Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


15/10/2009


TRANSPOSICAO SAO FRANCISCO

A seguir, cobertura do jornal paulista, Folha SP, que muitas vezes nao ve o interesse do Nordeste. Prefere ficar com o Brasil rico.

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Dilma e Ciro têm vocação para "solo", diz petista

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BARRA (BA)

Acompanhado de dois pré-candidatos à Presidência no ano que vem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que "adora" a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), mas que os dois têm "vocação" para serem "solo".
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"Eu adoro os dois, mas me parece que eles têm vocação para serem cantores, como é que chama? Solo. Eu adoro os dois e vamos ver o que vai acontecer", disse Lula durante visita a Barra (BA), que está no roteiro da caravana de três dias por obras de transposição e revitalização do rio São Francisco.
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Lula negou que as visitas tenham caráter eleitoral. "Numa obra dessas, a gente não pensa em fazer lançamento de candidaturas, até porque a eleição está muito longe", afirmou.
Lula disse que convidou Ciro por "questão de respeito", em razão da participação no projeto da transposição quando ministro da Integração Nacional. .

Ciro preferiu ficar longe de Lula e Dilma durante boa parte da visita em Barra -quando o presidente chamou o deputado para um palco improvisado, por exemplo, ele não apareceu.
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A visita do presidente ao município, que durou pouco mais de uma hora, foi acompanhada por mais de mil pessoas. Algumas delas sacudiam bandeiras do PT, que foram distribuídas pelo partido no local do evento.
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Apesar de estar num encontro fora do município, o bispo dom Luiz Flávio Cappio, que protagonizou duas greves de fome para protestar contra a transposição e mora em Barra, organizou uma manifestação contra Lula. (MATHEUS MAGENTA)

 

Escrito por Flavio DeABel às 22h51
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AECIO CONTRA A TRANSPOSICAO

Transposição já muda a face do Sertão. Um alento ao desenvolvimento nordestino. Embora alguns poderosos se posicionem contra.

Por exemplo, o rico mineiro, Aecio Neves, presidenciavel, contrario a transposicao.

 

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A decisão de não ir fora tomada na noite anterior. Pesaram o fato de Aécio ser contra a transposição -ele considera a parte de revitalização do projeto insuficiente- e o clima político da viagem presidencial.
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No aeroporto, o tucano cumprimentou correligionários -aos gritos de "Aécio presidente"-, tirou fotos e foi carregado logo após Lula deixar a cidade.

(BOLETIM SERIDOENSE - O mineiro Aecio Neves, presidenciavel, posiciona-se contra a transposicao. Coaduna-se com o pensamento dominante do PSDB, nitidamente sulista, que nao gosta de nordestino.

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FOLHA SP.

PRESIDÊNCIA: JORNALISTAS SOBREVOAM OBRAS EM AVIÃO DA FAB

Um grupo de 25 repórteres de revistas, portais de internet e TVs de Brasília viajou para a região das obras do São Francisco a convite da Presidência na segunda-feira, retornou anteontem à capital federal e voltou ontem a Pernambuco. Jornais impressos que cobrem diariamente Lula, como a Folha, não foram convidados.

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(((BOLETIM SERIDOENSE - O candidato Jose Serra, PSDB-SP, excelente para pensar os problemas brasileiros, mas primeiro os problemas do Sul. Os do Nordeste ficam em segundo plano. Jose Serra nunca foi entusiasta defensor do Nordeste. )))

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Serra critica falta de investimento em irrigação

DA REPORTAGEM LOCAL

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou ontem -dia do desembarque da comitiva presidencial para vistoria das obras de transposição do rio São Francisco- a "absoluta absoluta ausência de investimentos em irrigação" às margens do rio.
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Embora o comando do PSDB encare a participação da ministra Dilma Rousseff como demonstração do esforço do presidente .

Lula por sua candidatura, Serra não quis comentar. Mas, ao descrever sua viagem ao semiárido de Pernambuco, no sábado passado, o governador contou ter visitado um projeto de irrigação desativado, além de um assentamento "que não tem água nem para beber".
"Vai fazer transposição do São Francisco, tudo bem. Mas áreas que já estão à beirada do rio deveriam ser irrigadas (...) .

É curioso, enquanto se cuida da transposição, não cuidar da posição daqueles que já estão nas margens do rio", afirmou o tucano, segundo quem "pelo menos em Pernambuco, [os projetos de irrigação] foram totalmente paralisados".
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O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que essa não é uma visita à obra, mas "um festival eleitoral". "Não tem limite a campanha que Lula está fazendo para eleger sua candidata", afirmou.
O PSDB questionou, formalmente, o custo da viagem.

Escrito por Flavio DeABel às 22h36
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TRANSPOSICAO DO RIO

No palanque, Lula ataca político de duas caras

Na largada da viagem de três dias pela região do rio São Francisco, presidente diz que "coronéis" mandam no país há 500 anos

Assessoria muda roteiro e deixa de fora cidade gerida pelo DEM; Aécio altera sua participação e se reúne com Lula apenas em aeroporto

PAULO PEIXOTO
DA AGÊNCIA FOLHA,

EM BURITIZEIRO E PIRAPORA (MG) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu às 9h05 de ontem a caravana de três dias pelo rio São Francisco em tom eleitoral e com críticas aos seus antecessores por não terem feito obras de revitalização e de transposição das águas do rio.
Sobre um palanque em Buritizeiro (norte de MG), Lula criticou os "governantes de duas caras" pelas falsas promessas, os "coronéis" da política e citou o imperador dom Pedro 2º, por ter "pensado a obra em 1847".
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"Esse trabalho vai ficar para a história do povo brasileiro", afirmou o presidente, que iniciou seu discurso dizendo que não estava previsto "fazer comício", apenas visitar obras.
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Ele discursou ao lado de dois pré-candidatos à sua sucessão: a ministra Dilma Rousseff (PT), escolhida pelo Planalto, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB), anunciado por Lula como aquele que "trabalhou para que esse projeto fosse realizado" -Ciro foi ministro da Integração Nacional até 2006.
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A ausência de última hora foi do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) -também pré-candidato presidencial, mas da oposição. Aécio disse que aquele era um ato do governo federal e que não caberia a ele se envolver. Ele foi apenas ao aeroporto de Pirapora, já na saída do presidente.
A decisão de não ir fora tomada na noite anterior. Pesaram o fato de Aécio ser contra a transposição -ele considera a parte de revitalização do projeto insuficiente- e o clima político da viagem presidencial.
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No aeroporto, o tucano cumprimentou correligionários -aos gritos de "Aécio presidente"-, tirou fotos e foi carregado logo após Lula deixar a cidade.

(BOLETIM SERIDOENSE - O mineiro Aecio Neves, presidenciavel, posiciona-se contra a transposicao)

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Mesmo na chegada de Lula os gritos eram de "Aécio", até que outros gritaram "Lula".
Esse clima prosperou porque a assessoria de Lula retirou Pirapora da visita, que o presidente depois, por sua conta, decidiu incluir. Mas já era tarde. Só o rio divide Buritizeiro, gerida pelo PT, de Pirapora, administrada pelo DEM.
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Ao discursar, Lula disse que a viagem é uma "sinalização para o Brasil e o mundo" da disposição de fazer a obra, que sempre dividiu os Estados envolvidos.
Por causa dessa divisão, ele disse que a transposição não foi para a frente "porque nós tivemos muitos governantes de duas caras, que prometiam fazer a obra em um Estado e prometiam não fazer em outro".
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Orçado em cerca de R$ 5 bilhões, "mais da metade" desse valor, conforme Lula, será investida em compensações ambientais, sendo R$ 1 bilhão em esgotamento sanitário em 198 cidades ao longo do rio.
A preservação foi a tônica do discurso em Minas, com críticas aos "irresponsáveis que deixaram desmatar e assorear" o rio e seu entorno, como as matas ciliares que viraram matéria-prima de carvão e os dejetos lançados nas águas.
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"Este país não vai ser mais governado apenas para a elite política das capitais, das grandes cidades, de Brasília", disse Lula. "Não existe mais a possibilidade de este país eleger governadores, prefeitos e presidente que vão governar para os coronéis, que há 500 anos governam e mandam neste país."
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À noite, Lula esteve nas obras de Sertânia (PE). Além de Ciro e Dilma, acompanharam a visita os governadores Eduardo Campos (PSB) e José Maranhão (PMDB-PB) e o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).

 

Escrito por Flavio DeABel às 22h32
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TRANSPOSICAO DO RIO

Ritmo de obras em locais beneficiados é desigual

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BURITIZEIRO
(MG), PIRAPORA (MG) E BARRA (BA)
DA ENVIADA A CUSTÓDIA (PE)

Dois anos após o início do programa de revitalização do rio São Francisco, os habitantes da cidade de Barra (BA) são beneficiados por só 1 dos 4 pontos do projeto -a implantação da rede de esgoto.
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Orçado em R$ 1,8 bilhão e integrante do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o plano inclui ainda tratamento do lixo jogado no rio, controle da erosão das margens e outras obras de infraestrutura.
Em Barra, onde reside d. Luiz Cappio, religioso que fez duas greves de fome contra a transposição, a obra teve custo de R$ 16 milhões. A prefeitura diz que 95% da rede de esgoto já foi instalada -falta fazer a ligação entre as casas e a rede.
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Já em Minas, as obras têm faces diferentes em Buritizeiro e Pirapora, no norte do Estado, separadas por uma ponte.
Cerca de 60% da população de Pirapora já tem rede de esgoto em casa e todo dejeto é tratado, diz o prefeito Warmillon Braga (DEM). O custo da obra é de R$ 16 milhões. Em Buritizeiro, não se fala em estação de tratamento e apenas 45% das ruas da cidade já receberam tubulações. A obra está orçada em R$ 12,5 milhões.

Beneficiados

Em Pernambuco, a cidade de Custódia, a 20 quilômetros do lote 11 -o trecho mais adiantado-, deixou de viver apenas do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

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O município teve incremento de R$ 600 mil na arrecadação, resultado da aberturas de hotéis, restaurantes e lojas.
Veio também a especulação imobiliária e a inflação. Uma casa de três quartos com garagem custava R$ 300 para alugar. Hoje, custa R$ 2.000.
(PAULO PEIXOTO, MATHEUS MAGENTA e SIMONE IGLESIAS)

Escrito por Flavio DeABel às 22h12
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TRANSPOSICAO DO RIO

 

 

<i>Dilma toma banho de cheiro com folhas de aroeira em frente à Basílica de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador</i> - (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press ) 

Execução de transposição do São Francisco está em 15,3%

Para cumprir meta, governo terá de realizar em 75 dias mais que tudo o que foi feito desde 2007

Dados constam de balanço mostrado a Lula; Ministério da Integração Nacional diz que as "obras estão dentro do cronograma previsto"

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A execução média das obras de transposição de parte das águas do rio São Francisco está em 15,3%, segundo balanço apresentado ontem pelo Ministério da Integração Nacional ao presidente Lula. Isso indica que, para cumprir as metas estipuladas pelo governo para dezembro deste ano, a execução nesses 75 dias terá de superar o total realizado desde o início das obras, em agosto de 2007.
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No balanço de fevereiro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o governo estimava para abril a execução de ao menos 18% das obras do eixo norte (rumo ao Ceará) e de 20% do eixo leste (em direção ao centro de Pernambuco).
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Não atingidas, essas metas foram modificadas há dois meses, quando Lula e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), diante de um relatório que apontava o atraso nos dois eixos da obra, exigiram a ampliação do número de máquinas e de operários, além da adoção de três turnos de trabalho -o que, diz o governo, deu um carimbo "adequado" ao ritmo das obras.
Agora, a meta oficial aponta, para dezembro, a execução de pelo menos 32% das obras do eixo norte e de 40% no leste.
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Além das empresas que venceram as licitações, o Exército é o responsável por uma parte da obra. Os militares, segundo o balanço do ministério mostrado ontem a Lula, já concluíram 51% dos trechos sob sua responsabilidade: canais de aproximação (entre o rio e as estações de bombeamento) e duas barragens, em ambos os eixos.
A média de execução dos 14 lotes, ou seja, sem a ação dos militares, é de 12,7% -de 21,6% no leste e de 7,8% no norte.
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O secretário-executivo da pasta, João Reis Santana, disse que as "obras estão dentro do cronograma previsto". Em relação a mudanças nas estimativas do PAC, a informação é que houve uma "readequação dos cronogramas físico e financeiro", mas que a meta de finalização dos eixos foi mantida.
O término das obras do eixo norte está previsto para 2012, por isso o governo dá atenção especial ao trecho leste, com chances de ser inaugurado no ano eleitoral de 2010.
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Ontem, Lula iniciou uma viagem de três dias aos canteiros de obras do projeto de revitalização e transposição, tendo ao lado a ministra Dilma, pré-candidata petista ao Planalto.
Hoje, de acordo com documento da Integração Nacional obtido pela Folha, dos 14 lotes da transposição, 9 estão em andamento. A paralisação física nos cinco restantes ocorre por diferentes fatores, como editais de licitação não publicados e embargos jurídicos.
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O projeto (executivo e ambiental) e a obra de transposição, orçados em R$ 5,5 bilhões, já consumiram R$ 847,5 milhões. Há ainda R$ 1,5 bilhão para a revitalização do rio. Segundo o governo, cerca de 12 milhões de nordestinos serão beneficiados com o projeto, uma das vitrines do PAC.
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Reportagem de ontem da Folha mostrou que, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas), os Estados receptadores da transposição (Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) ainda não têm pronta uma estrutura de gestão para receber essas águas.
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Entre outros pontos, a agência reguladora exige que esses Estados tenham um órgão estadual equipado que cuide da qualidade da água e organize um sistema eficaz de cobrança aos consumidores -como habitantes da zona urbana e fazendeiros interessados na irrigação de suas propriedades.

Escrito por Flavio DeABel às 22h04
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14/10/2009


 

Captação das águas do município de Pão de Açucar-AL 
Captação das águas do município de Pão de Açucar-AL

Agência vê atraso de Estados nas ações para transposição

ANA diz que governos ainda não criaram órgãos para gerenciar distribuição da água

ANA edita resolução para obrigar os Estados a agilizar a criação de órgãos gestores de recursos hídricos e treinar pessoal para administrá-los

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Um trabalho de fiscalização da ANA (Agência Nacional de Águas) nos Estados receptores das águas da transposição do rio São Francisco revela, ao menos por ora, a falta de comprometimento desses governos com a abertura dos canais.
Na prática, para receber essas águas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte devem ter pronta toda uma estrutura de gestão, principalmente uma secretaria ou uma agência de recursos hídricos equipada, com pessoal treinado para dar a destinação correta à água e cobrá-la dos consumidores da zona urbana e daqueles que a utilizarem para irrigação.
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A eficácia nessa cobrança pelo uso das águas do São Francisco é fundamental para que esses Estados tenham condições de financiar o órgão federal responsável pela infraestrutura dos dois canais da transposição. Esse órgão será criado por meio de uma proposta do Planalto a ser enviada ao Congresso.
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"O relatório confirmou nossas preocupações. De uma maneira geral, os Estados estão bem atrasados no cumprimento das suas responsabilidades", disse à Folha o diretor-presidente da ANA, José Machado.
Segundo ele, as obras dos canais não vão ser interrompidas ou modificadas por conta dos atrasos. "Se chegar ao fim do processo e o Estado não tiver feito nada, vamos cair numa crise, num impasse terrível", completou.
Integrada ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a obra está orçada em cerca de R$ 5 bilhões, incluindo projetos de revitalização do rio. Segundo o governo, 12 milhões de pessoas serão beneficiadas.
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O trabalho de fiscalização em campo, finalizado no mês passado, levou a agência a antecipar uma série de metas aos Estados, antes previstas em conjunto para 2012.
Um exemplo dessa rédea curta da ANA é a exigência aos Estados para o envio às Assembleias Legislativas, ainda neste ano, de projetos de criação dos órgãos gestores de recursos hídricos.
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Os novos prazos foram publicados em resolução da ANA no "Diário Oficial da União" da semana passada. Caso não cumpram esses novos prazos, os Estados podem sofrer sanções -advertências e multas.
Segundo o relatório, a situação mais preocupante é a de Pernambuco. O Estado, segundo a agência, tem até junho para criar uma agência estadual de água, inclusive com a nomeação de seus dirigentes.
Um projeto de lei para isso nem sequer foi encaminhado à Assembleia. O prazo é o final deste ano, assim como a publicação de um edital para contratar novos servidores para a Secretaria de Recursos Hídricos.
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Paraíba e Rio Grande do Norte aparecem num nível intermediário, com os órgãos gestores criados, mas ainda sem estrutura. O mais adiantado é o Ceará, mas que, mesmo assim, tem prazos a curto, médio e longo prazos redefinidos pela agência reguladora.
"Na outorga [2005] demos prazos finais e, como constatamos atrasos na execução das medidas, preventivamente achamos importante colocar prazos intermediários, para a gente poder fazer uma gestão mais minuciosa, imprimir uma disciplina", disse Machado.

Escrito por Flavio DeABel às 22h16
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LULA NO SAO FRANCISCO

Lula leva Dilma e Ciro para vistoriar obras

Em Minas, o governador Aécio Neves também participará da visita aos trabalhos de transposição do rio São Francisco

Viagem começa hoje e deve durar três dias; Lula, que vai dormir em acampamentos do Exército, tenta mostrar que projeto não está parado

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA REPORTAGEM LOCAL

Acompanhado por três pré-candidatos ao Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá hoje início a três dias de visita às obras de transposição do rio São Francisco. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o deputado Ciro Gomes (PSB-SP) participarão de todo o roteiro, que inclui Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.
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Já o governador Aécio Neves (PSDB) receberá a comitiva hoje em Minas: "Sempre terei com o presidente conversas extremamente republicanas, até porque mantenho com ele relações pessoais que estarão preservadas, independente dos campos políticos", disse Aécio, acrescentando que a situação política "não tira a fidalguia e a capacidade de conversar".
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Convidado por Lula, Ciro viajou ontem para Brasília para integrar a comitiva. A participação do deputado foi confirmada por sua assessoria. A comitiva visitará seis trechos das obras e dormirá duas noites em acampamentos do Exército, no sertão de Pernambuco.

Obra em andamento
Além de apresentar a região a Dilma, Lula quer mostrar que as obras estão andando após paralisações decorrentes de fiscalização do Tribunal de Contas da União, exigências ambientais, disputa judicial de empresas envolvidas na licitação e regularização fundiária para indenizar desapropriados.
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Estimada em R$ 5 bilhões, a obra foi dividida em 14 lotes. A comitiva dormirá no lote 11 do eixo leste, o trecho mais avançado, com 38,3 % da obra executada. Hoje, após passagem por Pirapora e Buritizeiro, em Minas, ela visita pontos de dragagem em Barra (BA). Não está previsto encontro de Lula com o bispo dom Luiz Flávio Cappio, que fez duas greves de fome contra a transposição.
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Das cerca de 8.000 pessoas que trabalham nas obras, o presidente quer encontrar, entre cerimônias e visitas, 5.000. "Essa obra sempre teve um impedimento por discussões políticas, divergências entre os Estados doadores e os receptores, e nós tomamos uma decisão de construir um projeto", disse Lula no programa semanal de rádio "Café com o Presidente".
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Além de Dilma, estão na comitiva os ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Carlos Minc (Meio Ambiente) e Franklin Martins (Comunicação Social) e cinco governadores. (SIMONE IGLESIAS E CATIA SEABRA)

Escrito por Flavio DeABel às 22h10
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CELULAR NA INTERNET

Celular com Android se integra ao mundo Google

Com sistema da gigante das buscas, HTC Magic sincroniza e-mails, compromissos e contatos

DA REPORTAGEM LOCAL

Motorola DEXT

O DEXT é um smartphone com teclado QWERTY integrado, tela de 3.1 polegadas

Com lançamento previsto para a segunda metade deste mês, o HTC Magic faz parte da primeira safra de celulares com Android a aportar no Brasil. Em se tratando de um aparelho com o sistema operacional do Google, ele se torna mais interessante para quem já é usuário assíduo dos serviços da empresa -basta preencher o seu nome de usuário e a sua senha no Google para ter sincronizados automaticamente seus compromissos no Google Agenda, seus e-mails no Gmail e seus contatos no Google Talk.
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Com 3,2 polegadas e resolução de 480x320, a tela sensível ao toque geralmente responde bem, mas, nas extremidades, a execução dos comandos pode exigir mais de uma tentativa. O navegador de internet integrado é competente e reproduz sites mais complexos, como os de grandes portais de conteúdo, com fidelidade.
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Em algumas operações, o sistema apresenta certa lentidão, o que não chega a comprometer o uso. Outro ponto fraco é a falta de uma entrada para fones de ouvido comuns, a de 3,5 mm. Na TIM, que será a primeira operadora a comercializar o Magic no país, o aparelho custará R$ 2.349 nas modalidades pré-pagas e R$ 1.699 em um plano que totaliza R$ 174,80 mensais, incluindo 160 minutos de ligações locais e acesso ilimitado à internet. (RC)


DESTAQUE

Com o sistema do Google, o aparelho é indicado para quem usa os serviços da empresa

Escrito por Flavio DeABel às 21h52
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12/10/2009


MUDE SEU DESTINO

entrevista 1

Para entidade, objetivo não será cumprido

 

O presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Mozart Valadares Pires, admite que a Meta 2 não será cumprida totalmente, mas diz que "a grande conquista será introduzir no Judiciário a cultura de definir e cumprir metas". (FV)

 

FOLHA - Qual é a expectativa da AMB em relação à Meta 2 ?
MOZART VALADARES PIRES
- É lógico que algumas varas e comarcas não vão cumprir. Mas, no fim do ano vamos mostrar um acréscimo muito grande na produtividade. A grande conquista é introduzir uma nova cultura no Poder Judiciário. Temos que tratar da gestão estratégica, das condições de trabalho. Assim como a iniciativa privada tem metas a serem cumpridas, temos que definir as nossas metas, e cumprir. Vamos começar a eleger tarefas, cumprimento de metas. Agora, não se pode exigir do juiz uma prestação de serviço que não está a seu alcance.

FOLHA - Em que situações o juiz não pode cumprir a meta?
PIRES
- A AMB apoia integralmente a Meta 2. Mas não podemos exigir do juiz que cumpra a meta se não tem condições mínimas. Principalmente onde há poucos funcionários, não há investimento na qualificação dos servidores, falta material de expediente.

Escrito por Flavio DeABel às 08h41
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JUSTICA

Justiças Estaduais atrasam o cumprimento de meta do CNJ

Órgão fixa objetivo de julgar 5,1 milhões de processos antigos até o fim deste ano

Até o momento, só 31% do objetivo foi atingido pelos tribunais em todo o país, o que representa 1,6 milhão de ações com sentença dada


FLÁVIO FERREIRA
FREDERICO VASCONCELOS

DA REPORTAGEM LOCAL

As Justiças Estaduais estão atrasadas no cumprimento do objetivo fixado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de que todos os processos iniciados antes 31 de dezembro de 2005 (cerca de 5,1 milhões) recebam uma sentença até o final deste ano- a chamada Meta 2.
Nos Estados, a tarefa de sentenciar nessas ações foi atingida em 1,32 milhão de casos, o que equivale a 29% dos mais de 4,5 milhões de processos antigos dos tribunais estaduais.

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Com isso, a média nacional de cumprimento da Meta 2, que inclui as Justiças do Trabalho, Federal, Militar, Eleitoral e tribunais superiores não passou de 31% até sexta-feira.
A iniciativa do CNJ tem revelado gargalos da Justiça e provocado críticas de setores do Poder Judiciário.
O alvo da Meta 2 já foi revisado duas vezes. Em fevereiro, o presidente do CNJ e do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, divulgou a estimativa de que havia 40 milhões de processos iniciados antes de 2006 no país. Em maio, após o envio dos primeiros relatórios dos tribunais, o número caiu para 23 milhões.
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Nos meses seguintes, os TJs descobriram que seus cadastros continham ações em duplicidade ou extintas, segundo a juíza auxiliar do CNJ Salise Monteiro Sanchotene. Após a identificação desse "lixo eletrônico", chegou-se ao número final de 5,1 milhões de ações. "Termos uma estatística confiável foi o primeiro ponto positivo que a Meta 2 nos trouxe", disse a magistrada.

Gargalos
Um dos entraves da meta do Judiciário é o grande número de casos que aguardam a realização de perícias. Milhares de ações de investigação de paternidade, por exemplo, estão paradas pela falta de exames de DNA nos Estados. "A parte carente não tem condições de pagar o exame. Isso vai exigir do Poder Judiciário um trabalho de gestão, convênios com universidades, laboratórios e hospitais", disse Sanchotene.
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Há também muitas ações de inventário estagnadas pela inércia dos inventariantes, que deixam de encerrar os processos porque a conclusão deles depende do pagamento do imposto de transmissão de herança. Segundo o CNJ, 40% dos 1,1 milhão de processos antigos no Rio de Janeiro são desse tipo.
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Outro obstáculo são ações com grande número de autores ou réus, como ações civis públicas relativas a moradia, muitas com centenas de envolvidos.
A fixação da Meta 2 também gerou controvérsias. Em agosto, a Amapar (Associação dos Magistrados do Paraná) recomendou que não se cumprissem as "disposições ilegais e atentatórias à independência dos juízes" fixadas pelo TJ local em razão da meta.
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A Amapar foi contra a distribuição forçada de processos, com a obrigação de que todos fossem sentenciados, e se opôs a um decreto que condicionava férias, licenças e afastamentos ao fim das ações antigas.
"A magistratura se sentiu pisoteada. Juiz é agente de Poder, não é unidade de produção, não é robô" afirmou o presidente da Amapar, Miguel Kfouri Neto.
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O TJ chegou a determinar a suspensão de trabalhos em andamento para priorizar a meta. Porém depois revogou a instrução e incorporou sugestões da Amapar. "A imposição foi substituída pelo mutirão de voluntários", disse Kfouri Neto.
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O presidente da Ajufesp (Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul), Ricardo Nascimento, afirmou em nota que "esse modelo de números serve apenas para uma fábrica de parafusos".
Para o juiz, há ações que, por lei, têm prioridade, não importando a data de seu início- como aquelas com réus presos- e há varas com muitos processos antigos nas mãos de juízes que assumiram recentemente.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 08h38
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Joao Pedro Stedile

Stedile chama Lula de "mal informado"

 

 

Líder sem-terra discorda de presidente, que considerou "vandalismo" a ação do movimento que destruiu laranjal em Iaras (SP)

Economista e líder sem-terra afirma que pedido de abertura de CPI por parte de congressistas da oposição tem motivação eleitoral


EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

João Pedro Stedile, 55, da direção nacional do MST, afirma que o movimento não perdeu o foco, que condena todo o tipo de "vandalismo" e que o presidente Lula está "mal informado", numa referência à declaração do petista na qual chamou exatamente de "vandalismo" a ação do movimento numa área de plantação de laranja no interior de São Paulo. Em entrevista à Folha Stedile minimiza a derrubada dos pés de laranja na área da Cutrale, pois, segundo ele, a produção seria destinada à exportação, e não para a mesa dos brasileiros.

FOLHA - O presidente Lula chamou a ação de "vandalismo". O MST ainda o enxerga como aliado?
STEDILE
- Nós também condenamos o vandalismo. Usar 713 milhões de litros de venenos agrícolas por ano, que degradam o meio ambiente, também é vandalismo. Nesse caso, o presidente está mal informado, pois as famílias acampadas nos disseram que não roubaram, não depredaram nada. Depois da saída deles e antes da entrada da imprensa, o ambiente foi preparado para produzir imagens de impacto. Propomos que uma comissão independente investigue a verdade.  

FOLHA - Independentemente da situação da propriedade [o Incra diz que está ocupada de forma irregular, o que é negado pela empresa], a ação chama a atenção pela destruição deliberada de alimentos. Foi um erro destruir aqueles pés de laranja?
JOÃO PEDRO STEDILE
- O fato de a área ser grilada, confirmado pelo Incra, não é algo secundário. Esse é o fato. Um dos princípios que o MST respeita é a autonomia das famílias de nossa base. A distância, a população pode achar que derrubar pés de laranja foi uma atitude desnecessária. A direita, por meio do serviço de inteligência da PM, soube utilizar [as imagens] contra a reforma agrária, se articulando com emissoras de TV para usá-las insistentemente. Nunca essas emissoras denunciaram a grilagem nem a superexploração que a Cutrale impõe aos agricultores.

FOLHA - Ao destruir alimentos, o MST não teme perder o apoio das camadas mais pobres da população, como das 12 milhões de famílias que dependem do Bolsa Família para comprar sua própria comida?
STEDILE
- Cerca de 98% da produção de suco no pais é exportada. Esse suco não vai para a mesa dos pobres, com ou sem Bolsa Família. Já o nosso modelo para a agricultura brasileira quer assegurar produção de alimentos, a geração de emprego e renda no meio rural. Queremos produzir comida e, inclusive, suco de laranja para chegar à mesa de todo o povo brasileiro. Não para o mercado externo. Mesmo assim, a área de exploração da laranja [no país] diminuiu em 400 mil hectares nesses dez anos, pela exploração que a Cutrale impõe aos agricultores.

FOLHA - O presidente Lula chamou a ação de "vandalismo". O MST ainda o enxerga como aliado?
STEDILE
- Nós também condenamos o vandalismo. Usar 713 milhões de litros de venenos agrícolas por ano, que degradam o meio ambiente, também é vandalismo. Nesse caso, o presidente está mal informado, pois as famílias acampadas nos disseram que não roubaram, não depredaram nada. Depois da saída deles e antes da entrada da imprensa, o ambiente foi preparado para produzir imagens de impacto. Propomos que uma comissão independente investigue a verdade.

FOLHA - É correto hoje dizer que a conjuntura nacional, principalmente de estabilidade econômica e de assistência oficial aos pobres do país, é desfavorável ao MST?
STEDILE
- Os dados do censo [agropecuário] revelam que menos de 15 mil latifundiários são donos de mais de 98 milhões de hectares. A renda média dos assalariados do campo é menor que um salário mínimo. Diante disso, reafirmamos que é fundamental democratizar a propriedade da terra, como manda a Constituição, e mudar o modelo agrícola, para priorizar a produção de alimentos sadios para o mercado interno. Quem acha que a reforma agrária não é necessária está completamente alheio aos problemas e aos interesses do povo.

FOLHA - Essa conjuntura deixa o MST sem foco?
STEDILE
- Ao contrário. Nunca foram tão necessárias essas mudanças. Bancos e empresas transnacionais controlam a agricultura. E, quando ocupamos uma terra para pressionar a aplicação da reforma agrária, enfrentamos todo esses interesses. O Brasil precisa de um projeto que combata as causas da desigualdade social e garanta o acesso a terra, educação, moradia e saúde a todos, e não apenas a uma minoria.

FOLHA - Algum nome para as eleições de 2010 anima o movimento?
STEDILE
- O MST preserva sua autonomia. Nossos militantes participam das eleições como qualquer cidadão. Infelizmente, cada vez que chega o período eleitoral, a direita se assanha para enquadrar as candidaturas contra o MST e a reforma agrária. Esse pedido de CPI tem apenas motivação eleitoral. O [deputado Ronaldo] Caiado [líder do DEM na Câmara] confessou que o objetivo da CPI é provar que o governo repassa dinheiro para o MST fazer campanha para a Dilma [Rousseff], o que é ridículo.

Escrito por Flavio DeABel às 08h32
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Colarinho Branco

Promotor americano Adam Kaufmann investiga crimes de colarinho branco

A ASCENSÃO do Brasil à categoria de economia classe A provocará um crescimento nada glorioso. Vai aumentar o número de criminosos brasileiros de colarinho branco em processos internacionais. A avaliação é do promotor Adam Kaufmann, chefe das investigações na Promotoria de Nova York. A razão, segundo ele, é que "a globalização da economia trouxe mais oportunidades para os criminosos financeiros".

MARIO CESAR CARVALHO
ENVIADO ESPECIAL A CURITIBA

Adam Kaufmann tem laços com o Brasil -investigou doleiros e conseguiu a ordem de prisão contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) na Justiça de Nova York, onde ele é acusado de "ter roubado" recursos da Prefeitura de São Paulo.
A ordem de prisão baseia-se numa investigação segundo a qual Maluf usou bancos de Nova York para esconder recursos desviados -o que o ex-prefeito sempre negou. Em Curitiba, onde esteve para um encontro de juízes federais, Kaufmann criticou a lentidão e a impunidade na Justiça brasileira.

 

FOLHA - Paulo Maluf repete há anos que não tem e nunca teve contas no exterior. É verdade?
ADAM KAUFMANN
- Seria impróprio fazer comentários sobre esse caso porque ele é um fugitivo da Justiça de Nova York. Mas há dados públicos que nós obtivemos com a Justiça da ilha de Jersey, da Suíça e de inúmeras outras fontes. É muito claro para nós que Paulo Maluf controla inúmeras contas fora do Brasil. Em algumas dessas contas não há o nome de Maluf.
Mas é evidente que ele tem o controle absoluto sobre elas.

FOLHA - Doleiros brasileiros mandaram perto de US$ 50 bilhões para Nova York desde os anos 90 e a Promotoria de Nova York só conseguiu congelar perto de US$ 30 milhões, menos de 1% do valor total. Por que o valor recuperado é tão baixo?
KAUFMANN
- Nós trabalhamos duro para recuperar os US$ 30 milhões para o Brasil, mas nesses casos é muito difícil encontrar provas que permitam trazer o dinheiro de volta. O valor de US$ 50 bilhões é uma grande especulação porque os doleiros atuam no mercado negro.
O problema é que nesse tipo de processo criminal você tem de ter crimes provados para levar ao juiz e dizer a ele: "Esse dinheiro tem origem em condutas criminosas". Primeiro, você tem de provar o crime, e sonegação de impostos e remessa ilícita de capitais não são suficientes para provar um crime. Eu acho que essa regra vai mudar, mas hoje isso não é crime nos EUA. Outra dificuldade para obter provas é que você tem de coordenar uma investigação em diferentes países, com diferentes Justiças, para repatriar o dinheiro.
Os US$ 30 milhões são uma quantia pequena, mas, por outro lado, o governo dos EUA congelou US$ 1 bilhão de [Daniel] Dantas [banqueiro do Opportunity]. A crescente cooperação entre os países vai mudar esse cenário nos próximos cinco anos. US$ 30 milhões é só o começo de um processo.

FOLHA - Você sabe por que o Brasil é o destino preferido de grandes traficantes como o colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía? A facilidade para lavar dinheiro pode explicar essa preferência?
KAUFMANN
- Uma das explicações pode ser que o Brasil é uma grande economia, com grandes fluxos de capital, com diferentes tipos de negócios, e tudo isso pode facilitar a lavagem. Há também o mercado negro dos doleiros, grande fluxo de comércio internacional, bancos internacionais. O que há de interessante sobre o Brasil nesse estágio em que está virando uma grande força econômica é que há oportunidades para criminosos trazerem dinheiro ganho ilegalmente com a aparência de uma remessa comercial normal. Você pode criar uma construtora, usar notas fiscais falsas e mover seu dinheiro aqui.

FOLHA - O que você acha dos mecanismos antilavagem brasileiros?
KAUFMANN
- São eficientes. Há bastante jurisprudência, cortes especializadas em lavagem de dinheiro. Há uma Polícia Federal bastante forte. Trabalhei com eles na força tarefa criada em Curitiba [para investigar doleiros]. O trabalho com a polícia, com procuradores e a Justiça foi uma parceria de muitos resultados. O Brasil fez grandes avanços na investigação de crimes de colarinho branco.
O único detalhe é que o país parece não ter percebido que crimes de colarinho branco têm de ser punidos rápido e efetivamente para deixar claro a mensagem de que o país mudou.

FOLHA - No Brasil, um caso como o de Bernard Madoff, condenado a 150 anos de prisão em um processo que durou menos de um ano, se arrastaria por 10, 15 anos e dificilmente acabaria em prisão. Você sabe a razão desse tipo de impunidade?
KAUFMANN
- A condenação de Madoff foi um exemplo extremo -150 anos de prisão é uma exceção porque ele cometeu o maior crime de colarinho branco que já vimos, com repercussões globais. Mas nos EUA há o consenso de que crimes como esse têm de ser punidos com substanciais anos de prisão.
O meu departamento conseguiu a condenação de Dennis Kozlowski e Mark Swartz, presidente e diretor financeiro da Tyco, a 25 anos de prisão por eles terem roubado milhões de dólares da companhia. É o reconhecimento de que um homem de negócios corrupto pode prejudicar a vida das pessoas mais do que um simples ladrão. As pessoas que cometem esses crimes têm de ser punidas duramente porque eles têm escolhas, são bem educadas e traíram a confiança que a sociedade depositou nelas.
O tempo de duração de um processo é um grande problema que o Brasil precisa resolver. Meus colegas brasileiros reclamam muito disso. Os criminosos de colarinho branco não vão para a prisão aqui. Com isso, as pessoas não vão acreditar mais na lei e na igualdade da Justiça. Vão perder as suas ilusões sobre o sistema judiciário.

FOLHA - Cada vez mais brasileiros são acusados em crimes financeiros internacionais. Você mesmo mencionou o caso de Dantas nos EUA. Qual seria a razão da crescente participação de brasileiros nesses crimes?
KAUFMANN
- Esses crimes aparecem mais porque há mais investigação e mais cooperação internacional. Mas aumentaram os crimes também. Com o crescimento da economia brasileira, vai aumentar o número de criminosos brasileiros de colarinho branco em processos internacionais. A globalização da economia trouxe mais oportunidades para os criminosos financeiros. É muito mais fácil hoje movimentar dinheiro pelo mundo do que há 40, 50 anos.

FOLHA - Na investigação sobre as causas da crise financeira de 2008, os americanos encontraram uma série de indícios de crime. Por que os promotores, a polícia e os órgãos reguladores não perceberam isso?
KAUFMANN
- Não estou certo se concordo contigo sobre a hipótese de que a crise tem alguma ligação com condutas criminais. Recomendo a todos que querem olhar retrospectivamente para a crise que leiam as 220 páginas dos analistas da SEC [Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado financeiro] sobre o esquema de pirâmide de Madoff. Eles fizeram exatamente o que não se deve fazer na investigação de crimes de colarinho branco. É incrível como eles tiveram oportunidades para detectar os problemas e falharam.

FOLHA - Regulamentação poderia inibir, em parte pelo menos, os crimes que acompanharam a crise?
KAUFMANN
- Pode ajudar. Mas o problema é mais político. Republicanos e democratas apoiavam a ideia de que os bancos devem emprestar mais e mais dinheiro. Ambos têm responsabilidade sobre a crise. Em 2004, os EUA autorizaram os bancos de investimentos a trabalhar com mais alavancagem. Bear Sterns trabalhava com uma alavancagem de 30 vezes o capital que tinha. É uma loucura! A autorização para essa alavancagem foi feita por órgãos reguladores. Não houve um comportamento criminoso.

FOLHA - Paraísos fiscais são fontes de crimes ou essa ideia é um preconceito contra pequenos países?
KAUFMANN
- Paraísos fiscais são fontes de crimes porque eles, antes de qualquer coisa, encorajam a sonegação de impostos. Na investigação sobre o UBS, o banco intencionalmente recrutava clientes e os encorajava a abrir contas no UBS para sonegar impostos. Eu pago impostos, você paga impostos, por que um milionário da Park Avenue não paga todos os seus impostos? Quando um banco diz ""é só dinheiro de sonegação", ele abre suas portas para todo tipo de dinheiro. Quando você aprofunda a investigação, acha dinheiro de traficante de drogas, de corrupção política, de subfaturamento, de importação ilegal.

FOLHA - É virtualmente impossível saber quando é sonegação pura?
KAUFMANN
- É muito difícil. Não podemos ser hipócritas e falar só dos paraísos fiscais. Há Estados nos EUA em que é possível abrir uma empresa sem que se saiba quem é o dono de verdade. Um projeto de lei enviado ao Congresso obriga todos os Estados a manterem registros sobre o dono de fato da corporação. Não podemos cobrar transparência dos paraísos fiscais se dentro dos EUA não temos um padrão de transparência. Meu chefe, Robert Morgenthau, é um defensor dessa lei. Para cobrar transparência dos outros, precisamos ter transparência em casa.

FOLHA - Quase todas corporações dos EUA têm sede em Delaware.
KAUFMANN
- Delaware não é um paraíso fiscal. É um Estado que tem um ambiente amigável para as corporações. Elas ficam lá não para pagar menos impostos, mas porque o Judiciário entende das questões das grandes corporações e bancos. Isso é muito diferente da situação que ocorre quando a máfia russa abre 90 companhias de fachada em Delaware. Isso precisa acabar. Os EUA precisam ter um padrão mais elevado de transparência do que o Panamá ou Lichtenstein, que são paraísos para a lavagem de dinheiro.

FOLHA - O banco suíço UBS pagou US$ 780 milhões aos EUA para evitar um processo em que era acusado de ajudar americanos a sonegar. A Suíça entregou o nome de americanos que usaram aquele país para sonegar. Você acha que a Suíça mudou seu conceito de sigilo bancário?
KAUFMANN
- Isso foi um progresso bastante importante porque a Suíça é a capital do sigilo bancário. Meu chefe conta que tentou investigar bancos suíços na administração Kennedy, nos anos 60, quando era procurador federal e não conseguiu. Quarenta e cinco anos depois houve um acordo entre o governo suíço, o UBS e o governo americano para revelar os nomes dos americanos. É uma grande mudança e um recado duro para as pessoas que mandam dinheiro para outros países para não pagar impostos.

FOLHA - Por que cresce o número de bancos suíços envolvidos em crimes nos EUA e no Brasil? É por causa do aumento da concorrência com grandes bancos americanos?
KAUFMANN
- Certamente tem algo de concorrência. Mas acho que isso é resultado do aumento nas investigações. Não tenho muitas dúvidas de que os bancos fazem isso há muito tempo. Mas não havia pessoas mudando as prioridades. O pessoal dos bancos é muito esperto, sabe como usar as brechas legais, mas a investigação está cada vez mais sofisticada. Hoje, se um banco fizer coisas erradas, é muito provável que um juiz como o Sérgio Moro vá mandar alguém para a prisão.

Escrito por Flavio DeABel às 08h24
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08/10/2009


GREVE

Sind. dos Bancáriosspbancarios Funcionários do BB aprovam proposta http://bit.ly/xU8OY

Sind. dos Bancáriosspbancarios Empregados da Caixa decidem greve Manter http://bit.ly/WY2wL

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BOLETIM SERIDOENSE

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São Paulo - Os empregados da Caixa Econômica Federal entram na sexta-feira 9 em seu 16º dia de greve nacional. A decisão foi tomada durante assembléia realizada na quinta 8 por cerca de 500 trabalhadores de agências e concentrações.

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Dessa forma, os empregados decidiram intensificar a paralisação para pressionar a direção da empresa a atender as reivindicações dos trabalhadores. Uma nova assembleia será realizada na sexta-feira 9, às 16h, na Quadra dos Bancários.

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“Os bancários de outras instituições financeiras, inclusive públicas, já chegaram a um acordo e garantiram aumento real e Participação nos Lucros e Resultados que valorizasse os bancários. A mesma disposição não temos tido por parte da Caixa”, diz o diretor do Sindicato Eduardo Nunes.

Leia mais
> Trabalhadores de bancos
privados, Nossa Caixa e BB aprovam propostas



Carlos Fernandes - 08/10/2009

 

Empregados da Caixa decidem manter greve
Trabalhadores mostram indignação com postura da direção da empresa e mantêm movimento nacional
Mobilização continua

Escrito por Flavio DeABel às 21h19
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"Quero Matar Hitler"

FONTE deste trabalho

http://cafehistoria.ning.com/

Resultado da Promoção Cultural - "Quero Matar Hitler"

Mais uma vez, o Café História teve uma missão difícil: escolher a frase vencedora da promoção cultural. Tarefa tão difícil quanto esmiuçar um plano inteligente e engraçado para eliminar um dos maiores vilões da história.

Os membros do Café História participaram em peso e mostraram que são bons estrategistas. Houve quem defendesse infiltrar a família Sarney no Terceiro Reich. Houve também quem dissesse que a melhor maneira de matar o Führer passaria obrigatoriamente por seu envenenamento: seu bigode, suas bebidas, sobrou veneno até para as páginas de seus livros e, acredite, os pêlos de seu cachorro.

Enfim, todas foram muito descontraídas. Mas como só podemos escolher um...

A frase vencedora vem de Santa Maria, cidade do belo Rio Grande do Sul. Seu autor é o membro Bruno Hahn Gonçalves. Bruno rápido, rasteiro e bastante espirituoso:

“Mataria Hitler de desgosto. Forçando-o a participar de inúmeras e intermináveis assembléias, dentro de um regime radicalmente democrático onde o plebiscito teria hegemonia”.

O Café História dá os parabéns ao Bruno e também a todos os que participaram de mais uma promoção cultural. Tenham certeza que suas respostas renderam ótimas risadas e mostraram que a história, embora seja algo bem sério, também nos diverte bastante.

O Café História também agradece a parceria com a Agência Frog.

Livro: http://www.queromatarhitler.com.br/

Escrito por Flavio DeABel às 14h35
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DONALD E HITLER

Miscelânea Café História

Walt Disney e a Propaganda Contra o Eixo

BOLETIM SERIDOENSE
Pato Donald, inocente, e o Nazismo aterrorizante de Hitler. A inocencia e a maldade reunidas neste trabalho artistico dos norteamericanos. O ser humano quando quer ser bom é o melhor do mundo. Mas, Hitler, quando quis ser ruim, foi o pior ou um dos piores do mundo. Eta mundo louco, louco.

Escrito por Flavio DeABel às 14h32
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LIVRO DE GRACA

4. O site www.livrodegraca.com disponibiliza livros para download. As obras podem ser baixadas gratuitamente. Vamos ler, pessoal!! É bom demais e o nosso idioma agradece!! Em tempos de tanta pobreza vocabular e tanta linguagem de internet fica à frente quem lê!

Escrito por Flavio DeABel às 14h12
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BOLETIM SERIDOENSE, RICARDO FARIA

NAVEGAR É PRECISO

1. Olgária Mattos

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16160&boletim_id=595&componente_id=10026
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4. O site www.livrodegraca.com disponibiliza livros para download. As obras podem ser baixadas gratuitamente. Vamos ler, pessoal!! É bom demais e o nosso idioma agradece!! Em tempos de tanta pobreza vocabular e tanta linguagem de internet fica à frente quem lê!
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5. informo que foram publicados novos textos no blog da REA:

"Em nome do Pai"
por Marta Dalla Torre Fregonezi & Valéria Codato Antonio Silva
http://espacoacademico.wordpress.com/2009/10/03/em-nome-do-pai%e2%80%9d/

Jogos paradoxais da política externa do governo Obama
por Alexander Martins Vianna
http://espacoacademico.wordpress.com/2009/10/02/jogos-paradoxais-da-politica-externa-do-governo-obama/
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6. A educação brasileira e seus números
Por Gabriel Perissé
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=557CID002
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7. O professor tem que ser um problematizador
Por Glauco Faria e Renato Rovai
Moacir Gadotti fala sobre a trajetória da educação no Brasil nas últimas décadas, avalia os resultados do Fórum Social Mundial e defende o uso das novas tecnologias no ensino. "O poder não está em deter a informação, mas em produzir informação".
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=7567
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8. Leila Brito convida
Convido-o para ser leitor assíduo do blog do jornalista Tato de Macedo, onde você terá contato com um jornalismo COMPETENTE, SÉRIO, CRIATIVO e, acima ade tudo, IDÔNEO.
Acesse, comprove e participe:
http://tatodemacedo.blogspot.com/
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9. saiba como os estúdios americanos utilizaram os personagens de desenho mais famosos do mundo para combater as forças do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com



Escrito por Flavio DeABel às 14h11
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LIVROS E EVENTOS CULTURAIS

VALE A PENA LER

Infelizmente, o aviso de lançamento deste livro chega tarde aos leitores, mas fica a indicação.

2. Natureza e Cultura no Brasil (1870-1922)
Natureza e Cultura brasileira além dos autores conhecidos


Há toda uma maneira de ver a imensa natureza brasileira presente num vasto e variado conjunto de escritos, abrangendo ficção literária, ensaios, relatos de viagens ou memórias. E, desse modo, acabaram construindo uma forma peculiar através da qual a cultura concebeu a natureza brasileira. Esta é a primeira grande revelação do livro de Luciana Murari. Ela nos mostra uma análise sensível e erudita de todo o vasto conjunto de escritos, abrangendo duas ou três das mais importantes gerações de pensadores brasileiros angustiados em compreender o Brasil.
Essa análise possui grande importância ao tratar da história cultural do Brasil. Natureza e Cultura (1870-1922) possui uma análise surpreendente e original, já que ao lado de autores conhecidos como Taunay, Euclides da Cunha, Capistrano de Abreu ou Graça Aranha – a historiadora revela-nos outros autores que não possuíram tanto prestígio como Alberto Rangel, Hugo de Carvalho Ramos, Domício da Gama, Rodolfo Teófilo, Matheus de Albuquerque e Araripe Júnior. Autores solenemente ignorados por boa parte da crítica e dos estudiosos do tema que construíram modelos de interpretação baseados no movimento modernista de 1922. Esses autores obscurecidos pela persistência de formas de interpretação inspiradas numa periodização ainda presa à sucessão linear e estanque de “escolas literárias”. O apego a estas formas de interpretação conduziu alguns estudos a deixar de lado manifestações, escritos ou personagens não diretamente engajados em eventos erigidos como marcos de periodização.
O leitor irá se surpreender não apenas com o cunho interpretativo claro que Luciana dá ao tema, como também com as originais tiradas destes pensadores, escritores e ensaístas pouco conhecidos.

Sobre a autora: Luciana Murari é professora da Universidade de Caxias do Sul.
Livro: Natureza e Cultura no Brasil (1870-1922)
Autor: Luciana Murari
Edição: Alameda
Preço: R$ 50 (474 páginas)
*************

3. José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu
Itinerários de um Ilustrado luso-brasileiro

Quem foi Cairu? Quem foi este homem que na juventude andava com roupas rasgadas pelas ruas de Salvador e conseguiu ascender na sociedade hierarquizada do Antigo Regime? São muitas as facetas desse curioso personagem retratado em José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu, estudo da historiadora Tereza Cristina Kirschner
Recém formado em Cânones e Filosofia na Universidade de Coimbra em 1779, ao retornar à colônia, José da Silva Lisboa iniciou uma trajetória administrativa na monarquia lusa onde se destacaria pela competência, erudição e, principalmente, pela lealdade à Coroa. Na capitania da Bahia, o luso-brasileiro exerceu os cargos de ouvidor, professor régio e deputado da Mesa da Inspeção da Agricultura e do Comércio. Em 1808, a convite do príncipe D. João, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi nomeado diretor e censor da Impressão Régia e deputado da Junta do Comércio. Durante o período da independência, atuou na imprensa, participou da Assembléia Constituinte em 1823 e foi senador do império de 1826 a 1835. Dentre as várias mercês que recebeu de D. Pedro I, destacam-se o título de barão em 1824 e o de visconde de Cairu, em 1826. Ao longo de sua vida, o funcionário luso-brasileiro produziu quantidade significativa de escritos da mais diversa natureza.
As interpretações contidas neste livro sobre o Visconde de Cairu, sua obra e sua atuação mostram distintos posicionamentos diante de problemas políticos e econômicos de determinada época. Assim, questões que mobilizaram intelectuais brasileiros, como a industrialização nacional, o autoritarismo político e o papel do intelectual diante do Estado, encontraram em Cairu referência tanto para elogios exagerados quanto para críticas exacerbadas. Mas foi, a fidelidade do Visconde de Cairu ao Estado, tanto português como brasileiro, que contribuiu para a construção da sua memória, até hoje controversa.

Sobre a autora: Tereza Cristina Kirschner é professora de História Moderna da Universidade de Brasília .
Livro: José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu
Autor: Tereza Cristina Kirschner
Edição: Alameda/ PUCMinas
Preço: R$ 58,00 (351 páginas)
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4. Na Fórum de setembro, entrevista exclusiva com Ricardo Berzoini.
Confira também:
O acerto tático e o erro estratégico de Marina Silva
Uma nova pauta para os trabalhadores
Um massacre cotidiano
- Cinco anos após o assassinato de sete moradores de rua no centro de São Paulo, nenhum acusado foi condenado, e a situação de insegurança ainda perdura para quem vive nas vias da cidade.
E muito mais.
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5. Outubro n°18:
A revista Outubro discute a crise que ultrapassou fronteiras

Ao contrário do que foi anunciado pelas principais autoridades governamentais em setembro de 2008, a crise do processo de financeirização do capital iniciada nos Estados Unidos alcançou a economia brasileira com uma força verdadeiramente avassaladora.

A revista Outubro n°18 mostra vários pontos de vista em respeito à crise que se tornou um verdadeiro tsunami capaz de destruir os empregos, ameaçar a popularidade presidencial e inaugurar uma nova etapa de lutas sociais.

Nesta edição o artigo de John Bellamy Foster discute a noção de crise de financeirização do capital; em “Crise atual: uma perspectiva socialista” Leo Panitch e Sam Gindin, descreve minuciosamente o colapso nos Estados Unidos e sua importância para a renovação da estratégia socialista internacional.

A recomposição do sistema de dominação global dos Estados Unidos na crise é o tema de Luis Suárez Salazar. Sean Purdy coroa esse conjunto de artigos com uma refinada análise do processo que praticamente engendrou o mercado subprime estadunidense: a reforma da habitação pública na América no Norte. Uma importante contribuição para o esquadrinhamento teórico crítico do pensamento neoliberal, pode ser encontrado no artigo de Eleutério Prado.

A revista também traz contribuição de Andréia Galvão apresentando elementos para a reflexão acerca das transformações do sindicalismo sob o governo Lula. Além da tradicional sessão de resenhas, os artigos de Anita Schlesener, Valério Arcary e Danilo Martuscelli.
Revista Outubro n°18
Edição: Alameda (tel. 11 3024-1200)
Preço: R$ 30,00 (291páginas)
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6. De Cuba, com carinho
Yoani Sánchez escreve um dos blogs mais visitados do mundo, Generación Y, com vários milhões de acessos mensais, mas quase não consegue ser lida em Cuba, onde mora com seu marido Reinaldo Escobar e seu filho adolescente Teo. Quando eleita pela revista Time uma das mulheres mais influentes do mundo, ou quando recebeu o prêmio Ortega y Gasset, seus feitos não foram registrados, muito menos festejados pelo governo cubano. Mas ela não escreve sobre política.De Cuba, com carinho é um belo livro que narra a vida cotidiana de quem vive na ilha, sofre com a decadência da economia cubana, mas ama seu país. Alguém que não deseja que conquistas obtidas nas últimas décadas sejam jogadas fora, mas acha que o regime envelheceu junto com seus dirigentes. E conta tudo isso em textos cheios de vida, humor e certo amargor, mas muita esperança.
208 páginas, R$ 29,90.



Escrito por Flavio DeABel às 14h08
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HOMEM CORDIAL

A volta dos que não foram

Afastados sob acusação de abuso do poder econômico tentam reerguer-se eleitoralmente

LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Professor de ciência política na Universidade de Brasília, João Paulo Peixoto busca o "homem cordial" conceituado pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda para tentar justificar a não condenação nas urnas.

.

 "Muitos se perguntam por que o Brasil não explodiu, com tantos escândalos recentes. Somos resignados? Ou apenas um povo de índole boa?", questiona. "É frustrante. É preciso mudar a cultura política."

.

BOLETIM SERIDOENSE

- O Brasil nao explodiu, mas a violencia continua em alta. Carro incendiado, venda de drogas em alta, numero crescente de assaltos. Nao explodiu mas a situacao preocupa. De um lado, o cidadao, desarmado, esperando seguranca. Do outro, os bandidos, armados, querendo vida facil no crime.

 

Banco de Imagem - armado,  assalto.  fotosearch - busca  de fotos, imagens  e clipart

A elite, poderosa, de carro blindado, seguranca particular, lojas e residencias monitoradas, cerca eletrica., Os demais, coitados, nós rezamos para que nada aconteca. A banalizacao da violencia chega a niveis deploraveis.

Escrito por Flavio DeABel às 13h44
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HOMEM CORDIAL

A volta dos que não foram

Afastados sob acusação de abuso do poder econômico tentam reerguer-se eleitoralmente

LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Professor de ciência política na Universidade de Brasília, João Paulo Peixoto busca o "homem cordial" conceituado pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda para tentar justificar a não condenação nas urnas.

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 "Muitos se perguntam por que o Brasil não explodiu, com tantos escândalos recentes. Somos resignados? Ou apenas um povo de índole boa?", questiona. "É frustrante. É preciso mudar a cultura política."

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BOLETIM SERIDOENSE

- O Brasil nao explodiu, mas a violencia continua em alta. Carro incendiado, venda de drogas em alta, numero crescente de assaltos. Nao explodiu mas a situacao preocupa. De um lado, o cidadao, desarmado, esperando seguranca. Do outro, os bandidos, armados, querendo vida facil no crime.

Banco de Imagem - armado,  assalto.  fotosearch - busca  de fotos, imagens  e clipart

A elite, poderosa, de carro blindado, seguranca particular, lojas e residencias monitoradas, cerca eletrica., Os demais, coitados, nós rezamos para que nada aconteca. A banalizacao da violencia chega a niveis deploraveis.

Escrito por Flavio DeABel às 13h44
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06/10/2009


E HAJA CORRUPCAO...

"Monitor" registra 95 escândalos

DA REDAÇÃO

O "Monitor de Escândalos" do Congresso registrava até semana passada 95 casos desde janeiro. Hospedado no blog do jornalista Fernando Rodrigues, pode ser acessado no endereço http://noticias.uol.com.br/escandalos-congresso.

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O "Monitor de Escândalos" mostra, por exemplo, que três parlamentares pagavam suas empregadas domésticas com verba de seus gabinetes. Descobre-se lá que as famílias de senadores têm seguro-saúde vitalício.

Escrito por Flavio DeABel às 21h01
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SIM, HAY CORRUPTOS

A volta dos que não foram

Afastados sob acusação de abuso do poder econômico tentam reerguer-se eleitoralmente

LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Governadores e congressistas que tiveram seus mandatos cassados em decisões recentes da Justiça Eleitoral estão engajados para voltar à vida pública em 2010. Eles chegam à disputa não só competitivos, mas alguns até com favoritismo.
O senador Expedito Júnior (RO) encarna um exemplo clássico. Teve o seu mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob as acusações de abuso de poder econômico e compra de votos, mas se mantém no cargo graças ao presidente do Senado -José Sarney (PMDB-AP) avisou que só o tirará da função quando esgotadas todas as possibilidades de recurso.
.

Mesmo diante de um provável revés judicial, trocou, num ato em Porto Velho diante de 4.000 pessoas no dia 25, o PR pelo PSDB e obteve o apoio da cúpula tucana, primeira etapa da busca pela consolidação de sua candidatura ao governo de Rondônia. Repetindo o argumento da maior parte dos cassados, ele diz: "O povo sabe que eu não comprei voto. Eles acompanham isso".
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Na preparação para a corrida eleitoral, Expedito espera contar com a ajuda do atual governador, Ivo Cassol (sem partido), outro na mira do TSE. Cassol teve o mandato cassado em primeira instância sob acusação de compra de votos e seu destino depende de recurso.
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Enquanto aguarda, Cassol deflagrou sua pré-campanha para uma vaga no Senado em 2010 pelo PP. A assessoria de Cassol diz que o processo gera um desgaste em virtude do alto custo com advogados, mas é taxativa: "eleitoralmente, a repercussão é mínima". Os defensores do governador, o segundo mais rico do país, chegam a argumentar que a acusação de comprar votos esbarra na personalidade do processado, descrito como "pão-duro".
Professor de ciência política na Universidade de Brasília, João Paulo Peixoto busca o "homem cordial" conceituado pelo historiador Sérgio Buarque de .

Holanda para tentar justificar a não condenação nas urnas. "Muitos se perguntam por que o Brasil não explodiu, com tantos escândalos recentes. Somos resignados? Ou apenas um povo de índole boa?", questiona. "É frustrante. É preciso mudar a cultura política."
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O tucano Cássio Cunha Lima segue a regra. Em fevereiro, foi obrigado pelo TSE a deixar o governo da Paraíba, acusado de abuso do poder econômico e político. Passados sete meses, é apontado como favorito a uma vaga no Senado.

Prudência
"Em princípio, estas candidaturas devem ser vistas com bastante prudência. Mas sobre o Cássio e o Expedito, não temos a menor dúvida. Não cabia a cassação em nenhum dos casos. Os dois são eleitíssimos", afirma o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE).
Jackson Lago (PDT-MA), segundo governador a perder o mandato em virtude de ação do TSE neste ano, movimenta-se no Maranhão para tirar a dianteira de sua substituta, a governadora Roseana Sarney (PMDB). Roseana enfrenta processo judicial que pode resultar no seu afastamento -o caso está na "fila" no TSE.
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O episódio mais recente é o de Marcelo Miranda (PMDB), governador de Tocantins afastado no início deste mês, e que já se articula para sair ao Senado em 2010.
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As acusações de abuso do poder econômico atingem todos os matizes políticos. A Procuradoria Geral Eleitoral encaminhou ao TSE um parecer em que opina pela cassação do governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e seu vice, Belivaldo Chagas Silva, acusados de abuso de poder político e econômico, em período anterior à campanha eleitoral de 2006.
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Segundo a ação, o então prefeito da capital sergipana, Marcelo Déda, que já havia declarado abertamente seu interesse em concorrer ao governo estadual, teria realizado maciça campanha promocional, ressaltando as realizações de sua gestão em Aracaju. De acordo com a denúncia, "utilizando-se da pecha de inaugurações de obras", foram realizados grandes comícios, incluindo shows.
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O governador argumenta que os mesmos fatos foram analisados em outro processo, no qual foi inocentado.

Escrito por Flavio DeABel às 20h59
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FACO O QUE DIGO, NAO O QUE FACO

Atenção e esquecimento
Neste ano, mais de 90 casos de irregularidade foram registrados na Câmara e no Senado. Ninguém foi punido. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), enfrentou 11 acusações, variando da responsabilidade por atos secretos ao emprego de funcionários fantasmas. Foi absolvido.
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O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), esteve envolvido na chamada "farra das passagens aéreas". Mais da metade dos 513 deputados usaram o benefício para passear com a família e amigos. No caso de Temer, ele viajou com mulher, amigos e familiares para Porto Seguro (BA), em janeiro de 2008, período de férias no Congresso. Nada aconteceu.
Não é de hoje que casos assim chamam a atenção da mídia num primeiro momento, mas acabam esquecidos.
(FR)

Escrito por Flavio DeABel às 20h56
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CORRUPCAO VADIA

O vício da amizade

Arquivamento de investigações envolvendo irregularidades no Congresso reforça premissa de que parlamentares se omitem na punição de colegas e contribui para a imagem negativa da instituição

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Nenhuma explicação foi tão feliz como a do deputado Edmar Moreira (PR-MG) para definir a dificuldade de congressistas quando precisam investigar e punir seus pares. O "vício insanável da amizade" é o maior obstáculo à frente de um processo de cassação, disse ele.
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Moreira foi vítima e beneficiário do seu axioma. Quando deu sua explicação em público, acabara de ser eleito corregedor da Câmara, em fevereiro passado. Passou então a ser escrutinado pela mídia.
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Além do castelo de propriedade de sua família, em Minas Gerais, descobriu-se que o deputado usava a verba indenizatória para pagar serviços de segurança pessoal a suas próprias empresas.
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Removido do cargo de corregedor, Moreira enfrentou um processo no Conselho de Ética da Câmara. Ao final, acabou inocentado -apesar das provas do uso do dinheiro público nas empresas do congressista.
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Em 1997, deputados foram gravados em conversas informais admitindo ter vendido o voto a favor da aprovação da emenda da reeleição -que permitiu a Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ter concorrido a um segundo mandato em 1998. Não houve CPI nem ninguém foi punido.

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No caso do mensalão, em 2005, dezenas de congressistas estavam envolvidos num esquema para reforçar a base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso.

Escrito por Flavio DeABel às 20h55
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INSATISFACAO

Alguns dados sugerem que a insatisfação dos brasileiros com as instituições vem de longe, como, por exemplo, o alto grau de renovação do Congresso a cada eleição.
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(FERNANDO RODRIGUES
FOLHA SP, SUCURSAL BRASÍLIA)

Escrito por Flavio DeABel às 20h54
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TA TUDO DOMINADO

Suspeita generalizada

Igreja, Forças Armadas e imprensa são mais bem avaliadas, mas imagem da corrupção é alta

PEDRO DIAS LEITE
DA REPORTAGEM LOCAL

Estudo, renda e ceticismo
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Quanto maior a escolaridade, maior o ceticismo em relação às instituições. No caso da imprensa, 55% dos que têm nível fundamental acham que há corrupção, número que sobe para 65% entre os que possuem nível médio e chega a 69% na faixa dos que cursaram o ensino superior. Quando a instituição é a Igreja Católica, os percentuais são de 46%, 59% e 61%, respectivamente.
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A relação segue o mesmo padrão quando se trata de renda e poder de consumo. Quanto maior, mais alta é a percepção de corrupção nas instituições. No caso das Forças Armadas, 58% dos brasileiros das classes A/B acham que existem casos de corrupção, percentual que cai para 54% na fatia C e desce para 49% nas classes D/E.
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Em relação às igrejas evangélicas, os números vão dos 14% que não acreditam haver corrupção nessa instituição (classes A/B), passam a 20% (C) e chegam a 29% (D/E).
Em nenhuma instituição, nas centenas de cruzamentos da pesquisa, por idade, sexo, escolaridade etc., o percentual dos que acreditam que não há corrupção é maior do que o daqueles que pensam haver.
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Para a professora Maria Hermínia, da USP, uma percepção tão alta de desvios "vem do fato de que a corrupção se transformou num ponto central da questão política e um foco da imprensa". Uma possível consequência da crença generalizada de corrupção nas instituições, ela diz, pode ser uma certa apatia. "Se as pessoas acham que tudo e todos são corruptos, ser corrupto ou não deixa de ser um critério da escolha política. Você cria uma espécie de cinismo realista."

Escrito por Flavio DeABel às 20h48
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TA TUDO DOMINADO

Suspeita generalizada

Igreja, Forças Armadas e imprensa são mais bem avaliadas, mas imagem da corrupção é alta

PEDRO DIAS LEITE
DA REPORTAGEM LOCAL

A percepção de corrupção nas instituições é tão generalizada que não há as que têm melhor imagem, mas apenas as que são menos percebidas como corruptas..

 


O ranking das instituições vistas como menos corruptas é liderado pela Igreja Católica, onde 29% acreditam que não existam casos de corrupção -no entanto, 53% afirmam que sabem ou já ouviram dizer de casos de desvios na igreja.
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Em seguida aparecem as Forças Armadas, onde o placar é de 24% para os que dizem não haver casos de corrupção na instituição, contra 54% para os que dizem que existem. O restante declara não saber.

Escrito por Flavio DeABel às 20h46
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TA TUDO DOMINADO

Podres poderes

Congresso, Presidência e ministérios lideram percepção de corrupção entre instituições brasileiras; atos relacionados ao poder público são sinônimo de irregularidade, mostra pesquisa

FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Chegou a fatura para o Congresso por conta da avalanche de imposturas registradas neste ano no Poder Legislativo. Para 92% dos brasileiros, há casos de corrupção envolvendo deputados, senadores e partidos políticos. Em seguida, vêm a Presidência da República e os ministérios (88%), os governos estaduais (87%) e as Assembleias Legislativas e seus deputados estaduais (86%).
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Essa percepção negativa transborda para as outras principais instituições do país. Nenhuma se salva, segundo a pesquisa Datafolha. Todas pontuam acima de 50% quando a pergunta é sobre estarem envolvidas com corrupção.
A política local também tem imagem ruim. Prefeituras e Câmaras Municipais e a Polícia Militar dos Estados são vistas por 81% dos brasileiros como instituições nas quais existe corrupção. A Polícia Civil fica empatada na margem de erro da pesquisa, pontuando 79%.
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Clubes de futebol, em geral apontados como antros de má administração e ilegalidades, também não são perdoados pelos brasileiros. Para 77% da população, os times têm alguma ligação com casos de corrupção. Um pouco abaixo estão a Polícia Federal (74%), o Poder Judiciário (juízes) e promotores (73%) e a imprensa (61%).

Sinônimo de corrupção
Quando os entrevistados são indagados sobre o que é corrupção, 43% apontam atos relacionados ao setor público e à política.
Só muito abaixo, com 21%, os brasileiros dizem que falta de ética é uma forma de definir a ação de um corrupto. Para 19%, a corrupção ocorre quando há roubo de dinheiro ou bens.
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O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, enxerga dois fatores que levam a esse resultado. Primeiro, "a generalização de que todo político é ladrão". Segundo, uma outra desconfiança antiga do brasileiro, "que acha que quase todas as instituições têm algum tipo de corrupção".
A onda de escândalos neste ano no Congresso apenas retroalimenta a imagem que já é ruim. Mas não é um fator determinante para o atual desgaste de quase tudo o que está ligado ao poder público.
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"É curioso que a avaliação do Congresso, realizada pelo Datafolha há muitos anos, sempre tenha sido negativa. Não importa se há algum grande escândalo ou não", diz Mauro Paulino.
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Outro aspecto a ser considerado é que o brasileiro usa olhares distintos ao avaliar os políticos. Por exemplo, para 88% dos brasileiros há corrupção na Presidência da República. Mas, ao mesmo tempo, 69% aprovam o trabalho realizado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Essa contradição, diz Mauro Paulino, pode ser atribuída ao desempenho positivo da economia, aos programas sociais implantados pela administração petista e "ao inigualável poder de comunicação de Lula".
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Não se pode dizer que apenas os simpatizantes do PT ou de partidos lulistas garantem a boa imagem do governo. Na estratificação dos dados, não se nota grandes alterações nas opiniões de grupos partidários.
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A preferência partidária faz pouca diferença. Entre os entrevistados com preferência pelo PT, 44% apontam o setor público como sinônimo de corrupção. Entre os ligados ao PSDB, o percentual é de 48%. Entre os simpatizantes peemedebistas, a taxa fica quase no mesmo patamar, em 41%.
O mesmo se aplica aos que dizem haver corrupção no Palácio do Planalto e nos ministérios. Esse é o caso para 90% dos petistas e 93% dos simpatizantes do PSDB. De novo, os entrevistados ligados ao PMDB ficam um pouco abaixo, com taxa de 85%.
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A pesquisa Datafolha publicada hoje é a primeira do gênero realizada pelo instituto. Dessa forma, não há como comparar com a opinião dos brasileiros em outros momentos.
Alguns dados sugerem que a insatisfação dos brasileiros com as instituições vem de longe, como, por exemplo, o alto grau de renovação do Congresso a cada eleição.
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Quando são consideradas as últimas duas décadas, observam-se números expressivos. Em 1990, a Câmara dos Deputados se renovou em 61,8%. Foi um período de grandes mudanças no país, que havia voltado a ter eleição direta para presidente no ano anterior, em 1989. Começou então uma fase de redução da renovação.
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Em 1994, a taxa de deputados novos eleitos foi de 54,3%. Em 1998, nova queda, para 43,9%. Daí para cá, a curva se inverteu.
No mesmo ano em que o Brasil elegeu Lula como presidente, em 2002, a Câmara registrou uma renovação de 44,8%. Quatro anos depois, em 2006, quando o país ainda ruminava os efeitos do escândalo do mensalão, a taxa subiu para 47,6%. Em 2010, dentro do Congresso, a aposta é que o percentual vai novamente dar um salto.

Escrito por Flavio DeABel às 20h35
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BRASIL CORRUPTO

País de uma ética só

Pesquisa revela convergência de visões sobre a corrupção em toda a sociedade

WANDERLEY GUILHERMEDOS SANTOS
ESPECIAL PARA A FOLHA

Nós, brasileiros, não somos normais. Adeus, autonomia da consciência individual do bom e velho liberalismo. Nós, brasileiros, estamos sendo normalizados. Assim eram designados os dissidentes políticos na União Soviética, depois de recuperados à normalidade pelas prisões e pelos tratamentos psiquiátricos dos campos de concentração.
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De acordo com a teoria oficial de então, só sujeitos coletivos, não indivíduos, alcançam a verdade. O sujeito coletivo era, no caso, o Partido Comunista da União Soviética, e suspeitar de suas opiniões equivalia a negar a verdade objetiva -só mesmo estando de má-fé ou mentalmente comprometido.
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Daí os tratamentos e as normalizações. Pois não é que, com respeito ao fenômeno da corrupção, nós, brasileiros, pensamos praticamente a mesma coisa, descontados raros e excepcionais desvios?

.Sim, homens ou mulheres, entre 16 e mais de 60 anos, quase analfabetos ou de educação dita superior, vivendo da mão para a boca ou com renda mensal de mais de 10 salários mínimos, estando localizados entre uma das classes de A a E, torcedores de PT, PMDB, PSDB ou de nenhum partido, habitando qualquer das cinco regiões do país, na capital ou no interior dos Estados, incluídos ou não na população economicamente ativa e devotos de alguma fé, ou mesmo ateus, nós temos opiniões semelhantes às do nosso vizinho ou, na melhor das hipóteses, às do vizinho do nosso vizinho. É isso aí.

Escrito por Flavio DeABel às 20h33
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EMPREITEIROS CORROMPEM MAIS

Entre os bolsos e os cofres

No Brasil, perseguem-se mais os pequenos contraventores do que os grandes corruptores de fato, como empreiteiros, que se beneficiam de um sistema de proteção

JANIO DE FREITAS
COLUNISTA DA FOLHA

Corrupção para todos os gostos e todos os repúdios. Logo, é o seu Brasil (só o relembro por desfastio), mas não é a corrupção. O conceito e a prática, e por imitação também o Código Penal, não se satisfizeram com a singularidade, e multiplicaram modalidades, graus, vocações, níveis de tolerância e conivência, de repressão e punição.

Escrito por Flavio DeABel às 20h31
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BRASILEIRO VENDE VOTO

Uma carrada de barro em troca do voto

A necessidade da gente é que manda, argumenta eleitor; taxa de venda no Nordeste é de 19%

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Para o desempregado maranhense Sebastião Moura da Silva, 44, o Código Eleitoral brasileiro, de julho de 1965 e que proíbe a compra e a venda de votos, só existe no papel. Ele conta que, nas eleições municipais de 1996, foi procurado por um candidato a vereador de Matões, no leste do Maranhão e a 350 km de São Luís.

Escrito por Flavio DeABel às 20h29
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RICO COMETE MAIS INFRACOES

PLÍNIO FRAGA
DA SUCURSAL DO RIO

O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa Datafolha inédita.

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São os mais ricos e mais estudados os que têm as maiores taxas de infrações (97% dos que ganham mais de dez mínimos assumem ter cometido infrações e 93% daqueles que têm ensino superior também), sendo que 17% dos mais ricos assumem frequência pesada de irregularidades (11 ou mais atos). Entre os mais pobres, 76% assumem infrações; dos que têm só o ensino fundamental, 74% afirmam o mesmo.

Escrito por Flavio DeABel às 20h27
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POVO MELHOR QUE ELITE

PLÍNIO FRAGA
DA SUCURSAL DO RIO

O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa Datafolha inédita.

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(.)

Povo e elite
O cientista político Renato Lessa reedita máxima de San Tiago Dantas: "o povo enquanto povo é melhor do que a elite enquanto elite". "Não ficamos "mal na fita". Há uma generalizada e consistente presença de marcadores morais e éticos. Cremos saber o que é a corrupção e onde e quando se apresenta. No mais, desconfiamos dos outros", escreve à pág 11.
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O economista Marcos Fernandes Gonçalves da Silva lembra (pág. 8) que a percepção de corrupção gigantesca não é um fenômeno brasileiro. Está em alta em países tão díspares como Argentina, Coreia do Sul, e Israel. A cobrança de propinas, especialmente associadas à "pequena corrupção", é endêmica pelo mundo, diz ele, especialista no tema.
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No Brasil, 13% ouviram pedido de propina, e 36% destes pagaram; 5% ofereceram propina a funcionário público; 4% pagaram para serem atendidos antes em serviço público de saúde; 2% compraram carteira de motorista; 1%, diploma.
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Entre os entrevistados, 83% admitiram ao menos uma prática ilegítima ao responder a pesquisa (7% reconheceram a prática de 11 ou mais ações ilegítimas, admissão considerada "pesada"; 28% dizem ter praticado de 5 a 10 ações; 49% tiveram uma conduta "leve", com até quatro irregularidades).

Escrito por Flavio DeABel às 20h26
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LEI DE GERSON

Ninguém é inocente

Pesquisa Datafolha inédita revela que brasileiro tem alto padrão ético e moral, mas percepção ampla de corrupção no país; 13% admitem já ter negociado voto em troca de dinheiro, emprego ou presente

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PLÍNIO FRAGA
DA SUCURSAL DO RIO

O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa Datafolha inédita. .

Se o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto), conclui-se deste "Retrato da Ética no Brasil".
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Por exemplo, 94% dizem ser errado oferecer propina, e 94% concordam ser repreensível vender voto -um padrão escandinavo, a região do norte da Europa que engloba países como Suécia e Noruega, os menos corruptos do mundo, segundo a Transparência Internacional.
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Um país em que os eleitores trocam voto por dinheiro, emprego ou presente e acreditam que seus concidadãos fazem o mesmo costumeiramente; um país em que os eleitores aceitam a ideia de que não se faz política sem corrupção; um país assim deveria ser obra de ficção, como em "Os Bruzundangas" (Ediouro), livro de Lima Barreto de 1923.


Escrito por Flavio DeABel às 20h22
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04/10/2009


 
 

NOVO MINISTRO STF

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Advogado se projetou graças ao PT

DA REDAÇÃO

José Antonio Dias Toffoli, 41, projetou-se nacionalmente graças ao PT: foi advogado de Lula nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006 antes de ser nomeado advogado-geral da União, em 2007.
Muitos críticos da indicação de Toffoli alegam que ele não tem notável saber jurídico, pois foi reprovado em dois concursos para juiz estadual (em 1994 e em 1995) e não fez mestrado ou doutorado.
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Também afirmam que ele não possui reputação ilibada, pois foi condenado pela Justiça do Amapá sob a acusação de ter ganho licitação supostamente ilegal para prestar serviço ao Estado. Toffoli recorreu.
Natural de Marília (SP), Toffoli formou-se pela USP em 1990, especializando-se em direito eleitoral. Por dez anos lecionou direito de família e direito constitucional.

.Em 1995, Toffoli ingressou na Câmara dos Deputados como assessor parlamentar da liderança do PT. Depois, advogou para Lula em três campanhas. Após a chegada do PT ao Planalto, foi nomeado subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, permanecendo no cargo até assumir a chefia da AGU.

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 07h04
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NOVO MINISTRO STF

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VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
VERA MAGALHÃES
DO PAINEL, EM BRASÍLIA

Mais novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Antonio Dias Toffoli, 41, afirma que o Brasil precisa acabar com a ideia de que "defender interesses é crime".

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Em entrevista à Folha, ele diz considerar "legítimo" um congressista representar o setor que o elegeu e sustenta que "pensar diferente é hipocrisia". Contestado inicialmente por sua ligação com Lula e com o PT, Toffoli, que já foi filiado ao partido e teve seu nome aprovado pelo Senado para o STF na última quarta por 58 votos a favor, 9 contra e 3 abstenções, diz que sua atuação no governo passa a "não existir mais".
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Segundo ele, no processo de formação de um voto no STF, o "documento fundamental é a Constituição", mas devem ser levados em conta "a realidade social e o momento histórico".
Repetindo inúmeras vezes que não comentaria "casos concretos" que possa vir a julgar, o novo ministro diz que adotará como conduta só "falar nos autos", mas evita julgar o comportamento de seus futuros colegas nesse quesito.
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Advogado especializado na área eleitoral, ele defende o voto obrigatório como valorização da política e da cidadania e diz que um terceiro mandato para presidente é "questionável" e pode levar "à perpetuação no poder". Leia a seguir a entrevista concedida pelo novo ministro do Supremo à Folha em sua casa, na última sexta-feira.

 

 

FOLHA - O plenário do Supremo é palco constante de disputas em torno de decisões do Executivo. O sr. fez parte dele antes de se tornar ministro do Supremo. Como enfrentar esse dilema?
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JOSÉ ANTONIO DIAS TOFFOLI - A minha vida, no momento que tomar posse no Supremo Tribunal Federal, passa a ser outra. A atuação que tive no governo e todo o meu passado passam a não existir mais. O que existe é um juiz, que tem o dever de defender a Constituição e julgar as causas de acordo com ela. É evidente que nas causas em que me manifestei enquanto advogado-geral da União estarei impedido de atuar.

FOLHA - O sr., por exemplo, vai votar ou pretende se considerar impedido de se manifestar sobre a concessão de refúgio a Cesare Battisti?
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TOFFOLI - Esse caso eu analisarei quando estiver no Supremo. Ainda não tomei posse, seria até um desrespeito à corte antecipar um posicionamento futuro.

FOLHA - O sr. foi subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil na gestão do ministro José Dirceu, que é réu numa ação penal sob a acusação de ter chefiado o mensalão. Há suspeição sua para julgar o caso quando o ministro Joaquim Barbosa levá-lo ao plenário?
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TOFFOLI - Eu não vou falar sobre caso concreto.

FOLHA - O sr. vai entrar na vaga do ministro Menezes Direito, que era substituto no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O sr. pode substituí-lo nessa função? Haveria suspeição no seu caso por já ter atuado como advogado eleitoral?
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TOFFOLI - Quem escolhe os ministros do Supremo que irão integrar o TSE é o plenário do Supremo Tribunal Federal. Não tenho a mínima ideia se serei ou não escolhido. Caso venha a ser, e é da tradição do Supremo indicar aquele que não foi para essa função, é evidente que não há, no meu entender, nenhum tipo de impedimento de atuação no TSE. Pelo contrário, a minha especialização em direito eleitoral só será útil para julgar as causas.

FOLHA - Por falar em independência, como deve ser o processo de construção de uma decisão de um ministro do STF? Baseado estritamente no que diz a lei ou é possível uma interpretação à luz das circunstâncias históricas e do momento?
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TOFFOLI - É evidente que a realidade social e o momento histórico se manifestam na visão do juiz. Se nós formos pegar um exemplo de fora do Brasil, da Suprema Corte dos Estados Unidos, sob a mesma Constituição, se entendeu que era legítima a escravidão e, depois, que ela não era legítima. A realidade social, a realidade da cultura do momento em que se vive integra a formação da consciência de um julgador.

FOLHA - Na hora de interpretar a Constituição, esses fatores devem ser levados em conta?
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TOFFOLI - Para usar um exemplo bíblico, Jesus Cristo disse: "O sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado". O que Jesus quis dizer com isso? Que a lei existe para o homem, não é o homem que existe para a lei. A lei é o parâmetro, mas ela leva em conta, ao ser aplicada, o homem, o ser, a vida.

FOLHA - Até pouco tempo se costumava dizer que um ministro do Supremo se pronunciava apenas pelo voto. Hoje, alguns membros costumam fazer análises públicas de temas que tramitam na Casa. Qual dos caminhos o sr. pretende seguir?
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TOFFOLI - Eu não vou comentar comportamentos de outros ministros. O que eu posso dizer é que não estarei comentando casos concretos que possam vir a ser julgados. É evidente que, após uma decisão tomada pela Suprema Corte, a sociedade debata. É um dever da sociedade debater.

FOLHA - Mas tem outro tipo de debate, não com relação a casos específicos, mas sim ao papel político do Supremo. O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, se manifestou algumas vezes contra os excessos da Polícia Federal, do Ministério Público, contra o que acha uma interferência de um Poder no outro.
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TOFFOLI - O Supremo Tribunal Federal é um colegiado, composto por pessoas com perfis diferenciados. O meu perfil, que eu adotarei, será um de falar nos autos sobre casos concretos.

FOLHA - O sr. disse que a Constituição atual não prevê o terceiro mandato e, por isso, ele é ilegal. Se esse princípio for incluído na Constituição, ele ajuda ou atrapalha o processo democrático?
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TOFFOLI - No meu entendimento, o terceiro mandato consecutivo é, no princípio republicano, algo bastante questionável. Não quero adiantar posição, mas a ideia de um terceiro mandato pode levar à perpetuação no poder. É algo questionável, discutível do ponto de vista jurídico.

FOLHA - O sr. é a favor de mudanças no nosso sistema eleitoral, com adoção do voto distrital misto ou em lista? Aberta ou fechada?
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TOFFOLI - Dos vários sistemas eleitorais que eu já estudei, para a formação da Câmara dos Deputados, entendo que o melhor sistema é o alemão, chamado de sistema proporcional misto.

FOLHA - O sr. é a favor da manutenção do voto obrigatório?
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TOFFOLI - Entendo que o voto obrigatório é legal. Legítimo. Eu penso que a política é uma área extremamente nobre, onde se dá os debates da construção da nação, onde se tem de fazer a grande discussão do país. Então, nesse sentido de valorização da política e da cidadania como foro onde tem de se dar as grandes decisões, eu sou a favor do voto obrigatório.

FOLHA - Analistas defendem que o atual sistema de financiamento de campanha transforma o congressista num lobista do setor privado. Concorda?
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TOFFOLI - Nós temos de acabar com essa história. Respondendo da forma como você perguntou, parlamentar nenhum é lobista: é representante do povo. Ao representar o povo defende interesses. Temos de acabar com essa situação de se achar no Brasil que defender interesses é crime. Temos de acabar com a ideia de criminalização da política. Se alguém é eleito com base numa região do país, com base no apoio de um segmento social...

FOLHA - Seja ele empresarial ou sindical...
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TOFFOLI - Sem dúvida, é legítimo que, se alguém foi eleito pelo setor da indústria, defenda os interesses da indústria. Se foi eleito pelo setor sindical, trabalhista, de trabalhadores, que defenda uma legislação protetora dos trabalhadores. Ele foi eleito para isso. Pensar diferente é hipocrisia. Temos de acabar com essa hipocrisia de que defender interesses é a ausência de legitimidade. Pelo contrário, é o que legitima a ordem democrática. É por isso que o Parlamento é o local de discussão mais nobre da política, porque ali está representada a sociedade.

FOLHA - E o financiamento de campanha?
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TOFFOLI - O problema do financiamento de campanha entra na questão de dar paridade de armas a todos aqueles que querem ser representantes da sociedade, para que alguns, pelo fato de ter mais condições econômicas, não passem a ter uma maioria em relação aos que não têm acesso a financiamento de campanha. É para isso que existe a Justiça Eleitoral, que tem agido no sentido de trazer essa paridade de armas. E cada vez mais vejo que está havendo um rigor maior nesse acompanhamento de financiamento.

FOLHA - E a questão da sua indicação de um advogado para o ex-ministro Silas Rondeau?
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TOFFOLI - Não vou comentar esse episódio. Já respondi.

Pluralidade do STF é o "ideal", diz ministro

Sobre bate-bocas recentes na corte, Toffoli afirma que sempre aconteceram e que repercussão "é fruto da transparência"

Ex-advogado-geral da União no governo Lula diz que vai "para o Supremo com muita disposição para trabalhar e para atuar em todas as áreas"

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DO PAINEL, EM BRASÍLIA

O ministro do STF José Antonio Dias Toffoli afirmou que a pluralidade é o "ideal" de uma corte coletiva e que os recentes bate-bocas no Supremo sempre aconteceram.
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"É fruto da transparência", afirmou, ao comentar que eles ganharam mais repercussão por conta da TV Justiça e da rádio Justiça, que permitem o acompanhamento on-line dos julgamentos.
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Ex-advogado-geral da União do governo Lula, Toffoli toma posse no dia 23 de outubro e promete trabalhar "tantos anos quantos eu for útil à nação" ao comentar a hipótese de ficar no Supremo por quase 30 anos. (VALDO CRUZ E VERA MAGALHÃES)

 

FOLHA - Nos últimos meses, o STF foi palco de bate-boca entre ministros, algo que não era usual. É fruto da transparência do tribunal ou um novo momento histórico?
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TOFFOLI - Todo colegiado tem altos graus de discussão e de debate. Acompanho o Supremo de perto desde 1995, quando me mudei para Brasília. Naquela época, não tinha TV Justiça. Só sabia o que acontecia nos debates de votação em plenário do Supremo quem estivesse lá de corpo presente.
E eu me lembro de ter assistido a grandes discussões, a grandes embates, a grandes polêmicas entre ministros da Suprema Corte. Então, não se trata, no meu entendimento, de algo novo no Supremo.
Discordo da tese da pergunta, porque historicamente esses debates sempre aconteceram no Supremo. O que acontece é que foi criada a TV Justiça, a rádio Justiça, é fruto da transparência.

FOLHA - O sr. está prestes a ingressar numa corte que só há pouco tempo admitiu mulheres, um negro, e, agora, deve assumir como um dos ministros mais jovens da história. Essa pluralidade é boa para o funcionamento do Supremo?
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TOFFOLI - Essa pluralidade é o ideal de uma corte coletiva. Por que o Judiciário, na sua alta corte, no mundo inteiro, é um colegiado? Exatamente porque a decisão final só vai ser a melhor possível se for fruto de debate, fruto de várias visões jurídicas e de mundo.

FOLHA - O sr. acha que a forma de indicação de ministros para o Supremo, pelo presidente da República, é a melhor?
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TOFFOLI - Seja qual for o sistema de indicação para a Suprema Corte, o que é fundamental é que ele tenha o crivo do eleitor, do cidadão. Na atual forma de composição brasileira, que vem desde a época da Constituição de 1891, nós temos dois momentos de participação do eleitor: uma pelo presidente da República, que é quem indica o ministro, e outra pelo Senado Federal, que é quem aprova. O que se pode discutir, e eu disse lá na arguição, é que se pode aumentar o quorum. Tem país que tem quorum de dois terços de aprovação da Câmara Alta.

FOLHA - Há uma corrente que defende que o Supremo não deveria julgar questões penais. Que deveria haver uma corte exclusiva para isso.
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TOFFOLI - É a ideia de que se deveria ter a Suprema Corte exclusiva para questões constitucionais, e que as questões penais ficariam a cargo de outra corte. É uma questão que cabe à sociedade como um todo defender. De qualquer forma, eu vou para o STF com muita disposição para trabalhar, e para atuar em todas as áreas. Eu sou um apaixonado pelo direito, gosto de todas as áreas do direito, atuei em todas. Então, não tenho dificuldade nenhuma em atuar em nenhuma área.

FOLHA - O sr. está preparado para ficar 30 anos fazendo a mesma coisa, depois de ter tido uma vida profissional dinâmica e uma ascensão tão jovem?
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TOFFOLI - A honra de assumir um cargo de ministro da Suprema Corte, de qualquer país do mundo, principalmente de um país como o Brasil, com a dimensão do Brasil e do povo brasileiro, é tão grande, tão grande, que evidentemente entro com vontade de trabalhar muito pelo Brasil e vocacionado a trabalhar tantos anos quantos eu for útil à nação. Se forem 10, 15, 20, 30 anos, me dedicarei a ele.

Escrito por Flavio DeABel às 06h55
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Reforma nao sai e aliancas trincam

Blog do Noblat
(O Estado de S. Paulo)

Alianças trincam em 5 Estados

Coligações que elegeram governadores não devem se repetir na Bahia, no Rio, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul

De Luciana Nunes Leal:

Cinco dos dez maiores colégios eleitorais do País já expõem, a um ano das eleições, a fragilidade das alianças que elegeram os atuais governadores.

A união dos partidos governistas dificilmente se repetirá na Bahia, no Pará, no Paraná e no Rio.

No caso do Rio Grande do Sul, a crise não envolveu legendas, mas as próprias autoridades, após o vice-governador Paulo Feijó, do DEM, acusar a governadora Yeda Crusius (PSDB) de desvio de recursos da campanha. Yeda é investigada em CPI da Assembleia gaúcha.

Em Minas, a ruptura está na oposição ao governador Aécio Neves (PSDB). PT e PMDB, coligados em 2006, trabalham por candidaturas próprias ao governo.

"Nas eleições passadas, ainda havia a regra da verticalização. Em 2010, as alianças são livres. O PMDB, por exemplo, tem tradição de formar alianças locais separadas da nacional", lembra o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

As normas anteriores impediam que partidos coligados na eleição nacional se unissem a legendas adversárias nas alianças estaduais.

O PMDB não formalizou coligação nacional em 2006 e para poder firmar alianças com partidos governistas e oposicionistas nos Estados. Com o fim da verticalização, todas composições partidárias serão possíveis em 2010.

Por enquanto, apenas na Bahia, quarto maior colégio eleitoral do País, a ruptura da antiga aliança implicou a saída do governo.

Liderado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o PMDB deixou o governo do petista Jaques Wagner, entregou duas secretarias e o comando da Junta Comercial do Estado (que era ocupada pelo pai do ministro, Afrísio Vieira Lima) e anunciou intenção de disputar o governo com o ex-aliado.

Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha pedido entendimento entre Geddel e Wagner, para garantir palanque único e forte para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na disputa pela Presidência, a reaproximação é praticamente impossível.

Leia mais em Alianças trincam em 5 Estados

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BOLETIM SERIDOENSE

A reforma politica segue as avessas. Ou seja, como nao sai do papel, entao as rupturas sao inevitaveis.

Escrito por Flavio DeABel às 06h49
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02/10/2009


GREVE

Ordem é fortalecer a greve para arrancar proposta digna

Diante do “nada” oferecido pelos banqueiros em reunião realizada com o Comando Nacional, em São Paulo, os bancários do Ceará deliberaram pela continuidade da greve, fortalecendo o movimento nesta segunda-feira, dia 5/10, como forma única de arrancar uma proposta digna dos patrões. Foram dois dias de negociação, para chegar na sexta-feira, 2/10, e os negociadores da federação dos bancos (Fenaban) dizerem que têm de consultar os banqueiros sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Ficaram de levar aos donos dos bancos as diversas simulações que foram feitas na quinta e sexta-feira, 1º e 2/10.

Sem propostas da Fenaban e dos bancos públicos, bancários mantêm a greve

Na assembléia permanente na noite de quinta-feira, dia 1º/10, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará, os bancários deliberaram pela continuidade da greve por tempo indeterminado, até que sejam apresentadas propostas que atendam suas reivindicações, tanto por parte da Fenaban, como da Caixa, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste. O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban voltaram para a mesa de negociações durante todo o dia de ontem, começando às 10 horas da manhã, com parada ao meio dia e retomando a mesa por volta das 16h15, após uma interrupção para almoço. A primeira rodada após o início da greve, que chega ao nono dia, foi interrompida na noite de quinta-feira, 1º/10 e será retomada nesta sexta-feira, dia 2/10, às 11h.

Caixa avança em questões de saúde, mas proposta ainda é insuficiente

Ontem, quinta-feira, dia 1º /10, o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE Caixa) retomaram o processo de negociações específicas com o banco. A reunião aconteceu às 15h, em São Paulo, e teve como foco principal questões relativas a saúde e condições de trabalho. Os trabalhadores conquistaram alguns avanços, como a criação de comitês para a discussão e resolução de casos de assédio moral. A Caixa, no entanto, não trouxe proposta relativa aos demais temas da pauta.

Escrito por Flavio DeABel às 20h51
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GREVE

Bancários mantêm paralisação e voltam a negociar com bancos

DA REPORTAGEM LOCAL

Os bancários decidiram manter hoje a greve nas agências e centros operacionais e continuar negociando com representantes da Fenaban (federação dos bancos).
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As negociações foram suspensas ontem após cerca de nove horas de reunião. A paralisação por tempo indeterminado completou ontem oito dias e atingiu 6.944 agências no país, segundo a Contraf-CUT (confederação nacional da categoria). Os representantes dos bancos não fizeram estimativa de adesão à greve, mas contestam os números dos sindicatos.
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O que emperra o fechamento de um acordo é a discussão sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Segundo sindicalistas, a fórmula de cálculo apresentada aos trabalhadores reduz os valores da PLR a ser distribuída em relação ao pagamento do ano passado.
A categoria quer PLR de três salários mais valor fixo de R$ 3.850. No ano passado, os bancários receberam até 2,2 salários com limite de R$ 13.862.
A proposta da Fenaban prevê o pagamento de 1,5 salário limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. E uma segunda parte de 1,5% do lucro (distribuído igualmente entre os empregados) até R$ 1.500.
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"Pela regra em vigor, os bancos têm de distribuir entre 5% e 15% de seu lucro liquido, mas querem diminuir o teto para 4% do lucro líquido", diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Em São Paulo, a greve teve adesão de 34,5 mil bancários em 796 locais.
Além da PLR, os bancários pedem 10% de reajuste (os bancos oferecem 4,5%), proteção ao emprego em casos de fusões e o fim do assédio moral e de metas abusivas, que, segundo os sindicalistas, provocam maior número de doenças profissionais. (CR)

Escrito por Flavio DeABel às 20h48
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LULA

Fatima_BezerraFatima_Bezerra Vitória do Brasil! Rio 2016! Mais uma grande conquista para o povo brasileiro. Olê, olê, olê, olá e dá-lhe LULA e dá-lhe Dilma!

Escrito por Flavio DeABel às 19h29
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MENGO

FlamengoFlamengo Quase 59 mil ingressos vendidos e arquibancadas esgotadas para o Fla-Flu: Só há bilhetes de cadeiras inferiores .. http://bit.ly/6QtfQ

Escrito por Flavio DeABel às 19h08
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Brasil

Vagner Araujofvagner Valeu Rio, Valeu Brasil! Copa 2014 e, agora, Olimpíadas de 2016. Deus é brasileiro! http://bit.ly/yYEC1

Escrito por Flavio DeABel às 19h02
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RIO 2016

Tribuna do Nortetribunadonorte Presidente de Portugal parabeniza Brasil por escolha do Rio como sede das Olimpíadas http://tinyurl.com/y9roeh4

Escrito por Flavio DeABel às 18h59
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LULA

Coluna Arame FarpadoArameFarpado Reconhecer Vamos. Tem muita gente q chama o Lula de pé frio, mas em sua gestão ele conquistou uma Copa do Mundo e as Olimpíadas. É pouco?

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Boletim Seridoense

Nao. O Presidente se mostra um bom articulador. Como pode um homem que estudou pouco brilhar tanto nos espacos politicos internacionais, de tanta gente poderosa e letrada? Palmas para o Presidente, que mostra ter um coracao sensivel, um autentico brasileiro que ama o País.

Escrito por Flavio DeABel às 18h54
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EDUCACAO

Cristovam BuarqueSen_Cristovam Há dinheiro para uma Copa, Olimpíadas e PAC. Não há desculpas para não haver dinheiro para a educação.

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BOLETIM SERIDOENSE - A observacao do senador Cristovam procede. Aqui em Caico a maior escola estadual, alem de outras muitas,  sofre com o descaso do poder publico.  O controle do emprego das verbas publicas nao consegue evitar os desvios de conduta. Reclamar a quem? Ao Tribunal de Contas do Estado? Ao Ministerio Publico?

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Nós, cidadaos, somos bons em reclamar como faço neste espaco. Efetivamente nao faço, nao fazemos nada para alterar a situaçao. Queremos que a soluçao caia do céu? Vai demorar muito.

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Cristovam BuarqueSen_Cristovam Parabéns Brasil, Lula, Cabral e Nuzmann. Agora, faltam as medalhas. Elas começam na escola. Conto com vocês

Escrito por Flavio DeABel às 18h43
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GREVE

Sind. dos Bancáriosspbancarios Quer Aumento real e PLR maior? Faça uma greve ainda mais forte http://bit.ly/4tgEzy

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 18h33
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