Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


31/10/2009


PODER PUBLICO PERDULARIO

BOLETIM SERIDOENSE

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Nós, contribuintes, somos cada vez mais otários. Nós nao nos interessamos pelo problema. Queremos que os outros resolvam. Nao resolverão. Podem até ajudar a piorar.

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Contas do setor público pioram em setembro

Com gastos maiores do governo federal e arrecadação em queda, ajuste fiscal tem resultado mais fraco para o mês em 8 anos

Pela 1ª vez no ano, despesas superaram receita, gerando deficit primário de R$ 5,7 bi; para o BC, resultados devem melhorar neste trimestre

EDUARDO CUCOLO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A queda na arrecadação e o aumento nos gastos do governo federal levaram as contas públicas a registrarem em setembro o pior resultado para o mês em oito anos. Tanto os números referentes ao mês passado como os valores acumulados no ano e em 12 meses mostram que o governo está cada vez mais distante de cumprir as metas de redução da dívida pública em 2009.

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No mês passado, pela primeira vez no ano, as despesas do setor público superaram as receitas. O resultado ficou negativo em R$ 5,7 bilhões, devido ao mau desempenho do governo federal. Estados, municípios e estatais, por outro lado, fecharam o mês com as contas no azul. Não entram nesse cálculo os juros não pagos da dívida, que representam mais R$ 16,6 bilhões em despesas.
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Apesar dos dados negativos, a avaliação do Banco Central, responsável pela divulgação, é que o fundo do poço já foi alcançado. A expectativa é que os números do último trimestre do ano já mostrem um aumento nas receitas, que devem acompanhar a recuperação da economia.
Em relação às despesas, a instituição diz não haver muito espaço para queda, devido ao aumento dos investimentos no final do ano. "Que vai arrecadar mais, com certeza, em linha com um nível de atividade mais forte. Gastar menos, eu não sei até que ponto você teria espaço", disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

Gastos com pessoal
O que preocupa os analistas, no entanto, são as despesas referentes a pessoal, que aumentaram quase 20% em 2009 e devem continuar afetando as contas públicas nos próximos anos, independentemente do comportamento da receita.
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"É possível que a meta seja alcançada contabilmente, mas o fato é que há uma deterioração bastante forte das contas fiscais, principalmente nos gastos com pessoal e encargos sociais, que são permanentes", diz o economista Maurício Molan, do Santander.
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O governo tem como meta fazer uma economia equivalente a 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) para pagar os juros da dívida e, dessa forma, reduzir seu endividamento. Mas esse resultado pode cair para 1,56% caso sejam abatidos os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Anteontem, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, admitiu, pela primeira vez, que terá de usar mão desse artifício para que a meta seja cumprida.
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Nos 12 meses encerrados em setembro, esse resultado está em 1,17% do PIB. São R$ 34,6 bilhões, 70% a menos em relação à economia feita no período imediatamente anterior.
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Outro fator que deve contribuir para o cumprimento dessa meta, de acordo com o Banco Central, é que o setor público registrou deficit nos dois últimos meses de 2008, o que ainda pesa nesse indicador. No acumulado do ano, que exclui esse efeito, o percentual está em 1,70%, acima da meta.
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Em dezembro, por exemplo, o governo retirou aproximadamente R$ 15 bilhões (0,5% do PIB) do caixa para fazer a poupança que está depositada atualmente no Fundo Soberano do Brasil, despesa que não irá se repetir neste ano.
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Para Molan, o Fundo Soberano pode ser ainda utilizado como um último recurso do governo para alcançar as suas metas neste ano.
"Ele pode usar esse dinheiro para fazer frente a algumas despesas, embora já tenha sinalizado que deve deixar isso para o ano que vem."

Escrito por Flavio DeABel às 18h29
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30/10/2009


Meio ambiente

Lei florestal ajuda país no clima, diz Minc

Ministro do Meio Ambiente afirma que abrandamento de legislação enfraquece Brasil em Copenhague

ROBERTO DIAS
EM BARCELONA

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem que o abrandamento da legislação florestal poderia enfraquecer a posição brasileira nas negociações da conferência do clima de Copenhague.
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"Alguém vai chegar e dizer: "Vem cá: o Brasil está cantando de galo que vai cortar o desmatamento e aprova uma lei que permite desmatar mais'", afirmou o ministro, que diz não enxergar possibilidade de alguma medida desse tipo ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Existe uma disputa no governo por causa da entrada em vigor do decreto presidencial sobre regularização ambiental, em dezembro. O Ministério da Agricultura quer aumentar o número de propriedades que não serão obrigadas a recompor suas reservas legais.
Minc está em Barcelona para uma reunião de emergência que tenta salvar as negociações para Copenhague. O encontro na Espanha, que começou ontem e acabará amanhã, foi convocado pela ministra dinamarquesa Connie Hedegaard, anfitriã do evento de dezembro.
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Barcelona foi escolhida porque será palco, na semana que vem, do último encontro preparatório para Copenhague. Minc não participará. De volta ao Brasil, ele terá uma reunião com Lula na terça-feira para tentar fechar a proposta que o governo levará a Copenhague.
Essa proposta é um dos trunfos com que conta o ministro na discussão em Barcelona. "O que está em cima da mesa são reduções de 30% a 40% da tendência de crescimento para 2020", afirmou ele. Na simulação, considera-se um crescimento anual do PIB de 4% até lá. O ministério já conseguiu formatar uma proposta de redução da emissão de gases em 35% para apresentar ao Planalto, mas tentará aumentar esse número até terça.
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Em Barcelona, o governo alardeia também o fato de ter alcançado a menor taxa de desmatamento em 20 anos e a aprovação, na Câmara, de um fundo para mudança climática e, em São Paulo, de uma lei com metas de corte de emissões.
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Minc defendeu ontem que a delegação brasileira em Copenhague seja chefiada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Independentemente de ela ser candidata ou não, é a ministra mais importante do governo. Todo mundo sabe disso", afirmou. "Se não fosse a Dilma, alguém poderia dizer: "Ela é produtivista e não dá bola para o clima". No que vai a Dilma, ficam dizendo: "O governo está botando alguém mais produtivista para cuidar do clima". Sempre alguém vai criticar."

Escrito por Flavio DeABel às 06h29
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CASSADO

JUDICIÁRIO

Supremo manda afastar senador cassado em 2008

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Supremo Tribunal Federal determinou, por 7 votos a 1, que o senador Expedito Júnior (PSDB-RO) deixe o cargo. Ele foi cassado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico e compra de votos em 2006, mas exercia o cargo por decisão da Mesa Diretora do Senado.
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Ainda há os chamados "embargos de declaração" para serem julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. O tucano, porém, não poderá manter o mandato. Ele disse que aguarda orientação da defesa para "tomar uma decisão".

Expedito Junior seguiu no cargo. apesar de cassação confirmada pelo TSE em junho

Expedito Junior seguiu no cargo. apesar de cassação confirmada pelo TSE em junho

 

Categoria: Direito
Escrito por Flavio DeABel às 00h06
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RESERVA LEGAL

Agricultura quer aliviar regra para fazendeiro

 

Stephanes propõe que as propriedades médias, de até 880 hectares, fiquem isentas de recompor reservas desmatadas

Casa Civil analisa proposta, que está na fase técnica; para Carlos Minc (Meio Ambiente), não haverá acordo sobre reserva legal


EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A um mês e meio da entrada em vigor do decreto presidencial que obriga a regularização ambiental de terras do país, o Ministério da Agricultura decidiu propor ao Palácio do Planalto que as médias propriedades do país também fiquem isentas da obrigação de recompor suas reservas legais.
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Tecnicamente, a proposta fala na isenção a propriedades de até oito módulos fiscais -unidade que varia de 5 a 110 hectares no país (é em média menor no Sul e maior no Norte e Centro-Oeste). Assim, ficariam livres de reserva legal propriedades de até 880 hectares.
Segundo a legislação ambiental do país, a propriedade rural é obrigada a manter intactas as áreas de preservação permanente (as APPs, como margens de rio e topos de morro) e preservada a reserva legal (que, na região amazônica, representa 80% da área).
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O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) defende o desmatamento zero a partir de agora, mas quer a anistia daqueles que, segundo ele, cortaram árvores legalmente décadas atrás para expandir suas lavouras. Essa bandeira tem como foco os pequenos e médios proprietários do Sul -o ministro, filiado ao PMDB do Paraná, será candidato a deputado federal no ano que vem e tem no setor a sua base eleitoral.
A proposta inicial da pasta, apresentada durante negociações no Planalto sobre regulamentações do Código Florestal, falava na isenção só aos pequenos proprietários (quatro módulos rurais ou 150 hectares).
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Essa segunda proposta foi recebida como espécie de moeda de troca na mesa coordenada pela Casa Civil e da qual fazem parte as pastas do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário. "Nesse ponto [isenção], não tem acordo", disse Carlos Minc (Meio Ambiente).
Em até duas semanas a Casa Civil pretende concluir a fase técnica e levar ao presidente Lula um mapa com todas as divergências, a serem então discutidas Stephanes e Minc.
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O principal ponto de tensão entre as pastas é o decreto presidencial editado no final de 2008 e que entra em vigor em 11 de dezembro. Ele autoriza punir, com multa, proprietários que não estiverem cumprindo os limites de preservação de suas áreas e os obriga a fazer a averbação de suas reservas legais (ou seja, se comprometer no papel a recuperá-las).
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Para Stephanes, de aproximadamente 4,3 milhões de pequenas e médias propriedades do país, ao menos 3 milhões ficariam em situação irregular.
A Agricultura, além da prorrogação do decreto, quer a edição de uma medida provisória que contemple algumas exigências dos ruralistas, como essa isenção de reserva legal.
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Para evitar isso, conforme a Folha revelou, Minc contra-atacou: apresentou ao Planalto uma ação voltada aos proprietários irregulares (como crédito e assistência técnica).
Após aderir ao programa, os proprietários teriam seis meses de prazo para formalizar a proposta de recuperação da reserva legal, contra os quatro meses (após eventual autuação) previstos no decreto que entra em vigor em dezembro.
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Além da manutenção ou prorrogação do decreto (por um prazo mínimo de um ano, para não ser esticado até às vésperas das eleições) e da isenção de reserva legal, há outros três pontos polêmicos sem acordo.
São eles: compensação da reserva legal com a compra de um outro pedaço de terra, validação de plantações em áreas consolidadas (como topos de morro) e a inclusão das APPs na área de reserva legal.

Escrito por Flavio DeABel às 00h00
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26/10/2009


TUITADAS

Rubens LemosRubensLemos A reportagem comprova: Quem consome financia as armas de quem desafia a sociedade.

  • Rubens LemosRubensLemos Um dos melhores títulos jornalísticos dos últimos tempos é da Veja: Quem cheira mata... Nada define com tanta precisão a guerra do Rio.
  • Escrito por Flavio DeABel às 22h00
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    Ricardo Faria, Boletim Mineiro

    NAVEGAR É PRECISO
    O Globo desmente Ali Kamel: Brasil é racista, sim
    Posted: 14 Oct 2009 10:38 AM PDT
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    Muita gente acha que Ali Kamel é o bambambam das Organizações Globo. Mas, como já afirmei aqui, ele é apenas um empregado. Não é ele quem dita as regras, mas sim a família Marinho. Ele é a bola da vez, o cara que representa (na verdade, o escudo) tudo aquilo que os Marinho (e seus pares – Mesquita, Civita, Frias) pensam.
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    Esta semana, O Globo publicou uma reportagem que desmonta todo o raciocínio de Kamel (e também de seu alter-ego, Magnoli) de que no Brasil não há racismo.
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    Sob título “Mulheres e minorias para trás”, o repórter Gilberto Scofield Jr. mostra que a tese de que não há racismo no Brasil é conto da Carochinha e que o Brasil é racista, sim.
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    A reportagem saiu na segunda-feira. Mas deveria, por sua importância, ter saído no domingo. Essa já é uma rendição aos desejos da famiglia.
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    Se isso não bastasse, para tentar diminuir o impacto da revelação de que somos um país racista, o foco da reportagem foi a discriminação de gênero (mulheres ganham menos do que homens) e não a de raça (indígenas e negros ganham menos do que brancos), mesmo, como afirma o texto, “considerando grupos com a mesma idade e nível de instrução”.
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    Ainda para tentar manter de pé a tese de que não somos racistas, o repórter coloca no final da matéria a afirmação de que o fator decisivo é a educação. Só que, contraditoriamente, no corpo da matéria ele afirma que mulheres recebem menos do que homens, “a despeito de as mulheres serem mais instruídas”.
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    Afinal, a educação é ou não fator fundamental para explicar a disparidade salarial? Num momento (o de gênero), eles afirmam que não. Em outro (de raça), que sim.
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    No fundo, é a velha manipulação, que vem sendo denunciada pela blogosfera. O Globo, a Veja, o Estadão, a Folha publicam para seus pares, enquanto o mundo ao redor se desmancha como bolhas de sabão.
    Leia a íntegra da reportagem:
    http://blogdomello.blogspot.com/

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    Mensagem de M. Moore a Obama: Se não sai do Afeganistão, devolva o prêmio
    (Michael Moore)
    http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=42002&lang=PT

    Escrito por Flavio DeABel às 21h48
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    BOLETIM MINEIRO, por Ricardo FAria

    VALE A PENA LER



    1. O Império por Escrito
    Formas de transmissão da cultura letrada no mundo ibérico
    séculos XVI-XIXl


    No Brasil, como no mundo ibérico em geral, corre a ideia de que seríamos um país de não-leitores é corrente. Mas este conceito reflete uma ideia antiga sobre a escrita, a leitura e as formas de transmissão da cultura. Resultado de um colóquio que teve lugar na Universidade de São Paulo em 2007, o livro O Império por Escrito, organizado pelas historiadoras Leila Mezan Algranti e Ana Paula Megiani, traz uma complexa diversidade de temas envolvidos na história da leitura e dos leitores – temas e ideias que vão das leituras da vida na corte às gazetas manuscritas revolucionárias do século XVIII. Por isto, neste conjunto de ensaios, são destacados a importância e os significados da comunicação escrita no mundo ibérico, em especial no império português.
    Escrever uma história da leitura, ou das leituras no mundo ibérico, é uma atitude ao mesmo tempo ousada e revolucionária. Ousada por pressupor que a leitura seria uma prática cotidiana, acessível um a bom número de pessoas, que podiam escutar notícias, histórias ou relatos lidos. Atitude revolucionária por entender que a leitura vai muito além do próprio livro e seguiu um caminho diferente no Brasil colonial e imperial. Dessa maneira, a coragem de expor essas pesquisas resultou num dos mais importantes volumes sobre a história da leitura e dos leitores do país.
    Os diferentes círculos e os variados níveis de comunicação são estudados tanto nos âmbitos dos documentos oficiais como nos diferentes impressos, registros e manuscritos de todo tipo. Eles desempenharam um papel fundamental na transmissão de ideias, valores, normas, costumes e saberes entre as metrópoles e suas colônias, bem como entre as diferentes possessões ultramarinas que integravam tais impérios coloniais.
    Livro: O Império por Escrito
    Autor: Leila Mezan Algranti e Ana Paula Megiani
    Edição: Alameda
    Preço: R$ 78 (608 páginas)

    Sobre as autoras: Leila Mezan Algranti é professora de História na Universidade Estadual de Campinas. Ana Paula Megiani é professora de História na Universidade de São Paulo.

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    2. Virgilio Gomes da Silva: De Retirante a Guerrilheiro dedica-se a recuperar a trajetória pessoal e política desse homem cuja biografia transcende sua morte porque sua história faz parte das lutas históricas do povo brasileiro contra a miséria e a opressão. Virgilio começou vencendo a miséria. Retirante, saiu do sertão do Rio Grande do Norte nos anos 50 para tentar a vida em São Paulo, onde, por meio das lutas sindicais, adquiriu consciência política e tomou contato com as ideias do Partido Comunista Brasileiro.

    Após a institucionalização da ditadura, processo iniciado a partir do golpe civil-militar de 1964, Virgilio passou a assumir posição destacada na luta contra a opressão, tornando-se um guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional, organização cujos fundadores e líderes foram Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira. Menos de um mês após ter comandado uma das ações mais espetaculares da luta de resistência contra a ditadura, o seqüestro do embaixador americano, Virgilio, o "Jonas" da ALN, foi brutalmente assassinado sob torturas na sede da famigerada Operação Bandeirantes, em 29 de setembro de 1969, e se tornou o primeiro desaparecido político brasileiro.

    Esse livro surge em um contexto bastante significativo, em que se lembra os 30 anos da luta pela Anistia e os 40 anos da morte do biografado, e integra uma luta pela Memória, pela Verdade e pela Justiça, da qual fazem parte a abertura dos arquivos, a punição dos torturadores e a localização dos corpos dos desaparecidos.

    Edileuza Pimenta e Edson Teixeira são historiadores e autores de Virgilio Gomes da Silva: De Retirante a Guerrilheiro.

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    3. Como os clássicos viram clássicos
    4. Montesquieu escreveu que os livros são uma espécie de sociedade que damos a nós mesmos. Aqueles que lêem bons livros estão no caso dos que vivem em ótima companhia, mas aqueles que lêem livros ruins são como os que se vêem malacompanhados, e que, no mínimo, perdem seu tempo nessa convivência pouco proveitosa. A leitura de “Mestres do passado”, de Marcos Antônio Lopes, é um verdadeiro convite para se freqüentar a excelente sociedade formada por algunsdos autores que a história elevou à categoria de clássicos do pensamento político moderno. Por meio de uma prosa leve e agradável, sem, contudo, perder de vista a complexidade dos assuntos tratados, Lopes apresenta as razões paraque, em pleno século XXI, continuemos a nos interessar vivamente pelo pensamento político de homens como Maquiavel, Hobbes ou Bossuet, cujas obras foram publicadas há centenas de anos. (Renato Moscateli/Doutor em FilosofiaPolítica pela Unicamp).Marcos Antônio Lopes é professor na Universidade Estadual de Londrina.Livro: Mestres do Passado: Clássicos da Sabedoria Política Moderna.Edição: Eduel, 2009.Preço: R$ 35,00 (220páginas)

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    5. Nas bancas o numero 72 da revista História Viva.
    Dossiê: Fim da Guerra Fria.
    Biografia de Mao Tse-Tung
    Artigos principais: Hititas, o império esquecido – Intolerância religiosa – Tocqueville e a democracia – A mulher brasileira e os viajantes.

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    6. Nas bancas o número 49 da Revista de História da Biblioteca Nacional. Traz o índice do 4º ano da revista.
    Dossiê: França
    Entrevista: Manoel Salgado Guimarães
    Artigos principais: Políticas da cultura – Poder feminino – Discos voadores: pneus no céu – Educação: ainda na selva? – Álbuns para segurança – Achados do povo de Luzia.

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    7. Nas bancas a edição de outubro do jornal Le Monde Diplomatique Brasil.
    Artigo de fundo: o novo Estado desenvolvimentista
    Outros artigos: Novos paradigmas: uma outra visão de mundo - Eleições japonesas viram a mesa da direita - Entrevista com Tom Zé - O multilateralismo em questão - Terceirização da saúde: gestao pública ou privada? - El Salvador: cem dias de governo - Nanotecnologia: o futuro chegou.
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    8. "Perdemos a noção do tempo". Esse é o primeiro verso dos: "Poemas do Povo da Noite". A versão definitiva do poema foi escrita em outubro de 1974, na Penitenciária do Carandiru, quando eu já cumprira o segundo ano de prisão. Antes fora rabiscada em pedaços de papel de cigarro, em letra miúda, ou memorizada para escapar das revistas constantes nas celas do 10º. Batalhão de Caçadores – 10º. BC, Goiânia; do Pelotão de Investigações Criminais – PIC, no Setor Militar Urbano, em Brasília; da OBAN/DOI-CODI do II Exército; do DOPS; do Presídio Tiradentes; do Presídio do Hipódromo; ou da Casa de Detenção e da Penitenciária do Estado de São Paulo, no complexo Carandiru e do Presídio Romão Gomes, em São Paulo. Não exatamente porque os carcereiros dessas instituições cultivassem especial interesse pela poesia...
    Leia mais em http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3870/166/
    Editora: Editora Fundação Perseu Abramo em co-edição com a Publisher Brasil Editora
    Título: Poemas do povo da noite - Autor: Pedro Tierra
    Número de páginas: 248pp - Valor: R$ 35,00

    Escrito por Flavio DeABel às 21h45
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    23/10/2009


    NOTICIA BOA

    Biocombustível será bom para o clima, indica simulação

    Receio de que álcool e biodiesel sejam tiro pela culatra é exagerado, afirma estudo na "Science"

    RAFAEL GARCIA
    DA REPORTAGEM LOCAL

    O medo de que uma economia mundial baseada em biocombustíveis seja um tiro pela culatra no combate ao aquecimento global não tem muito fundamento, indica um novo estudo. Simulando um futuro em que os combustíveis fósseis seriam substituídos, pesquisadores concluíram que o cenário mais provável é um em que álcool e biodiesel possam mesmo ajudar a evitar emissões de gases do efeito estufa.
    O novo trabalho, publicado pela revista "Science", indica que a atual política para uso da terra com biocombustíveis está no caminho certo, mas alerta que uma mudança poderia provocar, sim, efeitos indesejáveis.
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    Liderado por Jerry Melillo, do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole (EUA), o trabalho mostra, primeiro, um cenário pessimista. Efeitos "indiretos" da ampliação de produção de biocombustíveis seriam capazes de emitir até duas vezes mais CO2 que o uso direto de terras para plantar vegetais necessários ao produto.
    Isso ocorrerá se pastagens desalojadas para a produção de cana, por exemplo, restabelecerem-se em áreas de floresta, provocando desmatamento. O uso irrefreado de fertilizantes nitrogenados também seria nocivo por produzir óxido nitroso, um gás de efeito estufa.
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    A relação entre agricultura e ambiente observada nos últimos dez anos, porém, aponta para um caminho diferente. Segundo os pesquisadores, a tendência é que as políticas antidesmatamento atuais, mesmo longe de ser perfeitas, consigam dar conta de frear esse problema. Biocombustíveis, nesse caso, têm vantagem inquestionável sobre petróleo, pois plantas absorvem CO2.
    "Se as coisas continuarem como são hoje, vão gerar o que está no segundo caso, mais otimista", diz Angelo Gurgel, economista da USP que participou do estudo. "Mas, se a pressão por bioenergia e alimentos for grande a ponto de os governos flexibilizarem a proteção ambiental, o cenário muda."
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    O modelo matemático da simulação de Gurgel e colegas é possivelmente o mais completo já usado para ver o impacto dos biocombustíveis na mudança do uso de terra. Seu resultado otimista, com alguma surpresa, contrariou projeções sombrias obtidas por outros.
    Esse tipo de simulação vinha sendo criticado por cientistas como José Goldemberg, também da USP, pioneiro do planejamento econômico para o álcool. "Um modelo geral para o mundo não se aplica em situações particulares, como a do Brasil", diz o cientista. Um dos problemas, explica, é que o álcool de cana brasileiro produz muito mais energia por área cultivada do que o álcool de milho americano, por exemplo.

    .O trabalho de Gurgel, porém, evita isso ao se esquivar do debate sobre quais vegetais são melhores. "No longo prazo, o mercado vai selecionar naturalmente aqueles que tiverem potencial", afirma.
    O medo de que a valorização de terras viáveis para essas plantas as façam "empurrar" o gado para cima da floresta, diz, também não parece ter muita sustentação. Segundo Gurgel, porém, será preciso reforçar no futuro os mecanismos que, por enquanto, impedem isso.

    Escrito por Flavio DeABel às 10h34
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    EMPREGO

    ELIANE CANTANHÊDE

    Matando cachorro a grito

    BRASÍLIA - Segundo dados macroeconômicos do IBGE, o desemprego caiu e a renda cresceu, voltando aos patamares pré-crise.
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    Mas, segundo dados da realidade, colhidos pela Folha numa quilométrica fila de inscrição de concurso no Rio, a coisa é bem feia.
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    São 1.400 vagas para gari. Fora tíquete alimentação, vale-transporte e plano de saúde, o salário é de R$ 486,10. O suficiente para atrair 109.193 inscritos até ontem, dos quais 45 doutores, 22 mestres, 1.026 com nível superior completo e 3.180 incompleto.
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    Seria uma competição injusta com os que só têm até a quarta série do ensino fundamental -o mínimo exigido para a inscrição-, não fosse a inclusão de testes como flexões abdominais e corrida, literalmente mais suados e mais úteis que títulos e canudos para uma profissão tão sofrida quanto necessária. O risco é o sujeito ou a sujeita sair com a sensação de que estudou tanto, mas nem para gari serve.
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    Mal tiram a beca da formatura, a engenheira corre para um concurso de fiscal da Receita, o jornalista disputa qualquer vaga em qualquer repartição pública, o administrador de empresas aceita ser digitador no Itamaraty. Advogados caem às pencas de toda parte, até de táxis e quadros de portaria.
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    Na posse do ministro Samuel Pinheiro Guimarães (SAE), terça-feira, Lula encheu o peito para dizer que o ProUni colocou quase o mesmo número de estudantes que as universidades federais desde elas que existem. Mas para quê?
    Há muito investimento a fazer em educação, inclusive no ensino público superior e no profissionalizante, e há dúvidas sobre essa multiplicação de vagas particulares.
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    Enche as burras de entidades privadas e tende a frustrar profissionais com diplomas inúteis na parede da sala. Será que é assim que se melhora o IDH, a qualidade do emprego e a própria educação? PS: Ainda dá tempo. As inscrições para gari no Rio só terminam hoje.

    elianec@uol.com.br

    Escrito por Flavio DeABel às 10h30
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    20/10/2009


     
     

    CASSACAO DE MANDATO

    Juiz cassa 13 dos 55 vereadores de SP por doações irregulares

    Eles receberam da AIB, acusada de ser entidade de fachada de sindicato imobiliário

    Vereadores podem recorrer da decisão, de 1ª instância, e pedir que permaneçam no cargo até que a questão seja analisada pelo TRE paulista


    FERNANDO BARROS DE MELLO
    DA REPORTAGEM LOCAL

    O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, cassou e declarou inelegíveis por três anos 13 dos 55 vereadores paulistanos (23,6% da Câmara Municipal), por receberem doações da AIB (Associação Imobiliária Brasileira) consideradas ilegais.

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    O caso foi revelado pela Folha em abril deste ano. A AIB é uma associação acusada de funcionar como entidade de fachada do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário) para fazer doações a políticos; o sindicato sempre negou qualquer vínculo com as doações.
    Na época, a Folha revelou que a AIB não tem website, escritório em funcionamento, é desconhecida no local informado à Receita onde funcionaria sua sede e, segundo seu presidente, Sergio Ferrador, não tem associados ou receita fixa.
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    A AIB foi a segunda maior financiadora de candidatos em 2008 (R$ 6,5 milhões doados). A Lei Eleitoral (9.504/97) proíbe a doação de sindicatos e estabelece que, no caso de pessoas jurídicas, elas não podem ultrapassar 2% de sua renda bruta do ano anterior.
    PSDB e DEM -os dois principais partidos na gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM)- tiveram o maior número de vereadores cassados.
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    Foram seis tucanos (Adolfo Quintas, Carlos Alberto Bezerra Jr., Claudinho, Dalton Silvano, Gilson Barreto e Ricardo Teixeira) e quatro democratas (Carlos Apolinário, Domingos Dissei, Marta Costa e Ushitaro Kamia). Os outros foram Adilson Amadeu (PTB), Abou Anni (PV) e Wadih Mutran (PP).
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    O juiz ainda tornou inelegível por três anos Marcos Vinicius de Almeida Ferreira (PR), o Quito Formiga, mas disse que a cassação de seu diploma está "prejudicada" porque ele foi eleito como suplente e, portanto, não deve perder o mandato.
    Formiga foi empossado no cargo de vereador já no dia 1º de janeiro deste ano, pois o titular da vaga, Marcos Cintra (PR), foi nomeado secretário municipal de Trabalho.
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    Os cassados dizem que vão recorrer da decisão ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), ao qual podem pedir a suspensão temporária da perda de mandato até que o mérito seja julgado. Até o fechamento desta edição, nenhum recurso havia sido protocolado.
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    As representações foram propostas, em maio, pelo Ministério Público Estadual, que denunciou 29 vereadores sob acusação de captação ilícita de recursos. Ainda não houve sentença em 11 casos e eles também poderão ser cassados.
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    O juiz Rezende Silveira rejeitou a cassação de mandato de quatro vereadores- Noemi Nonato (PSB), Floriano Pesaro (PSDB), Goulart (PMDB) e Toninho Paiva (PR)-, por considerar que o percentual das doações da AIB no total arrecadado não era significativo. A Promotoria disse que vai recorrer.

    Atuação
    Entre os vereadores que receberam da AIB, muitos apresentaram projetos ou têm atuação em comissões de interesse do setor imobiliário na Câmara. Carlos Apolinário, por exemplo, é líder da bancada do DEM e presidente da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio ambiente. Entre os cassados, outros líderes são Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) e Wadih Mutran (PP).
    "Confio que essas cassações serão mantidas no TRE", disse o promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral, responsável pelas denúncias. "Temos que comemorar o triunfo da Justiça. É a primeira decisão que moraliza o processo político eleitoral, controlando o abuso do poder econômico. Não é contra o vereador, mas a favor da democracia."

    Categoria: Direito
    Escrito por Flavio DeABel às 09h42
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    16/10/2009


     
     

    DESAPROPRIACOES

    Lula muda lei para agilizar transposição do S. Francisco

    Governo inclui artigo em medida aprovada na Câmara para apressar desapropriações

    Relator diz que inserção foi feita a pedido do Ministério da Integração Nacional, que vai destinar R$ 1,5 bi a obras do PAC no rio São Francisco


    GUSTAVO PATU
    RANIER BRAGON
    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

    Discretamente, o governo Lula promoveu uma mudança na legislação que vai facilitar as obras de transposição das águas do rio São Francisco e pode beneficiar outros projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2010.
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    A medida foi promovida por meio de um "contrabando" -como se chama, no jargão do Congresso, a prática de incluir normas potencialmente polêmicas no texto de projetos que tratam de um tema diverso.
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    Graças a esse expediente, uma medida provisória destinada a conceder socorro financeiro aos municípios, convertida em lei anteontem, acabou ganhando na Câmara um artigo que apressa a desapropriação de imóveis considerados de utilidade pública, um dos principais empecilhos jurídicos enfrentados pelos investimentos federais, em particular no PAC.
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    É o caso de uma série de terrenos de propriedade particular em Estados do Nordeste que o governo tenta desapropriar desde 2004 para as obras do São Francisco. Como os procedimentos necessários não foram cumpridos no prazo de cinco anos, o decreto presidencial que declarou a utilidade pública dos imóveis caducou, ou seja, perdeu a validade.
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    Para reiniciar a desapropriação, o governo teria de esperar até maio de 2010, quando se completaria o intervalo mínimo de um ano, previsto na lei, entre a caducidade do decreto e uma nova declaração de utilidade pública. O artigo inserido na lei recém-sancionada por Lula eliminou o inconveniente.
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    "Excepcionalmente", diz o texto sancionado, a declaração de utilidade para ações integrantes do PAC "poderá ser realizada até 31 de dezembro de 2010, sem a observância do prazo de um ano".
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    O deputado Sandro Mabel (PR-GO), relator da MP na Câmara, informou que o artigo foi incluído na medida a pedido do Ministério da Integração Nacional, que terá R$ 1,5 bilhão em 2010 para as obras do PAC na região do São Francisco.
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    A pasta confirmou: "A nossa necessidade era em cima da questão do São Francisco, a gente precisava continuar o processo de desapropriação, por isso foi feito esse pedido pelo nosso departamento jurídico", diz Eugênia Pereira Vitorino, chefe da assessoria parlamentar do ministério.
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    Segundo ela, muitos dos proprietários afetados pelo processo de desapropriação não tinham títulos de posse, o que emperrou o processo enquanto os governos estaduais não conseguiam regularizar a situação. Até o momento, o governo executou apenas 15,3%, em média, das obras da transposição.
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    A transposição do São Francisco é a principal obra do governo Lula, ao custo de cerca de R$ 5 bilhões, e, ao lado do PAC, deve compor a vitrine da provável candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Atualmente, Lula, Dilma e outros ministros estão realizando uma "caravana" pelas obras da transposição.
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    A utilidade da nova regra pode ser mais ampla. Levantamento passado à Folha pela Advocacia-Geral da União aponta que, de 4.419 ações judiciais relativas ao PAC propostas até outubro, 2.048 diziam respeito a desapropriações. Um exemplo é o das obras de restauração e duplicação da BR-101 em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, que resultaram em 460 ações.
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    As desapropriações podem ser executadas por acordo ou por via judicial. No primeiro caso, governo e proprietários se entendem sobre o valor da terra; no segundo, o governo precisa dar início, no prazo de cinco anos, a um processo para definir o preço do terreno.

    Categoria: Direito
    Escrito por Flavio DeABel às 14h36
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    LULA E DILMA NA TRANSPOSICAO

    Lula compara transposição a projeto de Franklin Roosevelt
    Em PE, Lula ironiza Serra e ataca TCU, Justiça e bispo

    Presidente rebate críticas e diz que "não sabia" de preocupação de governador de SP com o NE

    Em discurso, petista ainda comparou transposição à obra feita pelo presidente americano Roosevelt na região do vale do Tennessee

    SIMONE IGLESIAS
    ENVIADA ESPECIAL A CUSTÓDIA (PE)

    Em um raro ataque direto ao presidenciável tucano José Serra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o governador paulista começou a se preocupar com o Nordeste apenas por conta da campanha eleitoral do ano que vem.
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    Lula, no segundo dia de vistoria de obras da transposição do rio São Francisco, respondia às críticas de Serra de que a obra não levava em conta as populações ribeirinhas, por haver "absoluta ausência de investimentos em irrigação".
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    "Não sabia que o Serra tinha alguma preocupação com o Nordeste, mas se começa a ter um pouquinho perto das eleições é um bom sinal. O que é triste é isso, vai passando o tempo, as pessoas não falam, ficam mudas, e quando vai chegando perto das eleições as pessoas começam a preparar o discurso para a campanha", disse.
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    Serra tem alguns de seus mais baixos níveis de intenção de votos em regiões do Nordeste, redutos eleitorais lulistas em que a aprovação do presidente tem seus picos.
    "Serra que fique esperto porque a gente vai inaugurar [obras de] irrigação no Nordeste nesses próximos meses. Quem sabe eu até convide ele para participar de algumas para compreender o que está acontecendo", afirmou Lula, em entrevista a rádios nordestinas.
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    O tucano não foi o único alvo do petista, que depois discursou. Lula voltou a criticar a ação do TCU (Tribunal de Contas da União), cujos embargos a obras federais vêm provocando reações no governo, e chamou o Judiciário de "irresponsável". Por fim, criticou também o bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, que fez greve de fome contra a transposição.
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    "Durante 25 anos este país não cresceu e, pelo fato de ele não crescer, nós fomos criando uma máquina poderosa de fiscalização infinitamente superior à máquina de execução. É como se uma seleção tivesse o time reserva melhor do que a titular", disse especificamente sobre o TCU.
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    Em entrevista à Folha no início do mês, o presidente do TCU, Ubiratan Aguiar, disse que "o tribunal não pode ser visto como algoz pelos Poderes, mas como parceiro". Em sua avaliação, "quem é fiscalizado nunca fica muito à vontade, mas cada um tem de cumprir a sua parte".
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    Lula também disparou contra a Justiça: "[Houve] projetos que ficaram parados anos e não por nossa culpa, mas por irresponsabilidade do Judiciário, da Justiça, por erros de projeto que estamos recuperando".
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    Sem citar o nome de dom Luiz, afirmou: "Teve um bispo que fez até greve de fome para que não se fizesse essa obra. De vez em quando aparece um movimento em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, contra. Eles não têm conhecimento do bem que essa obra está fazendo. Não quero que a gente mate um passarinho, um calango, uma cobra, agora, não posso deixar o povo pobre morrer de sede e de fome", disse.
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    Lula citou estudo da FAO (agência da ONU para alimentação), segundo o qual 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo. "Se a gente não cuidar, o principal animal em extinção no mundo será o ser humano, não é pouca coisa. E acontece isso não é por falta de tecnologia, por não investir. É que quando a gente quer fazer uma obra como essa os que tomam café da manhã, almoçam, jantam, tomam água gelada todo dia são contra a gente fazer."
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    E continuou: "Resolvi fazer [a obra] não porque sou engenheiro, mas porque eu, com sete anos, carreguei pote de água na cabeça e sei o sacrifício".
    A seu lado, a presidenciável de sua escolha, Dilma Rousseff (Casa Civil), não discursou.
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    Em discurso a operários do trecho 11 da obra, Lula se comparou ao presidente Franklin Roosevelt (1933-1945). "Só tem coisa igual [à obra] quando o presidente Roosevelt pegou o lugar mais pobre dos EUA, chamado vale do Tennessee, e resolveu transformar aquela região em produtiva. É isso que estamos fazendo com nosso querido Nordeste", afirmou.

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    BOLETIM SERIDOENSE



    Escrito por Flavio DeABel às 14h19
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    SAO FRANCISCO

    FOTOS

    http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=803750


    Eixo leste tem 211 quilômetros e 12 barragens

    Escrito por Flavio DeABel às 14h11
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    RIO SAO FRANCISCO

    Escrito por Flavio DeABel às 14h09
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    RIO PIRANHAS 2012


    Obra está dividida em 14 lotes, todos já licenciados


    No Trecho I do eixo Norte está sendo construída a Barragem de Tucutu

    Fotos  http://www.skyscrapercity.com

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    BOLETIM SERIDOENSE (Jose Flavio DedeAbel)

     

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    Rio Piranhas 2012

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    O término das obras do eixo norte (beneficia o Rio Piranhas) está previsto para 2012, por isso o governo dá atenção especial ao trecho leste, com chances de ser inaugurado no ano eleitoral de 2010.

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    A obra de Transposicao do Sao Francisco divide as pessoas. O professor Joao Abner, meu contemporaneo de faculdade de engenharia em Natal é contra a Transposicao. Como nordestino que sou, morei em Sao Bento PB, moro em Caico, sei o que é a seca.  Os carros pipa. A sede do gado, o exodo rural. 

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    Exodo rural

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    As pessoas fogem da seca e vao para as cidades. O Estado brasileiro tem esquecido o homem do campo. E as cidades incham. Os problemas se multiplicam exponencialmente. O problema da água potável é um dos maiores. Muita água do rio Sao Francisco vai para o mar. Ja temos as barragens para controlar as enchentes. Assentar o homem no campo. A transposicao do rio Sao Francisco rema neste sentido. Entao sou a favor.

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    O sonho nao acabou

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    Devemos impedir as maracutaias, os desvios dos recursos e executar o projeto com justiça social. Inclusive contemplando os sem Terra, beneficiando quem quer morar no Campo. O ser humano, durante seculos, sonha. O sonho continua. Depende de como executamos nossos projetos, nossos sonhos. O término das obras do eixo norte está previsto para 2012, por isso o governo dá atenção especial ao trecho leste, com chances de ser inaugurado no ano eleitoral de 2010.
    A esperanca é a última que morre. Viva a Transposicao!

    Escrito por Flavio DeABel às 13h50
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    TRANSPOSICAO DO SAO FRANCISCO


    As máquinas estão em plena operação

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    BOLETIM SERIDOENSE

    Jose Flavio DedeAbel

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    A transposicao é uma grande oportunidade, uma esperanca. Logico que precisamos executar o programa corretamente. O Estado brasileiro tem sido muito ineficiente. O Presidente Lula, nordestino, aposta no Nordeste. E tem mostrado claramente sua disposicao. A refinaria, no Pernambuco. E a Transposicao do Sao Francisco.

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    Exercito executa

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    Temos o Exercito, Batalhoes de Engenharia e Construcao. A questao ideologica: devemos ser a favor do armamentismo? Nao. Entao, facamos do Exercito um construtor de oportunidades. E o governo Lula comprou, equipou o Exercito, de modo a iniciar a execucao do projeto de Transposicao. A iniciativa privada, claro, nao gostou. Ora, o Estado (o Exercito) construindo para o Estado brasileiro. E a iniciativa privada nao gostou. Nossos empresarios empreiteiros nao gostaram. Mas o nordestino ficou cheio de esperanca. Além das empresas licitadas, o Exército é o responsável por uma parte da obra e já concluíram 51% dos trechos sob sua responsabilidade.

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    Esperanca

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    A deputada Fatima Bezerra, defensora do projeto, inclusive com areas de assentamento para os sem-Terra. Nao esquecamos disso. O governo esta usando recursos publicos e destinar parte do projeto as pretensoes do MST sera uma solucao. O bom senso mostra isso.

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    Pernambuco e o rio Tejipio

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    Havia um projeto para ao longo de aproximados 200 Km de rio Tejipio no estado do Pernambuco. Uma barragem mae, e abaixo, barragens menores alimentadas pela principal barragem. Acomodaria aproximadamente 1,2 milhao de pessoas. O projeto nao foi executado. Recife acomoda mais de 1000 mil favelas. Sao muitos favelados.

    Escrito por Flavio DeABel às 13h35
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    TRANSPOSICAO


    Canal de aproximação do eixo Leste com o Rio São Francisco

    BOLETIM SERIDOENSE

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    Brasil dividido

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    A obra que divide opinioes. Uns Contra, outros a Favor. Me posiciono a Favor. Vai beneficiar minha cidade, Caico. A agua vai jorrar no Rio Piranhas, Jardim do Piranhas.

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    Quem é contra

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    Muita gente poderosa é contra. Aecio Neves, presidenciavel, de Minas Gerais. O DEM, ex-PFL, por ser oposicao, tende a criticar o projeto. Acho que os opositores tem medo do projeto dar certo, e vai dar certo. Entao, será a consagracao do governo Lula, PT e PMDB incluso. O PT governa com o PMDB.

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    Presidente popular

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    O presidente que veio de baixo, veio do povo, veio do sindicato. O presidente Lula comprou muitas maquinas para o Exercito, que executa parte da obra. A oposicao tem medo do sucesso do projeto. Será a consagracao deste governo, amado por muitos, odiado por gente poderosa.

    Escrito por Flavio DeABel às 13h12
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    TRANSPOSICAO SAO FRANCISCO

    Escrito por Flavio DeABel às 13h07
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    TUITADAS

    jflaviodedeabel Além das empresas licitadas, o Exército é o responsável por uma parte da obra e já concluíram 51% dos trechos sob sua responsabilidade. OK

  • dedeabeljflaviodedeabel Folha SP A execução média das obras de transposição de parte das águas do rio São Francisco está em 15,3%,(Minist da Integracao nacional)
  • jflaviodedeabel Disseram a Lula; Ministério da Integração Nacional diz que as "obras estão dentro do cronograma previsto" -viva a Transposicao... -

  • dedeabeljflaviodedeabel O bispo dom Luiz Flávio Cappio, que protagonizou duas greves de fome, manifestou-se contra Lula. Ele gosta mesmo dos Contra a Transposicao
  • dedeabeljflaviodedeabel Eu adoro os dois(Dilma e Ciro) e vamos ver o que vai acontecer", disse Lula durante visita a Barra (BA)- Transposicao Sao Francisco

    Escrito por Flavio DeABel às 23h23
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