Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


30/07/2009


 
 

BOLETIM MINEIRO/ RICARDO FARIA

VALE A PENA LER
1.
O governo dos povos
Relações de poder no mundo ibérico da Época Moderna
O Governo dos povos foi primeiro um colóquio realizado na cidade de Parati - RJ em 2005, com acaloradas e importantes discussões acadêmicas. Há alguns anos, a historiografia brasileira vem revendo e valorizando nosso passado colonial – enquanto alguns historiadores priorizam as dimensões administrativas e políticas, outros revelam a importância cultural e religiosa do período.
As análises de O Governo dos povos desprovincializam a história brasileira, colocando-a num contexto mais amplo e relacionando-a com as diferentes partes do império português, como a África ou a Índia. As diferentes tendências que integram o debate historiográfico brasileiro e português estão lado a lado neste livro, organizado por algumas das maiores historiadoras brasileiras, Laura de Mello e Souza, Junia Ferreira Furtado e Maria Fernanda Bicalho.
As múltiplas visões sobre o nosso passado colonial se apresentaram de forma candente e apaixonada, trazendo à tona um dos mais ricos debates historiográficos dos últimos tempos. Ainda que estas múltiplas visões sejam contempladas neste livro, um conceito-chave se sobrepõe aos demais: a ideia de império. Ideia esta resgatada dos estudos do historiador inglês Charles Boxer (1904-2000). Boxer via no mundo português da época moderna um todo, um império que espalhava missionários, inquisidores, comerciantes e funcionários por instituições pensadas e colocadas em funcionamento pela Coroa em Lisboa.
Os autores deste livro: Ana Lúcia Lana Nemi, António Manuel Hespanha, Laura de Mello e Souza, Maria Fernanda Bicalho, Júnia Ferreira Furtado, Ana Paula Torres Megiani, Ronald Raminelli, Marilia Nogueira dos Santos, Íris Kantor, Neil Safier, Adone Agnolin, Bruno Feitler, Marina de Mello e Souza, Maria Cristina Cortez Wissenbach, Avanete Pereira Sousa, Maria Aparecida de Menezes Borrego, Mônica Duarte Dantas, Rodrigo Ricupero, Pedro Puntoni, Vera Lucia Amaral Ferlini, Francisco Carlos Cosentino, Sérgio Alcides, Marcus Joaquim Carvalho, Rodrigo Cevallos, Mafalda Soares da Cunha, Nuno Gonçalo Monteiro, Rodrigo Bentes Monteiro, Luís Filipe Silvério Lima
Autor: Laura de Mello e Souza, Junia Ferreira Furtado e Maria Fernanda Bicalho (orgs.)
Edição: Alameda Preço: R$ 65,00 (560 páginas)
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2. A experiência Rex
“Éramos o time do Rei”

O Grupo REX, formado por Wesley Duke Lee, Nelson Leirner, Geraldo de Barros, Carlos Fajardo, José Resende e Frederico Nasser, expunha suas intervenções críticas no circuito de arte por meio de manifestos polêmicos como o jornal-boletim “Rex-Time” com a seguinte manchete: “AVISO: É GUERRA”.
Este livro analisa a formação e atuação do Grupo Rex no contexto da arte brasileira na segunda metade dos anos 1960, época em que eles investiram no embate com o sistema de arte em todos os níveis e crenças, exigindo um espaço produtivo para a arte contemporânea. Fernanda Lopes procura nos mostrar a singularidade da contribuição do Grupo Rex no seu contexto sócio-cultural, o qual o meio de arte brasileiro tem muito a aprender. A experiência Rex é um ensaio aprofundado sobre um dos mais importantes grupos de arte contemporânea brasileira.
A Galeria Rex constituiu um centro vivo de informações sobre arte contemporânea, um verdadeiro “museu experimental”. Os Rex foram estimuladores culturais consistentes, que mostraram ser possível integrar uma pesquisa criadora à atuação educativa. Todas as passagens dessa saga memorável são cuidadosamente descritas e analisadas por Fernanda Lopes. Sem se render ao fascínio por um capítulo palpitante da década da nossa cultura, brasileira e ocidental, a autora vai demonstrando com segurança e verve a singularidade da contribuição do Grupo Rex, o contexto sócio-cultural em que ele se deu.
Trata-se, pois, de uma anomalia editorial, responsável por favorecer antes o leitor que já possui um conhecimento prévio sobre o tema do que aquele que dele deseja se aproximar. Rex neles!

Sobre o autor: FERNANDA LOPES é mestre em História e Crítica de Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ). Desde 2001 colabora com jornais e revistas como Bravo! e Gazeta Mercantil. Foi pesquisadora colaboradora no livro “Crítica de Arte no Brasil: Temáticas Contemporâneas” (Funarte, 2006), e assistente de curadoria na exposição “Arte Como Questão – Anos 70” (Instituto Tomie Ohtake, SP, 2007).
Edição: Alameda
Preço: R$ 45 (272 páginas)
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3. Mészáros: Crise e Revolução
Escrito por Plínio de Arruda Sampaio Jr.
23-Jul-2009
Os sete ensaios de interpretação histórica reunidos por István Mészáros em ‘A Crise Estrutural do Capital’ articulam-se em torno de um objetivo central: definir o marco histórico mais geral dentro do qual se dá a crise econômica mundial. Com textos escritos ao longo de várias décadas, o mais antigo em 1971 e o mais recente em 2009, a publicação condensa a quinta-essência da reflexão do filósofo húngaro - um dos expoentes do pensamento marxista contemporâneo - sobre as causas e as conseqüências da "crise estrutural do sistema de metabolismo do capital" – o processo que condiciona as mudanças tectônicas de nossa época. Preparado especialmente para o público brasileiro, o livro conta ainda com uma providencial introdução de Ricardo Antunes, na qual se encontra uma didática exposição do sistema teórico de Mészáros, o que facilita muito a vida dos leitores que não conhecem a complexidade de sua filosofia.
Ficha
Título: A crise estrutural do capital
Autor: Istvan Mészáros
Editora: Boitempo Ano: 2009 Preço: R$ 25,00
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4. A crise financeira atual e a crítica de esquerda hoje
Lançamento da Fundação Perseu Abramo, o livro "O abc da crise" cumpre uma dupla tarefa: organiza os diagnósticos e sintetiza os prognósticos feitos pela esquerda no ato da crise, de maneira que o livro se torna útil tanto como instrumento pedagógico quanto como ferramenta política para quem quer que se interesse por certo pensamento crítico e contemporâneo. Trata-se de um conjunto representativo das opiniões não-liberais acerca da crise financeira escritas no calor da hora

5. Revista de História da Biblioteca Nacional. Número 46 nas bancas. Traz um dossiê sobre a presença árabe no Brasil. Entrevista com Laura de Mello e Souza. Artigos principais: Vai trabalhar, paulista! – Todos amam mestre Vitalino – Chá na selva – A resistência indígena no sertão nordestino – Francisco Matarazzo – Especial: padres em crise.


Categoria: Serido
Escrito por Flavio DeABel às 20h06
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BOLETIMINEIRO / RICARDO FARIA

AÇÃO POPULAR
DOIS ADVOGADOS GAÚCHOS CONTRA DOIS SENADORES E 3.883 SERVIDORES DO SENADO FEDERAL (07.04.09)
Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani ajuizaram, na Justiça Federal, uma Ação Popular questionando as horas extras pagas e não trabalhadas no Senado, e outras irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.
A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim Morais e "todos os 3.883 funcionários do Senado Federal, cuja nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney”.
O ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro deste ano, em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil servidores do Senado, sem exceção, receberam, juntos, R$ 6,2 milhões em horas extras não trabalhadas segundo a petição inicial.
Os senadores Garibaldi e Efraim são, espectivamente, o ex-presidente e o ex-secretário da Mesa do Senado. Foram eles que autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não prestados.
A ação popular também busca "a revisão mensal do valor que cada senador está custando: R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º salários):
mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de impostos);
mais , R$ 3.800,00 de auxílio moradia;
mais R$ 8.500,00 de cotas para materiais gráficos; mais R$ 500,00 para telefonia fixa residencial,
mais onze assessores parlamentares (ASPONES) com salários a partir de R$ 6.800,00;
mais 25 litros/DIA de combustível, com carro e motorista; mais cota de cinco a sete passagens aéreas, ida e volta, para visitar a 'base eleitoral';
mais restituição integral de despesas médicas para si e todos os seus dependentes, sem limite de valor;
mais cota de R$ 25.000,00 ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos" ..
Esse conjunto de gastos está - segundo os advogados Mariani e Giordani - "impondo ao erário uma despesa anual em todo o Senado, de:
- R$ 406.400.000, 00; ou
- R$ 5.017.280,00 para cada senador.
Tais abusos acarretam uma despesa paga pelo suado dinheiro do contribuinte em média de:
- R$ 418.000,00 por mês, como custo de cada senador da República".
Mariani disse ao 'Espaço Vital' que, "como a ação popular também tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que existem meios legais para se combater a corrupção". Cópia da peça está sendo disponibilizada por este site: http://www.espacovital.com.br/ . A causa será conduzida pela juíza Vânia Hack de Almeida. (Proc. nº 2009.71..00.009197- 9)
AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197- 9 (RS)
Data de autuação: 31/03/2009
Juiz: Vania Hack de Almeida
Órgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE
Órgão Atual: 05a VF DE PORTO ALEGRE
Localizador: GAB03B
Situação: MOVIMENTO-AGUARDA DESPACHO
Valor da causa: R$6.200.000, 00
Assuntos:
1. Adicional de horas extras
2. Horas Extras
AUTOR: IRANI MARIANI
Advogado: IRANI MARIANI
AUTOR: MARCO POLLO GIORDANI
Advogado: IRANI MARIANI
RÉUS: 1 - UNIÃO - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
2 - GARIBALDI ALVES FILHO
3 - EFRAIM DE ARAUJO MORAIS
4 - FUNCIONARIOS DO SENADO FEDERAL




EUA e Brasil: os pilantras de lá e os de cá (do Blog do Mello)
Posted: 25 Jul 2009 10:17 AM PDT


Ontem, [24.7] O Globo publicou em sua primeira página esta foto aí de cima. São fraudadores indo em cana. Dois prefeitos, deputados e vários rabinos, num total de 44 presos. Todos devidamente algemados.
Estranhei não ler nenhuma crítica do jornal sobre o uso abusivo das algemas e a exposição “humilhante” dos “supostos” (sempre supostos, até que morra o último juiz da última turma do STF) pilantras.
Mas fui até a matéria e entendi o motivo da omissão: os 44 fraudaram “apenas” US$ 3 milhões. Coisa pouca. Aqui no Brasil, somem centenas de milhões, às vezes alguns bi de dólares, e todos passeiam suas gravatas cor de rosa, livres das algemas e das prisões. Tudo isso foi decidido logo após a prisão (e posterior libertação) de Daniel Dantas.
Definitivamente, o que é bom para os Estados Unidos não é bom para o Brasil.


Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 20h04
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26/07/2009


FIGURA INSOLITA

 

Cidadao caicoense que compra chifres, se diz o rei dos chifres. Faz parte das cenas inusitadas de nosso dia a dia.

Escrito por Flavio DeABel às 20h01
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ENFANTS TERRIBLES

WELLINGTON ARAUJO E ZE BUCHIM. Estes dois tem muito o que contar. Vivem intensamente este mundo velho cansado de guerra. Se sentamos com dois para ouvir as aventuras em que se meteram, eles fornecem bons roteiros para filmes. Vamos falar com algum produtor disponivel para encenar as aventuras protagonizadas por esses dois peraltas meus amigos e dar boas risadas. 

Escrito por Flavio DeABel às 19h50
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AMIGOS NO CDS

Sinto-me privilegiado em ser amigo deles: Augusto Dias, construtor e calculista de estruturas. E o medico Araken Almeida (oculos na camisa), professor e medico legista em Recife.

Escrito por Flavio DeABel às 19h42
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FESTA CDS

Alegria em rever os amigos Jaime Brito e Ubiratan Queiroz na festa do ex-aluno do CDS. 40 anos de nossa turma, que foi a de 1969. Ubiratan gosta de trovas, é poeta.  O Jaime é funcionario publico. Moram em Natal.

Escrito por Flavio DeABel às 19h37
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FERREIRINHA BAR 50 ANOS

Outro amigo de CDS, o irreverente Clovis 'Pituleira' Pereira, saudando a galera na festa do Bar de Ferreirinha. A fauna estava completa, inclusive eu, que trago esta pequena ponta do que aconteceu neste domingo primeiro da Festa de Santana.

Escrito por Flavio DeABel às 18h24
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FESTA DE SANTANA

10a. CAVALGADA DE SANTANA 

DOMINGO 26 JUL 2009

CAICO, REPUBLICA DO SERIDO

 

Escrito por Flavio DeABel às 17h36
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24/07/2009


FESTA DE SANTANA

IDOSOS DE LAGOA NOVA, RN - CONCENTRADOS,  PARA DESFILE PELAS RUAS DE CAICO NESTA SEXTA PELA MANHA.

TODOS AO SOM CARACTERISTICO DO BUMBA MEU BOI, UMA BELA MANIFESTACAO POPULAR  APRECIADA PELOS CIDADAOS DE LAGOA NOVA, PARA MOSTRAR AOS CIDADAOS DA REPUBLICA DO CAICO

Escrito por Flavio DeABel às 19h21
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10a. FESTA DO IDOSO

Linda manifestacao de organizacao, de Brasilidade. Caico dá exemplo a toda regiao. Que a idade nao é limite para diversao. Idosos de Parelhas em frente Centro Administrativo de Caico, nesta 6a. feira, inicio da Festa de Santana.

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Evento de numero 10 do Idoso, com direito a Bandeira do Brasil. Todos no Iate Clube apos desfile pelas ruas da Cidade. A vida é bela.

Escrito por Flavio DeABel às 19h07
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BOLETIM MINEIRO

6. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, o Simão Bacamarte do Judiciário, determinou que oito deputados de Alagoas voltassem a ocupar seus cargos, de onde foram afastados por corrupção.
http://blogdomello.blogspot.com/2009/07/gilmar-mendes-determina-que-corruptos.html

Escrito por Flavio DeABel às 00h13
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23/07/2009


RICARDO FARIA

VALE A PENA LER1. A Editora Contexto apresenta mais uma obra fascinante da coleção Povos e CivilizaçõesOs chineses –, escrita pela jornalista Cláudia Trevisan, correspondente internacional do O Estado de S. Paulo na China. Imperdível!
Os chineses nos intrigam. O regime é comunista, mas a economia é capitalista. Eles ficaram enclausurados durante os quase trinta anos de governo de Mao Tsé-tung e agora viajam pelo mundo todo e são os maiores usuários de internet do planeta.Quem são, afinal, esses 1,3 bilhão de chineses? Como esse país milenar, responsável por invenções importantíssimas para a humanidade como o papel e a bússola, pode ser acusado de copiar tecnologias estrangeiras? A jornalista Cláudia Trevisan, que vive e trabalha na China, nos conta isso e muito mais: desde os exóticos ingredientes da culinária chinesa aos segredos da medicina; da política de filho único até o papel da mulher na sociedade; da mudança de comportamento entre os jovens até os bastidores das Olimpíadas 2008. Tudo é superlativo na China. Este livro, ricamente ilustrado, nos ajuda a compreendê-la.
336 páginas, R$49,90.


2. A Editora Contexto lança mais um livro de Dad Squarisi, agora em parceria com Célia Curto: Redação para concursos e vestibulares.
Você disserta todos os dias. Disserta quando justifica sua opinião a respeito de um filme. Disserta quando escreve sobre as causas da Inconfidência Mineira. Disserta quando convence seu
pai a lhe aumentar a mesada. Disserta quando exige o cumprimento da lei seca.
Na vida, você fez muitas dissertações. No vestibular, no concurso ou na prova de seleção, fará mais uma. Daí a importância desse livro.
Escrever uma redação nota 10 dá trabalho. No vestibular, no concurso ou na prova de seleção, só passa quem apresenta texto conciso, objetivo e sedutor. E há mais um detalhe: o tempo é curto; a concorrência, grande; as vagas, poucas. Um bom texto não cai do céu ou salta do inferno. Requer técnica e esforço.Este livro lhe facilita a vida. Apresenta os passos a serem seguidos em 35 lições. No final da obra há exercícios respondidos e comentados que acompanham cada lição. O resultado compensa. Você surpreende o leitor com texto que é puro prazer. Conclusão: uma vaga na universidade é sua. No emprego também
272 páginas, R$ 39,00

3. O tempo e o cão, a atualidade das depressões
A psicanalista e escritora Maria Rita Kehl parte da suposição de que a depressão é um sintoma social contemporâneo para desenvolver os três ensaios que compõem seu novo livro: O tempo e o cão,
a atualidade das depressões.
Escrito a partir de experiências e reflexões sobre o contato com pacientes depressivos, o livro aborda um tema que, apesar de muito comentado, é pouco compreendido e menos ainda aceito atualmente.
Para abordá-lo, Maria Rita faz um apanhado do lugar simbólico ocupado melancolia, desde a Antigüidade clássica até meados do século XX, quando Freud trouxe esse significante do campo das representações estéticas para o da clínica psicanalítica. Para ela: “Freud privatizou o conceito de melancolia; seu antigo lugar de sintoma social retornou sob o nome de depressão.”
304paginas, R$ 39.00
4. Feios, sujos e malvados sob medida
A utopia médica do biodeterminismo

O determinismo biológico presente na medicina e na criminologia da primeira metade do século XX n
ão é um acontecimento isolado no tempo. Em Feios, sujos e malvados sob medida a densidade histórica do biodeterminismo é investigada com rigor, analisando os problemas sociais dos indivíduos considerados “feios, sujos e malvados”. Dessa maneira, o historiador Luis Ferla realiza uma refinada análise sobre a patologização dos comportamentos anti-sociais, ou “desviados”, e sobre as articulações entre ciência e “defesa social”.
A rebeldia, o silêncio, as resistências jurídicas e a resignação podem ser armas poderosas contra a transformação do corpo humano em puro objeto de desvendamento científico, como afirmavam as teorias racistas da virada do século XX. Assim, o competente historiador compreende que a história do biodeterminismo é mais complexa e menos evidente do que um jogo de contrários.
Feios, sujos e malvados sob medida, interroga com maestria o mosaico de ações e teorias, de utopias sociais e de ambiguidades característico das diversas intervenções científicas sobre o corpo humano na capital paulista entre 1920 e 1945. Uma história difícil de ser explicada, pois seu desenho caminha do trabalho ao crime e vice-versa, envolvendo os esforços por identificar e tratar desde o homossexual até o doente mental, passando por epiléticos e portadores do que já se nomeou como sendo “loucura moral”. Um trabalho sobre as medidas criadas institucionalmente para regrar o corpo e a alma cuja leitura é essencial para pesquisadores de diversas áreas do conhecimento.
O livro representa uma importante contribuição à história social e cultural da São Paulo do entre - guerras, mas também à história da ciência e da medicina. Luis Ferla responde com maestria ao desafio colocado, e o resultado é uma obra instigante e consistente.

Sobre o autor: LUIS FERLA é professor de História Contemporânea na Universidade Federal Paulista (Unifesp)
Editora Alameda, 427 páginas, R$ 62 reais.

Escrito por Flavio DeABel às 23h35
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CRISE POLITICA

Lula pede cautela com biografia de acusado

Na posse de Roberto Gurgel, novo procurador-geral, presidente criticou a imprensa por julgar pessoas sem processo finalizado
Sem citar o nome de José Sarney, alvo de denúncias no Senado, petista disse que nunca colocará "um alfinete" para impedir investigações

Presidente discursa na cerimônia de posse do novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem ao novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que os procuradores, ao realizarem uma investigação, também pensem "na biografia dos investigados". Em discurso, Lula criticou a imprensa por julgar as pessoas antes do processo finalizado.

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"Uma instituição que tem o poder que tem o Ministério Público brasileiro, garantido pela Constituição, tem o direito e a obrigação de agir com a máxima seriedade, não pensando apenas na biografia de quem está fazendo a investigação, mas pensando, da mesma forma, na biografia de quem está sendo investigado", disse.
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Segundo o presidente, "dependendo da carga de manchetes da imprensa, a pessoa já está condenada".
Lula disse que jamais fará pedidos pessoais ou impedirá investigações e que a instituição precisa atuar de forma responsável, sob pena de sofrer "castramento" de sua liberdade por alguém que se sinta atingido.
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O presidente afirmou, ainda, que a corrupção tem aparecido mais no seu governo porque passou a ser mais combatida. "Você pode engavetar processo, aceitar pressão do Poder Legislativo, do Poder Executivo, da imprensa que às vezes quer condenar antes do processo ser feito corretamente", afirmou.
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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, discordou de Lula. Segundo ele, a imprensa nunca atua de forma isolada, mas com respaldo de autoridades.: "É um delegado que precipita uma conclusão, é um promotor, às vezes é um juiz".
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Em seu discurso de posse, Roberto Gurgel defendeu o poder de investigação da Procuradoria e afirmou que o Conselho Nacional do Ministério Público, órgão responsável por punir atos irregulares de procuradores, tem "severas deficiências orçamentárias e estruturais".
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Caberá ao STF, em julgamento ainda sem data, decidir se o Ministério Público pode investigar ou se esta é uma prerrogativa apenas da polícia.
"A confirmação da capacidade investigatória do Ministério Público, sem a pretensão de substituir a polícia, a quem ordinariamente competirá a investigação, eleva-se a condição essencial, imprescindível mesmo, para o cumprimento pleno dos deveres constitucionais da instituição", disse Gurgel.

Escrito por Flavio DeABel às 23h23
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FOLHA SP

Fernando Sarney chega para depor na sede da PF em São Luís

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Senadores de oposição voltaram ontem a criticar a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado depois que foram divulgadas gravações de conversas telefônicas feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça.
Nas conversas, Sarney e seu filho Fernando negociam um cargo no Senado preenchido por meio de ato secreto.
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A convocação do Conselho de Ética antes do término do recesso, em 1º de agosto, também foi defendida. O colegiado julgará se Sarney quebrou o decoro, o que pode resultar na cassação do mandato dele. Os aliados do peemedebista acusam a Polícia Federal de vazar os grampos para prejudicá-lo.
O jornal "O Estado de S. Paulo" revelou ontem uma série de diálogos entre Maria Beatriz Sarney, neta do peemedebista, Fernando e o próprio Sarney no qual eles tratam da nomeação do namorado dela, Henrique Dias Bernardes, para uma vaga que antes era ocupada pelo irmão de Maria Beatriz.
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Com base na divulgação dos diálogos, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), anunciou que vai protocolar nesta semana a quarta denúncia no Conselho de Ética contra Sarney, desta vez por tráfico de influência. "As gravações são um atentado à República. Ele tem que sair já", disse Virgílio.
Há ainda no colegiado uma representação do PSOL que acusa Sarney pelos atos secretos. Nos últimos 15 anos, 544 atos deixaram de ser publicados no Senado, muitos beneficiaram parentes do peemedebista. "A continuar assim, já não vai ser mais de renúncia, vai ser de cassação", disse Cristovam Buarque (PDT-DF).
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"São fatos graves que revelam uma relação administrativa inconveniente. Tornam a sua situação insustentável", afirmou o líder do DEM, José Agripino (RN).
Fernando estava grampeado porque era investigado pela Operação Boi Barrica, da PF. As conversas são de março a abril de 2008. Na semana passada, ele foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
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Nas conversas sobre a vaga para o namorado da filha, Fernando diz que vai procurar o então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, homem de confiança de Sarney. Fernando relata o que teria ouvido do então diretor: "Ó, Fernando, isso daí só você conversando com o presidente (na ocasião, o senador Garibaldi Alves), ou então o seu pai (Sarney) conversando, eu não tenho autonomia".
Fernando procura o pai dois dias depois. Sarney demonstrou conhecer o assunto. "Já falou com o Agaciel?", perguntou. "Pedi pro Agaciel segurar com ele. Agaciel tá com dois currículos na mão dele, tá com tudo lá", respondeu Fernando.

Ato secreto
Oito dias depois, Henrique foi nomeado por ato secreto para um cargo de assistente parlamentar, lotado na Diretoria Geral do Senado e com salário de R$ 2.800. Valor que pode dobrar com benefícios como hora extra. Como foi nomeado por ato secreto e todos foram anulados, ele deve ser exonerado.
Garibaldi (PMDB-RN), que presidia a Casa na ocasião, disse não ter sido procurado por Fernando. "Essa nomeação foi assinada pelo Agaciel, mas não teve publicação correta." Ele avalia que, "se as denúncias contra Sarney se confirmarem, a situação dele baixará para uma insustentabilidade".
Henrique foi procurado no trabalho, mas às 16h a informação era que não estava mais no local. Agaciel não foi localizado.

."Esse negócio de procurar cargo vago para colocar indicado é normal. O que é estranho é a conversa vazar", diz Wellington Salgado (PMDB-MG).
O ministro Tarso Genro (Justiça) negou o vazamento. "O que sai da PF, sai por escrito e sai para o Ministério Público. O órgão não participa do debate político e não participará."

Escrito por Flavio DeABel às 23h18
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CLAUDIO HUMBERTO

23/07/2009

Sarney culpa Tarso

Cada dia mais enrolado, o presidente do Senado, José Sarney, já encontrou o maior culpado pelo agravamento da sua situação. Acusa o ministro Tarso Genro (Justiça), que controla a Polícia Federal, por várias atitudes que complicaram sua permanência. Responsabiliza Tarso pela agilidade do indiciamento e pelo vazamento dos grampos dele com seu filho Fernando. Fez chegar ao Planalto que o ministro quer derrubá-lo.

Efeito colateral

O clã Sarney teme possível rompimento de contrato da Rede Globo com o Sistema Mirante de Comunicação, de propriedade da família.

Quero seu lugar

Os senadores Garibaldi Alves (RN) e Hélio Costa (MG) disputam para saber quem será no  PMDB o sucessor do presidente Sarney.

Escrito por Flavio DeABel às 23h11
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WODEN MADRUGA

Guerra no Maranhão

Já a coluna Informe JB, do Jornal do Brasil, publica:

- O PT do Maranhão está em pé de guerra. “Nem no inferno. É mais fácil os americanos prenderem o Bin Laden do que fecharmos uma aliança com o PMDB”, avisa o deputado Domingos Dutra, presidente regional do partido. Ele diz que embora uma ala acomodada no governo Roseana trabalha pelo PMDB, o partido não será entregue ao senador José Sarney.

- Diz que não consegue entender o que motiva Lula a sair em defesa do presidente do Senado. “O lula não precisa disso. Um presidente que tem 80% de popularidade, um partido com 30% da preferência e militância não pode continuar refém de Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá e Valdir Raup em nome da governabilidade ou da candidatura de Dilma”.

Escrito por Flavio DeABel às 22h57
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Escrito por Flavio DeABel às 22h50
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21/07/2009


MASCARA

Mas diretor do hospital Emílio Ribas, David Uip, alerta: "Máscara só serve para quem tem sintoma e água e sabão continuam um ótimo antisséptico".

Escrito por Flavio DeABel às 21h47
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GRIPE SUINA

Álcool em gel e máscaras viram artigos raros em São Paulo

TALITA BEDINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

"Tem daquele álcool em gel?", perguntava a massagista Lúcia Neves, 63, a uma atendente de uma farmácia da avenida Paulista ontem à tarde. Diante da negativa da funcionária, ela lamentava: "Todo mundo está com medo, né?".
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O produto, que serve para higienizar as mãos, tornou-se artigo raro nas farmácias da região desde as primeiras notícias sobre a chegada da gripe A (H1N1) ao Brasil. Ficou mais escasso ainda após a confirmação de óbitos - infectologistas aconselham que, para reduzir o risco, as mãos fiquem limpas.
Ontem, a Folha esteve em nove drogarias da área da Paulista e apenas uma tinha o antisséptico. A farmácia onde a massagista havia entrado já está sem havia uma semana.
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"O pessoal está preocupado. O nosso acabou ontem", explicou Margarete Marsolla, atendente de outra farmácia, no Conjunto Nacional. Ela conta que eram vendidos 12 frascos por dia -antes da gripe, não chegava a dois.
Na pequena farmácia em que o produto foi achado, na rua Pamplona, saem cinco por dia. O normal é um por semana.

Máscaras
A venda de máscaras cirúrgicas também cresceu nas lojas de produtos hospitalares. Numa delas, na Vila Clementino (zona sul), já não há mais. Nem do tipo mais caro: que dura um dia e custa R$ 62 a caixa com 20. A mais simples dura duas horas, a R$ 8,50 a caixa com 50.

.Em outra loja, em Moema (zona sul), vendem-se 20 caixas por dia. "Antes, tinha dia que nem saía", conta a vendedora Beatriz Guilherme de Souza.
A fabricante 3M diz que ampliou em 17 vezes a produção -mais de um milhão de peças a mais só para o mercado interno.
Mas diretor do hospital Emílio Ribas, David Uip, alerta: "Máscara só serve para quem tem sintoma e água e sabão continuam um ótimo antisséptico".

Categoria: Serido
Escrito por Flavio DeABel às 21h46
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GRIPE SUINA

Perfil de pessoas mortas é diferente na gripe sazonal

HÉLIO SCHWARTSMAN
DA EQUIPE DE ARTICULISTAS

O perfil das pessoas mortas pela nova influenza A (H1N1) difere do da gripe sazonal. Desde os primeiros casos, identificados no México em abril, chamou a atenção de pesquisadores a proporção relativamente alta de adultos jovens sem história de doenças prévias que sucumbiu à moléstia.
Artigo publicado em 22 de maio no boletim epidemiológico semanal da Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que, de 45 óbitos analisados no México, 54% ocorreram entre pessoas sem história de risco. A maioria destes (67,6%) tinha entre 20 e 49 anos.
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Algo semelhante foi observado num grupo de 624 pacientes que necessitaram de hospitalização nos EUA para tratar complicações provocadas pelo H1N1: 59% não apresentavam comorbidades conhecidas.
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A gripe sazonal faz suas vítimas preferenciais entre os muito jovens (menos de dois anos) e -especialmente- os de mais de 65. Levantamento feito pelos CDCs (Centros para Prevenção e Controle de Doenças) dos EUA mostrou que, de janeiro a abril deste ano, 90% das 13 mil mortes registradas no país por conta de complicações da gripe sazonal ocorreram entre maiores de 65 anos.
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No Brasil, embora os 15 óbitos sejam ainda pouco para configurar uma base estatística confiável, pelo menos cinco foram de jovens (5 a 37 anos) sem doenças prévias conhecidas.
Os grupos mais comumente identificados como de risco elevado incluem imunodeprimidos, cardiopatas, diabéticos, grandes obesos, gestantes e portadores de doenças pulmonares e renais crônicas.
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Uma das hipóteses mais ventiladas para alta mortalidade de pessoas sem fatores de risco é o fenômeno da tempestade de citocinas: indivíduos jovens, com sistemas imunes mais robustos, por vezes respondem de forma exacerbada a uma infecção, produzindo grandes quantidades de citocinas. Normalmente, essas moléculas modulam as defesas do organismo. A produção desregulada, entretanto, pode lesar tecidos, em especial os do pulmão, provocando a morte do paciente..


Acredita-se que o mecanismo da tempestade de citocinas tenha desempenhado um papel importante nos óbitos da grande pandemia de gripe espanhola, em 1918, e da Sars, em 2003 -também caracterizadas pela alta mortalidade de jovens.
Apostando na prudência, porém, os CDCs, no que são acompanhados pelo Ministério da Saúde do Brasil e várias outras autoridades sanitárias pelo mundo, julgam que ainda não há evidências suficientes para justificar uma mudança de conduta. Seguem recomendando que crianças pequenas e idosos, mesmo que sem outras comorbidades, sejam tratados como pertencentes ao grupo de risco.

Escrito por Flavio DeABel às 21h43
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GRIPE SUINA

Gripe suína põe 2 cidades do RS em emergência

Medida foi decretada em Uruguaiana, que já registrou 2 mortes, e Barra do Quaraí

Prefeitos da região aguardam o envio de remédios e equipamentos para atender o número crescente de casos da doença

ANDRÉ DESENSO MONTEIRO
PABLO SOLANO
DA AGÊNCIA FOLHA

Dois municípios gaúchos -Uruguaiana (634 km de Porto Alegre) e Barra do Quaraí (703 km da capital)- decretaram situação de emergência em razão da gripe A (H1N1). Uruguaiana, que já registrou duas mortes, é a maior cidade da fronteira do Estado com a Argentina, o segundo país em óbitos decorrentes da chamada gripe suína.
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O Rio Grande do Sul registra 11 das 15 mortes confirmadas no Brasil -houve ainda três em São Paulo e uma no Rio.
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Segundo o decreto assinado anteontem em Uruguaiana, o novo vírus está circulando na cidade. Por isso, a medida tem como objetivo adquirir remédios e equipamentos médicos de maneira mais ágil, já que permite que as compras ocorram sem licitação.
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Os prefeitos da fronteira oeste do Rio Grande do Sul aguardam o envio de mais remédios e equipamentos, como respiradouros, para atender o número crescente de casos de gripe. O envio do material foi acertado com a Secretaria de Estado da Saúde.
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Segundo o prefeito Sanchotene Felice (PSDB), que também preside a Associação dos Municípios da Fronteira Oeste, outras prefeituras estudam decretar emergência.
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O secretário da Saúde de Barra do Quaraí, Richard Generaly, diz que a procura pela unidade de saúde da cidade triplicou nas últimas semanas.
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O Exército inicia hoje a operação de apoio à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em pontos de fronteira do Brasil com Argentina, Uruguai e Paraguai, de acordo com o Comando Militar do Sul.
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Os soldados irão atuar em dez municípios que, apesar de estarem na fronteira com a Argentina, não possuem fiscais da Anvisa. As tropas receberam treinamento ontem.
O gerente de portos, aeroportos e fronteiras da agência, Paulo Coury, diz que o principal objetivo é informar a população que vive nos municípios de fronteira sobre o novo vírus. O Exército prevê que até a próxima semana cerca de 500 militares estarão em ação.

Caxias do Sul
Em Caxias do Sul, a prefeitura recomendou a não realização de eventos em locais fechados, como cultos religiosos e sessões de cinema. Três casos foram confirmados na cidade.
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As férias escolares, cujo início estava previsto para a próxima semana, foram adiantadas em uma semana.
A principal preocupação da prefeitura é com a evolução da gripe na cidade. De acordo com o prefeito interino, Alceu Barbosa Velho (PDT), cerca de 30 pessoas estão internadas em estado grave nos hospitais de Caxias. Todos são suspeitos de infecção pelo vírus A (H1N1).

Escrito por Flavio DeABel às 21h41
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CAMPANHA SALARIAL

TRABALHO

Bancários pedem 10% de reajuste e parcela nos lucros

DA REPORTAGEM LOCAL

Os 450 mil bancários do país, uma das principais categorias profissionais em campanha salarial, querem reajuste de 10% nos salários e participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários nominais mais R$ 3,850 fixos.
A pauta foi definida no último domingo em congresso que reuniu 640 representantes da categoria no país.
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Luiz Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo (CUT), diz que os lucros bancos justificam o pedido de 10% de reajuste (o que inclui 5% de aumento real). "Apesar de o lucro dos bancos ter queda no primeiro trimestre, a expectativa é que de abril a junho já houve recuperação. Isso porque os bancos também voltaram a ampliar o crédito. E até o final do ano a tendência é de crescimento nos lucros", afirma o sindicalista.
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No ano passado, os bancários tiveram aumento real de 2,7% nos salários. Entre 2004 e 2008, o aumento real acumulado é de 7,3%.
Os metalúrgicos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos vão entregar hoje a pauta da campanha salarial à Fiesp (federação das indústrias).

.Os cerca de 150 mil trabalhadores dessas quatro cidades pedem 14,65% de reajuste salarial, o que inclui a reposição da inflação pelo INPC acumulado de setembro de 2008 a julho de 2009 e 8,53% de aumento real. (CR)

Escrito por Flavio DeABel às 21h38
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PUBLICO X PRIVADO

BB coloca R$ 150 mi em fundo para pequena e média empresa

Lançamento deve ser em agosto; Lula quer que banco amplie atuação externa

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

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O Banco do Brasil irá colocar R$ 150 milhões no novo fundo garantidor anunciado pelo governo para tentar reduzir o custo dos empréstimos para pequenas e médias empresas. Segundo o presidente da instituição financeira, Aldemir Bendine, a previsão é que o fundo seja lançado no mês que vem.

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"O fundo pode chegar a até R$ 2,5 bilhões. Já foi feito aporte do governo de R$ 500 milhões aproximadamente [do Tesouro] e o Banco do Brasil vai colocar mais R$ 150 milhões. Mas, à medida que haja demanda, a gente vai ampliando esse fundo", disse Bendine.
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A ideia do governo é que, como os bancos que quiserem garantir suas operações terão de fazer aportes de, no mínimo, 0,5% do valor que desejarem proteger contra risco de calote, o capital do fundo irá se expandir naturalmente. Além disso, será cobrada uma taxa sobre o montante de cada operação garantida.

Atuação externa
O presidente do BB participou, ontem, de um encontro nacional de executivos da instituição que contou com a presença do presidente Lula. No evento, Lula recebeu o título de funcionário honorário, "por ser um bom garoto-propaganda do banco", disse Bendine.
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Antes do encontro, Lula e Bendine conversaram no gabinete presidencial sobre as taxas de juros praticadas pelo banco estatal. "Ele [presidente Lula] está extremamente satisfeito com esse papel que os bancos públicos, notadamente o BB, vêm tendo neste momento, especialmente o de destravar o crédito e levar essa confiança ao mercado."
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Durante o evento ontem, o presidente pediu a ampliação da atuação do Banco do Brasil na América do Sul, na China e na África. Lula afirmou que o Banco Brasil tem de ser uma instituição continental com "a alma brasileira".

Escrito por Flavio DeABel às 21h35
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PRIVATIZACAO

Lula criticou as tentativas de privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e disse que só agora o país tem a dimensão da importância da manutenção de bancos estatais fortes. Afirmou que parte dos problemas enfrentados pelo presidente norte-americano, Barack Obama, dá-se pelo fato de não ter um banco público.

Lula afirma que caixa dois quebrou bancos públicos

Instituições como o Banespa foram "praticamente doadas, vendidas a troco de nada", diz presidente

SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Ao discursar ontem em encontro do Conselho Diretor do Banco do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpou a irresponsabilidade gerencial pela venda de bancos públicos. Sem citar nomes, afirmou que alguns políticos usaram essas instituições para fazer caixa dois em campanhas e deu o exemplo do Banespa.
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"Talvez [se sinta] arrependimento no Brasil porque bancos importantes como o Banespa foram praticamente doados, vendidos a troco de nada. Jogou-se em cima dos bancos a irresponsabilidade dos governantes que gerenciavam esses bancos ou que muitas vezes usavam esses bancos para fazer os caixas dois da vida em época de campanha eleitoral. Por isso que todos os bancos públicos estavam quebrados."
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Apontado como um dos responsáveis pela quebra do Banespa, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia é hoje um dos maiores aliados dentro do PMDB do governador José Serra (PSDB), pré-candidato a presidente em 2010. Quércia sempre negou responsabilidade pela crise do banco.
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O Banespa foi vendido para o Santander por R$ 7 bilhões em 2000, seis anos depois de sofrer intervenção do Banco Central. Sua venda foi cercada de suspeitas, a ponto de levar à criação de uma CPI na Câmara dos Deputados, em 2001. A comissão indiciou diretores e funcionários do Banco Central pela manipulação contábil do balanço de 1994 com "motivação exclusivamente política".
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Em 2007, 20 ex-gestores do Banespa foram condenados à prisão pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região sob acusação de gestão temerária no Banespa nos anos 90.
Lula criticou as tentativas de privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e disse que só agora o país tem a dimensão da importância da manutenção de bancos estatais fortes. Afirmou que parte dos problemas enfrentados pelo presidente norte-americano, Barack Obama, dá-se pelo fato de não ter um banco público.
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"Tenho participado de G14, G20 e sei a diferença de presidentes que têm bancos públicos e os que não têm e que se deixaram levar pelas teorias da década de 90 de que o mercado resolveria os problemas."

Choque de gestão
Lula criticou ainda o chamado "choque de gestão", marca de governos tucanos. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), é um dos que assumiram em 2003 propondo e, depois, colocando em prática o mecanismo.
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"Costumam dizer que o Estado é um mau gerente, que empresa pública está mal administrada e falam que precisa de choque de gestão. Choque de gestão no Brasil é mandar gente embora, é reduzir o custo da folha de pagamento", disse o presidente.

Escrito por Flavio DeABel às 21h32
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19/07/2009


SENADO

JANIO DE FREITAS

Um país divertido


Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos


RECESSO parlamentar. Uma denominação luxuosa para a aberração das duas férias anuais de senadores e deputados. Mas férias de quê? No Senado, mal se iniciara o ano legislativo e o espetáculo da temporada já em março dominava a Casa, com o desnudamento diário de mais um dos senadores. Férias? Desta vez, como de outras por outros motivos durante a ditadura, um intervalo para respirar. Se for possível. Cá do lado de fora, porém, a necessidade de oxigenação não é menor e é de efeitos mais graves.
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Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos mesmo. Motivo de diversão com toques de pasmo, como a súbita eclosão de palavrões ou de nudez em uma peça de refinamentos e sutilezas. Além da atitude de espectadores, nada. Nenhum interesse dos doutores da universidade, de entidades como a OAB e a ABI, dos intelectuais esparsos, para pensar por que são possíveis tantos escândalos de falta de ética e excesso de imoralidade. E para debater essa realidade e seu acelerado agravamento, para mudá-la ou, ao menos, torná-la tolerável.
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O programa é sempre o mesmo. Explode o escândalo, segue-se a série de revelações, os de sempre as acompanham divertidos, mas com salpicados esgares de indignação que ficam sempre bem -e pronto, é só engatar no escândalo seguinte.
Não é apenas nos chamados poderes instituídos que se multiplica a degradação espetacular e consentida. Qual é a diferença entre o novorriquismo de Daslu e Tânia Bulhões e os camelôs vendedores de produtos piratas?

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Contrabando, sonegação de impostos, falsificações documentais, crimes a granel fazem o escândalo de uma loja daquelas, dois ou três anos depois uma outra vem demonstrar que o mesmo método criminal tornou-se modo consagrado de comércio, e no intervalo dos escândalos? Bem, houve um avanço: o Supremo Tribunal Federal, chocado com a inclusão de algemas no espetáculo da Daslu, proíbe-as nos escândalos vindouros do novorriquismo empresarial ou financeiro.
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Em protesto contra a interferência de Lula no Senado, tanto em defesa do senador José Sarney como em ataque à CPI da Petrobras, disse o senador Pedro Simon que "o Lula companheiro, sindicalista, está hoje mais para general da ditadura do que para o Lula que um dia foi". É assim não só em relação ao Senado. O sistema institucional brasileiro está dissolvido. O governo se impõe pelas ditatorialescas medidas provisórias.

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O Congresso não tem mais função legislativa e política, sobra-lhe a produção de mensalões, severinos, nepotismo, agacieis, turismo internacional, comércio de cargos com a Presidência da República e, sempre, escândalos. Lula faz e diz absolutamente o que quiser, sem restrição legal, de compostura, de palavra, de poder. .

Os instrumentos de governo são utilizados às claras, e sem suscitar reação alguma, para criar uma candidatura à Presidência, para submeter partidos, para gastos bilionários, para privilégios amazônicos, para qualquer coisa.

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De baixo para cima, a violência se multiplica, já de controle impossível nas cidades mais populosas, como resposta desordenada e furiosa à histórica e continuada violência de cima para baixo.
Em tal rumo, os destinos possíveis deste país riquíssimo podem situá-lo entre os mais proeminentes na economia mundial. Mas imoral, perverso, ignorante, corrompido -e divertido, segundo o gosto inconsciente de suas classes predominantes.

Escrito por Flavio DeABel às 16h59
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PISA NA LUA

Vidas de astronautas depois da Lua são conturbadas

DE WASHINGTON

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Se há o que se pode chamar de típico "astronauta-que-andou-na-Lua", Edwin Eugene Aldrin Junior, o "Buzz" Aldrin, não é um deles.
Em 1969, o homem que ficaria conhecido pelo mundo pelo apelido em inglês, dado pela irmã mais nova, que pronunciava "brother" (irmão) como "buzzer" (zumbidor), foi o segundo da história a andar na superfície lunar.
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Na década seguinte, sofreu de alcoolismo e depressão. Hoje, aos 79, ele aparece na mais recente propaganda da grife de luxo Louis Vuitton, gravou um rap com Snoop Dogg e é o rosto mais celebrado dos 40 anos da conquista da Lua. Caminho diferente escolheram os outros 11 homens que ostentam o mesmo título -alguns pararam na segunda fase, de problemas com vício e humor.
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A começar pelo chefe da missão Apollo-11, Neil Armstrong, notadamente ausente das comemorações oficiais da efeméride. Aos 78, recluso na cidade de Lebanon, no Estado de Ohio, ele abandonou a Nasa e o giro comemorativo ao redor do mundo 13 meses depois da volta. Desde então, foge dos holofotes com o mesmo ímpeto com que Aldrin os persegue.
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Nos últimos 40 anos, Armstrong deu duas entrevistas à TV. Numa delas, indagado sobre a experiência de andar na Lua, disse apenas: "Pilotos não têm um prazer especial em andar. Pilotos gostam de voar". Não que a fama o tenha abandonado: ele parou de dar autógrafos depois de descobrir que eram vendidos em leilões.
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Mais tarde, processou uma empresa de cartões de aniversário por usar sua frase sobre "o pequeno passo"; depois, levou à Justiça o barbeiro que frequentava por vender seus cabelos. Na semana passada, o último cheque que ele deu antes de embarcar no Apollo-11, de US$ 10,50 [R$ 20], um pagamento de uma dívida ao então chefe da missão espacial da Nasa, foi leiloado por US$ 27,5 mil [R$ 53,1 mil].

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Um virou senador (Harrisson Schmidtt, da última missão, a Apollo-17, de dezembro de 1972). Outro virou ufólogo (Edgard Mitchell, da Apollo-14, de 1971). Vários morreram. Essas e outras histórias estão contadas em livros recém-lançados. São "Rocket Man" [Homem Foguete], o melhor deles, de Craig Nelson, "Voices From the Moon" [Vozes da Lua], de Andrew Chaikin, e "Magnificent Desolation" [Magnífica Desolação], autobiografia de Buzz Aldrin. É nela que o astronauta faz a pergunta: "O que um homem pode fazer como segundo ato depois de andar na Lua?" (SÉRGIO DÁVILA)

Escrito por Flavio DeABel às 16h56
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MIJAR NA RUA

Rio declara guerra ao xixi na rua e quer aplicar multa

Prefeitura quer punição maior para quem for flagrado urinando nas calçadas

Hoje, multa é de R$ 80, mas apenas 30 pessoas foram pegas em flagrante neste ano, todas no Carnaval e em dias de jogos no Maracanã

FÁBIO GRELLET
DA SUCURSAL DO RIO

Quinta-feira, 16 de julho, 10h15. Alheio ao intenso tráfego de carros na avenida Infante Dom Henrique, via conhecida como aterro do Flamengo, na zona sul do Rio, um taxista urina no meio-fio, depois de parar o carro ao lado de um canteiro. Não é o único: todo dia, dezenas de motoristas, taxistas ou não, usam aquele trecho da cidade como banheiro.

Escrito por Flavio DeABel às 16h52
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