Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


30/06/2009


MICHAEL JACKSON

'Na verdade, Deborah Rowe, que foi brevemente casada com Jackson, deu entrevista recente dizendo que não vai brigar pela guarda de seus filhos. Disse também que o músico não era o pai biológico das crianças'.

Mãe fica com netos e quer bens

Katherine Jackson luta pelo controle da herança de músico; testamento ainda não apareceu

Joseph Jackson, o pai, convoca coletiva para explicar por que aproveitou homenagem ao filho para divulgar seus negócios

SÉRGIO DÁVILA
ENVIADO ESPECIAL A LOS ANGELES

A mãe de Michael Jackson, Katherine, pediu e ganhou a guarda provisória dos três filhos do músico, morto aos 50 anos em circunstâncias ainda não esclarecidas na quinta passada, em Los Angeles.

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Ela e Joseph, o pai, entraram também com ação para controlar todos os bens deixados pelo filho, que podem chegar a US$ 1 bilhão, embora haja relatos de dívidas de até US$ 400 milhões.
Na ação pela guarda dos dois mais velhos, Prince Michael, 12, e Paris Michael Katherine, de 11, a avó diz que o paradeiro da mãe dos meninos é "desconhecido" e os Jackson dizem que ela não entrou em contato.
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Na verdade, Deborah Rowe, que foi brevemente casada com Jackson, deu entrevista recente dizendo que não vai brigar pela guarda de seus filhos. Disse também que o músico não era o pai biológico das crianças.
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Ex-enfermeira da clínica dermatológica que atendia Jackson, Rowe fez acordo financeiro com ele, mas depois o processou.
O caso do caçula, Prince Michael 2º, de 7 anos, conhecido como "Blanket" (cobertor), é mais nebuloso. Sabe-se que foi gerado numa "barriga de aluguel", e nada mais. Na ação pela guarda, no item "mãe", Katherine escreveu "nenhuma".
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Já na ação pelo controle dos bens, Katherine afirma que não foi encontrado testamento -o que, pela lei da Califórnia, faz dos filhos os herdeiros de tudo- e que ela e Joseph cuidarão da herança em benefício dos netos, "depois que forem pagas as dívidas, se houver, e após despesas de administração". Os planos devem ser atrapalhados por um advogado com ligações com Jackson.
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Segundo o site de celebridades TMZ, John Branca teria um testamento deixado por Jackson e revisado dias antes da morte pelos dois. Ele pretende apresentá-lo à Justiça dentro de 30 dias. O advogado trabalhou com o músico na compra do catálogo dos Beatles em 1984, uma das principais fontes de renda de Jackson.
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Enquanto isso, os Jackson tentam garantir o controle sobre todos os aspectos do legado de uma personalidade de comportamento errático e que não se dava bem com boa parte da família, principalmente com o pai, a quem acusava de o espancar quando criança.
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No sábado, Janet foi recolher os bens pessoais deixados pelo irmão na casa que alugava em Los Angeles. No mesmo dia, Jack, Jermaine e Tito fizeram o mesmo em Neverland.

O pai
No dia seguinte, Janet e o pai apareceram na festa anual do BET, canal pago voltado à comunidade negra, que virou uma grande homenagem ao músico. No tapete vermelho, Joseph Jackson, 80, exibiu comportamento bizarro. Durante entrevista à CNN, disse que queria aproveitar a ocasião para anunciar o novo selo musical que fazia com um amigo.
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Ontem, acompanhado do pastor Al Sharpton e do amigo, ele convocou coletiva na casa da família, em Encino, para dizer que tinha sido mal interpretado. E aproveitou para falar mais uma vez do novo selo.

Escrito por Flavio DeABel às 09h32
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28/06/2009


INVESTIMENTOS NOS PORTOS

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Nelson Mattos Filho, que é velejador, alias,  mora no veleiro Avoante (avoante@ig.com.br), em artigo na Tribuna do Norte, escreve sobre as promessas da construcao de uma Marina, propagada e festejada, que poderia receber o velejador-torcedor, parece que foi torpedeada nos lemes e hoje navega sem rumo por gabinetes oficiais.

´Nosso Iate Clube, que apesar da boa infra-estrutura social e das confortaveis instalacoes, nao tem fundeadouro para mais de 20 embarcacoes. nem conta com pier para atender barcos de fora. O Iate Clube do Natal precisa começar a pensar na Natal da Copa. Precisamos ter um bom planejamento das acoes que possa colocar nosso clube na recepçao do evento. Precisamos levar essa unica porta de entrada de veleiros em Natal, para as pranchetas oficiais dos projetos da Copa 2014´.

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´A falta de uma boa Marina e de locais de ancoragem, tambem trarao dores de cabeça para os organizadores e pessoas envolvidas´.

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BOLETIM SERIDOENSE

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As politicas publicas de apoio a industria pesqueira em Natal tem sido frageis. Ultimamente noticiaram possiveis investimentos no Porto de Natal. Se virao realmente, nao sabemos. O Estado tem sido ineficiente no desenvolvimento da navegaçao no litoral brasileiro. Os investimentos sao insuficientes.

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Cabotagem é a navegação realizada entre portos interiores do país pelo litoral ou por vias fluviais. A cabotagem se contrapõe à navegação de longo curso, ou seja, aquela realizada entre portos de diferentes nações.

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Temos um litoral fantastico, um potencial para navegaçao costeira fabuloso. Pesca e laser.  A navegaçao de cabotagem no Brasil, no Nordeste, no Brasil, é pequena. A Copa 2014 em Natal terá uma otima oportunidade de investimento para o Nordeste, para o Brasil.

 

Escrito por Flavio DeABel às 16h41
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CLUBE DO POVO

Equipe da Assessoria de Comunicação do ABC Futebol Clube prepara mais um projeto de interação com o torcedor ABCdista.
Por Equipe de Comunicação

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Nesta segunda Feira, amanha, o ABC o mais querido será homenageado na Assembleia Legislativa pelo seu nonagesimo quarto aniversario (94).  A sessao solene, proposta pelo deputado Poti Junior, começa às 10h, na seda da AL.

Marcos Lopes, colunista da Tribuna, nos chama atenção:

'O ABC nao tem um Diretor de Futebol por exemplo, alguem que fale pelo futebol, que viva exclusivamente a realidade do futebol do clube e isto é na minha visao uma falha grave´

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'O que é que falta para o ABC conseguir aliar o seu crescimento patrimonial ao fortalecimento do futebol? Qual a explicação para o fato de um clube de massa como o ABC, ter aumentado de forma tao competente o seu patrimonio e nao conseguir demonstrar a mesma competencia no futebol?'

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'Eu entendo que esta centralizacao que Judas Tadeu (presidente do clube) insiste manter no futebol do ABC é um erro que precisa ser corrigido'

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Lembremo-nos de Eurico Miranda

Escrito por Flavio DeABel às 15h53
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ASSIM NAO DA

'O governo federal dá dinheiro para construir a escola, mas nao para mantê-la'

Joao Coser (PT), prefeito de Vitoria (ES), reeleito ano passado e lider da Frente Nacional dos Prefeitos

Categoria: Serido
Escrito por Flavio DeABel às 15h50
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Tecnologia

Na coluna Abrindo a porteira, Tribuna do Norte, deste domingo, noticias boas. Tecnicas de produçao de caprinos e ovinos, os mercados, o manejo e produção de ração para caprinos e ovinos, aqui no Rio Grande do Norte. No Mato Grande, na comunidade Queimadas, municipio de Joao Camara, a Emater RN reuniu 27 agricultores familiares, criadores de cabras e ovelhas, para um treinamento na Unidade Tecnica Demonstrativa da Raçao de Caju. Jose Simplicio de Holanda, da Emparn, fez uma demonstração do preparo da ração animal à base de caju. O zootecnista Lailson Dias, escritorio local da Emater RN em Joao Camara, falou do potencial do mercado e dos cuidados básicos de manejo.

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Criação de Caprinos

A regiao do Mato Grande (Joao Camara e adjacencias) dispoe de excelente produçao de caju. O aproveitamento desta cultura estende-se a criaçao de ovelhas e cabras. A produçao de alimentos sempre foi uma questao estrategica para qualquer regiao. E nosso Serido?

 

A criação de ovinos e caprinos no Brasil vem se desenvolvendo em larga escala nos últimos anos, comprovando as previsões de especialistas sobre o potencial dessa atividade, especialmente no Estado de São Paulo. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstra que o rebanho nacional de ovinos e caprinos somava 25 milhões de cabeças há apenas três anos

Escrito por Flavio DeABel às 15h38
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SEBRAE RN

PALESTRAS PARA EMPREENDEDORES

O SEBRAE RN promove uma serie de palestras informativas para o incentivo ao Microempreendedor Individual a partir desta quarta feira. O superintendente Jose Ferreira de melo Neto (Zeca Melo) promete que as unidades da capital e do interior, inclusive Caico, Currais Novos e Santa Cruz terao na programacao duas palestras diarias para os microempreendedores interessados em esclarecer duvidas.

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DO QUE VOCE TEM MEDO?

assustador

Todo empreendedor possui espírito aventureiro, uns mais, outros menos, é fato. Mas, a característica ainda predomina entre aqueles que arriscam um bom dinheiro em um novo negócio, arriscam o emprego (ou a verba indenizatória da demissão) em uma franquia, arriscam uma carreira de engenheiro, professor, dentista ou terapeuta para ser empresário. Enfim, arriscam, seja lá o quê

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PEGN A revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios do mês de junho conta como jovens com menos de 30 anos estão reinventando o modo de fazer negócios: divertem-se enquanto trabalham e faturam milhões investindo pouco. Mas, se você não está com mesma sorte que esses garotos e anda sofrendo com a crise, não deixe de ler o guia com 30 dicas para atrair o consumidor nesses tempos difíceis. Ainda não abriu o sua própria empresa? Então, veja o especial dessa edição sobre como realizar o seu sonho de negócio e aprenda com as lições de consultores e de quem viveu isso na prática. Na seção Conecte-se, confira como escolher o melhor software de gestão de acordo com as necessidades de sua empresa. E mais: Chris Hughes, “o menino que elegeu Obama”, conta como empresas podem usar, na internet, a mesma estratégia que contribuiu para a vitória do presidente dos Estados Unidos. Quer falar com a redação, então Clique aqui.

Escrito por Flavio DeABel às 15h16
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Morte

O jornalista Marcelo Holanda, da Tribuna do Norte, entrevistou Eduardo Vila, diretor do Grupo Vila. Sobre cremação de corpos falou que Porto Alegre (RS) a cremação fica em torno de 10% dos óbitos. Em Natal, pesquisa perguntou: 'No caso de seu falecimento deseja ser cremado? 30% responderam afirmativamente. Mas, quanto a pergunta: 'Voce cremaria o seu pai, a sua mãe, o seu filho?'  Menos de 2% respondeu que sim. O Grupo Vila tambem atua em Caico.

Cremação

Freddy Brandi

CENTRO ESPIRITA ISMAEL

Emmanuel, em O Consolador, questão 151, opina: Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o tônus vital, nas primeiras horas seqüentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.

Escrito por Flavio DeABel às 15h02
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RENATA LO PRETE

Tiroteio
"É tarefa tão ingrata atacar o governo Lula que sobrou para meus amigos senadores do PSDB. Serra e Aécio fizeram questão de não aparecer."

 


 

Do senador ALOIZIO MERCADANTE (PT-SP), sobre o programa tucano levado ao ar na noite de quinta em rede nacional de TV e rádio.

Escrito por Flavio DeABel às 14h47
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27/06/2009


RENATA LO PRETE

Painel

RENATA LO PRETE -
painel@uol.com.br

Boletim médico

A senadores com quem conversou ontem José Sarney (PMDB-AP) reconheceu o agravamento de sua situação política ao longo da semana, com o acúmulo de revelações de favorecimento a familiares e apadrinhados no Senado. Manifestou especial preocupação com o DEM, que abriga alguns de seus aliados históricos. Dono da segunda maior bancada da Casa, o partido se reunirá na terça-feira para decidir se adere ao coro que pede o afastamento do presidente.
Sarney sabe que a eventual defecção em bloco dos "demos" seria sua sentença de morte. Ontem, telefonou para vários senadores da sigla. E continuou a dizer que não pretende renunciar.



Questão de fé. O padre carismático Moacir Anastácio, que atrai uma legião de católicos à celebração anual do Pentecostes em Taguatinga, participou de almoço ontem com a família Sarney e aliados. Foi levar uma bênção ao presidente do Senado.

Flashmob 1. Com mais de 10 mil mensagens em apenas uma hora, a mobilização no Twitter para que fosse postada a expressão "fora Sarney" a partir das 15h de ontem provocou um fluxo na rede de miniblogs que superou, no país, a morte de Michael Jackson.

Flashmob 2. Os adeptos do protesto virtual definiram a próxima quarta como dia para manifestações "físicas" pela saída do presidente do Senado. Até as 19h, havia atos agendados em seis capitais.

Força aí. Em campanha pelo afastamento de Sarney, Pedro Simon (PMDB-RS) encontrou tempo para telefonar a Beto Richa (PSDB-PR). O senador queria prestar solidariedade ao prefeito de Curitiba, que enfrenta acusação de uso de caixa dois em sua campanha reeleitoral de 2008.

Ação... Sarney nomeou em 15 de maio deste ano Flávia Coelho Garcia para o cerimonial da presidência do Senado. É filha de Luiz Garcia Coelho, lobista e amigo de Renan Calheiros (PMDB-AL). Ex-assessora de Renan, Flávia foi exonerada em 2007, durante os processos de cassação enfrentados pelo peemedebista.

... entre amigos. Ex-marido de Flávia, o advogado Bruno Lins disse em depoimento à polícia, na época, que o ex-sogro se valeu da proximidade com Renan para intermediar negócios entre o banco BMG e o INSS. Tanto Renan quanto Coelho negaram as denúncias.

Pão e circo. Na avaliação do Planalto, a leitura, na noite de quarta-feira, do requerimento para a criação da CPI do Dnit deve ser creditada não apenas à instabilidade reinante no Senado, mas também à insatisfação dos parlamentares com o atraso na liberação de suas emendas.

Bate-bola. Em conversa com auxiliares logo depois da vitória do Brasil sobre a África do Sul, Lula rasgou elogios a Dunga. Para o presidente, o técnico "teve estrela" e "calou a boca de sabichões que acham que entendem tudo de futebol, inclusive eu". Lula, que não havia aprovado a entrada de Daniel Alves, reconheceu: "O menino brilhou e salvou a partida".

Zona cinzenta. A CCJ do Senado encomendou a Marco Maciel (DEM-PE) uma solução negociada para o projeto de Sérgio Zambiasi (PTB-RS) que obriga os partidos a informar à Justiça Eleitoral, no ato do registro dos candidatos, o respectivo programa de governo. Teme-se que a tramitação abra espaço para "contrabandos" como janela de infidelidade e terceiro mandato.

Que fase! Além de ver uma aliança entre PT e oposição reduzir as chances de instalação da CPI da Conta de Luz, o autor do requerimento, Eduardo da Fonte (PP-PE), amarga outro desconforto: o deputado pegou catapora.

com VERA MAGALHÃES e LETÍCIA SANDER

Tiroteio
"É tarefa tão ingrata atacar o governo Lula que sobrou para meus amigos senadores do PSDB. Serra e Aécio fizeram questão de não aparecer."


Do senador ALOIZIO MERCADANTE (PT-SP), sobre o programa tucano levado ao ar na noite de quinta em rede nacional de TV e rádio.

Contraponto
O combate dos chefes

O governador José Roberto Arruda (DEM) esteve ontem em Paris para acertar detalhes da visita do presidente francês a Brasília em setembro, quando assinarão o contrato do veículo leve sobre trilhos que deverá incrementar a infra-estrutura da capital para a Copa de 2014.
-Sarkozy prefere eventos de rua-, disse Jean Michel Severino, presidente da agência de desenvolvimento.
Arruda sugeriu lançarem a pedra fundamental, e Severino disse que será levado um vagão do VLT para o ato.
-O presidente Sarkozy é muito irrequieto- insistiu.
-O governador também!- emendou um assessor.
-Não como o Sarkozy!- insistiu Severino.
-Há controvérsias!- apressou-se o fiel brasileiro.

Escrito por Flavio DeABel às 17h14
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AS PANTERAS

RUY CASTRO

Mortes paralelas

RIO DE JANEIRO - Na manhã de 26 de dezembro de 1929, o ilustrador Roberto Rodrigues, filho do jornalista Mario Rodrigues, foi baleado por uma mulher na redação do jornal "Crítica". Seria a manchete natural para todos os vespertinos cariocas naquele dia. Só que, na mesma hora, perto dali, o deputado pernambucano Souza Filho foi morto a tiros na Câmara Federal pelo seu colega da oposição, o gaúcho Simões Lopes.
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A morte do político governista já refletia a tensão que, meses depois, levaria à Revolução de 1930. Portanto, Souza Filho foi a manchete, não Roberto -até mesmo no jornal do pai deste. Claro que, com Roberto também morto dali a dois dias, "Crítica" passaria os meses seguintes dando sua foto na primeira página e exigindo justiça. Conto essa história no meu livro "O Anjo Pornográfico", sobre o irmão de Roberto, Nelson Rodrigues.
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No dia 22 de dezembro de 1940, o escritor americano Nathanael West morreu em um acidente de carro. Não era famoso -ninguém dera bola para seus livros, um deles "O Dia do Gafanhoto". De qualquer maneira, os jornais não teriam muito espaço para West. Na véspera, morrera em Hollywood seu amigo F. Scott Fitzgerald, para quem a imprensa estava abrindo páginas.
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A 22 de novembro de 1963, Aldous Huxley morreu em Los Angeles. Era um totem do pensamento moderno. Mas deu a pouca sorte de que, poucas horas antes, o presidente John Kennedy fosse assassinado em Dallas. Os jornais quase o ignoraram.
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E, nesta quinta, a estrela Farrah Fawcett perdeu sua batalha contra o câncer. Sua bravura passará despercebida, porque ela morreu no mesmo dia que Michael Jackson. É cruel, mas isso nos poupará de vê-la decaída. Na fantasia dos homens, Farrah será sempre aquela suma de olhos, dentes e cabelos que iluminou os anos 70 em fotos e na TV.

Escrito por Flavio DeABel às 17h12
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'ME ENGANA QUE EU GOSTO'

FERNANDO RODRIGUES

Um copo meio vazio

BRASÍLIA - É tolice acreditar em promessas de políticos sobre transparência. A adoção de práticas mais abertas é algo atípico no âmbito do serviço público. A prestação de contas espontaneamente não existe como um valor estabelecido na cultura brasileira.
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Quando eclodiu a onda de escândalos no Congresso neste ano -já são mais de 60 casos-, os presidentes da Câmara, Michel Temer, e do Senado, José Sarney, sacaram rapidamente do coldre o velho discurso de "transparência total".
Seria má vontade só desprezar os resultados apresentados. Alguma coisa foi colocada à disposição na internet. Mas há ainda um caminho longo pela frente.
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O caso das verbas indenizatórias é emblemático. Um salário disfarçado, o benefício existe há quase uma década. O valor mensal é de R$ 15 mil (senadores) e varia de R$ 23 mil a R$ 34,2 mil (deputados). Só a partir de abril deste ano o uso do dinheiro passou a ser divulgado em detalhes. O passado foi enterrado.
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Foram perdoados, por tabela, os sabe-se lá quantos delitos cometidos no emprego desses recursos. Não se fala mais a respeito.
Agora, o Senado ameaçou divulgar os nomes e os salários de todos os cerca de seus 10 mil funcionários. Outra promessa cumprida pela metade. Só apareceram os nomes. Nada de divulgar o valor dos vencimentos de cada um.
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Já é um avanço ter a lista de nomes de quem trabalha no Senado. Na Câmara, esse documento não existe para consulta pública.
Nos próximos dias, o Senado promete também permitir consultas mais avançadas em seu site, com o cruzamento de nomes e de valores de despesas. Será mais um degrau na criação de um mecanismo de cobrança de responsabilidade.
Esses pequenos movimentos ainda representam um copo mais vazio do que cheio. Mas são bons efeitos produzidos pela atual crise.

Escrito por Flavio DeABel às 17h09
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FOLHA SP

CLÓVIS ROSSI

Somos todos "subprime"?

BASILEIA - Quando nos mudamos para Madri, em 1992, para que eu assumisse o posto de correspondente desta Folha, meus filhos, já passados dos 20 anos, descobriram uma coisa chamada crédito.
Explico: todos os três haviam crescido com aquela obscena inflação brasileira, o que tornava pedir dinheiro emprestado uma ousadia fora dos planos de qualquer um que tivesse bom senso -a menos, claro, que seu nível de renda fosse bastante confortável.
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Dois anos depois, veio o Plano Real, a economia foi se estabilizando, se estabilizando e um ou dois solavancos posteriores não alteraram o essencial: os preços tornaram-se suficientemente civilizados para que uma importante fatia de brasileiros descobrisse o que meus filhos tiveram que aprender apenas no exterior: crédito é uma coisinha basicamente simples e que irriga qualquer economia.
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Até aí, portanto, a informação de ontem do Banco Central de que o nível de endividamento das famílias atingiu 34,8%, um recorde, pode ser lida como positiva. Saiu-se de um nível "incipiente" de crédito, segundo o próprio BC, para um patamar consistente.
O problema começa quando se olha para outro dado também do BC: a taxa de inadimplência nas operações dos bancos com pessoas físicas chegou a 8,6% em maio, recorde da série histórica iniciada em junho de 2000.
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Em um país com renda muito baixa, como continua sendo o Brasil, e em que se toma dinheiro olhando se a prestação cabe no bolso, e não para a taxa de juros cobrada pelos bancos, há o risco de que muita gente vire "subprime", aquele pessoal que comprou casas sem ter renda suficiente para tanto e acabou sendo o embrião da mais grave crise econômico-financeira do planeta em 60 anos.
Seria uma tremenda maldade com uma sociedade asfixiada durante tanto tempo pela inflação.

crossi@uol.com.br

Escrito por Flavio DeABel às 17h07
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BS 23679

BOLETIM SERIDOENSE

Amigos, neste numero, materias sobre a educacao. Tive o privilegio de estudar numa epoca exigente. Acordava cedo, madrugada, 4 horas da manha, para estudar para as provas. A maioria dos colegas estudava desde a madrugada. Havia um compromisso: obter uma boa nota. Hoje, neste mundo virtual, a coisa esta diferente.

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Boletim Mineiro - As secoes Navegar e preciso traz materias importantes. Algumas polemicas como esta:

Opus Dei ataca homossexuais e os jornais dizem amém
Leandro Colling Imprensa em Questão
O artigo "Totalitarismo e intolerância". do jornalista Carlos Alberto Di Franco é recheado de contradições e fruto de um pensamento conservador, disciplinador, totalitário e intolerante. O autor tenta ligar duas questões distintas para reforçar o preconceito contra a comunidade homossexuais.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=543IMQ001

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Na coluna Vale a pena ler, destaco:

O capitalismo na era da acumulação integral, de Nildo Viana
R$ 35,00
Para compreender os mecanismos de acumulação de riqueza, o filósofo e sociólogo Nildo Viana, da Universidade Federal de Goiás, preserva a história do capitalismo com base em uma revisão dos regimes financeiros e uma previsão teórica das implicações econômicas que permeiam a sociedade do século XXI.

xxxxxxxx

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E uma materia sobre a educacao. A disciplina em classe. Os professores gastam boa parte do tempo em tentar manter a disciplina. Os alunos hoje sao rebeldes, desobedientes ou desinteressados? 

Michael Jackson

Fontes próximas à família Jackson informaram ao site de celebridades TMZ que os três filhos do cantor Michael Jackson querem ficar com seus avós. As fontes disseram que as crianças vão permanecer com a mãe do astro, Katherine Jackson, em Encino, cidade da Califórnia (EUA).

 


Esteja com Deus, Michael

Não queria se parecer com pai
Ao amigo Uri Geller, Michael afirmou que nunca tocou uma criança de maneira inapropriada.
- Por que gasta tanto dinheiro com isso então? – Perguntou o ilusionista. Michael respondeu: ‘Porque não aguento mais isso’.
Uri Geller mantinha um certo contato com o rei do pop pois Michael foi seu padrinho de casamento.
O ilusionista também comentou as inúmeras cirurgias plásticas feitas pelo amigo. “Não sei se deveria falar sobre isso. Mas ele vai me entender onde quer que esteja. Perguntei certa vez o motivo das operações. Ele me disse: ‘Não quero parecer meu pai’. Isso me chocou”, explicou.

Escrito por Flavio DeABel às 16h46
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Ricardo Faria

NAVEGAR É PRECISO

Um dos legados desta crise será uma batalha de alcance global em torno de idéias. Ou melhor, em torno de que tipo de sistema econômico será capaz de trazer o máximo de benefício para a maior quantidade de pessoas. É possível que a crise atual não tenha ganhadores. Mas sem dúvida produziu perdedores e, entre esses, os defensores do tipo de capitalismo praticado nos EUA ocupam lugar de destaque. A análise é de Joseph Stiglitz. > LEIA MAIS Economia
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16035&boletim_id=563&componente_id=9640
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2. Europa, Direita Volver!
(Frei Betto)
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=39329&lang=PT
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3. Com a cumplicidade do governo e da mídia, ‘Vale é uma máquina de destruição’
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3413/9/
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4. Reciprocidade ou Morte
(Leonardo Boff)
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=39285&lang=PT
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5. Leila Brito recomenda a leitura de entrevista de Sérgio Arouca. Médico sanitarista e ex-ministro da Saúde, pioneiro da Reforma Sanitária no Brasil, iniciada na década de 70, e o maior crítico dos rumos dados ao SUS, implementado totalmente fora de sua base político-filosófica, garantida pelas Leis 8080/90 e 8142/90 que instituíram a sua criação
http://www.grupogices.hpg.ig.com.br/Arouca.html
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6. Estamos rumando para o fim do regime do dólar?
Em recente viagem a Genebra, o presidente Lula foi ovacionado ao discursar no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Depois, foi aplaudido seis vezes ao criticar o Consenso de Washington e o neoliberalismo na plenária da OIT. O silêncio da grande imprensa foi gritante. WWW.cartamaior.com.br
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8. Irã: A mentira das "eleições roubadas"
Escrito por James Petras
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3430/9/
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9. Grave situação da infância e das mulheres nos Estados Unidos*
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=39404&lang=PT
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10. Opus Dei ataca homossexuais e os jornais dizem amém
Leandro Colling Imprensa em Questão
O artigo "Totalitarismo e intolerância". do jornalista Carlos Alberto Di Franco é recheado de contradições e fruto de um pensamento conservador, disciplinador, totalitário e intolerante. O autor tenta ligar duas questões distintas para reforçar o preconceito contra a comunidade homossexuais.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=543IMQ001
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11.
Dono de biblioteca gigante em SP doa obras e digitaliza livros
Obras raras podem ser consultadas pela internet. Trabalho é feito por robô que ‘lê’ 2,4 mil páginas por hora
Para quem temia que os livros sumiriam na era da internet, uma boa notícia: o tradicional e o virtual viraram aliados. A biblioteca brasiliana Guita e José Mindlin está sendo digitalizada. O acervo é um tesouro formado durante 80 anos por José Mindlin, de 94 anos. E ele está doando tudo. “A idéia da biblioteca ser parte da universidade e ser pública prevaleceu desde o início. Eu sou, durante todos esses anos, conservador dos livros, guardião dos livros”, diz ele. Agora, esses livros começam a se transformar em páginas virtuais. Quem faz esse trabalho é um robô que “lê” 2.400 páginas por hora. Três mil documentos já podem ser acessados pelo computador.
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Mas a biblioteca virtual brasiliana será muito mais do que isso. São 25 mil títulos. Livros feitos no Brasil e sobre o Brasil, preciosidades desde o século 16. Entre eles, estão a primeira edição do livro de viagens de Hans Staden, a primeira dos 17 volumes dos sermões do Padre Antonio Vieira, as primeiras edições dos livros de Machado de Assis, muitos autografados. Os brasileiros terão acesso a tudo isso gratuitamente, via internet. A primeira edição de “Helena”, de Machado de Assis, tem uma dedicatória a um amigo e já está na rede. Textos produzidos no século 19, na época da abolição, também. Todas essas raridades estão disponíveis do site da biblioteca (www.brasiliana.usp.br).

Escrito por Flavio DeABel às 16h35
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Ricardo Faria

VALE A PENA LER


1. SOCIOLOGIA um olhar crítico
Autores:
Silvia Maria de Araújo, Maria Aparecida Bridi, Benilde Lenzi Motim
Trabalho, classes sociais, comunicação e mídia, estruturas de poder, o rural e o urbano são questões clássicas da Sociologia. Este livro apresenta esses e outros temas de modo claro, didático e fundamentado teoricamente. A partir de uma rica bibliografia, as autoras oferecem um material prático para uso tanto nas universidades quanto nas boas escolas: todos os capítulos contam com uma exposição do tema seguida por exercícios preparados para reter o conhecimento.Livro indicado para leitores interessados na área, mas particularmente para alunos e professores.
256 P., 39 Reais.

2. Lançamentos da editora Ideias & Letras
a) Dinâmicas contemporâneas do fenômeno religioso na sociedade brasileira, organizado por Edlaine de Campos Gomes
R$ 27,90
Dinâmicas Contemporâneas do Fenômeno Religioso na Sociedade Brasileira é um livro inédito no estudo da religião e da sociologia. Expõem novas análises da identidade social refletidas a partir dos desdobramentos da vivência do sagrado. A obra reúne artigos de pesquisadores das áreas de antropologia, que buscam oferecer respostas ao constante crescimento da influência da religião no dia-a-dia da sociedade brasileira. Ao sobrepor fatores religiosos contemporâneos com o atual cenário social do País, os artigos reunidos formam um mosaico da diversificação da fé do povo brasileiro. O livro é organizado pela pesquisadora Edlaine de Campos Gomes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
b) O capitalismo na era da acumulação integral, de Nildo Viana
R$ 35,00
Para compreender os mecanismos de acumulação de riqueza, o filósofo e sociólogo Nildo Viana, da Universidade Federal de Goiás, preserva a história do capitalismo com base em uma revisão dos regimes financeiros e uma previsão teórica das implicações econômicas que permeiam a sociedade do século XXI.
c) Janelas sobre o caos, de Cornelius Castoriadis
R$ 31,00

Janela sobre o caos reúne uma série de textos de Cornelius Castoriadis sobre a arte e a cultura contemporânea. O autor destaca, entre outras coisas, a importância da criatividade do receptor (público) e não apenas do emissor (artista) diante de uma obra de arte. Segundo esse grande filósofo do século XX, a forma criativa como o público recebe a obra de arte contribui para a formação de uma identidade coletiva. Outra questão destacada por ele nesses ensaios é que a arte e a cultura representam um depósito de memória inesgotável e um ponto de partida para toda criação futura. Voltada para estudantes de todas as áreas das ciências humanas, essa é a segunda obra de Cornelius Castoriadis publicada pela Idéias & Letras. A primeira publicação foi em 2006, Uma sociedade à deriva.
3 . Fórum 75:
Na Fórum de junho, entrevista exclusiva com Mario Sergio Cortella.
Confira também: Muy amigos
Entrevista com Ignacy Sachs
Universalização do acesso a computadores no Uruguai
O novo momento de El Salvador
O tabu da redução de danos - entenda o que é a política que, ao invés de criminalizar o usuário de drogas, oferece condições para ele ter acesso a saúde pública e de qualidade.
E muito mais.
3. A Editora Escala está lançando uma nova revista: Desvendando a História – Especial. O número 1, já nas bancas, tem como tema Revoluções que mudaram o mundo. São descritas as revoluções Inglesa, Francesa e Russa. A novidade é o texto, bem didático, acompanhado de cronologia, dicas de filmes e livros, influências modernas, além de uma seção intitulada A visão da arte sobre os fatos, com análise histórica de obras. Não é nada inédito, mas, para quem leciona, é um precioso instrumento que pode ser aproveitado nas aulas, particularmente no Ensino Médio. Confiram!
4. A batalha da mídia

‘A batalha da mídia’ reúne ensaios que discutem o papel da comunicação na luta pela hegemonia política e cultural na sociedade contemporânea. Além de analisar a influência da mídia na propagação dos valores do mercado e do consumismo, Dênis de Moraes analisa experiências que se propõem a democratizar os processos comunicacionais, seja através de políticas públicas inovadoras ou de formas colaborativas e participativas de difusão na Internet.
O livro é composto por quatro ensaios: "Imaginário social, hegemonia cultural e comunicação"; "Cultura tecnológica, inovação e mercantilização"; "Governos progressistas e políticas de comunicação na América Latina"; "Ativismo em rede: comunicação virtual e contra-hegemonia".
272 páginas Preço: R$ 42,00
Contato: Tel.: (21) 3717-2127


Escrito por Flavio DeABel às 16h32
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EDUCACAO

BOLETIM MINEIRO

Olá,
a princípio pensei em encaminhar apenas para os colegas de profissão, mas depois
resolvi fazê-lo também para os demais.
Acho justo, uma vez que esse, penso, não é, e não deve continuar sendo, um problema
apenas daqueles que trabalham com educação. Assim sendo, e em nome da educação,
peço o obséquio da difusão dessa notícia.
Muito obrigado,
Guilherme Nobre Souto

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www.rudaricci.blogspot.com
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
Brasil: campeão mundial de tempo perdido com broncas em sala de aula

A OCDE acaba de divulgar que os professores (tanto de escolas públicas, quanto privadas) gastam, em média, 18% do tempo de cada aula** tentando manter a disciplina. Somos campeões mundiais neste quesito. A pesquisa foi feita entre 2007 e 2008 e envolveu 23 países. A mesma pesquisa revela que a maioria dos professores brasileiras começaram a dar aulas sem passar por qualquer preparação ou acompanhamento prévio. Também somos o 4o do ranking mundial com número de alunos por turma (32,3 alunos, sendo que a média mundial é de 23,5).
Será que agora algum gestor para de inventar modismos e enfrenta o que é cada vez mais evidente?
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Grifo meu - Olha só o tamanho do problema, se temos de 20 a 25 minutos da atenção do alunos, façamos as contas para verificarmos quanto tempo resta para a aula propriamente dita.


Escrito por Flavio DeABel às 16h30
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EDUCACAO

Boletim Seridoense

Juventude procura primeiro o trabalho, depois o estudo. O carro na frente dos bois. Coisas do Brasil. Facil de entender. Ora, se o Brasil nao investe em educacao, as escolas publicas estao sucateadas, desprestigiadas, entao, quem financia os estudos. O estudante e sua familia. Muitos, acho que a maioria, trabalha e estuda.  

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Primeiro, os recursos, depois, o estudo. Ficamos atrasados, o Brasil todo.  Coreia do Sul,  Japao,  Estados Unidos. La, o governo investe grandes somas de recursos, que nao sao desviados. Os professores sao prestigiados, bem pagos. Os pais vao trabalhar e filhos bem entregues em escolas, professores equilibrados, satisfeitos.

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Aqui, no Pindorama, nao conseguimos.  Porque sera, hein?

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  Boletim Mineiro / Do site da Agência Carta maior
Juventude valoriza mais o trabalho do que a educação, diz pesquisa

Pesquisa realizada pelo Ibase e pelo Instituto Pólis mostra juventude sulamericana mais preocupada com trabalho do que com educação. A maioria dos entrevistados no Brasil considera que o mais importante para os jovens é “ter mais oportunidades de trabalho” (61%) opinião partilhada igualmente por jovens e adultos. Mais de 70% discordam da afirmação “os jovens devem apenas estudar e não trabalhar”.
Redação - Carta Maior
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Como a juventude é vista nos diferentes países da América do Sul? Como se posicionam jovens e adultos sulamericanos sobre temas morais, éticos e políticos? Quais as principais demandas e problemas dos jovens na região? Estas e outras perguntas guiaram a pesquisa “Juventude e Integração Sulamericana: diálogos para construir a democracia regional”, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis, e que ouviu, em seis países – Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia e Paraguai – 14 mil pessoas no segundo semestre de 2008.
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O estudo é o primeiro a comparar gerações na América do Sul (50% dos entrevistados foram jovens de 18 a 29 anos e 50% adultos de 30 a 60 anos). Nos seis países pesquisados, os jovens compartilham com os adultos opiniões e valores semelhantes quanto a temas morais e éticos, como a legalização do aborto (as gerações pensam de modo parecido, em geral contra), a valorização do esforço pessoal para se melhorar de vida e a visão da corrupção como principal ameaça à democracia.
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As gerações também se aproximam na hora de definir o que é prioridade para a juventude: jovens e adultos acreditam que o mais importante para os jovens hoje é “ter mais oportunidade de trabalho”, embora os adultos acreditem mais nas credenciais da educação do que os jovens (que valorizam mais a experiência e menos a educação como fator de ingresso no mercado de trabalho). Alguns dos principais dados da pesquisa, relativos à juventude brasileira, são os seguintes:
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Dos jovens, 43% alcançaram o ensino médio (têm o ensino médio completo e/ou incompleto); este índice cai para 16% entre os adultos. É alta a porcentagem (41%) dos jovens que não alcançam sequer o ensino médio. E apenas 14,5% dos jovens chegam à Universidade.
Dos entrevistados (jovens e adultos somados) brasileiros que têm formação superior, 85% usam a Internet; dos que têm o ensino médio, são 56% caindo para apenas 12% entre os que têm a formação primária.
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A maioria dos entrevistados no Brasil considera que o mais importante para os jovens é “ter mais oportunidades de trabalho” (61%) opinião partilhada igualmente por jovens e adultos. Mais de 70% discordam da afirmação “os jovens devem apenas estudar e não trabalhar”. O “desinteresse do próprio jovem” é apontado pelos entrevistados como a principal dificuldade para estudar (36%), seguida por falta de dinheiro para transporte e outros gastos (27%).
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Indagados sobre o maior problema da juventude, a violência aparece em primeiro lugar, citada por quase metade dos entrevistados (jovens e adultos), a baixa qualidade da educação (citada por mais de um terço) e as dificuldades relativas a emprego (citada por pouco menos de um terço). A pobreza também é percebida como um dos maiores .
problemas, sobretudo entre os jovens com menor escolaridade. Para a grande maioria dos entrevistados no Brasil (jovens e adultos), os jovens são considerados mais “consumistas”, mais “perigosos”, mais “violentos” e mais “individualistas” que os adultos; por outro lado, são considerados mais “criativos” e “idealistas”.
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Para mudar a vida pessoal jovens e adultos (somados) apostam nas intervenções ligadas à esfera privada: 44% do total de pesquisados apostam no próprio esforço pessoal, enquanto outros 27% contam com o apoio familiar. Menos de um quarto da mostra assinala opções mais sistêmicas ou estruturais (soluções econômicas e políticas governamentais).
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Mais da metade (55%) dos pesquisados no Brasil indicaram, como fator de entrave à democracia no século XXI, a corrupção entre os políticos. Uma outra parcela, quase correspondente à metade dos entrevistados (47%), contudo, localiza na estrutura econômica e social, representada pela desigualdade entre ricos e pobres, a principal ameaça à democracia na atualidade

Categoria: Serido
Escrito por Flavio DeABel às 16h01
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25/06/2009


 
 

RENATA LO PRETE

Painel

RENATA LO PRETE -
painel@uol.com.br

Suplente contratado

Nem bem estreou, o Portal da Transparência já embaraça o Senado. Com a publicação de toda a folha de contratados, efetivos e comissionados, descobre-se que, além de todos os parentes e afilhados abrigados na Casa, o presidente José Sarney (PMDB-AP) empregou seu primeiro suplente, Jorge Nova da Costa, como assessor parlamentar em seu gabinete de apoio.
Costa, amigo de Sarney e ex-governador do Amapá quando este ainda era território, ganhou a vaga em 10 de outubro de 2006. O ato de sua nomeação, de número 1986, ao menos não foi secreto: aparece registrado no Boletim de Pessoal 3583 e traz a assinatura do onipresente diretor-geral Agaciel Maia.



Peneira. A ordem do primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), é que a nova direção administrativa analise cada ato secreto e anule apenas os flagrantemente ilegais. Ele teme que uma revogação em massa produza despesas indenizatórias com as quais a Casa teria de arcar.

Novo flanco. A descoberta de que Agaciel Maia dispôs de vaga aberta no gabinete de Demóstenes Torres (DEM-GO) para abrigar uma afilhada deixou os senadores em polvorosa. Muitos mandaram fazer levantamentos para ver se as "janelas" em seus gabinetes também foram utilizadas pelo então diretor-geral.

Despejo. O presidente José Sarney (PMDB-AP) demitiu, a pedido de Heráclito, a diretora de Estágio do Senado. Nessa trincheira Agaciel se escondia em meses recentes, usando sala no passado ocupada por sua mulher, Sânzia, para despachar e se manter a par de tudo o que ocorria.

Por associação. Ralph Siqueira caiu da Secretaria de Recursos Humanos porque sua função era "parceira" da direção-geral na responsabilidade pelos atos secretos. Mas a Mesa ainda não dá como certo que ele será alvo de processo administrativo, como Agaciel e João Carlos Zoghbi.

Stop. O processo de aposentadoria com o qual Zoghbi, ex-RH, esperava sair de fininho foi suspenso por ordem da primeira-secretaria.

Dentro. A ex-diretora de Comunicação Elga Mara Teixeira Lopes, exonerada quando veio a público sua atuação nas nas campanhas de Roseana Sarney (PMDB-MA) sem se licenciar do Senado, tem participado de todas as reuniões para tratar das chamadas "medidas moralizadoras".

Quentão. É grande a gritaria com a lentidão nos repasses e empenhos das emendas parlamentares, consequência da queda na arrecadação federal. A situação piorou com as festas de São João. O governo havia prometido empenhar R$ 200 milhões em emendas com este fim, mas, até o início da semana, o valor não havia chegado nem à metade.

Contagem... Depois da vacância de cadeiras no Conselho Nacional de Justiça, o país corre o risco de ficar sem procurador-geral da República. Antonio Fernando Souza deixa o cargo nesta segunda. Até a noite de ontem, Lula ainda não havia indicado o sucessor. Quando o fizer, o nome terá de passar por sabatina e ratificação do Senado, onde neste momento nada anda.

...regressiva. Se o sucessor de Antonio Fernando não for indicado e aprovado até segunda, a procuradoria-geral será exercida interinamente por Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público.

No ar 1. O coordenador do Blog do Presidente será o jornalista Jorge Henrique Cordeiro, hoje assessor de imprensa do Greenpeace. É também blogueiro e entusiasta do papel das redes sociais.

No ar 2. O Planalto terá um repórter multimídia nas viagens de Lula. Caberá a ele alimentar o novo blog.

Visita à Folha. Aluizio de Barros Fagundes, presidente do Instituto de Engenharia, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Victor Brecheret Filho, assessor da presidência, e Viviane Nunes, assessora de comunicação.


com VERA MAGALHÃES e LETÍCIA SANDER

Tiroteio

"Beto Richa deve ter vindo se aconselhar com Sarney sobre como proceder na crise."


Do deputado DOUTOR ROSINHA (PT-PR), sobre a visita do prefeito de Curitiba a Brasília no momento em que o tucano enfrenta acusação de uso de caixa dois em sua campanha à reeleição.

Contraponto

Origem das espécies

O plenário da Câmara aprovou ontem um projeto de lei que modifica as normas de rastreamento de rebanhos bovinos e bubalinos. Em meio à votação, um deputado se aproximou de um grupo de colegas e perguntou, intrigado:
-Que esquisito. Por que será que o governo está querendo rastrear macaco?
Os demais caíram na gargalhada ao perceber que o deputado imaginara, em vez de búfalos, um bando de babuínos a constituir o rebanho bubalino.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 09h37
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SENADO devasso

Contas paralelas do Senado têm saldo de R$ 3,7 milhões

Sarney chegou a anunciar a abertura de uma comissão de sindicância, mas recuou

Senador Renato Casagrande (PSB-ES) pediu que as contas sejam encerradas e que o dinheiro seja transferido para Conta Única do Tesouro

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu ontem explicações à direção da Casa sobre a existência de duas contas bancárias em nome do Senado que não integram a Conta Única do Tesouro. Por essa razão, não é possível acompanhar a movimentação dessas duas contas pelo Siafi, sistema que registra gastos públicos. Elas têm saldo total de R$ 3.740.994,13.
Parecer da consultoria de orçamento do Senado considerou irregular a manutenção das duas contas, reveladas ontem pelo jornal "O Globo". O texto faz referência a voto do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Marcos Bemquerer, que, ao tratar de situação similar, comparou essas contas a "caixa dois".
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As contas na CEF (Caixa Econômica Federal) são mantidas pela Secretaria de Informática do Senado, antigo Prodasen. Segundo o seu diretor, Deomar Rosado, elas foram abertas nos anos 70, quando o órgão prestava serviços externos para ministérios e para o Supremo Tribunal Federal, entre outros, e era remunerado por isso. Ele diz que há pelo menos cinco anos essas contas não são movimentadas. Uma delas é conta poupança e tem a maior parte do dinheiro. Os recursos eram usados para compra de equipamentos de informática.
Rosado negou que servidores tivessem um cartão bancário para movimentar a conta. Segundo ele, para usar o dinheiro é preciso que ele seja repassado para a Conta Única do Tesouro.
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Sarney chegou a anunciar a abertura de comissão de sindicância para investigar as contas. Mas, no final do dia, ele voltou atrás e disse que irá aguardar primeiro as explicações da direção da Casa. A investigação, contudo, foi descartada pelo primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI). "Chegamos à conclusão de que não há nada de irregular."

Extratos
O senador Renato Casagrande (PSB-ES) pediu que as contas sejam encerradas e o dinheiro, transferido para a Conta Única. Ele também quer os extratos dos últimos cinco anos para conferir se houve retirada de dinheiro, já que não é possível verificar isso no Siafi.
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Conforme o parecer da consultoria, as contas foram abertas com base em legislação, anterior à Constituição, que permitia às instituições públicas a abertura de fundos. Mas a partir da Constituição de 1988 e com a criação do Siafi ficou estabelecida a "unidade de tesouraria" -ou seja, todos os recursos deveriam estar na Conta Única do Tesouro, administrada pelo Banco Central.
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O Senado, conforme o relatório, continuou se respaldando na legislação anterior à Constituição para manter as duas contas. Elas estão no Siafi, mas não é possível acompanhar com segurança as movimentações de retirada e entrada de dinheiro, apenas o saldo.
"Disposições desta natureza são o que de pior pode ser oferecido ao Senado do ponto de vista da gestão. O que esse dispositivo autoriza, na prática, se fosse lícito, é o caixa dois", diz o relatório. A conta, continua o parecer, significa "um risco desnecessário", uma vez que poderia ser movimentada por qualquer pessoa, sem nenhum controle.

Escrito por Flavio DeABel às 09h35
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19/06/2009


SENADO

BOLETIM SERIDOENSE

A esculhambacao que assola o País... O Senado Federal, nossos lideres politicos, defendem os interesses particulares, e o resto que se exploda... As pessoas sabem de tudo, das iniquidades, dos desvios destes lideres politicos insensatos, aproveitadores dos recursos publicos em prol de seus apaniguados

Escrito por Flavio DeABel às 09h39
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SENADO

Atos secretos eram ordem de diretores, afirma funcionário

Servidor do Senado diz que publicação dependia de aprovação de Agaciel e Zoghbi

Testemunho contradiz a versão de Agaciel e da presidência do Senado de que a existência dos atos se trata de "erro técnico"

ANDREZA MATAIS
ADRIANO CEOLIN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

As ordens para manter atos administrativos secretos no Senado eram do ex-diretor-geral Agaciel Maia e do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. A afirmação foi feita à Folha pelo chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim.

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O testemunho contradiz a versão de Agaciel e da presidência do Senado de que a existência dos atos secretos se trata de "erro técnico". A descoberta dos atos secretos foi o estopim da mais recente crise na Casa.
Landim contou que recebia pelo telefone as ordens de Agaciel. Zoghbi, que despachava no mesmo andar, pedia pessoalmente. "Ele mesmo pedia ou mandava o chefe de gabinete."
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Ele contou que guardava os atos secretos numa pasta e só os publicava quando recebia nova orientação dos diretores.
"Ele [Agaciel] mandava guardar. Dizia: "Esse você não vai [publicar]. Você aguarda". Com esse aguarda, às vezes mandava publicar, às vezes não. Podia ser amanhã, podia ser depois." Em alguns casos, disse, os atos ficaram guardados por "anos".
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Com medo de ser o único responsabilizado pelo caso, Landim disse à Folha que não irá esconder a verdade porque apenas cumpriu ordens. "Tenho certeza de que não vou pagar por isso. Eu vou dizer a verdade. Eu não temo nada."
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Enfrentando uma das piores crises desde que assumiu a Casa pela terceira vez, em fevereiro, José Sarney (PMDB-AP) usou nesta semana a tribuna para dizer que a responsabilidade sobre o escândalo não era sua. "Eu não sei o que é ato secreto. Aqui, ninguém sabe o que é ato secreto", afirmou.
Há quatro anos responsável pela publicação dos atos, Landim afirmou que recebia todos com um carimbo de "publique-se", mas que em seguida um dos diretores o procurava para determinar a data real de publicação. O servidor disse que "nunca" recebeu ordens de senadores para não publicar atos.
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Em entrevista à Folha publicada no sábado, Agaciel disse, ao comentar o trabalho da comissão que apura o caso: "Se existiu algo, foram falhas na divulgação desses atos, e, se existiu falha, só essa comissão vai dizer. Mas eu garanto que ninguém pode afirmar que houve qualquer decisão sem o respaldo legal. O que se questiona é se foi publicado ou não".
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Para Agaciel, "a falha é natural pela quantidade de informação, mas não houve ilegalidade e não tem ato secreto".
Agaciel ficou na Diretoria Geral do Senado por 14 anos. Foi indicado para o cargo por Sarney e só deixou o posto em março, após a revelação de que ele escondia da Justiça uma casa avaliada em R$ 5 milhões.
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Já Zoghbi se afastou também em março da Diretoria de Recursos Humanos, confrontado com a notícia de que seu filho morava num apartamento funcional do Senado mesmo sem ser servidor da Casa.
Em sua maioria, os atos secretos criaram cargos, aumentaram salários e exoneraram parentes de senadores sem que isso fosse tornado público.
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"Eu sou mandado. Ele era o diretor. [Dizia] "você faz aquilo, faz aquilo'", disse Landim. "Eu só faço publicar, quem nomeia é outro setor."
O servidor disse que nunca contou quantos atos foram guardados na pasta. E afirmou que nunca recebeu explicações sobre o porquê das ordens para não publicá-los.
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Criada em 28 de maio, a comissão de sindicância que apura os atos secretos já contabilizou 623. O relatório só será apresentado na segunda-feira.
Integrada por três servidores, a comissão não tinha ouvido Landim até ontem à tarde. O grupo investiga os boletins produzidos desde 1995. A comissão foi criada pelo primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI), ao ser alertado por servidores da Casa da existência dos atos secretos.
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Antes mesmo que a comissão terminasse o seu trabalho, os atos foram publicados na intranet do Senado sem identificação de que haviam sido escondidos por anos.
O Ministério Público Federal investiga a publicação dos atos e avalia que os que não foram publicados na data correta têm de ser anulados.
Landim foi procurado pela Folha ontem à tarde. Ele despacha numa sala no décimo andar, onde fica a Diretoria de Recursos Humanos. A conversa se deu na escada de incêndio do prédio, para evitar que fosse interrompida.

Escrito por Flavio DeABel às 09h34
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18/06/2009


 
 

AULA NO COLEGIO

Colégio projeta salas para evitar "turma do fundão"

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DA REPORTAGEM LOCAL

Primeiro lugar no Enem -o exame de desempenho no ensino médio- há quatro anos consecutivos, o colégio Vértice tem uma geometria própria nas classes para evitar a indisciplina e aqueles alunos bagunceiros da "turma do fundão".
No Campo Belo (zona sul de SP), as salas de aula, com média de 30 alunos, são largas e mais compridas do que profundas e têm três fileiras de carteiras.
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Também não há lugar fixo. Um rodízio é promovido periodicamente para mudar a posição dos estudantes, que acompanham as aulas sempre em pares e estão à distância de poucos palmos dos professores.
Com essas medidas, nunca houve uma expulsão administrativa entre os 887 alunos. No ano passado, 27 famílias foram convocadas para conversas individuais com a direção da escola. Alunos e pais assinaram uma carta-compromisso e fizeram uma matrícula condicionada ao bom comportamento.
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"Mantenho a ordem fazendo com que o aluno participe da aula, criando situações em que ele pode ser chamado a qualquer momento", diz Rafael Balsalobre, professor de geografia da escola em tempo integral.
E essa participação entra no sistema de avaliação dos alunos. Além das notas em prova, eles recebem nota por bom comportamento, pontualidade e relações interpessoais.

Categoria: Engenharia
Escrito por Flavio DeABel às 06h29
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ESTUDO

País é o que mais desperdiça aula com bronca

Docentes de escolas no Brasil gastam 18% do tempo das classes para manter disciplina; pesquisa abrangeu 23 países

Bulgária é o país onde os professores conseguem aproveitar melhor o tempo das aulas, seguido por Estônia e Hungria


ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO

Os professores brasileiros são os que mais desperdiçam com outras atividades o tempo que deveria ser dedicado ao ensino. No período em que deveriam estar dando aula, eles cumprem tarefas administrativas (como lista de chamada e reuniões) ou tentam manter a disciplina em sala de aula (em consequência do mau comportamento dos alunos).
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A conclusão é de um dos mais detalhados estudos comparativos sobre as condições de trabalho de professores de 5ª a 8ª séries de 23 países, divulgado ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A pesquisa foi feita em 2007 e 2008.
O resultado não surpreendeu Roberto de Leão, presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação.
"Não li a pesquisa, mas é fato que muito do tempo do professor é roubado por tarefas que não deveriam ser dele. Ele precisa muitas vezes fazer a função de psicólogo, pai ou assistente social, já que todos os problemas sociais acabam convergindo para a escola."
Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, conta que, quando foi secretário de Educação em Pernambuco, vivenciou isso na prática.
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"Fizemos uma pesquisa com o Banco Mundial que mostrou que boa parte do tempo do professor era para resolver questões que deveriam ser de responsabilidade de outros profissionais. Mas também detectamos que se perdia tempo com o professor falando de outros assuntos, em vez de tratar do conteúdo daquela disciplina."
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O relatório da OCDE mostra que a maioria (71%, maior percentual registrado) dos professores brasileiros começou a dar aulas sem ter passado por um processo de adaptação ou monitoria. A média dos países nesse quesito é de 25%.
Os brasileiros também são dos que mais afirmam (84%) que gostariam de participar de cursos de desenvolvimento profissional. Esse percentual só é maior no México (85%).
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As informações foram colhidas em questionários respondidos por diretores e professores de escolas (públicas e privadas) selecionadas por amostra. No Brasil, 5.687 professores responderam ao questionário, aplicado em 2007 e 2008.
Leão e Ramos concordam com o diagnóstico de que poucos professores passam por um processo de adaptação.
"Muitas vezes, o secretário tem que preencher logo as vagas após um concurso para não deixar alunos sem aula. É como trocar o pneu do carro em movimento, quando o ideal seria ter um tempo para preparar melhor o profissional que começará a dar aulas", diz Ramos.
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Esse problema se agrava com a constatação na pesquisa de que os professores brasileiros trabalham com turmas com número de alunos (32) acima da média (24). Apenas no México, na Malásia e na Coreia do Sul essa relação é maior.
Eles também têm menos experiência em sala de aula do que a média -só 19% dão aula há mais de 20 anos; a média de todas as nações comparadas é 36%. Estão abaixo da média (89,6%) ainda no nível de satisfação com o trabalho: 84,7%, o quarto menor índice.

Diretores
A pesquisa investigou a visão dos diretores sobre problemas que afetam o aprendizado. O Brasil fica acima da média em questões como absenteísmo de docentes, atrasos e falta de formação pedagógica adequada.
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Também foram listados problemas relacionados a alunos, como vandalismo, agressões ou trapaças no momento da prova.
A indisciplina se mostrou um problema mundial. Na média dos países, 60% dos diretores afirmaram ter, em alguma medida, distúrbios em sala de aula provocados pelo problema.

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O México tem o maior percentual (72%); o Brasil tem exatamente o índice da média.
Diretores brasileiros foram dos que mais relataram ter pouca ou nenhuma autonomia para contratar, demitir ou promover professores por seu desempenho em sala de aula. No Brasil, só 27% disseram que podem escolher os professores. A média dos países é de 68%.

Escrito por Flavio DeABel às 06h27
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FOLHA SP

COMPORTAMENTO

De caso pensado

Segundo novo estudo, mulheres são mais vingativas do que os homens; reação é imatura e traz alívio apenas imediato, dizem especialistas

GABRIELA CUPANI
DA REPORTAGEM LOCAL

O que leva uma pessoa a enviar uma dúzia de flores murchas ou uma caixa de escorpiões artificiais a um desafeto? O mesmo motivo que desperta a vontade de esmurrar alguém numa briga. São apenas jeitos diferentes de lidar com a raiva.
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Enquanto os homens, num acesso de fúria, partem mais facilmente para a reação física, a maioria das mulheres tende a expressar sua mágoa com o que se chama de agressão de baixa intensidade -que inclui atitudes de desprezo, fofocas e planos de vingança.
A questão é que essas diferenças não são apenas comportamentais. Elas refletem modos diversos de processar as emoções no cérebro, sugere um estudo recém-divulgado, feito na Universidade Ibero-Americana, no México.
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Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após avaliar 42 homens e o mesmo número de mulheres, que foram expostos a 120 imagens com quatro características principais: agradáveis, desagradáveis, estímulos capazes de levar à ação e aqueles que deprimem ou levam à inatividade.
Enquanto isso, eram monitorados por meio de eletroencefalograma e pela medida de respostas da atividade neurovegetativa (como temperatura corporal, frequência cardíaca e tensão muscular).
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Quando a pessoa reagia com alta atividade emocional a um estímulo desagradável, era classificada como agressor reativo. Se a resposta emocional era mais fraca e o indivíduo planejava uma estratégia para liberar a raiva posteriormente, era caracterizado como proativo. Os dados revelaram que 70% dos homens tendem à impulsividade, em comparação com apenas 10% das mulheres.
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"O comportamento reativo é um ato não planejado, dirigido pela raiva, que objetiva machucar a vítima", disse à Folha, por e-mail, o autor do estudo, o psicólogo Oscar Galicia, do laboratório de neurociências do Departamento de Psicologia da Universidade Ibero-Americana. "Já a agressividade premeditada é um meio de chegar a um objetivo diferente do de ferir fisicamente."
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E, nesse quesito, as mulheres são especialistas, como atestam os números da pesquisa.
Em uma loja de Barueri (SP), especializada em vender produtos sob medida para quem quer atingir o alvo sem derrubar uma gota de suor, as mulheres são 85% da clientela. Com o explicativo nome de Doces Vinganças, a loja vende por mês 1.500 itens como peixes podres, ovos em pedestais com dizeres como "para o galinha do ano" e coisas do gênero - além das citadas no início da reportagem.
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"O "presente" é um objeto simbólico usado para expressar sensações e coisas que a pessoa não consegue verbalizar diretamente", justifica a empresária Kiki Sudário. Os objetos custam de R$ 46 (uma pá de lixo) a R$ 388 (um par de chifres naturais, incluindo a entrega).
"Concordo plenamente que as mulheres respondem de uma maneira mais elaborada em determinados casos", afirma o psiquiatra Luiz Cuschnir, coordenador do Gender Group do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, que presta assistência psicoterapêutica e desenvolve pesquisas sobre gênero. "As mulheres elaboram mais e criam estratégias para atingir seu alvo", diz.
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O problema é que, muitas vezes, a raiva leva a mulher a viver uma eterna fantasia negativa. A psicóloga Denise Ramos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, relata casos de gente que planeja, com requintes de detalhe, assassinatos que nunca serão concretizados. "A mulher fica invadida pelo sentimento de vingança e isso a impede de se livrar do agressor, levando a pensamentos obsessivos. Já os homens descarregam mais rápido", compara.
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Por outro lado, a reação dos homens, mais impulsiva, não costuma medir as consequências. "Eles precisam agir, são levados a ter uma reação imediata quando estão diante de situações que os afrontam diretamente, como é o caso da traição", nota Cuschnir.

Biologia e cultura
Não importa se a pessoa descarrega sua raiva com um soco na parede ou espalhando mentiras: por trás da agressão, há de fatores biológicos a culturais e sociais. "A base da diferença é física", diz Denise Ramos.
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Segundo ela, o corpo do homem, dotado de mais força e massa muscular, foi equipado para reagir fisicamente. Já as mulheres atacam mais verbalmente. "A raiva é igual, mas ela sabe que não pode competir com o homem, então precisa elaborar um plano e segura a raiva em função dele", observa. "Isso não quer dizer que a agressão seja menos cruel."
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Para a antropologia social, no entanto, essa diferença entre os padrões de homens e mulheres não é determinada pelo sexo ou pela biologia -é construída nas relações sociais. "Essas generalizações soam muito falsas quando fazemos pesquisa empírica e mesmo quando observamos bem as pessoas", diz a antropóloga Heloísa Buarque de Almeida, professora da USP e pesquisadora colaboradora do Pagu, Núcleo de Estudos de Gênero da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). "O gênero é aprendido, o que explica tantas variações entre sociedades e variações históricas numa só sociedade."
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Pesquisas feitas na década de 1930 pela antropóloga norte-americana Margaret Mead mostram que as reações podem ser diferentes em outras culturas. Em uma tribo estudada pela cientista, homens e mulheres eram dóceis, em outra, ambos eram agressivos e, em uma terceira, as mulheres eram mais explosivas que os homens.
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"Isso mostra como muito do que achamos serem comportamentos "naturais" são socialmente aprendidos. Desde o nascimento, os meninos aprendem que podem ser mais agressivos, mas não devem chorar, assim como as meninas devem supostamente controlar melhor as emoções e não ser agressivas, mas podem chorar mais vezes", observa a antropóloga Heloísa Buarque.
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O fato é que a agressividade existe em todos os seres vivos e teve um importante valor adaptativo. Até as plantas usam seus espinhos para afastar animais que desejam comê-las.
"Ao longo da evolução, esse sentimento permitiu a reprodução da espécie, a conquista de território e a obtenção de recursos, garantindo a sobrevivência", diz Galicia.
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Há basicamente três tipos de agressividade: a voltada para atingir um objetivo, a que visa exclusivamente à defesa e a que pretende fazer o mal ao outro. E nem sempre ela tem uma conotação negativa.
As duas primeiras só se transformam em transtorno quando, em nome do objetivo, pratica-se o mal ou quando a preocupação com a defesa vira uma prisão que impede a pessoa de se relacionar com os demais. Já o terceiro tipo é sempre negativo.
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"A pessoa pode até experimentar a vingança, mas é um prazer efêmero e frágil", diz o psicoterapeuta Ari Rehfeld, supervisor da clínica psicológica da PUC-SP.

Reações infantis
Tanto esmurrar alguém como planejar uma vingança são formas imaturas de lidar com a agressividade. "A capacidade de análise fica diminuída nesses casos", diz Rehfeld.
"A exposição a modelos inadequados está por trás disso", diz Galicia. "Se a criança aprende que a violência é uma estratégia válida de interação social, vai achar que esse é um meio de alcançar seus objetivos, independentemente do dano causado aos demais."
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Já a vingança é sempre negativa, frisa Denise Ramos. "A pessoa vai agir em função do outro e, pior, nunca ficará satisfeita, pois não há pedido de perdão", afirma. "A raiva pode ser um bom combustível para mudanças ou destruições irreparáveis", acrescenta Cuschnir.
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O segredo para lidar com as situações capazes de nos fazer explodir de raiva? Considerar as consequências, aprender a conversar (ouvindo o outro), reconhecer as próprias emoções e tomar decisões lógicas -mesmo se a vontade for de enforcar o indivíduo ou embarcá-lo num cruzeiro para o Alasca sem passagem de volta.


Colaborou JULIANA CALDERARI

Escrito por Flavio DeABel às 05h52
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WODEN MADRUGA escreve

O livro de Assis Câmara

Começo da noite de hoje, na Livraria Siciliano, do Miduei, o poeta Francisco de Assis Câmara estará autografando seu novo livro “O Silêncio de Deus”. Tem orelha do jornalista Jomar Moraes e prefácio do sociólogo  Paul Ammann.

Para Jomar Moraes trata-se de um “livro de poesia e prosa filosófica”, acrescentando:

- É uma excursão pela nossa perplexidade frente à imperfeição, trilha em que, através dos séculos, pensadores, visionários e santos legaram-nos brilhantes exercícios mentais sem que jamais pudessem erradicar a nosa incerteza”.

Escrito por Flavio DeABel às 05h42
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JORNAL DE HOJE

Fábrica de lubrificantes será instalada em Assu

* O grupo cearense Dulub, que possui uma indústria de óleos lubrificantes automotivos no município de Eusébio, região metropolitana de Fortaleza, procurou o prefeito da cidade de Assu, Ivan Lopes Júnior, para anunciar a disposição de investir na construção de uma segunda fábrica, desta feita no Rio Grande do Norte, tendo o município assuense sido o escolhido para a localização do empreendimento.

MARCOS AURELIO DE SA escreve

* A iniciativa dos dirigentes da empresa foi prontamente acolhida por Ivan Júnior, que declarou a disposição da Prefeitura de dar todo o apoio possível para que a fábrica seja instalada no menor espaço de tempo e venha a gerar emprego e renda para a população.

* Após a reunião com os representantes da Dulub, o prefeito iniciou conversações com o governo do Estado, através do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, José Rufino Júnior, com o propósito de incluir o empreendimento nos benefícios fiscais proporcionados pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (Proadi).

Escrito por Flavio DeABel às 05h36
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MARCOS AURELIO DE SA

Usinas de pasteurização sob suspeita de modificar leite com adição e soro e soja

* Circula nos meios agropecuários do Estado a informação de que algumas usinas pasteurizadoras que atendem ao Programa do Leite do governo, para elevar suas margens de lucro, estão recorrendo com bastante frequência à compra de leite em pó (trazido do exterior) e fazendo sua reidratação complementada com a adição de soro e de leite-de-soja.

* Até agora ninguém se dispôs a formalizar oficialmente essa denúncia aos órgãos fiscalizadores, mas o fato é que existem, sim, laticínios colocando no mercado o leite tipo C em quantidade sempre maior do que aquela de leite "in natura" que eles adquirem no dia-a-dia junto aos produtores integrantes da bacia leiteira potiguar.

* Experts no assunto dizem que o chamado "leite modificado" perde um pouco do seu gosto natural, embora o consumidor comum nem sempre perceba a alteração.

Escrito por Flavio DeABel às 05h35
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VICENTE SEREJO

Biografia

O Sebo Vermelho vai lançar durante a Festa de Santana, em Caicó, a biografia do grande jurista Amaro Cavalcanti, do juiz Carlos Adel. Amaro é um filho ilustre de Caicó que chegou a ser Ministro da Justiça.

Vida

Além de revelar o pioneirismo de Amaro Cavalcanti em várias áreas do Direito, a biografia escrita por Carlos Adel mostra que ele foi prefeito do Rio de Janeiro e enfrentou a grande peste da gripe espanhola.

Diocese

Os bispos do Rio Grande do Norte evitam falar, mas sabem: pode ser criada nova Diocese no Estado. Macau, Nova Cruz, Santa Cruz ou Assu concorrem. Este assunto esteve na reunião dos bispos, dia 16.

Guardião


Frei Magno Lopes é o novo guardião do Convento Santo Antônio. Assuense, irmão do prefeito de Assu, Ivan Júnior, foi provincial dos capuchinhos e teve o nome cotado para Bispo de Afogados da Ingazeira.

Aliás

Por falar em convento: até agosto será inaugurado o Convento dos Capuchinhos em Jardim de Piranhas, Diocese de Caicó. O superior será frei Paulo Amâncio que deve assumir como vigário geral da Diocese.

Deus


O professor Assis Câmara reúne os amigos e lança amanhã, na Livraria Siciliano, seu livro 'O Silêncio de Deus, da sensação de abandono ao consolo da esperança'. Poesia e reflexão em torno do Mal e da Fé.

Inspiração

Pelo jeito a construtora CSM inspirou-se no título do romance de Guimarães Rosa - 'Grande Sertão: veredas' - para nomear seu novo edifício residencial. O 'Sertão Veredas'. E assim, sem os dois pontos.

Escrito por Flavio DeABel às 05h32
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16/06/2009


FOLHA SP

Sarney empresta imóvel funcional a ex-senador aliado

Mesa Diretora só permite que os senadores em exercício do mandato utilizem os apartamentos cedidos pela Casa

Presidente do Senado diz que usou por algum tempo o imóvel e depois cedeu ao colega que "tinha perdido o mandato e estava doente"


DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), emprestou apartamento funcional que estava em seu nome para o ex-senador Bello Parga (ex-PFL-MA, atual DEM-MA). Sarney tem casa em Brasília e a Mesa Diretora só permite que senadores em exercício do mandato usem imóveis funcionais.
O mandato de Bello Parga, que foi senador pelo Maranhão, acabou em fevereiro de 2003. Mesmo assim, ele continuou morando num imóvel da Casa graças a um favor de Sarney. O presidente do Senado manteve o empréstimo do imóvel até maio de 2007 para ajudar o colega que estava doente. Parga morreu em maio de 2008.
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Quando um senador se torna presidente, ele pode acumular o uso de apartamento com a residência oficial. Em 2003, Sarney foi eleito presidente da Casa pela segunda vez e o mandato foi até fevereiro de 2005.
Em entrevista à Folha, Sarney contou que usou por algum tempo o imóvel para guardar livros. "Depois, o senador Bello Parga tinha perdido o mandato e estava muito doente, e eu permiti que ele ficasse durante algum tempo no apartamento."
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A operação não tem respaldo legal. O ato da Mesa Diretora número 24/1992 estabelece que o uso de imóvel só é permitido para senadores que estão em exercício. Por isso Sarney manteve o empréstimo do apartamento em seu nome para que pudesse cedê-lo a Parga. Não está claro se há alguma punição prevista para esses casos.
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O ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi foi exonerado pelo próprio Sarney após denúncia de que ele emprestou um apartamento funcional para os filhos morarem. O imóvel, no entanto, estava em nome do diretor que mora numa casa de alto padrão em Brasília.
A Subsecretaria de Patrimônio do Senado informou ontem que determinou a abertura de um processo administrativo contra Zoghbi.
Pelos menos desde 2002, o presidente do Senado mora em uma casa de alto padrão localizada em uma região chamada de península dos ministros.
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No dia 25 de maio deste ano, a Folha revelou que Sarney recebia auxílio-moradia de R$ 3.800 para custear suas despesas mensais, mesmo tendo à sua disposição a residência oficial do Senado desde fevereiro, quando foi eleito pela terceira vez ao comando da Casa.
Em um primeiro momento, ele negou que recebia o benefício. Depois, acabou pedindo desculpas publicamente e por meio de carta enviada à Folha.

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"Eu nunca pedi auxílio-moradia e, por um equívoco, a partir de 2008, segundo me informaram, realmente estavam depositando na minha conta", disse o senador. A Folha teve acesso ao processo que autorizou o pagamento. De fato, não há ofício assinado pelo presidente solicitando o benefício.
Há, no entanto, uma ordem por escrito do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia para que Sarney passasse a receber o benefício.
O ex-diretor foi indicado ao cargo por Sarney, em 1995. Na última quarta, o presidente do Senado foi padrinho de casamento da filha de Agaciel. (ADRIANO CEOLIN, ANDREZA MATAIS, FERNANDO RODRIGUES e VALDO CRUZ)

Escrito por Flavio DeABel às 08h52
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SENADO SUJO

 

 

FERNANDO RODRIGUES
VALDO CRUZ

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Acuado por uma série de desvios administrativos dentro do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), 79 anos, afirma que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa e que não irá renunciar. Diz, sem citar nomes, suspeitar de sabotagem interna.
Considera necessário mudar regras, mas afirma que erros praticados no passado podem ficar sem punição, pois "cada um deve julgar o que fez de errado e de certo". Inquieto, mexendo os joelhos de maneira intermitente enquanto estava sentado em um sofá em seu gabinete, Sarney afirmou que vai "exercer [o cargo] até o fim".

FOLHA - O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia disse que os senadores conheciam os atos secretos. É correta a afirmação?
SARNEY
- Eu nunca soube.

FOLHA - Mas o que aconteceu? Os atos não eram públicos...
SARNEY
- Não sei. Isso nós estamos tentando apurar.

FOLHA - Quando Agaciel deixou a direção-geral do Senado, o sr. o saudou pelos serviços prestados. Mantém a mesma opinião sobre ele?
SARNEY
- É um assunto de ordem pessoal, de valor, que acho que não cabe numa entrevista.

FOLHA - Até agora, nenhum congressista foi punido e poucos devolveram dinheiro gasto indevidamente. Isso não produz uma sensação de impunidade?
SARNEY
- A população pode até contestar a validade do Congresso. A democracia não vive sem Parlamento. E Parlamento fraco, desmoralizado, é desejo de segmentos da sociedade.

Escrito por Flavio DeABel às 08h43
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SENADO

FERNANDO RODRIGUES
VALDO CRUZ

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Acuado por uma série de desvios administrativos dentro do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), 79 anos, afirma que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa e que não irá renunciar. Diz, sem citar nomes, suspeitar de sabotagem interna.
Considera necessário mudar regras, mas afirma que erros praticados no passado podem ficar sem punição, pois "cada um deve julgar o que fez de errado e de certo". Inquieto, mexendo os joelhos de maneira intermitente enquanto estava sentado em um sofá em seu gabinete, Sarney afirmou que vai "exercer [o cargo] até o fim".
A onda de escândalos no Congresso, que se intensificou na Legislatura iniciada em fevereiro, atingiu Sarney em cheio nos últimos dias. Rebate todas as acusações. Reafirma não ter percebido que recebia R$ 3.800 de auxílio-moradia por mês. A nomeação de um neto teria sido à sua revelia. Sobre as sobrinhas, considera não haver erro.
Durante 55 minutos de entrevista, o senador maranhense que se elege pelo Amapá tomou apenas meio copo de água. No meio da atual onda de escândalos, relata ter chegado a uma conclusão: "Há uma tendência de buscar democracia direta. Tudo aponta nesse sentido".

 

FOLHA - Como o sr. avalia a onda de escândalos envolvendo o Senado e o sr.?
JOSÉ SARNEY
- A vida sempre me reservou desafios. A crise da democracia representativa está atingindo todos os Parlamentos no mundo inteiro.

FOLHA - Por culpa de quem?
SARNEY
- A notícia em tempo real transformou o Parlamento, ele fica quase envelhecido. Em face disso há uma divergência de saber quem realmente representa o povo. É a mídia eletrônica, são as ONGs, é a sociedade civil ou os representantes eleitos? Esse é o grande problema que estamos vivendo.

FOLHA - O sr. contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer uma reforma administrativa no Senado. Agora, o sr. também tem aparecido em meio a acusações de comportamento impróprio. O que aconteceu?
SARNEY
- Olha, eu acho que eu tenho um nome que deve ser julgado com respeito pelo país. Eu tenho uma biografia, nunca alguém associou minha vida pública ao nepotismo. Os fatos que colocaram estou mandando examinar. O que estiver errado, se corrija. Se eu tiver algum erro, eu sou o primeiro a corrigir. Mas acho que nunca conduzi de outra maneira que não fosse com correção.

FOLHA - E o caso do seu neto, contratado pelo senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA)?
SARNEY
- Depois de eu ter sido tudo, se eu fosse acusado de ter nomeado um neto era realmente um julgamento que seria injusto. Eu não pedi ao senador. Disse isso e ele confirmou. E, se ele tivesse me consultado, teria sido o primeiro a dizer não.

FOLHA - Quando o sr. soube, qual foi sua reação?
SARNEY
- Ele próprio saiu. Já era um problema a ser administrado pelo Cafeteira. O que a imprensa tem de entender é que aqui dentro do Senado temos 81 repartições. Cada senador é o chefe do seu gabinete. Quem nomeia é ele.

FOLHA - Seu neto saiu por conta do nepotismo, mas entrou no lugar a mãe dele. O sr. soube disso?
SARNEY
- Eu não sou responsável pelo gabinete do Cafeteira.

FOLHA - O que o sr. acha da afirmação do senador Cafeteira de que nomeou seu neto por dever favores a seu filho, Fernando Sarney?
SARNEY
- Você acha que eu, como presidente do Senado, tenho minha biografia, vou discutir uma coisa dessa? Não vou discutir um assunto desse. Minha resposta para vocês é essa.

FOLHA - E os outros casos relacionados ao sr.: duas sobrinhas empregadas em gabinetes de senadores, de Roseana Sarney (PMDB-MA) e de Delcídio Amaral (PT-MS).
SARNEY
- Esse é um caso que está sendo estudado, porque parece que ele foi colocado agora. Eu pedi para ser investigado. Eu acho que há uma certa armação no caso da Roseana, na publicação de que foi ato secreto. Esse problema, que não é meu, a chefe de gabinete dela diz que os dados não conferem. Está sendo analisado.

FOLHA - E do Delcídio?
SARNEY
- Do Delcídio, eu realmente pedi a ele, uma sobrinha da minha mulher, funcionária de carreira do Ministério da Agricultura, mudou-se para Mato Grosso do Sul, pedi que ela fosse requisitada para trabalhar no gabinete dele. Eu acho que não tem nenhum erro em ter feito esse pedido a ele.

FOLHA - Há atos secretos?
SARNEY
- Estou convencido de que há muitas falhas, que pode ter havido não publicações. Vamos examinar.

FOLHA - O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia disse que os senadores conheciam os atos secretos. É correta a afirmação?
SARNEY
- Eu nunca soube.

FOLHA - Mas o que aconteceu? Os atos não eram públicos...
SARNEY
- Não sei. Isso nós estamos tentando apurar.

FOLHA - Quando Agaciel deixou a direção-geral do Senado, o sr. o saudou pelos serviços prestados. Mantém a mesma opinião sobre ele?
SARNEY
- É um assunto de ordem pessoal, de valor, que acho que não cabe numa entrevista.

FOLHA - Até agora, nenhum congressista foi punido e poucos devolveram dinheiro gasto indevidamente. Isso não produz uma sensação de impunidade?
SARNEY
- A população pode até contestar a validade do Congresso. A democracia não vive sem Parlamento. E Parlamento fraco, desmoralizado, é desejo de segmentos da sociedade.

FOLHA - Esse enfraquecimento não ocorre por causa da resposta tímida dos congressistas? No episódio do auxílio-moradia pago indevidamente, inclusive ao sr., não seria o caso de todos devolverem o dinheiro?
SARNEY
- Nunca tinha recebido auxílio-moradia. Recebi por oito meses. Mandei interromper ao saber. Quanto aos outros, cada um fará o seu julgamento.

FOLHA - O sr. devolveu o dinheiro ao Senado?
SARNEY
- Vou ressarcir. Está em estudo como é que se deve proceder. Isso será um gesto pessoal, meu.

FOLHA - Os outros estão obrigados a devolver o dinheiro?
SARNEY
- Não. Isso é uma decisão pessoal. Acho que é da lei. Eles estão usufruindo benefício que é extensivo ao funcionário público de maneira geral.

FOLHA - O Congresso é o maior responsável pela crise?
SARNEY
- Sim, claro que o Congresso tem responsabilidade. Estamos num período de exaustão do modelo de democracia representativa. Há uma tendência de buscar uma democracia direta. Tudo aponta nesse sentido.

FOLHA - O sr. se arrepende de sua candidatura a presidente do Senado? Pensou em renunciar?
SARNEY
- Não. Minha vida foi sempre feita de desafios. Vou exercer até o fim.

FOLHA - De todos os desvios que estão acusando o sr., qual o sr. considera erro mais grave?
SARNEY
- Não tenho nenhuma responsabilidade sobre o auxílio-moradia. No caso da minha sobrinha, eu estou assumindo. Não cometi erro nenhum. Querer julgar toda a minha vida por eu ter pedido por uma sobrinha de minha mulher, acho extremamente errado, uma injustiça em relação a mim. Eu deveria ser julgado com mais respeito. Sou o parlamentar mais antigo neste país. Estou fazendo um esforço grande na minha idade.

FOLHA - Está sendo sabotado?
SARNEY
- Não descarto essa hipótese. Até porque falam dos atos secretos, mas só aparecem os meus. Não tenho provas.

Escrito por Flavio DeABel às 08h41
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MELCHIADES FILHO

Vanguardas e atrasos

 

BRASÍLIA - Talvez seja cedo para decretar a débâcle de José Sarney ou sentenciar que o ex-presidente da República cometeu um erro ao reassumir a direção do Senado.
É verdade que a Casa vive momento de total descrédito, colhida por uma avalanche sem precedentes de denúncias -de nomeações secretas a servidores fantasmas, de mansões ocultas a aviões fretados.

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É igualmente verdade que Sarney está afundado até o pescoço nos escândalos. A cada semana, precisa repetir um "eu não sabia". Já teve de pedir desculpas, divulgar seu contracheque e devolver dinheiro.
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Mas é verdade, também, que, graças à vitória de Sarney em fevereiro, o chamado "PMDB do Senado" voltou a capturar a atenção de Lula. O Planalto, que costuma desdenhar do Legislativo, não poderá ignorar o grupo que terá o controle da CPI da Petrobras, ameaça potencial à candidatura de Dilma Rousseff.
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Assim como é verdade que, da privilegiada posição no Congresso, o ex-presidente pôde zelar por sua rede de influências no setor de energia. Uma lei foi aprovada para permitir à Eletrobrás fazer compras a toque de caixa. O sarneyzista Edison Lobão é o ministro envolvido na regulação do pré-sal.
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É verdade, ainda, que a PF ficou mais "republicana" e diminuiu a publicidade dos inquéritos que investigam obras nos Estados em que o clã Sarney atua (Operação Navalha) e transações financeiras de empresas da família (Boi Barrica). Por fim, é verdade que, desde fevereiro, o TSE julgou três governadores e beneficiou o PMDB nos três casos. Derrotada nas urnas, Roseana levou o Maranhão no tapetão.
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Como se vê, Sarney segue ocupado com o exercício do poder. É isso que o move, não os aplausos -nunca os recebeu, nem pela transição para a Nova República. Será uma surpresa se entregar os pontos porque a "biografia foi manchada" pelos vícios do Senado. É mais provável que a apoplexia dos últimos dias seja o preparo do contra-ataque.

melchiades.filho@grupofolha.com.br

Escrito por Flavio DeABel às 08h38
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CLOVIS ROSSI

CLÓVIS ROSSI

Os "bunkers" virtuais

SÃO PAULO - Carta do leitor Jorge Henrique Singh, aparentemente um estudante, publicada no domingo, ajuda a entender não apenas o quadro na USP como, mais amplamente, a catatonia da sociedade brasileira.

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Diz Singh, em sua carta, que "os estudantes pesquisam, conversam e protestam em rede antes de se deixarem levar por pregadores ideológicos profissionais".
Então tá, os estudantes retiraram-se para um "bunker" virtual em que "protestam em rede". Enquanto isso, o que ele chama de "pregadores ideológicos profissionais" tomam conta da vida real (e da USP) -sem que os virtuais saiam um pouco de seu mundinho.
Vale para a USP, vale para o conjunto da vida em sociedade. Basta ver a quantidade de "protestos em rede" que giram em torno dos escândalos políticos sem conseguir comover os autores, que preferem a vida real (e a bufunfa real).
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Faz pouco, o colunista do "New York Times" Nicholas D. Kristof produziu um belo texto mostrando que a esmagadora maioria dos blogs ou demais instrumentos em rede trava um diálogo de "nós com nós mesmos", ou seja, com quem pensa da mesma maneira (no caso dos Estados Unidos, democratas com democratas, neocons com neocons e por aí vai).

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Não há verdadeiramente diálogo se por este se entender um debate entre ideias diferentes. Há um monólogo em que se ouvem apenas vozes com a mesma entonação, uma espécie de onanismo virtual, sem contato com o sexo oposto (no caso, as ideias opostas).
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Com isso, desperdiçam-se as possibilidades de democratização oferecidas pela internet. Há, sim, uma imensa cacofonia de vozes, mas, na outra ponta, os ouvidos se fecham para aquelas que não são agradáveis, por desafiarem certezas cultivadas nos "bunkers" virtuais.
Pena que os problemas se resolvam é na vida real.

crossi@uol.com.br

Escrito por Flavio DeABel às 08h35
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BOLETIM MINEIRO/Ricardo Faria

VALE A PENA LER


1. Margem Esquerda nº 13
A transformação da crise dos mercados imobiliário e financeiro dos Estados Unidos em uma crise econômic
a global levou à desmoralização o discurso liberal em todo o mundo. Para avaliar seus impactos e alternativas, Margem Esquerda nº 13 traz o dossiê “Hegemonia em tempos de crise”, composto por alguns dos mais importantes analistas desse fenômeno: o francês François Chesnais, o norte-americano Robert Brenner, o brasileiro José Luís Fiori e o inglês Peter Gowan. Chesnais, formulador da tese da financeirização do capitalismo, destaca a longevidade da recessão e as duras consequências para os trabalhadores. Mas lembra que a situação atual apresenta oportunidade ímpar para a construção de alternativas.
Abrindo esta edição está a filósofa brasileira Marilena Chaui, entrevistada para Margem Esquerda por Francisco de Oliveira, Rodrigo Nobile, Olgária Matos e Wolfgang Leo Maar. Na pauta, sua formação, suas leituras, a universidade, o Partido dos Trabalhadores. Da seção Artigos fazem parte: Immanuel Wallerstein – “O duradouro legado da revolução mundial de 1968”, texto polêmico no qual diz que 1968, apesar da derrota, foi o evento mais importante do século XX; Marcello Musto – “A redescoberta de Karl Marx”, sobre as obras completas de Marx-Engels (Mega-2) –; Marcelo Carcanholo e Grasiela Baruco – “As aventuras de Karl Marx contra a pulverização pós-moderna das resistências ao capital”, no qual procuram recolocar a crítica social em um plano marxista totalizante; e Edilson Graciolli e Marcílio Lucas – “‘Terceiro setor’ e ressignificação da sociedade civil”, uma anotação crítica sobre conceitos que ganham corpo no ideário contemporâneo.
O Clássico da vez é um inédito do filósofo húngaro Georg Lukács, redigido em janeiro de 1967.

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2. Livro:
Império de várias faces
Autor: Ronaldo Vainfas & Rodrigo Bentes Monteiro (orgs.)
Edição: Alameda
Preço:
R$ 60 (400 páginas)
Império de várias faces, obra coletiva coordenada pelos historiadores Ronaldo Vainfas e Rodrigo Bentes Monteiro, é um excelente exemplo da enorme vitalidade da historiografia brasileira relativa ao império ultramarino português e, num plano mais largo, à história do mundo moderno. O livro procura compreender a sociedade portuguesa (e ibérica) com a dimensão imperial que indelevelmente a foi marcando desde o início do século XV.
Constituído por 17 artigos reunidos, este livro é o testemunho da renovação deste campo de pesquisa. Desta forma, o reino português e seu império constituem espaços de permanente metamorfose social no período moderno. Tanto no império, como nas relações de poder destacadas, não há aspectos prevalecentes, nem determinismos de qualquer tipo, exceto a convicção de que somente a pesquisa empírica permite alcançar a experiência histórica.
O livro Império de várias faces evidencia uma característica deste grupo de pesquisa voltado para os séculos XVI, XVII e XVIII: a pluralidade de temas inter-relacionados. Aspectos pertinentes aos âmbitos das monarquias ibéricas e dos movimentos sociais, das instituições e práticas religiosas, do mundo natural, da escravidão, da cultura escrita, da questão da terra, da alteridade cultural, em várias regiões entre o reino e suas conquistas.
Desta forma, este importante conjunto de artigos apresenta as complexas relações de poder no mundo ibérico da Época Moderna, recortadas a partir da própria noção de império. Dessa maneira, busca informar sobre a causa da uniformidade de vários aspectos políticos, econômicos, sociais, governamentais e, até mesmo, religioso
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3. Livro: Arte no Brasil 1950-2000 – Movimentos e Meios
Autora: Cacilda Teixeira da Costa
Edição: Alameda Casa Editorial Ltda.
Preço: R$ 29,00 (100 pgs.) – 3ª Edição

Um manual para entender a arte contemporânea brasileira

Videoarte, instalação, performance e happening ainda perturbam os espectadores de arte contemporânea. Fundamentais para se entender os conceitos que nortearam o rumo dos artistas do último século, especialmente no Brasil, esses meios e suportes são agora decifrados em verbetes claros e objetivos pela pesquisadora Cacilda Teixeira da Costa.
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4. Convidamos para debate e lançamento do livro DESARQUIVANDO A DITADURA: MEMÓRIA E JUSTIÇA NO BRASIL Volumes I e II
Organizado por Cecília MacDowell Santos, Edson Teles e Janaína de Almeida Teles
Com debate coordenado por Cecília MacDowell (CES, Universidade de Coimbra e University of San Francisco)
e os debatedores:
Ana Maria Camargo (USP)
Márcio Seligmann-Silva (Unicamp)
Marlon Weichert (Procurador da República)
Zilda Marcia Grícoli Iokói (USP)

Dia 16 de junho a partir das 19 horas

Instituto Sedes Sapientiae
Av. Ministro Godoy, 1484
Perdizes - São Paulo / SP

Escrito por Flavio DeABel às 08h27
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ERIC HOBSBAWN

Hobsbawm: a Era das Incertezas
Por Verena Glass


Em entrevista exclusiva à Revista Sem Terra, o historiador Eric Hobsbawm apresenta ao leitor sua avaliação das origens, efeitos e desdobramentos da crise mundial.
Desde que sua magnitude se fez sentir, com seus capítulos ambiental, climático, energético, alimentar e, por fim, econômico, acadêmicos, sociólogos, economistas, políticos e lideranças sociais procuram entender e explicar suas causas, e analisar e prever suas conseqüências.
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Muitos têm buscado respostas e soluções apenas no próprio universo econômico. Outros concluíram que vivemos uma crise civilizatória, e que o capitalismo implodiu por seus próprios desmandos. Mas ninguém parece ter respostas definitivas sobre o que nos prepara o futuro. Assim também Hobsbawm, o maior historiador marxista da atualidade. Aos 92 anos, o autor de algumas das mais importantes obras acerca da história recente da humanidade, como "A Era das Revoluções" (sobre o período de 1789 a 1848), "A Era do Capital" (1848-1875), "A Era dos Impérios" (1875-1914) e "A Era dos Extremos - O Breve Século 20", lançado em 1994, não arrisca previsões sobre como será o mundo pós-crise.
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Nesta entrevista, concedida por e-mail de Paris, porém, Hobsbawm apresenta suas opiniões como contribuição ao debate. De certezas, apenas a de que, se a humanidade não mudar os rumos da sua convivência mútua e com o planeta, o futuro nos preserva maus agouros. Cético e ao mesmo tempo esperançoso, não acredita que uma nova ordem mundial surgirá das cinzas do pós-crise, mas acha que ainda existem forças capazes de propor novas formas de organização e cultura políticas e sociais, como o MST.
Revista Sem Terra - O planeta vive hoje uma crise que abalou as estruturas do capitalismo mundial, atinge indiscriminadamente atores em nada responsáveis pela sua eclosão, e que talvez seja um dos mais importantes "feitos" da moderna globalização. Na sua avaliação, quais foram os fatores e mecanismos que levaram a esta situação?
Eric Hobsbawm -
Nos últimos quarenta anos, a globalização, viabilizada pela extraordinária revolução nos transportes e, sobretudo, nas comunicações, esteve combinada com a hegemonia de políticas de Estado neoliberais, favorecendo um mercado global irrestrito para o capital em busca de lucros. No setor financeiro,isto ocorreu de forma absoluta, o que explica porque a crise do desenvolvimento capitalista ocorreu ali. Apesar do fato de que o capitalismo sempre - e por natureza - opera por meio de uma sucessão de expansões geradoras de crises, isto criou uma crise maior e potencialmente ameaçadora para o sistema, comparável à Grande Depressão que se seguiu a 1929, mesmo que seja cedo para avaliarmos todo o seu impacto. Um problema maior tem sido que a tendência de declínio das margens de lucro, típico do capitalismo, tem sido particularmente dramática porque os operadores financeiros, acostumados a enormes ganhos com investimentos especulativos em épocas de crescimento econômico, têm buscado mantê-los a níveis insustentáveis, atirando-se em investimentos inseguros e de alto risco, a exemplo dos financiamentos imobiliários "subprime" nos EUA. Uma enorme dívida, pelo menos quarenta vezes maior do que a sua base econômica atual foi assim criada, e o destino disso era mesmo o colapso.
RST - Como resposta à crise econômica, governos e instituições financeiras estão concentrados em salvar os sistemas bancário e financeiro, opção que tem sido considerada uma tentativa de cura do próprio vetor causador do mal. No que deve resultar este movimento?
EH - Um sistema de crédito operante é essencial para qualquer país desenvolvido, e a crise atual demonstra que isso não é possível se o sistema bancário deixa de funcionar. Nesse sentido, as medidas nacionais para restaurá-lo são necessárias. Mas o que é preciso também é uma reestruturação do Estado por exemplo, através das nacionalizações, a "desfinanceirização" do sistema e a restauração de uma relação realista entre ativos e passivos econômicos. Isso não pode ser feito simplesmente combinando vastos subsídios para os bancos com uma regulação futura mais restrita. De toda forma, a depressão econômica não pode ser resolvida apenas via restauração do crédito. São essenciais medidas concretas para gerar emprego e renda para a população, de quem depende, em última instância, a prosperidade da economia global

Escrito por Flavio DeABel às 08h24
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Eric Hobsbawm

Eric Hobsbawm e o desafio da razão

Para aproveitar este dia frio de outono e sair da modorra das acontecências da política nativa, vale a leitura deste texto de Eric Hobsbawm (foto), que discute o desenvolvimento e evolução do marxismo, sua contribuição para a historiografia e as ciências sociais e o papel que desempenhou e ainda exerce sobre as diversas correntes de pensamentos e movimentos políticos.

Hobsbawm: a Era das Incertezas
Por Verena Glass

Em entrevista exclusiva à Revista Sem Terra, o historiador Eric Hobsbawm apresenta ao leitor sua avaliação das origens, efeitos e desdobramentos da crise mundial.
RST - Conceitos como solidariedade, cooperação, tolerância, justiça social, sustentabilidade ambiental, responsabilidade do consumidor, desenvolvimento sustentável, entre outros, têm encontrado eco, mesmo de forma ainda frágil, na opinião pública. Acredita que estes princípios poderão, no futuro, ganhar força e influenciar a ordem mundial? Vê algum caminho que possa aproximar a humanidade a uma coabitação harmoniosa?
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EH -
Os conceitos listados estão mais para slogans do que para programas. Eles ou ainda precisam ser transformados em ações e agendas (como a redução de gases de efeito estufa, encorajada ou imposta pelos governos, por exemplo), ou são subprodutos de situações sociais mais complexas (como "tolerância", que existe efetivamente apenas em sociedades que a aceitam ou que estão impedidas de manter a intolerância).
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Eu preferiria pensar na "cooperação" não apenas como um ideal generalista, mas como uma forma de conduzir as questões humanas, como as atividades econômicas e de bem estar social. Me entristece que a cooperação e a organização mútua, que eram um elemento tão importante no socialismo do século 19, desapareceram quase que completamente do horizonte socialista do século 20 - mas felizmente não da agenda do MST. .
Espero que esta lista de conceitos continue conquistando o apoio e mobilize a opinião pública para pressionar efetivamente os governos. Não acredito que a humanidade alcançará um estado de "coabitação harmoniosa" num futuro próximo. Mas mesmo se nossos ideais atualmente são apenas utopias, é essencial que homens e mulheres lutem por elas.
RST - O senhor, que estudou com profundidade a história do mundo e as relações humanas nos últimos séculos, o que espera do futuro?
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EH - Se a crise ambiental global não for controlada, e o crescimento populacional estabilizado, as perspectivas são sombrias. Mesmo se os efeitos das mudanças climáticas possam ser estabilizados, produzirão enormes problemas que já são sentidos, como a crescente competição por recursos hídricos, a desertificação nas zonas tropicais e subtropicais, e a necessidade de projetos caros de controle de inundações em regiões costeiras.
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Também mudarão o equilíbrio internacional em favor do hemisfério Norte, que tem largas extensões de terras árticas e subárticas passíveis de serem cultivadas e industrializadas. Do ponto de vista econômico, o centro de gravidade do mundo continuará a se mover do Oeste (América do Norte e Europa) para o Sul e o Leste asiático, mas o acúmulo de riquezas ainda possibilitará às populações das velhas regiões capitalistas um padrão de vida muito superior às dos emergentes gigantes asiáticos. A atual crise econômica global vai terminar, mas tenho dúvidas se terminará em termos sustentáveis para além de algumas décadas. Politicamente, o mundo vive uma transição desde o fim da Guerra Fria.
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Se tornou mais instável e perigoso, especialmente na região entre Marrocos e Índia. Um novo equilíbrio internacional entre as potências - os EUA, China, a União Européia, Índia e Brasil - presumivelmente ocorrerá, o que poderá garantir um período de relativa estabilidade econômica e política, mas isto não é para já. O que não pode ser prevista é a natureza social e política dos regimes que emergirão depois da crise. .
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Aqui as experiências do passado não podem ser aplicadas. O historiador pode falar apenas das circunstâncias herdadas do passado. Como diz Karl Marx: a humanidade faz a sua própria história. Como a fará e com que resultados, muitas vezes inesperados, são questões que ultrapassam o poder de previsão do historiador.
* Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Brasil

Escrito por Flavio DeABel às 08h11
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