Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


30/04/2009


BS 21147

BOLETIM SERIDOENSE

Nesta edicao transcrevemos materias da Folha de SP e Boletim Mineiro, inclusive neste ultimo, as indicacoes de links com boas leituras para entender o momento atual

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Serido - Na nossa regiao a sangria dos acudes publicos e privados nos trazem alegrias e alguns problemas. Alegrias por ver tudo verde, vicejando com incrivel forca da mae natureza. Lamentamos nao haver um esforco concentrado do poder publico para fixacao do homem no campo. Hoje temos todas as facilidades tecnologicas para ocupar o campo com mais eficiencia. Telefone, televisao e internet ja eh possivel no campo.

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Infelizmente, por exemplo, nao vemos boas ofertas de tratores medios e pequenos para quem quer investir na producao rural. Pelo contrario, vemos muitos carros nas lojas. O governo nao fala em reduzir o IPI dos tratores? Nao vi falar nada. Lamentavel.

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STF - A crise na Suprema Corte causada pelo bate boca dos ministros mostra-nos como anda a justica. Uma falta de sintonia. O problema externado pelos ministros divide nosso Brasil. Os que apoiam o ministro Joaquim Barbosa e os que preferem o Presidente Gilmar Mendes. A turma do deixa disso age e a crise é abafada. O ministro Joaquim manifestou seu descontentamento com a atuacao despótica do Presidente Gilmar, conforme reportou a revista Carta Capital desta semana.

4. Manifesto online apoia ministro Joaquim Barbosa
Mais de mil pessoas já assinaram o manifesto que apoia o ministro Joaquim Barbosa
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38387&lang=PT

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5. Brasil - Dallari: Gilmar Mendes pratica 'coronelismo' no Supremo*
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38373&lang=PT
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6. Mário de Oliveira: Seis juízes do STF trabalham para Gilmar
Mário de Oliveira (23/04/2009 - 21:04) Você já entrou no site do IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público, que é de propriedade do Ministro Gilmar Mendes? Entre os professores desse instituto estão os senhores Eros Roberto Grau, Marco Aurélio Mendes de Faria Mello, Carlos Ayres Britto, Carlos Alberto Menezes Direito e a senhora Cármen Lúcia Antunes Rocha (cinco Ministros do Supremo). Ou seja, alguns dos Ministros do Supremo também são funcionários, empregados, prestadores de serviço ou contratados, seja lá como possa ser definida legalmente, a relação deles com o IDP do Presidente do Supremo. Também está na relação o Ministro Nelson Jobim. Será que não estariam ética e moralmente impedidos de se manifestarem acerca do entrevero Joaquim Barbosa X Gilmar Mendes? Nesse caso, não há conflito de i... Leia aqui o restante da matéria!
http://www.viomundo.com.br/denuncias/mario-de-oliveira-seis-juizes-do-stf-trabalham-para-gilmar/

Gripe Suína - Continua amedrontando a todos. O mundo se preocupa e traça estrategias para o combate ao mal. Como o setor publico agirá, eficientemente ou nao, saberemos logo adiante. Uns acham exagero da mídia, da televisao. Outros se previnem. Aqui em Caico algumas pessoas chegaram a usar a mascara que, segundo alguns, perde a eficacia apos duas horas de uso.

 

Escrito por Flavio DeABel às 21h10
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BOLETIM MINEIRO

NOTICIAS
1. A Prefeitura Municipal de Sabará através da Secretaria de Cultura, tem o prazer de convidá-los para I Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial.
Programação
17h – Credenciamento e Café
18h – Abertura
Prefeito Municipal de Sabará – William Borges
Vice Prefeito Municipal de Sabará – Argemiro Ramos
Comissão Coordenadora e Executiva: Kelly Cardozo – Gerente de Patrimônio – Sec. Mun.Cultura; Terezinha Berenice de Sousa van Stralen – Vereadora - Pres. Com. de Direitos Humanos e Defesa Social; Maria de Lourdes Santos Ida – Presid. Clube Mundo Velho.

18h30 – Palestra

Diretrizes Nacionais e Estaduais da Promoção da Igualdade Racial – Clever Machado / Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social – SEDESE;
Promoção da Política da Igualdade Racial Local – Wilson Keyroga / MONABANTU/MG.

19h – Debate

19h15 – Formação dos Grupos de Trabalhos

1 – Cultura;
2 – Direitos Humanos e Segurança Pública;
3 – Educação;
4 – Saúde.

20h – Plenária – Apresentação dos Trabalhos
20h30 – Debate
21h – Eleição dos Delegados e da Comissão Coordenadora e Executiva da Criação do Conselho da Promoção da Igualdade Racial.
22h – Encerramento.

Melhores informações e confirmação da presença:
Secretaria Municipal de Cultura - 3671.1780/3671. 4278;
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2. Foram publicados no Diário oficial do Estado de São Paulo, de 23 de abril, os editais para o concurso de professores para a USP, cadeiras de Historia Moderna, História Iberica e Historia da Ciência.
Demais informações podem ser obtidas no Serviço de apoio acadêmico da FFLCH-USP, ou pelos telefones (011) 3091.4590 ou 3091.4621.

3. Começou ontem na Casa Fiat de Cultura, uma série de palestras. Todo mês haverá uma. Estão previstas: 28 de maio "Geração Guignard"; 18 de Junho "Arte de Contestação"; 25 de Junho"Arte se ensina"?; 30de julho " Arte do povo no Brasil nos séculos 20 e 21"; 27 de Agosto " Conexão Internacional"; 10 de setembro" Diálogos Estéticos"; 24 de setembro" Arte pela História - imagens da mestiçagem do Brasil dos séculos 17 ao 20"; 22 de outubro" Arte e o Mercado"; 26 de novembro" Artista Híbrido". O evento denomina-se " Ciclo de palestras Arte em dez Tempos” (título da exposição que começou ontem e vai até dia 26 de novembro).
site da casa fiat de cultura para mais informações:
www.casafiatdecultura.com.br

Escrito por Flavio DeABel às 20h52
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O PATRAO GILMAR MENDES

6. Mário de Oliveira:

Seis juízes do STF trabalham para Gilmar
Mário de Oliveira (23/04/2009 - 21:04) Você já entrou no site do IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público, que é de propriedade do Ministro Gilmar Mendes?

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Entre os professores desse instituto estão os senhores Eros Roberto Grau, Marco Aurélio Mendes de Faria Mello, Carlos Ayres Britto, Carlos Alberto Menezes Direito e a senhora Cármen Lúcia Antunes Rocha (cinco Ministros do Supremo).

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Ou seja, alguns dos Ministros do Supremo também são funcionários, empregados, prestadores de serviço ou contratados, seja lá como possa ser definida legalmente, a relação deles com o IDP do Presidente do Supremo.

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Também está na relação o Ministro Nelson Jobim. Será que não estariam ética e moralmente impedidos de se manifestarem acerca do entrevero Joaquim Barbosa X Gilmar Mendes? Nesse caso, não há conflito de i... Leia aqui o restante da matéria!
http://www.viomundo.com.br/denuncias/mario-de-oliveira-seis-juizes-do-stf-trabalham-para-gilmar/

Escrito por Flavio DeABel às 20h43
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BOLETIM MINEIRO

NAVEGAR É PRECISO


1. Não perca o Café história de vista nesta quarta-feira:

MISCELÂNEA
Conheço o trabalho do britânico Mike Stimpson, que reproduziu em Lego as principais imagens do século XX. O resultado é surpreendente e pode ajudar no ensino de história.
CINEMA & HISTÓRIA
O Ovo da Serpente, de Igmar Bergman.
VÍDEOS
Conheça quem são os soldados judeus brasileiros da FEB.
FÓRUNS
Como tematizar o conteúdo nas escolas públicas?
ENQUETE
Qual filósofo possui maior importância em sua formação como historiador?

MISCELÂNEA
Café história indica texto de Michel Foucault, o homem das mil faces.
CAFÉ & CINEMA
O argentino "O Abraço Partido" discute a crise econômica de 2002.
GALERIA CAFÉ
Saiba quem é o pintor alemão, residente em Paris, que vem fazendo sucesso no mundo inteiro.
FÓRUM
Quais as representações políticas da Revolução dos Cravos hoje?
Como tematizar o conteúdo nas escolas públicas?
VÍDEOS
Dança de Bon Odori em ITATI - RS
Chernobyl: Primeiro Vídeo aéreo do acidente
CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS
Chernobyl: a tragédia 23 anos depois
Retrato de Tiradentes foi idealizado, afirma historiador
SLIDESHOW
Crises e Revoluções no Século XIV
Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com
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2. Nos bastidores, Mendes é criticado no STF e no CNJ - Yahoo! Notícias
http://br.noticias.yahoo.com/s/24042009/25/politica-nos-bastidores-mendes-criticado-no.html
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3. Lei de Proteção Integral às Mulheres já está em vigor
Lei de Proteção às Mulheres pretende erradicar violência em todo o país
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38382&lang=PT
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4. Manifesto online apoia ministro Joaquim Barbosa
Mais de mil pessoas já assinaram o manifesto que apoia o ministro Joaquim Barbosa
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38387&lang=PT
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5. Brasil - Dallari: Gilmar Mendes pratica 'coronelismo' no Supremo*
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38373&lang=PT
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6. Mário de Oliveira: Seis juízes do STF trabalham para Gilmar
Mário de Oliveira (23/04/2009 - 21:04) Você já entrou no site do IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público, que é de propriedade do Ministro Gilmar Mendes? Entre os professores desse instituto estão os senhores Eros Roberto Grau, Marco Aurélio Mendes de Faria Mello, Carlos Ayres Britto, Carlos Alberto Menezes Direito e a senhora Cármen Lúcia Antunes Rocha (cinco Ministros do Supremo). Ou seja, alguns dos Ministros do Supremo também são funcionários, empregados, prestadores de serviço ou contratados, seja lá como possa ser definida legalmente, a relação deles com o IDP do Presidente do Supremo. Também está na relação o Ministro Nelson Jobim. Será que não estariam ética e moralmente impedidos de se manifestarem acerca do entrevero Joaquim Barbosa X Gilmar Mendes? Nesse caso, não há conflito de i... Leia aqui o restante da matéria!
http://www.viomundo.com.br/denuncias/mario-de-oliveira-seis-juizes-do-stf-trabalham-para-gilmar/
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7. Brasil - Rede Globo e Daniel Dantas: um caso de polícia
(Osvaldo da Costa)
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38358&lang=PT
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8. EUA apostam na ‘cooptação’ e nos discursos pela paz para reforçar imperialismo
Escrito por James Petras
WWW.correiocidadania.com.br
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9. a) Cada vez fica mais claro que, se não conseguir emplacar uma candidatura que derrote a indicada pelo presidente Lula, a saída pela direita de nossa oligarquia é um golpe de Estado via Judiciário.
O Idelber fez uma excelente postagem (desculpe a redundância) em seu blog sobre o golpe jurídico no Maranhão. Não colo e posto aqui, porque prefiro que você dê um pulo lá e leia não apenas o texto do Idelber, mas os comentários, que muito enriquecem a postagem.
b) Ditabranda abriu a caixa de Pandora da Folha
Depois que tentou se autoindultar, transformando em ditabranda a ditadura que serviu, a Folha deixou aberta a caixa de Pandora e todos os seus podres parecem vir à tona de uma vez.
c) O que é a gripe suína? Ela pode chegar aqui? Como se proteger?
Que tal nos informarmos direitinho sobre essa epidemia, que pode se transformar em pandemia, antes que sejamos inundados por informações alarmistas da mídia porcorativa?
WWW.blogdomello.blogspot.com
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10. Cúpula das Américas
Mudança real na relação entre Estados Unidos e América Latina?
Latinoamericanos comemoram "vitória política", enquanto EUA inauguram "doutrina Obama": “ouvir e não só falar” –
WWW.brasildefato.com.br
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11. Internacional
Gol e jogo bruto (1)
Luiz Eça
Primeiro de dois artigos sobre o início da ‘nova política externa’ americana na América Latina e no Oriente Médio.
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3207/51/
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12. Vida, luta e martírio do sargento Manoel Raimundo Soares (3)
Mario Maestri e Helen Ortiz
Terceira das quatro partes de artigo a respeito do oficial paraense do Exército e as lutas, internas e externas às Forças Armadas, na instauração da ditadura no Brasil.
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3209/9/
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13. Está 'no ar' a nova edição da Revista Tela critica
Site da Revista
http://www.telacritica.org/telacritica05revista.htm
site do Tela Critica
http://www.telacritica.org/
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14. Trem descarrilado Revista CH 258

Escrito por Flavio DeABel às 20h40
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BOLETIM MINEIRO

VALE A PENA LER

1.
O FUTURO DA AMÉRICA

Simon Schama
Partindo da acirrada eleição presidencial de 2008, que culminou com a vitória de Barack Obama, Simon Schama reflete sobre personagens e eventos da história dos Estados Unidos e mostra como os antagonismos há muito fazem parte da sociedade americana.

2. Historia Viva n. 67. Dossiê sobre os Campos de concentração no Brasil.
Artigos principais: Cristovão Colombo chinês – Rui Barbosa, o herói da classe média – Israel-Palestina: as origens de uma guerra sem fim – Os animados cemitérios medievais – As crianças seqüestradas pela ditadura argentina – Padres x xamãs nas missões jesuíticas – Lascaux, a capela sistina da pré-historia.

3. BBC Historia n. 9 – O tema é Mundo grego. Dos deuses e mitos às guerras e heróis. O legado imortal no campo das idéias – A invenção da democracia – Esparta, além do estereotipo – A cultura grega perpetuada na arte – Grandes ícones: Socrates, Alexandre Magno e muito mais.

Escrito por Flavio DeABel às 20h38
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PENSANDO UM POUCO

BOLETIM MINEIRO em

LEITURAS DA FOLHA

Quando o "erramos" pretende encobrir a fraude
Por Sylvia Moretzsohn em 28/4/2009

A controvérsia iniciada pela Folha de S.Paulo em 5 de abril, com a extensa matéria que vinculava a atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao planejamento do sequestro do então ministro Delfim Netto, em 1969, atingiu um novo patamar com o texto publicado sábado (25/4). O título, oblíquo, dissimula: "Autenticidade de ficha de Dilma não é provada". Ali o jornal – em matéria enviada pela sucursal do Rio, e não produzida na sede – reconhece dois "erros": o crédito, como "Arquivo [do] Dops", dado à reprodução de um documento que, na verdade, fora enviado por e-mail à repórter, e o fato de haver tratado como autêntica uma ficha cuja origem não podia comprovar.
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Este Observatório reagiu com agilidade à matéria, acusando no dia seguinte o "erramos envergonhado" e afirmando: "Folha publicou ficha falsa de Dilma". No entanto, errou, também, duplamente: primeiro, ao dizer que o jornal havia reconhecido ser "falsa" a tal ficha; segundo, e mais importante, ao tratar como "erro" algo que é evidentemente uma fraude. Delimitar com clareza a distinção entre uma coisa e outra é fundamental para uma crítica justa, dadas as implicações – jurídicas, inclusive – que cada uma dessas práticas importa.
As diferenças entre erro e fraude
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Erro, como se sabe, é algo casual, involuntário, que "acontece". Pode ser banal e irrelevante, pode ser grave, gravíssimo e produzir consequências catastróficas, pode resultar de incompetência ou de informações insuficientes, mas será sempre um acidente. É, como se costuma dizer, uma característica da espécie humana. No caso do jornalismo, o ritmo sempre acelerado de produção, aliado ao irracionalismo que domina a competitividade na era do "tempo real", costumam ser a principal justificativa – quando não a desculpa – para os erros que se multiplicam no noticiário cotidiano. Foi um erro, por exemplo, o anúncio da queda do avião da Pantanal em São Paulo, em maio do ano passado; foi um erro assumir como verdadeira a denúncia da brasileira que teria sido torturada por skinheads na Suíça.
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Não é o caso dessa história sobre a ficha da ministra: desde sempre, a Folha sabia da origem do documento e também sabia que não havia confirmado sua autenticidade. No entanto, vendeu-o como fidedigno e falseou a fonte. Não apenas no minúsculo "Arquivo Dops" que aparece como crédito, mas no escancarado FICHA DE DILMA ROUSSEFF NO DOPS, menor apenas que o título da chamada de capa da edição de 5 de abril.
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Obrigada a recuar, diante das investigações realizadas por iniciativa da própria Casa Civil, que demonstraram a inexistência daquele modelo de ficha no Arquivo Público de São Paulo, e da carta que a ministra escreveu ao ombudsman, a Folha optou pelo contorcionismo verbal – para não dizer ético – e acusou um singelo "erro técnico" na classificação dos documentos utilizados para a reportagem, que teria originado a identificação equivocada da fonte.
É verossímil que uma reportagem que custou quatro meses de pesquisa – segundo artigo neste mesmo Observatório ["
Uma releitura da Folha e da fonte", em 8/4] – possa descurar de algo tão elementar como a catalogação correta daquela ficha?
Pérola de cinismo
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Já muito se especulou sobre as intenções dessa reportagem. É muito óbvio que, se o jornal estivesse comprometido com o nobre propósito de zelar pela "memória da ditadura", não teria qualquer motivo para explorar a figura da ministra: afinal, todas as informações sobre o planejamento do sequestro-que-não-houve foram dadas por Antonio Espinosa, o comandante militar da organização guerrilheira. Como argumentou o ombudsman em sua primeira crítica sobre a matéria, o correto seria utilizar como ilustração a ficha de Espinosa.
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Mas quem conhece Espinosa?
Por outro lado, quem desconhece Dilma?
Então é muito óbvio: a título de "memória da ditadura", o jornal alardeia, jogando com o tamanho das letras: "Grupo de DILMA planejou sequestro de DELFIM NETTO". E "ilustra" a chamada com a reprodução da tal ficha policial.
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É óbvio demais: a publicação de fotos ou cópias de documentos só se justifica como comprovação de fatos. Por isso, precisam ser fidedignos. x
Porém a Folha decidiu publicar um documento cuja origem desconhece e que "está circulando há mais de um ano pela internet". Entretanto, só nos diz isso agora, desculpando-se pelo "erro", que nem foi tão grave assim: afinal, a autenticidade "não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada".
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Esta pérola de cinismo – esse cinismo que campeia nas redações e que exige de todos os que vivem ou passaram por essa experiência um estômago de avestruz para discutir a sério tais argumentos –, esta pérola de cinismo tem, no entanto, efeito oposto ao pretendido: só ajuda a escancarar a fraude, que induz o público a erro e o leva a duvidar do jornal que lê.
Testando hipóteses
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Todo mundo sabe que o principal capital de um jornal é a sua credibilidade. Todo mundo sabe que vender gato por lebre é fraude. Nem se fale do ponto de vista ético, mas dos interesses mais comezinhos de sobrevivência, que orientam qualquer comerciante em seus cálculos. Por isso, o espanto: sabendo que seria inevitável a descoberta da fraude, como foi possível tamanha irresponsabilidade?
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Talvez a resposta esteja na já famosa teoria do teste de hipóteses, como observaram aqui mesmo, em comentário, o professor Samuel Lima e, em seu blog, o jornalista Luiz Carlos Azenha: a Folha estaria apenas testando a hipótese da autenticidade do documento – bem de acordo, aliás, com outra hipótese, tão cara ao "jornalismo colaborativo", de publicar primeiro e confirmar depois. De minha parte, sugiro outras duas. A primeira (da matéria original): a principal fonte implicada, uma ministra de Estado, não iria correr atrás da informação; a segunda (do atual "erramos"): o público é idiota.
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Tão idiota que nem deve ter notado a ausência de um mísero registro desse "erramos" na capa, como seria compatível com um mínimo critério de proporcionalidade. Tão idiota que pode, por isso mesmo, ser convencido de que a autorregulação é mesmo o melhor caminho para a garantia de uma imprensa livre, democrática e responsável. Tão idiota que não deve achar necessário o esclarecimento cabal desse escândalo
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Esta matéria foi publicada no Observatório da Imprensa

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 20h32
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Boletim Mineiro

Escrito por Flavio DeABel às 20h29
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RENATA LO PRETE

Painel

RENATA LO PRETE -
painel@uol.com.br

Água no pré-sal

Entrou areia no plano hollywoodiano da Presidência para transmitir amanhã, ao vivo em alto-mar, com a presença de Lula e Dilma Rousseff, a primeira extração de petróleo do pré-sal no campo de Tupi. A segurança vetou a ida do presidente tanto de navio da Marinha como de helicóptero. As duas missões precursoras que foram testar as condições para a operação fracassaram. O helicóptero Esquilo, de menor porte, que levaria as autoridades do navio à plataforma, não conseguiu pousar. A meteorologia prevê ondas de até quatro metros. Sem o mesmo apelo midiático, a extração será comandada pelo ministro Edison Lobão e pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Lula e Dilma participarão da solenidade em terra.




Sem foto. O encolhimento da festa do pré-sal jogou um balde de água fria na comunicação do governo. Pesquisas indicam recall da imagem de Lula sujando o macacão de Dilma no campo de Jubarte.

Dramin. Alheias ao rigoroso protocolo de segurança presidencial, as equipes da EBC e do canal corporativo da Petrobras viajam hoje até a plataforma. Vão transmitir a extração, mesmo na ausência dos personagens principais.

Tenho dito. Dilma Rousseff não confirma nem desmente a informação de que já teria se submetido à primeira sessão de quimioterapia: "Comuniquei ao público tudo o que era necessário, e não deixarei de transmitir informações que possam ajudar outras pessoas. Mas não vou transformar meu tratamento em espetáculo".

Veja bem. Dias depois de dizer a Erenice Guerra que seria ela a indicada do Planalto para vaga no TCU, Lula conversou com Dilma, a quem deu prognóstico diferente: não seria fácil bater o martelo em favor da número dois da Casa Civil, pois muitos aliados preferem o ministro José Múcio (Relações Institucionais).

Força maior. Uma vez revelada a doença da ministra, defensores da ida de Múcio para o TCU lançaram na praça um novo argumento: na ausência dela, seja para se tratar, seja para fazer campanha eleitoral, Erenice teria se tornado imprescindível na Casa Civil.

Conta outra. Mas quem conhece o Planalto aposta que não será esse o fator decisivo na escolha entre Erenice e Múcio. Dado o peso de Dilma no governo, é improvável que Erenice venha a responder por mais do que uma parcela das atribuições da ministra.

Homenagem. Os dois anos da morte de Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, foram lembrados ontem no Senado. José Sarney (PMDB-AP) se referiu ao empresário como "um velho e grande amigo da vida inteira". "Ele será sempre maior do que todas as homenagens que façamos à sua pessoa."

Check-in. Além de ficar com as milhagens das passagens pagas com dinheiro público, deputados também repassam à Casa valores pagos pela taxa de embarque. Uma das formas de pagamento é a própria verba indenizatória.

Balançou. Na conversa reservada que teve com o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, confessou que, embora vá manter internamente o discurso anti-EUA, está "encantado" com Barack Obama.

Anos 70. O governador José Serra (PSDB-SP) concede neste domingo a Ordem do Ipiranga ao ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, pelas posições de defesa dos direitos humanos durante a ditadura brasileira.

Perspectiva. Ex-ministro do Supremo, Sepúlveda Pertence tem ouvido de amigos que seus embates com Moreira Alves, na época vistos como muito acalorados, "parecem um minueto" à luz das refregas de hoje no STF.

Tiroteio

"O tal do Zoghbi não me procurou, e se procurasse eu não ajudaria. Ele merece um processo administrativo, e não uma simples sindicância."


De ROMEU TUMA (PTB-SP), sobre as movimentações do ex-diretor de RH do Senado João Carlos Zoghbi para evitar sua demissão sumária.

Contraponto

Critério técnico

Na véspera de atingir a marca de mil discursos no Senado, Mão Santa (PMDB-PI) fez um longo pronunciamento no qual homenageava o empresário pernambucano João Santos e pedia um voto de pesar por sua morte. Foi interrompido por Antonio Carlos Valadares (PSB-SE):
-Quero aproveitar e enaltecer o senador Mão Santa, que completa hoje mil discursos!
-Não, é amanhã!-reagiu prontamente o peemedebista.
-Ué, o discurso de hoje não será computado?
Mão Santa hesitou um pouco e então explicou:
-Não! Só valem os que eu faço na tribuna!


com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Categoria: Politica
Escrito por Flavio DeABel às 20h21
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STF

 

 

 

Após bate-boca, Mendes é elogiado no STF

Na primeira sessão depois da discussão com Barbosa, ministro é homenageado por ter completado um ano à frente da corte


Em seu discurso, Celso de Mello classificou Mendes de magistrado "fiel ao interesse público"; Barbosa não estava presente ontem

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A primeira sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) após a dura discussão da semana passada foi transformada em um ato de solidariedade ao ministro Gilmar Mendes, encabeçado pelo decano Celso de Mello, que fez um discurso de 25 minutos elogioso à atuação do colega em seu primeiro ano como presidente da corte.
Apesar dos elogios, Mello disse que o tribunal é maior do que os seus ministros.
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A homenagem foi seguida pelos demais ministros presentes, com exceção de Marco Aurélio Mello, que não se pronunciou. Faltaram à sessão os ministros Joaquim Barbosa, que faz exames médicos, e Cezar Peluso.
Mendes foi protagonista de um bate-boca sem precedentes na história recente do tribunal com Barbosa. Este afirmou, na ocasião, que o presidente está "destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro" e, ao pedir respeito, disse que Mendes não estava falando com seus "capangas de Mato Grosso".
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Os outros ministros que se pronunciaram se limitaram a dizer poucas palavras. Carlos Ayres Britto, por exemplo, fez questão de dizer que a gestão de Mendes é consequência do "excelente trabalho da ministra Ellen Gracie". Já Eros Grau cumprimentou o "sucesso de mandato" de Mendes e disse que o colega "honra" o STF.
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xNão é comum pronunciamentos de homenagem à metade da gestão de um presidente da corte. Tal ato não ocorreu no mandato da antecessora de Mendes, Ellen Gracie.
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Ontem, Celso de Mello disse que os eventos e as realizações de Mendes durante o último ano -os quais foram listados em seu discurso- "representam, só por si, a atestação de sua atuação como magistrado responsável e fiel ao interesse público e à causa da Justiça".
Ele, porém, fez algumas advertências a Mendes, ao dizer que a corte "não julga em função da qualidade das pessoas ou de sua condição econômica, política, social ou funcional" e ao afirmar que o tribunal "é mais importante do que todos e cada um de seus ministros".

04.out.07/Folha Imagem
Mendes assumiu como ministro do STF em 2002, indicado pelo então presidente FHC
Mendes assumiu como ministro do STF em 2002, indicado pelo então presidente FHC

Críticas
O atual presidente do STF tomou posse em abril do ano passado e deve ficar no cargo até abril de 2010. Nos últimos 12 meses, criticou o que chamou de "Estado policialesco", disse que o controle externo da Polícia Federal, feito pelo Ministério Público, é "litero-poético-recreativo" e atacou doações públicas a movimentos sociais, como o MST, que, segundo ele, pratica atos ilegais.

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Nesse mesmo período, o STF viu uma redução de quase 41% no número de processos que entraram no tribunal, se comparado ao período que vai de abril de 2007 a março de 2008, devido a instrumentos como a súmula vinculante e a repercussão geral.
Também pediram a palavra durante a sessão, para elogiar a gestão de Mendes, o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli -cotado para assumir uma vaga no Supremo-, e o advogado Alberto Toron -que atua em casos como o de Jorge Mattoso, da CEF. Presente ontem, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza ficou calado.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 20h18
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28/04/2009


 
 

PODER PUBLICO INSENSIVEL

 

BS

Associacao dos Boneleiros de Caico, sob a presidencia de Jonas tem sido atuante. Embora o poder publico nao apoie como deveria. O setor propicia muitos empregos, geracao de renda e paga muitos impostos. Porque nao ha a devida retribuicao do poder publico? Jonas reclama que o SESI nao escuta as reivindicacoes do setor.

Categoria: Serido
Escrito por Flavio DeABel às 08h34
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21/04/2009


TIRADENTES

De 30 estudantes ouvidos, apenas três reconhecem o ‘herói’ brasileiro

Da Agência BOM DIA (21/4/2008)

Nem herói nem mártir. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, é Jesus Cristo. Pelo menos para estudantes de 5ª série do ensino fundamental até o 2º ano do ensino médio. O BOM DIA foi para a frente de escolas públicas com uma imagem de Tiradentes e a mostrou a 30 estudantes com idades entre 11 e 16 anos.

(Tiradentes Esquartejado do pintor e escritor paraibano Pedro Américo, 1843-1905, datado de 1893, acervo do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, MG)

A pergunta foi a mesma para todos: quem é esse personagem da história?

Apenas três responderam ser Tiradentes. A maioria respondeu, quase perguntando: “Jesus? Não sei. Acho que é ele”, falou Letícia de Oliveira, 15 anos, que cursa o 1º ano do ensino médio. “Não sabia. Não vi nada a respeito dele até hoje. Não tenho a menor idéia de quem seja”, disse Lilian de Oliveira, 13.

Stephen Ribeiro, 11, titubeou e disse: “Acho que é Tiradentes. Ele morreu enforcado porque pensava uma coisa e os outros pensavam outra. Não lembro direito.”

Duas alunas também souberam se tratar de Tiradentes. Mas desconhecem a Inconfidência Mineira. O que acontece para que estudantes não reconheçam um personagem tão marcante da história, a ponte de ter um dia, 21 de abril, em sua homenagem?

Para Célia Reis Camargo, professora de história na Unesp, a mudança no enfoque da história pode explicar esse desconhecimento geral. “A história não é mais vista e nem ensinada como um processo conduzido por homens notáveis”, diz.


Tiradentes não usava barba

(Alferes Tiradentes, óleo de Washington Rodrigues, acervo do Museu de História Natural, Rio de Janeiro)

Na imagem mais famosa de Tiradentes, ele aparece com cabelos e barbas longos e uma corda no pescoço.

“Tiradentes tinha cabelos curtos. Ele era militar.” A afirmação é da professora de história da Unesp de Assis, Célia Reis Camargo.

Quem participou da transição de Império para República foi tratado como herói da identidade nacional.

Em um país cristão, como o Brasil, nada mais adequado do que construir semelhanças com Jesus. “O cabelo, a barba, mais a túnica, que a história anterior dizia que Tiradentes vestia foi a forma de criar identidade com Jesus Cristo e assim torná-lo herói”, diz.

Para a professora Célia, a idéia de herói é equivocada. “Ele foi um um grande líder que lutou pelos seus ideais. Quando foi enforcado, Tiradentes estava careca e com a barba feita. Cabelo e barba longos poderiam interferir na ação da corda.”


(Fonte: http://www.bomdiasorocaba.com.br/index.asp?jbd=2&id=158&mat=127466)

Escrito por Flavio DeABel às 17h49
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CASTELO DE ENGADY


CASTELO DE ENGADY

Caico nao consegue manter seu patrimonio. O Castelo de Engady abandonado. Sera que nos falta a criatividade? O sonho do Pe Antenor se esvai. Poderia ser mais uma casa da cultura. Os recursos para a cultura nao sao bem direcionados. Temos uma Ilha de Santana que teima em nao decolar. O Ginasio Nonosao nao tem servido a populacao. Sera que nossa cultura esta morrendo?


Escrito por Flavio DeABel às 17h40
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POLUICAO

Boletim Seridoense

Poluicao dos Rios

Como podemos nos considerar inteligentes se matamos quem nos dá a vida?

Poluição - esgoto

 

Categoria: Serido
Escrito por Flavio DeABel às 17h21
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EDUCACAO

SECRETARIO DE EDUCACAO VISITA ESCOLAS

SEEC - Secretaria de Estado da Educação e da Cultura | Governo do RN

 

O Secretario de Educacao do RN visita escolas em Caico. E a populacao, os pais e alunos aproveitaram e foram reivindicar seus direitos. Mais recursos para as escolas publicas e cuidados com o transporte escolar, que ultimamente passa por mudancas. Nota 10 para um Secretario que poderia estar passeando com a familia neste feriado. Ao contrario, veio visitar Caico. O Secretario Rui Pereira estudou em Caico e sabe as dificuldades no ensino. Ele foi um dos fundadores da Casa do Estudante de Caico.

Escrito por Flavio DeABel às 16h57
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TELEVISAO


Aos 40 anos, "JN" fica mais vivo e informal

O "Jornal Nacional" começou a mudar na semana passada. As mudanças já apontam um "JN" com mais entradas ao vivo e menos formal. O ciclo se fechará em setembro, quando o jornal completará 40 anos e ganhará novos cenário e bancada.
A principal mudança até agora está nas entradas ao vivo. Antes, os repórteres tinham 30 segundos para relatar as informações. Suas falas eram praticamente decoradas.
Agora, os repórteres têm um minuto ou um minuto e meio para falar. Eles não têm mais que cumprir o tempo à risca, para que suas participações fiquem mais "faladas" e naturais.
A duração do "JN", no entanto, continua rígida. Para compensar estouros, William Bonner, que também é editor-chefe, faz mudanças nos intervalos, "derrubando" notas.
Na semana que vem, Bonner conduzirá um workshop com todas as afiliadas da Globo para "azeitar" as mudanças.
Pelas novas regras, Bonner e Fátima Bernardes podem fazer comentários, mas sempre de caráter noticiosos.
Uma das metas do jornalismo da Globo neste ano é renovar a linguagem, complementando as mudanças de conteúdo feitas nos últimos anos, com coberturas político-eleitorais mais extensas e intensas e ancoragem fora de estúdio. Em setembro, a mudança ficará mais nítida. A nova bancada terá lugar para repórteres comentarem séries especiais.

AUSÊNCIA
O ministro Hélio Costa (Comunicações) não foi à NAB 2009, tradicional feira de televisão que ocorre nesta semana em Las Vegas. No ano passado, Costa levou a mulher, cinco assessores e os sogros. O governo gastou R$ 83.500 em diárias e passagens. Os sogros do ministro viajaram em um pacote promocional da associação das TVs de São Paulo, mas teriam pago suas despesas.

FOI ELE
Com uma reportagem sobre tráfico e escravidão de mulheres, o "Repórter Record Especial", de Roberto Cabrini, estreou anteontem com média de 13,7 pontos na Grande SP. O desempenho explica, em parte, a baixa audiência, para os padrões da Globo, do "Fantástico" -20 pontos. Outro motivo foi o número menor de TVs ligadas.

SANGUE
Já o "Domingo Espetacular", cada vez mais policial, perdeu de novo para o "Domingo Legal", do SBT, por 12,5 a 11,2.

PARECE NOVELA
Foi mal o primeiro episódio de "Tudo Novo de Novo", nova série das sextas-feiras da Globo. Arrastada, deu 14,6 pontos. No ano passado, "Dicas de um Sedutor" dava mais. E morreu na primeira temporada.

MENOS
O novo programa de Adriane Galisteu, o "Toda Sexta", marcou 2,4 pontos e derrubou o ibope da Band. Antes, no mesmo horário, o rifado "Terra Nativa" cravava até 4.

FURADA
Na Globo, o segundo SPFC x Corinthians deu dois pontos a menos do que o primeiro.

Escrito por Flavio DeABel às 16h46
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PESQUISA

Cientista concluiu mestrado aos 63 anos e doutorado aos 68

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Eletrificação rural espalha endemias, diz pesquisador

 

Iluminação exagerada por falta de planejamento atrai insetos para áreas habitadas

Luminária de plástico com filtro de ultravioleta custa pouco e evita problema; cientista da USP pagou pesquisa do próprio bolso

RAFAEL GARCIA
DA REPORTAGEM LOCAL

O Ministério da Saúde nunca produziu um estudo epidemiológico sobre o impacto da eletrificação de zonas rurais no Brasil. Uma série de levantamentos que um pesquisador da USP conduz por iniciativa própria desde 2004, porém, tem dado indícios de que a iluminação artificial perto de áreas selvagens contribui para espalhar doenças como malária, mal de chagas e leishmaniose.
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"Os ribeirinhos e os caboclos sabem que a luz atrai insetos", diz o técnico em planejamento energético Alessandro Barghini, que concluiu o doutorado no Instituto de Biociências e prepara um livro sobre o impacto das lâmpadas na saúde pública.
Pagando suas pesquisas do próprio bolso, o cientista está conseguindo quantificar esse efeito colateral da eletrificação e, de quebra, já mostra mostra como ele pode ser combatido. Uma luminária de plástico tratado contra raios UV, material relativamente barato, pode reduzir a atração de insetos.

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"Insight" nas Galápagos
A ideia de que a iluminação artificial poderia ter impacto na saúde pública, diz Barghini, surgiu durante uma temporada de trabalho do Equador e nas ilhas Galápagos. "Lá, eu trabalhava de dia na parte elétrica e, à noite, no tempo vago, eu observava aves e insetos", conta. "Havia uma ave que ficava esperando os insetos baterem na luminária e caírem para comê-los. Ela preferia ficar atrás das lâmpadas a vapor de mercúrio, que atraem mais insetos."
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Comparadas a lâmpadas incandescentes ou de vapor de sódio, as de mercúrio emitem mais radiação ultravioleta, que é a que mais atrai insetos, explica Barghini. A consciência de que a eletrificação rural poderia contribuir para endemias aumentou após 1997, num trabalho em Roraima, área endêmica de malária.
"Nós alertamos o Procel [Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica] e as empresas elétricas: "Senhores, a eletrificação em áreas isoladas pode aumentar o risco de endemias porque os insetos são atraídos'", conta Barghini. "Mas nós tínhamos apenas indícios.

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Nossa equipe era de engenheiros, então a gente não tinha argumentação médica para sustentar essa tese."

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Anofelinos no parque
A tese só começou a ser comprovada depois que Barghini se juntou ao sanitarista Delsio Natal, da Faculdade de Saúde Pública da USP, para um estudo sobre anofelinos, mosquitos transmissores da malária.
"Eu queria fazer em ambiente totalmente silvestre, só que a despesa é grande", conta o cientista. Sem conseguir verba para trabalhar na Amazônia, o cientista tentou validar sua ideia no Parque Ecológico do Tietê, na região de Guarulhos (SP). Deu certo. "Está empesteado de anofelinos lá."
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Num estudo publicado em 2004, os cientistas mostraram que luz artificial tem alto poder atrator de mosquitos e que as lâmpadas fluorescentes, apesar de serem mais econômicas, atraem 30% mais mosquitos que as incandescentes.
O trabalho que mostrou a eficácia dos filtros de raio ultravioleta em reduzir a atratividade das lâmpadas veio depois, e foi feito com o entomólogo Bruno Medeiros, no bosque do Clube dos Professores da USP.
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Segundo o pesquisador, se os filtros fossem adotados em programas de eletrificação rural, poderiam ter impacto positivo em políticas de saúde publica. E o custo é baixo, sobretudo no caso de luminárias públicas com proteção de vidro.
"Nesse caso eu diria que o custo é zero, porque em vez de vidro você usa um policarbonato com tratamento contra radiação UV", diz. Segundo o cientista, orientar as pessoas para evitar iluminação em excesso também é importante. "Iluminando só onde você realmente precisa você pode reduzir a potência das lâmpadas, o que ainda gera economia."


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Entusiasmado com suas pesquisas, Barghini só parece frustrado por não ter atraído a atenção de autoridades sanitárias. Sua tese de doutorado, porém, passou pelo crivo de uma banca altamente interdisciplinar. A tese recebeu a chancela do entomólogo Sérgio Vanin, do arquiteto Marcelo Romero, do sanitarista Delsio Natal e do engenheiro José Aquiles Grimoni. Neves, o orientador, ficou feliz com o resultado do trabalho. "Para mim, ele tem enormes implicações sociais."

DA REPORTAGEM LOCAL

Alessandro Barghini é conhecido por seus colegas como um competente técnico, especialista em planejamento energético. Mas o italiano de forte sotaque, na verdade, graduou-se em ciência política.
Depois de se diplomar na Universidade de Roma em 1964, Barghini começou a trabalhar no setor energético. "Era preciso ganhar a vida", disse ele à Folha no Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, onde é consultor.
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O trabalho o levou a diversos lugares do mundo para planejamento de eletrificação e acabou por afastá-lo da vida acadêmica. Ironicamente, foi motivado por observações em suas viagens que ele decidiu voltar a fazer pesquisa.
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"Quando eu resolvi voltar à escola, já estava com 60 anos", conta o pesquisador, que concluiu o mestrado em 2003 com o bioantropólogo Walter Neves, da USP. Sua dissertação foi sobre antropologia física e origem da agricultura.
Esse não era, porém, o assunto que o motivara a voltar à academia. Barghini queria mapear o impacto cultural e sanitário da iluminação artificial em comunidades remotas e colocar em bases científicas aquilo que observara durante toda a sua vida profissional.
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"Quando resolvi fazer o doutorado [em 2004], me senti suficientemente preparado para entrar na área médica", conta. Após publicar o estudo sobre mosquitos da malária, Barghini conduziu uma pesquisa de fôlego coletando várias espécies de inseto e concluiu sua tese de doutorado sobre a influência da luz artificial na vida silvestre, aos 68 anos. (RG)

Escrito por Flavio DeABel às 16h34
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SINDICATOS FINANCIAM CAMPANHA

Frase

"Ele pagou indevidamente com um cheque do sindicato, mas não tinha nada a ver, era uma relação pessoal de amizade, de 44 anos. Até pelo valor insignificante está mais do que evidente de que é uma falha"
BARROS MUNHOZ (PSDB-SP), deputado estadual, sobre doação de R$ 1.000, em nome do Sindicato da Indústria de Café de São Paulo, que diz ser de um amigo

Escrito por Flavio DeABel às 16h29
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SINDICATOS FINANCIAM CAMPANHAS

Lei veta, mas sindicatos doam a políticos

Ao menos 73 entidades patronais ou de trabalhadores financiaram campanhas de candidatos nas últimas quatro eleições

Em geral, depois de o TRE detectar a irregularidade, os candidatos devolveram a doação ou afirmaram haver erro na prestação de contas


RANIER BRAGON
FELIPE SELIGMAN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

As prestações de contas oficiais das quatro últimas eleições registram doações feitas a candidatos por pelo menos 73 sindicatos patronais ou de trabalhadores, o que é proibido pela Lei Eleitoral (9.504/97).
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Mesmo sob risco de responderem a processo por abuso do poder econômico, candidatos de todo o país receberam um total de R$ 246 mil, de acordo com esses registros.
Na maioria dos casos, os TREs (tribunais regionais eleitorais) detectaram a irregularidade e cobraram explicações dos políticos, que, em média, tiveram atitudes similares: ou devolveram o dinheiro ou argumentaram ter cometido equívoco na prestação de contas.
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Dois casos exemplificam a situação: na prestação de contas da campanha do atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), ele declarou ter arrecadado R$ 1,35 milhão. No detalhamento, há doação de R$ 1.000 no nome do Sindicato da Indústria de Café de São Paulo.
Munhoz argumentou à Justiça Eleitoral que o valor se refere à compra, por um amigo, de dois ingressos para um jantar de arrecadação de campanha. "Ele pagou indevidamente com um cheque do sindicato, mas não tinha nada a ver, era uma relação pessoal de amizade, de 44 anos. Até pelo valor insignificante está mais do que evidente de que é uma falha, e a Justiça julgou corretas as contas", afirmou Munhoz.
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Já o governador Roberto Requião (PMDB-PR) recebeu R$ 30 mil (de um total de R$ 3,6 milhões arrecadados em seu nome) do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná, na campanha eleitoral de 2002. Detectada a irregularidade pela Justiça Eleitoral, o dinheiro foi devolvido.
"Fizemos um cheque, escapou. Nós não sabíamos [da vedação], fizemos a doação, o partido fez o registro indevido, foi identificado [pelo TRE] na prestação de contas e o próprio partido devolveu o dinheiro", disse o presidente do Sindicarne-PR, Péricles Pessoa Salazar.
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Mas há casos como o do deputado Rubens Otoni (PT-GO), candidato a prefeito de Anápolis em 2004, que registra o maior valor recebido na lista dos 73 sindicatos. Uma das maiores doações de sua campanha, de R$ 45 mil, está em nome do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de Goiás, mas o deputado diz que desconhece o financiamento.
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Técnicos
O Ministério do Trabalho diz haver 12.327 sindicatos ativos no país. Em comparação, é pequeno o número daqueles que aparecem na lista de financiamento irregular, mas para técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) os casos levantam a suspeita de que um montante muito mais expressivo é doado de forma escamoteada.
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Na terça-feira, a Folha revelou que integrantes do Secovi-SP (o sindicato do setor imobiliário de São Paulo) negociou doações eleitorais com candidatos no Estado de São Paulo. Na prestação de contas oficial, surgiu como a segunda maior doadora do país, com R$ 6,5 milhões, a Associação Imobiliária Brasileira, entidade que não tem receita fixa, associados identificáveis ou sede. No endereço formal que informou à Receita Federal, funciona um projeto social do Secovi.
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Os técnicos do TSE afirmam que auditores da Justiça Eleitoral têm como padrão rejeitar contas de candidatos pelo simples recebimento de doações vedadas. Nos julgamentos, porém, os magistrados costumam analisar caso a caso e, se há devolução do dinheiro, chegam a desconsiderar a irregularidade.

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"A lei proíbe a doação pelos sindicatos como forma de evitar o aparelhamento sindical. O sindicato lida com recursos que têm conotação social, que devem ser usados em benefício daquela coletividade, não serem desviados para finalidade eleitoral", disse Marcus Vinicius Furtado Coelho, presidente das comissões de Direito Eleitoral e Legislação da Ordem dos Advogados do Brasil.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 16h25
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20/04/2009


Tribuna do Norte, Woden Madruga:

Nós, Tarzan

Gustavo Krause escreveu para o Jornal do Commercio, de Recife, uma dessas crônicas que já nascem carimbadas para antologias. Foi quinta-feira, agora, dia 16. Título: “O assassinato dos passarinhos”. Toca no atualíssimo e sempre preocupante tema da degradação do meio ambiente e da enlouquecida civilização moderna, passando pelo agravo da volúpia imobiliária até chegar ao cacoete irritante do telefone celular.

E fala dessas coisas com autoridade de sobra. Foi prefeito de Recife, governador de Pernambuco, ministro da Fazenda (governo Itamar Franco) e ministro do Meio-Ambiente, Recurso Hídricos e da Amazônia Legal (governo Fernando Henrique Cardoso). Some-se a tudo a tudo isso a condição natural de boêmio exemplar. Nas horas vagas, aparece como consultor de empresas.

Gustavo Krause abre sua crônica com jogada de craque:

- Tarzan inventou o apartamento. Isso mesmo, um apartamento ecológico. Trepado numa árvore, construiu uma casinha que deixaria muito arquiteto morrendo de inveja. Ali tinha tudo o que ele precisava que, convenhamos, era muito pouco. De cipó em cipó, passeava pelas selvas; com gritos, comunicava-se com a comunidade dos orangotangos que lhe deu casa, comida e carinho e vivia em paz com a fauna e a flora da floresta africana.

Aí GK dá um corte cinematográfico no tempo e no espaço, descendo em Recife (poderia ser Natal, São Paulo, Rio de Janeiro) e conta:

- Hoje todo mundo mora trepado em arranha-céus. Somos todos Tarzans diferentes, urbanóides sociopatas, de paletó, gravata e sem cipós para dar mais rapidez aos nossos deslocamentos. E, cada vez mais pertinho do céu, do alto de muitos andares, a gente pode ver, como espectador privilegiado, o inferno que se desenrola aos nossos pés.

E do alto do apartamento aonde mora, o Tarzan Kustavo Krause vai vendo todas as manhãs o trânsito enlouquecido, as mulheres e homens agarrados “ao volante e apertando, em transgressão explicita, entre ombro e ouvido, Sua Excelência, o celular”. E diz:

- Do fundo do apartamento, vejo o cão desplumado e morto. O Rio Capibaribe perdeu a cor da vida. Olhar para ele é como se debruçar sobre um corpo estendido em ritual de velório.

O lamento do poeta vai num crescendo:

- As árvores se foram. Com elas, os ciscos (gravetos, areia, ramos secos, asas de mosca, cuspe das aves, grilos, formigas em fileiras, cigarras em coro, húmus, caramujos, o ranger das rãs); com elas, lagartos e borboletas; com elas, os passarinhos. Porque se não há rios (e o Rio mais não há); porque se não há árvores (insetos de pau, manga e goiaba), os passarinhos são assassinados. E se não há passarinhos, as manhãs perdem a cor, porque “quem ornamenta o azul das manhãs são os sabiás”.

Escrito por Flavio DeABel às 16h22
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19/04/2009


BOLETIM SERIDOENSE

Estamos no mesmo barco. Se temos politicos corruptos, ha uma contaminacao generalizada. Se o poder se corrompe, todo o tecido social se acompanha. Temos uma violencia desenfreada, descontrolada. As pessoas percebem a corrupcao no poder estatal e pensa: Se eles, que deveriam ser nossos lideres nos mostram tanta insensibilidade, nois, que estamos aqui embaixo tambem nos tornaremos insensiveis. E a violencia grassa, campeia sem controle

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ELIANE CANTANHÊDE

Procura-se um doido de pedra

BRASÍLIA - O Congresso só tem uma alternativa: ou dar ou dar um choque de moralidade. O que nos leva à séria desconfiança de que não há alternativa nenhuma.
O necessário e urgente choque esbarra em sólidos obstáculos: os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Michel Temer, a cultura arraigada de privilégios e até o momento de crise econômica.
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Sarney e Temer não têm temperamento para o confronto, fogem de problemas como o diabo da cruz e já passaram pelas duas presidências antes sem mexer um dedo para mudar as coisas. De Sarney, aliás, diz-se que ele não apenas manteve como disseminou a farra.
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Qualquer solução exige medidas duríssimas, que desagradariam senadores, deputados e funcionários menos ou (principalmente) mais graduados. São 180 diretorias? Que virem 18. Pagaram horas extras no recesso? Devolva-se tudo, centavo por centavo. As notas eram de empresas do próprio parlamentar? Ele tem de ressarcir o Estado.
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Mas tudo depois de uma medida crucial: acabar de uma vez por todas com a tal verba indenizatória, uma excrescência criada para compensar a falta de coragem para aumentar os salários quando era preciso. Não aumentaram e criaram essa verba, que escancarou de vez o portão dos desvios e maracutaias.
Há consenso de voltar atrás: acabar com a verba indenizatória e aumentar os salários (hoje de R$ 16,5 mil, contra R$ 24,5 mil de ministros do STF). Trocar a mentira pela verdade de cada parlamentar. Que ele viva do próprio salário.

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Mas como falar em aumento de salário de deputado e senador numa hora dessas? A combinação de crise moral do Congresso com crise econômica que ameaça os empregos da iniciativa privada inviabiliza qualquer sugestão assim.
Segundo importante nome da República que não é e nunca foi parlamentar, "o caminho está aí, o difícil é atravessar a pinguela" (lançar a tese e conquistar a opinião pública). Algum doido se habilita?

elianec@uol.com.br

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  FOLHA SP

Crise distancia classe política de eleitorado

REPORTAGEM LOCAL

A sucessão de escândalos no Congresso é mais um sintoma do distanciamento entre a classe política e o eleitorado, dizem cientistas políticos ouvidos pela Folha.
Para Renato Lessa, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, o sistema de representação política está sofrendo um processo de "autarquização". "Os partidos não fazem função de representação, são cartórios para registrar as candidaturas e possibilitar que indivíduos assumam uma vaga."

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O cientista político diz estar preocupado com a "folclorização" das denúncias de irregularidades, que pode diminuir o impacto em relação às irregularidades.
Leôncio Martins Rodrigues, autor de "Mudanças na Classe Política Brasileira", diz que há dois fatores para o aumento de escândalos: o eleitorado quer saber mais sobre seu representante e a imprensa está "mais atenta".

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"A corrupção é algo comum na história do Brasil, e a classe política sempre usou o Estado como forma de ascensão social e de conseguir dinheiro", diz Rodrigues.
Fábio Wanderley Reis, professor emérito da faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, afirma que os congressistas envolvidos nos escândalos não deverão sofrer prejuízos eleitorais significativos. Reis propõe uma distinção entre opinião pública e eleitorado.

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"A opinião pública é um setor do eleitorado que acompanha as notícias sobre política. Mas a maioria do eleitorado não tem muito interesse nesse tipo de notícia." Para o professor, os escândalos poderão gerar algum tipo de reação do Judiciário. "Vemos hoje um Judiciário ativista, que tem se substituído ao Congresso na atividade de legislar, decidir e inovar."

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BOLETIM SERIDOENSE

Diante de tanta iniquidade reinante é preciso resistir. O ser humano resiste e se adapta. Antes nao existia o Ministerio Publico. Se existia, era atrelado ao Executivo. Hoje, é uma realidade. O Poder estatal é mais fiscalizado. O Estado prendeu Maluf, Daniel Dantas, a dona da Daslu. Os poderosos começam a serem incomodados. Antes nao eram. Ha uma mudanca, lenta, mas sentimos uma certa resistencia aos caloteiros da coisa publica.


Escrito por Flavio DeABel às 10h48
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AMBIENTE

Renata Lo Prete:

Tiroteio

"Para abrir loja ou posto de gasolina é preciso obter licença ambiental, mas se o governo quiser derrubar a Floresta Amazônica para duplicar a BR-319, não precisará mais."


Do deputado LUIZ CARREIRA (DEM-BA), criticando a aprovação pela Câmara do texto que afrouxa a legislação para permitir obras em rodovias sem licenciamento ambiental prévio.

Escrito por Flavio DeABel às 23h59
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VIGARISTAS

18/04/2009

Claudio Humberto, Tribuna do Norte:

Créditos de passagens


Deputados federais trocam por dinheiro seus créditos de passagens aéreas, com deságio que varia de 15% a 25%. O comércio clandestino é realizado por pessoas ligadas a agências de viagens que atuam dentro e fora do Congresso Nacional. Eles monitoram deputados que viajam pouco e que são conhecidos pelas dificuldades financeiras. Pagam em dinheiro. O Ministério Público Federal já ajuizou ação contra a vigarice.

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Boletim Seridoense - Politico Vigarista - aquele que, através de um ato de má-fé, tenta ou consegue lesar ou ludibriar outrem, com o intuito de obter para si uma vantagem; embusteiro, trapaceiro, velhaco

Escrito por Flavio DeABel às 23h10
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18/04/2009


BOLETIM MINEIRO

NAVEGAR É PRECISO

1. Lixo Eletrônico e a ilusão de obsolescência[Felipe Fonseca]

Com o auxílio da mídia especializada, a indústria de eletroeletônicos se esforça para criar a ilusão de obsolescência – convencer as pessoas de que precisam trocar seus computadores, celulares, câmeras e outros equipamentos em períodos cada vez mais curtos.http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1238
******************
2. Rua 8 de Fevereiro? Não!"Rua 7 de Abril", Pádua.
Dia 7 de abril próximo, completam-se 30 anos do dia em que o filósofo italiano Toni Negri foi preso em Pádua, Itália. Leia o texto assinado por ele para relembrar a data. http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1237
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3. Amós Oz fala da Guerra, da Paz e do Futuro
[Por Joahann Hari] Diz o escritor e ativista: "Eu me recusaria a lutar por qualquer coisa que não fosse pela vida e pela liberdade".
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1237
*************
4. Site do jornal Brasil de Fato –
WWW.brasildefato.com.br
Entrevista
"
O mundo segundo a Monsanto"
Pesquisadora francesa denuncia poder da maior multinacional de sementes: corrupção de governos, produção armas químicas, controle de alimentos em nível global
****
Peru
Fujimori é condenado por violação de direitos humanos
Esta é a primeira vez que um presidente latino-americano eleito democraticamente é condenado por esse tipo de abuso em seu próprio país. Alberto Fujimori governou o Peru entre 1990 e 2000
*****************
5. BARBÁRIE ELETRÔNICA
A mídia e a banalização da violência
Venício A. de Lima Jornal de Debates
Na mesma semana em que a "responsabilidade" da grande mídia brasileira e da televisão, em particular, foi louvada em voto no Supremo Tribunal Federal, é preocupante que um assassino declare ter se inspirado nela para cometer seus crimes.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=532JDB001
*************
6. APESAR DE HOJE SER UMA REVISTA DE MORAL DUVIDOSA, DEVE VALER A PENA RELÊ-LA NOS VELHOS TEMPOS DE "GUERRA" E DE EDITORIALISTAS, COLUNISTAS E CHEFES DE REDAÇÃO DIGNOS.
Estou enviando para vocês, um Link de acesso à todas as revistas Veja, editadas pela Abril nesses últimos 40 anos. Da capa à contra-capa, incluindo todas as páginas.
É um trabalho impressionante e creio que servirá como fonte de consulta e garimpagem de dados para efetivação de eventuais trabalhos de pesquisa.
todas as edições de VEJA poderão ser consultadas na íntegra na web
http://veja.abril.com.br/acervodigital/
A revista liberou o acervo em comemoração ao seu aniversário de 40 anos. A primeira edição de VEJA foi publicada em 11 de setembro de 1968.
O sistema de navegação é similar ao da revista em papel: o usuário vai folheando as páginas digitais com os cliques do mouse.
Com investimento de R$ 3 milhões, o projeto é resultado de uma parceria entre a Editora Abril e a Digital Pages e levou 12 meses para ficar pronto. Mais de 2 mil edições impressas foram digitalizadas por uma equipe de 30 pessoas. O banco Bradesco patrocinou a iniciativa.
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7. Revista Espaço Acadêmico
WWW.espacoacademico.com.br
Falácias acadêmicas, 7: os mitos em torno do movimento militar de 1964
Paulo Roberto de Almeida
***
Tecnologia verde para desenvolvimento sustentável
Antonio Mendes da Silva Filho
***
O Movimento Na Luta, PT! (NLPT)
Antonio Ozaí da Silva
***
Meio ambiente, saúde e desenvolvimento sustentável
Henrique Rattner
***
O fim da era Bush e Obama: uma nova era para os Estados Unidos, sua política externa e sua sociedade? Parte 2
João Fábio Bertonha
***
O enfrentamento da violência contra a mulher: um resgate da auto-estima
Adriano Ricken Barone & Cristina Vilela de Carvalho
***
A natureza no Cárcere: o conceito de natureza na obra de Gramsci
Alexandre Reinaldo Protásio
***
Uma infausta data: 45 anos do golpe de abril
Caio Navarro de Toledo
***
O jornal O COMBATE e as lutas autônomas desenvolvidas em Portugal na Revolução dos Cravos (1974-1978)
Danúbia Mendes Abadia
***
La historiografía ambiental y la cuestión de la naturaleza
David Alejandro Ramírez Palacios
***
“Sí, nosotros podemos.” A mudança chega a El Salvador
“Si, nosotros podemos” – Change Comes to El Salvador
Larry Hufford
***
A Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) e a difusão do ideal da medicina preventiva
Lucirleia Alves Moreira Pierucci
***
Movimentos sociais e democracia participativa
Marcio Renan Hamel
***
Por mais terras que eu percorra .... Vida, luta e martírio do sargento Manoel Raimundo Soares [Parte 1]
Mario Maestri & Helen Ortiz
***
8. Site da Agência Carta Maior –
WWW.cartamaior.com.br
Para onde vai o leste europeu?
[Cristina Moreno de Castro] Há exemplos de vários muros que ajudaram a segregar povos ao redor do mundo. Sérgio Cabral quer construir 11 deles, ao redor de favelas da parte "nobre" do Rio de Janeiro.Leia. Manifeste-se

Escrito por Flavio DeABel às 21h28
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BOLETIM MINEIRO

VALE A PENA LER


1. Edição de abril do jornal Le Monde Diplomatique Brasil.
Matéria principal: A força das ruas.
Outros artigos: A Escola pública no Brasil – Otan: a volta da França – Efeitos da crise: nacionalizar os bancos – Literatura: a primavera de Kundera – Ideologias: uma esquerda liberal – Internet: limites da Wikipedia – Cultura popular: o circo no Brasil.

2.
Revista de História da Biblioteca Nacional
nº 43.
Dossiê: Chocolate, o doce sabor da América
Entrevista: Istvan Jancsó
Matérias principais: Olinda garimpada – Tiradentes: quem tem boca vai à forca – Quando o ferro virou arte – Marcilio Dias: heroísmo bem-vindo – Serviço postal: remessas tardias – É duro ser francesa: a moda no Rio do século XIX – Normalistas em pauta.

3. Revista
Leituras da História
nº 18
Artigo de capa: Ku Klux Klan: passado e presente do terror
Entrevista: John Sack
Artigos: Mulheres e máquinas – A honra dos nobres – Antônio Carlos Magalhães – Profissão: historiador.


4. MODERNISMO- O fascínio da heresia: de Baudelaire a Beckett e mais um pouco
Peter Gay
Companhia das Letras, 600 páginas, R$ 64,00.
Somente alguém com a ampla visão cultural e o profundo conhecimento histórico de Peter Gay teria condições de abarcar em um volume a gama tão diversificada de fenômenos artísticos que veio a ser chamada de modernismo. É o que ele faz neste estudo das origens, dos autores, das obras marcantes e do declínio desse movimento que abrange mais de cem anos da história da literatura e das artes.
Para Peter Gay, há dois traços centrais na atitude modernista: a atração pela heresia, pela inovação, e a exploração profunda da subjetividade. Por mais diversos e até mesmo opostos que fossem, os modernistas acreditavam que o desconhecido era muito superior ao conhecido, que o raro era melhor que o comum, e que o experimental era mais atraente que o rotineiro. O modernismo gerou uma nova maneira de ver a sociedade e o papel do artista nela, e trouxe consigo novas ideias, sentimentos e opiniões. O autor situa o começo dessa nova era em meados do século XIX, com o horror à classe média burguesa manifestado por Charles Baudelaire e Gustave Flaubert e, mais adiante, no culto da arte pela arte de Oscar Wilde. No entanto, também mostra como o fenômeno só foi possível graças ao apoio de uma classe média esclarecida, fruto da prosperidade econômica, da urbanização e do avanço da democracia. Na segunda parte deste ambicioso panorama, Gay pinça escritores, artistas, músicos, arquitetos, dramaturgos e cineastas cuja importância será inegável daqui em diante: o assalto à arte acadêmica feito por Edvard Munch, Wassily Kandinsky, Piet Mondrian e Pablo Picasso; o ataque à ficção vitoriana empreendido por James Joyce, Marcel Proust e Virgina Woolf; a rejeição ao tradicionalismo na música encabeçada por Igor Stravínski e Arnold Schoenberg; o abandono da arquitetura historicista pela Bauhaus e por Frank Lloyd Wright, sem falar na chegada do cinema de Charlie Chaplin e Orson Welles.Entre os muitos representantes inegáveis do modernismo também estão os autores "excêntricos" que Gay analisa na terceira parte do livro: o poeta conservador T. S. Eliot, o compositor "provinciano" Charles Ives e o escritor nazista Knut Hamsun. Nesta parte, Gay também se detém na perseguição aos modernistas realizada pelo nazismo, fascismo e socialismo soviético, o que levou muitos artistas a se refugiar nos Estados Unidos. E é na América que acontece o último ato do modernismo, primeiro com a explosão do expressionismo abstrato e depois com a pá de cal da pop art, quando a produção comercial da cultura se impõe de forma avassaladora. Mas nas cinzas do modernismo Gay ainda vê sinais de vida modernista, como na literatura de García Márquez e na arquitetura de Frank O. Gehry. E assim termina o livro com uma pergunta que é quase um desejo: será que o modernismo poderia renascer?

5. As religiões que o mundo esqueceu – Pedro Paulo Funari (Org.)
Ed Contexto, 224 p., R$ 39,00
Junto
à capacidade de produzir e transmitir cultura, a experiência religiosa é a marca mais distintiva da humanidade. E isso desde os primórdios. Registros de dezenas de milhares de anos já retratavam a fé em deuses e cultos. Esta obra dedica-se a algumas das mais interessantes e marcantes religiões que deixaram de existir ou quase desapareceram. São pequenas pérolas, escritas por especialistas, que convidam o leitor a viagens mais profundas pelos domínios de deuses tão diversos como An, Ra, Zeus, Thor e Huitzilopochtli. Aceito o convite, o leitor encontrará parte da sua própria história, mas também se deparará com facetas desconhecidas de seus próprios sentimentos e emoções


Escrito por Flavio DeABel às 21h25
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16/04/2009


 

TRANSPOSICAO - A senadora Rosalba Ciarlini visitou as obras e ficou encantada com o dinamismo das obras. Boa noticia para o Serido, para o Rio Grande do Norte. Os que atacam o projeto de Transposicao nunca entenderam os efeitos nocivos da seca, da falta de agua. Tudo parece correr bem no projeto. Ja houve uma especulacao no preco das terras ao longo do Rio Piranhas.

TRANSPORTE DE ALUNOS - Os representantes de cooperativas de transporte da rede escolar municipal e estadual nao entendem certas exigencias que fazem os editais para o transporte de alunos, mas entendem que o estudante morador em areas rurais merece um transporte moderno, confortavel e seguro. Empresas de fora do Serido ganham concorrencia e podem prejudicar proprietarios locais. Concorrencia cega?

INVERNO - As aguas de chuvas chegaram e as obras do Mercado Publico e da Praca nao saem do lugar. Ha uma frustracao geral pela incapacidade do poder publico resolver os impasses. A opiniao publica nao esta sendo suficientemente esclarecida do que ocorre.

NOTICIA BOA - O municipio de Caico podera ser incluida no projeto de construcao de novas casas. Desde que a Prefeitura doe terreno e elabore os projetos de interesse social.

 

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 19h10
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ROSALBA CIARLINI

JORNAL DE HOJE, NATAL-RN

03/04/2009

Senadora faz visita às obras da transposição 

Senadores Cícero e Rosalba com o coordenador João Santana

Rosalba constatou que projeto não será afetado pelos cortes

 

Relatora da Comissão de Acompanhamento das Obras do São Francisco, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), visitou as obras de integração da bacia hidrográfica do "Velho Chico". A obra que vai beneficiar os estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e o Rio Grande do Norte, não sofreu nenhum corte orçamentário, como reflexo da crise econômica mundial.

De acordo com a senadora, o secretário nacional de Recursos Hídricos  e coordenador geral do projeto, João Santana, informou que os cortes no Orçamento Geral da União (OGU), não atingiriam as obras iniciadas e que do total de R$ 5,5 bilhões necessários a execução da obra, R$ 2 bi já foram licitados. Até o momento o governo calcula que 20% da obra estão sendo executados.

Durante a visita marcada por um sobrevôo por onde passará os canais da transposição entre a PB e PE, e que já estão sendo executados a senadora de oposição ao governo Lula, disse que ficou impressionada com o ritmo das obras. "O projeto está mesmo andando dentro do cronograma estabelecido", ressaltou.

A senadora também verificou in loco os trabalhos que estão sendo executados no eixo-norte que inclui o RN no projeto. Já em execução, o primeiro trecho trará água para o Estado, pelo rio Piranhas-Açu através da barragem Armando Ribeiro Gonçalves. O segundo - Apodi-Mossoró - entrará na transposição via Pau dos Ferros. Esse trecho ainda não foi licitado, mas "o secretário nacional garantiu que até o fim do ano isso acontecerá", adiantou Ciarlini.

De acordo com a parlamentar para que a região Oeste seja incluída no projeto, ainda falta à concessão da licença ambiental concedida pelo Ibama e de alguns projetos complementares. "Pelo menos temos a tranqüilidade que o Apodi-Mossoró, assim como o Rio Piranhas-Açu, entrará na primeira etapa do projeto", declarou.

Durante os dias 8 e 9 de junho, a Comissão do Senado volta a fiscalizar as obras da transposição, dessa vez, acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

SÃO FRANCISCO
O projeto de integração do rio São Francisco com bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional inclui a construção de 600 km de canais, barragens, 18 vilas quilombolas e indígenas para cerca de 600 famílias que moram no percurso da transposição com escolas, postos de saúde, água, luz e sistema de esgotamento sanitário e de abastecimento d'água. A senadora foi quem sugeriu o saneamento básico para todos os municípios dos quatros Estados cortados pela transposição.

A obra que está sendo tocada pelo Exército e por um consórcio de nove empresas é superior ao previsto, uma vez que foram integrados outros projetos iniciados em 2005 (indenização de terras e benfeitorias) e em 2006 (salvamento de bens arqueológicos). Concluída, a transposição do São Francisco, prevista para 2012, aproximadamente 12 milhões de nordestinos serão beneficiados.

 

Repórter: Riccelli Araújo

Escrito por Flavio DeABel às 18h47
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PSIQUIATRIA

CONTARDO CALLIGARIS

Lembranças traumáticas

 

 


Trauma não é uma lembrança muito forte; é um evento lembrado de forma insuficiente



O "NEW York Times" de 6 de abril passado publicou um artigo de capa sobre pesquisas recentes graças às quais, um dia, será possível "editar memórias indesejáveis" (por exemplo, Heida, Englot, Sacktor e outros, "Neuroscience Letters", vol. 453, nº 5).
Apesar dos progressos da neurociência, estamos longe de entender exatamente o que é a memória. Simplificando, uma lembrança parece depender de substâncias que constroem pontes entre células do cérebro, pontes silenciosas, mas que podem ser imediatamente solicitadas caso um evento venha a ativar uma das células. Por exemplo, se você for Proust, quando der uma dentada numa madeleine, você não vai apenas saber que já comeu uma madeleine no passado: o gosto do docinho vai circular por inúmeras pontes e despertar todas as células relacionadas com as experiências de sua infância em Combray.
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Até aqui, pensava-se que uma centena de moléculas estivesse envolvida na construção dessas pontes entre células.
A nova pesquisa encontrou uma substância, a proteína PMKzeta, cujas moléculas, mais do que outras, constituem e fortalecem as ditas pontes que, uma vez ativadas, produziriam uma lembrança. A pesquisa operou assim: escolheu ratos que tinham aprendido (de maneira permanente) a evitar pequenos choques elétricos no chão. Logo, injetou, no próprio lugar da dita memória, uma droga, chamada ZIP, que inibe a PMKzeta. E eis que os ratos voltaram à estaca zero: agiam como se não conhecessem o terreno.
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Em tese, se a coisa funcionar nos humanos, deveria ser possível consolidar as lembranças injetando no cérebro PMKzeta (ou estimulando sua produção). Imagine as aplicações possíveis na demência senil ou, simplesmente, no envelhecimento (sem contar que todos começariam a querer injeções de PMKzeta para melhorar a memória deles e a de seus filhos). Até aqui, tudo bem.
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O problema está na outra aplicação possível da pesquisa. O articulista do "Times" se entusiasmava com a ideia de que, um dia, com injeções cerebrais de ZIP, poderíamos produzir o esquecimento das lembranças desagradáveis ou traumáticas -claro, se a gente dominar o processo com precisão (para esquecer uma briga de casal, você não quer, ao mesmo tempo, perder a lembrança de seu primeiro beijo). Essa atitude do articulista talvez seja (perigosamente) compartilhada por parte da comunidade científica; ela se funda na ideia de que um trauma seria uma lembrança que nos estorva por ser, ao mesmo tempo, excessiva e desnecessária. Vistas do consultório de um psicoterapeuta, as coisas não estão bem assim.
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Primeiro, a ideia de que a lembrança do trauma seria desnecessária e descartável é problemática. Se você foi estuprado na infância, é provável que você tenha construído sua vida inteira ao redor da lembrança dessa violência sofrida. Imaginemos, por exemplo, que, desde então, a figura que dá sentido à sua vida seja a da vítima: suprimir essa lembrança com uma injeção significaria suprimir um dos alicerces de sua personalidade e de sua existência. O que sobrará de você sem aquela lembrança traumática?
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Outro problema. Tudo indica que um trauma não é uma lembrança nociva por ser forte demais; ao contrário, em geral, ele é um evento mal lembrado ou lembrado de maneira insuficiente. Mesmo caso: você foi estuprada quando criança; em muitos casos, essa experiência é traumática porque é lembrada SÓ como uma violência penosa que você sofreu. Você não memorizou, por exemplo, sua satisfação em se sentir objeto da atenção de um adulto ou mesmo sua descoberta culpada de emoções e sensações que lhe eram, até então, desconhecidas. O fato de reativar essas lembranças não desculpa o adulto estuprador, mas, para você que sofreu a violência, o sentido da experiência passada muda bastante; talvez não lhe seja mais necessário se conceber para sempre como vítima da vida.
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Em suma, a solução do trauma não consiste em apagá-lo, mas, ao contrário, em lembrá-lo melhor. Se quiséssemos usar a técnica da pesquisa citada, eu sugeriria, no lugar onde o trauma está registrado, injeções de PMKzeta para ajudar a memória, não de ZIP para apagá-la.
O tempo das injeções cerebrais nos prontos-socorros ainda está longe. Mas não é cedo para notar que a cura das experiências penosas de nossa vida não está no esquecimento, mas no esforço para se lembrar delas em toda sua incômoda complexidade.

ccalligari@uol.com.br

Escrito por Flavio DeABel às 18h31
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LULA LA LA

NO PT

Lula diz que é "bobagem" achar que ele volta e defende Dilma

DA SUCURSAL DO RIO

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou ontem se candidatar outra vez à Presidência em 2014 e defendeu que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) "seja a candidata do PT e dos partidos [aliados]" em 2010.
"É bobagem achar que daqui a quatro anos eu vou voltar. Rei morto, rei posto. Tenho que me contentar e agradecer a Deus porque fui presidente oito anos. E eu só tenho que torcer para que quem seja eleito faça muito mais do que eu, com mais competência, melhor, e que o povo não tenha saudade de mim, mas da pessoa que fez mais", disse em entrevista de 18 minutos a um programa da Rádio Globo, no Rio.
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O radialista Antônio Carlos não economizou elogios ao presidente. Ao lembrar elogios de Barack Obama, Carlos afirmou que o presidente norte-americano colocou Lula "no devido lugar, porque o sr. realmente colocou o Brasil numa posição privilegiada". Ao questionar o futuro político do presidente brasileiro, o jornalista perguntou: "O sr. faz o seu sucessor, né? Depois o sr. volta novamente?"
Lula retribuiu os elogios no final: "Queria agradecer pelo carinho. São radialistas como você, que falam todo dia com o povo, que ajudam a melhorar o nível de cobrança do povo, alertam o povo para as mazelas do governo, mas também para as coisas boas que acontecem no país".
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Durante a entrevista, Lula comparou a queda de sua popularidade à pressão arterial ao longo do dia. "A gente não pode ficar imaginando que a pesquisa é uma coisa que não muda... A própria pressão do coração, quando você está em bom estado de saúde, você levanta tem uma pressão, ao meio-dia tem outra, à tarde tem outra. Oscila de acordo com os movimentos que você faz", disse o presidente, antes de atribuir à crise a queda na popularidade.
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Lula voltou a culpar as "pessoas de olhos azuis" pela crise ao anunciar que vai inaugurar uma piscina no complexo do Alemão. "Aquele pobre, que só via piscina na televisão, agora vai ter piscina. Ele vai ser tratado como as pessoas de olhos azuis, que foram responsáveis no mundo financeiro pela crise que estamos vivendo". O presidente, que visitou o Alemão, não sabia que, ao lado das obras do PAC, já existe uma piscina da prefeitura que os moradores usam.
Lula evitou dar prazos para a conclusão da construção de 1 milhão de casas populares previstas no programa "Minha casa minha vida".

Escrito por Flavio DeABel às 18h22
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