Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


15/07/2009


RICARDO FARIA publica

VALE A PENA LER

 

BATALHAS MEDIEVAIS - 1000 ~ 1500

 

CONFLITOS QUE MARCARAM UMA ÉPOCA E MUDARAM A HISTÓRIA DO MUNDO

 


Esta obra apresenta as vinte mais importantes batalhas da Europa e do Oriente Próximo na época em que os tradicionais códigos de cavalaria cediam lugar ao crescente profissionalismo dos exércitos. Começando com a Batalha de Hastings (1066), na qual a cavalaria de Guilherme da Normandia derrotou as forças saxônicas de Haroldo, e concluindo com a Batalha de Brunkeberg (1471), em que uma milícia sueca derrotou um exército profissional moderno, liderado pelo rei dinamarquês Cristiano I. As batalhas incluem confrontos maciços entre cavalarias, como a destruição, por Saladino, de um exército de cruzados em Hattin (1187) e a vitória mongol em Liegnitz (1241); o emprego do devastadoramente eficaz arco longo em Crécy (1346) e Agincourt (1415); o bem-sucedido ataque anfíbio de venezianos e cruzados a Constantinopla (1204); e as batalhas navais em Malta (1283) e Sluys (1340).

 

Inclui relatos vívidos de confrontos menos conhecidos, como Bouvines (1214), o sítio do Château Gaillard (1203-1204) e a vitória dos humildes hussitas contra seus senhores em Vítkov, próximo a Praga (1420), onde tanto carroças como pólvora foram usadas com grandes resultados.

 

Cada batalha inclui uma introdução uma descrição concisa da ação e uma análise das conseqüências. Inclui mapas coloridos, especialmente para ilustrar as disposições e a movimentação dos exércitos, e, - em um relance - o desenvolvimento da batalha.Batalhas Medievais é um registro histórico dos principais conflitos da Idade Média, e uma fonte essencial para todos os interessados em batalhas e táticas de guerras medievais.

 

Sobre os autores:

 

KELLY DEVRIES é professora de história no Loyola College, em Maryland. Ela é autora de vários livros, inclusive Medieval Military Technology, Infantry Warfare in the Early Fourteenth Century, Joan of Arc: A Military Leader e Guns and Men in Medieval Europe.

 

MARTIN DOUGHERTY é escritor e editor freelance especializado em temas militares e de defesa. Suas obras publicadas tratam de assuntos que vão desde a história das armas portáteis até a guerra naval e a segurança privada.

 

IAIN DICKIE teve seu interesse em assuntos militares inspirado originalmente por imagens da artilharia romana, aos 12 anos de idade. Ele foi membro do comitê da Society of Ancients, editor das revistas Army & Navy Modelworld, Military Hobbies e, agora, da Miniature Wargames.

 

PHYLLIS G. JESTICE é professora assistente de história medieval da Universidade do Sul do Mississipi. Antes disso, ela foi palestrante em história antiga e medieval na Universidade Estadual da Califórnia.

 

CHRISTER JORGENSEN é doutor pelo University College, Londres, e teve sua tese sobre a "Aliança Anglo-Sueca de 1805-1809" publicada pela Palgrave, em 2004. Perito em história militar sueca, ele publicou várias obras sobre a Segunda Guerra Mundial, inclusive Rommel e Scandinavia During World War II.
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2. História no Bolso é dedicada a todos aqueles que se interessam pela História do Brasil.

 

 

A coleção é composta por artigos publicados pela Revista de História da biblioteca Nacional desde 2005.

 

 

Em pequenos volumes, escritos por autores renomados em linguagem saborosa, oferecemos aos leitores uma visão atualizada e abrangente dos episódios, temas e personagens mais importantes do país.

 

 

A publicação é uma iniciativa da RHBN, com o apoio do BNDES.

Escrito por Flavio DeABel às 21h39
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SECRETO

Escrito por Flavio DeABel às 21h38
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SHIT

 

 

 

OH, SIR NEY, DE QUEM SERA', DE QUEM SERA'?

Escrito por Flavio DeABel às 21h36
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GOD SAVE THE PLANET

ANTONIO DELFIM NETTO

A confusão de Áquila

DEVERIA ser evidente que, num mundo finito que abriga recursos finitos e absorve energia externa, uma espécie animal sem inimigos naturais (a não ser, eventualmente, ela mesma), devoradora daqueles recursos, acabará encontrando os seus limites.
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O problema não é "se", mas "quando" isso vai ocorrer. A situação é mais urgente e mais delicada quando se internaliza o fato que é a própria necessidade da espécie que, ao aumentar o seu consumo de energia fóssil para sobreviver, produz, simultânea e inexoravelmente, um resíduo, o dióxido de carbono (CO2), que acelera a deterioração do ambiente.
Este talvez seja o principal responsável pelo efeito estufa, que tem elevado a temperatura média do planeta desde a Revolução Industrial e que, aparentemente, "explica" a mudança de clima a que estamos assistindo. O problema é que menos CO2 só com menor produção e menor consumo...
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Questões dessa dimensão e complexidade exigem cuidadosos estudos científicos e, suas soluções, decisões políticas. Estas, normalmente, são oportunistas e, frequentemente, levam em pequena conta o longo prazo. A quem interessa, por exemplo, o voto do cidadão de 2050? Basta ver o "histórico" rocambole conclusivo sobre o controle do efeito estufa a que chegaram, no dia 8, na cidade de Áquila, os estadistas ali reunidos. Trata-se, obviamente, de um problema global e que não poderá ser resolvido por nenhum país separadamente. Todos, cinicamente, tentarão reduzir sua contribuição (ou mesmo escapar dela), mas mostrar sua clara "vontade política" de maximizá-la.
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Há uma assimetria muito grave: os que no passado produziram e se beneficiaram do efeito estufa para acelerar seu desenvolvimento econômico com menor custo (destruindo suas florestas naturais, obtendo energia pelo carvão e combustíveis fósseis, reduzindo a deserto suas áreas férteis etc.) não têm como, moralmente, impor o contrário aos retardatários. Teriam de oferecer-lhes compensações pelo aumento dos custos do seu próprio desenvolvimento ecologicamente mais limpo.

.A situação é mais grave porque existe grande incerteza sobre as certezas que maníacos ambientalistas apresentam como científicas. Por exemplo, diferentemente do que se afirma, pesquisas sérias recentes mostram que 4/5 da vegetação nativa do bioma do Pantanal está intacta e que a pecuária extensiva tradicional, praticada na região desde 1737, ajudou a construir o ecossistema com o maior índice de conservação do país! Durma-se com um barulho desses.

contatodelfimnetto@uol.com.br

ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nesta coluna.

Escrito por Flavio DeABel às 21h33
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PRIVACIDADE

reportagem de capa

ANÁLISE


Não há privacidade na internet

BRUCE SCHNEIER
DO SCHNEIER.COM

Se seus dados estiverem on-line, eles não são privados. Talvez eles pareçam privados. Certamente, só você tem acesso ao seu e-mail. Na verdade, você e o seu provedor. E o provedor de seu remetente. E qualquer provedor das principais conexões de internet que por acaso acompanhe o percurso desse e-mail do remetente até você.
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Se você lê seu e-mail pessoal no trabalho, a sua empresa tem acesso a ele. E, se instalar mecanismos de rastreamento nos pontos certos, a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) e qualquer outro órgão de inteligência do governo norte-americano, também.
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É evidente que você poderia codificar o seu e-mail, mas poucos entre nós fazem isso. A maioria das pessoas agora usa webmail. O problema é que, normalmente, seus dados on-line não estão sob seu controle. Seu webmail está menos sob seu domínio do que poderia estar se suas mensagens fossem baixadas em seu computador.
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Se você usa o Salesforce. com, está contando com essa empresa para proteger seus dados. Se usa o Google Docs, você está confiando no Google. Esse é o motivo pelo qual o Centro de Informações sobre Privacidade Eletrônica (Epic, na sigla em inglês) registrou queixa na FTC (agência reguladora governamental norte-americana): confiamos no mecanismo de segurança do Google, mas não sabemos o que ele é.
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Isso é uma novidade. Há 20 anos, se alguém quisesse vasculhar a sua correspondência, teria de invadir a sua casa. Agora, essa pessoa pode simplesmente entrar no seu servidor. Há dez anos, suas mensagens de voz eram guardadas em uma secretária eletrônica no seu escritório; agora, estão em um computador que pertence a uma empresa de telefonia.
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Suas movimentações financeiras encontram-se em websites remotos, que são protegidos apenas por meio de senhas; os dados sobre os empréstimos que você fez são recolhidos, armazenados e vendidos por empresas que você nem sequer sabe que existem. E mais dados estão sendo gerados. Listas de livros que você compra, assim como de livros pelos quais você dá uma passada de olhos, são armazenadas em computadores das livrarias.
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Seu cartão de fidelidade informa ao seu supermercado quais alimentos você aprecia. O que era uma moeda anônima colocada em uma cabine de pedágio transformou-se em pedágio eletrônico, que registra em que estrada você esteve e quando.
O que costumava ser uma conversa cara a cara tornou-se agora um bate-papo eletrônico, uma troca de mensagens de texto por celular ou uma conversa no Facebook.
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Quanto a nossa segurança e privacidade, não temos nenhuma escolha, além de confiar nessas empresas, mesmo que elas tenham pouca motivação para nos proteger. Tanto a ChoicePoint e a Lexis Nexis (empresas de internet norte-americanas de banco de dados) quanto o Bank of America ou a T-Mobile não assumem os custos relacionados a violações de privacidade ou a roubos de identidade digital.
Essa perda de controle sobre nossos dados tem outros efeitos também. Nossas proteções contra casos de abuso policial foram drasticamente diluídas.

.Os tribunais têm autorizado a polícia a investigar nossos dados sem um mandado se esses dados se encontrarem sob o domínio de terceiros. Se a polícia quiser ler um e-mail no seu computador, ela precisa de um mandado, mas isso não será preciso se o e-mail for lido a partir dos arquivos de backup localizados em seu provedor.

Direitos digitais
Isso não é um problema tecnológico, é um problema jurídico. Os tribunais precisam reconhecer que, na era da informação, privacidade virtual e privacidade física não têm as mesmas fronteiras. Nós deveríamos ser capazes de controlar nossos próprios dados, independentemente de onde eles estivessem armazenados. Deveríamos ser capazes de tomar decisões sobre a segurança e a privacidade de nossos dados e ter respaldo legal no caso de as empresas falharem em honrar essas promessas.

Tradução de FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 21h30
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SEXTING

Pelados 2.0

Fotos e vídeos caseiros de momentos íntimos caem na internet e surpreendem vítimas desavisadas

DANIELA ARRAIS
DA REPORTAGEM LOCAL

Tudo era uma brincadeira ou um registro de momentos que diziam respeito, apenas, a duas pessoas. De repente, você acessa a internet, checa seu e-mail ou perfil em redes sociais e se depara com uma surpresa: fotos ou vídeos monstrando a sua intimidade estão ao alcance de um clique.
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Quem já fotografou ou filmou a si mesmo em poses ou movimentos sensuais e sexuais está sujeito a virar atração na internet. Com a disseminação da tecnologia, fica cada vez mais comum encontrar na rede imagens de anônimos em situações que ultrapassam as quatro paredes -nem sempre por vontade própria.

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Uma leva de celebridades, como Paris Hilton, Vanessa Hudgens e Daniella Cicarelli, já teve fotos e vídeos divulgados na internet sem autorização. Ganharam os holofotes, é claro, mas também tiveram que recorrer à Justiça para retirar o conteúdo do ar -quase sempre, sem sucesso.
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O fenômeno é chamado de sexting nos Estados Unidos. O neologismo diz respeito à junção de sex (sexo) e texting (troca de mensagens por celular) e já é assunto de pesquisa -uma publicada no fim de 2008 mostra que um em cada cinco jovens norte-americanos com idades entre 13 e 19 anos já enviou pelo celular algum tipo de foto ou vídeo de si mesmo nu ou seminu. Entre os jovens adultos, de 20 a 26 anos, o fenômeno é ainda maior: um terço declarou já ter feito sexting.
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Nas mãos de pessoas erradas, esse tipo de conteúdo pode virar um grande problema. Imagine só se um ex-namorado divulga na internet fotos e vídeos do antigo parceiro para se vingar ou manchar sua reputação? A prática existe e já ganhou denominação: "revenge porn" (pornografia da vingança, em tradução livre).
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Nesta edição, conheça vítimas desse tipo de prática, veja como crianças e adolescentes se comportam na internet, relembre casos envolvendo celebridades, saiba como se prevenir e confira dicas de advogados sobre como proceder.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 21h27
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12/07/2009


BEM X MAL

 

BOLETIM SERIDOENSE

Jose Flavio DedeAbel

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Falar de religiao, falar da moral, assuntos de trato dificil. Pego carona no artigo da Folha SP, prestigioso jornal e o caderno Mais de autoria de ANTÔNIO FLÁVIO PIERUCCI. Nao expressa, necessariamente, minha opiniao. Sou catolico, pouco praticante, quase nao vou a missa, embora me considere um Cristao convicto. O Cristianismo passa, acredito, por um momento dificil.

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Se somos cristaos, como explicar tantas igrejas, catolicas, protestantes, divididas. As vezes se atacam pelas criticas. Todas se acham defensoras da verdade de Cristo. Mas cada uma na sua. Como se o Uno fosse divisivel. Felix Gattari, pensador frances, dizia qua a sociedade brasileira é muito dividida. Temos muita religiao, muita politica (sao mais de 30 partidos), muitos sindicatos.

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Quanto a religiao, o Edgar Morin, pensador frances, nos diz que o futuro da humanidade passa pela religiao. Quem viver, verá.

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Ferreira Gullar nos faz pensar quando escreve:

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"Negamos a alma porque somos herdeiros do progresso econômico e científico, que nos revelou a lógica material da natureza e da vida, e que é irretorquível. Não obstante, a própria ciência diz que não é capaz de responder a questões como esta: por que existe algo em vez de nada? Assim, o enigma da existência continua sem resposta".

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Flávio Pierucci:

"Quando vem o monoteísmo, dá a vitória à potência do bem sobre o espírito das trevas. Mas isso não extirpa a dúvida metafísica diante da realidade do sofrimento humano, sobretudo se for imerecido e, portanto, injusto. O melhor exemplo é o sofrimento dos inocentes neste mundo. Se o Deus todo-poderoso é infinitamente bom, como explicar que sofra quem não merece sofrer"?

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 Marketing da fé

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Para Flávio Pierucci, da USP, concorrência da ciência acirra "mercado religioso", estimulando estratégias agressivas das religiões evangélicas (Foto: Fábio de Castro)

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Calvino, 500

por ANTÔNIO FLÁVIO PIERUCCI

ANALISE DA OBRA DO REFORMADOR FRANCÊS, NASCIDO HÁ CINCO SÉCULOS, QUE LEVOU A TEOLOGIA CRISTÃ A SEUS LIMITES LÓGICOS E TERMINOU POR SACRIFICAR A IDEIA DE UM DEUS AMOROSO E CLEMENTE

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Donde vem o mal?

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O dualismo (seja o de Zoroastro, seja o de Maniqueu) presta bons serviços nesse sentido. Como? Justapondo duas potências de igual grandeza e em perpétua oposição:

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a potência do bem (isto é, da bondade, da pureza, da verdade, do belo, da luz) e a

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potência do mal (da malignidade, da impureza, da mentira, do horrendo, das trevas).

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HollywoodCEO

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Contemporâneos um do outro? A precedência de Lutero em relação a Calvino foi ligeiramente temporal, sendo antes de mais nada intelectual. Foi Lutero quem lançou o principal fundamento da grande virada teológica: a doutrina da salvação "sola fide" (em latim: só pela fé).

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Calvino, Juan

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Muitos brasileiros conhecem tais generalidades sobre os dois reformadores, mas poucos são os que sabem que Calvino, ao repisar as pegadas de Lutero na crítica teórica e prática do catolicismo romano, procurou, de cabeça feita, levar às últimas consequências lógicas as premissas teológicas -de caráter "teocêntrico"- fincadas pelo promotor da grande dissidência religiosa perante o "eclesiocentrismo" católico e sua soteriologia inerentemente sacramentalista.

 

Escrito por Flavio DeABel às 18h56
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MUNDO EM DESENCANTO

ANTÔNIO FLÁVIO PIERUCCI
ESPECIAL PARA A FOLHA

No Brasil, regra geral, pouco sabemos de [João] Calvino. Menos até que o pouquinho que sabemos de Lutero. O suficiente para ligar seus nomes à revolução cultural da primeira metade do século 16, a Reforma protestante, um dos motores de arranque da modernidade.
Foi a primeira das revoluções burguesas da lista de três elaborada por Engels. Pôs em marcha um processo de emancipação humana em três níveis, num ataque simultâneo à tradição religiosa, às autoridades tradicionais, ao tradicionalismo econômico.
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Calvino e Lutero foram, um em seguida do outro, as grandes lideranças intelectuais daquele vasto movimento de liberação criadora que varreu a Europa por mais de um século, do início do 16 ao fim do 17.
Teólogos criativos ambos, sacadores de novas ideias quanto à salvação da alma e à concepção de Deus, formadores de novas igrejas com novíssimas eclesialidades, inventores de formas outras, menos ritualistas, de praticar a religião cristã. .

Ambos escreveram muito e pregaram mais ainda, não necessariamente nessa ordem.
Contemporâneos um do outro? A precedência de Lutero em relação a Calvino foi ligeiramente temporal, sendo antes de mais nada intelectual. Foi Lutero quem lançou o principal fundamento da grande virada teológica: a doutrina da salvação "sola fide" (em latim: só pela fé).
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Noutras palavras, a salvação da alma como iniciativa totalmente divina, sem qualquer participação ou ajuda, seja dos méritos do interessado, seja de méritos alheios acumulados, segundo uma tese católica repudiada nominalmente por Lutero nas 95 teses, num fundo comum de graça salvífica denominado "thesaurus ecclesiae" [o tesouro da igreja].
Muitos brasileiros conhecem tais generalidades sobre os dois reformadores, mas poucos são os que sabem que Calvino, ao repisar as pegadas de Lutero na crítica teórica e prática do catolicismo romano, procurou, de cabeça feita, levar às últimas consequências lógicas as premissas teológicas -de caráter "teocêntrico"- fincadas pelo promotor da grande dissidência religiosa perante o "eclesiocentrismo" católico e sua soteriologia inerentemente sacramentalista.

Desígnios inapeláveis
O foco do pensamento de Calvino é a soberania absoluta do Deus único, sua irresistível onipotência e inatingível transcendência em relação ao mundo -este mundo- que criou do nada apenas para Sua maior glória. Seus desígnios em relação a nós são misteriosos, ocultos, insondáveis e, existindo desde toda a eternidade, são imutáveis, inegociáveis, inapeláveis. Definitivos.
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Ocorre que o maior problema teórico da concepção monoteísta da divindade, que pressupõe como irrenunciáveis a onipotência e a infinita bondade de Deus, reside na dificuldade de achar nela uma explicação coerente para a existência do mal.
Donde vem o mal? O dualismo (seja o de Zoroastro, seja o de Maniqueu) presta bons serviços nesse sentido. Como? Justapondo duas potências de igual grandeza e em perpétua oposição: a potência do bem (isto é, da bondade, da pureza, da verdade, do belo, da luz) e a potência do mal (da malignidade, da impureza, da mentira, do horrendo, das trevas).
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Com isso, sistematiza-se de modo racional a primitiva crença, cuja vigência mergulha na noite dos tempos, de que existem espíritos bons, concebidos como favoráveis e úteis ao ser humano, e espíritos maus, entendidos como desfavoráveis e nocivos a nós. Ora, o dualismo racionalizado de tipo zoroastriano implica uma renúncia à onipotência de Deus, já que Este tem pela frente um Antideus de igual poder, que o limita.
Quando vem o monoteísmo, dá a vitória à potência do bem sobre o espírito das trevas. Mas isso não extirpa a dúvida metafísica diante da realidade do sofrimento humano, sobretudo se for imerecido e, portanto, injusto. O melhor exemplo é o sofrimento dos inocentes neste mundo. Se o Deus todo-poderoso é infinitamente bom, como explicar que sofra quem não merece sofrer?
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Tanto o judaísmo como o cristianismo se defrontaram por séculos a fio com a exigência intelectual de desatar esse nó racionalmente, vale dizer, coerentemente. Sem muito sucesso no quesito consistência lógica, pelo menos até o início do século 16, com a entrada de Calvino no debate.

Proeza racional
Foi preciso o destemor conceitual de um teólogo exigente feito ele (que, segundo biógrafos, ensinava como se fosse refém de uma inclinação pessoal obsessivo-compulsiva a pensar com lógica a teologia) para dar o passo racional necessário. Ousou: para salvar a onipotência de Deus, não dá para não sacrificar pelo menos um quê da bondade divina.
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Se pretende consistência, o "ensino da religião cristã" (título de sua obra maior) tem que renunciar à figura do Deus amoroso e clemente. Foi o que sua teologia procurou objetivar numa versão mais explícita e completa, o mais possível consequente, da tese agostiniana da predestinação à salvação eterna. Nessa proeza de racionalização, o conhecimento minucioso que tinha da Bíblia o ajudou pra valer.
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Dou três exemplos, tirados por ele dos profetas: "Para que saibam os que procedem do Oriente e os que vêm do Ocidente que além de mim não há outro. Eu, Deus, formo a luz e crio as trevas, faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas essas coisas." Pode parecer incrível, mas isso está lá, na Bíblia. Javé afirma isso pela boca do profeta Isaías (Is. 45, 6-7).
E indaga pela boca de Amós (Am. 3, 6): "Tocar-se-á a trombeta na cidade sem que o povo estremeça? Sucederá algum mal à cidade sem que o Senhor o tenha feito?" E nas "Lamentações" de Jeremias (Lm. 3, 38): "Acaso não procede do Altíssimo assim o mal como o bem?"
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Foi com essa mesma e incondicional devoção ao "mistério" de uma soberania divina acima do bem e do mal, num "mix" muito particular, só seu, de lógica sistemática e senso de mistério, que o jovem jurista convertido ao protestantismo completou, também por necessidade lógica, a tese luterana de que não jaz nas obras meritórias o fundamento da salvação.
Seu raciocínio corre assim: do mesmo modo que não está nas obras do ser humano o fundamento de sua eterna salvação, também nelas não pode estar o fundamento de sua eterna perdição. Nós, criaturas humanas, "não merecemos" nem aquela nem esta, eis o lado ironicamente humilde da ousadia teológica de Calvino. Perante a infinita justiça divina, não somos capazes de merecer nada, nada, coisa alguma.
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Na explicação paciente que faz da doutrina da dupla predestinação, é notória a intenção de nos instruir nesta humildade a um só tempo mínima e máxima: a de colocar na vontade do "Deus absconditus" (Deus oculto) a causa da nossa eterna salvação, tanto quanto a da nossa eterna danação.
Daí por que, entre as consequências dedutíveis do princípio básico da soteriologia luterana, quem leu Weber sabe disto, na versão completa que Calvino ensina da doutrina da predestinação o que mais impressiona e choca a leitores e seguidores é a predestinação dos condenados ao inferno. Vale dizer, a predestinação como duplo decreto. Sua definição: .

"Chamamos predestinação o desígnio eterno de Deus, pelo qual ele determinou o que queria fazer de cada ser humano. (...) Por seu desígnio eterno e imutável, decretou Deus quais eram os que ele queria tomar em salvação, e quais os que queria mandar à perdição."

Decreto apavorante
A predestinação eterna só dos salvos (dos "happy few", diria Shakespeare) é uma antiga tese cristã, já presente em Agostinho e aceita expressamente por Lutero. O que surpreendeu em Calvino foi ele ter aberto o jogo no que tange à predestinação dos réprobos, ter exposto que a causa do seu malfadado destino pós-morte não está nos pecados deles, como normalmente se crê, mas no outro braço que completa o decreto salvífico do Senhor. Está no "decretum horribile".
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Comentário do próprio Calvino: "Confesso que esse decreto deve nos apavorar". Comentário do grande poeta do protestantismo, John Milton [1608-1674]: "Posso ir para o inferno, mas um Deus como esse jamais terá o meu respeito". Quase dantesco, soando às vezes satírico, Calvino deixou de lado todo prurido "bela alma" e saiu rasgando o véu da compaixão católica e luterana pelo "pobre pecador", dando espaço em suas obras à crueza catastrofista do monoteísmo vingador dos profetas bíblicos.
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Só nos profetas de Israel podem-se ler peças declaratórias de um monoteísmo predestinacionista cabal e incondicional como o dele, isto é, para o bem e para o mal, para o céu e para o inferno. Calvino foi a eles. Mas foi também a Paulo, aos "Salmos", ao "Livro de Jó", para dali glosar as frases que deixariam em sobressalto seus seguidores e indignados seus opositores. Contam que ele achava desnecessário, além de impróprio e pecaminoso, ir além do que diz a Bíblia sobre a questão.
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Seus biógrafos apresentam-no tão convicto do abismo intransponível que depois da Queda separa a humanidade da transcendência absoluta de Deus que ele, na vida privada, reagia a esses terrores com um domínio de si de tal forma rígido, e aparentemente tão sereno, que não deixava pista alguma sobre as provações por que certamente passou e passava, coibindo com o mesmo freio as intempéries da própria dor: "Calei e emudeci, porque Tu, Jeová, o fizeste" (Sl 39, 9). Calvino sofria de úlcera crônica.
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Catecismo foi um gênero literário de sucesso no século 16, século que, na avaliação do historiador francês Lucien Febvre, sobressai como o mais religioso da história ocidental. A começar de Lutero, cada líder reformador queria publicar um. A Contrarreforma católica também criou o seu. Calvino tinha lá seus 25 anos quando começou a escrever o dele, esse que acabaria virando sua obra principal -"Institutio Religionis Christianae"- agora lançada pela Editora Unesp em nova tradução ["A Instituição da Religião Cristã", vários tradutores, tomo 1, 512 págs., R$ 83; tomo 2, 904 págs., R$ 110].
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Uma elegância de edição, por sinal, com capa dura em cores asceticamente sóbrias, um belo objeto. Com essa beleza de lançamento, o Brasil livreiro comemora em grande estilo o quinto centenário do nascimento desse mentor intelectual da Reforma pontiagudo e contundente, seu promotor mais extremado, cujo carisma pessoal parece revelar-se ao leitor no modo muito seu de repensar teocentricamente (repito) a fé cristã com uma consequencialidade lógica de deixar Lutero comendo poeira.
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Arrojado, é irresistível no convite que faz a um estudioso não religioso da religião a aprender a pensar uma verdade religiosa "jusqu'au bout" (até o fim) para ver no que pode dar. Passou a maior parte da vida adulta escrevendo e reescrevendo seu catecismo, de início um pequeno livro de estrutura simples e apenas seis capítulos (a primeira edição é de 1536), até torná-lo essa espécie de "summa theologica" que conhecemos das edições definitivas de 1559 (em latim) e 1560 (em francês). São oitenta capítulos dispostos em quatro livros divididos em dois tomos.
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A nova tradução brasileira, de iniciativa de uma editora universitária declaradamente não religiosa, teve por base o texto em latim de 1559, a última versão latina. A última versão em francês é de 1560. O texto se constrói numa prosa maravilhosamente lógica e incisiva, e nisto me parece que a nova tradução convence, a saber: no empenho de fabricar boa prosa vernácula.
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Devo confessar que, muito antes do convite feito pelo Mais! para comentar o livro neste décimo jubileu do autor, e conhecendo de antemão a tradução alemã, cujo título diz "Unterricht in der Christlichen Religion", ou seja, "Instrução na Religião Cristã", eu já desconfiava que no latim o nome "Institutio" trouxesse à baila o significado de "instrução", "ensino", "escola". Mas não sabia que o mesmo significado ocorresse também em francês.
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Curioso, corri ao dicionário de francês "Petit Robert" e acabei descobrindo que, também na língua materna de Calvino, o termo "institution" abriga igualmente a acepção de "ação de instruir e de formar pela educação". Esse devir semântico passou a ocorrer, segundo o "Petit Robert", no início do século 16. "Tudo a ver com a obra de Calvino", comemorei sozinho a descoberta. Comecei então a me perguntar, e é uma pergunta que não quer calar, se na nova tradução brasileira a obra de Calvino não ficaria melhor representada, e mais adequadamente apresentada, com um título de significado mais direto e menos polissêmico do tipo "Ensino da Religião Cristã".
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Porque, afinal de contas, é disso mesmo que se trata, de ensino. E a leitura do tomo 1 só fez me convencer, inconformado, de que agora é tarde. Estamos diante de mais uma oportunidade perdida de fazer o melhor para o leitor. Seja como for, com exceção da discutível tradução do título, a atual edição faz jus ao compromisso de clareza indispensável a uma argumentação religiosa que se pretende rigorosamente pública. Quer dizer, sem os resvalos em eflúvios e plangências de intimidade cripto-nupcial com o Divino encontradiços em santo Agostinho, são Bernardo, Lutero, Spener, Wesley e tantos mais, sempre cheios de amor para dar.

ANTÔNIO FLÁVIO PIERUCCI, chefe do departamento de sociologia da USP, é autor de "O Desencantamento do Mundo" (ed. 34).

Escrito por Flavio DeABel às 18h30
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RESMUNGO TEOLOGICO

FERREIRA GULLAR, em artigo Resmungo teológico, na Folha neste domingo, 12 de julho

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"Negamos a alma porque somos herdeiros do progresso econômico e científico, que nos revelou a lógica material da natureza e da vida, e que é irretorquível. Não obstante, a própria ciência diz que não é capaz de responder a questões como esta: por que existe algo em vez de nada? Assim, o enigma da existência continua sem resposta".

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Notas Biográficas:

Ferreira Gullar é o pseudônimo de José Ribamar Ferreira. Nasceu em São Luiz do Maranhão em 10 de setembro 1930. Aos vinte e um anos já premiado em um concurso de poesias promovido pelo "Jornal de Letras", e tendo publicado um livro de poemas - Um pouco acima do chão (1949) -, transferiu-se para o Rio de Janeiro.

No Rio, passou a colaborar em jornais e revistas, inclusive como crítico de arte. Em 1954 publicou A luta corporal, livro que abriu caminho para o movimento da poesia concreta, do qual participou inicialmente e com o qual rompeu para, em 1959, organizar e liderar o grupo neoconcretista, cujo manifesto redigiu e cujas idéias fundamentais expressou num ensaio famoso: Teoria do não-objeto.

Escrito por Flavio DeABel às 18h10
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FERREIRA GULLAR

Resmungo teológico


Relendo meu próprio artigo, perguntei-me: o que se ganha em negar a existência da alma?



EMBORA DEFIRA DO biólogo Richard Dawkins que, nesta semana, na Flip, alardeou seu ateísmo, eu, em meio aos meus costumeiros resmungos, pus em dúvida aqui a existência da alma, chegando mesmo a lembrar que, em certa época remota, os gregos a designavam pela palavra "pneuma", que significa ar, sopro, ou seja, a respiração de quem está vivo. Nada mais que isso. Fiz essa afirmação, meses atrás, a propósito da excomunhão dos médicos que praticaram aborto numa menina, estuprada pelo padrasto. Como, para a Igreja Católica, a alma já está no momento da fecundação, praticar o aborto é matar um ser humano, dono de uma alma divina.
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Richard Dawkins, ateu, escreveu livro intitulado "Inimigos da Razao"

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Afirmei, por isso, que, para ela, o que importa não é a vida e, sim, a alma, razão por que, durante a Inquisição, condenou à morte, na fogueira, milhares de pessoas, para salvar-lhes a alma.
Tem lógica mas, relendo o meu próprio artigo, perguntei-me: o que se ganha em negar a existência da alma? Pergunta essa que, feita por mim, pode surpreender o leitor.
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É que me lembrei de que não foi a Igreja Católica quem inventou a alma. Os gregos, muito antes de Sócrates e talvez mesmo de Pitágoras, já a tinham inventado, sem falar nos egípcios, que acreditavam numa vida post mortem, mas com o corpo também e, por isso, faziam-se embalsamar. Os cultos órficos da Grécia pré-helênica fundavam-se na crença da transmigração das almas que, no além, poderiam ser premiadas ou punidas pelo que fizeram aqui em baixo. Inscrições descobertas em sepulturas daquela época contêm ensinamentos de como a alma do morto deveria se comportar para merecer a salvação.
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Num desses textos, lê-se o seguinte: "Tu acharás, à esquerda da casa de Hades, uma fonte e, a seu lado, um cipreste branco. Dessa fonte, não te aproximarás, mas te depararás com uma outra, perto do lago da Memória. Diz: "eu sou filho da terra e do céu estrelado'". É que para eles, o corpo vinha da terra e a alma, do céu.
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Essa visão do homem como ente, ao mesmo tempo, terrestre e celeste, irá ganhar consistência teórica na filosofia de Sócrates e, sobretudo, na de Platão. Pode-se supor que a admirável bravura e despreendimento daquele em face da morte, deve-se, de fato, à sua convicção de que, depois dela, havia outra vida e melhor.
Se Platão herda de Sócrates essa convicção, em sua teoria a existência da alma está essencialmente ligada à possibilidade do verdadeiro conhecimento. .

Para ele, o corpo era um fator que impedia de se conhecer a verdade, não facultada aos sentidos. Pelo contrário, na sua concepção, os sentidos nos iludem, induzindo-nos a uma visão imperfeita da realidade. Donde a conclusão de que, só depois que nos livramos do corpo, podemos apreender a verdadeira realidade da existência, a que apenas a nossa alma teria acesso.
Essa concepção platônica da alma influiu na visão do cristianismo e, consequentemente, na teologia da Igreja Católica.
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Mas, até onde me é dado perceber, elas não são idênticas em todos os pontos, especialmente em um: enquanto na teoria platônica o que há de reprovável no corpo é sua incapacidade de apreender o verdadeiro conhecimento, na teologia católica, essa incapacidade se converte em pecado, isto é, o corpo, sujeito a desejos condenáveis, contamina a alma de pecados, que podem levá-la à perdição eterna. Nisto, a concepção católica parece mais próxima do orfismo que do platonismo, mais filosófico do que teológico.
Mas meu propósito aqui não é discutir essas questões e, sim, afirmar que, na dúvida de que a alma exista ou não, melhor será acreditar em sua existência do que negá-la, já que não há como provar uma coisa nem outra.
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Negamos a alma porque somos herdeiros do progresso econômico e científico, que nos revelou a lógica material da natureza e da vida, e que é irretorquível. Não obstante, a própria ciência diz que não é capaz de responder a questões como esta: por que existe algo em vez de nada? Assim, o enigma da existência continua sem resposta.

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Não fui eu mesmo quem disse que o homem inventou Deus para que este o criasse? Ele o inventou porque não quer ser igual a um simples animal, nascido da natureza, condenado a acabar para sempre. Se sou filho de Deus, tenho uma alma divina que me torna imortal. E é isso, essa capacidade de inventar-se, que nos distingue dos outros animais. Filho de Deus mesmo ou inventado por si mesmo, a verdade é que o homem necessita da transcendência e aspira à eternidade. Por isso, precisa da alma, uma vez que o corpo, após a morte, virá pó.
Pessoal, este papo está brabo demais! Vamos mudar de assunto?

Escrito por Flavio DeABel às 18h05
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RAPARIGAGEM

TribunadoNorte

Woden Madruga

As boas de Armando

Armando Negreiros, médico, advogado, escritor, boêmio - com tempo ainda de ser imortal da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras - está com livro novo na praça, que será lançado quarta-feira, a partir das 18 horas, na Livraria Siciliano, do Miduei: Poucas e boas - 3. Trata-se uma edição revista, ampliada com novas crônicas, novas histórias, novos estórias, novos causos, novas anedotas.

O poeta Sanderson Negreiros, elegante e culto, escrevendo as orelhas, disse que essas histórias, estórias, anedotas e causos selecionadas pelo primo Armando, na França de Balzac e de Proust são chamados de “faites divers”. Gostei do “faites divers”.  Como é comum essas histórias comuns acontecerem  nas duas margens do Senna, podem acontecer ( porque não?) nos dois lados do Rio Mossoró e também do Potengi.

Tanto acontecem que, nas trezentas e tantas páginas do livro, o leitor vai encontrar deliciosas histórias (faites divers) tendo como personagens figuras reais, gente da melhor qualidade, nascidas e vividas nestas duas metrópoles potiguares, e que poderiam muito bem ser passantes ou viventes de Paris. Gente do tope de um Rafael Negreiros, pai do autor, de um Costinha Fernandes, de um Padre Mota, de um Joca Bruno, de um Raimundo Soares, de um Humberto Mendes, de um Chico Burrego, de um Tilon Gurgel de um Costinha de Horácio, de um Manuel Negreiros, de um Eudes Moura, de um Mozart Romano, de um Carlos Mesquita, de um Antônio Filgueira.

O livro de Armando tem ilustrações do sempre saudoso Edmar Viana. De suas historias, tiro uma do rico e vasto  repertório do Padre Mota, vigário e prefeito de Mossoró. Grande figura, como diria Ticiano Duarte. A outra personagem da história é Julimar Ramos, tio de Carlos Alberto Mota Ramos, “Cabelo Bom”, meu querido e saudosíssimo amigo. É contada assim:

Foto: Rapariga de Julimar

“Os pecados são esses mesmos...

Julimar Ramos foi até a igreja e confidenciou para Raimundo Sacristão:

- Raimundo, eu quero que você me arranje um padre pra me confessar, mas não quero o padre Mota, pois ele conhece a minha vida e é muito irreverente.

Nisso vem chegando o padre Mota, e Raimundo, muito cínico, diz:

- Padre Mota, Julimar veio aqui para se confessar, mas disse que só quer se for com o senhor.

Padre Mota, com a voz estridente e o ar paternal, passa a mão no ombro de Julimar, baixinho, e diz:

- Vamos até o altar.

Chegando lá, Julimar ajoelhou-se e padre Mota alisando a cabeça dele, foi logo dizendo:

-Meu filho, vamos pelo menos diminuir as raparigagens um pouquinho, reze...

Julimar interrompe:

- Padre, posso dizer os meus pecados?

- São esses mesmos, são esses mesmos, acabe com as raparigagens, que estarão acabados os pecados..., reze um padre-nosso, uma salve-rainha e três ave-marias...”

Escrito por Flavio DeABel às 17h27
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08/07/2009


BOLETIM MINEIRO apresenta

VALE A PENA LER

1. Para elucidar a formação da China contemporânea, Xinran foi em busca de homens e mulheres comuns que estão hoje com mais de setenta, oitenta anos (um deles tinha 97 e havia participado da Grande Marcha de Mao Tse-tung), das mais diversas regiões e de diferentes estratos sociais, e que sobreviveram à miséria e à fome, à invasão japonesa e à revolução, aos desastres do Grande Salto Adiante e às perseguições e humilhações da Revolução Cultural para chegar à modernização e ao espantoso crescimento econômico do início deste século. Não foi fácil obter depoimentos francos e espontâneos, pois os chineses têm uma longuíssima tradição de não falar aberta e honestamente sobre o que pensam e sentem, temerosos (com razão, como mostram algumas entrevistas) de que isso possa prejudicar não somente a eles, mas a todos os seus parentes e descendentes. Mas apesar dessa dificuldade, a autora conseguiu reunir duas dezenas de histórias reveladoras da vida cotidiana, dos sentimentos e ideais, das dores e alegrias, da fibra e coragem, da resistência física e fortaleza de espírito da geração dos chineses que viveram sob o domínio de Mao. Entre as testemunhas, estão desde artífices que fazem as lanternas tradicionais, uma curandeira que vende ervas, um ex-saqueador da Rota da Seda e um pregoeiro de notícias de casa de chá (lembrança de um tempo em que todos eram analfabetos), até geofísicos que construíram a indústria petroleira chinesa, uma mulher general (nascida nos Estados Unidos), um casal que passou privações indescritíveis na transformação econômica do deserto de Gobi, um policial desencantado com a profissão e, evidentemente, taxistas, que também na China constituem fonte preciosa de informações. Num país em que a história recente está envolta em tanta bruma, esses relatos orais respondem um pouco ao apelo que a autora faz no final do livro: "Por favor, pensemos e trabalhemos por menos escuridão e ódio. Somente a luz e o brilho da compreensão podem destruir as trevas".
R$ 52,00
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2. Lançamento do livro de Mário Lara, dia 7 de julho.
“Nos confins do sertão da Farinha Podre”. Refere-se à ocupação do Triângulo Mineiro, narrada através da saga de uma família e da luta contra índios caiapós e quilombolas.
Horário: 19 horas
Local: Cozinha de Minas, R. Gonçalves Dias, 45, bairro Funcionários, Belo Horizonte.
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3. Auxílio pedagógico
Revista lança série de encartes para professores de História
Com o objetivo de auxiliar os professores a trabalharem com o conteúdo da Revista em suas aulas, nossa equipe editorial preparou uma série de encartes que serão distribuídos em colégios do Rio de Janeiro e disponibilizados gratuitamente na Internet. O projeto 'Revista de História da Biblioteca Nacional na escola' contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).
Os materiais didáticos estão divididos em torno de quatro eixos temáticos. “Futebol e sociedade” apresenta conceitos de identidade e cidadania que ajudaram a dar fama ao esporte e torná-lo paixão nacional. Outro encarte trata da “Fotografia e História”, onde os álbuns de família do Império são analisados como formas de construção da imagem da classe senhorial. “Tiradentes e o Altar da Pátria” aborda a Inconfidência Mineira e como o movimento e seu principal líder ganharam destaque na historiografia ao longo do século XX. Por fim, “Os descaminhos do ouro” discute o extravio de minérios em nosso passado colonial e sua relação com traços ainda vivos da sociedade brasileira.

4. Revista Historia viva, n. 69.

Dossiê sobre a destruição de Pompeia. Entrevista com Roberto Romano. Biografia de Gengis Khan. Artigos principais: Egito, miragem do oriente – De Lincoln a Obama – Peabriru, do Atlântico ao Pacífico – Publicidade: o lado perverso da persuasão.

Escrito por Flavio DeABel às 23h25
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07/07/2009


IMOVEIS

Crédito imobiliário da Caixa cresce 75% e bate recorde

Maior financiador do setor habitacional emprestou R$ 17,5 bi no 1º semestre

Aumento da massa salarial, subsídios à baixa renda e juros mais baixos explicam crescimento, segundo o vice-presidente do banco

NATÁLIA PAIVA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Líder no crédito de imóveis, a Caixa Econômica Federal bateu recorde do volume oferecido à compra da casa própria: foram concedidos R$ 17,5 bilhões em 351 mil empréstimos no primeiro semestre do ano -crescimento de 75% ante o registrado no mesmo período do ano passado. Desse volume, R$ 9,2 bilhões vieram dos recursos da poupança destinados à habitação, alta de 267%.
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Para o vice-presidente da instituição, Jorge Hereda, o aumento da massa salarial, o acréscimo de subsídios à baixa renda e os juros mais baixos foram os responsáveis pelo volume recorde, que reflete a inclusão de famílias que antes não tinham acesso ao financiamento imobiliário. Com a escassez de crédito vivida logo após o agravamento da crise econômica global, em setembro passado, "o mercado bancário recuou e a Caixa avançou e ocupou o espaço deixado", diz Hereda.
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Para o economista Francisco Pessoa, consultor da LCA, o crescimento do volume contratado indica que o nível de confiança do consumidor brasileiro, afetado num primeiro momento pós-crise, já se recupera -considerando que o financiamento habitacional é um compromisso de longo prazo.
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O resultado positivo do primeiro semestre ainda foi impulsionado pelos feirões da casa própria, que costumam impactar as contratações da Caixa por seis meses, período no qual a carta de crédito obtida é utilizada, diz Hereda. "Nos feirões, foi possível constatar que muitas famílias passaram a ter condições de entrar no mercado imobiliário. E com o Minha Casa, Minha Vida, empresas vão acreditar mais e vai haver mais imóveis para baixa renda."
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O programa habitacional do governo federal -medida anticíclica que visa construir 1 milhão de casas para quem ganha até dez salários mínimos- respondeu por R$ 1,5 bilhão do volume financiado, diz Hereda: metade foi para a produção, metade para a pessoa física.
Até junho, 581 projetos (100 mil imóveis) estavam em análise e 97 (10 mil), já contratados, segundo a presidenta da Caixa, Maria Fernanda Ramos. Apesar de formar 40% da meta do programa, a faixa de renda de zero a três salários tem 28% dos projetos em análise. A Caixa espera que a contratação prevista seja fechada até o fim de 2010.

Escrito por Flavio DeABel às 22h18
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Agrofolha

Tratores "populares" salvam mecanização

Setor de máquinas agrícolas no país vende 9,2% menos unidades no 1º semestre; colheitadeiras têm recuo de 34,4%

Mercado de tratores de rodas tem queda geral de 5,8% no mercado interno, mas segmento de até 75 cavalos obtém alta de 55%

GITÂNIO FORTES
DA REDAÇÃO

Os programas oficiais de incentivo à aquisição de máquinas agrícolas por pequenas propriedades evitaram um desempenho ainda mais sombrio do setor na primeira metade deste ano. No balanço divulgado ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as vendas de janeiro a junho no mercado interno somaram 23.056 unidades, 9,2% menos que em igual período de 2008.

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Os negócios com colheitadeiras, máquinas de grande porte, diminuíram 34,4%, para 1.372 unidades. No segmento de tratores de rodas, a queda foi mais modesta, de 5,8%, puxada pelo recuo de 37% dos modelos com mais de 75 cavalos -baixa parcialmente compensada pela alta de 55% nas vendas de unidades de até 75 cavalos. O segmento de potência menor, historicamente dono de 45% do mercado, ficou com dois terços da comercialização no primeiro semestre. A Anfavea atribui 90% dessas vendas aos programas de incentivo do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e dos governos do Paraná e de São Paulo.

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Os programas oficiais dispõem de condições de financiamento competitivas para esse segmento, segundo a Anfavea. Desde julho de 2008, o Mais Alimentos, organizado pelo MDA, dá dez anos para a quitação, com três de carência. Os juros são de 2% ao ano. Para comparar: a Selic, taxa básica da economia definida pelo Banco Central, está em 9,25% anuais. Parceria do MDA com a Anfavea propiciou desconto de até 17,5% nas máquinas. Os valores -de motocultivadores a tratores- oscilam na faixa dos R$ 10 mil à dos R$ 70 mil.

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O programa do governo do Paraná, o Trator Solidário, em vigor desde outubro de 2007, segue as linhas gerais do Mais Alimentos. O projeto, em parceria com a New Holland, oferece máquinas com preços 25% mais em conta em relação ao programa federal. Em São Paulo, o Pró-Trator, iniciado em dezembro do ano passado pela Secretaria de Agricultura, financia máquinas a juro zero, com subvenção do governo do Estado e pagamento em cinco anos, com dois a três de carência. A meta é chegar, até o fim de 2010, a 6.000 tratores de 50 a 120 cavalos. Os preços são até 24% mais baixos que o valor de mercado. Até ontem havia 3.702 produtores inscritos e 2.380 projetos aprovados.

Medida anticíclica
O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) diz que as linhas do Mais Alimentos contribuíram para as medidas anticíclicas do governo contra a crise financeira mundial, que se agravou dois meses depois de seu lançamento. Apenas de julho a outubro do ano passado, foram financiadas 11 mil máquinas. Cassel prevê que até 2010 sejam 60 mil tratores. "As indústrias puderam manter postos de trabalho." Em outubro, quando o Trator Solidário completará dois anos, o secretário da Agricultura do Paraná, Valter Bianchini, prevê que o programa supere 4.000 máquinas, total projetado inicialmente para 2010.

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No começo deste mês, o número estava perto de 3.600 unidades. Mesmo com o desempenho dos tratores de menor potência, a Anfavea não se animou a rever as projeções para o setor de máquinas agrícolas em 2009. A entidade manteve a previsão de encolhimento de 14% nas vendas e de 24% na produção, diz o vice-presidente Milton Rego, diretor de relações externas da CNH. Rego avalia que, se comparadas a outras opções no mercado, as linhas para o agronegócio também são competitivas.

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O Finame agrícola tem juros de 4,5% ao ano. O agricultor comercial, no entanto, se mostra arisco em fazer novas dívidas. De acordo com a Anfavea, nos últimos 12 meses, dos R$ 2,5 bilhões disponíveis no Moderfrota, apenas 70% (pouco mais de R$ 1,7 bilhão) foram utilizados.


Colaborou TATIANA RESENDE , da Redação

 

Escrito por Flavio DeABel às 22h14
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ARREMETENDO

AVIAÇÃO

Avião da Gol aborta pouso 3 vezes em Recife

DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE

Um Boeing da Gol proveniente do Rio arremeteu três vezes na madrugada de ontem ao tentar pousar no aeroporto dos Guararapes, em Recife (PE). Chovia forte e o avião desviou de rota duas vezes, descendo depois em Maceió (AL).
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A chegada a Recife só ocorreu de manhã, com seis horas de atraso, após uma terceira tentativa frustrada de pouso. Havia cerca de 170 pessoas a bordo. Ninguém se feriu.
De acordo com a Infraero, o aeroporto de Recife funcionava normalmente. No período em que o avião realizou as manobras, 15 aeronaves pousaram sem problemas na cidade.
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Segundo a Gol, "arremetidas e alterações de trajeto em virtude de más condições climáticas são procedimentos habituais nas operações aéreas". A empresa diz que esse tipo de ação visa "garantir a segurança operacional".

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 22h08
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CARLOS HEITOR CONY

Uma entrevista

RIO DE JANEIRO - Sem desdenhá-lo, confesso que nunca dei muita bola para Michael Jackson enquanto vivo, nem estou dando depois que morreu. Mesmo assim, esta é a segunda crônica que escrevo sobre ele, sinal que de alguma forma ele -como pessoa e não como artista- me impressionou.

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Pela primeira vez, vi no último domingo uma entrevista do cantor com um jornalista, do qual não guardei nome e figura, que foi uma aula de como se deve abordar polemicamente um personagem polêmico. Perguntou tudo o que devia perguntar, mas de forma serena, entrou feio e forte em assuntos delicados, como a propalada pedofilia do artista. Não o irritou nem o provocou.
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Apenas uma vez intrometeu-se pessoalmente na conversa. Michael confirmou que levava amiguinhos de seus filhos para dormir com ele, na mesma cama. O entrevistador entrou na história com um comentário espontâneo, mas letal: "Eu não gostaria que meu filho fosse para a sua cama".
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Os manuais de jornalismo condenam os comentários pessoais durante as entrevistas e reportagens de caráter geral, privilegiando a objetividade e a isenção. Mesmo assim, Michael saiu-se bem, dizendo que o entrevistador dava à palavra "cama" uma conotação de sexo -o que na realidade é comum, ir para cama com alguém equivale potencialmente a um ato sexual.
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Nada disso -disse o artista. "Deito com as crianças, ouvimos música, leio histórias para elas, comemos biscoitos." O jornalista passou para outro assunto, não mais se introduziu na entrevista, deixando o entrevistado falar o que quis, respeitando o que ele dizia.
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Conheci um repórter que entrevistava um cara perguntando se ele era corno, o cara dizia "eu não", mas ele insistia: "Não adianta negar, eu sei que o senhor é corno!".


Categoria: Serido
Escrito por Flavio DeABel às 22h03
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LULA COLUNISTA

NELSON DE SÁ - nelsondesa@folhasp.com.br

"Change"

Lula estreia hoje como colunista em 94 jornais. Em São Paulo, 26. No Sudeste todo, 43. No Nordeste, 19. Entre os títulos, informa o Comunique-se, o popular "Meia Hora", no Rio, e os tradicionais "A Tarde" (BA) e "Jornal do Commercio" (PE).
Hoje também, Lula assina com o francês Nicolas Sarkozy o artigo "Aliança por mudança", Alliance for change, no "New York Times". Adiantado ontem no site, o texto trata do encontro G8+6, de países desenvolvidos e emergentes. Diz que a reunião "sublinha nosso grau de interdependência", a necessidade de "resposta coletiva" e de repensar as "instituições internacionais". Além de Banco Mundial e FMI, cita o Conselho de Segurança da ONU.
Ao fundo, "Financial Times", "Guardian" e outros avaliam que o encontro da Itália, um "caos" sob Silvio Berlusconi, é a "canção de cisne" do G8.

Categoria: Politica
Escrito por Flavio DeABel às 21h58
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ANALISE

JANIO DE FREITAS

A curva do cansaço

Senadores petistas devem decidir entre posição que Lula rejeita ou submissão que nega identidade a seu petismo

SEJAM QUAIS forem as reflexões a que os senadores petistas, na previsão de Eduardo Suplicy, se entregaram no fim de semana, o PT viverá hoje um momento muito mais decisivo para o seu futuro do que para a sua prevista definição ante o senador José Sarney e a desordem no Senado.
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A impressão dos senadores petistas de que as pressões de Lula lhes exigem definir-se "entre a governabilidade e a reforma do Senado, com a licença de Sarney", é o dilema enganoso. Quando, na reunião pressionante com Lula, Aloizio Mercadante advertiu que, apesar da "governabilidade", "precisamos respeitar a posição da bancada, não dá para enquadrar", aí já se insinuava a contradição verdadeira para a opção petista. O mesmo quando Paulo Paim sustentou, depois da reunião, que "não houve enquadramento, continuamos defendendo a licença temporária de Sarney e a reforma do Senado".
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Já o "vamos refletir até a próxima terça-feira", de Eduardo Suplicy, incluía o dilema posto por Lula: "vamos refletir" é, sem dúvida, entre o apoio a Sarney sob o nome de "governabilidade", dado por Lula, ou o "não dá para enquadrar" assim a maioria da bancada.
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A rigor, o dilema que os senadores petistas devem decidir em reunião prevista para hoje é entre a posição que tomaram, e Lula rejeita, ou a provavelmente derradeira submissão vexaminosa que nega ao seu petismo qualquer identidade partidária e pessoal.
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A senadora Marina Silva tem razão na advertência de que as posições de agora, no Senado, vão influir nas eleições para renovação de mandato e para governos estaduais. Ideia adotada no noticiário como explicação para a quase unânime atitude da bancada pela licença de Sarney por 30 dias. Há, porém, outra explicação possível.
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Nesse grupo estão petistas presentes entre os que mais construíram identidades pessoais no passado, em alguns casos longo e de atividade intensa. Em graus variados, depois todos fizeram concessões onerosas ao transformismo de Lula. Já, no entanto, a candidatura do petista acriano Tião Viana à Presidência do Senado, derrotado pela articulação Renan-Lula-Sarney, continha sinais de uma atitude própria de parte da bancada do PT.

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Como consequência dessa interferência de Lula, seguindo a criação só na Presidência da candidatura presidencial do partido, e outras muitas prepotências de Lula, parece ter evoluído um cansaço das complacências, refletindo-se como fator preponderante na resistência incipiente das últimas semanas.
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A esse cansaço, aí sim, em um ou outro caso de pretendente a governo estadual junta-se a insatisfação com as insinuadas interferências de Lula, em sucessões estaduais, tal como fez com Dilma Rousseff. O fato é que nunca se viram caras e declarações como as expostas depois da reunião com Lula, também ela com inconclusão sem precedente.
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Nada exclui uma solução imprevista dos petistas, mas isso exigiria algo há muito retirado do PT: a criatividade. As concessões tomaram seu lugar.

Escrito por Flavio DeABel às 21h55
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IRRA

Toni Martins apresenta

Relembrando

A sabedoria de Nelson Rodrigues

 

Dramaturgo e cronista ilustre da vida brasileira, o mais hábil usuário de adjetivos da língua portuguesa, e de nossa combalida cultura verde-amarela.


O rico e o pobre são duas pessoas.
O soldado protege os dois.
O operário trabalha pelos três.
O cidadão paga pelos quatro.
O vagabundo come pelos cinco.
O advogado rouba os seis.
O juiz condena os sete.
O médico mata os oito.
O coveiro enterra os nove.
O diabo leva os dez.
E a mulher engana os onze...

E o Estado cobra de todos

 

Escrito por Flavio DeABel às 21h33
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05/07/2009


JOSE ARTHUR GIANNOTTI

+(p)olítica

Senado ladeira abaixo

Aliança entre o coronelismo e grupos emergentes aventureiros dilui chance de punição à corrupção


Anestesiada a polaridade entre o que somos e aquilo que deveríamos ser, tudo se iguala por baixo; nessa toada, seremos uma sociedade de classe média média, mixa

JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI
COLUNISTA DA FOLHA

Não se trata de mais um caso exemplificando a costumeira corrupção das instituições políticas, ainda que em proporções nunca vistas. É preciso atentar para o caráter específico desta crise do Senado e o perigo que ela traz para a democracia brasileira.
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Desde a Antiguidade os filósofos têm refletido sobre a difícil relação entre moralidade e política. Alguns costumam identificar entre elas uma zona cinzenta, quando se torna difícil discriminar se tal ato é moral ou imoral. Somente o tempo, depois que as consequências da ação se solidificaram, permite avaliação final.
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Na medida em que a verdadeira política chega a inventar novas formas de vida, é o sucesso ou insucesso da nova iniciativa que termina servindo de critério. Até quando, por exemplo, se devem aturar os desmandos do rei? Quando é legítimo pegar armas contra ele?
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Obviamente esses casos são raros e, para que a exceção não destrua a normalidade do jogo político, existe um balanceamento que compensa o ato amoral: se ele for pego e causar escândalo, o amoralista se converte em transgressor e, portanto, deve ser punido. Noutras palavras, o político inovador assume riscos quando pretende que sua ação se converta num ato original.
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Ao emperrar esse processo de punição, a política tende para a imoralidade. Como isso está operando no jogo político brasileiro? Costurou-se uma aliança muito especial entre o velho coronelismo e grupos emergentes aventureiros, que embota a oposição entre aliados e adversários, todos os protagonistas sendo jogados no mesmo caldeirão. Se todos estão mais ou menos comprometidos, diminuem sensivelmente os riscos da punição prevista.

Perpetuação
Os velhos coronéis não estavam acima da lei porque eram a lei. Nada mais natural, portanto, que seus familiares e afilhados participassem das benesses do poder. A partir do momento em que se reforça o Estado de Direito, o nepotismo precisa ser secreto, fora das luzes da opinião pública. .

Mas isso só é possível se o arco de alianças calar importantes parcelas das oposições.
Ele começou a ser tecido já no governo de Fernando Henrique Cardoso, com a aliança entre PFL e PSDB, quando a esquerda social-democrata veio para o centro, mas se aprofundou e se intensificou com o governo Lula. O PT veio para o centro, carreando novos afilhados para os focos de poder.
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Não só aumenta a quantidade de políticos iniciantes, mas igualmente membros dos partidos aliados, líderes sociais e sindicais passam a morder os fundos públicos em nome de uma nova política social.
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Seja no "mensalão", seja no "senadão", sempre notamos o exercício de práticas ilegais submersas, que somente vêm à tona quando a aliança se fende, ou porque as benesses foram mal distribuídas, prometidas e não cumpridas, ou ainda porque parte da burocracia se vê preterida.
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O prato está feito para a imprensa, que, fazendo notícia do deslize, trata de pôr a boca no trombone. O que resta da opinião pública toma partido, mas não é por isso que as transgressões são devidamente punidas.
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A oposição chia. Mas uma parte, não podendo chocar-se com a grande aliança porque está parcialmente comprometida no conluio ou depende do poder central para realizar suas obras, eleva o tom de seu discurso, mas termina topando uma punição simbólica.
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Outra, à margem do aparelho do Estado, grita mais alto, mas lhe falta base social para forçar o processo punitivo. Elegem-se, então, bodes expiatórios, a imprensa se regozija, mas logo passa para outro escândalo, e os políticos tratam então de cuidar de seus respectivos jardins.
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E o presidente da República, sempre de olho na lisura do caldeirão da aliança, quando pode nega a fenda, pois nada sabe ou nada viu, mas, quando é obrigado a reconhecê-la, é para diminuir a gravidade da transgressão. Aloprados ou um ex-presidente e senador trino não podem ser julgados pelo mesmo padrão moral aplicado ao comum dos mortais.

Caldeirão do bem e do mal
Como é possível que um presidente da República deixe de encarnar os parâmetros da moralidade? A etiqueta que o cerca, essa pequena ética, não serve para ressaltar sua soberania, sua capacidade de estar além do jogo das partes e assim decidir em nome da nação como ela deveria ser?
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Houve tempos em que se pensava que o rei tinha dois corpos, aquele natural, onde morava, e aquele outro assentado no Parlamento. Quando o primeiro deixava de corresponder às normas do segundo, nada era mais legítimo do que lhe cortar a cabeça.
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No Brasil, os interesses políticos do presidente se costuraram de tal modo, foram de tal modo cozidos, que toda alteridade importante passou a fazer parte do caldeirão do poder. Se o bem e o mal foram nele jogados, nada mais natural que o próprio presidente da República dispense a dignidade normativa de seu cargo. E, sendo o chefe leniente, todos os subordinados estão autorizados a sê-lo ainda mais.
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Macunaíma chegou ao poder. Manteve, em termos gerais, a tão criticada política econômica desenhada nos governos anteriores; navegou sobranceiro nas ondas da bonança internacional e equilibrou assistencialismo necessário e devoção ao capital financeiro.
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Mas, sobretudo, passou a representar a aspiração geral da sociedade brasileira no sentido de integrar as massas numa sociedade de consumo, mas deixando à margem os ideais de justiça social duradoura e consciência de si.
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Anestesiada a polaridade entre aquilo que somos e aquilo que deveríamos ser, a sociedade inteira passa a ser igualada por baixo. Na toada desse processo, seremos uma sociedade de classe média média, mixa.
Como resistir a tudo isso?
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Por enquanto, deixando de votar em político carimbado, em particular recusando a aliança espúria entre o político que tem votos e o suplente que financia a eleição.


JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI é professor emérito da USP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Escreve na seção "Autores", do Mais!.

Escrito por Flavio DeABel às 10h21
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CONJUNTURA

 

Jose Flavio DedeAbel

GOVERNABILIDADE A reforma politica nao sai porque somos dominados pelos trinta partidos, muitos deles fisiologicos, controlados pelo poder economico dos grandes grupos. O PT de Lula nao consegue se libertar, liderar um processo de renovacao política. Precisa se aliar ao PMDB e outros. Para manter a governabildade.

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Sarney e Collor reclamaram que o Brasil era ingovernável. Os problemas nao foram resolvidos. E continuam muito intensos. A crise atual reflete problemas de governabilidade. Presidente Lula precisa manter Sarney, ele mesmo, Sarney, que ja criticou que o Governo Lula nao se empenha na reforma politica. E agora, Jose?

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Atraso brasileiro - Atencao, contribuintes, paguem seus impostos para manter a farra do Legislativo e de todo o Estado brasileiro, perdulario por opcao de nossas elites, e por  nossa incompetencia.

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Proposta reduz Constituição de atuais 250 artigos para 75

Pelo projeto em tramitação na Câmara, 20 temas passam a ser regidos por leis ordinárias

Parecer de petista a favor de mudança afirma que Carta é instável; emenda precisa ser aprovada por duas comissões antes de seguir ao plenário

FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Uma proposta em tramitação na Câmara dos Deputados propõe a mudança mais radical na Constituição desde sua aprovação há 21 anos. De autoria do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), com parecer favorável do deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), a emenda constitucional enxuga a Carta dos atuais 250 artigos para menos de um terço.
Na proposta original, de Oliveira, restariam 61 artigos. O relator, em seu parecer apresentado na quinta-feira à Comissão de Constituição e Justiça, ameniza um pouco a lipoaspiração. Sobram, por sua versão, 75 artigos.
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Pela proposta, são retirados da Carta 20 temas, todos tornados infraconstitucionais, ou seja, regidos por leis ordinárias. Entre eles, os capítulos sobre sistema financeiro nacional, política fundiária, saúde, educação, previdência social, esporte, ciência e tecnologia, meio ambiente e família.
Na Constituição ficariam as cláusulas pétreas (imutáveis), as garantias individuais, o sistema de governo, o funcionamento do Judiciário e demais questões relativas à Federação.
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No parecer, Carneiro argumenta que o documento atual é exageradamente minucioso, o que o torna instável.
"A Constituição nasceu num momento imediatamente posterior a uma ditadura. [...] O resultado foi a elaboração de uma carta política extremamente detalhista onde todos os segmentos da sociedade procuravam constitucionalizar seus direitos por receio de vê-los novamente subjugados aos governantes de plantão", afirma.
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Segundo ele, desde 1988 foram alterados, suprimidos ou acrescentados 90 artigos, 312 parágrafos, 309 incisos e 90 alíneas. Hoje, 1.119 propostas de mudança tramitam na Câmara. A Casa tornou-se, diz, uma "fábrica de PECs [propostas de emenda constitucional]".
"A Constituição, entendida como lei fundamental e suprema de um Estado, deve restringir-se em determinar a estrutura do Estado, o modo de exercício e da transmissão do poder, além de reconhecer direitos fundamentais de liberdade dos indivíduos", afirma Carneiro.
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Mudanças em temas fora dessas áreas acabam sendo dificultadas pela exigência de quórum de três quintos dos votos na Câmara e no Senado, em duas votações. Carneiro dá o exemplo da emenda que mudou as regras do divórcio, de sua autoria, que demorou anos para ser votada.
Se transformados em leis ordinárias, os temas podem ser modificados com maioria simples no Congresso. A proposta deve suscitar oposição de lobbies de áreas que seriam "desconstitucionalizadas".
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Para o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, o enxugamento atende a uma concepção liberal de Estado. "É uma visão surgida na Revolução Francesa, de um Estado de mínima intervenção e preocupado apenas com as regras do jogo. Ao longo do século 20, no entanto, surgiram Constituições preocupadas em definir um projeto de sociedade", diz ele, que não esconde a predileção pela visão mais intervencionista da Carta.
A emenda tem que ser aprovada pela CCJ e depois por uma comissão especial de mérito, antes de seguir para o plenário da Câmara. Depois, repete-se o procedimento no Senado.

Escrito por Flavio DeABel às 10h06
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GOVERNABILIDADE

Relação entre guerra política e crise satisfaz Lula e Sarney

Plano força PMDB a defender candidatura de Dilma e PT a apoiar o presidente do Senado

Peemedebista diz que falta de apoio do DEM influencia estratégia política de Lula em 2010, que agora tenta manter sua governabilidade

KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A estratégia de relacionar a crise do Senado às eleições de 2010 é conveniente à intenção de José Sarney (PMDB-AP) de desviar o foco da série de ilegalidades e imoralidades da Casa que preside. No entanto, ela realmente reflete o que dizem nos bastidores Sarney e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Atribuir a retirada do apoio do DEM a um lance da guerra pela conquista do poder em 2010 serve ao propósito de Sarney de forçar o PT a bancá-lo na Presidência do Senado.
Ao mesmo tempo, reaproxima aliados que andaram se estranhando, o que atende ao plano de Lula de levar o PMDB a apoiar a provável candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
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Na eleição para a Presidência do Senado, em fevereiro, os dois principais partidos da oposição se dividiram. O DEM apoiou Sarney, enquanto o PSDB fechou com o candidato que foi derrotado, Tião Viana (PT-AC). A fórceps, a crise do Senado reaglutinou os campos situacionista e oposicionista.
Ao pregar a licença de Sarney, o DEM retirou uma sustentação política que necessitava ser preenchida. Daí Sarney alegar que o enfraquecimento do grupo peemedebista no Senado respingará em Lula e numa eventual aliança nacional entre PMDB e PT em 2010.
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A um ano e meio do final do governo, o presidente tem como prioridade minimizar o potencial de dano à CPI da Petrobras, ainda não instalada. Se Sarney for levado a uma licença temporária ou, pior na avaliação do governo, à renúncia, seria aberta a possibilidade de CPIs ou derrotas sucessivas no Senado até dezembro de 2010.
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Anteontem, em conversa de uma hora, Lula e Sarney acertaram estratégia para enfrentar a crise. Enquanto o peemedebista buscará reforçar laços com os partidos aliados e mostrará uma série de medidas sobre desmandos no Senado, o presidente continuaria a combater resistências no PT.
Lula teme mais pela sua governabilidade do que pelo fracasso de uma aliança eleitoral. O Senado é uma Casa do Congresso na qual o petista tem maioria instável desde o primeiro mandato.

Na Câmara
Apesar da preocupação com a aliança eleitoral ser menor, Lula avalia que os peemedebistas do Senado, aliados desde o primeiro mandato, são fundamentais para evitar uma dependência muito grande da ala da Câmara -que só se tornou aliada no segundo mandato.
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Líderes do grupo da Câmara, como o presidente da Casa, Michel Temer (SP), e o ministro Geddel Vieira Lima (BA), têm boa relação com o governador de São Paulo, José Serra, potencial candidato do PSDB à Presidência.
O grupo de Sarney e do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), vem se enfraquecendo paulatinamente na comparação com a ala da Câmara. Uma perda maior de poder no Senado poderia complicar a viabilização oficial de uma aliança do partido com Dilma.
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O PMDB virou o aliado preferencial do PT pelo peso no Congresso e pelas vantagens que pode oferecer a um candidato: têm as maiores bancadas nas duas Casas, possui bases em todos os Estados e na maioria dos municípios e, por último, é dono de um significativo e cobiçado tempo de TV no horário eleitoral gratuito.

Escrito por Flavio DeABel às 10h04
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JANIO DE FREITAS

JANIO DE FREITAS

A pretexto do Senado


O verdadeiro nome da alegada governabilidade fica melhor em algarismos, quatro apenas: 2010


FEITAS, mas não esgotadas, denúncias para todos os gostos fora do Senado e interesses dentro dele, Lula resolveu ampliar a dimensão do jogo. Ao acordar na marra o punhado de senadores petistas que sonharam estar ainda no velho PT, e se posicionaram contra o peemedebista José Sarney, Lula falseia o seu motivo: "é preciso manter a governabilidade", ou o PMDB na aliança governista. Mas o verdadeiro nome da alegada governabilidade fica melhor em algarismos, quatro apenas: 2010.
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A atitude de Lula tem as mesmas razões de outros casos simultâneos. Um deles, a irritação, e o consequente "passe bem" que dirigiu a Mangabeira Unger, ao ser informado de que o seu (então) ministro, nomeado de favor ao vice José Alencar e ao senador Marcelo Crivella, buscava articulações no PMDB e em outros partidos contra a candidatura de Dilma Rousseff.
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O outro caso é o de Nelson Jobim. Durante as articulações para a eleição de 2006, Jobim antecipou sua aposentadoria no Supremo Tribunal Federal com a expectativa de sair candidato a vice de Lula e pelo PMDB. Por esse motivo, embora também por outros, Lula retardou até onde pôde a confirmação de José Alencar na chapa. Já que, tal como Mangabeira, Jobim considera-se ungido para as alturas presidenciais, sua saída do Ministério da Defesa está em preparativos do governo e do próprio. Da parte de Jobim, com a expectativa de uma candidatura do PMDB, como defende um segmento do partido, ou a vice. De José Serra, inclusive.
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Mangabeira e Jobim não têm importância política, e de eleitoral nem se fale, para justificar, por si, preocupação e atos de Lula. Mas nisso mesmo comprovam que Lula olha hoje para o PMDB com a vista posta na disputa sucessória.
Governabilidade? A parcela do PMDB que pulasse do governismo explícito para o alto do muro, em resposta à ação decisiva do PT contra a presidência de Sarney, seria por certo inexpressiva em tamanho e influência. O PMDB está infiltrado do topo até as últimas raízes do governo, e sua finalidade principal é essa mesma. .

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Se um Edson Lobão talvez saísse do ministério por interesses maranhenses, os outros peemedebistas do governo se engalfinhariam pela indicação do substituto também peemedebista. E tudo seguiria igual por bom tempo. Ou até as negociações finais para as candidaturas, quando as alianças para alguns governos estaduais serão mais influentes, na formação das alianças federais, do que em todas as outras eleições do pós-ditadura.

Outros motivos
Na celebração dos 15 anos do Real como moeda, chegou a ser aberrante a injustiça dos meios de comunicação com duas pessoas. Já ao assumir, em lugar de Collor, Itamar Franco nomeou Paulo Haddad, competente e discreto economista de Minas, para ministro da Fazenda com a missão de lançar um plano radical contra a inflação. A ansiedade de Itamar era tanta que considerou Haddad lento e substituiu-o.

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Em pouco tempo, Fernando Henrique foi o quarto ocupante do ministério, não com a missão de fazer, mas de trazer quem fizesse o plano.
Todo o fundamental no Plano Real foi elaborado por André Lara Resende, com ideias importantes também de Pérsio Arida.
Itamar Franco e André Lara ficaram no esquecimento. Quinze anos são, porém, muito pouco tempo para um esquecimento histórico.

Escrito por Flavio DeABel às 09h59
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SARNEY ACUADO

Sarney decide processar dois ex-diretores

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), abrirá processo administrativo contra o ex-diretor-geral Agaciel Maia e o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.
A decisão acata a sugestão da comissão de sindicância que investigou os atos secretos do Senado. A auditoria concluiu que os ex-diretores cometeram crimes de improbidade e prevaricação.
Ao final do processo administrativo, caso haja condenação, Agaciel e Zoghbi poderão ser demitidos por justa causa e sem direito às aposentadorias.
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Acuado pela crise, Sarney respondeu rapidamente à recomendação da comissão. Ele tem sido cobrado por senadores a se afastar de Agaciel como forma de demonstrar que deseja apurar as ilegalidades no Senado.
Sarney foi o responsável pela primeira nomeação de Agaciel para a Direção Geral, em 1995. Ele alega que apenas seguiu uma recomendação de colegas. No entanto, nas outras duas ocasiões em que presidiu o Senado, manteve Agaciel no posto.
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A sindicância se limitou a analisar as ações dos ex-diretores. Nenhum dos senadores beneficiados pelos atos foi responsabilizado.
A comissão analisou 663 atos secretos produzidos nos 14 anos em que Agaciel comandou a Direção Geral com apoio de presidentes do PMDB e do atual DEM (ex-PFL). A investigação concluiu que a maioria dos atos foram feitos por determinação de Agaciel e Zoghbi.

Escrito por Flavio DeABel às 09h56
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PARTIDOS DOS CORONEIS

BOLETIM MINEIRO

Organizado por Ricardo Faria

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Crise do Senado reflete profunda ‘coronelização’ dos partidos políticos
Escrito por Valéria Nader e Gabriel Brito
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Em meio às barbaridades republicanas, os brasileiros se perguntam o que mais será necessário para que tenhamos instituições minimamente respeitáveis.

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Em entrevista ao Correio da Cidadania, o filósofo Roberto Romano procura destrinchar as origens do que se chama democracia no país.

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Para ele, proceder a uma autêntica reforma política, cuja condição essencial seria democratizar os partidos políticos, é questão de ‘salvação nacional’, único modo de acabar com a onda de despolitização e descaracterização da própria prática política.

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Reforma política -A única maneira de não vermos, como nas palavras do próprio, obscenidades como a imagem de Lula, Collor, Sarney e Calheiros em risos de bons confrades.
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3460/9/

Trecho da entrevista, do link acima. 

Roberto Romano

´E é bom lembrar que o Estado brasileiro nasceu contra-revolucionário. Nasceu contra a revolução francesa, contra a revolução inglesa e contra a revolução norte-americana. D. João VI, vindo para cá fugido de Napoleão, que ele entendia como expressão da revolução francesa, quis fazer no Brasil um Estado onde não ocorressem aquelas desgraças das revoluções democráticas, instaurando um Estado conservador. E quando o Império se instala aparece aquela idéia ditatorial do Poder Moderador, com o chefe do Estado podendo mandar nas três esferas e na sociedade.

 

Temos assim um Estado absolutista, extemporâneo, anacrônico, feito expressamente para ir contra as revoluções democráticas. E que permanece até hoje.

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Jose Flavio DedeAbel

GOVERNABILIDADE A reforma politica nao sai porque somos dominados pelos trinta partidos, muitos deles fisiologicos, controlados pelo poder economico dos grandes grupos. O PT de Lula nao consegue se libertar, liderar um processo de renovacao política. Precisa se aliar ao PMDB e outros. Para manter a governabildade.

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Sarney e Collor reclamaram que o Brasil era ingovernável. Os problemas nao foram resolvidos. E continuam muito intensos. A crise atual reflete problemas de governabilidade. Presidente Lula precisa manter Sarney, ele mesmo, Sarney, que ja criticou que o Governo Lula nao se empenha na reforma politica. E agora, Jose?

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Atraso brasileiro - Atencao, contribuintes, paguem seus impostos para manter a farra do Legislativo e de todo o Estado brasileiro, perdulario por opcao de nossas elites, e por  nossa incompetencia.

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Senado cria contas ocultas e faz saques sem controle

Abertas em 1997, contas eram movimentadas por Agaciel Maia, sem fiscalização

Saldo atual de R$ 160 mi vem do desconto do salário de servidores para custear plano de saúde, mas apenas parte é usada para esse fim

LEONARDO SOUZA
ANDREZA MATAIS
ADRIANO CEOLIN

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Senado criou em 1997 três contas bancárias paralelas e deu ao então diretor-geral, Agaciel Maia, total liberdade para movimentá-las sem prestar esclarecimentos a ninguém. O saldo delas está hoje é de R$ 160 milhões.
As contas não estão na contabilidade oficial do Senado nem no Siafi (sistema de acompanhamento dos gastos públicos). A única fiscalização sobre a saída de dinheiro é de responsabilidade de uma comissão de 11 servidores. A atual composição desse colegiado foi toda indicada por Agaciel e, segundo a Folha apurou, nunca se reuniu para auditar os gastos.
Na prática, o conselho apenas referendava as decisões tomadas pelo diretor-geral.
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O dinheiro das contas vem do desconto feito no salário de servidores da Casa para custear o plano de saúde. Mas só uma pequena parte desse valor é usada para essa finalidade porque o Senado custeia quase a totalidade das despesas médicas de seus funcionários -a Casa tem orçamento próprio para isso.
O saldo atual nessas contas representa mais de três vezes o gasto anual do Senado com despesas médicas, incluindo as dos senadores, de cerca de R$ 50 milhões.
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As contas são constantemente movimentadas. Neste ano, ainda sob a gestão de Agaciel, foram autorizadas despesas de R$ 35 milhões. Até agora, já foram gastos R$ 6 milhões.
Até julho de 1997, o dinheiro dos servidores estava vinculado ao Fundo do Senado, que é acompanhado pelo Siafi. Contudo, naquele mês, a Mesa Diretora da Casa decidiu destinar esses recursos a três contas, duas na Caixa Econômica Federal e uma no Banco do Brasil.
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Uma das contas na CEF é na agência da gráfica do Senado, reduto de Agaciel, onde ele foi diretor antes de assumir a Direção Geral da Casa. O Fundo de Reserva do Sistema Integrado de Saúde (SIS), como o dinheiro das contas paralelas é tecnicamente chamado, é administrado pelo vice-presidente do conselho de supervisão do SIS -que vem a ser o diretor-geral, até março Agaciel Maia.

Senadores
A comissão que decidiu separar as contas em 1997, retirando-as do radar do Siafi, era formada pelos ex-senadores Antonio Carlos Magalhães, Geraldo Melo, Ronaldo Cunha Lima, Lucídio Portella, Emília Fernandes e Marluce Pinto.
Segundo a Folha apurou, a utilização dessas contas já foi alvo de denúncias de desvio de dinheiro para a reforma de um gabinete da gráfica do Senado. .

O caso, porém, foi arquivado depois que servidores envolveram os nomes de dois senadores nas acusações.
No mês passado, foi noticiado que existiam duas contas paralelas da Secretaria de Informática do Senado (antigo Prodasen), com saldo de R$ 3,74 milhões. Diferentemente das contas da área da saúde, os recursos não eram movimentados havia anos e estavam incluídos no Siafi.
Agaciel perdeu o cargo no começo de março, após a Folha revelar que ele ocultou da Justiça uma casa avaliada em R$ 5 milhões. Ele ficou no comando administrativo do Senado por 14 anos. Foi nomeado em 1995 pelo então presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), eleito para a função neste ano.
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No início da semana passada, o senador Tião Viana (PT-AC) afirmou que Agaciel fazia empréstimos a "fundo perdido" a diversos senadores.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), admitiu que tomou emprestado do ex-diretor-geral R$ 10 mil por meio de um assessor -o senador diz que devolveu o dinheiro.

Escrito por Flavio DeABel às 08h53
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RICARDO FARIA apresenta

NAVEGAR É PRECISO



1. Lula mais uma vez põe o dedo na ferida da mídia
Em Itajaí (SC), o presidente Lula não perdeu a oportunidade de mandar mais um recado aos donos da grande mídia. O presidente começou criticando a cobertura da imprensa sobre as eleições iranianas.
http://blogdomello.blogspot.com/2009/06/lula-mais-uma-vez-poe-o-dedo-na-ferida.html
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2. Lula sanciona MP da grilagem que doa 72% da Amazônia para latifundiários
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), Plínio de Arruda Sampaio, a MP 458 favoreceu apenas o agronegócio
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/lula-sanciona-mp-da-grilagem-que-doa-72-da-amazonia-para-latifundiarios
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3. A saga de Sarney: coincidência ou Serra (3)
Posted: 26 Jun 2009 06:57 AM PDT
Já fiz duas postagens aqui sobre a intensa pressão em cima do senador José Sarney (que só Deus e a justiça maranhense sabem como conseguiu se reeleger batendo a valente Cristina Almeida (PSB) (sobre este assunto não deixe de ler esta postatem aqui). Nas duas, perguntava: coincidência ou Serra?
http://blogdomello.blogspot.com/2009/06/saga-de-sarney-coincidencia-ou-serra-3.html
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4. A verdadeira história do pré-sal
João Victor Campos
A Petrobrás levou cinco anos estudando a tecnologia necessária para a descoberta e a perfuração custou US$ 260mi. Que outra companhia teria a coragem, senão a que tinha conhecimento de causa?
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3435/9/
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5. Famintos e sedentos
Roberto Malvezzi Os famintos do mundo saltaram de 830 milhões para mais de 1 bilhão em pouco mais de um ano e a FAO creditou aos agrocombustíveis 75% de responsabilidade.
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3433/9/
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6. Flauta pré-histórica

Mais antigo instrumento musical fabricado pelo homem encontrado até hoje tem cerca de 35 mil anos
http://cienciahoje.uol.com.br/147995
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7. Saiba mais sobre uma das entidades racistas mais enigmáticas e antigas do mundo ocidental.E mais: vídeos, fóruns, jornais, arte.
Tudo isso...no CAFÉ HISTÓRIA
Na composição atual da Suprema Corte dos EUA, o bloco conservador tem leve vantagem (5x4). Mas mesmo depois de tantos prefeitos e governadores negros, inclusive no sul, e de já ter o país um presidente negro na Casa Branca, até juízes conservadores do tribunal mais alto ainda vêem racismo, ao contrário de ideólogos do jornalismo da elite branca brasileira, como Ali (“não somos racistas”) Kamel, que negam a realidade. A análise é de Argemiro Ferreira. > LEIA MAIS
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16051&boletim_id=568&componente_id=9700
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12. Crise do Senado reflete profunda ‘coronelização’ dos partidos políticos
Escrito por Valéria Nader e Gabriel Brito
Em meio às barbaridades republicanas, os brasileiros se perguntam o que mais será necessário para que tenhamos instituições minimamente respeitáveis. Em entrevista ao Correio da Cidadania, o filósofo Roberto Romano procura destrinchar as origens do que se chama democracia no país. Para ele, proceder a uma autêntica reforma política, cuja condição essencial seria democratizar os partidos políticos, é questão de ‘salvação nacional’, único modo de acabar com a onda de despolitização e descaracterização da própria prática política A única maneira de não vermos, como nas palavras do próprio, obscenidades como a imagem de Lula, Collor, Sarney e Calheiros em risos de bons confrades.
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3460/9/

Escrito por Flavio DeABel às 08h51
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RENATA LO PRETE

Caixa automático. Com Lula aproveitando o fim de semana em Paris, a piada em Brasília é que, se o presidente ficar sem dinheiro, não precisa se preocupar: "basta ligar pro Agaciel". Foi ao então diretor-geral do Senado que um assessor de Virgílio recorreu quando o chefe o acionou com um problema de cartão de crédito na capital francesa.

Painel

RENATA LO PRETE -
painel@uol.com.br

A pão e água

Nem bem conseguiu equilibrar minimamente José Sarney na presidência do Senado, o PMDB parte com tudo para uma ofensiva contra a oposição. Primeira determinação: acabou a brincadeira de CPI. Renan Calheiros tem dito claramente que vai usar a força da maioria para impedir o funcionamento das investigações sobre a Petrobras e o Dnit.
Se a oposição insistir, a arma pode ser mais pesada: o círculo próximo de Sarney avalia ter elementos para representar contra Arthur Virgílio (PSDB-AM) no Conselho de Ética. "Ele é réu confesso de uma série de irregularidades", afirma um renanzista.



Sem ambiente. A situação de Arthur Virgílio não é boa nem na bancada do PSDB. A despeito de declarações públicas de apoio, muitos consideram que o líder enveredou por uma cruzada pessoal motivada por embaraços que ele não teve como justificar.

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Caixa automático. Com Lula aproveitando o fim de semana em Paris, a piada em Brasília é que, se o presidente ficar sem dinheiro, não precisa se preocupar: "basta ligar pro Agaciel". Foi ao então diretor-geral do Senado que um assessor de Virgílio recorreu quando o chefe o acionou com um problema de cartão de crédito na capital francesa.

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Muro total. Em tese responsável pela articulação política do governo, o ministro José Múcio tem mantido completa distância do incêndio no Senado. Explica-se: sua provável indicação para uma vaga no TCU terá de passar pelo crivo dos senadores.

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Troca geral. O novo diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, vai anunciar a substituição de todos os gestores de contratos terceirizados com suspeitas de irregularidades tão logo a comissão de sindicância entregue seu parecer.

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Nova era. Entre os funcionários, a gestão de Tajra vem sendo considerada mais "descentralizada" que a anterior. Diretores receberam carta branca para fazer mudanças. "Não se comprava um alfinete sem autorização do Agaciel", compara um servidor.

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Docinho. Além de Lula, há hoje um seleto grupo de políticos poupados dos rompantes de Dilma Rousseff: são os caciques do PMDB, em especial da Câmara. Com eles, a ministra é só gentileza. Sabe que ali será decidida a aliança para sustentá-la em 2010.

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Estalo 1. Quem conhece bem Aécio Neves acredita que os novos elementos de seu discurso -ênfase na unidade do PSDB, prodigalidade nos elogios a José Serra e interesse decrescente pelas prévias- têm uma única explicação: pela primeira vez, o governador de Minas enxerga uma possibilidade real de o colega de São Paulo optar pela reeleição, abrindo caminho para sua candidatura a presidente.

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Estalo 2. Um político de primeira linha do campo lulista que mantém ótima relação com Aécio disse recentemente ao governador: "Você fica aí com essa conversa de prévias, quando deveria estar se preparando para dois cenários: ser vice do Serra ou ser o candidato a presidente".

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Precavido. O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, prepara uma série de regulamentações da lei eleitoral, sobretudo no que diz respeito à internet. É para o caso de o projeto de reforma não ser aprovado a tempo no Congresso.

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Sabatina. O Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA marcou para quarta-feira as audiências dos indicados por Barack Obama para embaixador no Brasil, Thomas Shannon, e número um do Departamento de Estado para a América Latina, Arturo Valenzuela. Como o Senado tem maioria democrata, ambos devem ser confirmados sem maior dificuldade.


com VERA MAGALHÃES e LETÍCIA SANDER

Tiroteio

"Preocupados em poupar Sarney, seus aliados vão querer transferir o processo para o generoso Conselho de Ética da Câmara."


Do deputado CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), relacionando a situação do presidente do Senado ao fato de que, na Casa ao lado, o conselho derrubou o parecer que pedia a cassação de Edmar Moreira, o dono do castelo.

Contraponto

Dr. House

Quando era presidente da República (1985-1990), José Sarney, conhecido hipocondríaco, foi procurado certo dia por Marco Maciel. O então ministro da Casa Civil informou ao chefe que precisaria se ausentar por dois dias:
-Vou me submeter a uma série de exames- explicou.
Ao retornar da pequena licença, Maciel estranhou o comportamento de Sarney. O presidente passara a tratá-lo com uma frieza que não lhe era habitual. Resolveu perguntar o motivo, e ficou espantado com a resposta:
-Não houve nada, mas você sabe perfeitamente bem que sou chegado num exame médico e nem teve a gentileza de me mostrar os seus resultados...

Escrito por Flavio DeABel às 08h43
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CONJUNTURA

CLÓVIS ROSSI

Ao encontro do cadáver

PARIS - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou ontem em Paris para um fim de semana de descanso ao lado da família, antes de seguir para a Itália, para participar da cúpula do G8+G5 (este ano com o acréscimo do Egito, convidado dos italianos).

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Vai estar, portanto, ao lado de um cadáver, o do G8, a julgar pelo laudo emitido por seu chanceler, Celso Amorim, de resto compartilhado, com palavras mais amenas, pelos governos dos Estados Unidos e da Alemanha.
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Ambos consideram que o G20, o clubão das maiores economias do planeta, é o foro adequado para tratar dos problemas econômico-financeiros do mundo. Lula, que vem dizendo a mesmíssima coisa faz tempo, não escondeu a satisfação, no desembarque em Paris.
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Primeiro, menosprezou o G8: "Se eles quiserem continuar se reunindo, que continuem". Depois afagou o G20: "Agora, para discutir a questão econômico-financeira do mundo, o G20 é o foro ideal".
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Fica mais fácil entender a satisfação do presidente quando se faz a memória dos dois encontros anteriores do G8+G5. Na Alemanha, em 2007, houve até um incidente diplomático, porque o G8 se reuniu antes, emitiu um comunicado final que parecia englobar a posição também dos emergentes convidados (Brasil, Índia, China, México e África do Sul).
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Em 2008, no Japão, houve de novo uma reunião prévia do G8 antes de receber o G5, mas cada um teve direito a seu próprio comunicado final. Depois, o Brasil, pela palavra do ministro Guido Mantega, disse que não participaria mais se fosse apenas "para tomar um cafezinho", já que a refeição principal era só entre os sete países mais ricos do mundo e a Rússia.
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Agora, na Itália, com ou sem cafezinho, Lula já sabe que o G8 murchou e que o almoço e o jantar só serão mesmo servidos nos Estados Unidos, no G20 de setembro.

crossi@uol.com.br

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BOLETIM SERIDOENSE

O mundo nao é só do G8, os paises mais abençoados do planeta. A maioria é pobre. Os imperialistas adoram enaltecer o G8, inclusive notamos a nostalgia do Clovis em seu artigo. Se ele (o Clovis Rossi) pudesse, estaria defendendo o G8 com unhas e dentes. Mas, como estamos no mesmo barco, com os mesmos problemas economicos e ambientais, entao pensar em G20 é mais sensato, mais equilibrado.

Escrito por Flavio DeABel às 08h39
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CONJUNTURA

CLÓVIS ROSSI

Ao encontro do cadáver

PARIS - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou ontem em Paris para um fim de semana de descanso ao lado da família, antes de seguir para a Itália, para participar da cúpula do G8+G5 (este ano com o acréscimo do Egito, convidado dos italianos).

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Vai estar, portanto, ao lado de um cadáver, o do G8, a julgar pelo laudo emitido por seu chanceler, Celso Amorim, de resto compartilhado, com palavras mais amenas, pelos governos dos Estados Unidos e da Alemanha.
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Ambos consideram que o G20, o clubão das maiores economias do planeta, é o foro adequado para tratar dos problemas econômico-financeiros do mundo. Lula, que vem dizendo a mesmíssima coisa faz tempo, não escondeu a satisfação, no desembarque em Paris.
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Primeiro, menosprezou o G8: "Se eles quiserem continuar se reunindo, que continuem". Depois afagou o G20: "Agora, para discutir a questão econômico-financeira do mundo, o G20 é o foro ideal".
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Fica mais fácil entender a satisfação do presidente quando se faz a memória dos dois encontros anteriores do G8+G5. Na Alemanha, em 2007, houve até um incidente diplomático, porque o G8 se reuniu antes, emitiu um comunicado final que parecia englobar a posição também dos emergentes convidados (Brasil, Índia, China, México e África do Sul).
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Em 2008, no Japão, houve de novo uma reunião prévia do G8 antes de receber o G5, mas cada um teve direito a seu próprio comunicado final. Depois, o Brasil, pela palavra do ministro Guido Mantega, disse que não participaria mais se fosse apenas "para tomar um cafezinho", já que a refeição principal era só entre os sete países mais ricos do mundo e a Rússia.
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Agora, na Itália, com ou sem cafezinho, Lula já sabe que o G8 murchou e que o almoço e o jantar só serão mesmo servidos nos Estados Unidos, no G20 de setembro.

crossi@uol.com.br

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BOLETIM SERIDOENSE

O mundo nao é só do G8, os paises mais abençoados do planeta. A maioria é pobre. Os imperialistas adoram enaltecer o G8, inclusive notamos a nostalgia do Clovis em seu artigo. Se ele (o Clovis Rossi) pudesse, estaria defendendo o G8 com unhas e dentes. Mas, como estamos no mesmo barco, com os mesmos problemas economicos e ambientais, entao pensar em G20 é mais sensato, mais equilibrado.

Escrito por Flavio DeABel às 08h38
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SENADO

Claudio Humberto, Tribuna do Norte / Vozes do além

“A crise não é de hoje”, ou “a crise não é minha”, “acontece há muito tempo” - justificam os senadores ectoplasmas que vagaram cegos, surdos e mudos no Senado por todos esses anos.

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Boletim Seridoense

Fisiologismo A vitória do cinismo. Mantemos uns 30 partidos políticos. Boa parte deles a serviço dos detentores da grana. Se vivemos num sistema presidencialista com feiçoes parlamentarista entao dá para entender. Os que detém o poder economico se apropriam de uma dessas siglas fisiologicas. Temos muitos partidos adequados ao fisiologismo. Sao controlados pelos poderosos, pelos que detém o poder da grana.

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Partidos politicos Nao se faz um estudo sério sobre os partidos políticos. Temos em torno de trinta (30) partidos. Quem tem poder economico, os grandes grupos adoram. Manobram os partidos como marionetes. E a reforma política nao sai do papel. O proprio Sarney criticou (ano passado) que o Governo Lula nao se empenha na reforma política. Ora, se as reformas dependem dos parlamentares, componentes desses partidos controlados pelo interesse economico, como pode sair reforma?

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Reforma politica Quem precisa de reforma política? Engracado, a maioria dos politicos se dizem a favor, mas a reforma nao sai. Logico que quem tem poder economico nao precisa. O povo, a massa pobre que precisa de hospitais, escolas, estradas, esses precisam. Os ricos, poderosos, nao faz diferenca. Sua estrutura privada está acima dessas necessidades. Entao, facil de entender. Rico nao quer reforma. Se os poderosos controlam os 30 partidos politicos, reforma politica para quem, para que?

 

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 ELIANE CANTANHÊDE

"Desafios do futuro"

BRASÍLIA - Quem entra na "galeria de presidentes" do site do Senado encontra o texto "À guisa de introdução", com quatro páginas, citações de Machado de Assis, Rui Barbosa, Visconde de Abaeté e por aí afora. Seus melhores momentos:

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"O Senado, no curso de sua rica história, no Império e na República, jamais faltou ao país";
"O tema da austeridade no trato da coisa pública foi uma constante na história do Senado";
"O Senado Federal é uma escola onde se consolidam os líderes e também onde se formam líderes";
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"Ao se cotejar essas vidas singulares de nossa história [a dos presidentes do Senado em 180 anos], encontramos inúmeros exemplos de relevo ao interesse público e mesmo de desprendimento pessoal, para além de qualquer vaidade";
"Muitos serão os presidentes que irão clamar por justiça, por igualdade de direitos, por liberdade (...). E a liberdade é tema recorrente no plenário do Senado";
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"Invariavelmente, todos os presidentes deixam a marca de sua personalidade e individualidade";
"O presidente José Sarney, com sua peculiar lucidez, na abertura da 50ª Legislatura [15/2/1995], disse que "o Congresso nunca faltou ao Brasil. Aqui nasceu o país'";
"Sinto ser oportuno dedicar uma palavra ao processo de modernização por que passa o Senado nesta alvorada do século 21";
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"Nos últimos dez anos, o Senado tem enfrentado o que poderíamos chamar de os desafios do futuro: avançar nos rumos da democracia representativa, da interação dos trabalhos parlamentares, o aproveitamento exaustivo dos meios tecnológicos da informática e das telecomunicações para a excelência qualitativa de sua função".
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Quem assina? Agaciel da Silva Maia, então diretor-geral do Senado, hoje exonerado da função e sob investigação envolvendo contas sigilosas, atos secretos e casarões muitíssimo vistosos, mas não declarados. Os "desafios do futuro" renderam-lhe ótimos dividendos.

elianec@uol.com.br


Escrito por Flavio DeABel às 08h05
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04/07/2009


RENATA LO PRETE

Painel

RENATA LO PRETE -
painel@uol.com.br

Guarda definitiva

Ao sugerir, na noite de anteontem, que o recuo do PT do pedido de afastamento de José Sarney aproximou o PMDB do partido em 2010, Renan Calheiros despertou uma espécie de galhofa silenciosa de seus colegas peemedebistas da Câmara.
Eles ponderam que a sigla estará, "muito possivelmente", com Dilma Rousseff na eleição presidencial, mas que os termos da aliança serão, cada vez mais, decididos por Michel Temer e companhia. "Os senadores não estão em condições de dizer o que o PMDB vai fazer", diz um expoente do grupo. "Sarney menos ainda. É ele que depende de Lula, não o contrário."




Radical. Em visita feita para aconselhar Sarney a não renunciar à presidência, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, manifestou a opinião de que, se Sarney viesse a sair, o PMDB deveria entregar todos os seus cargos no governo.

Pior sem ele. O diagnóstico de Jobim é que não há opção a Sarney. Não que alguém acredite que o PMDB venha a entregar qualquer cargo.

Fogo brando. Um termômetro de que a fervura da crise no Senado baixou desde anteontem é que Roseana Sarney anunciou a disposição de retornar a São Luís hoje e reassumir o governo do Maranhão na segunda-feira.

Assessora... Valdir Raupp (PMDB-RO) diz não saber quem é Ludmila Sobral Ascarrunz, funcionária comissionada que já integrou o quadro de seu gabinete e no início de 2008 foi transferida para o gabinete do bloco da maioria, onde também nunca foi vista.

...e modelo. Ludmila foi nomeada originalmente pelo ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Recebe R$ 3,8 mil. É ex-modelo da agência Ford. Localizada no Rio, onde mora, confirmou que trabalha no Senado, mas desligou o telefone logo em seguida.

Prioridades. Até hoje reticente quanto às reclamações sobre o atraso no pagamento das emendas parlamentares, o governo enviou ao Congresso um pedido de abertura de crédito especial de R$ 100 milhões para concluir a reforma do Palácio do Planalto.

À disposição. O Brasil cedeu um avião da FAB para transportar o secretário-geral da OEA até Honduras, onde se espera que ele negocie o retorno do presidente deposto José Manuel Zelaya.

Pulverizar... Governadores de Estados beneficiados pela Transnordestina, Eduardo Campos (PSB-PE), Cid Gomes (PSB-CE) e Wellington Dias (PT-PI) divulgarão documento para defender que os recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste continuem cem por cento destinados à ferrovia.

...ou não. Como a obra patina, há quem defenda a aplicação da parcela do fundo que não puder ser gasta na Transnordestina em outros projetos. Eduardo Campos, porém, alega que os obstáculos foram removidos e que será possível cumprir o cronograma.

Veja bem. A questão dos recursos para a Transnordestina motivou descompostura de Dilma Rousseff no secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Luiz Antonio Eira, que pediu demissão. Testemunha do episódio, Campos avalia que "não houve ofensa" por parte da ministra. Outros presentes consideraram sua atitude "grosseira" e "desrespeitosa".

Lattes. Reportagem na próxima "Piauí" questiona o currículo de Dilma divulgado pelo site da Casa Civil. Ali se informa que ela é mestre em teoria econômica e doutoranda em economia monetária e financeira pela Unicamp. A universidade disse à revista que não há registro de matrícula no mestrado e que o doutorado foi abandonado.

Contra. A AGU enviou ao Ministério Público de SP parecer contrário a acordo negociado com o Deutsche Bank em torno de supostas contas de Paulo Maluf. O banco pagaria U$ 5 mi ao Brasil para evitar sua eventual inclusão no rol de investigados no caso.

Tiroteio

"Lula enquadrou o PT, e agora o senador Mercadante procura um bode expiatório."


De JOSÉ AGRIPINO, líder da banca do DEM, sobre o fato de o petista ter procurado responsabilizar os "demos" pela crise no Senado, uma vez que o partido controla há anos a primeira secretaria, espécie de centro administrativo da Casa.

Contraponto

Hora do recreio

Líder do governo no Congresso e mais firme defensora do apoio do PT a José Sarney, Ideli Salvatti deu um tempo da crise do Senado, ontem à tarde, para participar do encontro de Lula com os jogadores do Corinthians, que na véspera conquistara a Copa do Brasil.
Toda de branco e preto, ela aproveitou para pedir o autógrafo de Ronaldo em seu cartão de senadora, que leva o brasão do time.
-Isso aqui valeu a pena!-, exclamava, radiante.
A alegria, porém, durou pouco:
-Agora deixa eu voltar para aquele inferno...


com VERA MAGALHÃES e LETÍCIA SANDER

Escrito por Flavio DeABel às 00h52
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GIRANDO

Rápidas

JUSTIÇA CONFISCA COBERTURA DE MADOFF
O apartamento, em Manhattan (EUA), está avaliado em US$ 7 milhões. A mulher de Madoff foi avisada e estava deixando a residência ontem. O financista Bernard Madoff, 71, foi condenado nesta semana a 150 anos de prisão por fraude que provocou prejuízo de US$ 65 bilhões a investidores.
Dinheiro B4

TJ MANDA PATRÃO DIVIDIR MEGA-SENA
O tribunal catarinense decidiu que a metade do prêmio de R$ 54 milhões, de 2007, deve ser dividida entre um patrão e seu ex-funcionário, moradores de Joaçaba. O serralheiro Altamir José da Igreja foi acusado por seu ex-funcionário Flávio Júnior Biassi de ter se apropriado do bilhete.
Cotidiano C5

APRESENTADOR DE TV TEM GRIPE SUÍNA
O apresentador André Marques, da TV Globo, recebeu ontem a confirmação de que está com o vírus influenza A (H1N1). Na semana passada, ele esteve em Bariloche, na Argentina, gravando material para o "Estrelas". Angélica, que o acompanhou, não apresentou sintomas, mas está de quarentena.

Escrito por Flavio DeABel às 00h49
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U2

Você viu?


U2 IGNORA LEI DO PSIU NA ESPANHA

Foto imagem 'Elevation U2'

Autoridades de Barcelona podem multar os promotores da nova turnê do U2, de Bono, por desrespeito aos horários de ensaio e ao nível de ruído permitido. A reclamação veio de vizinhos do estádio Camp Nou, onde a banda se apresentou, na terça.

Escrito por Flavio DeABel às 00h47
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MEIO AMBIENTE

Aquecimento global causa encolhimento de carneiros DA REPORTAGEM LOCAL

Uma população de carneiros de uma ilha da Escócia está encolhendo. E o provável culpado, segundo cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos, é o aquecimento global.
A teoria evolutiva indica que, ao longo do tempo, naquela região fria, o tamanho médio dos carneiros deveria aumentar -os maiores teriam maior probabilidade de sobreviver e de se reproduzir do que os menores.
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Estudo em ilha escocesa mostra que inverno quente favorece animal pequeno

Redução no tamanho foi de 5% nos últimos 25 anos, afirma grupo dos EUA e do Reino Unido; o esperado era tendência ao crescimento

AFRA BALAZINA

Porém, os invernos na região da ilha Hirta (no arquipélago St. Kilda), onde vivem os carneiros-de-soay, ficaram menos rigorosos. Consequentemente, são mais fáceis de serem enfrentados e, por isso, hoje os animais menores são mais capazes de sobreviver à estação.
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A pesquisa mostra que os animais estudados estão, em média, 5% menores hoje do que em 1985, quando o trabalho teve início. O líder da pesquisa, Tim Coulson, do Departamento de Ciências da Vida do Imperial College de Londres, disse à Folha que "a evolução é causada pela seleção natural, e as alterações climáticas têm alterado a forma como ela funciona".
Ele explica: "No passado, só os carneiros grandes e saudáveis, que ganharam peso em seu primeiro verão, poderiam sobreviver ao inverno em Hirta. .

Mas agora, devido às alterações climáticas, o capim que serve de alimento aos animais está disponível por mais meses e as condições de sobrevivência não são tão desafiadoras".
Seus resultados, publicados na edição on-line do periódico "Science", sugerem que o encolhimento dos ovinos é uma resposta à variação ambiental nos últimos 25 anos e que a evolução contribuiu relativamente pouco neste processo.
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Os pesquisadores também descobriram que a idade em que a mãe tem a prole influencia seu tamanho. As jovens ovelhas-de-soay são fisicamente incapazes de produzir descendentes que sejam tão grandes quanto elas eram ao nascer.
"O efeito da mãe jovem explica por que os ovinos não estão ficando maiores, como esperávamos. Mas não é suficiente para explicar porque estão encolhendo", afirma Coulson.
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Ele diz que o efeito da mãe jovem e o aquecimento global são dois fatores que se combinam para se sobrepor ao efeito esperado da seleção natural.
Segundo o paleontólogo Jorge Ferigolo, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, especialista em evolução dos mamíferos, nesses animais a regra geral tem sido o aumento no tamanho ao longo do tempo.
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Segundo o pesquisador brasileiro, "raramente se vê uma redução no tamanho durante a evolução de algum grupo". Portanto, uma redução observada por um "tempo muito limitado e numa área muito limitada" pode ser simplesmente uma resposta dos organismos a solicitações do meio.
Ferigolo afirma que isso não significa que a mudança do clima tenha passado por cima da evolução. "Nem sempre mudanças significam modificações evolutivas; elas podem se reverter. Quer dizer, tais modificações teriam que ser fixadas geneticamente para serem parte da evolução", diz.

Escrito por Flavio DeABel às 00h34
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17 RALLY DOS SERTOES

 

Escrito por Flavio DeABel às 00h03
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17 RALLY DOS SERTOES

Escrito por Flavio DeABel às 00h00
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17 RALLY DOS SERTOES

Escrito por Flavio DeABel às 23h48
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17 RALLY DOS SERTOES

BOLETIM SERIDOENSE

17 Rally dos Sertoes, Ilha de Santana

Escrito por Flavio DeABel às 23h41
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Escrito por Flavio DeABel às 23h25
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03/07/2009


17 RALLY DOS SERTOES

Escrito por Flavio DeABel às 22h50
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01/07/2009


Encantou-se

Faleceu Jose Alves da Silva, o Zezinho.  Funcionario aposentado do Banco do Brasil, Sao Bento (PB).  Concluiu o curso de Direito em Caico. Grande figura, o Ze Carioca como eu o chamava.  Podia chover canivete, sempre propunha uma solucao.  Vai com Deus, Zezinho. Oramos por voce. Enterro será amanha 02 de Julho em Patos PB

 

Escrito por Flavio DeABel às 22h42
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