Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com


22/02/2010


TELHADO VERDE

Uma boa ideia nestes tempos de tanto calor. No lugar de telhas, o verde. Diz-se que a grama nao é bom porque exige muita agua. Mas, é uma boa ideia.. Quem se habilita?

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Manta asfaltica para impermeabilizacao das lages/.

Lajecril Branco

Impermeabilizante acrílico:

  • Fácil aplicação
  • Ameniza o calor do ambiente interno
  • Fácil manutenção


É uma emulsão impermeabilizante elastomérica, de cor branca, base acrílica, de excelente aderência e resistência à ação do tempo. Reflete os raios solares amenizando o calor do ambiente interno.

 

 

Composição básica:
Resina acrílica estirenada, elastômeros, plastificantes e aditivos.


Embalagens:

  • Galão 3,6 kg
  • Balde 18 kg

 

Campos de aplicação:
Indicado para impermeabilização de:

 

  • Lajes
  • Calhas
  • Abóbadas
  • Paredes
  • Terraços
  • Muros
  • Marquises

 

 

Escrito por Flavio DeABel às 21h44
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18/02/2010


Amy Bishop

KENNETH MAXWELL

Morte no campus

FOI UMA NOTÍCIA lúgubre. Na sexta-feira, uma reunião de professores do Departamento de Biologia da Universidade do Alabama em Huntsville subitamente se tornou muito sangrenta.
Amy Bishop, uma professora cuja promoção ao posto de titular havia sido recusada, o que na prática significa que ela não contava com emprego garantido e que, portanto, estava em seu ano final de trabalho na instituição, apanhou uma arma e supostamente atirou contra seis de seus colegas, causando a morte de três deles.
O jornal "The Chronicle of Higher Education", que acompanhou a situação de perto, reportou nesta terça-feira um relato em primeira pessoa do acontecido, por Debra Moriarty, professora de bioquímica cujo laboratório fica ao lado do de Bishop.
Os professores estavam havia quase uma hora concentrados em assuntos do departamento quando Bishop sacou a arma e atirou na cabeça de Gopi Podila, o chefe do departamento. Bishop, em seguida, "seguiu a ordem em que as pessoas estavam sentadas" e atirou nos professores Adriel Johnson e Maria Ragland Davis, bem como em Stephanie Monticcioli, a administradora do departamento. Depois disparou contra o professor Joseph Leahy, também na cabeça.
Outro professor, Luis Rogelio Cruz-Vera, recebeu um tiro no peito.
Bishop apontou a arma contra a professora Moriarty e apertou o gatilho por duas vezes, mas sem sucesso. Moriarty conseguiu fechar a porta e, com a ajuda de outros sobreviventes, encostou uma mesa a ela para barrá-la. Os professores Podila, Johnson e Davis morreram.
Stephanie Monticcioli e o professor Leahy continuam internados, em condição crítica.
Mas a história de Amy Bishop imediatamente mostrou-se ainda mais complicada. O jornal "Boston Globe" reportou no final de semana que Bishop, 44, mãe de três filhos, natural de Braintree, Massachusetts, havia matado o irmão com um tiro em 1986. O caso foi arquivado na época como acidente.
Ela se formou na Universidade Northwestern e fez seu doutorado em genética pela Universidade Harvard.
O "Boston Globe" também informou que Bishop e seu marido, James Anderson, a quem ela conheceu na Northwestern, estavam envolvidos como suspeitos em um caso federal de 1993 sobre uma carta-bomba enviada a Paul Rosenberg, então professor assistente de neurologia em Harvard.
Anderson disse ao "Chronicle" que sua mulher não desejava ter o destino que teve outro cientista da universidade, que "perdeu a promoção para professor titular e agora ganha a vida dirigindo um ônibus no aeroporto".


KENNETH MAXWELL escreve às quintas-feiras nesta coluna.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

 

Escrito por Flavio DeABel às 06h27
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Amy Bishop

KENNETH MAXWELL

Morte no campus

FOI UMA NOTÍCIA lúgubre. Na sexta-feira, uma reunião de professores do Departamento de Biologia da Universidade do Alabama em Huntsville subitamente se tornou muito sangrenta.
Amy Bishop, uma professora cuja promoção ao posto de titular havia sido recusada, o que na prática significa que ela não contava com emprego garantido e que, portanto, estava em seu ano final de trabalho na instituição, apanhou uma arma e supostamente atirou contra seis de seus colegas, causando a morte de três deles.
O jornal "The Chronicle of Higher Education", que acompanhou a situação de perto, reportou nesta terça-feira um relato em primeira pessoa do acontecido, por Debra Moriarty, professora de bioquímica cujo laboratório fica ao lado do de Bishop.
Os professores estavam havia quase uma hora concentrados em assuntos do departamento quando Bishop sacou a arma e atirou na cabeça de Gopi Podila, o chefe do departamento. Bishop, em seguida, "seguiu a ordem em que as pessoas estavam sentadas" e atirou nos professores Adriel Johnson e Maria Ragland Davis, bem como em Stephanie Monticcioli, a administradora do departamento. Depois disparou contra o professor Joseph Leahy, também na cabeça.
Outro professor, Luis Rogelio Cruz-Vera, recebeu um tiro no peito.
Bishop apontou a arma contra a professora Moriarty e apertou o gatilho por duas vezes, mas sem sucesso. Moriarty conseguiu fechar a porta e, com a ajuda de outros sobreviventes, encostou uma mesa a ela para barrá-la. Os professores Podila, Johnson e Davis morreram.
Stephanie Monticcioli e o professor Leahy continuam internados, em condição crítica.
Mas a história de Amy Bishop imediatamente mostrou-se ainda mais complicada. O jornal "Boston Globe" reportou no final de semana que Bishop, 44, mãe de três filhos, natural de Braintree, Massachusetts, havia matado o irmão com um tiro em 1986. O caso foi arquivado na época como acidente.
Ela se formou na Universidade Northwestern e fez seu doutorado em genética pela Universidade Harvard.
O "Boston Globe" também informou que Bishop e seu marido, James Anderson, a quem ela conheceu na Northwestern, estavam envolvidos como suspeitos em um caso federal de 1993 sobre uma carta-bomba enviada a Paul Rosenberg, então professor assistente de neurologia em Harvard.
Anderson disse ao "Chronicle" que sua mulher não desejava ter o destino que teve outro cientista da universidade, que "perdeu a promoção para professor titular e agora ganha a vida dirigindo um ônibus no aeroporto".


KENNETH MAXWELL escreve às quintas-feiras nesta coluna.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

 

Escrito por Flavio DeABel às 06h27
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Heitor Cony

Adeus à carne

RIO DE JANEIRO - Mário Filho, que deu nome ao estádio do Maracanã, desejava escrever um romance cujo título seria "1919". Durante toda a sua vida falava deste projeto: a história do Carnaval daquele ano, quando o Rio, vencida a batalha contra a gripe espanhola, que matou carioca a esmo, esbaldou-se numa folia que provocou, segundo assentamentos policiais, mais de 2.000 defloramentos.
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Durante meses, o sujeito ia atravessar a rua e chegava morto à outra calçada. Os bondes viviam carregados de mortos que a saúde pública não tinha condições de enterrar. Passada a epidemia, a cidade se entregou ao Carnaval mais furioso e louco de sua história. Todos queriam desforrar a tensão da tragédia. Quem escapara da gripe sentia a obrigação de desforrar, de se sacrificar a Momo, a Baco, a Vênus. Foi uma esbórnia.
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Hoje, com a liberação sexual, a pílula, a emancipação da mulher, fornica-se livremente o ano todo, sem necessidade de gripe nem de Carnaval. A festa virou realmente uma folia, uma brincadeira, "brincar o Carnaval" significa pular, gritar, brincar realmente de folião. O erotismo ainda faz parte da festa, mas a chamada sacanagem é privilégio do ano todo. Até que se peca menos durante os três ou quatro dias de folguedos. O importante é cantar, beber, "dizer asneiras", como naquele poema de Manuel Bandeira.
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A imagem das cinzas, que a igreja pregou durante séculos, perdeu um pouco de sua eficácia. O "adeus à carne", para os crentes, voltou mesmo à abstinência dos bifes durante a Quaresma, a carne significando a alcatra, a picanha, e não mais os pecados da carne -que praticamos o ano todo. Carnaval é brincadeira mesmo. Para fornicar temos todos os dias do ano -sem necessidade de apoio governamental e sem necessidade de atrair turistas.

Escrito por Flavio DeABel às 06h19
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ELIANE CANTANHÊDE


Festa de noivado sem o noivo

BRASÍLIA - Para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o 4º Congresso do partido, de hoje a sábado, em Brasília, vai ser um "happening" -em bom português, um oba-oba para Dilma Rousseff.
Mas há uma névoa sobre esse clima de festa: o presidente do PMDB e da Câmara, Michel Temer, ameaça não botar os pés ali. Ou seja, o congresso pode virar um noivado sem o noivo.
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"Com tantas pendências, como ir a um ato como esse? Antes, precisamos resolver a vida do Hélio Costa [Minas], do Geddel [Bahia], do Jader [Pará] e, agora, até manter o Cabral [Rio]", me disse Temer ontem, relacionando os atritos PMDB-PT nos Estados e confirmando o ciúme do namorico do PT com Garotinho (PR), que estremece a reeleição de Sérgio Cabral.
O quase noivo não parecia nada apaixonado. Ao contrário, mostrou-se aflito para pressionar Dilma e seus padrinhos a favor das candidaturas do PMDB, por uma conta aritmética simples: sem esses Estados peso-pesados, adeus aliança, noivado e casamento com o PT.
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Os votos deles são decisivos para selar o casório na convenção peemedebista de junho. Além disso, há dois outros motivos para Temer temer (eta construção infame!) dar as caras no Congresso e preferir enviar "um ofício" (?!) de congratulações para Dilma.
Um é o constrangimento, já que, dia sim, outro também, saem notinhas maliciosas sobre o flerte da noiva com um outro vice, Henrique Meirelles, do BC. O segundo é o risco de ser recebido debaixo de vaia pela base petista.
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Afinal, serão 1.350 delegados, mais simpatizantes, curiosos e adesistas. Que líderes conseguem segurar convidados desse tipo? Os mesmos que não seguram a candidatura de Meirelles a vice? Lula que se vire para levar Temer ao congresso até sábado e o PMDB ao altar nas convenções de junho.
Não precisa dar os dedos, mas é bom já dar as alianças -e os anéis.

elianec@uol.com.br

Escrito por Flavio DeABel às 06h18
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