Vicente Serejo, jornal de Hoje, Natal
Incrível
Muito bonito o projeto da Ilha de Santana, em Caicó, obra do governo Wilma de Faria. Mas tem uma coisa incrível: o arquiteto \'esqueceu\' uma gigantesca pilastra no centro do palco.
Vicente Serejo, jornal de Hoje, Natal
Incrível
Muito bonito o projeto da Ilha de Santana, em Caicó, obra do governo Wilma de Faria. Mas tem uma coisa incrível: o arquiteto \'esqueceu\' uma gigantesca pilastra no centro do palco.
VALE A PENA LER
O HISTORIADOR E SUAS FONTES
Autores: Carla Bassanezi Pinsky (Org.), Tania Regina de Luca (Org.)
Como o pesquisador, na prática do seu oficio, pode trabalhar com fotografias, obras literárias, cartas,
diários, discursos e pronunciamentos, testamentos, inventários, registros paroquiais e civis, processos criminais, materiais produzidos por órgãos de repressão ou mesmo com as inúmeras fontes do patrimônio cultural?
ártir do pernambucano Urariano Mota

ONU vota pelo fim do bloqueio econômico, com recorde de 187 países favoráveis
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=42411&lang=PT
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Juanita Castro e o passado sinistro do Itamaraty
NAVEGAR É PRECISO
Picadinho à la Nobel da paz
[Chico Villela] A armação, já desvendada, da concessão do Nobel da paz ao comandante-em-chefe das guerras que já mataram mais de 2 milhões de civis envergonha o laureado, desmoraliza o prêmio e afronta a consciência humanitária contemporânea. (15/out/2009).
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1395
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Estou enviando o link abaixo para que - caso se interessem - vocês leiam o artigo que Ana Cláudia Vargas escreveu sobre o jornal Estado de Minas no Observatório da Imprensa. Leiam e comentem, é um assunto que deve ser debatido!http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=562IMQ004
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Centro Administrativo, um elefante em fase de crescimento descontrolado
[José de Souza Castro] Vamos todos torcer para que tudo termine logo. Cada mês de demora vai sair muito caro para os contribuintes mineiros.
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1401
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Depois de muitas discussões, Venezuela passa a fazer parte do Mercosul
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=42453&lang=PT
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Mulher de Gilmar vai trabalhar com advogado de Dantas.
VALE A PENA LER
Livro: As grandes depressões (1873-1896 e 1929-1939)
Autor: Osvaldo Coggiola
Edição: Alameda
Preço: R$ 28,00 (246 páginas)
Este li
vro tem como objetivo estudar de forma detalhada as duas grandes depressões do capitalismo, a de 1873-1896 e a de 1929-1939, num do novo trabalho do professor Osvaldo Coggiola. Pelo resgate da perspectiva histórica podemos compreender as estruturas por trás das grandes turbulências que de tempos em tempos abalam a sociedade capitalista.
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Fundamentos econômicos, consequências geopolíticas e lições para o presente são analisados através do resgate da importância crucial do materialismo histórico como base metodológica. Elas funcionam de base para o entendimento da crise econômica geral como uma totalidade concreta, colocando em evidência a relação dialética entre os processos determinantes da crise econômica e os determinantes objetivos e subjetivos que condicionam a luta de classes.
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É possível observar as mudanças desencadeadas pela grande depressão de 1873-1896 e a transformação do capitalismo concorrencial em capitalismo monopolista, inaugurando o imperialismo, ou seja, o capitalismo em seu clímax, um padrão de desenvolvimento capitalista que amadurece as condições históricas para a revolução socialista.
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Podemos estabelecer relações históricas entre a grande depressão de 1929-1939 com vários fatores históricos como o nazismo, a tragédia da Segunda Guerra Mundial e a formação das bases econômicas e sociais do Estado de Bem-Estar Social.
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Esses elementos fundamentais que acabariam por levar à cristalização dos Estados Unidos como potência da economia mundial e a consolidação de um padrão de acumulação. Através do livro “As grandes depressões (1873-1896 e 1929-1939)”, Osvaldo Coggiola nos faz compreender melhor duas características determinantes da etapa superior do imperialismo – o capitalismo de nosso tempo.
Sobre o autor: Oswaldo Coggiola é professor de História Contemporânea da Universidade de São Paulo (USP)
Parabens, papai. Hoje é seu aniversário. Revendo suas fotos, encontro esta. Quanta saudade!
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Eu sou a ressureição e a vida, aquele que crê em mim ainda que esteja morto viverá”.
Jesus Cristo.
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Aos 18 de novembro de 2000 faleceu meu pai, um grande e bom homem do qual era filho e amigo. Como pai estava presente em momento difíceis com conselhos e um ouvido amigo. Nunca te esquecerei Pai, de quem és, de quem eras e espero um dia encontrá-lo junto a Deus nas mansões celestiais. (Abel Oseas de Araujo, in memorian)
Meu pai, minha mae e Narinha
ARTIGO
"A visão do Brasil que está em "Tristes Trópicos" esquentou meu coração"
Caetano Veloso relembra como o pensamento de Claude Lévi-Strauss repercutiu em sua música
CAETANO VELOSO
ESPECIAL PARA A FOLHA
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Nosso movimento, que queríamos chamar de "som universal", terminou ganhando o apelido de "tropicalismo" por causa da instalação de Hélio Oiticica que Luiz Carlos Barreto achou parecida com minha canção.
Foi Leon Hirschman quem, tendo visto na casa de um amigo um volume de "Tristes Trópicos", pensou que um livro com esse título deveria interessar a um dos criadores de tal movimento, ainda mais que se tratava de um que gostava de ler livros filosóficos e teóricos.
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Ele simplesmente roubou o exemplar da casa em que o encontrou e me deu de presente. A palavra "estruturalismo" estava aparecendo em textos de jornais e em conversas. Eu vagamente sabia que o nome de Lévi-Strauss estava ligado a ela.
Abri o livro com uma curiosidade moderada. E fui tomado de um interesse intenso a partir das primeiras frases. "Tristes Trópicos" me arrebatou. Eu era fã de Sartre. Nunca esperei que uma inteligência de ordem tão diferente, mesmo antagônica, se impusesse com tanta rapidez sobre meu espírito.
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O estilo (eu nunca tinha lido Proust) também me impressionou: a calma dos parágrafos longos e entremeados de observações secundárias que só lhe aumentavam a clareza era educativa, agradável e elegante.
Mas foi a visão do Brasil que apareceu ali que esquentou meu coração.
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Um pessimismo relativo à civilização brasileira (mitigado pela bela passagem sobre a USP, em que "num claro instante" pode tornar-se possível uma intervenção relevante nos destinos do mundo, por parte de um bando de jovens paulistas inocentes -mas agravado pela incompreensão total do que seria Oswald de Andrade ou a possibilidade de um modernismo brasileiro que contasse além da repulsa que a suposta beleza do Rio causava no autor) contado paralelamente às descobertas sobre as culturas pré-cabralinas, ensinava novos modos de sentir-se o estar no mundo aqui.
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Mais do que tudo, aparecia um homem excepcional: sempre modesto, ele mantinha um tom franco e inabalavelmente lúcido. Os esboços das posições originais que o tornariam mais e mais célebre apareciam com vigor, mas sem paixão.
Cheguei a escrever, alguns anos depois, para meu governo, que fazia sentido que, em oposição ao ateísmo apaixonado de Sartre, surgisse uma espécie de misticismo frio.
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A profecia de que o Islã nunca seria a religião da tolerância que se pretendia (culminando numa impressionante comparação das figuras de Maomé e Buda) repercutiu em mim de modo indelével. Assim como o horror ao "eu" cartesiano, embora a racionalidade que ele sempre manteve nunca pudesse ser abalada, fosse pela "confusão entre sujeito e objeto" dos existencialistas (seguindo Husserl), fosse pela dialética hegeliano-marxista (que os existencialistas franceses terminaram por abraçar).
Marx e Freud eram, para ele, antes exemplos de pensadores que percebiam realidades inteligíveis em planos escondidos.
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Enfim, se há alguns livros que ficaram acesos em minha memória desde que foram lidos -e para sempre-, "Tristes Trópicos" é um deles.
Por causa disso, li "O Pensamento Selvagem" (em Londres, em inglês, porque os donos da casa que aluguei tinham esquecido justo um exemplar dele na estante vazia), depois "O Cru e o Cozido". A polêmica com "Crítica da Razão Dialética" no primeiro e os argumentos contra a música atonal no segundo são trechos a que voltei inúmeras vezes através dos anos.
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O texto sobre a música sempre foi especialmente instigante para mim. Considero aquilo um momento altíssimo na história do entendimento do que seja a música. Ali também estão embutidos argumentos anti-modernismo e anti-arte de vanguarda a que ele se apegou nas últimas décadas. Sinto uma natural desconfiança dessa inclinação, mas acho estimulante que algumas problematizações não fossem evitadas.
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Amo a resposta que Augusto de Campos me deu quando lhe reportei a impressão que me causaram tais argumentos: "São muito inteligentes, mas quem levou a música para além do tom foram os músicos, os melhores entre eles -e eu confio mais em quem está com a mão na massa". Mas aconselho qualquer um a passar primeiro pela "ouverture" de "O Cru e o Cozido", relembrar a frase de Augusto e depois tentar pensar por conta própria.
Lévi-Strauss detestava a promiscuidade entre alta cultura e cultura popular que via sendo praticada por seus famosos contemporâneos mais jovens: "pop philosophie", pensadores citando Bob Dylan e escrevendo sobre cinema, linguistas estudando letras de rock -na entrevista com Didier Éribon, ele diz que jamais voltaria seu armamento teórico para nada abaixo de Baudelaire.
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Eu o citei nominalmente numa letra de música (numa entrevista em que lhe perguntaram sobre a citação em "O Estrangeiro" -"O antropólogo Claude Lévi-Strauss detestou a Baía de Guanabara: pareceu-lhe uma boca banguela"-, ele disse, meio rindo, que tinha escrito essas palavras havia muito tempo); citei-o indiretamente em pelo menos duas outras: o "num claro instante" de "Um Índio" (diretamente do texto sobre a USP) e "amor-mentira" de "Tem que Ser Você" (aprendi com ele que os nhambiquara chamam os atos homossexuais praticados pelos jovens da tribo de "amor-mentira").
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Ele possivelmente não gostaria de se ver citado por um músico pop. E brasileiro. Vai saber. Ele cultivava um certo amor pelo Brasil, a terra onde suas descobertas inaugurais surgiram, onde seu trabalho de etnógrafo fez possível suas investidas teóricas e mesmo filosóficas. Mas o título do seu primeiro livro não é tão carregado de ternura quanto de desprezo e desesperança (e aqui me lembro de uma quarta citação que fiz dele em canção: a observação, em "Fora da Ordem", de que "aqui tudo parece que é ainda construção mas já é ruína"): o Brasil é figura grande na geografia de "Tristes Trópicos", mas está incluído numa visão sombria que cobre toda a zona tropical ao redor do globo.
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Eu o vi uma vez na BBC falando inglês excelente com perfeito sotaque francês e exibindo um caleidoscópio para ilustrar sua ideia de estrutura e do número finito de possibilidades de arranjo coletivo do homem. Ele tinha uma cara muito bacana de judeu bondoso mas irônico, uma maravilhosa cara de quem tem vocação para a longevidade (coisa de que ele antes se queixava com modesta ironia, mas que a mim me parece uma virtude). Em suma, eu gostava dele. Gostava de pensar que ele, tão distante e tão próximo, estaria ainda sempre por aí, como minha mãe e Niemeyer, o que me dá uma espécie muito tranquila de saudade.
.Peço desculpa aos estudiosos sérios por tratar com tamanha familiaridade uma figura tão respeitável. Mas peço essas desculpas por causa do carinho que sinto e sempre senti por ele. Mesmo no seu grande esnobismo contra o esnobismo de massas.
Caetano Veloso é cantor e compositor baiano
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