Boletim Seridoense - Cultura, política e comportamento. Colaboracoes sao benvindas. e-mail: dedeabel@msn.com

Engenharia


30/09/2009


 
 

ARQUITETURA

PINIwebPINIweb Conheça o projeto vencedor do Concurso CBCA para Estudantes de Arquitetura. http://migre.me/80Ae

Escrito por Flavio DeABel às 14h59
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28/08/2009


 
 

CONCRETO ARMADO

 

  

 Ana Paula Rocha

  

A obra da ponte Rio Negro, no Amazonas, com 3,6 mil metros de extensão, já passa da metade. "A fundação está praticamente 90% concluída, os blocos e pilares 60%, e a superestrutura 30%", explica o engenheiro Catão Ribeiro, diretor da Enescil, empresa responsável pelo projeto executivo da obra. A ponte, que vai custar R$ 574 milhões, interligará a região metropolitana de Manaus à cidade de Iranduba.

 

Divulgação: Enescil

Em sua extensão, a ponte terá dois trechos convencionais, localizados próximos às margens do Rio Negro, e dois trechos estaiados, na parte central do rio. Segundo Ribeiro, o emprego de estais foi necessário para não impedir a navegabilidade do rio. "O trecho estaiado permite, na vertical, um gabarito de navegação de 55 metros na época de cheia do Rio Negro e 70 metros na de seca. Já na horizontal, para se ter um vão de 200 metros, só mesmo com a solução estaiada", disse.

Escrito por Flavio DeABel às 15h29
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18/06/2009


 
 

AULA NO COLEGIO

Colégio projeta salas para evitar "turma do fundão"

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DA REPORTAGEM LOCAL

Primeiro lugar no Enem -o exame de desempenho no ensino médio- há quatro anos consecutivos, o colégio Vértice tem uma geometria própria nas classes para evitar a indisciplina e aqueles alunos bagunceiros da "turma do fundão".
No Campo Belo (zona sul de SP), as salas de aula, com média de 30 alunos, são largas e mais compridas do que profundas e têm três fileiras de carteiras.
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Também não há lugar fixo. Um rodízio é promovido periodicamente para mudar a posição dos estudantes, que acompanham as aulas sempre em pares e estão à distância de poucos palmos dos professores.
Com essas medidas, nunca houve uma expulsão administrativa entre os 887 alunos. No ano passado, 27 famílias foram convocadas para conversas individuais com a direção da escola. Alunos e pais assinaram uma carta-compromisso e fizeram uma matrícula condicionada ao bom comportamento.
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"Mantenho a ordem fazendo com que o aluno participe da aula, criando situações em que ele pode ser chamado a qualquer momento", diz Rafael Balsalobre, professor de geografia da escola em tempo integral.
E essa participação entra no sistema de avaliação dos alunos. Além das notas em prova, eles recebem nota por bom comportamento, pontualidade e relações interpessoais.

Escrito por Flavio DeABel às 06h29
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22/05/2009


 
 

CASA PROPRIA

Mais de 15,5 mil passam pelo feirão da Caixa no 1º dia

Mais de 100 mil são esperados no final de semana; ontem foram movimentados R$ 162 mi até as 18h30

TATIANA RESENDE
DA REDAÇÃO

No primeiro dia do Feirão da Casa Própria em São Paulo, 15,5 mil pessoas passaram pelo Centro de Exposições Imigrantes das 10h às 18h30, e foram movimentados R$ 162 milhões, entre contratos fechados e em andamento com a Caixa Econômica Federal.
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"O primeiro dia é o mais fraco", comentou o superintendente regional do banco, Valter Nunes, que espera a visita de mais de 100 mil pessoas no sábado e no domingo. Na avaliação das construtoras com filas nos estandes no evento, potenciais mutuários estão mais bem informados neste ano e com mais vontade de fechar logo o negócio devido à publicidade do Minha Casa, Minha Vida. O programa federal começou a valer em 13 de abril e tem como foco imóveis novos avaliados em até R$ 130 mil para famílias com renda de, no máximo, dez salários mínimos (R$ 4.650).
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"O cliente está desesperado para comprar", afirmou Marcos Ladeira, coordenador de vendas da MRV Engenharia. Observando o público que vem visitando a construtora desde o mês passado, ele diz que a maioria das pessoas não sabe os detalhes do programa, mas acha que "a hora é agora" para comprar a casa própria porque sabe que o governo está dando um "desconto" no valor.
Julio Santos, diretor de vendas da Tenda, já prevê que vai superar a projeção de atender 6.000 pessoas durante o feirão. "O cliente está vindo mais bem preparado. Cerca de 70% têm condições de comprar o imóvel agora", diz. A construtora levou ao evento 2.300 unidades na Grande São Paulo e outras 1.500 fora da região metropolitana, totalizando uma oferta 30% maior do que em 2008.
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Com toda a documentação em mãos, a secretária Valéria Assis, 30, fechou o negócio ontem em apenas dez minutos. Ela pesquisou, desde janeiro, um imóvel na região de Carapicuíba (Grande SP), onde mora pagando R$ 500 de aluguel.
Encontrou um apartamento de R$ 75 mil e foi ao feirão só para assinar o contrato. "Já sabia o que queria." Com renda mensal de R$ 1.700, Valéria vai pagar uma prestação de R$ 416 por 15 anos dentro do Minha Casa, Minha Vida, com subsídio de R$ 18.800 do governo.

Balanço
Até o último dia 19, o programa recebeu 391 projetos, totalizando 71.496 unidades. O superintendente regional da Caixa destaca que, embora tenha menor quantidade de empreendimentos (96), a faixa de renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.395) tem a maior parte dos imóveis (26.883). Porém, desses 391, apenas 28 empreendimentos foram contratados até agora, o que equivale a 1.922 moradias. São Paulo tem o maior número de projetos (13), mas Mato Grosso lidera em unidades (998), distribuídas em apenas dois empreendimentos -os únicos direcionados à faixa de renda de até três salários mínimos, entre os já contratados.
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O termo de adesão ao programa foi assinado por 16 Estados e 562 municípios, sendo 23 capitais, que podem participar da viabilização dos projetos para a baixa renda com a doação de terrenos, por exemplo.
Os financiamentos imobiliários da Caixa já ultrapassam os R$ 11,7 bilhões em 2009, mais que o dobro do valor registrado em igual período um ano antes.


Colaborou JULIANA COLOMBO, do "Agora"

Escrito por Flavio DeABel às 22h18
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11/04/2009


 
 

IMOVEIS

Sotheby’s planeja fazer lançamentos imobiliários no RN

DivulgaçãoFábio Rossi disse que a empresa começa a funcionar em maio

10/04/2009 - Tribuna do Norte

Marcelo Hollanda - Repórter
A Sotheby’s International Realty, braço imobiliário da famosa casa leiloeira de Londres, hoje com 539 escritórios em 39 países, quer lançar 10 empreendimentos de alto padrão em Natal nos próximos dois anos.

A intenção foi transmitida à TRIBUNA pelo principal executivo da Sotheby’s no Brasil, Fábio Rossi Filho, ao informar que a empresa já montou, há 11 dias, seu 540º escritório em Natal. “Por razões operacionais, essa estrutura só estará oficialmente funcionando em maio”, acrescentou Rossi por telefone de São Paulo.

Ele não quis antecipar o VGV (Valor Geral de Vendas) projetado para os 10 empreendimentos e nem as respectivas localizações examinadas. “Esses  assuntos estão com o novo escritório de Natal, que tem total autonomia para conduzir o projeto”, assinalou Rossi.

Desde o ano passado a Sotheby’s planejava abrir um escritório na cidade, ancorada na fama de uma companhia agressiva, que não teme os efeitos da crise econômica internacional. Mas os planos, previstos para  setembro do ano passado foram adiados para maio próximo, oito meses depois.

Inicialmente, a parceria com a Sotheby’s incluía, além dos empresários Wilson Calado e Paulo Meira, do Recife, Esam Elali, de Natal. Esam explicou que divergências quanto ao modelo de negócios pretendido pela Sotheby’s o excluíram do processo. “Estou fora, mas continuo aberto a outros negócios que eventualmente nos coloquem junto na mesma mesa”, disse.

De São Paulo, Fábio Rossi Filho, diretor da Itaplan, uma das maiores imobiliárias de  São Paulo e  representante da Sotheby’s no Brasil, não foi modesto. Ele deu  três anos para a marca liderar a comercialização de imóveis de alto padrão em Natal.

Disse, ainda, que a razão principal da escolha da cidade para centralizar os negócios da marca no Nordeste foi o fato de se concentrarem aqui o interesse dos três públicos alvo da companhia – o comprador local, o brasileiro e o internacional. “Essa é a característica que torna Natal um mercado tão interessante”, comentou Rossi.

Paulo Meira, diretor da Sotheby’s em Natal, disse por meio de um assessor que a empresa deve ampliar em breve seus empreendimentos para João Pessoa e Maceió. Sobre Natal, ele afirmou que 10 lançamentos de alto padrão nos próximos 24 meses é uma meta que a empresa pretende buscar. “É para isso, afinal, que estamos trabalhando”, afirmou. Segundo ele, o novo escritório da Sotheby’s em Natal deverá ser inaugurado, em caráter oficial, em meados de maio, possivelmente no dia 16.

   Na carteira da empresa no País existem desde apartamentos de 1,2 mil metros quadrados na cidade de São Paulo por 12 milhões de reais, mansões em praias desertas do litoral do Nordeste e no interior paulista com pista de pouso para jatos, até fazendas no centro-oeste do Brasil.

Hoje, a Sotheby’s tem um escritório  no Rio, dois em São Paulo, um em Campo Grande e mais dois  entre Mato Grosso do Sul e São Paulo voltados para o agronegócio, onde o produto são fazendas. Seu foco de atuação é igual ao de qualquer imobiliária - vendas –, incluindo treinamento e comercialização de produtos de alto padrão. Em Natal, a empresa vai se dedicar 60% para lançamentos; 30% para revenda de imóveis e 10% em outros negócios dentro do segmento imobiliário. A grande força da Sotheby’s, porém, é o nome da casa leiloeira e um poderoso cadastro de clientes milionários ao redor do mundo.

Escrito por Flavio DeABel às 17h55
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06/04/2009


 
 

CORDAO DE SAO FRANCISCO

05/04/2009

‘Bancada’ da Camargo tem 70 políticos


O grupo Camargo Corrêa financiou, em 2006, 70 políticos da esfera federal e estadual. Entre os candidatos bancados oficialmente pela empreiteira, que é acusada de superfaturar obras públicas e fazer doações ilegais de campanha, foram eleitos dezoito deputados estaduais, 41 federais, sete senadores e quatro governadores. A Camargo Corrêa gastou mais de R$ 11 milhões nas campanhas de 2006.

Sempre presente

A empreiteira Camargo Corrêa admite ter “investido” mais de R$ 24 milhões nas campanhas municipais de 2008.

Escrito por Flavio DeABel às 20h50
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29/03/2009


 
 

FPM REDUZIDO PREOCUPA

Queda do FPM faz prefeito adiar obras e cortar gastos

Pequenas cidades são as que mais sofrem, já que o fundo significa até 52% da receita

Gastos com hora extra, água, energia elétrica, gratificações e cargos de confiança são cortados com a queda nas receitas

JEAN DE SOUZA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA RIBEIRÃO

Dependentes dos repasses do governo federal para tocar o dia-a-dia da administração pública, prefeitos de pequenas cidades da região de Ribeirão já sofrem com os cortes de recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
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Depois de um 2008 com cofres cheios, a quantidade de dinheiro vindo de Brasília começou a diminuir já em fevereiro.
Em Taquaral, uma das menores cidades da região, a queda foi de 14% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na maior delas, Ribeirão Preto, o índice foi similar. Porém, diferentemente de Ribeirão, onde o FPM representa menos de 5% das receitas, em Taquaral esse repasse foi responsável por 52% de toda a arrecadação.
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Em março, os cortes no FPM se acentuaram, e prefeitos ouvidos pela Folha já cortam gastos da administração. Despesas administrativas e correntes, como água, luz, materiais para manutenção e combustível, são as primeiras a serem citadas pelos prefeitos quando o assunto é cortar o Orçamento.
Em Jeriquara, onde o FPM é responsável por 45% das receitas, o prefeito Alexandre Alves Borges (DEM) disse já ter começado a economizar com custeios. A atitude é seguida por Francisco Molina (PSDB), de Igarapava, que, após ter perdido "até R$ 1 milhão por mês", disse que está cortando os custos com água e energia elétrica.

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A folha de pagamento das pequenas cidades também não está livre dos efeitos da queda na arrecadação. Cortes com hora extra e funções gratificadas já começaram em São José da Bela Vista, segundo o prefeito José Benedito de Fátima Barcelos (PSDB). Ele não descarta demissões, "começando pelos comissionados".
Outro que afirma que também pode fazer cortes na folha é o prefeito de Jeriquara. No próximo mês, se persistir, haverá corte de horas extras, adicional e, após, comissionados.

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O prefeito de Ituverava, Mário Matsubara (PSDB), disse ter cortado o próprio salário. "No ano passado, o salário era de R$ 7.000, aí a Câmara aumentou para R$ 12 mil, mas mandei diminuir para a metade. O salário de R$ 12 mil só foi pago em janeiro." Ele, que preside o Comam (Consórcio dos Municípios da Alta Mogiana), disse que tem recebido reclamações de colegas sobre a queda nos repasse de FPM. O prefeito cortou 25% de gratificação aos secretários e demitiu 38 em cargos de confiança.

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Para recuperar receita, o prefeito de Orlândia, Rodolfo Meirelles (PTB), que disse ter perdido R$ 3 milhões este ano, afirmou que planeja lançar medidas de estímulo para elevar a arrecadação da dívida ativa.
Na primeira gestão, Emídio Bernardo Nascimento (PT), de Dobrada, lamenta não ter verba para obras. "A gente entra com vontade de mostrar a cara, mas a situação é preocupante."

Escrito por Flavio DeABel às 22h30
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09/03/2009


 
 

CONSTRUCAO

Construção quer regras claras para pacote habitacional

Para o SindusCon-SP, programa que prevê prestação zero para famílias de baixa renda deve ser transparente e bem estruturado

Representantes de construtoras e também de trabalhadores temem que a grande burocracia dificulte a execução do programa

FÁTIMA FERNANDES
DA REPORTAGEM LOCAL

O novo pacote habitacional, com a possibilidade até de prestação zero para a população de baixa renda, precisa ser bem estruturado, ter regras claras e aprovado pelo Congresso Nacional, já que quem vai arcar com o subsídio é a sociedade.

Essa é a avaliação de Sergio Watanabe, presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), ao comentar as afirmações da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), anteontem, em palanque no Nordeste, sobre a possibilidade de o governo oferecer casas grátis a famílias carentes.

O "bolsa habitação", segundo Rousseff, atenderia quem ganha até três salários mínimos (R$ 1.395) -nesse caso o modelo da moradia seria mais popular e o valor da prestação seria simbólico- e quem tem renda de até R$ 4.650 (nesse caso o imóvel teria melhor padrão).
O valor máximo do imóvel, segundo a ministra, seria de R$ 130 mil e o valor da prestação atingiria até 20% da renda. Quem ganha até dez salários mínimos pagaria no máximo R$ 930 de prestação e o financiamento seria de 20 anos.

"Famílias com renda de até três salários mínimos não têm capacidade econômica para adquirir uma casa. Dessa forma, o subsídio é essencial para dar essa condição às pessoas carentes. Nosso setor é a favor do subsídio habitacional, desde que ele esteja bem definido. De onde virão os recursos para dar esse subsídio, do Orçamento da União?", questiona Watanabe.

Se o governo decidir subsidiar a construção de casas para a população carente, "seria bom que o Congresso Nacional votasse esse programa, pois o dinheiro vai sair da sociedade. Para o nosso setor, essa é, sim, uma boa medida, pois vai requerer a execução de moradias e isso significa injeção de recursos na construção civil" , afirma. Em São Paulo, o setor emprega cerca de 600 mil pessoas.

Problemas no caminho
Odair Garcia Senra, vice-presidente de imobiliário do SindusCon-SP, diz que a política habitacional do governo não deve só dar atenção à população que ganha até três salários mínimos. "O governo tem de focar quem ganha também de cinco a dez salários mínimos, segmento da população carente de financiamento."

O setor da construção civil, segundo Senra, não depende nem de importação nem de exportação e "por isso é importante que o país crie um consumo interno para que esse setor contribua com o crescimento do PIB brasileiro", afirma.
O setor teme, segundo representantes do SindusCon-SP, que o pacote habitacional que o governo estuda lançar acabe tendo dificuldades para deslanchar por conta de problemas de operacionalização.

"O importante é que tudo o que for definido seja operacionalizado, aconteça de fato. Nós sabemos que a gestão da CEF está a favor do pacote, mas também sabemos que a burocracia para dar andamento ao financiamento é grande. É preciso também que a iniciativa privada abrace a questão", diz Senra.


Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo, diz que a burocracia para que o dinheiro de programas habitacionais chegue ao empresário ou ao trabalhador é tão grande que estuda realizar um ato, como a paralisação de meio ou um dia de trabalho, contra a burocracia. "O governo não consegue cumprir o que fala. De onde e como vai sair o dinheiro para a construção de 1 milhão de casas como promete o governo?", questiona.

Escrito por Flavio DeABel às 21h36
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05/01/2009


 
 

AGUA E MACONHA

Transposição pode irrigar maconha em Pernambuco

DOS ENVIADOS A CABROBÓ (PE)
E SALGUEIRO (PE)

Narcotraficantes que plantam maconha em Pernambuco vão desviar água dos canais de transposição do rio São Francisco para irrigar as lavouras da droga, caso a ação policial na região não seja ampliada.
Essa é a avaliação do delegado da Polícia Federal Cristiano de Oliveira Rocha, em Salgueiro (PE), e do subcomandante da PM em Cabrobó (PE), capitão Isaque Barbosa.
Os dois eixos da transposição vão passar pelo chamado polígono da maconha, em Pernambuco, onde a droga é cultivada em meio à caatinga.
O lado positivo é que, segundo o delegado, as obras da transposição, gerando vagas de trabalho, diminuíram o número de pessoas que buscam o cultivo da droga como emprego.
Em 2008, a PF intensificou as operações. As estatísticas apontam que no ano passado foram cortados 2.131.687 pés de maconha em Pernambuco, contra 294.716 durante 2007 e 702.598 em 2006.
"A maconha tem de ser combatida através da erradicação, acabando com as plantações", diz o delegado, que espera reforço para impedir que, depois de pronta, a transposição sirva a traficantes. "Não é que vão desviar toda a água do canal, mas vão fazer jacarés [ligações clandestinas para pequenos desvios]", diz o capitão da PM.
O coordenador-geral de fiscalização da transposição, Frederico Fernandes de Oliveira, disse que o consórcio de empresas que vai operar os canais, após a conclusão da obra, terá sistemas de segurança.

Escrito por Flavio DeABel às 21h23
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AGUA NO SERTAO

Obra não alivia falta d'água na zona rural

Projeto do governo não prevê sistema de bombeamento da água transposta para canais para levá-la ao interior dos municípios

Apesar de serem cortadas pelo São Francisco, cidades do semiárido de MG e BA sofrem com a estiagem e não têm acesso a água doce

EDUARDO SCOLESE
ENVIADO ESPECIAL A SERRA DO RAMALHO (BA) E A ITACARAMBI (MG)

No semiárido, ter água no município não significa necessariamente usufruí-la, como revelam as realidades de Serra do Ramalho (BA) e de Itacarambi (MG). Esses municípios são cortados pelo rio São Francisco, mas habitantes da zona rural sofrem com a falta d'água.
No município baiano, a 859 km de Salvador, por exemplo, todos os dias moradores de diferentes povoados se organizam em filas para esperar uma água que nem sempre chega.
Outros, de localidades mais distantes, têm a situação mais complicada: como a água do São Francisco não chega nem de vez em quando, são obrigados a beber a água salgada (com calcário) dos poços artesianos.
Em Itacarambi (a 673 km de Belo Horizonte) a realidade é parecida. Comunidades da zona rural não recebem as águas do rio. "Teria de haver um investimento muito alto. A população não morre de sede, mas perde o gado e a produção no período de estiagem", afirma a coordenadora local da Defesa Civil, Maria Oliveira.
Quando fala na transposição, o governo se refere à abertura de dois grandes canais para abastecer rios, açudes e adutoras nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde vivem 12 milhões de pessoas. Não há, porém, nenhum plano traçado para tirar a água desses canais e levá-la para o interior dos municípios e do próprio Estado.
Os exemplos vistos em Serra do Ramalho e em Itacarambi indicam que, mesmo que essa água transposta passe dentro do município, ela não serve de nada, caso não tenha um sistema local de adutoras largas e com bombeamento possante para tirá-la dos canais e distribuí-la aos habitantes da sede e dos povoados.
O rio passa desde sempre por Serra do Ramalho e até hoje não há uma solução para a falta d'água para os moradores locais. No ano passado, por exemplo, o município também cortado pelo rio Corrente passou seis meses em estado de emergência por conta da estiagem.
Renice dos Santos, 40, casada e mãe de três filhos, vai pelo menos duas vezes por semana ao chafariz do povoado em que vive para encher quatro galões de água, dois com 50 litros e dois com 30 litros. "Eu chego às 7h, mais ou menos. Se a água não chegar na mangueira até as 10h, vamos todos embora, porque nesse dia não vem mais."
A água só chega ao chafariz em que está Renice, caso não se esgote no caminho. Puxada do rio, ela abastece o centro da cidade, e o que sobra é distribuído para 14 dos 19 povoados, chamados de agrovilas.
A partir do centro, a água segue por uma tubulação menor. Distribuída em sequência, ela só chega ao chafariz da Agrovila 4, por exemplo, se não se esgotar na Agrovila 6, onde está Renice e o lavrador aposentado Geraldino Albuquerque, 79. "Só não venho pegar água todo o dia porque eu não aguento [o peso do galão de 30 litros, puxado num carrinho de mão."
Não há tubulação para quatro das agrovilas. "Para eles não têm [distribuição]. O jeito pra eles é tomar água salgada mesmo", afirma João Neto Silva, 45, diretor do órgão da prefeitura que distribui a água.
A água salgada, dizem, não é indicada nem mesmo para regar plantas. "A gente bebe do poço mesmo. [Políticos] prometem, mas nunca fazem nada", diz Ilma dos Santos, 21, que vive na Agrovila 17, onde a água do São Francisco não chega.
Quem quer beber água doce nessa agrovila precisa pagar R$ 10 para um morador local que recolhe os galões do interessado e busca água todos os dias na Agrovila 6.
Serra do Ramalho foi criado nos 70, tendo como pioneiras as famílias desalojadas pela barragem de Sobradinho, no norte baiano. O município tem 2.668,30 km2, o equivalente à soma das áreas de São Paulo, Campinas e Guarulhos.

Publicidade
A propaganda oficial de que 12 milhões de nordestinos terão água assegurada com a transposição de parte das águas do rio São Francisco não pode ser levada ao pé da letra, de acordo com a CPT (Comissão Pastoral da Terra).
"É uma contradição que denunciamos. No Vale do São Francisco há municípios que não têm sistema de abastecimento urbano", diz Roberto Malvezzi, pesquisador da CPT.
Procurado, o Ministério da Integração Nacional informou que, até 2010, investirá R$ 300 milhões no programa Água para Todos, na implantação de projetos de abastecimento de água potável em Minas Gerais e em quatro Estados do Nordeste (AL, BA PE e SE).

Escrito por Flavio DeABel às 21h21
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AGUA NO SERTAO

Obra não alivia falta d'água na zona rural

Projeto do governo não prevê sistema de bombeamento da água transposta para canais para levá-la ao interior dos municípios

Apesar de serem cortadas pelo São Francisco, cidades do semiárido de MG e BA sofrem com a estiagem e não têm acesso a água doce

EDUARDO SCOLESE
ENVIADO ESPECIAL A SERRA DO RAMALHO (BA) E A ITACARAMBI (MG)

No semiárido, ter água no município não significa necessariamente usufruí-la, como revelam as realidades de Serra do Ramalho (BA) e de Itacarambi (MG). Esses municípios são cortados pelo rio São Francisco, mas habitantes da zona rural sofrem com a falta d'água.
No município baiano, a 859 km de Salvador, por exemplo, todos os dias moradores de diferentes povoados se organizam em filas para esperar uma água que nem sempre chega.
Outros, de localidades mais distantes, têm a situação mais complicada: como a água do São Francisco não chega nem de vez em quando, são obrigados a beber a água salgada (com calcário) dos poços artesianos.
Em Itacarambi (a 673 km de Belo Horizonte) a realidade é parecida. Comunidades da zona rural não recebem as águas do rio. "Teria de haver um investimento muito alto. A população não morre de sede, mas perde o gado e a produção no período de estiagem", afirma a coordenadora local da Defesa Civil, Maria Oliveira.
Quando fala na transposição, o governo se refere à abertura de dois grandes canais para abastecer rios, açudes e adutoras nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde vivem 12 milhões de pessoas. Não há, porém, nenhum plano traçado para tirar a água desses canais e levá-la para o interior dos municípios e do próprio Estado.
Os exemplos vistos em Serra do Ramalho e em Itacarambi indicam que, mesmo que essa água transposta passe dentro do município, ela não serve de nada, caso não tenha um sistema local de adutoras largas e com bombeamento possante para tirá-la dos canais e distribuí-la aos habitantes da sede e dos povoados.
O rio passa desde sempre por Serra do Ramalho e até hoje não há uma solução para a falta d'água para os moradores locais. No ano passado, por exemplo, o município também cortado pelo rio Corrente passou seis meses em estado de emergência por conta da estiagem.
Renice dos Santos, 40, casada e mãe de três filhos, vai pelo menos duas vezes por semana ao chafariz do povoado em que vive para encher quatro galões de água, dois com 50 litros e dois com 30 litros. "Eu chego às 7h, mais ou menos. Se a água não chegar na mangueira até as 10h, vamos todos embora, porque nesse dia não vem mais."
A água só chega ao chafariz em que está Renice, caso não se esgote no caminho. Puxada do rio, ela abastece o centro da cidade, e o que sobra é distribuído para 14 dos 19 povoados, chamados de agrovilas.
A partir do centro, a água segue por uma tubulação menor. Distribuída em sequência, ela só chega ao chafariz da Agrovila 4, por exemplo, se não se esgotar na Agrovila 6, onde está Renice e o lavrador aposentado Geraldino Albuquerque, 79. "Só não venho pegar água todo o dia porque eu não aguento [o peso do galão de 30 litros, puxado num carrinho de mão."
Não há tubulação para quatro das agrovilas. "Para eles não têm [distribuição]. O jeito pra eles é tomar água salgada mesmo", afirma João Neto Silva, 45, diretor do órgão da prefeitura que distribui a água.
A água salgada, dizem, não é indicada nem mesmo para regar plantas. "A gente bebe do poço mesmo. [Políticos] prometem, mas nunca fazem nada", diz Ilma dos Santos, 21, que vive na Agrovila 17, onde a água do São Francisco não chega.
Quem quer beber água doce nessa agrovila precisa pagar R$ 10 para um morador local que recolhe os galões do interessado e busca água todos os dias na Agrovila 6.
Serra do Ramalho foi criado nos 70, tendo como pioneiras as famílias desalojadas pela barragem de Sobradinho, no norte baiano. O município tem 2.668,30 km2, o equivalente à soma das áreas de São Paulo, Campinas e Guarulhos.

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A propaganda oficial de que 12 milhões de nordestinos terão água assegurada com a transposição de parte das águas do rio São Francisco não pode ser levada ao pé da letra, de acordo com a CPT (Comissão Pastoral da Terra).
"É uma contradição que denunciamos. No Vale do São Francisco há municípios que não têm sistema de abastecimento urbano", diz Roberto Malvezzi, pesquisador da CPT.
Procurado, o Ministério da Integração Nacional informou que, até 2010, investirá R$ 300 milhões no programa Água para Todos, na implantação de projetos de abastecimento de água potável em Minas Gerais e em quatro Estados do Nordeste (AL, BA PE e SE).

Escrito por Flavio DeABel às 21h21
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31/08/2008


CONDOMINIO ABERTO

CIDADE DOS SONHOS

Barra Funda teria "condomínio aberto"

Arquiteto cria bairro ao lado da linha do trem com residências, pátios, comércio e praças; locais seriam para uso de toda a população

Jubran


DA REPORTAGEM LOCAL

Em uma época em que a tendência é morar em condomínios fechados que excluem a cidade que existe além dos seus muros, o arquiteto Euclides Oliveira fez uma proposta na contramão: um condomínio aberto, que convida a cidade a entrar nele.


"Essa mania de condomínio fechado está destruindo a cidade. Ela nega a rua, é uma falsa impressão de segurança, porque a gente vê assaltos medonhos", diz o arquiteto. "O que dá segurança é a vizinhança, é o padeiro, é o barzinho, o pessoal que está olhando a rua. O que o pessoal não vê é isso", afirma.
A proposta, de autoria de Oliveira e dos arquitetos Dante Furlan e Carolina de Carvalho, foi vencedora de um concurso nacional promovido em 2004 pela prefeitura e pelo IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil).


Batizado de Bairro Novo, tinha como objetivo alavancar a operação urbana Água Branca, criada em 1995 para revitalizar a área, esvaziada com a saída das indústrias que margeavam a linha do trem.
A proposta era transformar em bairro uma área de um milhão de metros quadrados na Barra Funda, delimitada pela linha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), pela avenida Francisco Matarazzo e pela marginal Tietê. A idéia, porém, jamais saiu do papel. O orçamento nem chegou a ser concluído, já que a implantação foi suspensa e não há planos de retomá-la.

Check-in
Para atrair a iniciativa privada, o projeto previa a construção de um terminal que ligaria linhas de metrô e trem e que também funcionaria como área de check-in para quem fosse embarcar em Guarulhos ou Viracopos -a linha férrea se estenderia aos aeroportos.
Já o bairro seria composto por blocos de seis andares -altura que, segundo o arquiteto Lúcio Costa, permite que a mãe chame o filho pela janela- com pátios internos, espaços para comércios e serviços e praças, que poderiam ser aproveitadas tanto por quem mora quanto por quem não mora no bairro.


O único local externo de acesso restrito aos moradores seriam os pátios internos -cada conjunto teria um. Ainda assim, a concepção desse espaço fica longe da dos condomínios de luxo. "Não precisa de piscina. É um cimentado para a criança andar de bicicleta. Quero valorizar o espaço público em detrimento do espaço privado", explica Oliveira.
"Não penso em um bairro de rico, penso em um bairro de comerciários, choferes de táxi, arquitetos, professores, um bairro de classe média média", diz.
A bairro abarcaria ainda lotes de conjuntos habitacionais, espalhados pela vizinhança. "Quero evitar que se criem guetos. No elevador é proibido discriminar por classe", afirma.


As ruas teriam "lombofaixas", faixas de segurança em forma de lombada, para que a travessia ocorra na altura da calçada, e não da via, facilitando o deslocamento de idosos e deficientes. O projeto de cada prédio seria feito por um arquiteto diferente, para, segundo Oliveira, garantir a diversidade e tirar a impressão de cidade planejada. Apenas a forma e o volume seriam predefinidos.
Dentro dos prédios, a não ser os de esquina, que seriam mistos, o uso seria residencial, com comércio na parte de baixo. Blocos voltados para as praças seriam estritamente residenciais, e os voltados para as ruas principais teriam galerias cobertas, com mesas na calçada.
(MARIANA BARROS)

Escrito por Flavio DeABel às 18h34
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SEGUNDA RESIDENCIA

Castelo de areia

Bancos financiam 100% do segundo imóvel, mas exigem como garantia o primeiro bem

Marcelo Justo/Folha Imagem
Em um crédito de 100% do preço do bem, pagam-se juros sobre o valor integral da negociação; economistas sugerem financiar 70%

MARIANA DESIMONE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Financiar 100% do valor de uma casa na praia parece tentador, especialmente para quem não poupou para esse tipo de gasto mas quer um refúgio de férias e finais de semana.
Planos de crédito que cobrem o preço integral de um segundo imóvel já são oferecidos por dois bancos, Real e Matone (leia à pág. 4). Mas especialistas recomendam cautela antes de fechar esse tipo de negócio.
Um dos aspectos a serem vistos com cuidado diz respeito a uma das exigências das instituições financeiras: dar o primeiro bem como garantia.
Assim, em caso de não-pagamento do plano, o comprador que sonhava com o imóvel de veraneio pode se lembrar do dito popular "antes um pássaro na mão que dois voando": o banco pode se apoderar da moradia alienada.
A advogada R.F., 47, optou por uma estratégia mais tradicional. "Sempre quis ter uma casa no litoral, mas terminei de pagar por ela depois de 15 anos de muito esforço", explica. Ela adiou em cinco anos a aquisição do segundo imóvel.
"Prefiro juntar um pouco mais de dinheiro e conseguir dar uma boa entrada a colocar minha casa de São Paulo como garantia", explica.

Até 70%
Essa é a saída apontada pelo economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade): poupar antes para evitar financiamento que some mais de 70% do valor do imóvel. "É melhor "apertar o cinto" e evitar vincular sua casa a um financiamento."
Para o economista, mesmo devendo por um prazo de dez a 15 anos, o importante é não comprometer demais o orçamento com as parcelas. "A longo prazo, há muitas variáveis impossíveis de controlar. Se a pessoa perder o emprego e tiver família, não poderá vender a casa onde mora para levantar algum dinheiro", exemplifica.
Além disso, os juros oferecidos para essa modalidade de crédito não diferem dos que são cobrados em financiamentos de até 80% do valor do bem.
Mesmo quem não esperou durante anos para quitar sua casa vê com desconfiança esse tipo de financiamento.

Desconfiança
Gustavo Alves, 27, recebeu de herança da avó um apartamento no centro de São Paulo. "Com certeza dá vontade de comprar uma casinha no interior com prestações a perder de vista. Mas acho muito perigoso", analisa.
"Você está comprando um imóvel para ficar com dois, mas, no meio do caminho, pode ficar sem nenhum."
Para Oliveira, quem tem mais segurança nesse tipo de transação é o banco: "A instituição agrega garantias do pagamento daquela dívida".

Escrito por Flavio DeABel às 18h08
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SEGUNDA RESIDENCIA

Castelo de areia

Bancos financiam 100% do segundo imóvel, mas exigem como garantia o primeiro bem

Marcelo Justo/Folha Imagem
Em um crédito de 100% do preço do bem, pagam-se juros sobre o valor integral da negociação; economistas sugerem financiar 70%

MARIANA DESIMONE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Financiar 100% do valor de uma casa na praia parece tentador, especialmente para quem não poupou para esse tipo de gasto mas quer um refúgio de férias e finais de semana.
Planos de crédito que cobrem o preço integral de um segundo imóvel já são oferecidos por dois bancos, Real e Matone (leia à pág. 4). Mas especialistas recomendam cautela antes de fechar esse tipo de negócio.
Um dos aspectos a serem vistos com cuidado diz respeito a uma das exigências das instituições financeiras: dar o primeiro bem como garantia.
Assim, em caso de não-pagamento do plano, o comprador que sonhava com o imóvel de veraneio pode se lembrar do dito popular "antes um pássaro na mão que dois voando": o banco pode se apoderar da moradia alienada.
A advogada R.F., 47, optou por uma estratégia mais tradicional. "Sempre quis ter uma casa no litoral, mas terminei de pagar por ela depois de 15 anos de muito esforço", explica. Ela adiou em cinco anos a aquisição do segundo imóvel.
"Prefiro juntar um pouco mais de dinheiro e conseguir dar uma boa entrada a colocar minha casa de São Paulo como garantia", explica.

Até 70%
Essa é a saída apontada pelo economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade): poupar antes para evitar financiamento que some mais de 70% do valor do imóvel. "É melhor "apertar o cinto" e evitar vincular sua casa a um financiamento."
Para o economista, mesmo devendo por um prazo de dez a 15 anos, o importante é não comprometer demais o orçamento com as parcelas. "A longo prazo, há muitas variáveis impossíveis de controlar. Se a pessoa perder o emprego e tiver família, não poderá vender a casa onde mora para levantar algum dinheiro", exemplifica.
Além disso, os juros oferecidos para essa modalidade de crédito não diferem dos que são cobrados em financiamentos de até 80% do valor do bem.
Mesmo quem não esperou durante anos para quitar sua casa vê com desconfiança esse tipo de financiamento.

Desconfiança
Gustavo Alves, 27, recebeu de herança da avó um apartamento no centro de São Paulo. "Com certeza dá vontade de comprar uma casinha no interior com prestações a perder de vista. Mas acho muito perigoso", analisa.
"Você está comprando um imóvel para ficar com dois, mas, no meio do caminho, pode ficar sem nenhum."
Para Oliveira, quem tem mais segurança nesse tipo de transação é o banco: "A instituição agrega garantias do pagamento daquela dívida".

Escrito por Flavio DeABel às 18h08
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17/08/2008


GEMINADOS

Condomínios geminados são construídos em Natal

DivulgaçãoIMÓVEIS - Casas duplex geminadas é a nova opção de moradia moderna
17/08/2008 - Tribuna do Norte


Com um know how de 20 anos construindo condomínios compactos em São Paulo, a HM&C Empreendimentos lança em Natal o Villa Verde, condomínio horizontal com 12 casas duplex geminadas, que variam de 135 m² a 153 m² de área privativa, implantadas num terreno de 1.200 m². “A idéia é oferecer uma opção de moradia com todas as vantagens de uma casa, com jardim e lazer para as crianças brincarem, otimização de espaços internos e o que é melhor: acessível financeiramente”, explica o construtor Hilton Morbin.

Essa nova proposta imobiliária, que tem se confirmado um sucesso nos grandes centros urbanos do País e até do exterior, não atende apenas à classe média. Mensalmente, dezenas de condomínios de pequeno porte são lançadas no país visando a alcançar todas as classes sociais, com valores que variam de R$ 120 mil a mais de R$ 1 milhão. “O conceito de casas geminadas é muito bem aceito em função da praticidade e dos inúmeros diferenciais que oferece ao morador. A HM&C pretende lançar nos próximos anos outros condomínios horizontais compactos com unidades de diferentes metragens, buscando atender todas as necessidades de mercado”, argumenta Morbin.

Localizado na Cidade Verde, o projeto do Condomínio Residencial Villa Verde, que é financiado pela Caixa Econômica Federal, inclui 12 casas duplex que variam de 135 m² a 153 m² de área privativa, implantadas numa área de 1.200 m². Cada uma com duas suítes, sala para dois ambientes, varanda, cozinha americana e área de serviço. O condomínio conta ainda com piscina, churrasqueira, interfone, playground e garagem com portões eletrônicos. A primeira fase do empreendimento, que prevê a construção das seis primeiras casas, será concluída em setembro próximo.

Escrito por Flavio DeABel às 11h33
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