BOLETIM MINEIRO/ RICARDO FARIA
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1.
O governo dos povos
Relações de poder no mundo ibérico da Época Moderna
O Governo dos povos foi primeiro um colóquio realizado na cidade de Parati - RJ em 2005, com acaloradas e importantes discussões acadêmicas. Há alguns anos, a historiografia brasileira vem revendo e valorizando nosso passado colonial – enquanto alguns historiadores priorizam as dimensões administrativas e políticas, outros revelam a importância cultural e religiosa do período.
As análises de O Governo dos povos desprovincializam a história brasileira, colocando-a num contexto mais amplo e relacionando-a com as diferentes partes do império português, como a África o
u a Índia. As diferentes tendências que integram o debate historiográfico brasileiro e português estão lado a lado neste livro, organizado por algumas das maiores historiadoras brasileiras, Laura de Mello e Souza, Junia Ferreira Furtado e Maria Fernanda Bicalho.
As múltiplas visões sobre o nosso passado colonial se apresentaram de forma candente e apaixonada, trazendo à tona um dos mais ricos debates historiográficos dos últimos tempos. Ainda que estas múltiplas visões sejam contempladas neste livro, um conceito-chave se sobrepõe aos demais: a ideia de império. Ideia esta resgatada dos estudos do historiador inglês Charles Boxer (1904-2000). Boxer via no mundo português da época moderna um todo, um império que espalhava missionários, inquisidores, comerciantes e funcionários por instituições pensadas e colocadas em funcionamento pela Coroa em Lisboa.
Os autores deste livro: Ana Lúcia Lana Nemi, António Manuel Hespanha, Laura de Mello e Souza, Maria Fernanda Bicalho, Júnia Ferreira Furtado, Ana Paula Torres Megiani, Ronald Raminelli, Marilia Nogueira dos Santos, Íris Kantor, Neil Safier, Adone Agnolin, Bruno Feitler, Marina de Mello e Souza, Maria Cristina Cortez Wissenbach, Avanete Pereira Sousa, Maria Aparecida de Menezes Borrego, Mônica Duarte Dantas, Rodrigo Ricupero, Pedro Puntoni, Vera Lucia Amaral Ferlini, Francisco Carlos Cosentino, Sérgio Alcides, Marcus Joaquim Carvalho, Rodrigo Cevallos, Mafalda Soares da Cunha, Nuno Gonçalo Monteiro, Rodrigo Bentes Monteiro, Luís Filipe Silvério Lima
Autor: Laura de Mello e Souza, Junia Ferreira Furtado e Maria Fernanda Bicalho (orgs.)
Edição: Alameda Preço: R$ 65,00 (560 páginas)
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“Éramos o time do Rei”
O Grupo REX, formado por Wesley Duke Lee, Nelson Leirner, Geraldo de Barros, Carlos Fajardo, José Resende e Frederico Nasser, expunha suas intervenções críticas no circuito de arte por meio de manifestos polêmicos como o jornal-boletim “Rex-Time” com a seguinte manchete: “AVISO: É GUERRA”.
Este liv
ro analisa a formação e atuação do Grupo Rex no contexto da arte brasileira na segunda metade dos anos 1960, época em que eles investiram no embate com o sistema de arte em todos os níveis e crenças, exigindo um espaço produtivo para a arte contemporânea. Fernanda Lopes procura nos mostrar a singularidade da contribuição do Grupo Rex no seu contexto sócio-cultural, o qual o meio de arte brasileiro tem muito a aprender. A experiência Rex é um ensaio aprofundado sobre um dos mais importantes grupos de arte contemporânea brasileira.A Galeria Rex constituiu um centro vivo de informações sobre arte contemporânea, um verdadeiro “museu experimental”. Os Rex foram estimuladores culturais consistentes, que mostraram ser possível integrar uma pesquisa criadora à atuação educativa. Todas as passagens dessa saga memorável são cuidadosamente descritas e analisadas por Fernanda Lopes. Sem se render ao fascínio por um capítulo palpitante da década da nossa cultura, brasileira e ocidental, a autora vai demonstrando com segurança e verve a singularidade da contribuição do Grupo Rex, o contexto sócio-cultural em que ele se deu.
Trata-se, pois, de uma anomalia editorial, responsável por favorecer antes o leitor que já possui um conhecimento prévio sobre o tema do que aquele que dele deseja se aproximar. Rex neles!
Sobre o autor: FERNANDA LOPES é mestre em História e Crítica de Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ). Desde 2001 colabora com jornais e revistas como Bravo! e Gazeta Mercantil. Foi pesquisadora colaboradora no livro “Crítica de Arte no Brasil: Temáticas Contemporâneas” (Funarte, 2006), e assistente de curadoria na exposição “Arte Como Questão – Anos 70” (Instituto Tomie Ohtake, SP, 2007).
Edição: Alameda
Preço: R$ 45 (272 páginas)
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3. Mészáros: Crise e Revolução
Escrito por Plínio de Arruda Sampaio Jr.
23-Jul-2009
Os sete ensaios de interpretação histórica reunidos por István Mészáros em ‘A Crise Estrutural do Capital’ articulam-se em torno de um objetivo central: definir o marco histórico mais geral dentro do qual se dá a crise econômica mundial. Com textos escritos ao longo de várias décadas, o mais antigo em 1971 e o mais recente em 2009, a publicação condensa a quinta-essência da reflexão do filósofo húngaro - um dos expoentes do pensamento marxista contemporâneo - sobre as causas e as conseqüências da "crise estrutural do sistema de metabolismo do capital" – o processo que condiciona as mudanças tectônicas de nossa época. Preparado especialmente para o público brasileiro, o livro conta ainda com uma providencial introdução de Ricardo Antunes, na qual se encontra uma didática exposição do sistema teórico de Mészáros, o que facilita muito a vida dos leitores que não conhecem a complexidade de sua filosofia.
Ficha
Título: A crise estrutural do capital
Autor: Istvan Mészáros
Editora: Boitempo Ano: 2009 Preço: R$ 25,00










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