas por índios. O governo está disposto a manter intacta a demarcação, embora alguns setores temam o estabelecimento de uma jurisprudência que prejudique o agronegócio.


"A discussão do STF incide sobre discussão que já estava estabilizada e que foi prejudicada por pessoas que ocupam terras públicas", disse o ministro Tarso Genro (Justiça).


Do outro lado estão arrozeiros que produzem em cidades do interior da reserva, congressistas do Estado e o governo estadual. Afirmam que terras indígenas ocupam quase 50% da área de Roraima e que a soberania do Estado estaria em risco. E dizem que a produção dos arrozeiros representa 6% do PIB estadual. "Do jeito que está, o Estado não cresce, não há segurança para investir em Roraima", disse Regis Jereissati, procurador do Estado. Preparado para participar da sustentação oral, o advogado dos arrozeiros, Luiz Albrecht, disse que vai relatar a história da ocupação do Estado, questionar como o laudo antropológico foi feito e mostrar que, por trás de índios, estrangeiros ameaçam a soberania.
O STF não havia definido até a conclusão desta edição o tempo máximo e se todas as partes teriam direito a apresentar hoje argumentações orais à corte.


Há a possibilidade de pedido de vista, que dependerá da proposta do relator, ministro Carlos Ayres Britto, para a solução do problema. Questionado no início da semana sobre a possibilidade de desagradar índios ou arrozeiros, ele disse que "às vezes a decisão contraria as duas partes". No caso concreto, uma possível decisão intermediária beneficiaria na prática os arrozeiros. Os índios, apesar de perder o direito "exclusivo de usufruto", teriam quase a totalidade de suas terras mantida.


Outro ponto que deve ser discutido é o fato de que, inicialmente, Raposa e Serra do Sol eram separadas. Os ministros precisarão debater se há a comprovação de continuidade e relação entre os índios que vivem em cada uma das regiões.
E definir também um parâmetro temporal para analisar a presença de índios e não-índios. A Folha apurou que alguns ministros irão propor que seja 1988, ano em que a Constituição foi promulgada. Se for assim, seria constatada a presença de índios e arrozeiros, que estão lá desde os anos 70.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 05h37
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Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem
O senador José Sarney (PMDB) na sabatina realizada ontem no Teatro Folha

Escrito por Flavio DeABel às 05h35
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23/08/2008


 

BOLETIM SERIDOENSE

Caico RN, Sábado, 23 de Agosto de 2008

 
 
 
FORTALEZA

Bispos chamam prefeita petista de "sra. Jezabel"

DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA

Proibidos de usar outdoors contra a prefeita de Fortaleza e candidata à reeleição, Luizianne Lins (PT), bispos da Assembléia de Deus ligados à Comaduec (Convenção de Ministros das Assembléias de Deus Unidas do Ceará) passaram a chamá-la de "Jezabel" em anúncios espalhados na cidade.
O "apelido" é em referência a uma antiga princesa fenícia, conhecida entre os evangélicos como sedutora, inescrupulosa e perseguidora de profetas.


Os anúncios anteriores foram proibidos pela Justiça Eleitoral e traziam o nome da prefeita: "Luizianne é contra a Bíblia e o povo de Deus. Diga não à Luizianne". Nos novos outdoors, está escrito: "Sra. Jezabel, por que a sra. é contra a Bíblia e o povo de Deus?"


A Comaduec diz que decidiu protestar porque a prefeita, candidata à reeleição, vetou um projeto que previa a distribuição de Bíblias em escolas municipais. Por causa da má repercussão do veto, porém, Luizianne reapresentou o projeto na Câmara.


Quanto aos novos anúncios, a campanha de Luizianne já encaminhou à Justiça um novo pedido de liminar para a retirada dos outdoors.
(KAMILA FERNANDES)

 RUY CASTRO

Plataformas ousadas

RIO DE JANEIRO - Há momentos do dia em que você não está na plena posse de seus sentidos. Ao acordar, por exemplo. Leva alguns minutos para o cérebro chegar a um estado de alerta em níveis aceitáveis. Esta semana, ao ser despertado pelo rádio no horário da propaganda eleitoral gratuita, ouvi um candidato a vereador prometendo que iria lutar pelo combate à ejaculação precoce.


Num primeiro instante, ainda com um déficit de neurônios em ação, achei que era uma plataforma original. De fato, nada mais frustrante para a maioria dos eleitores do que a sensação de urgência e descontrole típica de quem sofre daquele problema. Um vereador que se empenhasse na erradicação dessa disfunção sexual não só estaria cumprindo sua obrigação de homem público, ou seja, trabalhando em prol da comunidade, como servindo de referência para seus pares na política.


Sim, porque, de repente, outro candidato a vereador poderia se empolgar e prometer destinar recursos para a pesquisa da cura definitiva do lumbago. Um colega seu, mais ambicioso, dedicaria seu mandato a tentar deter o deslocamento das placas de gelo que estão se desprendendo do Círculo Ártico. E um terceiro, modesto, se disporia a promover rifas e tômbolas em sua região para financiar a busca do avião do "band-leader" Glenn Miller, desaparecido sobre o canal da Mancha desde a Segunda Guerra.


O rádio continuou falando, e só então me dei conta de que, assim que o dito vereador entrara no ar, eu voltara a dormir e tinha acordado no meio de uma entrevista com um médico sobre ejaculação precoce. Como não me dera conta de que cochilara, acordei achando que era a mesma pessoa no ar.


Errinho à-toa. Por ignorância ou má-fé, nossos candidatos à vereança vivem mesmo prometendo coisas que não são de sua conta.

 
AFP 
 
DE PONTA-CABEÇA
Phil Noble/Reuters


O chinês Liang Huo mergulha nas eliminatórias da plataforma de dez metros nos saltos ornamentais; os brasileiros Cassius Duran e Hugo Parisi não conseguiram a classificação

CARA DE BRONZE
Jason Lee/Reuters


Jorge Araújo/Folha Imagem


Maradona e a jogadora Noel Barrionuveo, do hóquei sobre a grama, e o técnico Dunga, após a vitória de 3 x 0 sobre a Bélgica, o que garantiu o bronze para o Brasil; metade da equipe vai para a seleção principal, nas eliminatórias da Copa
Esporte D1
 
 Painel

RENATA LO PRETE
- painel@uol.com.br

Melhor assim

A decisão do Supremo Tribunal Federal que impede o nepotismo gerou gritaria geral no Congresso, mas a atmosfera nos corredores foi de alívio pelo fato de não ter partido dos próprios parlamentares uma medida tão impopular. A avaliação é que custaria caro defender a idéia abertamente diante da imensa teia de familiares de congressistas empregados na Câmara e no Senado. Mais: muitos deles, especialmente mulheres de parlamentares, recorrem a um artifício que permite ser lotado em determinado gabinete, mas "estar cedido" para desempenhar funções no Estado. Ao custo de quase R$ 4 milhões por ano, pelo menos 52 deputados empregam filhos ou mulheres, número que dobra se somados parentes de segundo e terceiro graus.

Afasta de mim. Prova de que a Câmara não quer saber de regulamentar o nepotismo é que na terça, em reunião de líderes, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), alertou que o STF arbitraria o assunto e opinou que os deputados deveriam se antecipar.

Vem mais. Na mesma reunião, Chinaglia cantou a bola do próximo tema sobre o qual, na sua opinião, o Supremo vai se manifestar: fim do voto secreto para casos de perda de mandato no Congresso.

Prodígio. Alguém descobriu que o "Kassabinho", boneco de animação que aparece no programa eleitoral do prefeito de São Paulo, é a cara de Jimmy Neutron, o menino-gênio que constrói engenhocas no desenho homônimo do canal de Nickelodeon.

Campo neutro. Enquanto Alckmin e Kassab disputam sua imagem na TV, José Serra gravou depoimento sobre saúde, que irá ao ar na campanha de Fernando Gabeira (PV) no Rio, na próxima terça.

Colírio. Geraldo Alckmin (PSDB) recebe hoje a visita de deficientes auditivos no seu comitê de campanha para debater políticas de inclusão. No grupo, estará Vanessa Vidal, eleita miss Ceará neste ano.

Em círculos. Um velho dilema, que tirou o sono do comando da campanha em 2006, volta a assolar a equipe de comunicação tucana: ainda não se sabe se ele vai tentar fixar o Geraldo ou o Alckmin.

Modelo 2010. Para se contrapor ao jantar de arrecadação de Gleisi Hoffman (PT), que teve a participação de Dilma Rousseff, o prefeito Beto Richa (PSDB) levará a Curitiba, no dia 9, o também presidenciável Aécio Neves. Foram vendidos mil convites a R$ 1.000 -e terá nova fornada.

É guerra. Subiu a temperatura nos programas de TV de Antonio Imbassahy (PSDB) e João Henrique (PMDB) em Salvador. De olho numa vaga no segundo turno, o prefeito passou a falar em "herança maldita" deixada pelo tucano.

Best friends. Após acusar (e recuar em seguida) Daniel Dantas de ter encomendado a tentativa de suborno de um delegado, Hugo Chicaroni conversou e até bebeu café com o banqueiro, ontem, durante depoimentos de testemunhas na Justiça Federal.

Lacre. Nelson Pellegrino (PT-BA) vai cobrar, no relatório da CPI dos Grampos, que as telefônicas reforcem a proteção aos dados cadastrais. Em depoimento, o delegado da PF Marcílio Zocrato disse que as informações ficam em mãos terceirizados.

Consumado. O governo retirou a MP criadora do Ministério da Pesca, mas os ofícios da secretaria que chegam ao Congresso já adotam a nova terminologia. Mais: a propaganda da 5ª Semana Semana Nacional do Peixe ostenta em letras garrafais o novo status.

Tô nessa. Recém-saída do Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC) se engajou na defesa da manutenção do atual desenho da reserva indígena Raposa/ Serra do Sol, que irá a julgamento no Supremo no dia 27.

com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Tiroteio

"Esses números não só colocam por terra a alegada competência do governo Alckmin como mostram o tipo de choque de gestão que ele tem como modelo para São Paulo."
Do líder do PT na Assembléia paulista, ROBERTO FELÍCIO, sobre o buraco de R$ 98 milhões decorrente da decisão de Alckmin de parar de pagar contribuição para o Pasep em 2001, quando era governador.

Contraponto

Efeito carapuça

Conhecido entre os colegas na Câmara por atitudes intempestivas, como a divulgação de uma lista apócrifa de supostos beneficiados pelo mensalão no auge da crise de 2005, Paulo Pimenta (PT-RS) assustou aliados durante recente evento de campanha em Santa Maria.
O candidato a prefeito começou a citar petistas ilustres da cidade, como o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o ex-presidente da CPI do Detran, Fabiano Pereira.
-Me orgulho de ser da "República de Santa Maria"-, disse Pimenta, usando a mesma expressão empregada, com conotação pejorativa, por Yeda Crusius (PSDB).
Ao lado do candidato, um assessor não resistiu:
-Meu Deus, o que será que ele quis dizer com isso?

23/08/2008 - 14h03

"Têm que bater palmas de pé", diz Mari a críticos após o ouro

da Folha Online

Apontada como uma das principais responsáveis pelo fracasso da seleção brasileira feminina de vôlei em Atenas-2004, quando desperdiçou a bola decisiva na derrota para a Rússia por 3 sets a 2, nas semifinais, a ponta Mari desabafou após conquistar a inédita medalha de ouro em Pequim, com a vitória sobre os Estados Unidos por 3 sets a 1, neste sábado.

Logo após o ponto final, ela fez um sinal de silêncio para as câmeras, levando o dedo à boca.

"A gente sofreu muito. [O gesto] é para quem criticou, para quem falou mal. Agora é silêncio total porque somos campeãs olímpicas. A medalha de ouro é uma resposta para os que duvidaram da gente", disse Mari em entrevista ao canal Sportv.

"[Os críticos] têm que bater palmas de pé agora. Somos campeões olimpícas", acrescentou a jogadora que, além da medalha de ouro, comemorou também seu aniversário --completou 25 anos.

"Ganhei esses dois presentes. Agradeço ao time inteiro. Não foi fácil, passamos por muitas dificuldades, mas felizmente conseguimos a medalha de ouro", completou a jogadora, revelando que vai tatuar a palavra vitória em chinês.

Maradona consola Ronaldinho em Pequim

Ídolo argentino esteve presente à cerimônia de premiação

Maradona cumprimenta Ronaldinho após a cerimônia de premiação (crédito: Reuters)

Maradona cumprimenta Ronaldinho após a cerimônia de premiação (crédito: Reuters)

LANCEPRESS!

Maior ídolo da história do futebol argentino, Maradona acompanhou desde o jogo contra a Holanda, pelas quartas-de-final, a campanha vitoriosa da seleção de seu país no Torneio Olímpico de Futebol.

Neste sábado, após assistir a vitória de 1 a 0 sobre a Nigéria na final, ele foi ao gramado do Estádio Ninho de Pássaro para a cerimônia de premiação.

Além de comemorar muito com os jogadores argentinos, principalmente Agüero, que é namorado de sua filha Gianina e será pai de seu primeiro neto, Maradona consolou Ronaldinho Gaúcho, com quem tem uma relação de amizade.

ABC não consegue parar o Vila Nova e é derrotado fora de casa

Wesley Costa /Jornal de Hoje-GOSÉRIE B - Túlio fez a festa após marcar dois gols e garantir a vitória em casa
23/08/2008 - TN Online

O ABC não conseguiu repetir a último desempenho fora de casa e acabou derrotado para Vila Nova, ontem, numa noite feliz de Túlio Maravilha, que assinalou dois gols e disparou na artilharia da Série B com 18 gols. Com erros graves de sua defesa, o ABC acabou derrotado por 3 a 1. O outro gol do Vila foi marcado por Reinaldo, e Warley descontou para o ABC, fazendo seu primeiro gol com a camisa alvinegra.

O ABC começou buscado mostrar ofensividade, mas quem abriu o placar foi Túlio, que recebeu livre na área, após falha da zaga do ABC e bateu sem chances para Paulo Musse, aos 4 minutos de jogo. Mostrando poder de reação, o ABC empatou, cinco minutos depois, com Warley de cabeça, após cobrança de falta do ala Bosco. Após um início eletrizante, a primeira etapa acaba empatada sem muitas emoções.

 

Escrito por Flavio DeABel às 14h40
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22/08/2008


BOLETIM SERIDOENSE

Sexta, Agosto 22, 2008

Escrito por Flavio DeABel às 08h35
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Eliana Lima

Por Eliana Lima | Esta coluna é atualizada diariamente
22/08/2008

Página nacional


Para quem só acredita na chamada ‘mídia nacional’, deu ontem na Folha de SP: O presidente (Lula) viajará também a Natal para apoiar a candidata petista Fátima Bezerra, mas não há data definida. Lula descartou Salvador e Belo Horizonte, cidades onde há mais de um candidato de sua base.

Até tú?

A Folha também revelou as campanhas oportunistas, que, mesmo de candidatos adversários de candidatos do PT, querem relacionar ao apoio-lulismo.

Com o título ‘Até campanha tucana usa nome de Lula na TV’, diz: “no primeiro dia da propaganda de candidatos a prefeito, o presidente recebeu elogio de Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição em Curitiba, que chamou Lula de ”bom parceiro”.

Qual é o lado?

Em Natal, no programa de Micarla, apareceram dois aliados, quase lado-a-lado, com discursos que confundiram o eleitor...

Primeiro foi o senador-democrata José Agripino, o mais-cruel-opositor de Lula a nível nacional...

Depois, João Maia, enfatizando que o PV e outros são da base aliada de Lula...

A Abelhinha, então, ficou desconfiada: - O que vale mais, a oposição de José ou a carona do deputado-platinado, ambos Maia???...

Feio

Por falar nessa insistência de Micarla e aliados de confundir o eleitor com relação a Lula, a assessoria tentou plantar nota na coluna.

De que Lula autorizou o uso de sua imagem na campanha-verde... que ele não vem para o palanque de Fátima...

Hum-rum...

De frente...

Na audiência pública que Micarla propôs para discutir a drenagem em Natal, ontem, os experientes engenheiros Damião Pita, João Abner e Kalazans Bezerra enalteceram as obras da Prefeitura do Natal.

A primeira pergunta da prefeitável foi dirigida ao secretário Pita, que explicou a não conclusão das obras nos loteamentos José Sarney e Nossa Senhora da Apresentação, daí o sofrimento da comunidade por causa das últimas-fortes-chuvas.

E garantiu que a partir do próximo ano, com a conclusão, os problemas não se repetirão, assim como em Capim Macio.

...Para...

Sobre o plano de drenagem para Natal, ele afirmou: “Essa nossa proposta para drenagem de Natal todo mundo vai ficar sabendo. Não vai estar apenas em um papel bonito trancado em uma gaveta”.

E que foi a primeira vez – do seu longo tempo de secretário de obras - que consegue aprovar bons projetos, como a drenagem de Nossa Senhora da Apresentação.

Colméia

No Happy Day, Priscila e Henrique Alves festejam hoje os 7 aninhos do herdeiro Pedro Henrique.

No R&M, Wagner Simonetti brinda seus 50 em grande estilo.

No Versailles Tirol, Lourdinha Ferreira celebra 50 com som-samba e hits para bailar.

 
...A Experiência

Foi endossado por João Abner, que, após destacar as características do relevo de Natal e suas peculiaridades por ser uma cidade em cima de dunas, elogiou as obras de drenagem da prefeitura: “O sistema de drenagem da Zona Norte vai ser o que há de mais completo e adequando, e moderno. Ele é todo por elevação por gravidade (dispensa as tradicionais bombas)”.

Por último, Kalazans lembrou que o último plano de drenagem para Natal foi feito há 30 anos.

Falha

Durante a audiência, foi colocado que a grande saída para a drenagem e a ocupação irregular em Natal seria a permuta de áreas edificáveis e a compra dessas áreas pela prefeitura.

Foi então que Micarla, na intenção de alfinetar, mostrou desconhecimento, ao perguntar a Damião Pita por que a prefeitura não faz mais desapropriações, já que gastou em torno de R$ 170 mi em desapropriações em torno do parque da cidade.

Pita logo respondeu: “qualquer desapropriação, a prefeitura tem que pagar com recursos próprios. Não pode ser recursos adquiridos através de empréstimo ou do governo do Estado (como no caso do parque). São recursos próprios”.

Formal

Com jantar no Olimpo, a governadora recepciona hoje os presidentes dos Tribunais de Justiça que estão em Natal participando de encontro.

Além-mar

Toda designer mais-mais de jóias, Valéria Françolin está toda mistério.

Quando se pergunta o motivo, apenas exlcama: Aguarde!

Maaasss...a Abelhinha soube que a bela foi convidada para expor suas jóias-maravilhosas na Europa, como única brasileira da ocasião – ainda descobrirá onde e quando.

E para amanhã, ela fez um objeto-de-desejo-especial para abalar no festão Coca-Cola de Chrystian de Sabóya, no Versailles Tirol.

Se jooga

Por falar na festa Desaboya, é só no que se fala nos circuitos chiques – de Natal a Mossoró.

De São Paulo, Roninho Dantas veio conferir a badalação, que terá Léo Jaime e o DJ Luís Couto.

Quem deve estrear nos festejos-inigualáveis-Sabóya é Mário Barreto, com sua bela Ana Virgínia.

Menos um

Empresa que mais cresce em Natal, a Longos...e Longos...Dias Parados perderá um de seus mais poderosos sócios...

Se esbaaalda...

Para festejar um ano da Nyx Club, hoje tem o DJ Paulo Pringles, do programa Na Balada, da Jovem Pan São Paulo, nas picapes, soltando as músicas lançadas neste verão-europeu.

Já Diogo das Virgens fará ‘pocket show’ com participações de Clênio (Uskaravelhos), Roberta Feitosa (Versão 2) e Cristiano (The Frois).

No Lounge Beach, com nova iluminação, duelo de DJs: Ronny Vanucci, Gabriel Sodré, Najara Medeiros, Fam Matos e Athoz Muniz.

No camarote, Victor Gurgel e Vanessa Gallindo comandam galera-vip.

Antes, Cláudia leva o ‘social’ da Nyx para esquente no Dom Café.

Colaboração de  Anna Claudia Costa

Escrito por Flavio DeABel às 08h26
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Fotos

Desmond Boylan/Reuters


>>CAIU DO CAVALO
Michal Michalik, atleta da República Tcheca, cai durante a prova de hipismo do pentatlo moderno, que inclui corrida, tiro, esgrima e natação; a medalha de ouro da competição ficou com o russo Andrei Moiseev, que se torna bicampeão olímpico

Daniel Munoz/Reuters



>>NÃO É A MAMÃE
Filhote de baleia jubarte que se perdeu na Austrália há quatro dias e que confunde embarcação com sua mãe; o filhote, que tem duas semanas e mede quatro metros, deve ser sacrificado porque, sem alimentação, seu estado de saúde tem piorado

 

 

WODEN MADRUGA, TRIBUNA DO NORTE:

Futebol

O futebol dos homens perdeu feio; o futebol das mulheres perdeu. Mas perdeu lutando, suando, acreditando. Guerreiras. Diante da televisão, mestre Gaspar não continha a decepção e a tristeza após a derrota da seleção de futebol do Brasil diante dos Estados Unidos. Levantou-se lentamente do velho banco de aroeira, foi até ao meio da calçada da Cova da Onça, olhou para um lado e para o outro da Tavares de Lira. Fixou o olhar na direção do rio, banhando pela forte claridade do começo da tarde, respirou fundo o cheiro de maresia que a leve brisa soprava, e disse para todos da roda ouvir:

- Só nos resta, agora, esperar pelo futebol gay.

Pelé

Pelé apareceu em Pequim e ontem já estava na Globo dando entrevista. Chegou à China como embaixador do Brasil que quer as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, certamente a missão mais difícil de  vida do rei. Achei Pelé desanimado, meio triste. Talvez por conta da longa viagem... ou. Estava a cara do ator Milton Gonçalves, em A Favorita.


Escrito por Flavio DeABel às 08h12
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Brasil terá eleição direta para juízes de paz

Conselho Nacional de Justiça deu prazo de um ano para regulamentação da questão em todos os Estados e no Distrito Federal

Regra criada na Constituição de 1988 prevê ainda que juiz de paz seja remunerado e tenha papel de conciliador, mas nunca saiu do papel

ROGÉRIO PAGNAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Passados 20 anos da sua criação, a figura do juiz de paz remunerado, eleito e com atribuições legais que incluem o papel de conciliadores finalmente sairá do papel.


Em junho, o Conselho Nacional de Justiça determinou a todos os Tribunais de Justiça do país a realização de eleições diretas para a escolha de juízes de paz e a ampliação de suas funções. Os Estados e o Distrito Federal têm um ano para regulamentar o assunto, prazo que começou a correr desde então.


Hoje, o papel do juiz de paz se restringe à celebração de casamentos e seu vínculo é praticamente com o cartório de registro civil. Quando uma cerimônia é marcada, o juiz é acionado para comparecer ao evento.
Em alguns Estados, como Paraíba e Sergipe, a função nem existe, e os casamentos são realizados pelo juiz de direito. Em geral, ele é indicado pelo TJ ou pela Secretaria da Justiça.


Foi a Constituição Federal de 1988 que determinou a eleição para juiz de paz pelo voto "direto, universal e secreto" e a ampliação de função, mas a mudança nunca foi implementada.
As regras foram "ressuscitadas" após uma representação da professora Dulce Furtado Silva, de Mundo Novo (MT), inconformada com o critério de escolha no seu Estado. Lá, é o diretor do Fórum de cada cidade quem escolhe o juiz de paz.


Ao analisar a reclamação da professora, o CNJ resolveu estender a obrigação de eleição a todos os Estados. Para se candidatar a juiz de paz, o interessado só precisa ser maior de 21 anos -sem necessidade de nível superior nem conhecimento jurídico ou de conciliação.
Haverá pelo menos 5.564 pelo país. A definição de vagas e do salário será de cada Estado. Em São Paulo, onde os juízes de paz não são remunerados (mas passarão a ser), esse número deverá ser de 900.


O voto não deverá ser obrigatório, mas em alguns Estados, como Minas Gerais, as eleições deverão ocorrer simultâneas às de prefeito e vereador.
Com a recomendação do CNJ, que tem status de ordem, além de definir as eleições, os Tribunais terão ainda de regulamentar a participação desses juízes como conciliadores -principalmente nos casos envolvendo família. Poderão, atuar, ainda em outras varas.
Antes de um casal, por exemplo, chegar ao juiz de direito para decidir os termos da separação, ele deverá primeiro passar pelo de paz. Será discutida a possibilidade de reconciliação. Se não for possível, o juiz poderá ajudar a elaborar um acordo, que pode envolver até partilha de bens e a guarda de filhos.


Nos casos com filhos, os acordos serão obrigatoriamente submetidos ao promotor (que opina) e ao juiz (para homologação ou não). "Eles [juízes de paz] poderão atuar até mesmo nos juizados especiais, por que não? Não há nada que impeça", diz a juíza Andréa Maciel Pachá, conselheira do CNJ e relatora da recomendação.


Para ela, a Justiça de Paz é uma forma de desafogar o Judiciário de temas que podem ser resolvidos com o diálogo.
O vice-presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), juiz Cláudio Dell'Orto, afirmou que a entidade apóia essa recomendação. "A Justiça de Paz é mais antiga até que a Justiça togada", disse.


Já o presidente da Apamagis (Associação dos Magistrados Paulistas), desembargador Henrique Nelson Calandra, disse temer a desvirtuação da função. Ele vai tentar reverter a recomendação. "Há quadrilhas de estelionatários esperando essas eleições", disse.
Outros magistrados paulistas dizem que a situação será mais problemática nas cidades pequenas, onde não há juiz de direito, e a população menos informada pode ser vítima de decisões arbitrárias (e nulas).


Eles dizem temer ainda uma disputa entre grupos religiosos ou políticos nessas eleições.

Escrito por Flavio DeABel às 08h07
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Brasil terá eleição direta para juízes de paz

Conselho Nacional de Justiça deu prazo de um ano para regulamentação da questão em todos os Estados e no Distrito Federal

Regra criada na Constituição de 1988 prevê ainda que juiz de paz seja remunerado e tenha papel de conciliador, mas nunca saiu do papel

ROGÉRIO PAGNAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Passados 20 anos da sua criação, a figura do juiz de paz remunerado, eleito e com atribuições legais que incluem o papel de conciliadores finalmente sairá do papel.


Em junho, o Conselho Nacional de Justiça determinou a todos os Tribunais de Justiça do país a realização de eleições diretas para a escolha de juízes de paz e a ampliação de suas funções. Os Estados e o Distrito Federal têm um ano para regulamentar o assunto, prazo que começou a correr desde então.


Hoje, o papel do juiz de paz se restringe à celebração de casamentos e seu vínculo é praticamente com o cartório de registro civil. Quando uma cerimônia é marcada, o juiz é acionado para comparecer ao evento.
Em alguns Estados, como Paraíba e Sergipe, a função nem existe, e os casamentos são realizados pelo juiz de direito. Em geral, ele é indicado pelo TJ ou pela Secretaria da Justiça.


Foi a Constituição Federal de 1988 que determinou a eleição para juiz de paz pelo voto "direto, universal e secreto" e a ampliação de função, mas a mudança nunca foi implementada.
As regras foram "ressuscitadas" após uma representação da professora Dulce Furtado Silva, de Mundo Novo (MT), inconformada com o critério de escolha no seu Estado. Lá, é o diretor do Fórum de cada cidade quem escolhe o juiz de paz.


Ao analisar a reclamação da professora, o CNJ resolveu estender a obrigação de eleição a todos os Estados. Para se candidatar a juiz de paz, o interessado só precisa ser maior de 21 anos -sem necessidade de nível superior nem conhecimento jurídico ou de conciliação.
Haverá pelo menos 5.564 pelo país. A definição de vagas e do salário será de cada Estado. Em São Paulo, onde os juízes de paz não são remunerados (mas passarão a ser), esse número deverá ser de 900.


O voto não deverá ser obrigatório, mas em alguns Estados, como Minas Gerais, as eleições deverão ocorrer simultâneas às de prefeito e vereador.
Com a recomendação do CNJ, que tem status de ordem, além de definir as eleições, os Tribunais terão ainda de regulamentar a participação desses juízes como conciliadores -principalmente nos casos envolvendo família. Poderão, atuar, ainda em outras varas.
Antes de um casal, por exemplo, chegar ao juiz de direito para decidir os termos da separação, ele deverá primeiro passar pelo de paz. Será discutida a possibilidade de reconciliação. Se não for possível, o juiz poderá ajudar a elaborar um acordo, que pode envolver até partilha de bens e a guarda de filhos.


Nos casos com filhos, os acordos serão obrigatoriamente submetidos ao promotor (que opina) e ao juiz (para homologação ou não). "Eles [juízes de paz] poderão atuar até mesmo nos juizados especiais, por que não? Não há nada que impeça", diz a juíza Andréa Maciel Pachá, conselheira do CNJ e relatora da recomendação.


Para ela, a Justiça de Paz é uma forma de desafogar o Judiciário de temas que podem ser resolvidos com o diálogo.
O vice-presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), juiz Cláudio Dell'Orto, afirmou que a entidade apóia essa recomendação. "A Justiça de Paz é mais antiga até que a Justiça togada", disse.


Já o presidente da Apamagis (Associação dos Magistrados Paulistas), desembargador Henrique Nelson Calandra, disse temer a desvirtuação da função. Ele vai tentar reverter a recomendação. "Há quadrilhas de estelionatários esperando essas eleições", disse.
Outros magistrados paulistas dizem que a situação será mais problemática nas cidades pequenas, onde não há juiz de direito, e a população menos informada pode ser vítima de decisões arbitrárias (e nulas).


Eles dizem temer ainda uma disputa entre grupos religiosos ou políticos nessas eleições.

Escrito por Flavio DeABel às 08h06
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Marcos Brindicci/Reuters

Cristiane (esq.) e Marta lamentam derrota na final olímpica contra os EUA


 

Escrito por Flavio DeABel às 08h03
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MUSICA

Divulgação

O saxofonista Sonny Rollins, que é atração do Tim Festival

 

CDs

Instrumental
Waterbikes

MARITACA QUINTET
Gravadora: Maritaca; Quanto: R$ 26, em média;
Avaliação: bom
Léa Freire (flauta), Thomas Clausen (piano), Teco Cardoso (saxofone), Fernando de Marco (baixo) e Afonso Correa (bateria) formam o Maritaca Quintet neste álbum gravado na Dinamarca, que inclui composições de Freire e Clausen, além dos standards "Chega de Saudade" (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) e "Retrato em Branco e Preto" (Tom Jobim/Chico Buarque). O clima geral do álbum é de improvisação jazzística sobre uma base rítmica brasileira, com sabor de samba e choro. POR QUE OUVIR: O disco impressiona pela qualidade pura e cristalina do som gravado, perceptível mesmo quando tocado em aparelhos que não são de alta fidelidade.
(IRINEU FRANCO PERPÉTUO)

Pop
Sam Sparro
SAM SPARRO
Gravadora:
Universal; Quanto: R$ 30, em média;
Avaliação: bom
Sam Sparro é feito de contradições.
Branquíssimo, canta como um negro da Motown. Com voz privilegiada, muitas vezes prefere dar atenção à instrumentação das músicas. E no mesmo disco apresenta faixas inspiradíssimas com outras irritantes. Nascido na Austrália em 1982, mudou-se criança para os EUA. Adolescente, cantou em uma festa para Chaka Khan, que soltou: "Caramba, esse garoto branco sabe cantar". Protegido do requisitado produtor Mark Ronson (Amy Winehouse, Lily Allen), Sparro traz, no disco de estréia, faixas em que mescla soul, funk, electro e pop, com resultados bem variáveis. "21st Century Life" e "Recycle it!", por exemplo, parecem Jamiroquai -o que não é nenhum elogio. Mas ele é capaz de trazer algo como "Black and Gold", o hit do álbum, um electro que transcende gêneros e sensações. POR QUE OUVIR: Sparro mais acerta do que erra; "Sick" lembra os bons momentos do Hot Chip; "Hot Mess" faz dançar; "Pocket" possui melodia reluzente; e tem "Black and Gold".
(THIAGO NEY)

Infantil
MPBaby Clube da Esquina
ANDRÉ MEHMARI
Gravadora:
MCD; Quanto: R$ 18, em média;
Avaliação: bom
O versátil pianista niteroiense André Mehmari, que já havia gravado uma versão instrumental de músicas dos Beatles nesta mesma coleção, agora se volta para a produção nacional, recriando 12 canções dos discos "Clube da Esquina", de 1972 e 1978, do grupo formado por Milton Nascimento, Lô Borges e Fernando Brant, entre outros, e duas de "Milton", de 1970. Foram apenas duas noites de trabalho, mas nenhuma pressa transparece no resultado final das gravações deste CD, que é o 13º título do projeto infantil "MPBaby".
POR QUE OUVIR: O disco apresenta adaptações de sucessos como "Paisagem da Janela", "Trem Azul", "Canoa, Canoa" e "Clube da Esquina nº 2" em solos do habilidoso Mehmari, que combinam muito bem com a temática bucólica e despretensiosa do Clube da Esquina. E ele também capricha nos arranjos diferentes de "Um Girassol da Cor de Seu Cabelo" e "Tudo que Você Podia Ser".
(LÚCIA VALENTIM RODRIGUES)

Instrumental
Nicolas Krassik e Cordestinos
NICOLAS KRASSIK
Gravadora:
Rob Digital; Quanto: R$ 24, em média; Avaliação: bom
Em seu terceiro disco no Brasil, o violinista francês Nicolas Krassik, 39, mostra-se ainda mais integrado às nossas tradições populares, mas sem deixar de usar a sólida formação musical para recriar com ousadia os ritmos nordestinos. Se em "Caçuá" (2006) seu violino fazia as vezes da rabeca, agora há uma rabeca (de Marcos Moletta) conversando com seu violino em 11 das 12 faixas. Krassik ainda usa um violino-rabeca -criado por ele mesmo- em "O Amor Daqui de Casa" (Gilberto Gil), que abre com um delicado pizzicato. O contrabaixo acústico (de Guto Wirtti) que pontua todos os arranjos é outra ótima novidade, conciliando jazz e forró, como nas aberturas de "Triunfando" (João Lyra/Marco César de Oliveira Brito) e "Assum Preto" (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira). O samba "Opinião" (Zé Keti) tocado à nordestina, mas com acentos urbanos dados por uma rabeca grave, é outra aposta vitoriosa. POR QUE OUVIR: Krassik vive a música brasileira de dentro e de fora, olhar duplo rico para quem ouve seus discos.
(LUIZ FERNANDO VIANNA)


Escrito por Flavio DeABel às 07h59
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IMPOSTOS

MELCHIADES FILHO

Receita do bolo

BRASÍLIA - Tramita quieta e rapidamente no Congresso um acordo entre os fiscos do Brasil e dos EUA que prevê a troca de informações e acesso a dados sigilosos. Aprovado o texto, auditores brasileiros poderão vasculhar as movimentações financeiras e declarações de renda de pessoas físicas e jurídicas nos EUA -e vice-versa. A Receita saliva com a perspectiva de descobrir os brasileiros com imóveis e dinheiro não-declarados nos EUA e disparar processos por sonegação e evasão de divisas.

A Flórida não seria mais a mesma. Curiosamente, porém, quem mais opera pela aprovação do intercâmbio não é o governo, mas a nata da iniciativa privada nacional. Embraer, Vale, Gerdau, Coteminas, Votorantim & Co. não estão empenhados em caçar sonegadores. Procuram fazer desse tratado bilateral o trampolim para outro: convencer os EUA a aceitarem o fim da dupla tributação, o que reduziria o recolhimento dos lucros que essas empresas repatriam. O silencioso rolo compressor sobre a Câmara, contudo, esmagou duas contraposições importantes.

Primeiro, nada garante o sucesso da estratégia "fatiada" -inédita. O governo americano não firmou compromisso sobre a bitributação.

Segundo, não há no texto no Congresso salvaguarda à privacidade do contribuinte. O envio de dados teria de ocorrer mesmo que a conduta do investigado não fosse crime em seu país. Em tese, os EUA poderiam exigir dados de familiares de imigrantes ilegais, por exemplo. A Receita tenta tranqüilizar. Promete no dia-a-dia filtrar os pedidos, adequando-os à legislação nacional, e impedir a utilização indevida das informações repassadas. O acordo, de todo modo, criaria um atalho não-judicial para a quebra do sigilo bancário. Cabe perguntar se, para aliviar a grande indústria, o brasileiro se dispõe a confiar esse direito constitucional a fiscais anônimos desobrigados de tornar públicas suas decisões. mfilho folhasp.com.br

Escrito por Flavio DeABel às 07h54
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IMPOSTOS

MELCHIADES FILHO

Receita do bolo

BRASÍLIA - Tramita quieta e rapidamente no Congresso um acordo entre os fiscos do Brasil e dos EUA que prevê a troca de informações e acesso a dados sigilosos. Aprovado o texto, auditores brasileiros poderão vasculhar as movimentações financeiras e declarações de renda de pessoas físicas e jurídicas nos EUA -e vice-versa. A Receita saliva com a perspectiva de descobrir os brasileiros com imóveis e dinheiro não-declarados nos EUA e disparar processos por sonegação e evasão de divisas.

A Flórida não seria mais a mesma. Curiosamente, porém, quem mais opera pela aprovação do intercâmbio não é o governo, mas a nata da iniciativa privada nacional. Embraer, Vale, Gerdau, Coteminas, Votorantim & Co. não estão empenhados em caçar sonegadores. Procuram fazer desse tratado bilateral o trampolim para outro: convencer os EUA a aceitarem o fim da dupla tributação, o que reduziria o recolhimento dos lucros que essas empresas repatriam. O silencioso rolo compressor sobre a Câmara, contudo, esmagou duas contraposições importantes.

Primeiro, nada garante o sucesso da estratégia "fatiada" -inédita. O governo americano não firmou compromisso sobre a bitributação.

Segundo, não há no texto no Congresso salvaguarda à privacidade do contribuinte. O envio de dados teria de ocorrer mesmo que a conduta do investigado não fosse crime em seu país. Em tese, os EUA poderiam exigir dados de familiares de imigrantes ilegais, por exemplo. A Receita tenta tranqüilizar. Promete no dia-a-dia filtrar os pedidos, adequando-os à legislação nacional, e impedir a utilização indevida das informações repassadas. O acordo, de todo modo, criaria um atalho não-judicial para a quebra do sigilo bancário. Cabe perguntar se, para aliviar a grande indústria, o brasileiro se dispõe a confiar esse direito constitucional a fiscais anônimos desobrigados de tornar públicas suas decisões. mfilho folhasp.com.br

Escrito por Flavio DeABel às 07h54
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GIRO GERAL

Painel

RENATA LO PRETE
- painel@uol.com.br

Último recurso

Informações que circulam no governo e entre as empresas em litígio a propósito da construção da usina de Jirau indicam que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deverá dar sinal verde à proposta de alteração do eixo da barragem feita pelo consórcio vencedor, liderado pela franco-belga Suez. A idéia é combatida pela Odebrecht, líder do consórcio que venceu o leilão de Santo Antônio (a outra usina no rio Madeira) e depois perdeu o de Jirau. O Ibama se inclina hoje para veredicto semelhante ao da Aneel.
Ciente do provável desfecho da pendência nessas duas instâncias, Emílio Odebrecht terá um encontro com Lula hoje no Palácio do Planalto. Com Dilma Rousseff, avalia a empresa, não adianta mais insistir.

$eca. É grande a preocupação de dirigentes do PSDB com o até agora baixo fluxo de caixa da campanha de Geraldo Alckmin à prefeitura.

Decibéis. Paulo Maluf (PP) contratou uma banda para acompanhá-lo nas ruas. Quando um repórter perguntou se a música ajudava a abafar eventuais protestos, o candidato reagiu com veemência: "Não senhor, a banda veio aqui para tocar tambor".

Encolheu 1. Mal estreou o horário eleitoral, a campanha de Antonio Imbassahy (PSDB), segundo colocado em Salvador, passou o facão na equipe que faz os programas. A produtora Malagueta, do filho de Duda Mendonça, cortou cerca de 30 profissionais.

Encolheu 2. A coordenação da campanha admite que houve "redimensionamento" dos gastos para se adequar à arrecadação até aqui, mas diz que a qualidade será mantida.

Pré-fabricado. O PT de Fortaleza, outro cliente de Duda, está de cabelo em pé com a campanha que o ex-marqueteiro de Lula prescreveu para a candidata do partido. Assim como em outras praças, ele apelou ao velho "Luizianne fez". O PT acha que deveriam ser enfatizadas as ações sociais da gestão.

Não pode. A Justiça Eleitoral proibiu João da Costa (PT), apoiado em Recife pelo prefeito e correligionário João Paulo, de usar o mesmo slogan da gestão ("A grande obra é cuidar das pessoas").


Assim sim. A complexa súmula do STF, que proíbe o "nepotismo cruzado", mas não fala de troca de favores entre Poderes, abre brechas para situações como a do secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, filho do senador Romeu Tuma (PTB).

Assim não. Já a mulher do ministro Fernando Haddad (Educação), que ocupa cargo de confiança no Ministério da Saúde, teria de deixar o posto, já que as duas pastas entrariam na definição de nepotismo cruzado da súmula, segundo a interpretação corrente ontem no Congresso.

Audácia! Do senador Mão Santa (PMDB-PI), que emprega a mulher no gabinete, desancando a decisão do STF: "Cargo de confiança não é emprego. Estamos aqui para ensinar os outros Poderes, não para nos agacharmos".

Trilhos. A bancada do PT na Assembléia recebeu nova leva de contratos da CPTM, no valor de R$ 1,5 bi, firmados entre a Alstom e o governo paulista de 1995 a 2008. Cerca de R$ 549 mi teriam irregularidades graves, segundo o TCE.

Visitas à Folha. Marta Suplicy, ex-prefeita e candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebida em almoço. Estava acompanhada de Aldo Rebelo (PC do B), deputado federal e vice da chapa, Carlos Zarattini, deputado federal e coordenador-geral da campanha, Valdemir Garreta, coordenador, Rui Falcão, deputado estadual, e Mário Moysés, assessor de imprensa.

João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direito da USP, visitou ontem a Folha.

com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Tiroteio

"Quando me perguntam na rua se sou Alckmin ou Kassab, digo que estou solteiro e fazendo campanha contra a "Martaxa". Não fomos nós vereadores que criamos esta situação."
De GILBERTO NATALINI (PSDB), candidato a novo mandato na Câmara paulistana, sobre a saia-justa na bancada tucana diante das candidaturas simultâneas do prefeito e do ex-governador.

Contraponto

Pendura

Em recente homenagem do Tribunal de Justiça de São Paulo a Paulo Skaf, as conversas paralelas giravam em torno do plano do presidente da Fiesp de disputar o governo estadual em 2010, se possível pelo PSDB. Em seu discurso, o tucano Vaz de Lima, presidente da Assembléia, resolveu brincar com o assunto:


-Saibam que eu fui um dos financiadores da campanha do Paulo Skaf à presidência da Fiesp!
Diante do espanto geral, o próprio Skaf explicou:
-Estávamos em São José do Rio Preto. Fomos a uma lanchonete e atacamos de refrigerante, bolacha, torta e doce. Corremos para pegar o avião e esquecemos de pagar. Tempos depois, a dona cobrou do Vaz...

Escrito por Flavio DeABel às 07h48
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NEPOTISMO CRUZADO, NAO

STF proíbe contratação de parentes até terceiro grau

Tribunal edita súmula que deixa explícito o veto ao chamado "nepotismo cruzado"

Segundo Lewandowski, o Supremo deverá receber reclamações do Ministério Público para verificar caso a caso se há descumprimento


FELIPE SELIGMAN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Ao aprovar ontem a 13ª súmula vinculante que vetou a contratação de parentes nos três Poderes da administração pública, o STF (Supremo Tribunal Federal) definiu que a medida atingirá familiares de até terceiro grau e deixou expressa a proibição do chamado "nepotismo cruzado", quando um político ou servidor público contrata o parente de outro.
Os ministros da corte admitem, porém, que tal proibição só poderá ser estabelecida na análise de casos concretos. Sabe-se, contudo, que, se um político ou servidor público nomear parente de algum outro em troca do mesmo favor, a prática será automaticamente considerada inconstitucional.



"A realidade é tão multifacetada que é necessário analisar caso a caso", afirmou o ministro Ricardo Lewandowski, relator da ação que suscitou a elaboração da mais recente súmula vinculante do tribunal, instrumento que define sua jurisprudência com a obrigação de ser seguida por toda a Justiça.
Anteontem, o Supremo, por unanimidade, proibiu a contratação de parentes nos três Poderes com exceção para a indicação de ministros de Estado, secretários estaduais, municipais e do Distrito Federal.

Faltava editar a súmula, que ficou com o seguinte texto: "A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral, ou por afinidade, até o terceiro grau inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou ainda de função gratificada na administração pública, direta ou indireta, em quaisquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição".

De acordo com a súmula, portanto, os agentes públicos não podem contratar para trabalhar nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário seus pais, avós, bisavós, filhos, netos, bisnetos, tios, sobrinhos, sogros, cunhados, noras e genros.
Já a proibição do "nepotismo cruzado" é expressa na citação "designações recíprocas". A idéia representa ainda uma incerteza para os próprios ministros. Isso porque não é vedado, por exemplo, que o filho de um parlamentar trabalhe em um outro poder, que não o Legislativo, caso não fique comprovado que ele, em troca, beneficiou com cargos aquele que empregou o seu parente.

"Nesses casos específicos, o Supremo deverá receber reclamações do Ministério Público e deverá demonstrar se houve descumprimento de princípio constitucional", explicou Lewandowski.
Apesar de não tratar diretamente das indicações políticas, como ministros, secretários estaduais, municipais e do Distrito Federal, o Supremo reafirmou ontem que tais casos serão de fato considerados exceção.
"O governante tem o direito de compor livremente seus quadros de governo. O que não pode é indicar parentes para cargos de confiança ou de função gratificada", disse Carlos Ayres Britto.


Ontem, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, afirmou que acredita na possibilidade de haver "demissões espontâneas" decorrentes da recente decisão. Também disse que o Supremo não está "em concorrência com o Congresso". "É fundamental, por sinal, que tenhamos um Legislativo ativo para o Brasil", afirmou.
Na mesma linha, Lewandowski negou que o tribunal tratou de algo que deveria ter sido definido pelo Legislativo. "O Supremo não saiu na frente, foi o Congresso que saiu na frente, ao editar a Constituição Federal. Nós apenas interpretamos", brincou.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 07h43
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Sérgio Lima/Folha Imagem
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB), que emprega um sobrinho em seu gabinete

Escrito por Flavio DeABel às 07h39
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CARLOS HEITOR CONY

Programa eleitoral

RIO DE JANEIRO - Começou o horário político gratuito no rádio e na televisão -o tradicional desfile de caras e bocas, com algumas idéias no meio, na necessária função de esclarecer o eleitorado.
O clichê obriga todo mundo a detestar o programa e, de cambulhada, os candidatos que nele se apresentam.
Mais uma vez, e seguindo o indesejável DNA que me formou, remo contra a maré. Gosto do programa e aprecio todos os cidadãos de ambos os sexos que dão o seu recado, falam de suas vidas e realizações, prometem o que é possível prometer e até um pouco mais, de acordo com a garra de cada um.


O pouco tempo e a lengalenga do conteúdo revelam-se contraproducentes, irritando o espectador que potencialmente é também um eleitor. Mesmo assim, tivemos o caso do Enéas, que dispunha de alguns segundos para dar o seu recado e mal tinha tempo para declarar que o nome dele era Enéas. Com a barba nazarena, a calva e os óculos fundo de garrafa, conseguiu se eleger e eleger alguns companheiros de seu fantasmagórico partido.


Digo e repito que aprecio o desfile eleitoral, não para me aperfeiçoar civicamente, mas para me distrair. A programação das TVs, em geral, são também de lascar e, além do mais, repetitivas. Os chamados shows de realidade, tipo "Big Brother", são excessivamente produzidos para dar audiência. No caso dos candidatos, a finalidade é dar votos -o que é problemático.
Lembro um candidato a vereador aqui no Rio que chegou a ser cassado não do mandato que não obteve, mas do direito de continuar candidato. Ele prometeu que, eleito, providenciaria uma bomba atômica para acabar com a poluição e os engarrafamentos do tráfego, destruindo a cidade para nela criar outra. Respeitaria apenas o Pão de Açúcar e o Corcovado.

Escrito por Flavio DeABel às 07h33
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Equipe dos EUA se apresenta no nado sincronizado; veja mais fotos

Escrito por Flavio DeABel às 07h23
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21/08/2008



Escrito por Flavio DeABel às 22h23
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Blog do Oliveira Wanderley

 

Fátima Bezerra ganha o apoio

do deputado Lavoisier Maia

 

A deputada Fátima Bezerra, candidata a prefeita de Natal pela coligação “União por Natal”, ganhou hoje o apoio do deputado Lavoisier Maia(PSB).

 

Foi durante café da manhã, que contou ainda com as presenças do secretário de Justiça e Cidadania, Leonardo Arruda(PSB); da candidata a vereadora Júlia Arruda(PSB); e da esposa de Lavô, Teresinha.

 

Foto: Assessoria/Fátima

 

“Fátima é uma deputada reconhecida por seu trabalho tanto na Assembléia Legislativa quanto na Câmara Federal. Ela tem todas as condições de realizar uma grande administração da cidade de Natal", ressaltou Lavoisier.

 

Fátima Bezerra disse do orgulho em ter o apoio do ex-governador. "É uma honra muito grande ter o nosso nome aprovado por um político de histórico honrado, um homem que tem muito trabalho pelo Rio Grande do Norte”, frisou Fátima.

 

Lavoisier Maia lembrou que o candidato a vice de Fátima, Luís Eduardo Carneiro, foi secretário de Educação no seu governo. "Um excelente nome, pessoa competente e comprometida com o serviço público", afirmou Lavô.

Escrito por Flavio DeABel às 22h06
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POLITICA BRASILEIRA


Pergunto ao meu amigo Gerson: Será que a Madame Mim e a Maga Patologika estao ajudando aos Irmaos Metralha?

 

Frase

"É uma doação indireta. Dificulta a contabilização, mas não é irregular"
LUIZ CARLOS GONÇALVES
procurador-regional eleitoral

Escrito por Flavio DeABel às 04h14
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Lei permite doação direta aos partidos

DA REDAÇÃO

A brecha legal que permite as "doações ocultas" aos candidatos está na própria Lei Eleitoral (lei 9.504, de 1997). Em seu artigo 23, a lei afirma que "a partir do registro dos comitês financeiros, pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para campanhas eleitorais... a candidato específico ou a partido".


Esse tipo de doação direta das empresas aos partidos permite que as empresas e os candidatos não se exponham, porque não há publicidade oficial da contribuição no site da Justiça Eleitoral na internet nem na prestação de contas da campanha do candidato. Com isso, a empresa não se vincula diretamente ao candidato -situação ideal se a doadora for uma prestadora de serviços contratada por um administrador que está concorrendo à reeleição.


Esse artifício começou a ser usado em maior escala em 2002. Em 8 de agosto daquele ano, a Folha revelou que a candidatura de Anthony Garotinho à Presidência se beneficiava dos recursos arrecadados pela campanha de sua mulher, Rosinha Matheus, ao governo do Rio, mas doados ao partido.

Na época, o TSE disse que não havia crime na operação, já que era livre a doação entre candidatos, comitês financeiros e partidos da mesma coligação. Naquele ano, o partido mais beneficiado foi o PSDB, cujo Diretório Nacional recebeu R$ 12,5 milhões de pessoas jurídicas.
O mecanismo se disseminou em 2004. Na campanha, o Diretório Nacional do PT recebeu R$ 12,9 milhões de empresas repassando os recursos a candidatos. Em 2006, só as empreiteiras doaram R$ 28,4 milhões ao PT, PSDB, DEM, PMDB e PP -mais do que deram às campanhas de todos os congressistas eleitos (R$ 24,3 milhões).

Escrito por Flavio DeABel às 04h11
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Doações "ocultas" somam 72% da verba de candidatos em SP

Dos R$ 9,047 mi levantados pelas campanhas, R$ 6,5 mi entraram indiretamente

Dos R$ 6,4 mi que Kassab disse ter arrecadado, 94% foram obtidos com doações indiretas; Marta recebeu R$ 300 mil por esse mecanismo


RANIER BRAGON
EM SÃO PAULO

A divulgação da primeira prestação de contas parcial das eleições deste ano mostra que 72% do dinheiro doado aos 11 candidatos à Prefeitura de São Paulo foi feito de forma indireta, o que dificultará -e, em alguns casos, impossibilitará- a futura identificação entre doador e candidato.
Dos R$ 9,047 milhões reunidos pelas candidaturas, R$ 6,5 milhões entrou por meio desse mecanismo, popularizado nos últimos anos, no meio político, como forma de atender a empresas que não querem ter o nome associado aos políticos para os quais contribui.


Terceiro nas pesquisas de intenção de voto, mas líder na arrecadação, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi aquele que mais usou o expediente. Dos R$ 6,4 milhões que disse ter arrecadado, R$ 6 milhões ocorreram de forma indireta, o que representa 94% dos recursos.
Líder nas pesquisas, Marta Suplicy (PT) também foi contemplada com doação indireta -R$ 300 mil do R$ 1,6 milhão que afirma ter arrecadado.

Escrito por Flavio DeABel às 04h09
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Uso da luz nos rostos definiu estilo

Principal inspirador foi fotógrafo alemão Fredi Kleemann, morto em 1974, que registrou palcos de SP nos anos 50 e 60

Retratos de Fernanda Torres, Raul Cortez, Bete Coelho, Ariano Suassuna e Ney Latorraca estão em "Fotografia de Palco"


Lenise Pinheiro
ZÉ CELSO CASUAL
Durante ensaio de "A Luta 1', da série "Os Sertões', o diretor José Celso Martinez Corrêa aparece sem maquiagem ou figurino, modo como costuma preparar o elenco; ao fundo, a atriz Camila Mota


DA REPORTAGEM LOCAL

A fotógrafa Lenise Pinheiro conta que sua principal inspiração foi o alemão Fredi Kleemann (1927-1974), que, radicado no Brasil, captou importantes momentos do teatro paulistano das décadas de 50 e 60 e se projetou retratando montagens do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia). "O modo como usava a luz no rosto dos atores me influenciou bastante, apesar de nossos estilos serem diferentes", conta.
Outra referência foi a aparição do dramaturgo Gerald Thomas. "Ele sacudiu a cena brasileira. Foi uma chuva de estética. Mudou não só a linguagem do teatro como ampliou suas possibilidades e introduziu um alto nível de exigência e qualidade ao trabalho."
Por conta dessa transformação, a fotógrafa conta que, assim como atores e diretores, teve de investir na técnica. O que, em seu caso, significava também adquirir novos e mais modernos equipamentos.

Escrito por Flavio DeABel às 04h05
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Rafael Andrade/Folha Imagem
Cerimônia de incorporação da corveta Barroso, cuja construção levou 14 anos, à Armada brasileira, no Arsenal da Marinha, no Rio

Escrito por Flavio DeABel às 03h58
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Base do VLS aguarda reconstrução


Cinco anos depois do incêndio no foguete brasileiro que matou 21 pessoas, Alcântara reforça segurança

Plataforma de lançamento, ainda chamuscada, só deve ser refeita a partir de 2009; torre destruída foi vendida como sucata após perícia


Honório Moreira/Folha Imagem

Local onde ficava a torre do VLS-1, ainda chamuscado pelo incêndio de 22 de agosto de 2003

FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM ALCÂNTARA (MA)

As novas medidas de segurança que envolvem o projeto do foguete brasileiro VLS (Veículo Lançador de Satélites) prevêem a construção de um túnel subterrâneo de fuga no CLA (Centro de Lançamento de Alcântara) e a redução no número de pessoas autorizadas a permanecer na torre de lançamento -onde estavam os 21 técnicos mortos no incêndio do VLS-1, há cinco anos.

A nova plataforma, que começará a ser construída no próximo ano, contará com sistema de saída rápida por tubos para um túnel de concreto com 60 metros de extensão. Na torre será permitido o acesso de, no máximo, cinco pessoas antes dos lançamentos.
Os foguetes partirão do mesmo local onde ocorreu o acidente, em 22 de agosto de 2003. A Folha visitou anteontem a base militar e esteve na área do desastre. Marcas do acidente, um dos quatro piores da história da exploração espacial, ainda permanecem.

O piso de concreto está parcialmente destruído. Chapas e tubos metálicos estão chamuscados e corroídos pela ferrugem. O mesmo ocorre com os trilhos que levavam a chamada torre móvel de integração até o foguete. O cenário contrasta com a pintura bem-feita do meio-fio e o asfalto novo.


Não há no local nenhum memorial às vítimas ou referência ao acidente. Um monumento em homenagem aos mortos foi erguido no CTA (atual Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), órgão da Aeronáutica em São José dos Campos (SP), onde todos trabalhavam.
Os destroços da plataforma e do VLS-1 foram periciados por técnicos russos e brasileiros e guardados até a conclusão do IPM (Inquérito Policial Militar) que apurou o caso. Depois, foram leiloados como sucata.
A investigação apontou que o incêndio foi causado pela ignição antecipada de um dos propulsores do foguete. A causa do problema, porém, não foi identificada. O caso foi arquivado em 2005, por falta de provas. Ninguém foi punido.

Escrito por Flavio DeABel às 03h55
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Painel

RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br

Vale tudo

O início da campanha na TV deflagrou uma corrida dos candidatos da base para ter Lula -seja como for- no palanque. A alta ansiedade foi sentida ontem em reunião do presidente com seu conselho político. Três candidatos apareceram de "bico": Jô Moraes (PC do B), de Belo Horizonte, Walter Pinheiro (PT), de Salvador, e Gastão Vieira (PMDB), de São Luís.
Jô foi a mais ousada. Quando Lula disse que quem quiser poderá usar fotos suas na propaganda, ela sacou o celular para registrar a imagem do presidente ali mesmo. "Lula é parte da minha vida política desde 1989", declarou a adversária de Márcio Lacerda (PSB), apoiado pelo prefeito petista Fernando Pimentel e pelo governador tucano Aécio Neves.



Tenho dito. "A volta da Marta à prefeitura é a melhor coisa que pode acontecer a São Paulo neste momento." É Lula falando, hoje, no programa de estréia da candidata do PT no horário eleitoral.

Só dá ela. Quem não tem Lula quer assegurar Dilma Rousseff. Depois de ter perdido a ida da ministra da Casa Civil a Porto Alegre, na qual foram gravados depoimentos dela para vários petistas gaúchos, Pepe Vargas, líder das pesquisas em Caxias do Sul, decidiu mandar equipe de televisão a Brasília para colocar a mãe do PAC em seu programa ainda nesta semana.

Efeitos especiais. José Priante (PMDB) estreou ontem em Belém inserções em que Lula aparece lhe cobrindo de elogios. O detalhe é que as imagens foram gravadas em 2006. O PT recorreu à Justiça Eleitoral na tentativa de tirar a "pegadinha" do ar.

Guerra santa 1. A ala da Assembléia de Deus em campanha contra Luizianne Lins (PT) em Fortaleza preparou nova leva de outdoors para espalhar na capital cearense. Comparam a candidata à reeleição a Jezebel. "Ela é contra a Bíblia e o povo de Deus."

Guerra santa 2. Depois da decisão que mandou recolher o primeiro lote de outdoors, a prefeita conseguiu que, em cinco dias, a Justiça Eleitoral determinasse a quebra do sigilo bancário dos financiadores. O objetivo é descobrir se algum adversário está bancando o material.

Contencioso. A fúria evangélica contra Luizianne começou quando ela decidiu (e depois recuou) abolir a exigência de manter Bíblias em bibliotecas públicas. O apoio da prefeita à união civil de homossexuais também ajudou.

Moita. O DEM, sempre o primeiro a gritar "pega ladrão" diante de escândalos no governo Lula, se faz de morto quanto às denúncias contra o primeiro-secretário Efraim Moraes (PB), investigado pela PF por suposto envolvimento em fraude na contratação de empresas pelo Senado. "Não há nada de consistente contra o senador", defende o presidente da sigla, Rodrigo Maia.

Em forma. A nova sensação na Assembléia gaúcha é um game de internet no qual o vice-governador Paulo Feijó (DEM), pivô do escândalo do Detran, aparece levantando halteres. O número dois da tucana Yeda Crusius é dono de academia em Porto Alegre.

Tipo exportação. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, recebe na próxima segunda-feira dirigentes de seis países africanos (Angola, Gana, Moçambique, Quênia, Tanzânia e Namíbia). O objetivo do encontro é fechar parcerias para a implementação, nesses locais, de programas similares ao Bolsa Família. Gana foi o primeiro a adotar a iniciativa, com ajuda técnica do Brasil.

Visita à Folha. Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava com Renato Parente, secretário de Comunicação Social do STF.


com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Tiroteio
"A recusa da Polícia Federal em mostrar a fita inteira indica preocupação em evitar acesso a informações de impacto."


Do deputado GUSTAVO FRUET (PSDB-PR), sobre a resistência da PF em tornar público o áudio integral da reunião em que foi decidida a saída do delegado Protógenes Queiroz da Operação Satiagraha.

Contraponto

Domicílio eleitoral

A pequena comitiva brasileira que acompanhou a posse de Fernando Lugo no Paraguai chegou a Assunção com receio de ouvir um discurso inflamado pela revisão do Tratado de Itaipu. A fala do novo presidente foi moderada, mas, caminhando pela capital, Delcídio Amaral (PT-MS) e o diretor-geral da usina pelo lado brasileiro, Jorge Samek, encontraram um pequeno grupo que gritava:
-Itaipu! Itaipu!
O senador brincou com o amigo:
-Não sabia que sua popularidade era tão grande!
E completou:
-Você deveria se eleger deputado aqui, não no Brasil!

 

FERNANDO RODRIGUES

A farra na TV e no rádio

BRASÍLIA - É fácil falar mal do horário eleitoral no rádio e na TV.
Difícil é dizer qual a melhor solução numa democracia estável e justa.
O publicitário Washington Olivetto opinou a respeito na Folha: "Sou contra a obrigatoriedade. O eleitor deveria escolher o candidato pela cobertura da imprensa".

É uma fórmula idílica. Parte da grande mídia até já se ocupa de noticiar com imparcialidade candidaturas de interesse nacional. Mas haveria carnificina no interior do país, onde muitos políticos dominam os meios de comunicação.
Na vigência de um sistema com liberdade de expressão, é lícito que os políticos queiram se expressar por meio de propagandas quando começa a temporada de eleições. O problema é como regular esse direito. Certamente o melhor modelo não é o de países como os EUA, onde o tempo de TV precisa ser comprado pelos candidatos. Quem tem mais dinheiro prospera. Quem não tem, some do mapa.

No Brasil pós-ditadura, criou-se uma jabuticaba. Democratismo puro. Concedeu-se tempo amplo de TV e rádio a todas as siglas. Havia uma lógica inicial. A estrutura partidária estava em frangalhos. Era necessário dar oportunidade para que, à la Mao Tsé-tung, florescessem as mil flores.
Mas já se passaram 23 anos desde a volta do Brasil à democracia.
Há hoje 27 partidos registrados.

Fazem uma farra no horário eleitoral. É um desrespeito com os eleitores. Em 2004, seis siglas tiveram 72,7% dos votos para prefeito (PT, PSDB, PMDB, DEM, PP e PDT).
Agora, pela enésima vez, o Planalto sugere uma cláusula de desempenho eleitoral. Os nanicos teriam um tempo de fato limitado.
Será o maior legado de Lula para a política. Mas, como é praxe nesses casos, é melhor ver para crer.

frodriguesbsb@uol.com.br

RUY CASTRO

Descompasso

RIO DE JANEIRO - De 1973 a 1975, morei fora do Brasil. Não porque fosse obrigado, mas a serviço mesmo, numa revista em Portugal. Nesses três anos quase completos, vim duas vezes ao Rio, de férias. Mas férias são férias, e não me preocupava em tirar o atraso sobre o que acontecera na minha ausência. Com isso, coisas importantes ficaram em branco para mim -porque ainda não existiam quando fui embora e já tinham acabado quando voltei de vez.


Uma delas foi o Secos & Molhados. Em Lisboa, ouvia falar de um grupo musical andrógino em voga no Brasil, mas não tinha idéia do que significava. E continuei sem ter porque, quando voltei, eles já se tinham desfeito. Ney Matogrosso, claro, revelou-se individualmente; ouvi-o e fiquei seu fã.

Outro que foi do apogeu à queda na minha ausência foi Raul Seixas. Todas as canções que fizeram a sua glória surgiram no período. Ou em parte dele, porque, quando cheguei de volta, ninguém mais parecia saber que ele existia. E assim continuou até sua morte, em 1989, quando, ato contínuo, Raul foi promovido a sacerdote, profeta, deus etc.

Para se ver o risco de se passar algum tempo fora. Um amigo meu marchou para o exílio em 1969 e, quando voltou, dez anos depois, causava certo desconcerto em sociedade ao dizer coisas como "é uma brasa, mora", "fulana é duca" e "mamãe passou açúcar ni mim", que já não se usavam há séculos.


Estou contando isto porque, num único mês em que andei pelas estranjas, em junho último, houve uma operação chamada Satiagraha, envolvendo figurões em tramóias, propinas e subornos. A Polícia Federal prendeu um banqueiro e uma fieira de bagrinhos. Antes que eu voltasse, a maioria já estava na rua. E, na semana passada, foi solto o último preso. Mais um pouco, e eu juraria que a operação não existiu.

Escrito por Flavio DeABel às 03h53
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Divulgação
Cidade construída em game que vai ser lançado em setembro; usuário pode moldar detalhes

Escrito por Flavio DeABel às 03h49
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Cézaro De Luca/Efe
O atacante Agüero, cuja noiva está grávida, festeja um de seus dois gols contra o Brasil

Escrito por Flavio DeABel às 03h47
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Bandos atacam no interior e menores assaltam em Natal

 
Junior Santos
SEGURANÇA - Em agosto os rodoviários fizeram uma paralisação de advertência
21/08/2008 - Tribuna do Norte

Augusto César Bezerra - Repórter

Os assaltos a ônibus viraram rotina em Natal e tem se intensificado no interior do Estado. Ontem, um ônibus com a banda Brasas do Forró foi atacado em Triunfo Potiguar, na Região Oeste do Estado, enquanto na capital, quatro adolescentes assaltaram um ônibus da linha 41 em plena avenida Capitão Mor-Gouveia. Apenas no segundo caso, a polícia obteve êxito parcial, com a apreensão de dois envolvidos.

A polícia enfrenta duas situações diferentes nos casos de assalto a ônibus no Rio Grande do Norte. No interior, os veículos de linha regular e de turismo são atacados por quadrilhas especializadas, com armamento pesado, e uso de disfarce. Normalmente são feitas várias vítimas, que são mantidas reféns por até duas horas.  Enquanto que na capital, os assaltos são realizados principalmente por adolescentes armados com revólveres.  

A polícia tem  realizado operações específicas para coibir os assaltos, mas os bandidos não se intimidaram e continuam agindo. Prova disso são os ataques na BR-304. Depois de nove assaltos no mesmo trecho, entre Upanema e Lajes, os bandidos mudaram o foco e realizaram, em menos de 15 dias, assaltos em Mossoró e, agora, em Triunfo Potiguar.

Na capital, apesar das prisões quase que semanais, as queixas de assalto continuam freqüentes. Tanto que o sindicato da categoria planeja realizar a segunda paralisação no transporte coletivo urbano em menos de um mês.

Brasas do Forró

Os integrantes da banda Brasas do Forró, do Ceará, foram assaltados às 3 horas da madrugada de ontem, na RN-233, que liga a BR-304 a BR-226. O assalto aconteceu no trevo de acesso a Triunfo Potiguar, na Região Oeste do Rio Grande do Norte. Pelo menos três homens, todos armados e encapuzados, participaram da ação criminosa. Para parar o veículo, os bandidos atiraram no pára-brisas, mas ninguém saiu ferido. A polícia não tem pistas dos marginais.

A banda viajava a trabalho de Fortaleza para Palmeira dos Índios, em Alagoas, quando foi interceptada pelos bandidos. O ônibus foi parado à bala com tiros no pára-brisa. O motorista encostrou o veículo no acostamento e dois bandidos entraram. Um terceiro marginal ficou num Gol preto dando cobertura à ação.

Dentro do ônibus, os músicos   foram revistados e obrigados a entregar os objetos de valor. O assalto foi rápido. Após consumado o roubo, o trio fugiu no Gol e a banda seguiu para Caicó, onde registrou queixa na Delegacia Municipal. Segundo informações da Polícia Civil, foram roubados cerca de R$ 400,00, além de relógios, celulares e jóias. O assalto será investigado pela Delegacia Regional de Caicó, a 3ª DRP.

A TRIBUNA DO NORTE entrou em contato com a produção da banda Brasas do Forró, mas as pessoas contatadas, apesar de confirmarem o assalto, preferiram não conceder entrevista. Uma delas explicou que não tinha dados precisos do caso e a outra sugeriu a não publicação da matéria.

Na semana passada, três homens armados com revólveres assaltaram os passageiros de um ônibus da empresa Jardinense que fazia a linha Natal/Caicó. O crime aconteceu na BR-226, entre Santa Cruz e Tangará. Os bandidos subiram no ônibus em Macaíba e se passaram por passageiros.  Eles fizeram um “arrastão” contra cerca de 30 pessoas. Eles fugiram levando dinheiro, celulares, relógios, jóias e bagagens. Ninguém ficou ferido.

Trabalhadores decidem parar no dia 29 devido a insegurança

O  Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do RN (Sintro) fará uma paralisação de protesto de uma hora, a partir das 9 horas do dia 29, contra a insegurança nos ônibus da capital e também do interior do Estado. O Sindicato registra uma média de dois assaltos por dia em coletivos da capital.

O presidente em exercício do Sintro, Rafael Pereira, explica que a categoria e os usuários estão sendo orientados sobre o ato de protesto para evitar mais transtornos devido à suspensão do serviço em Natal. “Todos nós somos prejudicados com isso. A situação piorou bastante e o usuário é que sofre mais”, disse.

Segundo o sindicalista, a Polícia Militar tem tido sucesso na repressão de alguns assaltos, mas mesmo assim não tem conseguido impedir os crimes  em seqüência. “Muitas vezes a pessoa é presa e logo é solta. Precisamos que a polícia e a justiça intensifiquem o trabalho”, disse.

Desde julho, o Sintro tem realizado reuniões com a polícia para cobrar mais segurança nos ônibus. No dia 1º de agosto, a categoria parou por uma hora, na Avenida Rio Branco, no acesso ao Centro de Natal, para chamar a atenção das autoridades para os repetidos assaltos nos ônibus urbanos da Grande Natal.

Adolescentes são apreendidos depois de roubar na linha 41

Dois adolescentes de 16 anos foram apreendidos na noite de terça-feira, depois de assaltarem o motorista e os passageiros de um ônibus da empresa Conceição, que fazia a linha 41, entre Cidade Nova e a Ribeira. Outros dois rapazes, provavelmente menores, conseguiram fugir.

As apreensões foram realizadas graças à ação de um policial civil da Delegacia Especializada de Homicídios (Dehom). Às 19h30, o agente dirigia uma viatura em direção à Diretoria de Polícia Civil da Grande Natal (Dpgran), pela avenida Capitão-Mor Gouveia, e ao parar no semáforo estranhou uma movimentação na esquina.

Ele desceu da viatura e ao conversar com populares foi informado de que quatro rapazes em um Palio cinza tinham acabado de assaltar um ônibus na esquina da avenida Capitão-Mor Gouveia com a Jaguarari. O agente saiu em diligência e encontrou o carro nas imediações da Promater. Ele abordou o veículo suspeito, mas apenas um adolescente estava no veículo. O menor desceu com a arma em mãos, mas não reagiu. No carro, foram apreendidos dois revólveres calibre 38, nove munições do mesmo calibre, além de dois celulares, duas pochetes e R$ 335,75 roubado das vítimas.

Após a apreensão, a PM realizou diligências na casa dos jovens, em Nova Descoberta, e acabou localizando um deles. O adolescente confessou o assalto. Os dois menores foram encaminhados à Delegacia de Plantão da Zona Sul e lá acabaram apreendidos e submetidos a um procedimento para apurar crimes análogos ao assalto a mão armada. As vítimas reconheceram “sem sombra de dúvida” os dois jovens e prestaram declarações ao delegado Antônio Everaldo Lemos. Uma das vítimas falou que três rapazes entraram no ônibus nas imediações da Ceasa e se passaram por passageiros. Depois, anunciaram o assalto todos com armas em mãos. Os dois jovens encontram-se numa instituição destinada a cuidar de adolescentes infratores e responderão a procedimento na Delegacia Especializada no Adolescente. O Palio usado no crime pertence a avó de um dos adolescentes apreendidos.

Três assaltantes fazem um arrastão em ônibus de Natal

Três assaltantes fizeram na tarde de ontem um arrastão em um ônibus da empresa Santa Maria, que faz a linha Cidade Verde-Ribeira. Cerca de dez passageiros estavam no ônibus e todos tiveram as bolsas saqueadas pelos ladrões. O roubo ocorreu na avenida Salgado Filho, próximo à Faculdade de Odontologia.

A estudante Josefa Ednalda Fernandes Miranda, de 19 anos, estava indo para o médico, e teve uma arma apontada para a cabeça. Ela contou que os três assaltantes eram jovens, aparentando ter 19 anos, e que eles embarcaram em um shopping, no Mirassol, pouco antes das 16h. “Um deles se sentou ao meu lado. E anunciaram o assalto já chegando na faculdade”, disse a jovem.

Segundo Ednalda, os três criminosos estavam bastante nervosos, agitados. E chegaram a ser agressivos com os passageiros. Rapidamente, eles percorreram o interior do ônibus levando bolsas e outros pertences dos passageiros. “Ele pegou minha bolsa, ficou com R$ 350 e depois jogou a bolsa fora”, explicou a estudante. Os assaltantes desceram do ônibus na parada em frente à Faculdade de Odontologia. Logo depois, quatro pessoas – entre elas o motorista - foram no ônibus até à Delegacia do Cidadão e prestaram queixa do roubo.

Escrito por Flavio DeABel às 03h38
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18/08/2008


FERNANDO RODRIGUES

O dever da Justiça

BRASÍLIA - Os ex-militares em busca da insólita reparação na Justiça por danos morais, físicos e psicológicos sofridos durante o combate à guerrilha do Araguaia têm a chance de prestar um grande serviço ao país. Podem provar seus pesadelos revelando em detalhes as atrocidades cometidas durante o confronto nos anos 70, inclusive os locais onde estão os corpos de dezenas de militantes de esquerda. Reportagem de Sérgio Torres ontem na Folha informou sobre a intenção de algumas centenas de ex-militares. Eles reclamam uma indenização total de quase R$ 300 milhões. Alegam carregar "seqüelas psicológicas" por causa do envolvimento no extermínio de guerrilheiros na Amazônia, fato ocorrido há mais de três décadas.

A Justiça está aí para isso mesmo. Quem se sente lesado tem o direito de reclamar. É esse também o caminho das famílias de militantes torturados, mortos e desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985). Mais de 130 corpos nunca apareceram. Conservador, o governo Lula se auto-excluiu do debate. "Este é um assunto do passado, que não tem nada a ver com o futuro", disse o ministro da Justiça, Nelson Jobim.

Caberá agora aos juízes responsáveis pelo casos dos ex-militares fazer história. Podem determinar uma condição preliminar: os reclamantes terão de descrever minuciosamente as atrocidades praticadas -as torturas a militantes de esquerda e o trabalho de ocultação dos cadáveres de guerrilheiros. Se um ex-militar se recusar a relatar o ocorrido ou alegar amnésia, não terá como sustentar perante um juiz seus tormentos do presente. Ninguém fica abalado psicologicamente com algo já esquecido. A Justiça foi fundamental no Chile, na Argentina e no Uruguai para ajudar a cicatrizar as feridas das ditaduras locais. Agora, chegou a vez do Judiciário brasileiro.

RUY CASTRO

Sábado em Copacabana

RIO DE JANEIRO - Em 1947, quando Dorival Caymmi começou a compor seus incomparáveis sambas urbanos -"Marina", "Não Tem Solução", "Nem Eu", "Saudade", "Adeus", "Nunca Mais", "Só Louco", "Você Não Sabe Amar", "Sábado em Copacabana"-, os puristas rosnaram sua decepção. Acusaram-no de se estar vendendo para o universo das boates. Logo ele, o grande folclorista, baiano legítimo, cantor e cultor das nossas tradições.


Para os íntimos, Caymmi se justificava dizendo que não era folclorista e que apenas precisava trabalhar. Com o fechamento dos cassinos em 1946, já não havia espaço para as superproduções em que o palco podia comportar uma jangada, uma praia ou uma rua inteira da Bahia. A realidade agora era a das boates, amenas e intimistas, em que, às vezes, o show se limitava a ele e seu violão -como se ele precisasse de mais do que isso.


A música teria de seguir o novo formato. No lugar das epopéias de pescadores em noites de temporal, era a vez dos amores loucos e sem solução, aqueles que não podiam acontecer. As marinas épicas, com tintas de tragédia, transformavam-se numa morena chamada Marina que se pintava além da conta. As tormentas passavam a ser íntimas, mas nem por isso menos brutais.
Não quer dizer que Caymmi tenha abandonado a temática baiana. Sempre que cantou o mar, era o da Bahia. Um mar também idealizado porque, segundo sua biógrafa e neta Stella, ele não sabia nadar e nunca pescou.

O que só exacerba a beleza de suas canções praieiras. O artista não precisa ter a ver com sua arte.
O Caymmi em terra firme derrotou o preconceito dos puristas e se impôs por sua maior complexidade musical e poética. De seus 94 anos, passou os últimos 70 no Rio, e há um quê de fatalidade e lirismo no fato de ter morrido num sábado em Copacabana.
MARINA SILVA

A revolução dos incentivos

 

HÁ UM ponto crítico na implementação das medidas para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e adaptação das sociedades em face da nova realidade global, após termos cruzado os limites do uso sensato dos recursos naturais. É nesse ponto que as negociações empacam: a redução de poluentes afeta o modelo de produção dos países, sobretudo os desenvolvidos. Levando em conta as metas que convenções e protocolos internacionais requerem e o que está em jogo nessa história -a própria sobrevivência do planeta-, o custo das transformações chega a ser irrisório, comparado ao volume de riquezas que circula no mundo e ao gasto atual e futuro para reparar o prejuízo ambiental. A sociedade pode, de várias formas, incentivar a mudança de padrão de produção.

O consumidor, hoje, quer ir além da satisfação de necessidades imediatas. Valoriza cada vez mais produtos que agreguem valores éticos e compromissos com a sociedade como um todo. A economia que responde a essa demanda precisa, mais do que nunca, ser oxigenada para sobreviver e se estabelecer como padrão, constrangendo positivamente a renitente economia insustentável. No Brasil, a legislação ambiental evoluiu muito no que diz respeito aos instrumentos de proteção ambiental. Agora chegou a hora de concentrar esforços em criar e aperfeiçoar normas e instrumentos de apoio às atividades econômicas sustentáveis.

Isso significa acolher e reconhecer os esforços de lideranças empresariais e comunidades que já vêm adequando de forma pioneira seus métodos de produção, para poupar recursos naturais. E aqueles que ainda não incorporaram conceitos de sustentabilidade aos seus negócios, devem ser estimulados a fazê-lo. Nessa linha, há projetos importantes no Congresso. Pelo menos três devem ser citados. O Imposto de Renda ecológico, que dá benefícios fiscais a quem contribui com projetos ambientais, a exemplo do que existe nas áreas de assistência social, cultura e esportes. O projeto que altera a lei de licitações, para que as compras públicas, "sempre que possível", adotem especificação "que considere critérios ambientais".

E o chamado FPE Verde, que redistribui 2% do Fundo de Participação dos Estados proporcionalmente à área, em cada Estado, protegida por unidades de conservação e terras indígenas. Mas ainda são iniciativas isoladas. Temos que fazer a revolução dos incentivos, assim como aconteceu, em outros tempos, para impulsionar a industrialização. Estamos na pré-história dessa revolução. É preciso determinação da sociedade e do Estado para inverter o sinal e mudar de era.

contatomarinasilva@uol.com.br


MARINA SILVA escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Escrito por Flavio DeABel às 08h31
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TRAGÉDIA EM ALCÂNTARA

Segurança desacelera plano de foguete

VLS-1 passou por revisão de projeto após acidente que matou 21 técnicos em 2003; motor terá teste em setembro

Lançamento parcial deve acontecer em 2011 e vôo completo, apenas em 2012; ex-ministro prometeu que VLS voaria até o ano de 2006


IAE/CTA/Divulgação
Propulsor do VLS que passou por uma revisão de projeto; dispositivo vai ser testado em São José dos Campos em setembro

RAFAEL GARCIA
ENVIADO ESPECIAL A SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

A cultura de segurança que se instaurou no programa do foguete brasileiro VLS (Veículo Lançador de Satélites) após o acidente que matou 21 pessoas em 22 de agosto de 2003 deixou os trabalhos mais lentos. O cronograma apresentado pelo IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) prevê agora que um lançamento completo possa ocorrer só em 2012, após o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2010, o foguete já estará em sua plataforma no Centro de Lançamento de Alcântara (MA), mas não será lançado. "Vai ser montado com todos os sistemas elétricos, já na configuração da interface do foguete com a torre, para tudo ser retestado sem ele estar com nenhuma carga explosiva", diz o coronel-engenheiro Francisco Pantoja, novo diretor do IAE.
"Essa mudança dá mais segurança, mas você tem que ter mais tempo para fazer as coisas." O combustível inflamável do VLS, diz, deve ser colocado no veículo só em 2011, e este ano não ocorrerá lançamento com trajetória completa do foguete. "Ele não vai voar como teria voado na concepção anterior", diz Pantoja, explicando que o foguete tem propulsores que funcionam em quatro estágios diferentes até entrar em órbita. "Em 2011, faríamos um teste tendo só o primeiro estágio real", afirma.
Se tudo der certo, em 2012 o VLS já poderá subir carregando um satélite experimental. Depois disso, já estaria qualificado para colocar um satélite real em órbita. Mas o cronograma já não é tão rígido.
"Se vamos colocar esse foguete pronto para ser testado é porque estamos admitindo que um novo conhecimento sobre esse sistema nós vamos obter", diz o coronel. "Eu posso perceber que alguma coisa não está boa. Aí, teremos de melhorar. É para isso que fazemos o teste. Não é só uma coisa pró-forma."
Essa postura pública de maior cautela aparentemente é uma qualidade nova no programa espacial. Um mês após o acidente de 2003, o então ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, ainda prometia que o VLS voaria até 2006, antes de acabar o primeiro mandato de Lula. Não voou.
O presidente da República poderá ainda estar no cargo quando assistir ao lançamento de um satélite, mas não com um foguete brasileiro. Amaral, que hoje dirige a empresa aeroespacial binacional que a Ucrânia montou com o Brasil, promete agora lançar o modelo ucraniano Cyclone-4 desde Alcântara até 2010. Quem deve faturar sobre o brasileiro VLS-1 é o próximo governo.

A salvo dos raios
Engenheiros estão trabalhando nesta semana nos preparativos para o teste de um dos propulsores do foguete. Será o primeiro depois de ele ter passado por uma revisão de projeto do sistema elétrico, apontado como uma possível causa do acidente com o modelo anterior. Numa operação que exige planejamento cuidadoso, um dos motores do foguete será acionado -preso a uma bancada, para não sair voando- e filmado para avaliação.
O teste deveria ter sido feito no começo deste mês, em uma instalação do CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial) em São José dos Campos, mas foi adiado porque o local tinha problemas. "Chegamos lá e vimos que o sistema de proteção contra descargas atmosféricas [raios] não estava conforme a norma", diz Pantoja.
A operação deve ocorrer agora até a segunda quinzena de setembro. "Obviamente, isso tem um custo, que é o de alongar o prazo do ensaio, e há um desgaste, porque prometemos para a sociedade fazer isso naquele momento", diz o coronel. Segundo ele, porém, a decisão foi acertada pois, naquele fim de semana, choveu na cidade e houve raios e trovões. "É melhor ter o desgaste de não realizar um ensaio no prazo do que correr risco desnecessário."
Pantoja afirma que o IEA sempre buscou esse rigor de segurança, não apenas como reação ao acidente com o VLS em 2003 às vésperas do lançamento. O relatório da comissão externa que avaliou o desastre na época, porém, mostrou que havia um ambiente de descuido na torre do foguete. Segundo o documento, era permitido que "tarefas de risco fossem realizadas juntamente com outras tarefas" e que CTA e IAE tinham "uma cultura de segurança pouco sedimentada e degradada ao longo dos anos".

Escrito por Flavio DeABel às 08h27
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FERNANDO DE BARROS E SILVA

Farsa de elite

SÃO PAULO - De Sérgio Cabral, o capitão Nascimento poderia dizer que é um fanfarrão.
O pedido do governador para que tropas federais venham atuar "o mais breve possível" na cidade do Rio durante o período eleitoral consagra uma política de segurança midiática com resultados desastrosos.


No ofício que enviou ao TSE, o governador diz que "Exército, Marinha, Aeronáutica, o que vier será bem-vindo". E acrescentou que seria "um belo presente" se ficassem na cidade após a campanha.


Entenda-se: Cabral viu na eleição uma brecha para fazer do Rio a capital do estado de emergência permanente. A sugestão de uma operação de guerra sem prazo de validade é oportunista e demagógica. Não visa proteger a população favelada de criminosos, mas oferecer às elites amedrontadas alguma sensação de segurança -ilusória, é claro.


O que fariam no Rio milhares de militares, durante semanas até as eleições? Ninguém sabe. Devemos imaginá-los espalhados pela cidade, como espantalhos verde-oliva a serviço da demofobia que se disseminou pela zona sul?
Ou pretendem que o Exército, sem nenhum treinamento para isso, assuma as funções da polícia e escale o morro para enfrentar o tráfico e as milícias nos locais indicados pela Justiça Eleitoral?


Não espantaria, nessa escalada de efeitos especiais, se o governador pedisse a Lula que as Forças Armadas esticassem até fevereiro para viver sua apoteose na Sapucaí.


Na melhor hipótese, a encenação de Cabral servirá para militarizar a eleição e desmoralizar o Exército. Na pior, estará patrocinando tragédias, como a que se viu há pouco no morro da Providência.


O governador do Rio é um vassalo da mídia hegemônica do seu Estado. Nem ele faz mais questão de disfarçar que subordinou seu governo à pauta das Organizações Globo. Cabral atua como um chefe de província. É simples assim.
Não há então com que se preocupar. A participação do Exército na eleição do Rio tem tudo a ver.

Escrito por Flavio DeABel às 08h22
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17/08/2008


VOTA QUEM QUER?

CARLOS HEITOR CONY

O voto obrigatório

RIO DE JANEIRO - Recente pesquisa divulgada na semana que acaba revelou que grande parcela do eleitorado nacional é contra o voto obrigatório. Não se trata, ainda, de maioria, mas de simples tendência que está indicando a conveniência de uma discussão formal sobre o assunto.


Uma sociedade é livre na medida em que são mínimas as exigências obrigatórias: os códigos civil, penal, de trânsito e outros de igual necessidade são suficientes para manter direitos e deveres das comunidades e dos cidadãos.


O voto obrigatório é a causa principal que cria os currais eleitorais, os votos de cabresto. Por um motivo qualquer, o cidadão não tem interesse na vida pública, por falta de educação ou por excesso dela. Obrigado a votar, para não sofrer sanções que não chegam a ser punitivas mas apenas incômodas, cumprem o chamado dever cívico com má vontade, votando em qualquer um, ou em candidatos extravagantes que nem chegam a ser candidatos, como no caso do bode Cheiroso.


Grandes massas de eleitores, sobretudo nas cidades pequenas, são facilmente manobradas por coronéis e donos de redutos que formam os grotões - tradicional fonte de votos para políticos fisiológicos que tentam a vida pública para a realização de uma carreira pessoal problemática.


Até mesmo no caso da eleição para presidente da República, quando o eleitorado recebe maiores esclarecimentos e está em jogo uma esperança, os indecisos e nauseados são cada vez em maior número, criando a realidade da "boca de urna", o voto de última hora, apenas para cumprir o dispositivo do voto obrigatório.


Nem vale a pena citar os países de tradição democrática em que votar ou não votar é um direito do cidadão livre. Sob regimes ditatoriais, a presença dos eleitores nas urnas chega a 99%.

Escrito por Flavio DeABel às 11h45
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VEJA E MAINARDI VAO INDENIZAR JORNALISTA

10/08/2008

Liberdade limitada


O colunista da revista Veja  Diogo Mainardi e a editora Abril devem indenizar, em 500 salários  mínimos, o jornalista Paulo Henrique Amorim. Diogo escreveu o artigo “A Voz do PT”, em setembro de 2006, onde acusou Paulo Henrique de ter se engajado na batalha comercial do “lulismo” contra Daniel Dantas.  No artigo, Mainardi ainda insinuou que  o jornalista estaria numa fase descendente de sua carreira. O relator do recurso, desembargador da 5ª Câmara de Direito Privado do TJ de São Paulo, Oldemar Azevedo, afirma que houve “abuso do direito de informação e da liberdade de expressão”.

Escrito por Flavio DeABel às 11h39
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GEMINADOS

Condomínios geminados são construídos em Natal

DivulgaçãoIMÓVEIS - Casas duplex geminadas é a nova opção de moradia moderna
17/08/2008 - Tribuna do Norte


Com um know how de 20 anos construindo condomínios compactos em São Paulo, a HM&C Empreendimentos lança em Natal o Villa Verde, condomínio horizontal com 12 casas duplex geminadas, que variam de 135 m² a 153 m² de área privativa, implantadas num terreno de 1.200 m². “A idéia é oferecer uma opção de moradia com todas as vantagens de uma casa, com jardim e lazer para as crianças brincarem, otimização de espaços internos e o que é melhor: acessível financeiramente”, explica o construtor Hilton Morbin.

Essa nova proposta imobiliária, que tem se confirmado um sucesso nos grandes centros urbanos do País e até do exterior, não atende apenas à classe média. Mensalmente, dezenas de condomínios de pequeno porte são lançadas no país visando a alcançar todas as classes sociais, com valores que variam de R$ 120 mil a mais de R$ 1 milhão. “O conceito de casas geminadas é muito bem aceito em função da praticidade e dos inúmeros diferenciais que oferece ao morador. A HM&C pretende lançar nos próximos anos outros condomínios horizontais compactos com unidades de diferentes metragens, buscando atender todas as necessidades de mercado”, argumenta Morbin.

Localizado na Cidade Verde, o projeto do Condomínio Residencial Villa Verde, que é financiado pela Caixa Econômica Federal, inclui 12 casas duplex que variam de 135 m² a 153 m² de área privativa, implantadas numa área de 1.200 m². Cada uma com duas suítes, sala para dois ambientes, varanda, cozinha americana e área de serviço. O condomínio conta ainda com piscina, churrasqueira, interfone, playground e garagem com portões eletrônicos. A primeira fase do empreendimento, que prevê a construção das seis primeiras casas, será concluída em setembro próximo.

Categoria: Engenharia
Escrito por Flavio DeABel às 11h33
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B.S.

Meu ABC venceu. Alegria geral, 'ABC clube do povo, campeao das multidoes...'

ABC acaba com jejum no Frasqueirão e vence CRB

17/08/2008 - TN Online


A missão que parecia fácil, foi difícil. Sem vencer no estádio Frasqueirão desde a primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o ABC conseguiu acabar com o jejum de vitórias em Natal apenas no jogo contra o lanterna CRB, no sábado (16), na última rodada do 1° turno. Vencer não foi fácil e o resultado de 1 a 0, gol de pênalti de Ronaldo Capixaba, aos 35 minutos do 2° tempo, reflete bem o que foi o jogo: apertado e equilibrado, durante quase toda a partida.

Escrito por Flavio DeABel às 11h23
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B.S.

Repercutindo a noticia divulgada nos jornais, o Vicente Serejo, sempre observador por vezes instrospectivo, e o Claudio Humberto, fiel escudeiro do Collor, que tanto alfineta o PT em sua coluna. Comecamos com Serejo.

O jornalista Vicente Serejo, do Jornal de Hoje, em sua coluna faz uma pergunta interessante:

 

VACAS

O que insinuou o senador Garibaldi Filho no seu discurso quando disse que governou com vacas magras, ao contrário da governadora Wilma de Faria que governa o Estado com as vacas gordas?

LEITE

Esqueceu que além do grande programa de adutoras ainda teve 700 milhões de dólares da venda da Cosern, ou teria o senador, num ato falho, talvez por analogia, pensado no programa do leite?

 

 

Claudio Humberto, reacionario e defensor do Collor, alfineta:

Aqui me tens de regresso

Ao testemunhar a liberação de R$ 120 milhões do governo Lula para o turismo no Rio Grande do Norte, seu estado, o presidente do Senado, Garibaldi Alves, admitiu, desolado: “Fui governador numa época de vacas magras...” A declaração foi lida como um desejo de voltar ao cargo

 

 

Serejo observa outro detalhe desta vida moderna que auxilia os bandidos de plantao:

GOLPE

Não faltava mais nada: os golpistas descobriram que o microondas apaga a letra manuscrita dos cheques e com isso preenchem com os novos valores. A nova descoberta vem de Santa Catarina.


 


Escrito por Flavio DeABel às 11h16
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Jade participa da final do salto em Pequim, em que ficou em sétimo 

Valery Hache/France Presse

Com a bandeira da jamaica, Usain Bolt faz reverência ao Ninho de Pássaro

ADALBERTO LEISTER FILHO
FÁBIO SEIXAS

ENVIADOS ESPECIAIS A PEQUIM

O Ninho de Pássaro só ouvia o helicóptero que o sobrevoava e a queima do gás da pira olímpica. Um tiro. E 9s69 depois a prova mais veloz do atletismo ganhava um novo recorde mundial, um novo campeão olímpico, um novo mito. O som seguinte seria reggae. Perfeito.
Jamaicano, 21 anos, Usain Bolt venceu ontem a final dos 100 m em Pequim com 41 passadas e baixou em 0s3 a marca que ele próprio havia estabelecido em maio. É o primeiro a correr a distância abaixo de 9s7 e protagonista da décima quebra do recorde em 20 anos.
Nos metros finais, "Lighting Bolt", ou relâmpago, apelido que ganhou quando juvenil, repetiu a cena das séries eliminatórias. Abriu os braços e festejou, como que para mostrar que pode ser ainda mais veloz.




Escrito por Flavio DeABel às 11h13
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CONSTRUCAO

CASA VAZIA

Em bairros nobres, bens ficam de 5 a 8 meses à venda, mas têm boa liquidez

Rafael Hupsel/Folha Imagem
Imóvel de alto padrão à venda em Pinheiros; compradores desse tipo de bem dão valor ao tamanho e à localização do terreno

MARIANA DESIMONE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Quem percorre zonas residenciais na cidade de São Paulo, em bairros como Alto de Pinheiros, Pacaembu ou Morumbi, encontra uma grande quantidade de placas de "vende-se" ou "aluga-se".
Engana-se, porém, quem pensa que aquelas casas, que chegam a ter área construída de 400 m2 e preços que vão de R$ 500 mil a mais de R$ 3 milhões, costumam ficar às moscas por muitos anos.
Esses imóveis, fora de condomínios fechados e com um metro quadrado que varia de R$ 4.000 a R$ 6.000, atraem compradores que "valorizam sobretudo a localização e o tamanho do terreno", aponta Michael Bamberg, dono da consultoria imobiliária Bamberg.
As propriedades costumam levar de seis a oito meses, em média, para serem negociadas (leia mais na pág. 2). "As mais baratas têm maior liquidez, principalmente se o entorno é bom", aponta Amilton Rosa, diretor comercial da imobiliária Coelho da Fonseca.
"O que influencia na liquidez é principalmente a localização. Casas mais próximas do estádio do Morumbi, por exemplo, apresentam esse problema [demoram mais para serem vendidas]", exemplifica.
O que afugenta os compradores, no caso, é a movimentação de pessoas e de veículos em dias de jogos ou de eventos.
Pela lógica da oferta e da procura, muitas casas vazias fora de condomínios sinalizariam preços em declínio -mas isso não corresponde à realidade.
Os preços não se alteraram nos últimos anos, afirma Bamberg. Um fator que dificulta a venda é a avaliação superestimada do bem; a má conservação também diminui a liquidez.

Perfis
Em relação aos compradores do Morumbi, foi percebido um outro tipo de mudança: a diminuição da faixa etária.
"Hoje quem compra essas casas são jovens que já têm uma vida profissional sólida", argumenta Bamberg.
O diretor de marketing da Local Imóveis, Hamilton Silva, afirma que os proprietários que colocam esses imóveis à venda estão em outra faixa etária.
"São pessoas mais velhas, que já criaram seus filhos. O imóvel fica grande demais para elas, que partem para apartamentos e casas menores no mesmo bairro."
Já Vicente Todaro, diretor administrativo da imobiliária Kauffmann, oferece uma descrição dos que procuram grandes casas no Alto de Pinheiros.
"Lá, os compradores, em geral, querem que seus filhos freqüentem a mesma escola em que eles estudaram", diz.
Para Bernd Rieger, consultor do mercado imobiliário, executivos que já moraram fora do país não sentem tanto o preço desses imóveis.
"Uma casa de alto padrão de 300 m2 custa o dobro [das de São Paulo] em Paris ou Londres e chega a custar cinco vezes mais em Moscou ou Tóquio", calcula.

Categoria: Engenharia
Escrito por Flavio DeABel às 09h16
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Esquadrão intermediário

Na briga entre não-"populares", Corsa anda mais, C3 vence em custo/benefício, e Gol "bebe" menos

Marcelo Justo/Folha Imagem
207 e C3 (1º plano) chegam juntos às
revendas; Sandero (2ª fila à esq.) e
Gol também são novos; em
último plano, Corsa e Fista


JOSÉ AUGUSTO AMORIM
EDITOR-ASSISTENTE DE VEÍCULOS

Você acha o Chevrolet Corsa pesado demais para um motor 1.0, mas suas economias não são suficientes para um Volkswagen Golf? Então a saída é comprar um carro pequeno com propulsor 1.6 ou 1.8.
Mas é preciso fazer algumas considerações antes de entrar num mercado que viu, desde novembro até hoje, a chegada do Renault Sandero, do novo Volkswagen Gol, do Peugeot 207 e do Citroën C3 reestilizado. Eles brigam com o Chevrolet Corsa (de 2002) e o Ford Fiesta (redesenhado em 2007).
Antes de mais nada, o consumidor deve separar os "populares" mais potentes -Fiesta, Gol e Sandero- e os médios "encolhidos", caso do C3, que agora pode ser equipado com ar-condicionado digital e acionamento automático de faróis e limpador de pára-brisas.
Para encarar o 207, deve-se ignorar qualquer tipo de orgulho nacional. A Peugeot uniu a frente do 207 europeu e a traseira retocada do 206. O carro feito em Porto Real (RJ) ficará restrito ao mercado brasileiro.
Já o comprador do Corsa precisa gostar do visual da versão SS, a única disponível com o motor 1.8. Os bancos, por exemplo, têm detalhes vermelho-alaranjados, e a carcaça dos retrovisores é cromada.
Seu preço de tabela (R$ 45.792) é o mais alto dos seis compactos, mas ele não traz os freios com ABS (antitravamento), EBD (distribuição da frenagem) e AFU (assistência à frenagem de emergência) do C3.
Por outro lado, o Sandero é o mais barato. Por R$ 32.690, a Renault encontrou a fórmula entre preço baixo e espaço interno. Qualquer conforto, no entanto, é esquecido: não há nem sequer ajuste interno dos retrovisores nessa versão.

Na frente
Na pista de testes, o motor 1.8 do Corsa torna o modelo imbatível -ele é o de maior cilindrada, mas tem só um cavalo a mais que o 1.6 16V da dupla C3-207. Na retomada de 100 km/h a 140 km/h, por exemplo, ele é 10,42s mais rápido que o Fiesta.
Mas andar na frente não significa tudo. A relação custo/benefício do C3 é a melhor, e o Gol tem o consumo mais baixo.

INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA
0/xx/11/4239-3092
www.maua.br

Escrito por Flavio DeABel às 09h13
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LOUISE AGUIAR ESCREVE:

Tempo dos preços altos acabou!

O tempo de pagar caro por um imóvel em Natal acabou. A saída dos estrangeiros do mercado imobiliário potiguar - afetados, em grande parte, pela crise que se instaurou nos Estados Unidos e Europa - tem contribuído para baratear o custo de casas e apartamentos, desde a compra do terreno por parte das construtoras até a aquisição do bem pelo consumidor. A diferença pode ser constatada nos números. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em convênio com a Caixa Econômica Federal, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), o custo médio por metro quadrado no Rio Grande do Norte foi de R$ 560,07 em julho, o mais barato do país. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon) e diretor da construtora Ecocil, Sílvio Bezerra, o recuo dos investidores internacionais é a principal razão para o mercado norte-rio-grandense estar praticando preços mais ‘‘realistas’’.

Bezerra argumenta que os preços subiram nos últimos três anos porque os empresários locais disputavam áreas territoriais com os estrangeiros, que pagavam muito mais caro e em euro. Só que cerca de seis meses atrás, quando a crise americana começou a atingir principalmente a Espanha, esses investidores foram ‘‘desaparecendo’’ do mercado potiguar. ‘‘Os preços dos terrenos estavam muito altos e a consequência era um preço de venda mais caro. Com essa recuada dos estrangeiros, está começando a aparecer negócios mais realistas’’, destaca. Ainda que alguns empresários de fora tenham optado por sair do nicho potiguar, a oferta de imóveis permanece grande em todo o estado. Ainda segundo o presidente do Sinduscon, ‘‘tem pra todo gosto e de todos os preços’’.

Outro bom desdobramento da saída dos estrangeiros, aponta Bezerra, é o fato de acabar sobrando mais áreas para os empresários locais investirem e pagarem um preço de acordo com o mercado. Em Ponta Negra, por exemplo, o metro quadrado já não custa os R$ 4 mil de antes. Conforme explica o empresário, no mesmo bairro, é possível ver paredes de casas pintadas com os dizeres ‘‘vende-se este terreno em euro’’. Mas para Bezerra, não há mais quem compre essas áreas. ‘‘Acho que não tem mais gente pra comprar não. E se não tem mais o gringo pra pagar, tem que voltar pra realidade local do preço em real’’, opina.

Louise Aguiar
Da equipe de O Poti

Escrito por Flavio DeABel às 08h17
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CHUVAS INTENSAS

Chuvas podem ser mais intensas a cada ano

Ana Amaral/DN
Temporais em Natal serão ainda maiores nos próximos anos, segundo cientistas
Natal deve sofrer cada vez mais com temporais e enchentes ao longo dos próximos anos. A junção entre os efeitos do aquecimento global e a urbanização desordenada pinta um cenário sombrio para a questão do clima na cidade. Em agosto, a capital potiguar sofreu as chuvas mais intensas dos últimos 38 anos. Foram 315,1 milímetros até a última quarta-feira, um verdadeiro ‘‘massacre’’ pluviométrico para um centro urbano que, de acordo com especialistas da área, só tem capacidade de suportar até 120 milímetros por dia. O excesso de precipitações provoca caos na infra-estrutura urbana, com ruas alagadas, famílias desabrigadas e um agravamento na contaminação da água, em função da falta de tratamento adequado.

O geógrafo Gustavo Szilagyi culpa a emissão de calor da região pela quantidade de chuvas. ‘‘O aquecimento global é um ciclo natural da Terra, que está sendo agravado pelo comportamento humano, sobretudo o aumento da emissão de poluentes e de calor na atmosfera, e a redução das áreas verdes. Esse conceito também se aplica localmente. Numa cidade com cada vez mais fumaça e asfalto, e menos verde, a tendência é que se aumente o calor emitido, e isso volta para nós em forma de chuva’’, decreta.

Szilagyi teme que temporais como a da semana passada (que foi o mais intenso na cidade desde 1970) tornem-se mais rotineiros, num futuro próximo. ‘‘Nesse caso, precisaremos discutir como é que a cidade vai suportar isso. Todos os projetos de drenagem de Natal são feitos para que se suportem 120 milímetros em 24 horas. Na semana passada, houve um período em que choveram mais de 230 milímetros em menos de 36 horas’’, expõe.

O metereologista Gilmar Bistrot, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), acha que a população natalense pode ficar mais tranqüila com relação aos próximos dias. ‘‘Ao longo de toda a segunda quinzena de agosto, teremos menos dias de chuva e menor volume de chuva em cada um desses dias’’, explica.

Na opinião dele, o fenômeno climático pode ser creditado a uma coincidência de fatores, que inclui o comportamento dos oceanos e os ciclos de atividade do Sol. Segundo o especialista, a quantidade de manchas negras na superfície do astro reduz e aumenta ciclicamente, e essa oscilação se reflete em mudanças no nosso clima. ‘‘No momento, o Sol vive uma fase de poucas manchas. Por isso, o astro emite mais calor para a Terra. A água dos oceanos acumula esse calor, mas só até certo ponto. Quando os oceanos liberam o calor em forma de vapor d’água, as chuvas fortes acontecem’’, descreve. Na visão de Bistrot, os efeitos diretos do aquecimento global especificamente sobre a quantidade de chuvas ainda não estão completamente esclarecidos. Ele concorda, porém, que a emissão cada vez mais intensa de calor, em função de fatores naturais ou gerados pelo homem, poderá se refletir em mais chuvas intensas - como a que ocorreu em agosto -, ao longo dos próximos anos.

Bistrot pondera, entretanto, que um novo aumento na quantidade de manchas solares, mudança prevista para começar por volta de 2012, pode ajudar a reverter a deixar o clima menos chuvoso. ‘‘Com menos vapor sendo emitido pelo mar, essa quantidade de chuvas pode dimunuir, mas isso também vai depender de um número grande de fatores climatológicos’’, diz.

Categoria: Engenharia
Escrito por Flavio DeABel às 08h04
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