Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


31/05/2009


NATAL 2014

Escrito por Flavio DeABel às 21h42
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FLAMENGO, ADRIANO

Adriano disputa lances com jogadores do Atlético-PR; atacante fez um gol em seu retorno
Adriano disputa lances com jogadores do Atlético-PR; atacante fez um gol em seu retorno

Na última quinta-feira, Josiel resolveu tomar por conta própria um remédio para gripe para aliviar os sintomas da virose. O departamento médico do clube só ficou sabendo do ato no dia seguinte e, após investigação, descobriu que um dos componentes químicos do comprimido era dopante.

Escalado com a camisa 29, Adriano teve duas chances de gol logo no início da partida. Aos 6min, ele desviou de barriga um cruzamento, mas a bola foi para fora. Dois minutos depois, o goleiro Vinícius impediu gol de cabeça do Imperador.

Escrito por Flavio DeABel às 21h39
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CONTARDO CALLIGARIS

Contardo Calligaris diz que felicidade
é uma ideia velha e equivocada

Provocado por Antonio Abujamra, o psicanalista fala que para ser feliz é necessário ter uma vida mórbida e sem muitas aventuras

No Provocações que a TV Cultura leva ao ar sexta-feira (29/5), às 22h10, Antonio Abujamra conversa com Contardo Calligaris, o mais lido e assistido dos psicanalistas lacaianos do país.
Conhecido por tratar de assuntos relacionados às complicações psíquicas da nossa gente, Calligaris fala no programa sobre o conceito da vida e diz que “felicidade é uma ideia velha e errada”. Para ele, para ser feliz é necessário ter uma vida mórbida e sem muitas aventuras, sem vivê-la de verdade.

O psicanalista também discorre sobre sexualidade e masculinidade nos dias de hoje, tema de sua primeira peça de teatro O Homem da Tarja Preta, que estreou em março, em São Paulo. Segundo ele, sexo real e sexo virtual são praticamente a mesma coisa: “no fundo nunca sabemos exatamente quem são as pessoas com quem estamos transando. Mesmo que estejamos casados com ela há 20 anos”.

A americanização do Brasil, o seu comportamento anarquista e a vida no terceiro mundo ainda são assuntos abordados por Calligaris durante a entrevista.

Italiano radicado no Brasil, Contardo Calligaris é doutor em psicologia clínica, atua em Nova York e São Paulo e faz parte do corpo docente do Institute for the Study of Violence, em Boston. Também atua como colunista de jornal e escritor, e conta com diversos livros lançados e textos publicados em revistas de antologias.

Escrito por Flavio DeABel às 21h31
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FLAMENGO

 

BOLETIM SERIDOENSE

31/05/2009 | 18h58min

Flamengo vence Atlético-PR com gol de Adriano

Placar de 2 a 1 ganhou ajudinha do jogador no seu retorno ao Brasil

 

 

A nação preparou a festa, o Imperador recrutou sua legião e o Flamengo massacrou o Atlético Paranaense, neste domingo, por 2 a 1, no Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo marcou a volta de Adriano ao time da Gávea e como sempre acontece quando o atacante estreia, teve gol do camisa 29. O outro gol flamenguista foi contra, marcado pelo zagueiro Antônio Carlos. Rafael Moura descontou para o time visitante.

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Com o resultado, o Flamengo chegou aos sete pontos e se aproximou dos líderes da competição. O Furacão se manteve na zona de rebaixamento com apenas um ponto ganho, em quatro jogos disputados.

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Embalados pela linda festa feita pelos torcedores nas arquibancadas, o Flamengo começou a partida a todo vapor. A legião rubro-negra, comandada por seu imperador Adriano, ia aos poucos furando a muralha do Atlético Paranaense, principalmente com jogadas pelas alas do campo.

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Logo aos três minutos de jogo, Juan invadiu a área pela esquerda e cruzou na cabeça de Léo Moura. O goleiro Vinícius, bem colocado, espalmou para escanteio.

 

A pressão dos cariocas era tão grande, que não demorou muito para a defesa do Furacão demonstrar sua fraqueza Aos 13 minutos, Kléberson fez um lindo lançamento para Juan, na esquerda. O lateral dominou bem, levantou a cabeça e cruzou para o seu imperador dar o golpe fatal. Antes que a bola chegasse no atacante, Antônio Carlos deu um carrinho e empurrou a bola contra sua própria meta, para desespero dos torcedores do Atlético.

Com o gol, o exército do Fla diminuiu o cerco à área adversária e administrou a partida até o fim do primeiro tempo. A única grande chance de perigo do Furacão na primeira etapa foi um contra-ataque puxado por Rafael Moura, que driblou dois zagueiros, mas chutou fraquinho, aos 12 minutos.

Na volta do intervalo, todos esperavam que Adriano fosse substituído Porém, como um grande comandante nunca abandona seu império, o atacante retornou para o jogo e logo no primeiro minuto, aproveitou um bom cruzamento de Léo Moura e de cabeça fez a alegria da nação, marcando o segundo gol do Flamengo no jogo. É a quinta vez que o Imperador faz um gol em sua estreia Foi assim também, na Inter de Milão, na Fiorentina, no Parma e no São Paulo.

O gol do principal soldado rubro-negro em campo, fez com que novamente o Flamengo recuasse e cedesse espaços para o Furacão. Embalados pela boa partida de Márcio Azevedo, o time visitante começou a incomodar a linha de defesa da Gávea. Aos 25 minutos, o próprio ala carregou a bola pela esquerda e foi derrubado por Toró dentro da área. Rafael Moura cobrou o pênalti com categoria e diminuiu o placar.

Os rubro-negros cariocas não se deixaram abater com o gol de pênalti e voltaram ao ataque, tentando dar o golpe de misericórdia nos adversários. Porém, quando o time voltava a dominar, Cuca prendeu a equipe, colocando Wellinton na vaga de Toró. Sem conseguir levar muito perigo o jogo se arrastou até o apito final.

Escrito por Flavio DeABel às 20h01
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MATEMATICA

BOLETIM SERIDOENSE

Sim, considero a Matematica como uma senao a maior das invencoes do homem. Mas, encontro o seguinte artigo no editorial da Folha SP:

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'Particularmente alarmante é a situação no ensino de disciplinas estratégicas -como física e matemática- para o desenvolvimento profissional na economia tecnológica dos tempos atuais. No ensino médio, só um quarto dos professores de física tem licenciatura na área. Em matemática, 34%.

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Mesmo não sendo a única mazela da educação nacional, a qualificação deficiente dos mestres ajuda a explicar o péssimo desempenho de nossos estudantes em provas internacionais. Resulta, com certeza, da contínua desvalorização da profissão docente, para a qual contribuiu uma gama de fatores que não cabe analisar aqui. Importa é olhar para o futuro, que apresenta duas ordens de desafios'.

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A seguir, artigo do Marcelo Gleiser opina sobre a Matematica, esta nossa companheira de todos os dias.

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+MARCELO GLEISER

Beleza e verdade


Einstein defendia o belo como critério de verdade em teorias científicas



Em 1819, o poeta inglês John Keats, um dos expoentes do movimento romântico, escreveu: "a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber". (Perdoem-me pela tradução amadora.)
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Apesar das várias críticas argumentando que essas linhas são inocentes e que até estragam o poema (como escreveu T. S. Eliot, outro grande poeta), a fama delas ultrapassa os comentários negativos. Tanto que viraram até nome de livro, como no caso da recente obra do matemático Ian Stewart, onde ele conta a história da busca por simetria (que ele equaciona com beleza) na matemática e na física teórica.
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Historicamente, a matemática é extremamente eficiente na descrição dos fenômenos naturais. O prêmio Nobel Eugene Wigner escreveu sobre a "surpreendente eficácia da matemática na formulação das leis da física, algo que nem compreendemos nem merecemos". Toquei outro dia na questão de a matemática ser uma descoberta ou uma invenção humana.
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Aqueles que defendem que ela seja uma descoberta creem que existem verdades universais e inalteráveis, independentes da criatividade humana. Nossa pesquisa simplesmente desvenda as leis e teoremas que estão por aí, existindo em algum meta-espaço das ideias, como dizia já Platão.
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Nesse caso, uma civilização alienígena descobriria a mesma matemática, mesmo se a representasse com símbolos distintos. Se a matemática for uma descoberta, todas as inteligências cósmicas (se existirem) vão obter os mesmos resultados. Assim, ela seria uma língua universal e única. Os que creem que a matemática é inventada, como eu, argumentam que nosso cérebro é produto de milhões de anos de evolução em circunstâncias bem particulares, que definiram o progresso da vida no nosso planeta.
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Conexões entre a realidade que percebemos e abstrações geométricas e algébricas são resultado de como vemos e interpretamos o mundo.
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Em outras palavras, a matemática humana é produto da nossa história evolutiva. Claro, civilizações que se desenvolverem em situações semelhantes (na superfície de um planeta rochoso com muita água e vegetação, sob um sol irradiando principalmente na porção visível do espectro eletromagnético etc.) poderão obter uma matemática semelhante: a matemática reflete as mentes que a criam.
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Mas qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza à teoremas e teorias, criando uma estética da "verdade". Os mais belos são aqueles que conseguem explicar muito com pouco.
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Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples; dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a "lâmina de Ockham", atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século 14.
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Einstein, dentre outros, era um defensor da beleza como critério de verdade em teorias científicas: uma teoria tem que ser bela para estar correta. E, sem dúvida, muitas dela são, ao menos de acordo com critérios de elegância e simplicidade na matemática.
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Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade. Acho isso preocupante, pois me soa como ecos de um monoteísmo judaico-cristão, uma infiltração religiosa, mesmo que sutil e metafórica, nas ciências. Melhor é defender a matemática e a beleza como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.

À memória de meu pai, Izaac Gleiser (nascido em 31 de maio de 1927)


MARCELO GLEISER
é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Harmonia do Mundo"

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PROJETO MATEMÁTICA PARA TODOS

Imagine um curso de Matemática que abranja todo ensino fundamental, passando pelo ensino médio e indo até os primeiros anos da faculdade de Matemática, ou até mais longe. Um curso 90% prático, composto de milhares de exercícios e problemas de Matemática com complexidade crescente, objetivando o raciocínio rápido, preciso e criativo... um curso feito para todos que querem dominar a Matemática e que estimule o auto-didatismo. Já existem alguns cursos assim, mas eles são muito caros e por isso inacessíveis para a grande maioria dos brasileiros. Por que não disponibilizar um curso como esse pela Internet, em CD-ROM ou via xerox para que todos tenham acesso? Essa é a idéia do projeto MATEMÁTICA PARA TODOS. Estamos construindo um material de estudo de Matemática muito prático e acessível a todos. Se você quer contribuir para a Educação Matemática, participe desse projeto! Mande um e-mail para Eric Campos pedindo mais informações sobre esse projeto.

 

Escrito por Flavio DeABel às 10h53
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JUROS BAIXOS

ENTREVISTA

ALDEMIR BENDINE


Banco privado já sente pressão do BB

Novo dirigente diz que rivais se mexem pressionados pelo banco estatal e que instituições públicas não precisam ter a mesma rentabilidade do setor privado

LEANDRA PERES
NEY HAYASHI DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Bendine afirma que o banco tem de recuperar o seu "papel histórico" como agente do desenvolvimento econômico, aumentando a concessão de crédito e liderando um movimento de redução das taxas de juros bancários praticadas no país. O executivo afirma, porém, que não haverá prejuízos ao Tesouro Nacional com essa nova política.

 

FOLHA - No início da semana passada, o Banco do Brasil reduziu as taxas de juros para as pessoas físicas. Foi uma resposta aos dados do Banco Central que mostraram aumento nos juros do banco em maio?
ALDEMIR BENDINE
- O banco não fez nenhuma elevação de taxas. O ranking do Banco Central mede um outro tipo de situação. Não reflete as taxas de juros máxima e mínima de um banco. A redução anunciada na semana passada é uma ação de destravamento do crédito e de melhores condições em taxas de juros para incrementar na nossa base de clientes.

FOLHA - Se o ranking do Banco Central não mostra que banco tem a taxa mais elevada, para que serve?
BENDINE
- O que o Banco Central quer mostrar é como é o comportamento do "spread" bancário num determinado momento. Não está procurando responder quem está cobrando mais nem menos. Os bancos estão sugerindo ao Banco Central que, além dessa taxa média, também divulgue uma tabela que mostre as taxas máximas e mínimas de cada instituição. Acredito que devem aceitar.

FOLHA - Há espaço para novos cortes nas taxas de juros do Banco do Brasil?
BENDINE
- Há. Estamos finalizando os estudos para ajustes nas taxas para pequenas e médias empresas. Nessas linhas [para as pessoas físicas], dado o cenário atual, estamos com uma taxa bastante adequada e com o "spread" relativamente ajustado.

FOLHA - O setor financeiro é bastante concentrado no Brasil. Há concorrência entre os bancos?
BENDINE
- Bastante. O Bradesco, por exemplo, está fazendo ampliação de prazos, financiamento de veículos por até 80 meses. A vida é dura aí fora [risos].

FOLHA - O sr. credita essas reações do mercado ao movimento do Banco do Brasil?
BENDINE
- Você tem dúvida? [risos]

FOLHA - Mas, no fim de 2008, o Banco do Brasil elevou os juros em resposta à crise econômica.
BENDINE
- Olhando para trás, não foi um movimento correto. Mas também é preciso admitir que, à época, os dados não estavam muito claros para quem tinha que tomar a decisão. Não critico.

FOLHA - O sr. teria tomado essa decisão?
BENDINE
- Olhando hoje, não.

FOLHA - Qual seria a sua decisão?
BENDINE
- Observar um pouco a inadimplência, mas sem grandes solavancos na taxa de juros. Nas linhas de financiamento internas não havia necessidade de um movimento tão abrupto.

FOLHA - O contrato de gestão com o Ministério da Fazenda está sendo cumprido?
BENDINE
- Não existe contrato formal. Existe um compromisso moral da administração do banco nesse resgate do papel do banco público como agente de desenvolvimento. Não tenho nenhuma meta fixada em números.

FOLHA - O sr. concorda com a crítica da ministra Dilma Rousseff de que os bancos públicos se comportam como se fossem privados?
BENDINE
- Num cenário econômico favorável, atuar como banco comercial atendia às necessidades do controlador. O que esteve amortecido ao longo dos últimos anos era a vocação do Banco do Brasil como agente do desenvolvimento e de cumprir, sim, uma política econômica do país.

FOLHA - Os bancos públicos devem ter o papel de atuar para destravar o crédito?
BENDINE
- Num momento de incerteza e instabilidade, os bancos procuram menores riscos. Nessa hora eu acho que, sim, vale a pena o papel do banco público, desde que haja segurança. Os indicadores macroeconômicos do Brasil mostravam [no final do ano passado] que não estávamos sendo afetados de uma forma tão dura como outros mercados. É importante nessa hora que o banco público, respeitados os limites de segurança, passe a liderar esse movimento.

FOLHA - Isso quer dizer que um banco público pode assumir mais riscos, uma vez que há sempre a garantia da União?
BENDINE
- Quando o investidor compra uma ação do Banco do Brasil, ele tem uma segurança maior porque é um banco que nunca vai quebrar. Esse investidor corre menos risco. Por isso, é natural que se pague um deságio em relação ao preço. Então, normalmente, não se espera uma rentabilidade tão grande quanto o investimento num banco privado. Mas o Banco do Brasil, além de ter essa garantia [da União], tem conseguido mostrar eficiência nos seus resultados.

FOLHA - Como evitar os rombos do passado, quando essa atuação de banco público fez o Banco do Brasil acumular desequilíbrios que exigiram aportes do governo?
BENDINE
- Hoje, mesmo que se quisesse fazer movimentos fora da boa prática, não haveria como. O nosso sistema de governança não permite situações ousadas ou arriscadas que vivenciamos no passado.

FOLHA - A compra da Nossa Caixa e do banco Votorantim foi vantajosa para o Banco do Brasil ou foi uma operação de socorro?
BENDINE
- O Banco do Brasil tinha uma presença extremamente tímida em São Paulo. A aquisição da Nossa Caixa permitiu corrigir essa deficiência. Foi um dos nossos melhores negócios. No caso do Votorantim, não foi nenhuma operação de socorro. Ali se casaram dois interesses: o do Banco do Brasil de ter uma solução para a questão de financiamento de veículos, e o do banco Votorantim, por outro lado, por ser um banco de médio porte, que naquele momento vivenciava uma nova realidade na sua estrutura de captação, que ficou mais cara.

FOLHA - Como está o processo de integração entre o Banco do Brasil e a Nossa Caixa? A marca será mantida?
BENDINE
- Estimamos até dois anos para fazer a absorção total da Nossa Caixa. Não temos posição definida em relação à marca.

FOLHA - O sr. fala em aumentar volume de crédito, mas o Banco do Brasil está perto do limite estabelecido pelo Banco Central para novas operações. Será necessária uma injeção de recursos do Tesouro?
BENDINE
- Por nossas projeções, teríamos folga até o início de 2011.

FOLHA - E depois?
BENDINE
- Nós vamos ter de, a partir do início do próximo ano, abrir uma discussão. Capitalização não é a única solução.

FOLHA - Quando o sr. assumiu, trocou cinco dos nove vice-presidentes do banco. Por quê?
BENDINE - Porque eu queria um time mais aliado à minha forma de atuação.

FOLHA - Houve indicações políticas?
BENDINE
- Nenhuma.

FOLHA - O sr. é uma indicação política?
BENDINE - Também não. Sou uma pessoa extremamente técnica. Comecei como menor aprendiz e já tenho 30 anos de casa.

FOLHA - O sr. tem algum vínculo com o PT?
BENDINE
- Nunca tive nenhum tipo de filiação partidária ao longo da minha vida.

FOLHA - O sr. conhecia o ministro Guido Mantega?
BENDINE
- Do relacionamento nos dois anos e meio em que fui vice-presidente do banco. Apesar de ser o presidente da República quem me indica, a minha prestação de contas se dá por meio do Ministério da Fazenda. Eu tenho um excelente relacionamento com o ministro da Fazenda.
Ele vinha acompanhando os movimentos que o banco já começava a fazer naquele momento [quando o ranking do Banco Central apontou aumento nas taxas de juros do Banco do Brasil], logo no início da minha gestão, e eu acho que ele está satisfeito com a gestão do banco neste momento.

Escrito por Flavio DeABel às 10h38
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HITLER

 O Triunfo da Vontade

  • Descrição: O Triunfo da Vontade, documentário e propaganda, foi requisitado por Hitler em 1934 e dirigido por Leni Riefenstahl. Cobre os acontecimentos ocorridos durante o Sexto Congresso de Nuremberg. A intenção original deste documentário era retratar os primeiros anos da NSDAP, para que futuras gerações pudessem olhar para trás e ver como o Terceiro Reich começou. Na realidade, O Triunfo da Vontade mostra à História como o Terceiro Reich moveu massas em direção ao terror através da propaganda, e também como Adolph Hitler tinha uma incrível e única habilidade de comover multidões e fazê-las acreditarem e realizarem suas vontades através do poder de sua palavra.
  • Procedência: Nacional
  • Estúdio: Classic Line
  • Título Original: Triumph Des Willens
  • Tempo: 124
  • Cor: Preto & Branco
  • Ano de Lançamento: 2007
  • Elenco: ADOLPH HITLER
  • Direção: LENI RIEFENSTAHL
  • Recomendação: 12 anos
  • Região do DVD: Multi-Região
  • Legendas: Português
  • Idiomas / Sistema de som:
    Alemão - Dolby Digital 2.0
  • Formato de tela: FullScreen
  • País de Orígem: Alemanha
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    BOLETIM SERIDOENSE

    Vira e mexe, o nome Hitler aparece na midia. A Folha SP tem dado destaque ao ditador que ordenou a morte de milhoes de judeus na Segunda Grande Guerra Mundial.

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    crítica

    Filme trata Hitler com sarcasmo

    CÁSSIO STARLING CARLOS
    CRÍTICO DA FOLHA

    Uma antiga e ainda funcional fórmula marxista prega que a história acontece primeiro como tragédia e se repete como farsa. Sua validade cabe, por exemplo, para dois momentos do cinema alemão recente que, depois de reconstituir a derrocada das lideranças nazistas em "A Queda", traça um retrato sarcástico dos últimos dias de Hitler em "Minha Quase Verdadeira História".
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    Não chega, porém, a ser cômico o filme dirigido por Dani Levy, cineasta suíço de origem judaica. Também pudera. Seria difícil conseguir fazer rir da absurda ideia de afeição construída a partir do encontro entre um diretor de teatro judeu retirado de um campo de extermínio para ajudar Hitler a manter de pé a crença na superioridade ariana.
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    É do lado da farsa que o filme carrega algum interesse: aquela montada para o nazismo se manter no poder, a de um grupo de facínoras que encena um domínio que já não passava de ficção e, enfim, a de um homem fraco que projeta uma imagem superior à força de extermínios.
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    O filme expõe com acuidade esses aspectos, enfatizando a figura de Goebbels que encena para manter tudo e todos como reféns de sua "criação". O problema aqui é não nos permitir distinguir a farsa da tragédia, o que aproxima o filme de um revisionismo perigoso.


    MINHA QUASE VERDADEIRA HISTÓRIA
    Lançamento: Europa
    Quanto: R$ 40, em média
    Avaliação: regular

     

    Escrito por Flavio DeABel às 10h24
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    RETALHOS

    crítica

    Autor criou uma dolorida Bíblia em P&B

    RAFAEL GRAMPÁ
    ESPECIAL PARA A FOLHA

    Multipremiada e multicomentada, "Retalhos", a autobiografia em quadrinhos de Craig Thompson, fala sobre relacionamentos à distância, ora com uma garota, ora com Deus, ora com sua família.

    Retalhos
    Na história, o autor compartilha seus dramas de infância numa família de cristãos fervorosos e a descoberta do amor na adolescência. Sua busca pelo autoconhecimento é dividida entre uma fé prematura e castradora e as primeiras questões existenciais, buscando a pureza de sentimentos verdadeiros implacavelmente tratados como pecado pela mente cega por redenção do jovem Thompson.
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    O conflito nos conduz para dentro de uma sociedade retrógrada, onde o que menos conta são os valores individuais. Nesse cenário, sua única salvação é o amor... ou a desilusão amorosa.
    Cada página é como um palco preto e branco onde sobram rastros da dança solta das belas pinceladas secas de Craig Thompson. Seu desenho compõe ricos detalhes que contradizem magistralmente com a simplicidade do traço.
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    Ornamentos são originalmente integrados aos quadros, embelezando as páginas sem maneirismos e sempre em favor da narrativa. Leve e brutalmente dolorida, a "graphic novel" sob certos aspectos soa, ao final da leitura, como uma resposta a todas as questões do autor sobre fé e sua precoce obsessão pelas escrituras sagradas.
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    Thompson conseguiu escrever -e desenhar- a sua própria Bíblia, uma graphic novel de invejáveis 592 páginas que vem arrebanhando milhares de fiéis no mundo com a "boa nova" que são as HQs.

    RAFAEL GRAMPÁ é quadrinista, vencedor do Prêmio Eisner 2008.
    Avaliação: ótimo

    Escrito por Flavio DeABel às 10h19
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    COMEDIA NACIONAL

    Longa testa boa fase de comédias nacionais

    "A Mulher Invisível" pega carona no sucesso de "Se Eu Fosse Você 2" e "Divã'

    Produção tem elenco encabeçado pelo "bom de bilheteria" Selton Mello e por uma Luana Piovani de figurinos exíguos

    LUCAS NEVES


    DA REPORTAGEM LOCAL

    O diretor Cláudio Torres descreve Selton Mello, que protagoniza seu novo filme, a comédia romântica "A Mulher Invisível" (nos cinemas nesta sexta), como "uma arma viva". A metáfora tem mais de um sentido: além dos predicados artísticos, o ator tem mostrado, ao longo desta década, considerável poder de fogo na bilheteria.
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    Com o Chicó de "O Auto da Compadecida" (2000), levou 2,1 milhões de pessoas ao cinema. Outras 3,1 milhões viram "Lisbela e o Prisioneiro" (2003). Em 2008, "Meu Nome Não É Johnny" vendeu 2,1 milhões de ingressos.
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    Os produtores e o mercado exibidor esperam que o carisma de Mello gere cifras semelhantes para "A Mulher Invisível", num ano em que a boa acolhida a comédias tem mantido títulos nacionais na lista dos dez mais vistos todas as semanas -quando "Se Eu Fosse Você 2" saiu, "Divã" entrou.
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    Para não correr o risco de ricochetear, Torres também tem em seu arsenal doses generosas de uma Luana Piovani de camisola transparente ou só de calcinha e sutiã. E uma trama simples: largado pela mulher, o controlador de tráfego Pedro (Mello) desiste do amor e se tranca em casa. Entre paredes, cria a companheira ideal, Amanda (Piovani), que adora futebol e não tem ciúme.
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    Quando, restabelecido, deixa o confinamento para levar a cara-metade ao cinema e a um jantar romântico, Pedro tem sua fantasia esfacelada pelo olhar alheio. O amigo (Vladimir Brichta) que tenta pôr fim a seu desvario é o mesmo com quem, mais adiante, disputará os sentimentos da vizinha, Vitória (Maria Manoella).
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    Depois da recepção fria a seu longa de estreia, "Redentor" (2004), comédia dramática com toques fantásticos, Torres diz que buscava "um filme mais luminoso, com gênero definido e tom mais acessível".
    E com potencial de bilheteria. "Qualquer diretor, por mais radical que seja, deseja se comunicar. Até por que o cinema é uma atividade artística de massa."

    Chaplin e Jack Black
    Aclimatado na comédia, ele afirma não ter "a coragem, o peito de Breno [Silveira, em "Era Uma Vez...'], Fernando [Meirelles, em "Cidade de Deus'] e Walter [Salles, em "Central do Brasil'] para penetrar no tecido social brasileiro".
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    Tampouco pretende explorar o nicho das biografias de figurões da história nacional. "Gosto mesmo é do humor. A vida precisa da crítica cômica que ele produz. É impossível rir sem pensar."
    O humor de "Mulher..." alia remissões à graça melancólica de Chaplin a "gags" físicas na linha aloprada de "O Amor É Cego" (2001) e "Mais Estranho que a Ficção" (2006). Para Mello, "Pedro poderia ser o Ben Stiller, seu amigo, o Jack Black, e a mulher, a Cameron Diaz".
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    A fama de "bom de bilheteria" o envaidece, mas não parece pesar sobre suas escolhas profissionais. Depois de "Mulher...", atuou em "Jean Charles" (estreia em junho), perfil do brasileiro confundido pela polícia britânica com um terrorista e morto, e "A Erva do Rato" (ainda inédito), adaptação de contos machadianos pelo sempre radicalmente autoral Júlio Bressane.
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    Ele mesmo pensou em dirigir uma versão d" "O Alienista", mas achou que ainda não era hora. O segundo capítulo da carreira de cineasta (aberta por "Feliz Natal") deve ser baseado num roteiro sobre um palhaço em crise com a profissão -situação que espelha a que Mello experimenta vez por outra, "de achar que estou fazendo coisas demais, deixando um monte de coisas pendentes".

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    BOLETIM SERIDOENSE

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    Filme: Casa da Mãe Joana

    O  filme é uma boa pedida, não só por ser uma boa comédia, mas também por trabalhar com elementos tão cotidianos da nossa cultura nacional. Na história três amigos trambiqueiros, após serem passados para trás pelo quarto membro da turma, têm que se desdobrar para colocar as contas em dia e não acabarem despejados do seu local de residência. Para não sofrerem o despejo descobrem que a melhor política é dar duro e trabalhar e a partir daí surgem as mais estranhas confusões.

    Escrito por Flavio DeABel às 10h03
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    GARRINCHA

    DVDs

    Crítica/"Joaquim Pedro de Andrade - Obra Completa"


    Caixa inclui filme sobre Garrincha

    Garrincha, 18 out 08

     

    Pacote reúne seis DVDs com a obra completa restaurada de Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988)

    SÉRGIO RIZZO
    CRÍTICO DA FOLHA

    A boa notícia embute a triste lembrança: a restauração digital da obra completa de Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988), que se estendeu por quatro anos, cabe em uma caixa com seis DVDs. É um avanço que esteja disponível, mas uma lástima que a carreira do cineasta tenha sido tão breve.
    Cinco discos da coleção já haviam sido lançados separadamente, com os longas de ficção "O Padre e a Moça" (1965), "Macunaíma" (1969), "Os Inconfidentes" (1972), "Guerra Conjugal" (1975) e "O Homem do Pau-Brasil" (1981). A novidade exclusiva da caixa é o documentário "Garrincha, Alegria do Povo" (1963).

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    Restaurado a partir de cópia "bastante deteriorada", pois os negativos foram atingidos pela "síndrome do vinagre" que destrói películas sem adequada conservação, o "filme verdade" sobre o então craque do Botafogo foi realizado logo depois do bicampeonato mundial obtido pelo Brasil no Chile, em 1962. No auge da forma e do prestígio, amplificado por atuações brilhantes que compensaram a ausência de Pelé na fase decisiva da Copa, Garrincha aparece a maior parte do tempo em imagens de arquivo, valorizadas pela montagem e pela narração (o jornalista Armando Nogueira é um dos produtores e roteiristas).
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    É o material captado por Andrade, no entanto, que promove doce viagem até a fase romântica do futebol brasileiro. Parece inimaginável, para os padrões atuais do esporte, que um astro como ele ainda morasse, com a mulher e sete filhas, em uma casa modesta de Pau Grande, onde jogava pelada e frequentava bares com os amigos.
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    Andrade também acompanha Garrincha em caminhada pelas ruas do Rio, demorando a ser reconhecido e assediado, em flagrante que pertence à pré-história da era das celebridades. O próprio jogador diz que não gostava da fama; se vivesse hoje, talvez se comportasse como Adriano, que retornou há pouco ao Flamengo.
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    Os extras de "Garrincha" incluem longa entrevista à TV Cultura em 1976 (e não 1963, como consta no rótulo do DVD) e o curta "O Arco e a Flecha", que os franceses Sylvie Pierre e Georges Ulmann realizaram durante visita de Andrade, em 1984.
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    A joia do pacote, no entanto, é o documentário "Histórias Cruzadas" (2007 ), da filha mais velha do cineasta, Alice, que combina registro intensamente afetivo com imagens e depoimentos valiosos sobre o pai e o Cinema Novo.


    CAIXA JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE
    Lançamento: Videofilmes
    Quanto: R$ 300, em média
    Avaliação: ótimo

    Garrincha / Goleiro no chão, rotina de Garrincha.

    Escrito por Flavio DeABel às 09h49
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    RITA LEE

    "A minha vida é uma reinvenção diária"

    Aos 61 anos, Rita Lee afirma que lança DVD ao vivo para que a neta possa vê-la e diz detestar quando perguntam quando ela irá se aposentar

    Quando recebeu a reportagem da Folha em casa para falar sobre seu "Multishow ao Vivo", Rita Lee nem sequer tinha ouvido ou visto os respectivos CD e DVD. Assumiu que não gosta desses registros que faz em público. Nunca os vê depois de prontos.

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    "Sou do tempo da Elis e da Angela Maria, minha voz não é nada. Numa gravação como essa do DVD, fico muito insegura", confessa. "Prefiro aqueles videozinhos que as pessoas gravam com celular e colocam no You Tube. É muito mais legal, mais quente."
    Seu grande barato é entrar em estúdio e, longe do público, fazer experiências. Graças a isso, já tem pronto um número suficiente de canções inéditas para encher um álbum. E diz estar "se coçando" para fazê-lo.
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    Por que então deixar a novidade de lado e lançar mais um trabalho ao vivo? "Nem sei direito", diz. "Pra registrar, pra minha neta assistir quando eu morrer. São essas coisas que me passam pela cabeça."
    Além do disco de inéditas, ela pensa em regravar músicas de cinema numa levada bossa nova, como já fez antes com o repertório dos Beatles. "Adoro as canções dos filmes italianos, dos musicais da Metro, das chanchadas da Atlântica", enumera. "Talvez "roquear" os clássicos da bossa nova também seja uma ideia boa."
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    Roberto de Carvalho gosta das possibilidades. Suas aptidões como pianista e arranjador sempre foram íntimas dessa estética musical. "Quando ele entrou na minha vida, trouxe uma carioquice que tinha muito a ver com bossa nova", lembra Rita. "Eu fiquei apaixonada. Era um vulcão. A gente fazia música o dia inteiro."
    Ele próprio, no entanto, se mostra fascinado com artistas que transgridem seus próprios padrões estéticos. Cita os dois últimos discos de Caetano, voltados ao novo rock, como bons exemplos dessa ousadia. Mas afirma que ele próprio não sabe lidar com ela.
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    "Quando tenho esse tipo de ansiedade, eu sento e espero passar", diz o músico. "A diversidade de assuntos que o Caetano tem não faz parte da minha personalidade. E eu nem sei se tenho esse talento todo para fazer bem alguma coisa diferente da que eu já faço."

    Misoginia?
    Assumir as próprias limitações é algo que costuma trazer serenidade -a tal paz de espírito que, segundo Rita Lee, as pessoas só atingem com o avançar da idade. Ainda assim, o casal gosta de fazer a diferenciação: estar sereno não é o mesmo que estar acomodado.
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    "Uma coisa que me perguntam sempre é quando eu vou me aposentar. Eu detesto porque continuo com o mesmo tesão de antes quando subo no palco", diz Rita. "É gozado: nunca vi perguntarem isso pro Chico Buarque. Será que é misoginia?".
    Roberto joga na roda outras palavras que, como "aposentadoria", Rita detesta. Uma delas é "irreverente", adjetivo que corriqueiramente a imprensa cola ao nome da cantora. Outra: "reinvenção". "Não suporto esse termo", ela reclama.
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    "Isso é bobagem da Madonna, que bota uma roupa diferente e acha que se reinventou. Na real, a vida é uma reinvenção diária. A minha, pelo menos, tem sido assim."

    (MP) FOLHA, SP

    Escrito por Flavio DeABel às 09h40
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    MIRIAM E MILLOR

    Tribuna do Norte, por Woden Madruga

    Mirian Gurgel

    Morreu, domingo passado, em João Pessoa, a professora e escritora Mirian Gurgel de Oliveira Maia, aposentada da Universidade Federal da Paraíba. Nascida em Mossoró, formada em Letras, Mirian tinha 73 anos e gostava de pesquisar o mundo, vasto mundo, do humor, tema de vários de seus livros.

    O programa Memória Viva, da TV-Universitária, reprisa neste sábado, a partir das 15 horas, a entrevista que Mirian Gurgel gravou o ano passado e que foi apresentado em maio de 2008. Além do diretor do programa, Tarcísio Gurgel, os entrevistadores foram o poeta Bob Mota e o professor José Augusto da Costa Júnior.

    De idiota

    É de  Millôr Fernandes:

    - É impressionante como a gente é idiota aos 20 anos. E com o passar do tempo, a gente vai se transformando num idiota mais velho.


    Escrito por Flavio DeABel às 08h26
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    29/05/2009


    PARABENS, PADRE TERCIO

     

    BOLETIM SERIDOENSE

    Nesta edicao, ouvindo a Emissora Rural e procurando transcrever alguns dos pronunciamentos das autoridades presentes no Centro Pastoral Dom Wagner. Muitos discursos, muitas homenagens ao Padre Tercio que passa a direcao da Fundacao Educacional Santana ao Padre Ivanoff sob as bencaos do Bispo Dom Delson Pedreira. Nao compareci a solenidade, mas acompanhei pelo Radio Rural AM e aqui procuro relatar um pouco dessa bonita festa.  Fotos e dados  foram obtidas de outros blogues, como o de Robson Pires e Roberto Flavio a quem agradecemos.

    -

    Fui aluno do Ginasio/Colegio Diocesano, a quem devemos muito. E o Padre Tercio, uma figura impar, educador entusiasta que guiou-nos nestas ultimas quatro decadas. Parabens, Padre Tercio.

    Escrito por Flavio DeABel às 22h11
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    DOM DELSON

    Dom Delson:

    (Escutando a Radio Rural de Caico, direto do Dom Wagner. Alguns momentos descritos aqui no Boletim Seridoense).

    Saudacoes aos presentes, politicos e eclesiasticos, aos patrocinadores da Emissora

    Promover uma cultura de respeito, dialogo e amizade. Bonito programa que o Papa sugere para os meios de comunicacao social.

    Estamos na Era da tecnologia digital. Nos preparamos para esse novo tempo. E a RAdio Rural, quando teremos os novos equipamentos?

    Na Folha da Diocese, o muito obrigado ao Pe Tercio. Trabalho serio, firme e entusiasta, nestes 40 anos. Sintonizados na fundacao educacional Santana.

    Com paciencia de Jo e muito altruismo Pe Tercio levou a bom termo.

    Colaboradores e patrocinadores.

    Pe Tercio: a quem entregar a direcao da Fundacao Santana

    Pe Ivanoff Pereira continuara num momento bom.

    Gratidao a Pe Tercio.

    Ivanoff tera protecao divina e nosso apoio.

    Parabens, Pe Tercio.

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    Claudio Sandegi:

    ( Cantemos o Hino de Caico)

    Escrito por Flavio DeABel às 21h52
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    JOAO MAIA

    Escutando a Radio Rural de Caico, direto do Dom Wagner. Alguns momentos descritos aqui no Boletim Seridoense.

    DEputado Joao Maia destacou:

    Morava no sitio, um RAdio Semp, com pilhas Ray O Vac. Emissora nos pos em contato com o mundo. Forro pela rural, mae ensinava-nos a dancar.

    Saudacoes aos politicos da regiao. Chico Torres. Oberdan. Fernando Antonio. 

    Em 1967, Salomao Gurgel, durante a ditadura, programa politico. Dom Heitor, Dom Eugenio, e o seminario no Rio so tinha seridoense. 

    A insistencia de Pe Ivanoff. Consciencia e alma de Pe Tercio ficara tranquila.

     

    Escrito por Flavio DeABel às 21h43
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    PADRE TERCIO

    Pessoas especiais. Dom Manuel Tavares. Agregou o Serido ao Radio. Itan Pereira da Silva, pouco tempo como diretor. Moacir Mauricio Dantas, antes de ser inaugurada ja trabalhava para emissora. Locutores. Manoel Felix, os Nogueira. Evaldo, Joao e Zenaide. Aluisio Lacerda. Salomao Gurgel. Francisco Tomas, da Rural para Voce. Getulio Costa.

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    Comendas, para alguns. Gentil Homem Filho. Dorgival Fernandes. Humberto Medeiros. Anjos salvadores. Porque? Nas dificuldades financeiras. Avalistas quando a Emissora foi ao Banco. No mundo de hoje que nao se precise de Banco. A Diocese nao tinha saida. Conego Euclides Diniz, fanatico pela Emissora Rural. Passava o dia ouvindo. La no ceu esta ouvindo a emissora. Padre Antenor Salvino. O programa, mundo biblico. Musica classica, historia dos faraos. Pouca audiencia, mas nunca se intimidou. Continuou, e hoje esta subindo. As 4as. feiras.

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    Ozede Nobrega. Primeiro momento da Emissora. Lado romantico, pessoas trabalhavam gratuitamente na emissora. Tempo romantico. Depois, tempos mais dificeis. Pai muito organizado. Historia, o certo e errado. Funcionaria do Banco.

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    Dom Manuel Pedreira certamente revitalizara a emissora. Pe Ivanoff, confiante prossigamos. Obrigado, padre Tercio. Eu (o padre) e que digo obrigado. Luta de 4 decadas. Luta me desenvolveu.  Muito obrigado.

     

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    PADRE IVANOFF PEREIRA

    (O padre Ivanoff Pereira tem 46 anos de idade.  ordenado padre no dia 1º de fevereiro de 1997,  substituirá o Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo que pediu renúncia do cargo. A solenidade presidida pelo Bispo Diocesano de Caicó, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, que é o Presidente da Fundação Educacional Santana. 

    O Padre Ausônio Tércio de Araújo deixa os meios de comunicação da Diocese de Caicó com uma história de competência, responsabilidade e entusiasmo sempre visando o futuro. Dirigiu a Rádio Rural AM Caico,  instalou a 95 FM e  adquiriu a Rádio Rural AM de Parelhas. Ampliou, portanto, a açao dos meios de comunicação da igreja católica do Seridó).

     

    padre-ivanoff

     

    Padre IVANOFF:

    Radio Rural, a marca da Terra e do Povo ( como dizia Pe Itan).

    Progresso da Terra, o objetivo. A fe em Cristo, o progresso, orientacao de nosso Bispo Dom Delson.

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    RIVALDO COSTA

     

     

    Prefeito de Caico na solenidade, sauda autoridades. Destaca a homenagem ao Pe Tercio. Organizacao do povo, o debate sereno e o futuro que queremos construir. A prefeitura se solidariza nesta homenagem ao padre. Reconhece o valor na terra de Santana. Professor Ausonio de Araujo, irmao de Pe Tercio. Que nao se aposenta, pois ainda contaremos com o senhor. Navegar e preciso.

     

    Escrito por Flavio DeABel às 21h22
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    PE TERCIO

    Neste momento no Dom Wagner ocorre evento comemorativo de transmissao de direcao da Emissora Rural e suas afiliadas. Homenageado da noite: Padre Tercio, o Monsenhor Tercio. Dois cantadores de viola fazem seus improvisos enaltecedores da atuacao do Monsenhor Tercio.

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    Tive o privilegio de ser aluno no Ginasio Diocesano Seridoense. O padre nos deu licoes de vida. Religiao, Historia e Civismo. As aulas de Historia, bons momentos. Televisao nao era bem sintonizada, nao existia internet, nao existia o DVD. E o padre nos dava aula de Historia, desenhando. Desenhava aquelas historias fantasticas da humanidade. Inesqueciveis aulas.

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    Yanny Daniele, locutora na Radio Rural e o querido Padre Tercio

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    O Padre fala neste momento. Fala sobre os violeiros que cantaram agora ha pouco. A cultura em Caico estava carente. O padre Tercio chegara de Roma.  O programa dos violeiros esta no ar ate hoje! Suprindo a lacuna, fazendo cultura.

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    Muitos pediram o Padre para sair. Resistiu. Sempre consultou a sabedoria popular. O que nos diz ela? O trabalho cansativo e perseverante guiou seu trabalho. Aproveitamento da tecnologia, mas com otimizacao de resultados. Ciencia, se aplica, se for de resultados. As emissoras eram, sao do povo. A vida da comunicacao. Emissoras diocesanas foram alugadas, vendidas. Um tesouro a defender, a Radio Rural.

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    Opcoes do padre frente ao desafio de defender a emissora. Revolucao de 1964. Varias intensidades, nuns lugares, pesadona, noutros mais leve. Associacoes sem fins lucrativos, entidades de trabalho, e nao cabides de emprego. Momentos de aflicao, de medo. Esforco ao adequamento aos parametros legais. Diretores de escolas privadas, prestar contas ao Imposto de Renda.

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    No labor sofri muito (defendendo a emissora). Fragilidade humana. Incompreensoes. Politicas geradas fora de nosso espaco. A crise chega em todos lugares. Extensas. Chegam ate nos. Planos economicos nestes ultimos 40 anos. Tentei preparar professores. Engenheiro Jaime Quirino. Jornalista, entrevistador, conhecedor do radio. Ronaldo Carlos. Radio, com virtudes e defeitos.  Aumentar a potencia da Radio AM. Radio e o que queremos que ele seja. Nos fazemos o Radio.

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    Dom Heitor veio e ajudou a fazer uma emissora de transformacao. Salatiel Costa. Um dia pediu demissao. Nao esperava. Homem justo e correto. Fernando Antonio Bezerra. Vice-Diretor. Parente do vento, terminou longe de Caico. Impossivel rete-los. Pincei alguns nomes. Os falecidos sao muitos. Quase trinta.

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    O padre em seu pronunciamento

    EStudos. Casamentos precoces. Seducao. Nossos funcionarios progrediram. E eram captados por emissoras do litoral. Mas, navegar e preciso. Voltar a tras. Nao. Navegar e preciso. O que fazer?  A luz Crista para nos guiar. Desbravamos terras. Sindicalismo. Migracao. Conscientizacao politica. Monsenhor Expedito com suas cartilhas. Musica popular e regional. Mulher sertao. Valorizacao do negro.  Importancia do negro na historia do Serido. Clube de Trovadores. A mais bela voz, a procura de talentos.

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    Sao Joao e Sao Pedro. Professora Lidiane e Ronaldo Carlos, o departamento cultural. Evangelizamos. A liturgia chegou ao Radio. Marcas locais foram divulgadas. Ajudamos o servico publico funcionar melhor.

    Escrito por Flavio DeABel às 20h42
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    GIRO GERAL

    Painel

    RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br - analisa, comenta a cena política

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    Crítica/"Garapa"

    Filme de José Padilha falha ao analisar a fome no Brasil

    Documentário mostra que problema ainda persiste, mas entra em contradição

    RICARDO CALIL
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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    JOSÉ SARNEY

    Tragédia inacabada

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    OS CONTRA

    por TONI MARTINS, com fotos do Bessinha

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    Escrito por Flavio DeABel às 09h23
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    RENATA LO PRETE

    Painel

    RENATA LO PRETE -
    painel@uol.com.br

    Power point 2.0

    Após um período de maior recolhimento, Dilma Rousseff comandará na semana que vem o balanço consolidado de dois anos do PAC, com direito a power point, exibição de vídeos e lançamento de nova campanha publicitária. Duas parciais já foram apresentadas pela ministra-candidata no Rio Grande do Sul e no Amazonas. Dado o atraso das obras mais vistosas, como hidrelétricas e estradas, o carro-chefe da numeralha será o saneamento básico. Dilma prometerá a conclusão de 470 obras nessa área até o fim do ano.
    O evento também servirá para mostrar a ministra a todo vapor, a despeito do tratamento contra o câncer. Para enfatizar esse aspecto, será retomada a agenda de viagens pelos Estados com a caravana do PAC.



    Adiou. Relator no STF do caso da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Gilmar Mendes recuou da disposição de realizar em 4 de junho o julgamento do pedido de abertura de processo criminal contra o ex-ministro Antonio Palocci. Além de Menezes Direito, em licença, outros ministros indicaram que estarão ausentes na próxima semana. Mendes considera que o caso não deve ser resolvido com quórum baixo.

    Tô dentro. José Eduardo Dutra procurou Ricardo Berzoini para se apresentar como candidato à sucessão do presidente do PT, caso a vaga não fique com Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula.

    Tô fora. Se viabilizar sua candidatura, Dutra deixará o comando da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, bem no início da CPI, cujas investigações deverão incluir seu período na presidência da estatal (2003-2005).

    Nem te ligo 1. Enquanto o governo apronta a numeralha do PAC, a oposição intensifica suas vistorias das obras nos Estados. Na semana que vem, PSDB e PPS irão se juntar à iniciativa do DEM.

    Nem te ligo 2. A ordem no DEM é ignorar o fato de que deputados do partido assinaram a PEC de Jackson Barreto (PMDB-SE) abrindo a porta para o terceiro mandato de Lula. "Essa PEC não existe. Se o Jackson quer aparecer, não vamos servir de escada", afirma o presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ).

    Eu não. José Sarney (PMDB-AP) nega ter pedido a cassação das credenciais da equipe do humorístico "CQC", que o chamou de "dinossauro". O assunto, diz, é de responsabilidade da primeira-secretaria do Senado.

    Tem jogo. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse ao ministro José Múcio (Relações Institucionais) que é possível reverter a nomeação de Arthur Virgílio (PSDB-AM) para a relatoria da CPI das ONGs. Segundo Jucá, a base teria até como destituir Heráclito Fortes (DEM-PI) da presidência.

    Buraco do tatu. Ao instalar Virgílio na CPI das ONGs, como resposta à blindagem do governo na comissão da Petrobras, a oposição acertou o empréstimo de técnicos do TCU para vasculhar dados da estatal que o ex-relator Inácio Arruda (PC do B-CE) varrera para debaixo do tapete.

    Padrinhos mágicos. A oposição espera ainda contar com alguma camaradagem dos ministros que emplacou no TCU, maioria no tribunal.

    O outro. Ex-prefeito de São José dos Campos, o deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP) coletou 150 assinaturas na Câmara em favor da indicação do ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) Márcio Barbosa para a direção geral da Unesco. O governo apoia o egípcio Farouk Hosny.

    Visitas à Folha. Lázaro de Mello Brandão, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Luiz Carlos Trabuco Cappi, diretor-presidente do Bradesco, e Márcio Artur Laurelli Cypriano, membro do Conselho de Administração.

    Andres L. Valencia, embaixador do México, visitou ontem a Folha. Estava com Salvador Arriola, cônsul-geral.

    com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

    Tiroteio

    "Agora que foi aprovada a portabilidade na telefonia celular, vem aí a portabilidade de deputados e senadores."


    Do deputado VIC PIRES (DEM-PA), sobre as manobras em curso nos bastidores da Câmara para aprovar uma "janela da infidelidade", que permita trocas de partido antes da próxima eleição.

    Contraponto

    Tamanho G

    Durante encontro na terça-feira em Salvador, Lula brincava com Hugo Chávez dizendo que, de tanto visitar a Bahia, o venezuelano passou a ser presenteado pelo governador Jaques Wagner (PT) com camisas que antes eram destinadas ao presidente brasileiro.
    Lula ficou um instante quieto, enquanto Chávez sorria, e então completou:
    -Mas eu não sinto ciúmes... Como você está engordando, acabaria herdando as minhas camisas de qualquer jeito!

    Escrito por Flavio DeABel às 09h17
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    FILME

    Crítica/"Garapa"

    Filme de José Padilha falha ao analisar a fome no Brasil

    Documentário mostra que problema ainda persiste, mas entra em contradição

    RICARDO CALIL
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

    Os três longas-metragens realizados por José Padilha até aqui -"Ônibus 174", "Tropa de Elite" e "Garapa"- não têm uma unidade de linguagem evidente, mas possuem estratégias em comum bastante significativas.
    Em primeiro lugar, há sempre a abordagem de algum tema social maiúsculo -respectivamente, a Exclusão, a Violência, a Fome.

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    Depois existe a tentativa de trazer à tona uma verdade inconveniente ao espectador, em particular o de classe média alta, que hoje forma o grosso do público de cinema.
    Em "Tropa", por exemplo, era a ideia de que o consumidor de drogas é também responsável pela violência do tráfico. Em "Garapa", a lembrança de que a fome, embora ausente das manchetes dos jornais e das preocupações da maioria, continua a atingir uma enorme fatia da população brasileira.
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    Por fim, Padilha transforma esses conceitos em teses a serem didaticamente comprovadas. Se em "Tropa" havia a narração em off do capitão Nascimento, em "Garapa" há outros procedimentos. De um lado, há o didatismo da imagem. Um exemplo: as cenas de crianças com feridas abertas atacadas por mosquitos aparecem várias vezes, para que o público "sinta na pele" a miséria dos famintos.
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    São tantas e tão longas repetições que em algum momento o espectador pode achar que é a criança -e o filme, o incômodo inseto.

    Curto-circuito
    De outro lado, há o didatismo da palavra: cartelas no começo e no fim oferecem pensamentos e números sobre a fome e desnutrição no Brasil e no mundo, comprovando que o problema ainda existe -e que, apesar de avanços, está longe de ser sanado pelo programa Bolsa Família.
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    Ao final, porém, a palavra aparece não para explicar, mas para provocar um curto-circuito no filme. Se na maior parte da projeção Padilha adota os procedimentos do cinema direto americano (escola documental que, grosso modo, prega a observação de uma realidade com a mínima interferência da equipe de filmagem), no fim ele decide perguntar diretamente a uma das personagens algo como: "Se vocês não têm comida para alimentar a família, por que continuam tendo filhos?".
    .

    É como se o filme dissesse: se "eles" continuam se reproduzindo como coelhos, por que "nós" deveríamos nos preocupar? Nesse momento, o incômodo é apaziguado, a consciência esquece a culpa, e o filme entra em pane.


    GARAPA
    Direção: José Padilha
    Produção: Brasil, 2009
    Onde: em cartaz no Cine Bombril 1
    Classificação: não indicado a menores de 10 anos
    Avaliação: regular

    Escrito por Flavio DeABel às 09h12
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    JOSE SARNEY

    JOSÉ SARNEY

    Tragédia inacabada

    O RELATÓRIO do Banco Mundial sobre violência na América Latina é de deixar frio nos ossos. E, pior ainda, de nos esquentar a consciência por termos perdido no Brasil a oportunidade de abolir o comércio de armas.
    São 140 mil homicídios por ano, e o Brasil contribui com 40 mil. É mais do que uma guerra, porque é uma conivência da sociedade inteira, em que os que mais desaparecem são os jovens. São eles -entre 17 e 24 anos- os que mais matam e morrem.

    .

    Mas a revelação maior é a de que o nosso continente é dominado pelo crime organizado, por narcotraficantes e pela guerrilha política. Esta, numa etapa que já julgávamos superada, ressurge agora no Peru, com o Sendero Luminoso ("caminho iluminado"), de nome tão belo e de objetivos tão maus.
    Desaparecido no Peru, onde causou 70.000 mortes, como um movimento bem característico do passado ideológico marxista, agora é um braço do narcotráfico de obscuras tintas políticas.

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    Como fóssil das guerrilhas, ainda as Farc sobrevivem, agonizantes, mas sempre tentando semear adeptos, fazendo com que a Colômbia ainda tenha a maior taxa de mortalidade por armas.
    Tivemos os tupamaros no Uruguai, os montoneros na Argentina, o MIR no Chile, a Frente Sandinista na Nicarágua, Farabundo Martí (FMLN) em El Salvador, Junglecomando no Suriname, os bonis na Guiana Francesa, enfim, um continente armado.
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    A democracia teve a força de converter esses grupos aos valores da liberdade, da não violência, da força do voto. Muitos vieram a ser governo constituído e, como exemplos, o presidente recém-eleito de El Salvador, Mauricio Funes, da FMLN, e Ortega na Nicarágua, embora este não se tenha convertido.

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    Ainda agora, nas notícias da prisão de Víktor Bout, russo conhecido como o "mercador da morte", foi apontado o porto nicaraguense de Corinto, no Pacífico, como a maior entrada de armas da área, onde Exército e polícia fazem vista grossa.

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    E, mais doloroso ainda, armas altamente sofisticadas, como fuzis Kalashnikov iguais aos 100 mil comprados pela Venezuela ou os lança-foguetes RPG-7, que substituirão as velhas armas que transferem ao crime organizado nas cidades onde assaltam, matam e sustentam o narcotráfico.
    A nossa tríplice fronteira com Argentina e Paraguai também está nesta linha e é acusada de ser uma das maiores responsáveis pela entrada de armas.

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    A violência, suas causas e seus meios ainda necessitam de uma tomada de decisão política forte. O convívio com a morte criminosa nos torna indiferentes e, assim, coniventes. Precisamos tirar as pedras em que se transformaram os nossos corações.

    jose-sarney@uol.com.br


    JOSÉ SARNEY escreve às sextas-feiras nesta coluna.

    Escrito por Flavio DeABel às 09h03
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    OS CONTRA

    TONI MARTINS apresenta

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    Essa é do Bessinha...

    Charge destaca o amargor dos combatentes opositores do Brasil.

    Escrito por Flavio DeABel às 08h49
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    27/05/2009


    BOLETIM MINEIRO apresenta

    NAVEGAR É PRECISO

    NAVEGAR É PRECISO
    1. América Latina
    Indígenas resistem na Amazônia peruana
    Em greve há 40 dias, comunidades indígenas exigem anulação de decretos que permitem ação das transnacionais em suas terras
    Leia em http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/internacional/indigenas-resistem-na-amazonia-peruana
    ***
    2. Governos não se prepararam para enfrentar crescente virulência da natureza
    Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader
    http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3307/9/
    ***
    3. Existe jornalismo independente?
    Venício A. de Lima Jornal de Debates
    Considerando a hegemonia histórica do sistema privado de mídia, tanto impresso como eletrônico, cabe formular a seguinte questão: o jornalismo praticado nas empresas privadas brasileiras de mídia é independente, autônomo? A pergunta remete imediatamente a outra: independente, autônomo, em relação a que, ou, mais precisamente, a qual poder?
    http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=539JDB001
    ***
    4. Cuba e os EUA: o lento degelo
    Não se sabe até onde Obama está disposto a ir para melhorar as relações. Mas enquanto há apenas dez anos as pressões políticas internas aos EUA eram esmagadoramente a favor do boicote econômico, hoje o público e os políticos estão divididos.
    http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=7036
    ***
    5. Cheney x Obama: a ofensiva do medo
    A manchete da Folha de S.Paulo estampa: "Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anos". Tiro à queima roupa. Vamos, portanto, à CPI. Quem for brasileiro que siga Arthur Virgílio. Mas, aí, vem o maldito segundo parágrafo: "Amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso em 1998 e em decisões do Supremo Tribunal Federal, a petroleira contratou sem licitação....". Entre 2001 e 2002, no governo FHC, a empresa contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados. O artigo é de Leandro Fortes, no blog Brasília, eu vi. > LEIA MAIS
    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15995&boletim_id=556&componente_id=9568
    ***
    7. Verdadeiro interesse nos “piratas” da Somália não é revelado, diz pesquisador
    por Michelle Amaral da Silva
    http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/internacional/verdadeiro-interesse-nos-201cpiratas201d-da-somalia-nao-e-revelado-diz-pesquisador
    ***
    8. Relatório reafirma cultura de violência e impunidade no Brasil
    Relatório da Onu comprova visão de organizações: Violência e impunidade precisam de mais atenção do Estado
    http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38913&lang=PT
    ***

    Escrito por Flavio DeABel às 21h31
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    BOLETIM MINEIRO apresenta

    VALE A PENA LER


    1. Na Fórum de maio, entrevista exclusiva com Protógenes Queiroz
    Confira também:

    Onde estão os intelectuais?
    A ecologia servindo de desculpa para a exclusão
    Mais do que um perfil na internet
    A Barca, uma aventura brasileira - veja como um grupo paulista percorre o Brasil registrando e recriando as mais diversas manifestações culturais do país.
    ***
    2. A Revolução Venezuelana
    Em A Revolução Venezuelana, lançamento da Editora Unesp, Gilberto Maringoni investiga os objetivos do governo de Hugo Chávez e as opções colocadas diante de seu país. Para isso, parte da análise histórica sobre a Venezuela, desde o século XIX até a atualidade, traçando um
    perfil das diversas forças políticas, tendo como pano de fundo a supremacia do petróleo na economia local.
    Ao contrário de discussões ligeiras que dominam os noticiários sobre o tema, o autor busca esclarecer importantes questões que fizeram e fazem da Venezuela tema obrigatório no cenário internacional. Parte integrante da coleção Revoluções do Século 20, o livro percorre os momentos marcantes do governo chavista. Sob diferentes ângulos, Maringoni destaca o enfrentamento ao golpe de 2002, a conflituosa relação com os Estados Unidos e a influência da Venezuela na América Latina
    Autor: Gilberto Maringoni - Editora: UNESP - Ano: 2009 - Preço: 20,00
    ***

    Escrito por Flavio DeABel às 21h29
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    REELEICAO, NAO


    Escrito por Flavio DeABel às 21h27
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    26/05/2009


    OPINIAO

    BOLETIM SERIDOENSE

    .

    .

    .....

    Os articulistas comecam a falar em 2010 com mais frequencia. Logico que um terceiro mandato é complicado. Mass,... no Brasil neste quadro atual, com muitos fisiologicos, sao quase 30 ou mais de 30 partidos politicos, entao, equilibrar os figurantes do taboleiro político é complexo. Lula, o maior lider brasileiro dos ultimos tempos, a novidade politica destes ultimos 15 anos, é a bola da vez. 

    x

     

    Infelizmente, ou felizmente (dirá alguns), o Presidente da Republica nao é o SuperHomem que tudo pode. A equacao politica passa pela força economica, passa pela conjuntura mundial e depende de fatores nao ponderáveis. Ja vimos este filme. O caso de Tancredo, o de Janio Quadros, o de Juscelino Kubitschek. Quem viver, verá. Façam suas apostas. Abaixo, a opiniao de Woden Madruga.

    xxxxxxxx

    26/05/2009

    Tribuna do Norte, Woden Madruga:

    O Supremo e o terceiro mandato

     

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, chama de “casuísmo” a proposta de alguns congressistas em favor de um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também colocou no mesmo saco (tudo é farinha) o movimento surgido na Câmara dos Deputados defendendo a prorrogação por mais 2 anos dos atuais mandatos de presidente da República, governadores, senadores e deputados.  Fala-se que tal projeto já contaria com 180 assinaturas e que pode ser apresentado ainda esta semana.

    O presidente do Supremo (está nas folhas) disse: “Acho extremamente difícil fazer essa compatilização com o princípio republicano. As duas propostas têm muitas características de casuísmo e, por isso, vejo que elas dificilmente serão referendadas ou ratificadas pelo Supremo Tribunal Federal.

    Disse mais o ministro presidente do STF:

    - A proposta de um terceiro mandato representa uma afronta aos princípios republicanos. A reeleição continuada  seria uma lesão ao princípio republicano.

    Enquanto isso, as lideranças dos principais partidos representados no Congresso, entre eles o PMDB, PSDB, DEM,  PT, PSB, por aí, anunciam reuniões em Brasília por toda esta semana, no rastro das possíveis composições em torno da sucessão presidencial de 2010. Em cima do sorvete, o morango da CPI da Petrobras.

    Dizem que Lula, voltando da China, da Turquia e das Arábias, não está gostando de nada do que se desenha em volta dessa CPI. Teria dito: Barganha não é comigo.

    Será que o PT sabe disso?

    A propósito, Ricardo Noblat em seu blogue de O Globo, registra:

    - É inescápavel: quanto mais se aproxima o fim do governo, mais aumenta o poder de barganha dos seus aliados. Uma coisa é conservar nas alturas a popularidade - isso Lula conserva. Outra é manter intacta a força política que deriva do cargo e do desempenho do seu ocupante - nem São Lula será capaz de tal milagre.

    .....

    .

    .

    TRIBUNA DO NORTE, CLAUDIO HUMBERTO

    PMDB no muro

    O líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN), reúne amanhã em sua casa de Brasília, governadores e parlamentares do partido. Para discutir sucessão presidencial e a aliança cada vez mais difícil com o PT.

    .

    .

    .

    FERNANDO RODRIGUES

    O escândalo vai passando

    BRASÍLIA - A fila andou. Deputados e senadores foram encontrando novos assuntos. CPI da Petrobras, reforma política e outros. O caso do desvio de verbas indenizatórias vai ficando no oblívio. Ninguém foi punido. Regras foram alteradas de maneira epidérmica.
    São mais de 50 casos de comportamento impróprio de deputados e de senadores de fevereiro para cá. Teve de tudo, desde o deputado do castelo até os jatinhos alugados, farra com bilhetes aéreos, empregadas domésticas pagas como assessoras parlamentares e funcionários fantasmas aos montes.
    -

    No Senado, a reação foi típica da inação: contratou-se uma consultoria. Na Câmara, anunciaram um corte de despesas inexistentes, mas mantiveram intactos os benefícios dos deputados -inclusive as viagens internacionais.
    Aberrações como o auxílio-moradia ficaram intocadas. Deputados e senadores embolsam o privilégio não importando se vivem em imóveis próprios em Brasília.
    -

    Também não há notícia de divulgação das notas fiscais das verbas indenizatórias de 2001 até o início deste ano. Foi tudo enterrado. Quem cometeu algum crime já está anistiado -como será também perdoado o deputado do castelo.
    A comparação com a crise no Parlamento britânico é inevitável. Os escândalos são semelhantes, mas há duas diferenças fundamentais. Primeiro, o presidente da Câmara dos Comuns perdeu a cadeira. Segundo, a população reagiu de maneira vigorosa, expressando seu descontentamento.
    -

    No Brasil, a reação dos eleitores se limita a e-mails vitriólicos ou resmungos acabrunhados. Não é à toa que nada acontece. Deputados e senadores olham para cima, assobiam, e a crise passa. Logo, alguns estarão passeando em Paris e Nova York. No fundo, como dizem os políticos, o Poder Legislativo é a mais completa e acabada tradução do país. É a cara do Brasil.

    Escrito por Flavio DeABel às 21h38
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    24/05/2009


    ELIO GASPARI

    Elio Gaspari

    Manual para vigiar a CPI da Petrobras


    Se os senadores forem atrás de holofotes e trocados, farão a festa dos comissários que usam gorro de visom


    QUEM QUISER acompanhar a CPI da Petrobras precisa se acautelar. O melhor negócio do mundo para o comissariado da empresa será a exibição de meia dúzia de escândalos pirotécnicos. Aqui vai um manual de sobrevivência para os curiosos:
    1) Discutir a política de patrocínios culturais servirá apenas para desfazer a cena do crime. O senador Alvaro Dias diz que quer investigar os contratos de duas ONGs dirigidas por petistas que receberam R$ 2,96 milhões para organizar festas em 44 cidades baianas. Perda de tempo. A Polícia Federal e o Ministério Público estão cuidando do assunto e essas duas instituições são mais confiáveis que as CPIs do Congresso. Admitindo-se que toda a política de patrocínios da Petrobras estivesse corrompida, os custos da empresa caberiam na rebarba de uma plataforma de R$ 6 bilhões e ainda sobraria muito dinheiro. (O comissariado não diz quanto gasta em cultura, mas pode-se chutar que a cifra esteja nuns R$ 300 milhões.)
    2) Discutir sobrepreços inferiores a 10% do valor orçado é denúncia vazia. Diferenças desse tamanho podem ocorrer nas melhores empresas. Sobrepreço bonito é o da refinaria planejada para o Rio de Janeiro. Em 2006, quando Nosso Guia lançou sua pedra fundamental, ela estava orçada em R$ 7 bilhões. Atualmente está estimada em R$ 26 bilhões. O mesmo acontece com a Abreu e Lima, em Pernambuco. Ela nasceu custando R$ 5 bilhões, pulou para R$ 8 bilhões e, em março, empreiteiras e fornecedores pediam R$ 22 bilhões. No meio do caminho, sumiu o sócio venezuelano. Se o comissário Sérgio Gabrielli trabalhasse com variações desse tipo na iniciativa privada, já teria sido mandado para a direção de uma ONG de capoeira. Para evitar dispersão de esforços, pode-se também estabelecer um piso de R$ 100 milhões para qualquer investigação mais aprofundada. Assunto não haverá de faltar.
    No mundo das astúcias conceituais pode-se até deixar de lado o drible que Gabrielli e o doutor Almir Barbassa quiseram dar na Receita Federal. Mais intrigante será a investigação de fornecedores e empresários atraídos para sociedades com a Petrobras. Em tese, esse é um bom negócio. Na prática, diversos parceiros surpreenderam-se ao ver que as revisões orçamentárias da estatal geralmente dobravam as despesas. (Em alguns casos os sócios preferiram cair fora.)
    A Petrobras não é uma empresa corrupta, mas uma estatal onde há espertalhões. O melhor acervo para a sua defesa está no corpo técnico da companhia.

    VESTIBULAR
    A essa altura, as chances de o MEC organizar duas provas do Enem neste ano são inferiores a 10%. Haverá só uma, em dois dias de outubro, com um total de 180 questões.
    O que o ministério assegura é que até outubro fará três simulações, todas na internet. A primeira será parcial e as duas outras, completas. Os estudantes poderão conferir on-line a qualidade de suas respostas.

    EREMILDO, O IDIOTA
    Eremildo é um idiota e pretende ganhar dinheiro com sua última invenção. É o "Deflator Mantega" e serve para prever o índice de crescimento do PIB num ano.
    O idiota lembrou-se de que, no final de 2003, Mantega contestou uma previsão da ekipekonômica, que estimava um crescimento de 0,4% para a economia naquele ano. O doutor explicou que "eu não derrubo, só levanto o PIB" e cravou um crescimento de 0,8%.
    A conta fechou em 0,5%. Diante disso, o idiota criou a Primeira Lei de Mantega: "Seja qual for o PIB, ele ficará 37% abaixo do que diz o ministro da Fazenda".
    Eremildo aplicou o "Deflator Mantega" à divergência recente do ministro com o seu colega Paulo Bernardo, que previu uma taxa de 0,7% para este ano. O levantador de PIB elevou-a para 1%. O idiota informa: a economia crescerá 0,63%.

    CONFISCO ELEITORAL
    Os doutores que defendem a instituição do voto de lista, que retira do contribuinte o direito de escolher seus candidatos a deputado, sustentam que, com isso, os partidos serão fortalecidos e o Brasil será feliz para sempre. Tudo bem. Puseram no pacote do confisco eleitoral uma proposta que abre uma "janela de infidelidade" para permitir que parlamentares fujam dos partidos pelos quais se elegeram.

    PSDEM
    Um malicioso observador da vida partidária brasileira começou a desconfiar de que esteja em andamento algum tipo de conversa para fundir o PSDB com o DEM. Pelo menos um cardeal do DEM admitiu essa hipótese, ressalvando que isso aconteceria depois da eleição de 2010. É apenas desconfiança, mas será divertido ver Fernando Henrique Cardoso no ex-PFL, ex-PDS e ex-Arena.
    AVÔ EM GUANTÁNAMO
    O companheiro Obama evita falar no assunto, mas ele é o primeiro presidente da história dos Estados Unidos com um ascendente direto preso e torturado sob a acusação de terrorismo. Sua família já teve o Momento Guantánamo.
    Hussein Onyango Obama, avô paterno do presidente, foi encarcerado em 1949 pelo regime colonial inglês e passou dois anos nos calabouços da medonha prisão queniana de Kamiti. Sofreu de tudo.
    Vô Obama foi acusado de passar informações ao movimento nativista que desembocaria na revolta dos Mau Maus. Essa organização juntou milhares de quenianos unidos por um juramento feito rituais em que se bebia sangue de bode.
    Os ingleses confinaram e prenderam 1,5 milhão de quenianos. Mataram pelo menos 12 mil. Não adiantou. Em 1963, 11 anos depois do início da revolta Mau Mau, o Quênia obteve sua independência.
    (Em suas memórias, Obama Neto contou essa história com a rapidez de um gato que corre sobre brasas.)
    3x3?
    Conta de um petista atrevido: "Eu não falo em terceiro mandato. Para mim, se Lula disputasse a Presidência em 2010 essa seria sua sexta candidatura. Até agora ele perdeu três e ganhou duas".

    ACREDITAR NA INFRAERO É COISA DE BOBO
    Em outubro passado leu-se aqui uma "boa notícia". A Infraero anunciava que a partir de dezembro os 12 maiores aeroportos do país ofereceriam conexões gratuitas com a internet pelo sistema Wi-Fi.
    Tudo mentira. Chegou-se a maio e não se instalou coisa alguma. Pior: os aerocratas anunciam que oferecerão outra modalidade de serviço. A patuleia precisará se cadastrar, terá o acesso limitado e pagará aos provedores para usar serviços de e-mail. A cultura da Infraero tem suas peculiaridades. Já houve aeroteca defendendo a instalação de Wi-Fi nos saguões dos aeroportos, deixando de fora as salas de espera.
    As informações publicadas em outubro foram fornecidas pela Infraero. Quem as leu foi logrado, por conta da bobeira do signatário, que acreditou no que lhe contaram. Às vítimas, as devidas desculpas.
    É comum a observação segundo a qual a imprensa gosta de más notícias. De fato, pois a más notícias, por piores que sejam, quase sempre são verdadeiras. As boas, sobretudo quando saem do governo ou de suas estatais, vêm contaminadas por empulhações.
    A Infraero informa que a rede dos aeroportos começará a funcionar até o fim do mês, ou em junho. A ver, quando, como e a que preço.

    Escrito por Flavio DeABel às 21h14
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    FEIRAO NAS CAPITAIS

    FEIRÃO
    EVENTO DA CAIXA TERMINA HOJE
    O 5º Feirão da Casa Própria, realizado no Centro de Exposições Imigrantes (zona sul), termina hoje às 18h. O evento reúne construtoras, imobiliárias, notários e funcionários da Caixa Econômica Federal.
    São mais de 100 mil unidades com valores entre R$ 30 mil e R$ 1,1 milhão, entre novas e usadas.
    O visitante pode sair de lá com contrato assinado e financiamento. Para tanto, é importante levar documentos pessoais -carteira de identidade, CPF e certidão de casamento- e comprovantes de renda.
    O endereço é rodovia dos Imigrantes, km 1,5. Mais informações pelo site:
    www.feiraohabitacaocaixa.com.br.

    Escrito por Flavio DeABel às 21h12
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    PENSO, LOGO EXISTO

    DVDs

    Crítica


    Em cinebiografia de Descartes, Rossellini fala para iniciados

    UIRÁ MACHADO
    COORDENADOR DE ARTIGOS E EVENTOS

    "Penso, logo existo" é a frase mais famosa do filósofo francês René Descartes (1596-1650), mas o cineasta italiano Roberto Rossellini (1906-1977) escolheu outra, bem menos difundida, para conduzir a cinebiografia do pensador: "A ciência me impediu de viver a vida".
    A afirmação dramática, até surpreendente para os que se acostumaram a associar o cartesianismo à primazia da razão, faz parte da sequência final de "Descartes" ("Cartesius", no original), o quarto longa sobre filósofos que o mestre do neorrealismo italiano filmou para a TV na década de 70, no final da carreira (completam a tetralogia "Sócrates", "Blaise Pascal" e "Agostinho de Hipona").
    O Descartes que Rossellini apresentou ao público da Itália em 1974 chega agora ao Brasil em um DVD essencial para os interessados em filosofia.
    Com base nas obras e na vasta correspondência do filósofo, o filme mostra dois aspectos em geral pouco abordados quando se fala desse pensador francês: seu lado humano, com dúvidas, angústias, medos e paixões, e o fato de ele ser um produto de seu tempo.
    Não que o brilhantismo individual de Descartes não esteja lá. O filme "acompanha" três décadas da vida do pensador e expõe sua genialidade em diversas áreas -matemática, física, filosofia-, assim como seu profundo interesse pelas novas ciências, sua inquietação intelectual desde a juventude e a admiração que sua inteligência provocava nos interlocutores.
    Mas o que Rossellini procura enfatizar é o contexto em que Descartes viveu. Desde a primeira cena, ele aparece rodeado de pessoas que debatem as teses de Nicolau Copérnico (1473-1543) e Galileu Galilei (1564-1642) acerca da mobilidade da Terra e do heliocentrismo ou que fazem experiências contrárias ao consenso "científico" da filosofia aristotélica.
    Com isso, vemos um Descartes mundano, que acordava sempre depois do meio-dia, temia publicar sua obra -sobretudo após a condenação de Galileu pelo Tribunal do Santo Ofício, em 1633- e gostava de viajar pela Europa em busca de suas certezas racionais.
    O resultado é uma ótima radiografia do amadurecimento intelectual do pai da filosofia moderna. Porém, se nisso reside o maior mérito do filme, aí está também sua grande fraqueza: à força de enfatizar o contexto da época e os conflitos internos do personagem, Rossellini deixa de explicar em detalhes a obra de Descartes.
    Sem didatismo, os 162 minutos do filme, quase todos com diálogos densos, são pouco convidativos para quem não é familiarizado com o assunto. É um preço alto que Rossellini paga por sua escolha. No DVD, felizmente, os extras ajudam a sanar o problema.


    DESCARTES

    Lançamento: Versátil
    Quanto: R$ 45, em média
    Classificação: livre
    Avaliação: bom

    Escrito por Flavio DeABel às 21h10
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    TOM JOBIM

    MÚSICA

    TV Cultura homenageia Tom Jobim

    DA REPORTAGEM LOCAL

    Tom Jobim é o tema do "documentário musical" do programa "Mosaicos" de hoje, que a TV Cultura exibe às 20h30 (livre). Johnny Alf, Gilberto Gil, Toquinho e Paulinho da Viola falam sobre o músico e sua obra, enquanto Danilo Caymmi, Paulo Jobim, Maquinado e Arthur Nestrovski relembram clássicos como "Água de Beber" e "Wave". O programa ainda mostra imagens de acervo do próprio canal.

    Escrito por Flavio DeABel às 21h09
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    VOCE VIU?

    MANCHETES

    Imposto sustenta sindicatos de fachada
    Segunda, 18.mai

    Interior do país puxa alta do emprego
    Terça, 19.mai

    Megafusão deve contar com capital do BNDES
    Quarta, 20.mai

    Fluxo de dólar para o país cresce e derruba cotação
    Quinta, 21.mai

    Vale reduz investimento em mais de 1/3 neste ano
    Sexta, 22.mai

    43% não concluem curso supletivo
    Sábado, 23.mai

    Escrito por Flavio DeABel às 21h06
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    HOSMANY RAMOS

    Cirurgião é procurado pela Interpol

    DA REPORTAGEM LOCAL

    A Polícia Civil de São Paulo diz ter pedido ajuda à Interpol (polícia internacional) e à Polinter (órgão da polícia do Rio de Janeiro especializado em capturas) para tentar recapturar Hosmany Ramos, 61. Ele está foragido há mais de quatro meses.
    Em São Paulo, segundo a Secretaria de Segurança Pública, há uma investigação em andamento na Divisão de Capturas do DIRD (Departamento de Investigação e Registros Diversos) da Polícia Civil para encontrar o foragido.

    =
    Considerando as hipóteses de que ele pode estar no Rio de Janeiro ou já fora do país, o Dird acionou a Polinter e a Interpol.
    Ramos é cirurgião plástico e chegou a trabalhar na clínica de Ivo Pitanguy. Namorou celebridades e frequentou colunas sociais até ser preso pela primeira vez em 1981.
    =

    Ele foi condenado a 21 anos de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, homicídios (da mulher e de uma amante), roubos de joias, carros e um avião.
    Poderia ter sido solto em 2003, mas escapou em maio de 1996 de uma penitenciária durante uma saída temporária, gesto que repetiria anos depois.
    =

    Naquela ocasião disse à TV Globo que pretendia se tornar terrorista na Irlanda. Mas preferiu sequestrar um fazendeiro de Minas. Acabou sendo baleado e preso, o que lhe rendeu mais 30 anos de pena.

    Escrito por Flavio DeABel às 21h04
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    ALUNO DE PITANGUI

    Foragido da Justiça, Hosmany Ramos lança livro de ficção

     

    Cirurgião plástico condenado por homicídio, roubo de joias e carros, tráfico e contrabando afirma estar na França e diz viver com dinheiro de direitos autorais

     

    O ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos está foragido desde o dia 3 deste mês (Foto: Henrique Manreza/Folha Imagem)

    PAULO SAMPAIO
    DA REPORTAGEM LOCAL

    O cirurgião plástico Hosmany Ramos não gosta de ouvir, mas o enredo de sua vida é muito mais intrigante do que o de "O Goleador -Morte e Corrupção no Futebol", romance policial que chega às livrarias na semana que vem e no qual ele conta a história do assassinato de um cartola do futebol.
    No livro, a principal suspeita do crime é uma alpinista social -linda e sedutora-, centro de um triângulo amoroso que envolve o cartola e uma estrela do futebol, Rony Lee. Este, a dada altura, é surpreendido com um garoto de programa, no carro.
    "Qualquer semelhança é mera coincidência: o próprio craque [Ronaldo] foi parar em um motel com três travestis", afirma Hosmany, que, em óbvias alusões à vida real, batizou um dos figurões do futebol de Richard Peixeira e chamou um banqueiro de Henrique Salles.
    Foragido desde janeiro, quando deixou a cadeia para passar o Natal com a família e não voltou, Hosmany, 61, foi condenado a 47 anos de prisão por homicídio, roubo de joias e carros, tráfico e contrabando.
    Em entrevista por Skype, o médico diz que está "em Paris". A Folha apurou que, na verdade, ele passa temporada na casa do filho, Erik, na Noruega.
    Diz que vive na Europa com o dinheiro dos direitos autorais de seus livros (o último, "Delitos Obsessivos", de 2005, vendeu 34 mil exemplares).

     

    FOLHA - Perto do enredo da sua vida, a trama do livro é quase infantil. Acha mais fácil viver no crime do que escrever um romance policial?
    HOSMANY RAMOS -
    Como você sabe, eu não vivo no crime, eu escrevo livros. O crime é coisa do passado. É preciso separar o joio do trigo, coisa que jornalista não faz. Fica misturando as estações, "Ah, é crime, é crime".

    FOLHA - O crime é "coisa do passado" na sua cabeça: o sr. é foragido.
    HOSMANY -
    Presta atenção: esse lance de foragido é algo discutível. A Justiça brasileira é tão irresponsável... Eu li na Folha que a advogada da [Suzane von] Richthofen ganhou não sei quantos anos de remissão de pena. Tô há mais de dez anos solicitando remissão, mas eles não consideram trabalho escrever livros. Já cumpri minha pena [está preso desde 1981, com intervalo de uma fuga, em 1996, quando se envolveu em um sequestro e voltou]; saí agora pois tinha problemas de saúde e o atendimento médico era precário: ou saía, ou ia morrer.

    FOLHA - O sr. e muitos outros?
    HOSMANY -
    [Como se não tivesse ouvido] Então, eu vou te diz...

    FOLHA - ...A solução, então, é todo mundo abandonar a prisão...
    HOSMANY -
    Você leva pra esse lado, mas a prisão não te dá condições. Eu, graças a Deus, fui aceito pelos meus livros e pude reconstruir minha vida.

    FOLHA - No livro o sr. aborda temas como bissexualismo, pedofilia e adultério. Tem experiência em alguma dessas práticas?
    HOSMANY -
    É um livro...mas, se você for ver o próprio craque [Ronaldo], foi parar em um motel com três travestis.

    FOLHA - Atualmente o sr. namora, transa com quem?
    HOSMANY -
    Tô refazendo minha vida sem pressa. Vai acontecer na hora certa. Não estou aposentado nesse sentido.

    FOLHA - O sr. viveu bem o desbunde dos anos 70 no Rio. Usou aquelas referências no livro?
    HOSMANY -
    Quando você escreve procura conduzir o leitor da primeira à última página, senão, fica chato. Você pega o livro do Paulo Coelho, "As Valquírias", não consegue passar da oitava página.

    FOLHA - O sr. pensa em ficar rico com livros?
    HOSMANY -
    Todos nós escrevemos para dar vazão a essa parte intelectual interior. Mas, se dá pra atingir uma boa vendagem, isso é bem vindo.

    FOLHA - Quanto tempo o sr. levou pra concluir o livro?
    HOSMANY -
    Ele está na minha cabeça desde a Copa de 98. Tínhamos o melhor time, o Ronaldo estava na melhor fase, excelente forma física, e aconteceu aquilo. Não foi por acaso. A França era a dona do estádio, precisava ganhar pra deslanchar o crescimento do esporte lá. Isso tudo leva uma mente fértil a imaginar que aconteceu uma maracutaia.

    FOLHA - Pretende continuar a exercer a medicina. Ainda pode exercer?
    HOSMANY -
    Claro que posso. Tanto que eu exerci dentro do sistema penal. Na rebelião de Araraquara, quando havia 1.600 presos, tratei de muitos deles. Continuo médico, não perdi meu diploma [o CRM diz que Hosmany não foi cassado, mas seu registro foi cancelado, o que significa que ele pode voltar a exercer a profissão desde que atualize os papéis]. Mas agora eu tô acreditando muito nessa possibilidade literária.

    FOLHA - Isso vai ser suficiente para o seu sustento em Paris?
    HOSMANY -
    Escuta, você sabe quantos livros eu tenho? Dois de grande vendagem na Gallimard e quatro na Geração.

    FOLHA - Vendeu quanto?
    HOSMANY -
    É investigação policial ou matéria? [A editora diz que "O Goleador" recebeu encomendas de 6.000 exemplares]. Você faz perguntas que não têm a ver com o livro. As pessoas querem saber do livro.

    FOLHA - Sua história provoca mais curiosidade.
    HOSMANY -
    Não quero mais dar entrevistas para pessoas despreparadas que me espremem na parede e descambam para o sensacionalismo barato.

    FOLHA - O sr. saiu do Brasil em um indulto de Natal e não voltou. Isso estava planejado?
    HOSMANY -
    Vivia sem segurança [na cadeia]. Agora, estou perto do fim da minha caminhada, não vou morrer de graça.

    FOLHA - Como saiu do país?
    HOSMANY -
    Peguei um veleiro até a Ilha do Diabo, depois, outro até Portugal [a Folha apurou que ele saiu direto para a França, de avião, com um passaporte falso]. Fiquei quase dois meses nessa viagem.

    FOLHA - Sabe velejar?
    HOSMANY -
    Não [impaciente]. As pessoas [a tripulação] precisam de médicos em uma empreitada assim.

    FOLHA - E o passaporte?
    HOSMANY -
    Não tenho. Cheguei em Portugal, desci lá, fui até a Espanha de carona, depois até a França sem nenhum papel.

    FOLHA - Como o sr. passou de um país para outro?
    HOSMANY -
    Ahá, você passa hôhô. Pela estrada é fácil.

    FOLHA - Mas tem a imigração...
    HOSMANY -
    Determinadas horas dá pra passar....Bem, mas agora vou terminar essa temporadinha na França e vou prum outro país, tentar ver se consigo reabertura do meu caso num tribunal internacional e mandar uma carta pro Lula, explicando minha situação para ele ver que estou trabalhando honestamente, que não quero voltar pra cadeia em São Paulo, a cadeia do José Serra [governador de São Paulo], para amanhã morrer de graça.

    FOLHA - O sr. mantém contato com a alta sociedade carioca?
    HOSMANY -
    Não estou nem interessado nisso. Olha, acabou, não tenho mais nada a dizer...

    FOLHA - Há um tempo o sr. disse que iria fazer um curso de explosivos no IRA?
    HOSMANY -
    Pelo amor de Deus, se põe numa posição decente, você tá fazendo uma entrevista intelectual. O IRA nem existe mais, você deveria saber...

    FOLHA - Foi o sr. quem disse. De repente conseguiu outro organismo...
    HOSMANY -
    Olha, você me desculpe, mas o que eu poderia falar com você já acabou...

    Escrito por Flavio DeABel às 20h59
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    23/05/2009


    BS 22268

    BOLETIM SERIDOENSE

    Ruy Castro escreve sobre Ze Rodrix e Ze Onofre

    =

    Vicente Serejo anuncia lancamentos literarios em Caico e comenta como andam as contas publicas de cidades do RN. E em Caico?

    =

    Tribuna do Norte: Investimento em imoveis, o mais seguro nestes tempos de crise.  Casa Propria no feirao da Caixa, a hora é agora, o governo está dando um desconto no valor (Tatiana Resende, Folha SP)

    =

    Xico Sa escreve sobre o palavrao. Os vituperios e outras impropriedades verbais. As palavras cortam a carne dos mais inocentes.

    =

    Regional

    EXPOSICAO AGROPECUARIA - Acontece no Parque de Exposicoes de Caico, ao lado do Centro Regional de Agricultura, a oferta de animais, automoveis e maquinas agropecuarias. A visitacao continua por todo este sabado, estao previstos eventos de premiacao e leiloes de animais. Uma festa para o produtor rural da regiao.

     

    Escrito por Flavio DeABel às 16h27
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    SALVE, ZE

    RUY CASTRO

    Grandes Zés

    RIO DE JANEIRO - Zé Rodrix, que morreu ontem em São Paulo, era ótimo sujeito, amigo carinhoso, músico completo. Compôs "Casa no Campo", hino dos que sonhavam "cair fora" nos anos 70, fugir do "sistema", abandonar as cidades. Mas era coisa de artista, não fazia parte de sua história íntima -carioca radicado em São Paulo, Zé me parecia um homem urbano por excelência.

    =
    Foi o maior contador de anedotas que conheci: piadas curtas, cortantes, às centenas, "de salão" ou não, que despejava em velocidade, fazendo as vozes mais hilariantes e sempre sabendo a hora de parar. Mas ninguém queria que ele parasse. Vimo-nos pela última vez em novembro, em Porto Alegre, na Feira do Livro, onde fora lançar sua "Trilogia do Templo" -três romances sobre a Maçonaria, em que, ali, sim, saltou sobre o abismo, pondo o coração em cada linha e chegando com os dois pés ao outro lado.

    =

    Outro Zé muito querido, o jornalista José Onofre, morreu nesta terça-feira, na sua Porto Alegre natal. Como editor de segundo caderno em São Paulo, ele não queria saber se um artigo estava grande demais ou se não havia um "gancho" que o justificasse. Se estivesse informativo, atraente e bem escrito, bastava -o leitor iria com esse artigo até o fim do café da manhã. O próprio Zé, ao escrever, era um craque em imagens e símiles. Certa vez, ao descrever um uísque, disse que ele "sabia a velhas escrivaninhas".

    =

    José Onofre foi decisivo em minha vida profissional num período de difícil transição, em fins dos anos 80. Para ele escrevi centenas de artigos, sempre com o maior prazer. Muito magro, os indefectíveis paletó e gravata pareciam deixá-lo incorpóreo; uma única vez, no Rio, ele me apareceu ousadamente esportivo: de paletó -sem gravata.
    Zé Rodrix tinha 61 anos; José Onofre, 66.

    Escrito por Flavio DeABel às 16h09
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    CONTAS PUBLICAS

    Vicente Serejo, Jornal de Hoje (Natal-RN):

    Amaro

    O juiz Carlos Adel vai lançar durante a Festa de Santana, em Caicó, a biografia que escreveu sobre Amaro Cavalcanti, o maior jurista do Rio Grande do Norte - ministro da Justiça e prefeito do Rio.

    Tiro

    De uma raposa velha, nos corredores da Assembléia, sobre os processos que não andam no TC: 'Os alvoroçados que se acalmem. O Foliaduto não vai sair tão cedo das mãos do Dr. Getúlio Nóbrega'.

    Público


    O caso dos contratos ilegais do escândalo 'Foliaduto' foi citado pelo presidente do TC, conselheiro Paulo Roberto Alves, e hoje é um recorde da demora. Quem sabe andará até o dia do Juízo Final.

    Mossoró

    Concluída a coleta de dados das inspeções do Tribunal de Contas na Prefeitura de Mossoró. Uma para saber dos royalties; outra, sobre festanças cívicas do combate a Lampião e outros efemérides.

    Efeito

    Ninguém pode afirmar, por antecipação, que Lampião causou um rebuliço nas finanças municipais nem que o civismo mossoroense destrambelhou suas contas. Mas alguém pode dançar nesse baile.

    Aliás


    O TC está de olho nos decretos de emergência. Necessários, mas dão aos prefeitos, ordenadores de despesa, força de dispensa das concorrências contratando mão de obra e serviço. Ai mora o perigo.

    Contrato - I

    Um vereador exibia ontem, num dos restaurantes da cidade, a transcrição de um trecho da audiência pública na Câmara, dia 11 passado, com a opinião da controladora Regina Bezerra sobre o contrato.

    Condena - II

    Na sua declaração, a controladora - auditora aposentada do Tribunal de Contas da União - condena a terceirização da administração de almoxarifado. No caso de remédios que são produtos de consumo.

    Declara - III


    Em determinado trecho afirma: 'Outra coisa também que a gente questionou foi o problema dos almoxarifados serem terceirizados'. E então lembra sua experiência de trinta anos no serviço público.

    Risco - IV

    Logo a seguir: 'Nunca vi um almoxarifado terceirizado. É uma coisa que não pode continuar. Por quê? Porque a empresa terceirizada vai cuidar do patrimônio do município', explica a controladora.

    Perigo - V

    Fechando a fala, e com declarada ironia, a sra Regina Bezerra ainda afirma diante dos vereadores, na Câmara Municipal: 'Daqui a pouco vão querer terceirizar a gerência da conta única. Falta pouco...'.

    Categoria: Direito
    Escrito por Flavio DeABel às 16h02
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    INVESTIMENTO

    23/05/2009 - Tribuna do Norte

    Campanha vai estimular investimentos em imóveis

    A partir da próxima semana começa a ser veiculada em out doors, rádio, tv, jornais e revistas uma campanha publicitária para estimular as pessoas a investir em imóveis como a melhor aplicação para o seu dinheiro. Com o mote “Imóvel, mais do que nunca, o melhor investimento”, a campanha  criada pelo publicitário Suzano Mota, da Top 10 Propaganda, surgiu de maneira inusitada.

    Em vez de nascer da encomenda de um cliente, todas as peças produzidas surgiram da necessidade do publicitário mostrar ao público que, em tempos de crise, investir em imóveis é o melhor negócio. “Com três campanhas de clientes do segmento imobiliário paralisadas na agência por conta do medo da crise econômica, eu queria mostrar a solidez desse investimento”, afirma Suzano Mota.

    O passo seguinte se concretizou quando ele percorreu entidades ligadas ao setor imobiliário e da construção civil para pedir apoio financeiro à sua idéia e, por fim, junto aos próprios veículos de comunicação responsáveis pela veiculação impressa e eletrônica dos anúncios.

    “A idéia foi juntar o apoio financeiro dos empresários ao apoio dos empresários de comunicação, barateando o valor das mídias afim de estimular os consumidores a adquirir imóveis”, resume o publicitário que fez explanação na sede da InterTv Cabugi para entidades ligadas ao segmento de imóveis e da construção civil aderiram em peso à campanha institucional do publicitário.

    O resultado foi o compromisso  de todos – empresários e mídia – de unirem esforços em favor do aquecimento do mercado imobiliário do RN. “Estamos visitando todas as empresas de comunicação, sem distinção, para pedir apoio à campanha ”, afirmou Suzano.

    Segundo ele, a idéia é arrecadar contribuições dos empresários, de um lado, e apoio dos veículos de comunicação afim de viabilizar a campanha que, inicialmente, será veiculada nos próximos 40 dias.

    “Nada impede que ela seja ampliada, dependendo dos resultados que trouxer”, acrescentou o publicitário, que já deu sua contribuição: produziu todas as peças publicitárias para Tv, rádio, jornal e revistas, às suas próprias custas.

    Entre as empresas que apóiam a campanha estão o Sinduscon (construção civil); Secovi (imobiliárias); Sindmóveis (corretores) e Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).

    O presidente do Sinduscon, Sílvio Bezerra, elogiou a iniciativa. “A campanha vai mostrar às pessoas que o dinheiro que porventura elas tiverem não tem, no ambiente de crise, um abrigo melhor do que investido em imóveis”.

    O presidente do Creci, Waldemir Bezerra, afirmou que a campanha é oportuna e beneficia todos os segmentos que fazem o desenvolvimento do Estado. O presidente do Sindicado do Corretores de Imóveis, Caio Fernandes, assinalou o senso de oportunidade da campanha, que interesse direta e indiretamente todos os agentes responsáveis pelo desenvolvimento econômico do RN. “Essa campanha surge no momento certo, fazendo o que precisa ser feito – mostrar que imóvel, como investimento, continua imbatível”.

    Categoria: Serido
    Escrito por Flavio DeABel às 15h41
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    22/05/2009


    CHULO

    XICO SÁ

    Quem tem medo de palavrão?


    Ele é uma bênção no futebol, na literatura, na topada, no desafogo, no pânico, no trânsito de SP. E na cama



    AMIGO TORCEDOR , amigo secador, em uma ida ao campo de futebol o homem diz mais palavrões do que nos gritos e sussurros de alcova durante a sua vida inteira. Não é diferente no sofá de casa, e o mesmo acontece com os técnicos, os digníssimos professores, e com os boleiros, mesmo os santinhos do pau oco e os sonsos atletas de Cristo.
    =

    Em uma pelada, mesmo de criança, fala-se mais palavrões do que na última casa de tolerância da Vila Mimosa. Como me disse uma noite a Tia Olga, madame responsável pela iniciação sexual de muitos garotos de São Paulo, todo homem ao chegar ao baixo meretrício ganha ar solene, circunspecto, grave, respeitoso. É no futebol que a criatura, antes da chamada fase oral canibalística, manifesta-se um marquês de Sade.
    =

    As histórias em quadrinhos do livro "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol" (ed. Via Lettera) são fichinhas, café pequeno, Zibia Gasparetto, padre Zezinho, uma Bíblia diante de um menino de nove anos e sua turma atrás da bola. Cito o tal livro devido à sua adoção seguida de banimento em escolas estaduais paulistas, como vimos nesta Folha. Não julgo quem o acolheu nem quem o demonizou. Não tenho ciência pedagógica para a valiosa tarefa, mas duvido de que o referido conteúdo fosse espantar alguém que já bateu uma pelada.
    =

    Sim, pode ser inadequado, no sentido moral e cívico, para a faixa etária do ensino básico, mas a gurizada iria se divertir e se interessar mais pela leitura do que sob a palmatória da chatice bilaquiana ou alencarina. "Última flor do Lácio, inculta e bela,/ És, a um tempo, esplendor e sepultura;/ Ouro nativo, que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela..." E dá-lhe Bilac na rapaziada.
    Aqui em casa eu prefiro o time que contou as inocentes historinhas do "Dez na Área": Allan Sieber, Caco Galhardo, Custódio, Fábio Moon e Gabriel Ba, Fabio Zimbres, Lelis, Leonardo, Maringoni, Osvaldo Pavanelli e Emílio, Samuel Casal e Spacca. Tem ainda o Karmo, na posição de gandula.
    =

    Noves fora o quiprocó pedagógico, é mesmo um belo livro sobre futebol. Como diz o genial Tostão no prefácio: "Faltava uma obra como essa para crianças e adultos". A maldade do palavrão está na cabeça de quem o condena. O palavrão é bênção divina no futebol, na literatura, no desafogo, na topada, no pânico, no trânsito. E na cama.
    =

    Agora lembrei de uma fala de Ronaldo na sabatina da Folha. "Ele [Ronald] é uma criança doce, que não fala palavrão, é educado. É praticamente um europeu", disse ele, sobre o filho que vive na Europa. Mal sabe o Fenômeno que o acervo de palavras cabeludas de muitos países de lá é infinitamente mais rico do que o nosso, como lembra o sociólogo Gilberto Freyre no prefácio do "Dicionário do Palavrão", obra do pernambucano Mário Souto Maior (ed. Record).

    =
    A versão alemã de livro do gênero, que inspirou a edição brasileira, tem 9.000 verbetes. O volume nacional ficou em um terço dessa maçaroca. Na França e na Espanha, puta madre, nem se fala. Coisa de botar no chinelo a "Mesa-redonda sexo-futebol debate!", a sensacional história narrada pelo Caco Galhardo que fecha o "Dez na Área...".

    xico.folha@uol.com.br

    Escrito por Flavio DeABel às 22h21
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    CASA PROPRIA

    Mais de 15,5 mil passam pelo feirão da Caixa no 1º dia

    Mais de 100 mil são esperados no final de semana; ontem foram movimentados R$ 162 mi até as 18h30

    TATIANA RESENDE
    DA REDAÇÃO

    No primeiro dia do Feirão da Casa Própria em São Paulo, 15,5 mil pessoas passaram pelo Centro de Exposições Imigrantes das 10h às 18h30, e foram movimentados R$ 162 milhões, entre contratos fechados e em andamento com a Caixa Econômica Federal.
    =

    "O primeiro dia é o mais fraco", comentou o superintendente regional do banco, Valter Nunes, que espera a visita de mais de 100 mil pessoas no sábado e no domingo. Na avaliação das construtoras com filas nos estandes no evento, potenciais mutuários estão mais bem informados neste ano e com mais vontade de fechar logo o negócio devido à publicidade do Minha Casa, Minha Vida. O programa federal começou a valer em 13 de abril e tem como foco imóveis novos avaliados em até R$ 130 mil para famílias com renda de, no máximo, dez salários mínimos (R$ 4.650).
    =

    "O cliente está desesperado para comprar", afirmou Marcos Ladeira, coordenador de vendas da MRV Engenharia. Observando o público que vem visitando a construtora desde o mês passado, ele diz que a maioria das pessoas não sabe os detalhes do programa, mas acha que "a hora é agora" para comprar a casa própria porque sabe que o governo está dando um "desconto" no valor.
    Julio Santos, diretor de vendas da Tenda, já prevê que vai superar a projeção de atender 6.000 pessoas durante o feirão. "O cliente está vindo mais bem preparado. Cerca de 70% têm condições de comprar o imóvel agora", diz. A construtora levou ao evento 2.300 unidades na Grande São Paulo e outras 1.500 fora da região metropolitana, totalizando uma oferta 30% maior do que em 2008.
    =

    Com toda a documentação em mãos, a secretária Valéria Assis, 30, fechou o negócio ontem em apenas dez minutos. Ela pesquisou, desde janeiro, um imóvel na região de Carapicuíba (Grande SP), onde mora pagando R$ 500 de aluguel.
    Encontrou um apartamento de R$ 75 mil e foi ao feirão só para assinar o contrato. "Já sabia o que queria." Com renda mensal de R$ 1.700, Valéria vai pagar uma prestação de R$ 416 por 15 anos dentro do Minha Casa, Minha Vida, com subsídio de R$ 18.800 do governo.

    Balanço
    Até o último dia 19, o programa recebeu 391 projetos, totalizando 71.496 unidades. O superintendente regional da Caixa destaca que, embora tenha menor quantidade de empreendimentos (96), a faixa de renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.395) tem a maior parte dos imóveis (26.883). Porém, desses 391, apenas 28 empreendimentos foram contratados até agora, o que equivale a 1.922 moradias. São Paulo tem o maior número de projetos (13), mas Mato Grosso lidera em unidades (998), distribuídas em apenas dois empreendimentos -os únicos direcionados à faixa de renda de até três salários mínimos, entre os já contratados.
    =

    O termo de adesão ao programa foi assinado por 16 Estados e 562 municípios, sendo 23 capitais, que podem participar da viabilização dos projetos para a baixa renda com a doação de terrenos, por exemplo.
    Os financiamentos imobiliários da Caixa já ultrapassam os R$ 11,7 bilhões em 2009, mais que o dobro do valor registrado em igual período um ano antes.


    Colaborou JULIANA COLOMBO, do "Agora"

    Categoria: Engenharia
    Escrito por Flavio DeABel às 22h18
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    CORDAO DE SAO FRANCISCO

    Empresa alvo de CPI teve mais 19 contratos com a Petrobras

    Chegam a R$ 584 milhões os negócios da estatal com a GDK, que presenteou petista

    CPI dos Correios considerou doação um "caso exemplar de tráfico de influência'; à época, contratos com a GDK somavam R$ 512 milhões


    FÁBIO ZANINI
    LUCAS FERRAZ
    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
    RUBENS VALENTE
    DA REPORTAGEM LOCAL

    Alvo da CPI dos Correios após a revelação de que havia presenteado o então secretário-geral do PT, Silvio Pereira, com um carro Land Rover, a empresa GDK, de Salvador (BA), foi contratada 19 vezes pela Petrobras após o término daquelas investigações, num total de R$ 584 milhões.
    Os contratos foram fechados entre 2007 e 2009. Para o mais alto, de R$ 199 milhões em novembro de 2007, a Petrobras dispensou a licitação. A estatal é agora alvo de uma CPI específica, criada pela oposição na semana passada no Senado.

    =


    O carro de Silvio Pereira, avaliado em R$ 73,5 mil, foi doado em 2004 pelo dono da GDK, mas o fato só foi tornado público em 2005, no auge do escândalo do mensalão.
    Na época do presente, a GDK mantinha R$ 512 milhões em contratos com a Petrobras. O maior era a reforma da plataforma de exploração de petróleo P-34, no Espírito Santo.
    Em seu relatório final, a comissão do Congresso considerou a doação um "caso exemplar de tráfico de influência".
    =

    O relatório da CPI descreveu as investigações realizadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) sobre obras tocadas pela GDK para a Petrobras.
    Técnicos do tribunal detectaram irregularidades em contrato firmado entre a Petrobras Netherlands, subsidiária da estatal na Holanda, e a GDK, para a adaptação de uma planta da plataforma P-34, no campo de Jubarte (ES).
    =

    O contrato, assinado em 2004 por US$ 88 milhões (hoje, R$ 176 milhões), poderia, segundo auditores do tribunal, ter sido firmado por um valor 35% mais baixo, ou US$ 64,8 milhões (R$ 129,6 milhões).
    Há indícios, segundo relatório do TCU, de irregularidades de US$ 23 milhões (cerca de R$ 46 milhões). O processo ainda não foi concluído.
    =

    O relatório aponta supostos erros na formulação do orçamento, falhas na execução do contrato, inclusão indevida de tributos, deficiências na fiscalização, pagamentos antecipados, divergência entre valores orçados e contratados.
    O relatório da CPI dos Correios também avaliou as práticas de gerenciamento e fiscalização do contrato. O documento descreveu que, das 28 pessoas envolvidas nessa atividade, 71% eram terceirizadas. A própria GDK fornecia seis pessoas para esse trabalho; outros 14 vinham de outra contratada.
    =

    A CPI afirmou ter recebido a notícia com "espanto".
    "A GDK está fornecendo três secretárias para os dois gerentes setoriais (gerente e fiscal do contrato), auxiliares administrativos e arquivistas. O elevado nível de terceirização nas atividades de acompanhamento, fiscalização e de liberação de recursos desse contrato causa espanto, principalmente quanto ao fornecimento de mão-de-obra pela GDK, inclusive no caso das secretárias dos gerentes e do fiscal do contrato, por cujas mãos passa toda a documentação do contrato."
    =

    Dos 19 contratos da GDK com a Petrobras após o mensalão, 3 foram feitos com a dispensa ou a declaração de inexegibilidade de licitação, 11 por convites e 5 por tomadas de preços. São obras de manutenção de dutos, perfuração de poços e construção e reparos de instalações industriais.
    Ao dispensar a licitação no caso do projeto de R$ 199 milhões, a Petrobras invocou o decreto 2.745, baixado em 1998 pelo então presidente, Fernando Henrique Cardoso.
    =

    O decreto tem sido atacado pelo TCU, mas a Petrobras recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) e já obteve, até agora, 11 decisões favoráveis à aplicação do decreto.


    Categoria: Direito
    Escrito por Flavio DeABel às 22h05
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    21/05/2009


    BOLETIM MINEIRO

    VALE A PENA LER
    1. A Companhia das Letras está lançando a edição de bolso da Historia da Vida Privada, em 5 volumes, a C$ 33,00 cada volume.
    ****

    2. Fronteira, de José de Souza Martins
    Este é um livro sobre as fronteiras interiores do Brasil, sobre os confins que nos sep
    aram de nós mesmos, sobre as diferentes e conflitivas espacialidades de nossa expansão interna nesse demorado movimento iniciado com a Conquista e ainda não completado. A fronteira é o espaço próprio do encontro de sociedades e culturas entre si diferentes, a sociedade indígena e a sociedade dita “civilizada”, mas também as várias e substancialmente diferentes facções da sociedade de brancos e mestiços que somos. A fronteira é o lugar da liminaridade, da indefinição e do conflito. Tem sido o lugar da busca desenfreada de oportunidades. Cr$ 35,00
    3.




    NAVEGAR É PRECISO


    1. OIT divulga novo relatório sobre trabalho forçado no mundo
    Trabalho forçado: Perdas na renda de explorados representam mais de 20 bilhões de dólares por ano
    http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38673&lang=PT
    ****
    2. ::
    Análise apresenta novas tendências migratórias internacionais
    Crise: Desemprego nos Estados Unidos atinge trabalhadores imigrantes regularizados
    http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38670&lang=PT
    ****
    3.
    Brasil - Mensagem da CNBB por ocasião da memória da abolição da escravatura
    (CNBB)
    http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38664&lang=PT
    ****
    4.
    13 de maio, Abolição da Escravatura e Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo
    (Zulu Araújo)
    http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38663&lang=PT
    ****
    5.
    Os professores levam mais uma paulada do Governo de São Paulo
    Por Nora Krawczyk
    Professora envia texto para a Folha de S.Paulo, que não será publicado, questionando se medida de José Serra (PSDB), em oferecer cursos para professores concursados não seria doutrinamento.
    http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=6965
    ****
    6.
    Irena Sendler: A Mãe do Gueto de Varsóvia
    Por Lia Diskin
    Para contrapor às ideias totalitárias de vários matizes, a história da assistente social que resgatou do extermínio 2.500 crianças em pleno reinado da crueldade.
    http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1279
    ****
    7.
    Novos combates de Vo Nguyen Giap
    [Tom Fawthrop] General volta à luta, no Vietnam: contra a mineração de bauxita
    http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1277
    ****
    8. Curso - Crise do Capitalismo
    Sérgio Lessa:
    Para entender a essência do capitalismo
    http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/sergio-lessa-para-entender-a-essencia-do-capitalismo
    ****
    9.
    A crise econômica mundial e a primavera dos zumbis

    A despeito de alguns brotos primaveris exagerados e celebrados com um insensato otimismo digno do maior respeito, deveríamos nos preparar para outro inverno sombrio na economia global. Chegou a hora do plano B para reestruturar a banca. E de outra dose de remédios keynesianos. Pode ser que o fundo do poço esteja próximo e talvez seja alcançado no fim do ano. Mas isso não significa que a economia global se encontre em condições de se recuperar de maneira robusta no curto prazo. A análise é de Joseph Stiglitz. > LEIA MAIS
    ****
    10.
    O "Rio Grande" merece isso!
    O jornal Zero Hora publicou um editorial sobre a onda de escândalos envolvendo o governo Yeda Crusius (PSDB). O texto coloca no mesmo saco acusados de roubo, desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica, corrupção e os denunciantes destes crimes. Raras vezes, a posição editorial do grupo RBS mostrou-se tão desnudada.
    Marco Aurélio Weissheimer
    http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4329&boletim_id=553&componente_id=9540
    ****
    11.
    Nazismo ainda é polêmica entre historiadores
    Leia em
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u565223.shtml
    Há no texto uma incorreção, que já foi assinalada pela própria Folha, qual seja, o titulo em português do livro Mein Kampf, que é Minha Luta e não Minha Vida.
    ****
    12.
    "O PSDB não gosta da Petrobras. Nem do Brasil"
    Em entrevista concedida ao Correio da Cidadania, em janeiro deste no, o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira, alertava para uma nova campanha de desmoralização da empresa diante do público. Entre outras coisas, ele recorda que a gestão do PSDB governando o país foi responsável pela quebra do monopólio do petróleo, pela venda de 36% das ações da Petrobrás na Bolsa de Nova York por menos de 10% do seu valor real. Para Siqueira, o governo depende da participação popular para defender o nosso petróleo. > LEIA MAIS
    ****
    13. "Qualidade de ensino vai decair com pacote de Serra", afirma sindicalista
    Por Camila Souza Ramos
    Para a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, o pacote de leis que altera as contratações dos professores da rede pública precariza a situação da categoria.
    http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=7002
    ****
    14. Profundidade da crise coloca novos desafios para os trabalhadores
    Chegamos quase à metade do ano e já inundam a grande imprensa notícias dando conta de uma incipiente saída da crise, tendo em vista a melhora da balança comercial, uma discreta retomada do comércio e indústria e, por que não dizer, dos índices Bovespa e assemelhados. Ao mesmo tempo, prognósticos de desemprego vêm se concretizando a passos largos, e já podem ser vistas revoltas em diversos países, não somente periféricos, mas também nos centrais. O Correio da Cidadania entrevistou o sociólogo Ricardo Antunes, para quem o quadro que se avizinha é devastador, uma vez que não há discussões em torno de uma mudança profunda de nosso modo de vida, somente medidas que mais interessam ao capital que ao trabalhador - o que, em algum momento, chamará novamente pela intervenção do Estado.
    http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3291/9/
    ****

    Escrito por Flavio DeABel às 23h04
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    BOLETIM MINEIRO pergunta

    Qual o futuro do "sonho americano"?


    O que você promete a um povo a quem foi dito que poderia fazer o que quisesse, que foi repetidas vezes congratulado por viver na melhor de todas as circunstâncias possíveis? Como dizer agora que “os bons tempos” não voltarão? Os estadunidenses precisam de uma nova visão que os ajude a lidar com a realidade, uma história promissora do futuro que os ajude a superar o passado. O que é preciso na vida do povo dos Estados Unidos é uma redefinição dos conceitos de “vida, liberdade e busca da felicidade”. A análise é do jornalista político William Greider.
    William Greider - The Nation
    =
    Como entendeu Franklin Roosevelt, os estadunidenses adiarão benefícios imediatos e experimentarão sacrifícios pesados – se conseguirem – à medida que forem convencidos de que o futuro pode ser melhor que o passado. Nós estamos, porém, frente a um problema muitíssimo mais difícil em nosso momento na história. O que você promete a um povo a quem foi dito que poderia fazer o que quisesse, que foi repetidas vezes congratulado por viver na melhor de todas as circunstâncias possíveis? Como dizer agora que “os bons tempos”, assim como os conhecemos, não voltarão? Os estadunidenses precisam de uma nova visão que os ajude a lidar com a realidade, uma história promissora do futuro que os ajude a superar o passado.
    =
    Eis aqui uma grande visão que eu sugiro os americanos podem perseguir: o direito de todos os cidadãos a vidas engrandecidas. Não a ficar mais rico do que o próximo ou acumular necessariamente mais e mais porcarias, mas o direito a viver a vida plenamente e a se engajar expansivamente nas possibilidades elementares da existência humana. Essa é a essência do que muitos, agora, parecem almejar em suas vidas. As pessoas – mesmo as bem sucedidas e afluentes – estão frustradas por causa das dimensões intangíveis que a vida assumiu ou deslocou, em grande ou pequena escala, pressionada pelas exigências implacáveis do sistema econômico de maximizar a produção de lucros e de riqueza. Nossas verdades morais comuns têm sido destruídas em nome de grandes recompensas. Os aspectos mais leves da experiência mortal estão diminuídos porque a própria vida não está tabulada na contabilidade do sistema econômico.
    =
    A ordem política aceita erroneamente essas concessões de limitação da vida como normal, como necessária para alcançar os “bons tempos”. Nos primeiros períodos de nossa história, os sacrifícios exigidos pela máquina capitalista dos Estados Unidos foram largamente tolerados porque a nação era jovem e subdesenvolvida. A máquina prometeu gerar níveis mais elevados de abundância, e o fez. Mas, agora, qual é a justificativa, quando a nação já está rica o suficiente e a máquina continua exigindo pedaços maiores de nossas vidas?
    =
    Famílias perderam a dignidade de dirigir suas vidas
    O que as famílias, mesmo aquelas prósperas, tipicamente perdem na troca são os pequenos aspectos da graça da vida cotidiana, como o ritual de ter um jantar em família com todos presentes. A coisa mais substancial que sacrificamos é o tempo de experienciarmos as alegrias e mistérios da alimentação das crianças, os pequenos prazeres da curiosidade ociosa, de aprender a fazer as coisas com as próprias mãos e a satisfações da amizade e da cooperação social.
    =
    Essas coisas foram feitas para parecerem corolários triviais da acumulação de riqueza, mas muita gente sabe que tiveram de desistir de algo mais importante e lamentam a perda. Alguns decidem retomar isso mais tarde na vida, depois de estabilizados financeiramente. Outros ainda sonham em cair fora do sistema. Se pudéssemos de alguma maneira somar todas as dores e perdas privadas causas pela busca da prosperidade material ilimitada, o resultado pode vir a parecer o maior lamento de nosso tempo.
    =
    Mais importante do que todas as outras perdas é que as pessoas também estão denegando outra grande, inatingível: a dignidade de dirigir as suas próprias vidas. No trabalho, em casa e na esfera pública, a maior parte das pessoas perdem o direito de exercitar muito de suas vozes nas decisões cotidianas da administração de suas vidas. Muitas pessoas (não todas) estão sujeitas a um sistema de comando e de controle sobre os seus destinos. Elas conhecem os riscos de ignorar as ordens que vêm de cima.
    =
    Não surpreendentemente, muitos cidadãos estão resignados a essa condição e aceitam a subserviência como “é assim que as coisas são” e, como resultado, suas vidas se tornam menores. Muitos acham difícil imaginar que esses confinamentos poderiam ser reduzidos, e até substancialmente removidos, se as organizações econômicas fossem informadas por princípios democráticos.
    Leia o restante deste artigo aqui:
    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15987&boletim_id=553&componente_id=9530

    Escrito por Flavio DeABel às 23h01
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    PROFESSOR

    BOLETIM SERIDOENSE

    Dia desses, assitindo televisao, um cidadao preocupado com professor e aluno defendia o seguinte: Ora, se deixamos nossos filhos com os professores na sala de aula, e se estes professores estao insatisfeiros, como eles cuidarao dos alunos?

    =

    Os pais precisam ir trabalhar, os filhos tem que ir a escola. Entao, a responsabilidade do professor frente ao aluno, a familia daquele aluno. Ele, o professor, sem bons salarios, desestimulados, e os alunos cada vez mais rebeldes. Os filhos nao obedecem aos pais. Porque? Ha um desencanto geral. Contrariado, Padre Tercio nos dizia que o Colegio Diocesano obrigava-se, a pedido dos pais, a trancar as portas durante as aulas. Para os alunos nao sairem a rua. 

    = 

    Sintomatico. Hoje se paga melhor aos policiais que os professores. O patrimonialismo esta em alta. Sempre esteve. O Estado paga melhor aos policiais para que a defesa do patrimonio seja garantida. Mas, e a educacao? Menos importante que o patrimonio?

    Editorial da Folha de São Paulo deste domingo passado:

    Socorro ao professor
    Debate pedagógico passa ao largo da questão disciplinar, um equívoco grave diante da violência crescente nas escolas
    =
    A EDUCAÇÃO básica no Brasil ainda é precária, em particular nas redes oficiais de ensino. Mediocridade e letargia se patenteiam a cada resultado da pletora de exames e índices surgidos na última década. Bem encaminhada a meta da universalização do acesso e superada a controvérsia sobre avaliações de desempenho, resta roer o caroço duro do próprio aprendizado.
    =
    A batalha terá de ser vencida com uma estratégia de requalificar professores e remunerá-los melhor. Essa classe desprestigiada já se vê, contudo, acossada por outra conflagração: a indisciplina, quando não a agressão praticada por uma parcela dos alunos.
    O aumento da violência juvenil é um problema das sociedades contemporâneas que não afeta apenas a escola. Agrava-se conforme pais de todos os estratos se omitem e transferem a responsabilidade primeira pela socialização de crianças e jovens ao educador.
    =
    O tumulto de quinta-feira entre policiais militares e estudantes numa escola estadual da capital paulista constitui apenas mais um episódio a lamentar, não exceção. Após erupção semelhante em novembro, o governo estadual prometera um plano antiviolência, que até hoje não veio a público. Levantamento do sindicato de diretores Udemo indicou que 86% das 683 escolas que responderam a questionário (de um total de 5.300) tinham vivido casos de violência.
    =
    Combater a escalada implica afrontar a mescla de democratismo e leniência que tomou de assalto o aparelho educacional brasileiro. Tornou-se pedagogicamente incorreto lançar mão de medidas disciplinares. O diálogo por certo representa o melhor caminho, mas não quando se trata de ameaça ou desrespeito ao professor.
    =
    Em nome de incentivar a afirmação da individualidade do aluno, tolera-se todo tipo de abuso. Não é só de guias curriculares que necessita o docente, mas de orientação prática e eficaz sobre como proceder em casos disciplinares, dos simples aos graves. Todo projeto pedagógico tem de implementar medidas para assegurar a tranquilidade e a concentração sem as quais não há aprendizado possível.
    =
    É injusto deixar só com os professores mais essa responsabilidade. Eles em geral figuram entre as vítimas dessa deterioração no convívio. Para reconquistar o prestígio em erosão, não é só de salários, carreiras e bônus que precisam, mas da intervenção decidida das autoridades educacionais na questão da disciplina.
    =
    Cabe a elas rever gradação, condições e limites das punições aplicáveis, criar procedimentos para situações excepcionais e também serviços especializados de assistência ao professor ameaçado. Sem esse mínimo de garantias, cada vez menos talentos estarão dispostos a seguir a carreira de professor, decisiva para reduzir a iniquidade social no país.

    Escrito por Flavio DeABel às 22h56
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    18/05/2009


    POUPANCA

    Tiroteio

    "O líder do PT quer que minha tia de 81 anos, com R$ 70 mil depositados na poupança, retire o dinheiro para abrir um armarinho?"


    Do deputado PAULO BORNHAUSEN (DEM-SC) sobre declaração do petista Cândido Vaccarezza (SP), segundo quem aqueles que "usavam a poupança para especular agora terão um estímulo a mais para aplicar em obras e investimentos produtivos".
    x

    x

    x

    O Paulo Bornhausen se faz de desentendido. Familia de banqueiros, defende os bancos. Banqueiro nunca ganhou tanto como nos ultimos 20 anos.

    -

    Oa contrario dos financistas como o Paulo Bornhausen, temos a luta dos desenvolvimentistas, que querem o progresso, mesmo a custa do risco em investimentos.

    Os desenvolvimentistas querem:

    - o progresso;

    - gerar producao, emprego e renda.

     

    Os financistas querem:

    -os juros

    -fugir dos riscos dos empreendimentos

     

    -

    Quanto a poupanca, logico que é importante. Agora, precisamos fazer com que os desenvolvimentistas vencam a luta contra os financistas.

    Escrito por Flavio DeABel às 20h47
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    17/05/2009


    GIRO

    Painel

    RENATA LO PRETE -
    painel@uol.com.br

    Crise na relação

    O litígio entre PSDB e DEM em torno da criação da CPI da Petrobras é apenas o mais recente de uma série iniciada com a eleição de José Sarney (PMDB) para a presidência do Senado -apoiada apenas pelos "demos"- e que complica a costura da aliança para as eleições do ano que vem. O próximo embate deverá ser sobre a alteração nas regras da poupança: o DEM quer bater sem dó; o PSDB tem lá suas dúvidas.

    =

    O estranhamento é agravado por disputas em Estados importantes e pela percepção, por parte do DEM, de que os articuladores da candidatura de José Serra jogam muitas fichas na aproximação com o PMDB. "Ou sentamos para aparar as arestas ou vamos entrar em 2010 desarticulados", diz um dirigente do DEM.



    Tratos à bola. Na quinta-feira, enquanto os tucanos esperneavam no plenário pela CPI da Petrobras, o líder do DEM, José Agripino (RN), estava no Rio com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Tratava de assegurar um jogo da seleção em Natal, que considera fundamental para as suas chances de reeleição.
    =
    Em comum. Governistas que flertam com a ideia de colocar Lula na cédula em 2010 acreditam ter um aliado oculto nas hostes da oposição: Aécio Neves. O terceiro mandato tiraria José Serra definitivamente de seu caminho.
    =
    Etéreo 1. O presidente Michel Temer (PMDB-SP) tem sido vago ao comentar o retorno do assunto terceiro mandato. Em conversa recente, disse que "não seria bom" se o tema entrasse na pauta da Câmara. Mas nada de condenação peremptória à tese.
    =
    Etéreo 2. Quando questionado sobre a necessidade de tempo para que emenda constitucional abrindo a possibilidade de nova candidatura de Lula fosse votada, Temer opinou que os prazos são facilmente negociáveis, desde que haja convencimento político.
    =
    Estica... O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, reafirmou no final da semana a disposição de ir até o fim na defesa da manobra contábil que permitiu à empresa pagar menos impostos. O primeiro embate será no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Se perder, a Petrobras promete ir à Justiça.
    =
    ...e puxa. Já os Estados, que viram os repasses da Cide despencarem 90% devido ao truque da Petrobras, apostam que a Receita acabará concluindo pelo erro da empresa. Do contrário, restará ao Tesouro ressarcir os Estados.
    =
    Bem lembrado. Um dos argumentos colocados à mesa para abortar a CPI da Petrobras é que a investigação acabaria batendo em nomes da Operação Castelo de Areia por meio da Refinaria Abreu e Lima (PE). A obra é tocada pela Camargo Corrêa, uma das maiores doadoras eleitorais.
    =
    Melhor não. Petistas partiram para negociações com Ciro Gomes (PSB), como possível candidato ao governo paulista, depois de concluir que Doutor Hélio (PDT), a outra opção do chamado "bloquinho", não resistiria ao escrutínio de uma campanha estadual. Argumentam que o prefeito de Campinas só passou ileso até hoje porque protegido por um arco de alianças no qual cabe até o DEM.
    =
    Apostas 1. Enquanto no governo se dá como certo que o próximo indicado para o STF será o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, dois outros nomes têm sido mencionados no próprio Supremo: Sylvia Steiner, juíza federal de São Paulo atualmente no Tribunal Penal Internacional, e o gaúcho Ari Pargendler, membro do STJ.
    =
    Apostas 2. Já entre advogados de São Paulo a torcida é pelo criminalista Arnaldo Malheiros Filho, mas não para a vaga a ser aberta com a saída de Ellen Gracie, e sim para a seguinte, fruto da aposentadoria de Eros Grau. Será a última preenchida por Lula.
    =
    Na mira. Mauro Faria de Lima, da Promotoria Militar do DF e responsável por propor a ação penal que resultou na demissão da cúpula da PM, relatou a conhecidos ter sido alvo de escutas. Disse também que foi seguido pela P2, polícia secreta da corporação.
    =
    com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

    Tiroteio

    "Enquanto todos os países agem para salvar suas empresas, aqui a oposição quer colocar a maior delas no banco dos réus. Se a tática for a do "quanto pior, melhor", o caminho é este."


    De ALOIZIO MERCADANTE, líder da bancada do PT no Senado, sobre os esforços do PSDB para criar a CPI da Petrobras.
    =
    Contraponto
    =
    Tudo muito estranho

    Na sessão de quinta no Senado, o PSDB pressionava pela instalação da CPI da Petrobras. O primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), presidia os trabalhos e se recusava a fazer a leitura do requerimento, pois havia sido feito um acordo para adiar a criação da comissão.
    Em Florianópolis, onde participava de evento ao lado de Lula, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ia monitorando a situação pelo telefone:
    -As coisas hoje estão diferentes no Senado, presidente...
    Lula quis saber o motivo, e Ideli arrematou:
    -Neste exato momento, quem nos defende é o Heráclito!

    Escrito por Flavio DeABel às 17h37
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    HITLER

    +Sociedade

    UM DOS PRINCIPAIS HISTORIADORES DO NAZISMO, O INGLÊS IAN KERSHAW MOSTRA COMO HITLER CHEGOU AO PODER E EXPLICA POR QUE O REGIME NÃO PROSPEROU EM OUTROS PAÍSES



    O nazismo não nasceu do psiquismo ou de uma característica específica da população alemã


    MARTHA ZUBER
    MARTINE FOURKIEN

    Apesar da fama que seus trabalhos sobre o nazismo lhe garantiu na comunidade internacional, Ian Kershaw continua apegado a sua Inglaterra natal.
    -

    Ele concedeu a entrevista abaixo na Universidade de Sheffield, onde leciona história contemporânea. Kershaw fala de seus estudos sobre o nazismo com confiança tranquila, revelando conhecimento aprofundado de inúmeras publicações sobre o assunto.
    Como esse homem sossegado se tornou um dos maiores especialistas no regime hitlerista? Um pouco por acaso, explica. Duas circunstâncias orientaram sua escolha.
    -

    Por um lado, seu interesse nas questões políticas desse período e na história social; por outro, as aulas de alemão que cursou no Instituto Goethe de Manchester.
    Em 1972 e 1974, duas estadas na Baviera reforçaram seu interesse pela civilização alemã. Trabalhou no prestigioso Instituto de História do Tempo Presente, em Munique, dirigido pelo historiador alemão Martin Broszat.
    -

    Dessa época nasceria o livro "Popular Opinion and Political Dissent in the Third Reich" [Opinião Popular e Dissenso Político no Terceiro Reich].
    Uma coisa levou a outra, e várias questões começaram a despertar a curiosidade do historiador: como explicar o "sucesso" do nazismo? A população alemã era impregnada de um antissemitismo mais profundo que o antijudaísmo tradicional dos países católicos? Por que, entre todas as economias industriais e capitalistas, a Alemanha foi a única a ter produzido uma ditadura fascista tão extrema?

     

    PERGUNTA - Hitler elaborou uma teoria política ou aproveitou circunstâncias favoráveis para instalar sua ditadura? A quem, de fato, cabe a responsabilidade pelo nazismo?
    IAN KERSHAW
    - Hitler foi alguém que tinha opiniões muito fortes e decididas sobre qualquer assunto. Radicalizava tudo e podia igualmente bem se enfurecer rapidamente ou entusiasmar-se de maneira desmedida.
    -

    Em Viena, ele era solitário e pouco sociável. Na Primeira Guerra, foi considerado um soldado muito corajoso, mas um pouco excêntrico, que se mantinha à margem dos outros.
    Mas em 1919, em Munique, ele se deu conta de que podia ser ouvido. Ele diz em dois momentos do livro "Minha Luta": "Então tomei consciência de que eu podia falar". Essa visão muito maniqueísta das coisas se tornou um trunfo formidável quando ele começou a falar com as pessoas nas cervejarias de Munique.
    -

    Foi essa visão de conjunto, taticamente muito flexível, que lhe permitiu, nos anos 1920 e 1930, adaptar-se aos interesses mais diversos -aqueles das diferentes facções nazistas e os da população alemã.
    Contudo seria restritivo demais dizer que a responsabilidade pelo nazismo recai sobre um único indivíduo. É verdade que Hitler tem mais responsabilidade que qualquer outra pessoa, mas, à medida que a crise da democracia alemã foi se desenvolvendo, ele foi atraindo mais e mais pessoas.
    -

    Tampouco podemos dizer que o nazismo tenha nascido do psiquismo ou de uma característica específica da população alemã. Nas eleições de 1932 e 1933, 13 milhões de alemães votaram no partido nazista, número que não representava mais do que um terço dos eleitores. Quando as eleições eram livres, Hitler nunca recebeu mais de um terço dos votos, o que significa que dois terços dos alemães não votaram nos nazistas.
    -

    O que se pode afirmar é que Hitler conseguiu articular certas tendências da cultura política alemã e atrair mais e mais pessoas. Portanto, a responsabilidade pelo regime nazista cabe, ao mesmo tempo, a Hitler, o homem, e a certos setores da sociedade -mas não à sociedade alemã em sua totalidade.

    PERGUNTA - Então o sr. não aprova a tese do americano Daniel J. Goldhagen, que defende que o conjunto da população alemã, fundamentalmente antissemita, foi cúmplice do nazismo e do Holocausto?
    KERSHAW
    - É evidente que havia um antissemitismo profundo na Alemanha muito antes da Primeira Guerra. Talvez mais do que na França, mas não mais que em toda a Europa oriental -na Polônia, Romênia, Hungria, Áustria, onde Hitler nasceu, e, sobretudo, Rússia. Nos anos 1920, porém, esse antissemitismo alemão era sobretudo passivo; o antissemitismo violento -e ativo- era obra de uma pequena minoria.
    -

    É claro que essa minoria despertou entre 1929 e 1932, e os eleitores que votaram no Partido Nacional Socialista alemão (ou seja, os nazistas) sabiam que estavam votando num partido que odiava os judeus. Mas os estudos que foram feitos sobre o voto nazista nesse período mostram que o antissemitismo não foi a motivação principal desses eleitores.

    PERGUNTA - Foi Hitler quem decretou a "solução final"?
    KERSHAW
    - Considerar que Hitler tenha decretado a solução final equivaleria a dizer que essa ditadura funcionava segundo as leis ditadas por ele. Acontece que o que constatamos ao estudar o período dos anos 1930 é, antes, uma forma pragmática de governar.
    -

    A radicalização do nazismo se deu por etapas até 1941-42, quando a Alemanha já estava em plena guerra contra a União Soviética, visando a erradicar o "bolchevismo judaico".
    Para os nazistas, judeus e bolcheviques eram a mesma coisa. Desde o primeiro dia da operação Barbarossa (a invasão da União Soviética pelas tropas alemãs), não houve nenhuma ordem explícita de Hitler.
    -

    É preciso destacar o papel das SS como a organização mais poderosa e mais radical do Estado nazista. Foram elas que, nessa fase, colocaram em prática a divisa de Hitler sobre ser preciso livrar a Alemanha dos judeus.
    -

    No verão de 1941, na União Soviética invadida pelas tropas alemãs, esse movimento se radicalizou. Os judeus começaram a ser fuzilados às dezenas de milhares. Em setembro, 33 mil judeus foram mortos em dois dias!
    O que seria feito, então, com os outros judeus da Europa? O extermínio já tinha começado na União Soviética; os chefes nazistas pressionavam Hitler para deportar os judeus austríacos e alemães para o leste, e Hitler deu sinal verde. Em seguida, o mesmo passou a ser feito com os judeus da Europa ocidental (incluindo a França).
    -

    Os massacres foram o resultado de um processo que se desenrolou por etapas. Hitler tinha uma visão geral das coisas, mas deixava os outros agirem em seu lugar.
    Não pode haver dúvida quanto a sua responsabilidade nem quanto ao fato de ele ter sido um antissemita fanático. Mas foi o sistema nazista, com sua radicalização progressiva, que levaria ao genocídio dos judeus.

    PERGUNTA - Em que Hitler, como o sr. diz em seus trabalhos, foi um líder carismático?
    KERSHAW
    - É preciso entender a palavra "carismático" em seu sentido técnico, e não no sentido usual que assumiu hoje, quando falamos do carisma de um astro da música pop ou até mesmo de John F. Kennedy.
    Para o sociólogo Max Weber, o carisma significa que uma comunidade se investe em uma pessoa e atribui a ela certo número de qualidades heroicas. O que retiro de Weber é que o indivíduo não necessariamente possui essas qualidades que os outros enxergam nele.
    -

    No caso de Hitler, por que esse homem que descrevemos como estando à margem da sociedade, ao mesmo tempo excêntrico e tão voluntarista, começa a ser ouvido por certas pessoas?
    Porque ele responde às aspirações delas.
    Na sociedade alemã dos anos 1920, as pessoas que nunca tinham ouvido falar em Hitler consideravam que o regime era corrompido pelos políticos, que a Alemanha estava afundando e que ela precisava de um grande líder como Bismarck ou Frederico, o Grande -alguém que pudesse salvar o país dessa terrível crise política e econômica e que permitisse um renascimento nacional.
    -

    Foi assim que as pessoas começaram a acreditar em Hitler.
    Para um megalomaníaco como ele, que naquele momento já conquistara muita autoconfiança, o caminho estava traçado: o grande personagem que salvaria a Alemanha era ele.
    Ele ocupava o ápice de um sistema, tendo por missão alcançar certos objetivos.
    Mas, por trás disso, era submetido a pressões de diferentes facções -entre as quais é preciso destacar o papel poderoso do Exército, que até 1938 teve exatamente os mesmos objetivos de expansão militar que Hitler, embora a maioria dos oficiais não fosse nazista.
    -

    Durante muito tempo, os objetivos dos nazistas mais ou menos coincidiram com os de grande número de nacionalistas alemães que faziam parte das elites tradicionais do país. Podemos afirmar que as Forças Armadas, os grandes empresários, os grandes proprietários de terras e os altos funcionários apoiaram Hitler durante muito tempo, até que foi tarde demais e se viram presos numa armadilha, dentro do culto a esse líder carismático.

    PERGUNTA - Um modelo como esse poderia funcionar em outro país?
    KERSHAW
    - É preciso levar em conta que uma das causas muito importantes para a ascensão do nazismo foi a crise profunda que atingiu a Alemanha nos anos 1930.
    A particularidade dessa crise é que ela foi multiforme: crise do sistema político e governamental, crise econômica, social e ideológica, tudo isso associado a um sentimento de humilhação nacional devido à derrota na Primeira Guerra.
    -

    A Alemanha era um país em que a democracia tinha raízes frágeis, e o sistema político instalado após a guerra (a República de Weimar) nunca chegou a ser verdadeiramente aceito, nem por grande parte da população, nem pelas elites.
    Quando chegou a depressão mundial, em 1929, todo o sistema que passou a ser questionado, e não apenas certos setores. Na Grã-Bretanha, por exemplo, de 1929 a 1931, houve uma crise econômica e política, mas não uma crise de Estado. Com a exceção de uma pequena minoria muito radical, ninguém cogitava em questionar o rei ou o Parlamento. O sistema era suficientemente estável para fazer frente a uma crise.
    -

    Na França, os governos da Terceira República (1870-1940) foram muito frágeis. Mas a França estava no campo dos vencedores (de 1914-18) e não passava por uma crise de amplitude igual à dos países em que o fascismo se instalou.
    Na Alemanha, a necessidade de uma regeneração nacional era uma mensagem muito forte da qual Hitler era o portador.
    -

    Alguns imaginaram que ele não permaneceria no poder por muito tempo, mas, sob o Terceiro Reich, a economia começou a crescer novamente, o Exército foi reconstituído, a Alemanha recuperou territórios que havia perdido.
    Os ingleses e os franceses se mostraram muito fracos diante de Hitler, que foi se fortalecendo mais e mais. Diante disso, os alemães que hesitavam ou que não gostavam de Hitler se uniram à sua volta. E a dinâmica carismática funcionava cada vez melhor.
    -

    Quando a guerra chegou, já era tarde para recuar -a ditadura já estava bem instalada por um processo progressivo de radicalização. O mito só desabou com a derrota, quando o sistema se audodestruiu depois de ter exterminado mais de 5 milhões de judeus.


    A íntegra desta entrevista saiu na revista francesa "Sciences Humaines". Tradução de Clara Allain.

    Folha Online
    Leia mais sobre o debate em torno do nazismo, que divide os historiadores em "intencionalistas" e "funcionalistas", em
    www.folha.com.br/091331

    Escrito por Flavio DeABel às 17h23
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    PENSANDO UM POUCO

    TENDÊNCIAS/DEBATES

    Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

    A grande armadilha

    A sociedade está refém de um sistema em que os bancos, ano após ano, contabilizam lucros extraordinários

    ABRAM SZAJMAN

    A TAXA Selic vem se aproximando de um patamar civilizado, fazendo inclusive com que o Brasil vá deixando a incômoda posição de campeão mundial do juro real, que ocupamos durante tanto tempo.
    =

    Porém, mesmo com a queda da taxa básica e apesar das medidas pontuais adotadas pelos bancos públicos, os juros bancários na ponta continuam exorbitantemente elevados: em contraste com uma Selic em 10,25%, um empréstimo de primeira linha para uma grande empresa, com todas as garantias, está na faixa de 15%, atingindo média anual de 30% em relação ao conjunto das pessoas jurídicas. Para a pessoa física, o patamar mínimo é de 30%, na aquisição de automóveis, chegando a mais de 200% no cheque especial ou no cartão de crédito.
    =

    Dessa forma, a redução da Selic evidencia o problema apontado por um estudo da Fecomercio que foi destaque nesta Folha (5/4): a diferença entre aquilo que os bancos pagam pelo dinheiro do governo e o que eles cobram quando emprestam, o chamado "spread", impôs ao país uma conta de R$ 134,5 bilhões em 2008, soma que explica o fato de terem os banco obtido lucros que bateram sucessivos recordes nas últimas décadas. Diante dessa realidade insofismável, que limita o acesso ao crédito para grande parte da população e desvia para as aplicações financeiras os recursos que poderiam ser usados para desenvolver o setor produtivo e gerar empregos, o governo adota o discurso de que está empenhado em buscar maneiras para reduzir a margem bancária. Mas será que é essa a intenção e que isso é possível mesmo?
    =

    Imaginemos que o governo decidisse reduzir os itens de sua responsabilidade na composição do "spread", de forma a obter queda significativa no custo final do dinheiro. Com crédito abundante, prazos longos e juros baixos, haveria uma corrida de empresas e consumidores por recursos que hoje existem, mas não encontram demandantes por serem muito caros.
    =

    Em consequência, consumo e investimentos aumentariam consideravelmente em curto tempo, certamente num volume superior à capacidade de produção presente. O resultado seria uma pressão muito forte sobre preços e salários e o retorno triunfante da inflação, o que, aliás, já estava ocorrendo antes da crise internacional, apesar da Selic alta.
    =

    A conclusão desse raciocínio é que ao governo interessa a queda da Selic, pois o consequente menor gasto com o serviço da dívida pública compensa a queda de arrecadação provocada pela crise e facilita a manutenção do equilíbrio fiscal.
    =

    Mas, por outro lado, não interessa ao governo nem à estabilidade da economia a queda brusca do "spread" e dos juros na ponta, porque inevitavelmente resultaria em pressões de demanda que pressionariam os preços, fenômeno ainda mais ameaçador para os objetivos políticos do que o desemprego, que pode ser mitigado por medidas fiscais -como está sendo- e, em última análise, debitado na conta das orgias de Wall Street.
    =

    Em resumo, a financeirização da economia, que, no mundo desenvolvido, provocou uma recessão que já ameaça rivalizar com a Grande Depressão dos anos 1930, no Brasil engendrou uma grande armadilha que hoje aprisiona, mais do que qualquer crise, nossas possibilidades de um crescimento com ímpeto semelhante ao dos demais países emergentes.
    =

    Nessa verdadeira arapuca, a sociedade encontra-se refém de um sistema em que os bancos, transformados em garantidores da estabilidade econômica, exercitam seu patriotismo por meio da dura obrigação de contabilizar, ano após ano, lucros extraordinários em seus balanços.
    =

    Enquanto isso, as empresas dos setores não financeiros, em especial as pequenas e micros, atolam-se na dificuldade de manter o pagamento de tributos, salários e ainda dos juros, vendo-se na triste condição de mendigar isenções e prazos nos corredores de gabinetes governamentais.
    =

    No momento em que o noticiário dá conta de que países como a China, à custa do esforço de seu governo e do tamanho de seu mercado interno, começam a superar a fase mais aguda da crise, seria de bom senso o Brasil parar de buscar culpados lá fora.
    =

    É por causa disso que, para consolidar a estabilização econômica que o real nos propiciou e recuperar a eficiência das políticas fiscal e monetária, continuamos a insistir no velho e desgastado tema das reformas.

    =

    Só assim escaparemos da armadilha em que nos metemos, resgatando o papel dos bancos e os objetivos das empresas dos demais setores da economia, um papel condizente com a construção de um país mais desenvolvido e menos desigual.


    ABRAM SZAJMAN, 69, empresário, é presidente da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) e dos Conselhos do Sesc (Serviço Social do Comércio), do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

    Escrito por Flavio DeABel às 17h13
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    TÁ RUÇO

    ELIANE CANTANHÊDE

    Fechou o tempo

    BRASÍLIA - Saio de férias com a sensação de que tudo mudou nos ares da política. Aquele marasmo todo de Serra versus Dilma, aliança PSDB-DEM, PMDB comportado nos braços do governo, Lula paz e amor, tudo isso está sendo chacoalhado pelas ventanias, inclusive as ventanias do destino.

    =

    A notícia do linfoma de Dilma não só abriu incertezas como fez emergir insatisfações dissimuladas e ambições ocultas e coincidiu com o furacão causado no Congresso pela eleição de Sarney. Lula deve estar profundamente arrependido de ter precipitado o processo eleitoral. Com a doença de Dilma, ficou evidente o vácuo de nomes nacionais no PT e na base governista, como ficou explícita a guerra entre PT e PMDB.
    =

    Na Bahia, Geddel vive às turras com o PT de Jaques Wagner. No Pará, Jader pula do barco da petista Ana Júlia. No RS, a debacle tucana reacende a cobiça do PT de Tarso Genro, contra o favoritismo do PMDB de Fogaça. No Rio, o caos de sempre. E o clima de guerra se expande para o resto do país.
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    Qualquer coisa vira tempestade, como a demissão de irmãos e ex-mulheres na Infraero. Sarney, Renan, Temer, Geddel, Jucá, Henrique Alves abandonam o bom-mocismo da época do marasmo (e da candidatura Dilma virtualmente consagrada) e mostram a cara.
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    O pipocar da CPI da Petrobras, portanto, combina perfeitamente com o clima. A misteriosa alteração contábil e a política de ocupação de espaços do PT nas estatais apenas vieram bem a calhar, deram o pretexto que faltava. A única surpresa é que esse clima e esse pretexto são tudo que qualquer oposição pediu aos céus, mas justamente agora o DEM, que sempre primou por uma ação muito mais viril contra o governo, está miando. Aí, tem!
    Até a volta!

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    BOLETIM SERIDOENSE

    O quadro partidario-eleitoral brasileiro necessita ajustes. Nao sou a pessoa mais indicada a analisar o quadro. O PT, antes do PSOL, era um porto seguro para a esquerda. Houveram os rachas, Heloisa Helena, o Baba e outros como o senador Cristovam Buarque. Todos com um pensamento centrado em atitudes coletivas, populares.

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    Uns tem visao de mercado, uma visao privatista dos meios de producao. Outros adotam um pensamento centrado no coletivo, no social. Classificamos os partidos: de Direita, que defendem a todo custo a propriedade, a livre iniciativa. E os partidos de Esquerda, que visam o social, o direito coletivo. Neste quadro atual brasileiro, com mais de vinte, trinta partidos, nao sei quantos, como posicioná-los?

    =

    Neste quadro caótico, como pode o cidadao, voce, eu, se posicionar ideologicamente, pelo partido? Dificil. Entao, mais facil se posicionar pelo candidato. Mas, individualmente nao venceremos os problemas. Por melhor que sejamos. O Presidente Lula, por exemplo, nao é um superhomem que tudo pode resolver. Lula ficou maior que o PT. Tal fato preocupa-nos na medida em que é preciso valorizar as instituicoes.

    =

    Nao se faz a reforma partidaria e eleitoral. Todos, ou quase todos, a maioria dos politicos se dizem favoraveis a uma reforma que equacione o quadro de forcas sociais. Mas, nao sai a reforma. Porque será. Alguém pode explicar?

    Escrito por Flavio DeABel às 17h00
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    MANCHETES

    MANCHETES

    Juros caem, mas bancos sobem taxas dos fundos
    Segunda, 11.mai

    Lucro da Petrobras recua 20% com a crise
    Terça, 12.mai

    Fundo garantirá crédito a pequena e média empresa
    Quarta, 13.mai

    Governo propõe taxar poupança
    Quinta, 14.mai

    Crescimento pode ser zero neste ano, admite governo
    Sexta, 15.mai

    Lula ataca criação de CPI da Petrobras
    Sábado, 16.mai

    Escrito por Flavio DeABel às 16h38
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    16/05/2009


    RICARDO FARIAS

    BOLETIM MINEIRO DE HISTORIA apresenta:
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    VALE A PENA LER
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    2. Educação, poder e sociedade no Império brasileiro, de José Gonçalves Gondra e Alessandra Schueler. Cortez Editora, 2008.
    Este livro procura pensar projetos para a sociedade brasileira e suas relações com as forças, formas e sujeitos envolvidos com a educação do povo. Nascido do compromisso com a possibilidade de melhor compreender outros tempos e nosso presente, procura combater o esquecimento e, de modo equivalente, problematizar as visibilidades já produzidas acerca das experiências educativas ao longo do Império brasileiro. Deste modo, aposta no alargamento e ampliação do que hoje conhecemos acerca das relações entre Educação, Poder e Sociedade no Império brasileiro como ferramenta necessária para construir novos tempos, outros presentes, outras historias.
    ****
    3.
    50 BATALHAS QUE MUDARAM O MUNDO
    Os conflitos que mais influenciaram o curso da história.
    LIVRO SOBRE OS CONFLITOS QUE MAIS INFLUENCIARAM O CURSO DA HISTÓRIA CHEGA À 3ª EDIÇÃO
    Esta é uma das melhores obras já escritas sobre batalhas. Listadas por ordem de importância desde 490 A.C. até a atualidade, o livro não celebra a guerra. Além das batalhas, que tiveram importância vital na formação cultural e geográfica dos povos e das nações, o livro analisa as razões e conseqüências de cada conflito. A preservação da democracia, prevenção de anarquia, promoção da ordem, disputas religiosas, econômicas, conquistas de território são exemplos de justificativas ou razões para as batalhas.De acordo com William Weir, os critérios básicos para escolher a importância das batalhas que mudaram o mundo são: “o quão grande foi à mudança causada por uma batalha; e quanto essa mudança nos afeta”.
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    4.
    SAMURAI - O LENDÁRIO MUNDO DOS GUERREIROS
    O Lendário culto dos guerreiros de elite do antigo japão e que persiste ainda nos dias de hoje
    Temas familiares como a prática dos suicídios, a vingança ritualística e o folclore das espadas samurais analisados dentro do contexto de uma cultura oniabrangente, que se exprime tanto pela poesia e pintura quanto pela violência e práticas militares
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    5. Romance recria Inconfidência Mineira
    Escritor Benito Barreto comemora 80 anos com lançamento de trilogia
    Os idos de maio narra o momento crítico no qual se desfaz a conspiração na rede de delações e prisões que se estende pelo Caminho Novo. Criado no século XVIII, o Caminho é uma variante da Estrada Real, que ligava Vila Rica ao Rio de Janeiro.
    Os personagens da Inconfidência ganham vida na reconstrução do autor, que aliou liberdade criativa a extensa pesquisa e amplo conhecimento do tema para criar sua versão dos acontecimentos históricos. Barreto buscou recriar não só a participação dos inconfidentes mais notórios, mas também de personagens que se esconderam nos interstícios da História oficial ou que estiveram à margem dos acontecimentos.
    Ao percorrer junto com esses personagens os momentos cruciais da conspiração, o autor se propôs jamais extrapolar os limites da verossimilhança com a realidade factual e existencial da Inconfidência. O livro é a primeira parte da trilogia Saga do Caminho Novo, que abordará ainda o terror e os despojos que se seguiram à queda e à prisão dos integrantes do movimento.
    O livro custa R$45,00 e pode ser adquirido na Editora Casa de Minas: Rua Padre Rolim, 778 - Santa Efigênia - BH/MG Telefone: (31) 3274-3697.
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    6. Revista de Historia da Biblioteca Nacional, n. 44, já nas bancas.
    Dossiê: Amazônia.
    Artigos principais: Sapatilhas verde-amarelas – Pendura generalizada no século XVIII – Devendo a alma – Em honra dos franciscanos – Presos ao mar – É grave a crase? – Diário de João Cândido .
    Entrevista: Milton Hatoum.
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    7. Jornal Le Monde Diplomatique Brasil n. 22.
    Artigo de capa: Saídas para a crise.
    Outras matérias: Novo trabalho escravo – A tragédia dos mineiros de Zâmbia – Terreiros na Bahia – Ideologias: a chama acesa das revoluções – Por um mundo melhor.
    Cadernos da América Latina: Cuba e a esquerda – Ciências sociais hoje.
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    8. A Editora Escala vem se especializando em revistas e livros na área de História. Depois do Atlas da II Guerra Mundial, lançou agora Ditaduras do Século XX. Ampla abordagem das ditaduras no oriente (China, Camboja, Coréia e Vietnã), América Latina (Chile, Argentina, Peru, Equador, Uruguai, Bolívia e Venezuela), Brasil, Cuba, Europa (Alemanha, Itália, Espanha, Portugal, leste europeu), Oriente Médio.

    Outro lançamento da mesma editora é A Gestapo, em dois volumes, obra assinada por Rupert Butler. No volume 1, a historia da polícia política nazistas até o início da Segunda Guerra Mundial; no volume 2, a Gestapo na época da guerra e da decadência do III Reich.

    Escrito por Flavio DeABel às 16h58
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    BOLETIM MINEIRO

    VALE A PENA LER

    A saúde como problema de todos, mais crônicas contundentes, o petróleo como fator de guerras, o fundamentalismo como fator de opressão e as condições prisionais brasileiras vistas por um alemão
    Renato Pompeu
    Nem só os profissionais de saúde, mas todas as pessoas interessadas em problemas humanos, podem consultar com proveito o Dicionário de Educação Profissional em Saúde, lançado em segunda edição revista e ampliada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz e Ministério da Saúde, e organizado por Isabel Brasil Pereira e Julio César França Lima. Pois na sua elaboração colaboraram não apenas profissionais de saúde, como médicos em geral, sanitaristas, psicólogos, enfermeiras, mas também pedagogos, historiadores, comunicólogos, especialistas em geral em ciências humanas, arquitetos, etc.
    Há, por exemplo, verbetes como “atenção à saúde”, “avaliação em saúde”, mas também “capital cultural”, “capital humano”, “capital intelectual”, “capital social”, “divisão social do trabalho”, “globalização”, “humanização”, “neoliberalismo e saúde”, “participação social” “precarização do trabalho em saúde” e muitos outros com temáticas assim amplas. Fica claro portanto que a obra, além de seu rigor técnico em questões específicas de saúde, abrange uma ampla gama de assuntos, a mostrar que os problemas humanos em geral, desde a empregabilidade e o bem-estar, estão interligados com as questões de saúde. Parafraseando a antiga sentença latina, poderíamos dizer que esse dicionário tem como lema “Mente sã num corpo são, numa sociedade sã”. No fundo, o que está em jogo em todos os verbetes é a felicidade humana. O dicionário pode ser acessado gratuitamente pelo link da fundação.
    Também de educação, mas num outro registro, tratam várias das contundentes crônicas de Marcus Cortez no livro Golpe na alma, publicado pela Pé-de-Chinelo Editorial, que têm o educador Paulo Freire e seus métodos como temas evocativos e comoventes. Mas também há crônicas sobre o jornal Folha de S. Paulo, “A tortura que a imprensa censurou”, e sobre a Rede Globo, “A escória humana brasileira”. É uma obra sobre um sonho de Brasil feliz acalentado no início dos anos 1960 e que se transformou em pesadelo num Brasil infeliz a partir de 1964 e, particularmente, a partir de 1968.
    Já a Ediouro costuma ter seus lançamentos badalados por setores da grande mídia, mas esse A tirania do petróleo – a mais poderosa indústria do mundo e o que pode ser feito para detê-la, da jornalista e escritora americana Antonia Juhasz, teve pouca repercussão nos grandes meios de comunicação, talvez por afetar os interesses de grandes empresas que são grandes anunciantes. A coronela Ann Wright, da Reserva do Exército dos Estados Unidos, comentou sobre o livro de Juhasz: “Se nossas tropas e o povo norte-americano quiserem saber a razão pela qual os Estados Unidos invadiram e ocuparam o Iraque, aqui está a resposta”. E a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1997, Jody Williams, afirmou: “Juhasz apresenta o problema do petróleo com detalhes, oferecendo soluções reais e os passos concretos para conquistá-las. Em um mundo que glorifica a guerra e a violência, Juhasz nos oferece reflexão e atitude”. A conclusão de Antonia Juhasz:“Devemos pensar de modo radical, aceitar seguir novos rumos e acreditar em nossa capacidade de por fim às guerras, proteger nosso clima, nossas comunidades e nossos trabalhadores e construir um futuro mais seguro, sustentável e pacífico”.
    Igualmente da Ediouro é a autobiografia Inocência roubada – a história da mulher que chocou os EUA revelando sua vida em uma seita poligâmica, da americana Elissa Wall, em colaboração com Lisa Pulitzer. Diz Wall: “Desde o dia em que nasci, pertenci à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Aquele modo de vida era o único que eu conhecia; não me era possível imaginar outro diferente. Pelo que me haviam ensinado, cabia ao profeta (Warren Jeffs) decidir o que era melhor para nós, e as palavras que ele dizia vinham direto de Deus”. Aos poucos, querendo ser enfermeira ou professora, além de mãe – pelos preceitos de sua Igreja teria de esforçar-se para ter filhos a partir dos 14 anos – ela foi se dando conta de que a vida com que lhe acenavam não era plenamente humana. Seu caso foi parar na Justiça e terminou com o julgamento de “um dos mais notórios criminosos dos Estados Unidos”. Essa obra poderia inspirar alguém no Brasil a pesquisar vidas semelhantes tolhidas por fundamentalismos caboclos.
    Para encerrar, temos, da Best-Seller, o livro também autobiográfico de Rodger Klingler, Memórias do submundo – um alemão desce ao inferno no Rio de Janeiro. Hoje ele está radicado em seu país, depois de ter morado no Brasil, atraído pela beleza de suas mulheres e pelo preço baratíssimo da cocaína, em comparação com o mercado europeu. Acabou cumprindo pena por tráfico de drogas no Rio, sofrendo tratamento desumano dos policiais. Trecho: “Embora eu mantivesse os dentes firmemente trancados, deixei escapar um leve gemido. – Olha só, o alemãozinho está gostando – disse odiosamente um dos policiais”. Em suma, um brado contra nosso sistema prisional.
    Renato Pompeu é jornalista e escritor, autor do romance-ensaio O Mundo como Obra de Arte Criada pelo Brasil, Editora Casa Amarela, e editor - especial de Caros Amigos.

    Escrito por Flavio DeABel às 16h55
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    PETROBRAS

    Governo perde, e oposição cria CPI sobre a Petrobras

    Nem ação de Lula consegue evitar que Senado abra investigação focada na estatal

    Pela manhã, presidente convocou entrevista na base aérea para atacar o PSDB, que segundo ele, atuou de maneira "irresponsável"

    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

    O governo não conseguiu evitar a criação da CPI da Petrobras. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalharam nos gabinetes até a meia-noite de ontem, falharam ao tentar convencer senadores a retirarem assinaturas de dois requerimentos. Lula acusou o PSDB de agir de modo "irresponsável" e "pouco patriota" ao insistir na CPI.
    =

    Dois requerimentos criando comissões para investigar a Petrobras foram lidos ontem pela manhã no plenário do Senado. Um dos pedidos é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e outro, de Romeu Tuma (PTB-SP).
    Das 32 assinaturas recolhidas pelo tucano (são necessárias 27), 7 eram de governistas. O governo corria ontem contra o tempo para que, até a meia-noite, seis senadores retirassem os nomes de cada pedido.
    =

    Dias pede investigação nas obras da refinaria Abreu e Lima (PE), na manobra contábil feita pela empresa para pagar menos impostos e nos patrocínios da estatal em prefeituras nas festas juninas. O requerimento de Tuma propunha apurar fraudes em licitações, alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Águas Profundas.
    =

    A ordem de Lula foi não deixar nenhuma CPI funcionar para evitar prejuízos nos investimentos da Petrobras, considerados essenciais para a recuperação da economia.
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    Com a desistência dos senadores Augusto Botelho (PT-RR), Cesar Borges (PR-BA), Almeida Lima (PMDB-SE), Adelmir Santana (DEM-DF), Cristovam Buarque (PDT-DF), Expedito Junior (PR-RO), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Maria do Carmo (DEM-SE) , o governo conseguiu só barrar a investigação proposta por Tuma.
    Como Cristovam e Santana tinham colocado o nome nos dois pedidos, o requerimento dos tucanos ficou com 30 assinaturas, e os líderes terão que indicar senadores para a CPI.
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    O primeiro sinal da disposição de Lula para enterrar a CPI veio no final da manhã de ontem, antes de embarcar para Arábia Saudita e China. Ele decidiu dar entrevista na base aérea, algo pouco comum, e atacou os tucanos.
    "De repente, o PSDB ficou nervoso", ironizou Lula, que mobilizou os ministros Carlos Lupi (Trabalho), Edison Lobão (Minas e Energia) e José Múcio (Relações Institucionais) e aliados para convencerem senadores a retirar as assinaturas. "Eu, sinceramente, acho estranho que um partido que já governou este país por oito anos, que um partido que já teve dezenas de governadores, que tem governadores nos Estados mais importantes do país, tome uma decisão irresponsável como esta. Irresponsável porque parece uma briga de adolescentes", afirmou Lula.
    =

    Em nota dos senadores Sérgio Guerra, presidente do partido, e Arthur Virgílio (AM), o PSDB diz que "irresponsáveis são as diretorias "severinas" de furar poço", o loteamento de cargos e não fiscalizar a estatal.
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    Os desistentes alegaram estar cumprindo o acordo firmado na reunião de líderes na manhã de quinta-feira para, antes de criar a CPI, ouvir o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, em audiência no Congresso. Ontem, emissários do governo diziam que a audiência com Gabrielli seria a segunda opção para esvaziar a CPI.
    O ministro José Mucio foi encarregado de comandar a operação governista e estava de plantão em Brasília.
    =

    O senador Gim Argelo (PTB-DF) também ficou disparando telefonemas até a meia-noite. Pela manhã, Múcio se reuniu com Lula e levou ao encontro o assessor do Planalto responsável pela liberação de emendas, Marcos Lima.
    Ontem, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) negou que o governo tivesse conhecimento da alteração contábil feita pela Petrobras. "As empresas geralmente buscam um regime fiscal que lhes favoreça."=

    =
    Às 23h50, ofícios assinados por mais de dez senadores chegaram à Secretaria-Geral da Mesa. Eram desistências da comissão proposta por Tuma e a do Apagão na Educação, de Cristovam. Além da Petrobras, a base de Lula não conseguiu evitar a criação da CPI da Amazônia, proposta por Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

    Escrito por Flavio DeABel às 16h46
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    APAZIGUANDO

    Político, papa atenua tensão com islã

    Na despedida do giro pelo Oriente Médio, Bento 16 volta a defender Estado palestino ante premiê israelense

    Papa, que teve controvérsia com muçulmanos, prega diálogo inter-religiões e vai a mesquita; balanço com judeus foi menos favorável

    STEPHANIE LE BARS
    DO "MONDE"

    Três destinos sensíveis, quatro assuntos de peso. Em pouco mais de uma semana e em quase 30 discursos na Jordânia, em Israel e nos territórios palestinos ocupados, o papa Bento 16 tem razões para estar satisfeito.
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    O pontífice mostrou domínio sobre os aspectos geopolíticos da situação regional mesmo que, no curso da viagem encerrada ontem, não tenha conseguido evitar todos os tropeços, previsíveis num lugar onde religião e política se entrelaçam. Bento 16 falou em temas políticos e defendeu o diálogo entre as religiões e as culturas.
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    A agenda era ambiciosa, e o contexto, desfavorável. Bento 16 tinha por objetivo promover o diálogo inter-religioso com os muçulmanos e também com os judeus; defender a paz entre Israel e os territórios palestinos e a criação de um Estado palestino; e oferecer conforto às comunidades cristãs da região -esse o ponto mais débil, com o evidente encolhimento da comunidade local cristã em ambiente cada vez mais tenso.
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    Foi quanto ao relacionamento entre israelenses e palestinos que o papa, em geral pouco dado a pronunciamentos políticos, surpreendeu. A viagem, feita apenas quatro meses depois da ofensiva israelense na faixa de Gaza e algumas semanas após a eleição de um governo israelense linha-dura, parecia uma caminhada por um campo minado.
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    Os palestinos temiam que a viagem se tornasse um selo de aprovação à política israelense, mas isso não ocorreu. Bento 16 invocou a "segurança de Israel" e atacou o "terrorismo", mas mostrou compreensão pela situação palestina. Ontem, no discurso de despedida, em Tel Aviv, voltou a apelar pela criação de um Estado palestino ao lado do presidente de Israel, Shimon Peres, e do premiê linha-dura, Binyamin Netanyahu, resistente à proposta.
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    Deixando de lado a espinhosa questão da cidade de Jerusalém, a qual definiu como "cidade da paz e lar espiritual dos judeus, cristãos e muçulmanos", o papa citou quase tudo que seus anfitriões na Cisjordânia queriam: a situação em Gaza, o muro de proteção israelense, os refugiados, o acesso a lugares sacros, os presos políticos.
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    Numa outra frente -o diálogo entre islã e cristianismo-, passos importantes foram dados. O tema tornou-se uma meta séria para o papa depois de um discurso em Regensburg (Alemanha), em 2006, que os muçulmanos interpretaram como crítica ao islã, e foi a ela que ele se dedicou em sua passagem pela Jordânia e em sua visita a Jerusalém.
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    A despeito das tentativas de exploração política por parte de dirigentes muçulmanos, a visita do papa ao Domo da Rocha, a mais importante mesquita de Jerusalém, foi um sinal da confiança que parece existir entre ao menos uma parte das elites muçulmanas e o Vaticano.

    Holocausto
    Já no que tange à imagem do papa na sociedade israelense, o balanço foi menos positivo para Bento 16, que tentava superar a tensão provocada pela suspensão da excomunhão do bispo Richard Williamson, que nega o Holocausto.
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    Para alguns rabinos israelenses, o discurso que ele fez no Museu do Holocausto não pregou de forma suficiente o papel da Igreja na difusão do antissemitismo. Outros o acusaram de omitir sua experiência na Alemanha nazista na juventude.
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    Na despedida ontem, ele voltou ao tema. Chamou o Holocausto de "um capítulo chocante da História", que não deve ser "esquecido ou negado". Recordou encontro com sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, há três anos.
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    A viagem mostrou que o diálogo inter-religioso, quer bilateral, quer trilateral, não está maduro, apesar da vontade compartilhada de promovê-lo.
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    Ainda que não represente um debate teológico, parece uma evolução sensível da parte de um papa que, no início de seu pontificado, decidiu eliminar da hierarquia do Vaticano o departamento de promoção de diálogos inter-religiosos, restabelecido justamente após a controvérsia provocada pelo discurso de Regensburg.


    Com agências internacionais

    Escrito por Flavio DeABel às 16h39
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    DESCONSTRUCAO POLITICA

    FERNANDO RODRIGUES

    Senado à deriva

     

    BRASÍLIA - O vaivém da CPI da Petrobras é o sintoma mais recente da fragilidade da base de Lula dentro do Senado. Por mais de uma semana, o Planalto tentou evitar a instalação da investigação. Ontem, ao longo do dia, aliados lulistas se esfalfavam para convencer meia dúzia de senadores a retirar o apoio à CPI. O que aconteceu para se chegar a uma situação em que o governo teve de suar frio? Basicamente nada. O PMDB continua espetando a faca na barriga de Lula, como sempre fez. O PSDB procura mimetizar a atitude típica do PT de anos atrás, vociferando sem parar.
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    O PT, abúlico, copia o PSDB fernandista, repetindo ser necessário "pensar no país". E Lula tentou demonstrar surpresa ao saber do risco de a Petrobras ir para o centro do picadeiro do Congresso.

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    A origem da atual descoordenação governista é a relação fisiológica abraçada por Lula desde o início de governo na hora de tratar com o Congresso.

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    Essa metodologia produz longos períodos de calmaria, mas às vezes um interesse contrariado se transforma num fio desencapado. O PMDB está num desses momentos, depois de perder alguns cabides de emprego na Infraero. Os tucanos são indecisos, mas não são bobos. Perceberam a janela de oportunidade e tentaram surfar nessa onda.
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    Há também outra peça relevante nesse cenário conturbado no Senado: José Sarney. O senador que fez carreira no Maranhão, elege-se pelo Amapá e anda sumido do público foi uma daquelas mercadorias que o PMDB sempre promete e não entrega. Em janeiro, Sarney era oferecido ao Planalto como o único capaz de presidir o Senado e mantê-lo com viés lulista.

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    Passados menos de quatro meses de sua posse, Sarney acumula mais de 20 escândalos sem solução no Senado. A Casa virou uma espécie de império do baixo clero bem remunerado. Deve estar causando inveja em alguns deputados.

    frodriguesbsb@uol.com.br

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    BOLETIM SERIDOENSE

    Sintoma da fragilidade da sustentacao do governo Lula ou, como acredito ser, um sistema politico desalinhado, sem consistencia. Explico: analisemos o que o articulista escreve:

    ...O PMDB continua espetando a faca na barriga de Lula, como sempre fez. O PSDB...')

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    Espere, como pode um aliado espetar a barriga do outro? O PMDB controla, dirige Ministerios do Governo Lula. E continua espetando? Entao, acho que esta situacao se resolverá com uma reforma politico-partidaria-eleitoral consistente, decente e funcional. Temos dificuldade de identificar quem está no lado de quem. Como se num jogo de futebol misturassemos as camisas dos times. Como identificar o adversario? Razoes do atraso do Brasil sao estas incapacidades que arrastamos há décadas.

    Escrito por Flavio DeABel às 16h21
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    CLÓVIS ROSSI

    Brasileiro desiste, sim

    SÃO PAULO - Lembra-se daquela história de que "brasileiro não desiste nunca", muito usada na propaganda do governo? Pois não é que um dos garotos propaganda da história desistiu do Brasil? Chama-se Ronaldo Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo Fenômeno, e confessou ontem, durante a sabatina Folha, que prefere educar os filhos na Europa.
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    Por dois motivos básicos: segurança e educação. Ronaldo contou que, quando seu filho vem ao Brasil e se junta a garotos brasileiros da mesma faixa etária, é impressionante a quantidade de palavrões que dizem os amigos do filho.
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    Já Ronald é "doce", "europeu", diz o pai. Na prática, quer dizer o seguinte: a educação que recebe na Espanha, onde vive com a mãe, o torna mais civilizado que seus companheiros no Brasil. Quando observei que a comparação parecia racista, o jogador devolveu: é apenas realista. Fechou com uma frase irrespondível: "A gente tem que pensar nos filhos".
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    É nessas horas que o Brasil dói na gente. É quando uma pessoa inteligente, informada e que teve a oportunidade de comparar o país com outro (ou outros) desiste de criar os filhos nestes tristes trópicos. E não se trata de um filho ou neto de espanhol, italiano, russo, javanês ou marciano, mas do arquétipo do brasileiro.
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    Se alguém precisar de um personagem com todas as características que se atribuem ao brasileiro, chamará Ronaldo para o papel. Dói mais porque uma pessoa com o jeito Ronaldo de ser desiste do Brasil para os filhos depois de 14,5 anos de dois presidentes que mais história e preocupação tinham com a questão social, que envolve, como é óbvio, segurança, educação e outras coisas mais.
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    Como fica ilusória essa história de potência emergente diante da constatação de que não emergiu um país em que um brasileiro típico deseje criar filhos.

    crossi@uol.com.br

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    BOLETIM SERIDOENSE

    Com todo respeito ao Clovis. O brasileiro nao desiste. Alias, brasileiros fora do Brasil sao incontaveis. Coisas do mundo globalizado. Tem dinheiro para vir ao Brasil no final de semana que quiser. Ou seja, está ha oito, dez horas de casa. A familia é rica. O pai tem condicoes de educar, formar o filho na Europa. Depois de formado, lapidado, com todas as possibilidades educacionais que sao as melhores do planeta, acredito, entao poderá voltar ao Brasil. Quem pode assim faz. Acho uma atitude correta.

    Escrito por Flavio DeABel às 16h07
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    IRRESPONSABILIDADE

    RUY CASTRO

    Prisão perpétua

    RIO DE JANEIRO - Na madrugada do dia 7, em Curitiba, o deputado estadual Francisco Carli Filho, 26, literalmente decolou com seu carro, um Passat preto, e passou como uma navalha sobre um Honda Fit prata, matando os dois ocupantes deste, de 20 e 26 anos. O choque atirou os carros na outra pista. Um dos rapazes foi decapitado.
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    Uma testemunha declarou que o Passat vinha em alta velocidade, a ponto de levantar voo ao atravessar um desnível. Os bombeiros encontraram o velocímetro congelado em 190 km/h. Nove deles disseram que, ao ser socorrido, o deputado estava "visivelmente alcoolizado". Apesar disso, a polícia de Curitiba levou uma semana para pedir amostras de sangue do deputado.
    O deputado tinha 30 multas de trânsito, das quais 23 por excesso de velocidade, e 130 pontos na carteira -o máximo permitido é 20 pontos por ano. Estava com a habilitação suspensa desde julho de 2007, mas continuava dirigindo.
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    Nos primeiros dias, o noticiário privilegiou a informação de que o deputado saíra gravemente ferido do acidente e só se referia de passagem à morte dos dois rapazes. Seus assessores levantaram "suspeitas" de que tivesse havido um pega entre os carros ou que a culpa pelo acidente pudesse ser do Honda -tramoia desmentida pela testemunha. O deputado pertence a uma influente família de políticos paranaenses, com poderes sobre alguns meios de comunicação.

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    Nos EUA, a punição para esse tipo de acidente, mesmo sem tantos agravantes, pode levar à prisão perpétua. No Brasil, o deputado, se se recuperar do choque, logo estará de novo ao volante e à sua cadeira na Assembleia local. Condenados à prisão perpétua estão os pais dos rapazes mortos -a mãe de um deles, ao ser chamada após a tragédia, recebeu a cabeça de seu filho para reconhecer.

    Escrito por Flavio DeABel às 15h57
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    QUEM TE VIU

    Área irrigada no Ceará não via enchente havia 25 anos

    Diretor de órgão de combate à seca diz que novos projetos estarão em áreas mais altas

    Na região Nordeste, há mais de 260 mil pessoas fora de casa e 40 mortos; previsão para o fim de semana é de novos temporais

    CÍNTIA ACAYABA
    DA AGÊNCIA FOLHA

    Com os fortes temporais que atingem o Nordeste, até moradores que vivem em áreas do semiárido onde há projetos de combate à seca foram obrigados a abandonar suas casas. Ao menos sete locais que participam do projeto de irrigação do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, do governo federal) foram afetados. O número total de áreas administradas pelo órgão no Nordeste é 38.
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    Das sete áreas de irrigação alagadas, quatro estão no Ceará, uma na Paraíba, uma no Maranhão e uma no Piauí. Em Morada Nova (CE), 202 famílias que vivem nos lotes tiveram de deixar as moradias. Elas tiveram de alugar imóveis em municípios vizinhos, abrigar-se em escolas ou seguir para casas de amigos e parentes. Havia 25 anos isso não ocorria no perímetro irrigado de Morada Nova. Nesses locais, há a instalação de canais para levar a água de um reservatório às terras irrigáveis, máquinas para o seu bombeamento, entre outros, além de galpões para a estocagem da produção.
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    "Desde a década de 80 que o povo não via isso aqui. O sistema de drenagem não suportou o excesso de água e os moradores de uma região do perímetro tiveram que sair", diz Geneziano Martins, diretor de irrigação da vila. Plantações de arroz ficaram embaixo d'água. "Esses lotes atingidos foram construídos no modelo antigo de irrigação, em áreas baixas, próximos de rios e açudes, onde há declividade. Os novos projetos foram implantados em áreas mais altas para evitar, entre outras coisas, problemas como esse", afirma o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes.
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    Em Sousa (445 km de João Pessoa), outros 500 moradores da vila de São Gonçalo, que também vivem em áreas com infraestrutura de irrigação do Dnocs, tiveram de abandonar as casas. Parte das plantações de banana e coco foi perdida.
    "Quando a densidade da chuva é alta, os moradores das áreas mais baixas vão desocupando suas casas", diz Francisco de Oliveira, servidor do Dnocs. Ele mesmo teve a casa alagada no ano passado por causa das chuvas na Paraíba e teve de deixar o perímetro com cerca de 2.000 pessoas.
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    No projeto Várzea dos Flores, em Joselândia (MA), os proprietários dos lotes perderam suas plantações de arroz e milho nos últimos dias.
    Para o diretor-geral do Dnocs, é possível melhorar os diques e os sistemas de drenagem dos perímetros afetados. Fernandes diz, no entanto, que desde a década de 80 não eram registradas inundações como essas nas áreas.
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    Já são mais de 260 mil pessoas fora de casa e 41 mortos em razão dos temporais no Nordeste. O número de vítimas pode ser maior devido ao registro de desaparecidos. A previsão para o fim de semana, segundo a Secretaria Nacional de Defesa Civil, é de chuva forte em todos os nove Estados da região.


    Colaboraram GUSTAVO HENNEMANN e RENATA BAPTISTA, da Agência Folha

    Escrito por Flavio DeABel às 15h50
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