Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


15/08/2009


www.poeirazine.com.br

poeirazine

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WOODSTOCK. No Brasil, uma repressao muito grande. Nos EUA havia repressao, mas as manifestacoes eram vigorosas como a de Woodstock, que mudou a vida do mundo. Encarar a truculencia dos regimes autoritarios. O vigor daquela manifestacao em Betthel, nos EUA, contra a guerra do Vietnam, contra a opressao do Estado, do Capital.

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O mundo, antes e depois de Woodstock. Viva a liberdade!!!

 

Escrito por Flavio DeABel às 22h17
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WOODSTOCK SONHADOR

Marco da musica, da cultura na epoca.  (Vide www.poeirazine.com.br)

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Jonh Lennon, nao foi. The Doors. Led Zeppelin tambem nao foi.Fato curioso. 3 dias de paz e amor? Aconteceram mortes. Menino tava dormindo, atropelado pelo trator, acabou morto. O Festival teve fatos tristes. Lojas de disco vendem  revista sobre o Festival.

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 15 agosto, 6a feira. Abertura. 16 Agosto, apresentacao de Santana, a revelacao. Janis Joplin, Creedence Cleawater Revival. The Who, show arrasador.

Escrito por Flavio DeABel às 22h12
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WOODSTOCK LIBERTARIO

WOODSTOCK, o que nos chamou atencao. Apresentacao do Jimi Hendrix. Atrasos. Todos os shows atrasaram. Muita gente foi embora, somente uns 30 mil assistiram a apresentacao de Jimi tocando o hino nacional ao som de bombas lembrando a guerra do Vietnam.

 

Escrito por Flavio DeABel às 22h02
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WOODSTOCK

Escrito por Flavio DeABel às 21h58
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Woodstock

Woodstock 40 anos. Filmes, livros e outras manifestacoes. Musica e arte no apice da loucura coletiva dos 500 mil viventes desse velho mundo cansado de guerra. Todos procuram a paz. Poder dominante, o Capitalismo, tudo negado pelos que estavam em Woodstock. 

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Porque todos aqueles estavam no palco. Quem organizou Woodstock. As dificuldades do Festival. O que diziam os artistas. Tudo no livro lancado esta semana, com enfoque na musica. Porque aquele momento?

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Relato organizado e com detalhes. No 3o. dia, ameaca de eletrocutacao de muitas pessoas, os perigos para a plateia. Como eram atendidas as pessoas.  400 mil pessoas, em vez das 100 mil esperadas. Pintura, teatro, muitos artistas de rock moravam la em Woodstock. Bob Dylan, Janis Joplin.

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Transferencia para Betel. 15 de Agosto. Palco nao foi concluido. As cercas, a bilheteria, tudo no caos completo. Era so chegar. Quem pagou, pagou, quem nao pagou, chegou e sentou-se para assistir o Festival.

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Festival de Monterrey, o de Miami, mas o de Woodstock, era mostrar nossa cultura, arte, valores, toda cultura alternativa. Feira de Arte e Musica foi o Woodstock Festival.

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Todas as bandeiras convergiram para Woodstock. Guerra do Vietna, contestada, uma revolta, insatisfacao contra o que acontecia no Vietna. Que sociedade é essa que nos manda para a guerra?  A busca de iluminacao, curtir e ficar doidao. Usar LSD, haxixe, maconha, para abrir sua mente. ThimotY Leary, um lider.

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Elenco de artistas. 32 artistas, os que brilhavam, com The Who, Jimi Hendrix, Janis Joplin - e, Joe Cocker e Santana, as revelacoes da epoca.

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Jimi Hendrix cantando o hino americano, com tiros simulando a guerra do Vietna. Ponto mais alto do Festival.

 

 

Escrito por Flavio DeABel às 21h50
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13/08/2009


MULHERES

Escrito por Flavio DeABel às 09h22
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D DANTAS

Diógenes DantasDdantas

Meu comentário hj: Wilma diz o que todos na política sabem: não é mulher para ser emparedada. http://bit.ly/PAnMH

Escrito por Flavio DeABel às 09h19
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Iraneth Dias Weiler

Chefe de gabinete da Receita confirma declaração de Lina

Servidora conta que ex-secretária do fisco foi chamada para reunião reservada no Planalto

Segundo Iraneth Weiler, Erenice Guerra, auxiliar da ministra, foi à sala de Lina agendar encontro no final de 2008; Dilma nega reunião

LEONARDO SOUZA
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A chefe de gabinete do secretário da Receita Federal, , deu ontem depoimento à Folha em que corroborou detalhes das declarações que a ex-secretária Lina Maria Vieira faz sobre encontro que teria tido com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
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Em entrevista à Folha no domingo, Lina disse que, no final do ano passado, foi chamada para uma reunião reservada com Dilma no Planalto. No encontro, segundo Lina, a ministra pediu para acelerar a auditoria que, por decisão da Justiça, o fisco faz nas empresas da família de José Sarney (PMDB-AP), dirigidas pelo filho mais velho do senador, Fernando.
Dilma afirma que jamais esteve a sós com Lina, que não houve reunião no Planalto e que não fez pedido nenhum. Desafiou a ex-secretária a provar o que havia afirmado.
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Funcionária de carreira da Receita, Iraneth confirmou que Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil, foi ao gabinete de Lina no final do ano passado. "Ela entrou pela porta do corredor, não passou pelas secretárias. Não foi uma coisa que constava da agenda."
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Segundo Iraneth, Lina falou com ela sobre o convite do Planalto logo após a visita de Erenice e disse "que teria um encontro reservado no Planalto".
Até o fechamento desta edição, a Casa Civil não comentou a participação de Erenice no episódio. Anteontem, o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, disse: "A Erenice me garantiu que jamais foi ter essa conversa com Lina".
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Iraneth trabalha na direção da Receita desde setembro. Continua na gestão do secretário interino Otacílio Cartaxo.
A servidora afirmou que não se lembra da data da visita de Erenice. Disse que reuniões inesperadas, embora frequentes, não são registradas na agenda oficial do órgão.
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Iraneth, no entanto, se recorda de detalhes do encontro. Contou que estava com Lina no gabinete quando Erenice apareceu. Uma integrante da equipe de segurança havia avisado pelo interfone da visita.
Iraneth disse que abriu a porta para Erenice e deixou a sala, "como sempre faço nesse tipo de conversa". "Eu confirmo que ela [Erenice] esteve aqui e que a secretária falou que iria ao Palácio."
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O gabinete do secretário da Receita fica no 7º andar do Ministério da Fazenda, mas está em obras desde meados do ano passado. Assim, Lina (e hoje Cartaxo) estava provisoriamente instalada no 6º andar. Um corredor dá acesso direto ao gabinete improvisado, sem que o visitante precise passar pelas recepcionistas nem pela chefe de gabinete.
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Lina diz não se lembrar exatamente da data da audiência, mas que foi no final do ano passado. Na época, Sarney estudava se candidatar à Presidência do Senado, cargo para o qual foi eleito em fevereiro, com a chancela do Planalto.
A Receita começou a montar uma equipe especial para tocar a auditoria nos negócios dos Sarney em outubro. Segundo Lina, semanas depois Dilma chamou-a para conversar. Lina foi demitida em 9 de julho. A Folha apurou que a recusa dela a atender pedidos de políticos contribuiu para a sua queda.

Escrito por Flavio DeABel às 09h10
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LINA X DILMA

Cláudio SandêgiClaudioSandegi

Bom dia!!! Achamos uma mulher que pode bater a ministra Dilma: Lina Vieira. Façam suas apostas. A propósito, ela tem filiação Partidária?

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 09h06
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CRISTOVAM BUARQUE

Cristovam Buarque

Sen_Cristovamas dez horas de hoje a oab federal manifestacao pela etica no senado.

Escrito por Flavio DeABel às 09h04
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LINA X DILMA ROUSSEFF

nabocadomundo

Lina Vieira deve depor no Senado na próxima terça. Leia mais no www.nabocadomundo.com

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 09h01
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LINA X DILMA

www.nabocadomundo.com

Lina Vieira deve depor no Senado na próxima terça

Equipe Na Boca do Mundo


BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou convite para que a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, compareça ao colegiado na próxima terça-feira (18). Segundo o requerimento apresentado pelo senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), o objetivo é esclarecer as denúncias de "possível interferência da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em assuntos afetos à Receita Federal".

Os parlamentares vão interrogar a ex-secretária sobre um eventual pedido da ministra para que Lina apressasse investigações em negócios da família Sarney.

Com maioria dos parlamentares da oposição no plenário da comissão, o presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), colocou em apreciação o requerimento de convite à ex-secretária. O único governista presente na CCJ era Inácio Arruda (PCdoB-CE). Sua tentativa de adiar a votação não surtiu efeito.

O relator da CPI da Petrobras, Romero Jucá (PMDB-RR), rejeitou na semana passada uma série de requerimentos da oposição para que Lina Vieira desse explicações à CPI.


Fonte: Agência Estado

Escrito por Flavio DeABel às 08h58
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12/08/2009


rRENATA LO PRETE

Painel

RENATA LO PRETE -
painel@uol.com.br

A bolha de Sarney

Duas medidas aparentemente sem ligação uma com a outra fazem parte da segunda etapa da estratégia de sobrevivência de José Sarney (PMDB-AP). Foram proibidas as visitas ao Senado e trocou-se o comando da área de comunicação. O estopim para as duas providências foi a manifestação de cunho "fora Sarney" que invadiu o plenário na semana passada.
Para suspender as visitas, alegou-se a necessidade de proteger o Senado da gripe suína. Já a mudança na comunicação, agora chefiada pelo sarneysista de todas as horas Fernando César Mesquita, nasceu da irritação do presidente com o fato de o protesto, embora ignorado pela TV e pela rádio, ter aparecido com foto, ainda que por poucos minutos, na Agência Senado.




Tô fora 1. Sarney ligou para Michel Temer no domingo pedindo que a Câmara também suspendesse as visitas. Temer disse polidamente que não via razão para tanto.

Tô fora 2. Os servidores concursados da área de comunicação discutiam ontem a divulgação de um abaixo-assinado de protesto à nomeação de Fernando César Mesquita.

Sob nova direção. Manchete ontem no site do Senado: "Fui atropelado pela luta política", diz Sarney. Em reunião com políticos do Amapá.

Script. O acordo costurado pelas facções rivais prevê a abertura de uma única investigação contra Sarney e de outra contra Arthur Virgílio (PSDB-AM). Mais adiante, quando menos gente estiver olhando, as duas seriam arquivadas por falta de provas.

Imune. Cristina Kirchner quer porque quer que seu encontro com Lula, depois da reunião de chanceleres marcada para o dia 24, aconteça em Bariloche, cujo movimento turístico, predominantemente de brasileiros, despencou com a gripe suína.

Pé no freio. A visita de Alvaro Uribe a Brasília, na semana passada, determinou o tom mais cauteloso de Lula na Unasul quanto à questão das bases norte-americanas na Colômbia. Uribe disse ao colega que, se fosse para levar tudo à mesa, seria necessário discutir como armas compradas pela Venezuela foram parar nas mãos das Farc.

Alto risco. No próprio governo, há quem avalie que Dilma Rousseff deveria ter sido menos peremptória na escolha de palavras ao negar ter se encontrado com a então chefe da Receita Lina Vieira, que a acusa de ter pedido para "agilizar" investigação contra empresas da família Sarney.

No ar. O Blog do Planalto vai estrear no dia do anúncio do marco regulatório do pré-sal, inicialmente marcado para a próxima quarta-feira, 19.

Idas... Em mais um capítulo da agitada novela eleitoral de São Paulo, o prefeito de Campinas, Dr. Hélio (PDT), foi sondado para ser candidato ao governo pelo PMDB de Orestes Quércia, que em tese disputaria vaga no Senado com o apoio do consórcio DEM-PSDB. Dr. Hélio, que não se entende com o pedetista Paulinho da Força, está inclinado a aceitar o convite.

...e vindas. Num capítulo anterior, Dr. Hélio havia sido cortejado para ser o não-petista apoiado pelo PT na corrida estadual. O papel foi depois oferecido a Ciro Gomes (PSB), que agora reafirma a intenção de permanecer no tabuleiro presidencial.

Engarrafou. Confusão à vista entre a prefeitura paulistana e as centrais sindicais: apesar da recente proibição, elas prometem usar ônibus fretados para levar manifestantes na sexta à avenida Paulista, onde haverá ato pela redução da jornada de trabalho.

Embaixada. O BNDES aprovará nesta semana um financiamento de R$ 6 milhões para restauração de um casarão no porto de Santos onde funcionará o Museu Pelé. O rei visitará o banco na sexta.


com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Tiroteio

"É dolorido ver um ex-collorido fustigar a oposição no Senado enquanto o nosso líder fica escondido embaixo da cama."


Do deputado ANDRÉ VARGAS (PT-PR), sobre a ausência de Aloizio Mercadante (PT-SP) na já célebre sessão em que Renan Calheiros abriu fogo contra o tucano Arthur Virgílio e outros desafetos.

Contraponto

O porta-voz

Há pouco mais de uma semana, líderes do PSDB e do DEM se reuniram com José Serra, no Palácio dos Bandeirantes, para discutir os palanques estaduais de 2010. O governador começou por pedir aos participantes sigilo sobre o teor da conversa, para evitar especulações.
No entanto, menos de dez minutos depois, Serra recebeu ao pé do ouvido o recado de um assessor e avisou, despertando gargalhada geral:
-Bom, acho que vocês podem falar com a imprensa na saída. O palácio já está cheio de jornalistas, porque o Zé Agripino anunciou a reunião no Twitter...

Escrito por Flavio DeABel às 21h38
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ENCANTO

A morte é a curva da estrada.

Morrer é só não ser visto.
Fernando Pessoa
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Domingo passado foi dia dos pais. O meu se encantou ha quase dez anos. Muito tempo apos sua partida  fiquei sabendo que torcia pelo Botafogo. Mamae me contou. Ele quase nao se pronunciava pelo futebol. Que nem eu, que nunca liguei muito.
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Agora depois dos 40 anos é que desperto para a importancia do futebol. Os cartolas tomam conta e só pensam em ganhar. Aquele futebol romantico dos tempos de Mane Garrincha e Pele se foram. (A ilustracao e texto acima do Fernando Pessoa obtive no Boletim Mineiro).
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Escrito por Flavio DeABel às 20h42
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10/08/2009


DILMA ROUSSEFF

 

A ministra Dilma Roussef, Chefe da Casa Civil da Presidência da República e coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, iniciou sua agenda administrativa no Rio Grande do Norte fazendo um balanço sobre o PAC, no Centro de Convenções. Gestores públicos de todo o estado acompanharam a explanação da ministra.

Dilma começou seu discurso falando sobre o aumento dos repasses para o estado. "O Rio Grande do Norte será beneficiado com R$ 15,2 bilhões, em vez dos R$ 11,8 bilhões que eram previstos. Um aumento de 29%, porque sabemos das necessidades", disse a ministra.

 

Dilma Rousseff

A ministra Dilma Rousseff chega a Natal visitando obras do PAC. Certamente em pauta a Copa do Mundo 2014. 

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Dilma é filha do advogado e empreendedor búlgaro naturalizado brasileiro Pedro Rousseff (em búlgaro Петър Русев, Pétar Russév)[1][2] e da dona-de-casa Dilma Coimbra Silva. Seu pai manteve estreita amizade com a poetisa búlgara Elisaveta Bagriana o início do século XX[3]. Dilma tem um irmão, Igor[4]. (from WiliPedia)

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Copa 2014 certamente estará na pauta das negociacoes da ministra com o Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Natal. Micarla pertence ao grupo que faz oposicao ao Governo Lula. Wilma apoia e tem o apoio do Governo Federal.

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Entao, o impasse. Quem deve liderar, coordenar as acoes de investimentos para preparar a Capital Natal para a Copa? Amanha, a repercussao da visita, os encontros e os anuncios dos resultados da visita da ministra presidenciavel.

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A ministra cometeu uma gafe, proposital ou nao, ao mencionar o nome de Ibere como sendo Ibere Faria.

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Fernando Mineiro:

Acompanho,agora, a Ministra Dilma em visita às obras no Conjunto Aliança, Z. Norte.Obras retomadas, depois de meses paralizadas.Obras do PAC.

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Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador.
Em resposta ao senador José Agripino Maia (DEM/RN). O senador sugeriu que, por ter mentido no período em que esteve presa durante a ditadura, também poderia estar mentindo sobre o vazamento de dados que formaram o dossiê sobre os gastos de FHC.[15]

O encontro entre Barack Obama e Dilma Rousseff em marco de 2009.  Futura presidente? O futuro a Deus pertence.
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Fatima_Bezerra nos informa:
1-Márcio Fortes, das Cidades, disse que o PAC investe R$ 1,3 bilhão em saneamento
2-Também no Centro de Convenções, Márcio Zirmemam acabou de falar sobre o PAC da energia
3-O ministro Pedro Brito, dos Portos, que também acompanha Dilma, dos investimentos nos portos do RN
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4-Ainda no Centro de Conveções, Alfredo Brito, ministro dos Transportes, falou do investimento do PAC no seu setor, no RN
5-A ministra Dilma Roussef fez balanço do PAC no RN. Destacou saneamento de Parnamirim, 45 milhões, e adultora Mossoro, mais de 200 milhões
6-A ministra Dilma Roussef já está em Natal e, partir da agora, me integro a sua agenda. Mais detalhes no www.fatimabezerra.com.br
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7-O potiguar Francisco das Chagas Fernandes, secretário executivo do MEC, e coordenador da CONAE, também está conosco aqui no evento.
8-Que o mandato de Fatima Bezerra participa ativamente do processo de mobilização para a realização da CONAE, fórum importante da educação brasileira.

Escrito por Flavio DeABel às 19h00
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MARTIN CARNOY

"Professores brasileiros precisam aprender a ensinar"

Para economista, é preciso supervisionar o que ocorre na sala de aula no Brasil; problema também afeta escola particular

MARIA CRISTINA FRIAS
ROBERTA BENCINI

DA REPORTAGEM LOCAL

"POR QUE alunos cubanos vão tão melhor na escola do que brasileiros e chilenos, apesar da baixa renda per capita em Cuba?" A pergunta norteou estudo do economista Martin Carnoy, professor da Universidade Stanford, que filmou e mensurou diferenças entre atividades escolares nos três países. No Brasil, o professor encontrou despreparo para ensinar e atividades feitas pelos alunos sem controle. "Quase não há supervisão do que ocorre em classe no Brasil."
Para ele, o problema também atinge a rede particular. "Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá." Carnoy sugere filmar o desempenho dos professores. "Não basta saber a matéria. É preciso saber como ensiná-la." Ele esteve no Brasil na semana passada para lançar o livro "A Vantagem Acadêmica de Cuba", patrocinado pela Fundação Lemann.

FOLHA - O que mais chamou a sua atenção nas aulas no Brasil?
MARTIN CARNOY
- Professoras contratadas por indicação do secretário de Educação do município, que dirigem a escola e vão lá de vez em quando; 60% das crianças repetem o ano, e professoras pensam que isso é natural porque acham que as crianças simplesmente não conseguem aprender. Fiquei impressionado, o livro [didático usado na sala de aula] era difícil de ler. Precisaria ter alguém muito bom para ensinar aquelas crianças com ele. Ficaria surpreso se qualquer criança conseguisse passar [de ano]. Vi escolas na Bahia, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio... [entre outros].

FOLHA - Qual a metodologia do estudo?
CARNOY
- Como economista, usei dados macro para explicar as diferenças entre os países nos testes de matemática e linguagem. Fizemos análises com visitas a escolas e filmamos classes de matemática e analisamos as diferenças entre as atividades em classe. Há uma grande diferença, pais cubanos têm renda baixa, mas são altamente educados, em comparação com os do Brasil. O estudo foi finalizado em 2003 e depois comparamos Costa Rica e Panamá. Na Costa Rica, há coisas engenhosas, aulas com duas horas, em que se pode realmente ensinar algo. Supervisionar a resolução de problemas de matemática e, principalmente, discutir resultados e erros. Os alunos cubanos têm aulas acadêmicas das 8h às 12h30. Depois, almoço. Voltam às 14h e ficam até as 16h30, quando têm uma sessão de TV por 40 minutos. A seguir, artes e esportes, mas com o mesmo professor.

FOLHA - Ter o mesmo professor durante quatro anos (como os cubanos) é uma vantagem?
CARNOY
- Quatro anos, pelo menos. Mas os alunos não mudam de um ano para outro. No Brasil, se alunos e professores mudam muito de escola, como fazer isso? Se a ideia é tão boa, se funciona, deveríamos fazer algo para que pelo menos professores não mudassem tanto.

FOLHA - Qual a sua avaliação sobre a proposta da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que vincula o aumento de salário à permanência do professor na mesma escola e à aprovação em testes?
CARNOY
- Sugeri ao secretário Paulo Renato que acrescentasse um teste: filmar o professor, como no Chile. Professores de outra escola avaliam os videoteipes. Professores podem ser bons nos testes, mas péssimos para ensinar. Se você tiver um professor experiente que foi bem ensinado a ensinar e teve um bom desempenho com os alunos, a diferença é visível em relação a uma pessoa sem experiência, como eu. Profissionais que viram as fitas disseram que há grande diferença entre o professor cubano e o brasileiro.

FOLHA - A Secretaria da Educação pretende oferecer curso de treinamento de professores de quatro meses. Em Cuba, dura 18 meses, para o nível médio. O que é importante num treinamento?
CARNOY
- [Em Cuba] São oito meses para a escola fundamental. Mas são para os professores que não foram à faculdade. Você deve se lembrar que houve escassez de professores, com o incremento do turismo, que atrai pelo pagamento em dólares. Tiveram de produzir muitos professores, muito rapidamente. Então, pegaram os melhores estudantes do ensino médio e lhes ofereceram cinco anos de universidade nos finais de semana. O que é importante nesses cursos de treinamento é ensinar como dar o currículo, como ensinar matemática. O Estado deve estabelecer padrões claros, como na Califórnia. Isso é o que tem de ser ensinado em matemática no terceiro ano. No Chile, há um currículo nacional, mas não ensinam aos estudantes de pedagogia como ensinar o currículo.

FOLHA - O sr. dá muita importância ao diretor...
CARNOY
- E também à supervisora, que em muitas escolas no Brasil não fazem nada, não entram em sala. Em Cuba, diretores e vice-diretores ou supervisoras assistem às aulas. Nos primeiros três anos de serviços de um professor, eles entram muito, ao menos duas vezes por semana. São tutores que asseguraram que a instrução siga o método e o nível requeridos pelos padrões estabelecidos.

FOLHA - Os bônus a professores, como ocorre no Estado de São Paulo, são um bom caminho?
CARNOY
- Não há boas evidências de que esse sistema de estímulo funciona. O modelo usado em São Paulo, em que todos os professores ganham mais dinheiro se a escola atingir a meta, pode funcionar. Tentaram isso na Carolina do Sul, no final dos anos 80. Foi um grande sucesso por poucos anos e, depois, deixou de sê-lo porque não houve mais melhora. Eles só atingiram um certo limite e não conseguiram mais progredir. Há o efeito inicial do esforço e depois, quando as pessoas têm que saber melhor como aprimorar o desempenho dos alunos, nada acontece. E não existe mais na Carolina do Sul. O que tem sido feito, em geral, nos EUA não é bônus, mas punição. Se a escola fracassa em atingir a sua meta em três anos, como na Flórida, os estudantes podem receber vouchers e frequentar escolas particulares, em vez de públicas. A forma como estão fazendo em São Paulo não é a melhor. Eles medem neste ano como a segunda série aprende e, no próximo, quanto a segunda série aprende. Mas não os mesmos alunos. Escolas pequenas têm mais chance de receber bônus do que grandes. Se a escola cai, não há punição. Só não recebe bônus. Não estou defendendo punição, só digo que eles [bônus] são mal mensurados. Você pode fazer como em São Paulo, mas não dar bônus todo ano, e sim a cada dois anos. E aí poderá ver o que se ganhou com os alunos que se mantiveram na escola e ter as médias, mas com as mesmas crianças através das séries. O problema da falta de professores é mais grave porque é sobretudo um absenteísmo autorizado, não é ilegal. Em Cuba, professores e alunos faltam pouco. É tudo controlado.

FOLHA - Melhorar o ensino público provocaria uma avanço na educação como um todo, inclusive nas escolas particulares?
CARNOY
- Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá. Mesmo os melhores docentes brasileiros são menos treinados do que os de Taiwan. Os melhores professores no Brasil têm em média desempenho abaixo da média do professorado de países desenvolvidos. Investir e melhorar a escola pública, que é a base de comparação dos pais, elevaria o resultado das melhores escolas particulares também. Professores são bons em pedagogia, mas não no conhecimento a ser ensinado. Não treinam muito matemática e não sabem como ensiná-la.

FOLHA - O que do modelo cubano não pode ser transposto considerando que Cuba vive sob ditadura?
CARNOY
- Há, de fato, uma falta de criatividade [no ensino]. Não se pode questionar, ser contra a Revolução. Mas as crianças sabem que estão aprendendo o esperado. São bons em matemática, sabem ler bem e aprendem muita ciência, mesmo nas escolas rurais ou de bairros urbanos de baixa renda. O Brasil tem a capacidade de enfrentar esses problemas [ter crianças bem nutridas, com bom atendimento médico]. Por que em uma sociedade com uma renda per capita que não é tão baixa não se faz isso? Acho que tem de ser construído um sistema de supervisão, com pessoas capazes de ensinar e treinar novos professores a ensinar. Os professores no Brasil estudam muito linhas de pedagogia e menos como ensinar. Podem esquecer tudo aquilo de Paulo Freire, um amigo. Devem ler sua obra como exercício intelectual, mas queremos que professores saibam ensinar.

FOLHA - Não é possível conciliar na América Latina bom ensino com autonomia, democracia?
CARNOY
- A melhor escola é a que tem professores com democracia. Mas temos de ter um acordo de quais são os nossos objetivos. Tony Alvarado é um supervisor em Manhatan que trocou metade dos professores e dos diretores para melhorar a qualidade das escolas. Ele disse aos professores: "Este é o programa. Vão implementá-lo comigo ou não? Têm uma semana para pensar. Se não quiserem, são livres para sair".

FOLHA - No Brasil seria mais difícil...
CARNOY
- Seria muito mais fácil! Um quarto do professorado muda de escola todo ano! Em Nova York, não se demitiu. Alvarado mandou-os para outros bairros. Precisa, no início, de um certo autoritarismo. Porque alguém tem de dizer o que fazer no início. E depois, sim, há uma democracia. Os diretores devem se preocupar com os direitos das crianças. Em Cuba, é o Estado. Aqui, os sindicatos de professores preocupam-se com os direitos dos associados - e estão em certos em fazê-lo. Mas e as pobres crianças que não têm sindicatos para defender seus direitos à educação?

Escrito por Flavio DeABel às 05h53
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WALTER GOMES

Nódoa que fica

José Sarney perdeu a autoridade para presidir o Congresso Nacional.
Biografia, cargo e idade pouco importam, o maranhense eleito senador pelo Amapá ficou menor como parlamentar e como político.
Como cidadão transformou-se em personagem de piada.
Protege-se sob escudos de guarda pretoriana formada por colegas com históricos que vão de desprezíveis a repugnantes.

Sarney parece fadado a terminar o terceiro mandato de presidente do Senado como encerrou, há duas décadas, o qüinqüênio no Palácio do Planalto: melancolicamente.

Escrito por Flavio DeABel às 05h02
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ARAFRAN PETER

Deputados Brasileiros e Ingleses

OS DEPUTADOS INGLESES:

     1 . Não têm lugar certo onde sentar-se na Câmara dos Comuns;
      2 . Não têm escritórios, não têm secretários nem automóveis,
      3 . Não têm residência (pagam pela sua em Londres ou nas províncias);
      4 . Não têm passagem de avião gratuita, salvo quando a serviço do próprio Parlamento.
      Tudo isso tem de pagar de seu bolso. E seu salário equipara-se ao de um Chefe de Seção de qualquer repartição.

 

      Em suma, são SERVIDORES DO POVO e não PARASITAS do mesmo.

 

DEPUTADOS NO BRASIL:

      1 . Salário: R$ 12 mil;
      2 . Auxílio-moradia: R$ 3 mil;
      3 . Transporte: 4 passagens aéreas de ida e volta a Brasília por mês;
      4 . 13º e 14º salários: no fim e no inicio de cada ano legislativo.
      5 . Verba para despesas comprovadas: R$7 mil;
      6 . Verba para assessores: R$ 3,8 mil;
      7 . Férias de 90 dias ao ano e folga remunerada de 30 dias,
      8 . Mais R$ 35 mil por mês como verba de gabinete.
      9 . Direito a contratar 20 servidores para seu gabinete.
      10. Engraxate, barbeiro e cabeleireiro grátis;
      11. E ainda recebem R$ 25,4 mil para trabalhar durante o recesso
      12. E ainda "trabalham" em média 3 dias na semana, principalmente nos "esforços concentrados" das quartas-feiras
      13. E ganham em dobro, quando convocados pelo executivo durante o recesso parlamentar.

      O dinheiro saiu dos cofres públicos, ou seja, do bolso do povo.

Escrito por Flavio DeABel às 04h57
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WODEN MADRUGA

Bebida é conversa 

Em outro livro, “Memórias da Alegria”, Joel Silveira conta porque parou de beber:

“Parei de beber simplesmente pelo fato de não ter mais com que conversar. A quase totalidade dos meus amigos, os ingratos, já se despediu desta vida. Restam dois ou três que freqüentavam aos sábados e domingos fartos almoços e generosas uiscadas, ou daqueles com os quais eu me encontrava nos bares. Já disse aqui, acredito, e, e se não disse, vou dizer, que sou hoje uma pessoa solitária: foram-se os que eu tinha na conta de amigos, e eram de fato, e conseqüentemente foram-se os companheiros de copo de garfo”.

E vai em frente:

- É sabido, não precisa ser doutor para atestar isso, que quem bebe sozinho é alcoólatra, e alcoólatra não sou. Se não tenho com quem beber, como acontece agora, significa que não tenho mais com quem conversar. De forma que me despedi para sempre, coração sangrando e olhos marejados, da última dose e o último copo. O que não me impede de compensar a abstemia com lembranças.

Joel Silveira morreu no Rio de Janeiro no dia 15 de agosto de 2007. Nas vésperas de completa 89 anos.

Escrito por Flavio DeABel às 04h52
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Tchalô: vamos!

Are Baba! Entenda o que eles dizem em "Caminho das Índias"

Carmen Moreira

Segundo informou o jornal Folha de S. Paulo, a Rede Globo detectou que os telespectadores estão tendo dificuldades para compreender termos indianos falados na novela global "Caminho das Índias". E com razão. Mesmo inseridas em um contexto, não é fácil decifrar expressões como “atchá”, “tik tik” e “are baba”. Para facilitar a vida dos noveleiros, o Babado preparou um dicionário prático para entender os diálogos da novela. Confira!

 

Atchá: expressão de satisfação.

 

Atchatchatcha: expressão que traduz extrema satisfação. Uma espécie de superlativo da expressão anterior.

 

Are Baba: é uma exclamação. Equivale a um "poxa!", "ô Deus", "não brinca" "ah, não".

 

Auspicioso: algo promissor, próspero, de boa sorte.

 

Baldi ou Papa: pai.

 

Bhaya: irmão mais velho.

 

Baguan Keliê: uma expressão que significa “por Deus!”, “ô meu Deus!”

 

Bus: significa “basta” e tem um significado bem amplo. Pode ser usada para dizer que não quer mais nada em uma loja ou para pedir que alguém pare de fazer alguma coisa.

 

Brâmane: nome dado à casta mais alta, pessoas que, segundo os textos sagrados, “vieram da boca do deus Brahma”. O oposto de um Dalit. O sistema de castas já foi até banido por lei na Índia, mas não pelos costumes.

 

Dalit: é o chamado intocável, uma pessoa impura. Os textos sagrados definem como “a poeira aos pés do deus Brahma”. Os Dalit não podem sequer tocar com sua sombra um integrante das castas.

 

Divina Laksmi: é o nome próprio de uma deusa que traz prosperidade e beleza para a terra.

 

Didi: irmã.

 

Djan, Djan: vá, vá, vamos.

 

Djan: querido, amado.

 

Firanghi: vem do inglês “foreign”, que significa estrangeiro. Na mistura de línguas virou Firanghi, que significa estrangeiro ou estrangeira. O inglês é muito usado na Índia já que parte do país foi colônia inglesa até 1947. A palavra Firanghi carrega um sentido pejorativo, já que se refere a quem não valoriza os costumes do país.

 

Puja para Ganesha: Puja é um tipo de ritual, e Ganesha é a divindade mais popular da Índia. Portanto, Puja para Ganesha significa “ritual para Ganesha”. Na ocasião, são oferecidas comidas como coco, doces, grão de bico e outras iguarias indianas. Além das oferendas, flores, incensos e velas devem enfeitar o ritual.

 

Rechaçada: Ser rechaçada é pior que ser “encalhada”, a mulher rechaçada não é aceita por nenhum pretendente e é condenada à solidão matrimonial. As mulheres são rechaçadas por razões de ordem moral.

 

Rupia: a moeda da Índia. Uma rupia divide-se em 100 paisas (como os centavos, no Brasil). A palavra “Rupiah” deriva do inglês “Rupee” ou do sânscrito “Rupya” que significa prata. Na Índia, todas as notas trazem a imagem de Gandhi.

 

Sári: roupa típica da Índia usada pelas mulheres. Trata-se simplesmente de um pano enrolado no corpo.

 

Ulu: é a definição de uma pessoa estúpida, burra.

 

Ulucapatá: o maior de todos os burros; “grande senhor dos burros”, como definem os indianos.

 

Karwa Chauth: é o dia em que as mulheres casadas fazem jejum para que os deuses concedam vida e longa e prosperidade a seus maridos.

 

Mamadi ou Mami: mãe.

 

Manglik: pessoa amaldiçoada para o amor. Isso significa que o primeiro casamento da vida dessa pessoa está condenado ao fracasso, mas nada se sabe quanto ao segundo. Por isso é recomendado que ela se case com um animal ou um vegetal para se livrar de tal maldição. Este ritual de casamento é chamado de Kumbh Vivah.

 

Namastê: um cumprimento para saudar as pessoas. Significa “o deus que habita em mim saúda o deus que habita em você”.

 

Tik Tik: sim, sim.

 

Tik he: tem o significado de “tudo bem”, que é usado até quando se quer concordar com algo.

 

Tchalô: vamos!

 

Tuc-Tucs: mais confortáveis que os riquixás, têm sua estrutura sobre uma moto e funcionam da mesma forma, inclusive como táxi.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 04h39
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02/08/2009


 
 

BRASIL INJUSTO

Editoriais

editoriais@uol.com.br

Triste Justiça

Levantamento do CNJ revela casos de pessoas que permanecem presas com pena já cumprida ou à espera de julgamento

A PRISÃO de um lavrador no Espírito Santo, durante 11 anos, à espera de um julgamento que nunca ocorreu, é mais um escândalo que compromete a imagem do Poder Judiciário no Brasil.
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O episódio, que a Folha trouxe à luz na semana passada, não é um fato isolado. Levantamento do Conselho Nacional de Justiça revela casos igualmente graves de indiferença, insensibilidade e desrespeito à pessoa humana em outros Estados da Federação.
A título de exemplo, no Maranhão, uma pessoa permaneceu presa durante oito anos para cumprir pena fixada em quatro. Em Pernambuco e no Piauí, foram encontrados presos já absolvidos pela Justiça -se é que esta palavra pode ser empregada para designar um serviço público tão ineficaz.

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Exame mais aprofundado revelaria casos semelhantes por todo o país.
Nesse cenário, é elogiável o esforço desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça. Inspeções em 13 Estados resultaram na libertação de 3.831 presos em situação irregular. É de esperar que, além desta providência, sejam punidos os responsáveis pelos abusos encontrados.
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O caso do lavrador capixaba impressiona, ainda, pelo imobilismo da defesa. Ele só foi libertado por iniciativa de um agente do sistema carcerário que não se conformou com a situação. Um dos grandes problemas que afetam a Justiça Criminal é precisamente a falta de assistência judiciária aos que não têm recursos para contratar advogados.
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Mesmo onde as chamadas defensorias públicas estão instaladas de forma mais ou menos satisfatória, réus são representados em juízo por defensores que nem mesmo os conhecem pessoalmente. Realizam uma defesa meramente formal, que evita a nulidade do processo, mas não é, de fato, substantiva.
Além da omissão, a crise da Justiça Criminal se agrava pelo aumento sistemático da massa carcerária e pelo crescimento significativo, nos últimos anos, do número de presos provisórios, ainda não condenados, estimado pelo CNJ em 446,6 mil.
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Aquilo que deveria ser uma exceção está se tornando uma regra: em 1995, o número de presos provisórios representava 28,4% do sistema prisional do Brasil; hoje, representa 42,9%. Em Alagoas, 77,1% dos presos ainda não foram definitivamente julgados; em Minas Gerais, 67,2% vivem a mesma situação.
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Se o Poder Judiciário tem o dever de punir com severidade aqueles que delinquiram, não pode esquecer da contrapartida que dele se espera, a obrigação de fazer cumprir as normas processuais, com cuidado e rigor técnico, e também a legislação relativa à execução penal, aplicando com eficiência e agilidade os benefícios devidos a cada detento, como a progressão de regime e a liberdade condicional. Lei existe para ser cumprida.

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Infelizmente, todo o sistema falha. Os governos, a magistratura, o Ministério Público e as defensorias não têm cumprido o seu dever a contento. Tão grave quanto à impunidade que assola o país é este quadro de ilegalidade que atinge milhares de presos e suas famílias, vítimas de um triste desserviço público.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 21h44
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Folha SP

MANCHETES

Devedora da União recebe R$ 203 mi da Petrobras
Segunda, 27.jul

Recessão no Brasil acabou em maio, avaliam bancos
Terça, 28.jul

Gripe suína faz SP adiar volta às aulas
Quarta, 29.jul

Câmbio e queda de preço derrubam lucro da Vale
Quinta, 30.jul

"Não é problema meu, não votei no Sarney", diz Lula
Sexta, 31.jul

Gripe suína é mais perigosa para grávidas e hipertensos
Sábado, 1º.ago

Categoria: Serido
Escrito por Flavio DeABel às 21h38
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LIVROS NO SERIDO

Dois livros lançados na Festa de Santana. "Memorias: Um filme sem trilha sonora", de Marcelo Rocha Coellho. Lembro de seu programa na Radio Rural, a tarde. O prefixo do programa era uma musica instrumental do conjunto musical Os incriveis. Ainda soa nos meus ouvidos de adolescente. As estórias de vida, os personagens, conheci quase todos. Bons "conturbados" tempos da adolescencia, a geraçao 60, o sonho nao acabou até o dia da viagem final.

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O outro livro, "Amaro Cavalcanti - pequena historia sobre o mais notavel norte-riograndense na fase da transicao do Imperio para a Republica brasileira", por Carlos Adel Teixeira de Souza. Trecho do livro, pag 52,  bem atual, se o insigne jurista vivo fosse, poderia nos pedir, a todo cidadao que ama a Republica e seus principios. 

Transcrevo: 

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"Em vez de estarmos a repetir que 'nao era esta a Republica que sonhávamos´, devemos todos, os amigos e crentes sinceros do regime, - dar-lhe o melhor do nosso saber e esforços, para que a mesma se torne, quanto antes, verdadeiramente digna, verdadeiramente grande, verdadeiramente próspera."

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E encerrava proclamando que acreditava numa

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"-Republica, que inspire fé e segurança a todos, e que, como governo instituído na Naçao, seja garantia certa do direito e da liberdade em qualquer parte do território nacional."

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(Amaro Cavalcanti, em seu livro "Regime Federativo e Republica brasileira")

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Boletim Seridoense

Espertos e insensatos dirigentes de nossa republica a nos torrar o saco. Esta nao é a Republica que queremos. O pedido de Amaro está acima. Façamos o que nos cabe, sejamos cidadaos republicanos. Ou, bandidos, tornemo-nos todos. Qual a nossa melhor decisão? Qual a melhor opcao para a familia?

Escrito por Flavio DeABel às 15h19
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